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segunda-feira, 28 de março de 2016

Star wars

versao-nacional
by Rg.
(atenção a critica a seguir não contem spoilers). Sempre me senti deslocado do universo nerd e cinematográfico, quando o assunto era Star Wars, sempre achei que um dia tudo fosse mudar, e esta febre fosse diminuir nada mudou e tudo só cresceu com o tempo, o que era febre, se tornou um fenômeno, percebi que o problema era comigo e decidi procurar ajuda; ver a trilogia clássica pela primeira vez há alguns anos atrás, sem senso crítico, sem julgar efeitos e etc, assisti-la apenas com o intuito de me divertir, não funcionou, não despertou aquela paixão, similar ao que sinto por; O Senhor dos Anéis, Matrix e De Volta Para o Futuro. 

Com proximidade da estreia deste novo episodio fui rever trilogia clássica, e confesso que gostei (como já havia gostado), mas apenas isso, não foi algo que me pegou como a Terra Média (onde eu gostaria de voltar todo ano), então percebi que perdi o meu momento para com Star Wars, que há meu ver deve ser apreciado na hora certa, em sua infância ou adolescência, ou independente da idade, ter vivido aquele momento, ser assistido no cinema também é fundamental, para ter aquele valor nostálgico. Algo comum com alguns filmes que fizeram parte da minha infância, e hoje ao revê-los não pegam a nova geração, mas que ainda me faz adorar tudo àquilo de uma forma inexplicável. Posso ser uma minoria, mas para mim foi assim com Star Wars é apenas bom, por que perdi o momento, se não seria fantástico. 
Mas vamos ao que interessa, o novo filme Star Wars: O Despertar da Força, que chega aos cinemas com uma enorme expectativa, devido ao hiato de mais de dez anos, e pelo fato de até os fãs mais fervorosos não ficaram satisfeitos com o que seu criador; George Lucas fez ao tentar explicar o começo da saga de forma de prelúdio, numa trilogia equivocada, e onde ele descaracterizou personagens e usou e abusou do CGI, ignorando toda a magia que ele criou com poucos recursos em 1977, e ver tudo se perder em meio a efeitos digitais desnecessários. 
Assim que a Disney comprou a Lucas Filmes e J.J. Abrams foi o escolhido para dirigir o novo filme. tudo parecia se encaminhar bem, além de sua competência como diretor, ele já ganhou os fãs ao prometer que ia usar efeitos práticos e só CGI, apenas quando não houvesse alternativa, resumindo, muita coisa ali foi realmente construída, desde cenários, criaturas, espaçonaves e robôs. O Despertar da Força teve a melhor campanha de marketing de últimos anos, ao contrário dos blockbusters que chegam aos cinemas com diversos trailers lançados, e até cenas inteiras mostradas pelo estúdio (vide; Os Vingadores 2), neste caso a Disney soube guardar segredo a sete chaves e isso é um fator fundamental para o filme, que caso você não consiga assisti-lo nos primeiros dias, cuidado com os spoilers, que podem prejudicar sua experiência, é como você entrar na sala de cinema e ver pela primeira vez o episodio: V: O Império Contra Ataca e não saber sobre Luke e Vader (e isso faz um ótima diferença).  O Despertar da Força começa num ótimo ritmo daqueles de nos fazerem grudar na poltrona, emendando uma ótima sequência de ação, atrás da outra, são perseguições, por terra e espaço, a ação é continua, e a cada personagem que nos é apresentado, nos apegamos a ele, ou nos impressionamos (no caso do vilão), todos são ótimos, desde o droide BB8 (que é pura simpatia), Rey (Ridley) além de linda e talentosa, caiu como uma luva na saga, e já figura entre as maiores heroínas do cinema, Finn (Boyega)que também era um rosto de desconhecido, merece muito destaque, seu personagem é ao mesmo tempo medroso heroico e o principal alivio cômico do filme, algo que tínhamos muito pouco nos episódios 4, 5 e 6, alivio cômico que sempre que presente funciona, de forma espontânea nunca de forma forçada, fora de hora ou desnecessária.  A escolha do elenco é um dos pontos altos do filme, parece que ambos tanto John Boyega e Daysy Ridley não sentiram o peso de serem protagonistas de um Star Wars, e ainda ter ao seu lado o retorno do elenco original, que mesmo quase 40 anos depois, voltaram aos papeis que os consagraram. Ainda sobre retornos, ver Harrison Ford como Han Solo ao lado de Chewbacca, depois de mais de 30 anos é de que encharcar os olhos, seu Han Solo agora está menos canastrão e mais carismático, lembrando mais seu Indiana Jones do que o cowboy galáctico, Carrie Fisher, revive a princesa Leia e mostra que ainda sabe atuar quando lhe convêm, completando o elenco principal temos dois nomes em ascensão em Hollywood, Oscar Isaac e Adam Driver, um vive o melhor piloto da resistência Poe Cameron e o outro o vilão Kylo Ren, comandante da primeira ordem, que não deixa nada a desejar aos outros vilões da saga, inclusive; Darth Vader. O longa é repleto de homenagens e fãs services, que vão fazer todos fãs vibrar ao entender e achar todas elas.Homenagens à parte, o longa é um espetáculo visual, é como se ele tentasse fazer tudo de forma prática, como foi feito em 1977, mas com os macetes de hoje em dia, as brigas, perseguições e duelos de sabre, estão muito mais verossímeis, tudo foi atualizado, mas de forma honesta, como se filmes fossem evoluindo de forma gradativa, não do jeito que George Lucas fez nos anos 2000, onde nada parecia ser uma evolução gradual dos filmes anteriores. Tudo funciona perfeitamente em O Despertar da Forca, o enredo, a trama e os personagens, é tudo bem balanceado e dividido pelas duas horas duração, deixando um gostinho de quero mais. E agora emfim posso dizer que sou mais um adepto deste universo, pois vivi o momento deste filme, tanto o antes, como o  durante e agora o depois. E realmente posso dizer que vivenciar e degustar Star Wars da forma certa, e no momento certo, é uma experiência única, méritos para J.J. Abrams que já me converteu recentemente, antes um cético com relação há Star Trek, ser tornar fã da reinvenção da franquia dirigida por ele (Star Trek e Além da Escuridão) , agora ele conseguiu me converter novamente, agora para o lado da força, obrigado.
@RG_FilmesInc             @FilmesInc                           #Facebook
 Avaliação:
Critica:9,5
Publico:10
 Filmes Inc.:9,5 

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