by Rg.
Alguns atores menosprezados atingem seu auge de forma surpreendentemente rápida, e quando nos damos conta, ele já fez uma sequência de ótimos filmes (as vezes já esta até cotado ao Oscar). Recentemente tivemos o caso de Ben Affleck, que foi de massacrado por péssimos filmes (Contato de Risco e O Demolidor), a diretor consagrado (Medo da Verdade e Atração Perigosa) e ganhador do Oscar por Argo. Matthew McConaughey que emplacou uma série de filmes ótimos nos ultimos três anos, que culminaram em um Oscar, outro que vive um momento magico é; Jake Gyllenhall conciliando excelentes atuações, papeis importantes e bons diretores tem batido à sua porta com frequência, assim como os atores citados ele também surgiu como prodígio, com o Cult ou alternativo; Donnie Darko e Céu de Outubro, mas logo migrou para o cinema blockbuster, voltando a ter um flerte mais tarde com os papéis sérios em meados dos anos 2000 com; O Soldado Anônimo, Zodíaco e O Segredo Brokeback Montain, (ao lado de Heath Ledger que também viria a viver seu auge pouco antes de sua morte em 2008) mas logo voltou aos papeis voltados para o grande publico, mas atuar é como andar de bicicleta, a gente nunca esquece, e O Abutre é prova disso alem de consolidar de vez sua grande fase. Neste novo longa o ator vive Louis Bloom, um golpista que realiza pequenos furtos para sobreviver, astuto ele vai de leigo à entendido de qualquer assunto da noite para o dia, sem muitos afazeres, ele pula de galho em galho, e pesquisa muito sobre seus novos ramos de atuação e empreendimentos relâmpagos, ele age como se fosse formado em diversas áreas, só pelo fato de fazer cursos online ou assistir palestras de empreendedorismo, logo na primeira cena do filme vemos o cortando cercas para vender, em troca de alguns dólares, sua audácia é tanta que ele se dispõe a um emprego no mesmo local em que vende ferro velho, ao ser recusado ele questiona o porque, ouvindo um sonoro; "não, contrato ladroes", ao invés de se ofender ele digere aquilo numa boa. A vida de Bloom começa a mudar após testemunhar um grave acidente na noite de Los Angeles, ele assiste há um cinegrafista fazer imagens sem nenhum pudor, e nem sem se incomodar com as vitimas, o cinegrafista era um freelance, que vendia as imagens para o alguma emissora (que pagar mais), saindo toda noite em busca de uma calamidade, Bloom se identifica e vê um futuro para ele ali, uma carreira onde não precise dar golpes diários para sobreviver, no dia seguinte de câmera em punho, e um radio amador conectado com a frequência da policia, ele já parece urubu à procura de carcaça (ou um Abutre), mas sua falta de conhecimento dos códigos das ocorrências, o leva em situações desinteressantes, que não rendem boas imagens (e dinheiro), mas como já citei, nada que ele não resolva em uma noite em frente ao PC pesquisando, decorando todos os números de ocorrências, partindo apenas atrás do que vai lhe render uma bela grana. Após observar e ouvir outros free trabalhando, ele vai de encontro às emissoras vender seu produto, após o primeiro contato ele já aprende e conhece mais sobre o material que ele deve trazer, e o que vai render mais a ele, e a emissora. Guiado por uma falta de senso e ganancia, Bloom tem uma ascensão quase que meteórica, em seus primeiros dias já coloca um anuncio de emprego e já faz entrevistas, como se já tivesse uma grande empresa de filmagem, sua lábia é no melhor estilo, vendedores de planos de saúde ou recrutadores de esquema pirâmides, ele age e fala como já estivesse na área há tempos e tivesse mais que uma simples câmera, após conseguir um interessado, ele ainda pretende invés de pagar um salário, oferecer um estagio (não remunerado) ao jovem rapaz, que vai ser responsável por guia-lo através das ruas de Los Angeles. Muito de seu sucesso se dá, pela sua falta senso e pudor, ao adentrar em cenas de crime, sem autorização (algumas vezes até alterando provas), ele faz tudo em nome da fama e dinheiro. O diretor Dan Gilroy que era roteiristas dos filmes O Legado Bourne e Gigantes de Aço, faz sua estreia na direção, já com o pé direito. Sua ambientação da Los Angeles é muito sombria e cinza, ao contrário de qualquer filme que retrate a ensolarada cidade, ele mostra os pontos mais obscuros algo que Michael Mann já fez no ótimo Colateral, parece que a bela metrópole se transforma a noite, e O Abutre entra em cena com o cair da noite. Jake Gyllenahall sua performance é um show a parte, incluído mais um personagem significativo em sua ótima sequência de papéis (Amor & Outras Drogas, Contra o Tempo, Marcados Para Morrer, Os Suspeitos e o O Homem Duplicado), aqui ele atinge seu auge, sua atuação é algo impressionante, sua cara pau, é conciliada a uma astucia (impressionante), que nos deixa pasmos, neste ponto já nos perguntamos se ele sabe os absurdos que fala (e comete), ou se o que realmente lhe falta é apenas senso, esta é a magia de seu personagem, hora parece ser um completo ignorante e logo em seguida, um oportunista com ótima lábia, sua expressão facial sempre lucida e imparcial (sem emoções), nos deixa ainda mais intrigados sobre seu personagem. O Abutre tem uma das melhores fotografias do ano, uma das melhores atuações e direção, e já figura entre os melhore filmes do ano, e se academia o ver com bons olhos, será um forte candidato ao Oscar no próximo ano. E sobre Gyllenahall parece que seu ciclo de bons filmes, esta longe de acabar, seu próximo projeto é um drama sobre um boxeador, e filmes de superação somados a ótimos atores é sempre sinônimo de prêmios. @RG_FilmesInc @FilmesInc Facebook #facebook
Avaliação:
Critica:9,5
Público:8
Filmes inc.:9
