Filmes Inc.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A Abutre

Nightcrawler-28out2014-posternacionalby Rg.
Alguns atores menosprezados atingem seu auge de forma surpreendentemente rápida, e quando nos damos conta, ele já fez uma sequência de ótimos filmes (as vezes já esta até cotado ao Oscar). Recentemente tivemos o caso de Ben Affleck, que foi de massacrado por péssimos filmes (Contato de Risco e O Demolidor), a diretor consagrado (Medo da Verdade e Atração Perigosa) e ganhador do Oscar por Argo. Matthew McConaughey que emplacou uma série de filmes ótimos nos ultimos três anos, que culminaram em um Oscar, outro que vive um momento magico é; Jake Gyllenhall conciliando excelentes atuações, papeis importantes e bons diretores tem batido à sua porta com frequência, assim como os atores citados ele também surgiu como prodígio, com o Cult ou alternativo; Donnie Darko e Céu de Outubro, mas logo migrou para o cinema blockbuster, voltando a ter um flerte mais tarde com os papéis sérios em meados dos anos 2000 com; O Soldado Anônimo, Zodíaco e O Segredo Brokeback Montain, (ao lado de Heath Ledger que também viria a viver seu auge pouco antes de sua morte em 2008) mas logo voltou aos papeis voltados para o grande publico, mas atuar é como andar de bicicleta, a gente nunca esquece, e O Abutre é prova disso alem de consolidar de vez sua grande fase.
  Neste novo longa o ator vive Louis Bloom, um golpista que realiza pequenos furtos para sobreviver, astuto ele vai de leigo à entendido de qualquer assunto da noite para o dia, sem muitos afazeres, ele pula de galho em galho, e pesquisa muito sobre seus novos ramos de atuação e empreendimentos relâmpagos, ele age como se fosse formado em diversas áreas, só pelo fato de fazer cursos online ou assistir palestras de empreendedorismo, logo na primeira cena do filme vemos o cortando cercas para vender, em troca de alguns dólares, sua audácia é tanta que ele se dispõe a um emprego no mesmo local em que vende ferro velho, ao ser recusado ele questiona o porque, ouvindo um sonoro; "não, contrato ladroes", ao invés de se ofender ele digere aquilo numa boa. A vida de Bloom começa a mudar após testemunhar um grave acidente na noite de Los Angeles, ele assiste há um cinegrafista fazer imagens sem nenhum pudor, e nem sem se incomodar com as vitimas, o cinegrafista era um freelance, que vendia as imagens para o alguma emissora (que pagar mais), saindo toda noite em busca de uma calamidade, Bloom se identifica e vê um futuro para ele ali, uma carreira onde não precise dar golpes diários para sobreviver, no dia seguinte de câmera em punho, e um radio amador conectado com a frequência da policia, ele já parece urubu à procura de carcaça (ou um Abutre), mas sua falta de conhecimento dos códigos das ocorrências, o leva em situações desinteressantes, que não rendem boas imagens (e dinheiro), mas como já citei, nada que ele não resolva em uma noite em frente ao PC pesquisando, decorando todos os números de ocorrências, partindo apenas atrás do que vai lhe render uma bela grana. Após observar e ouvir outros free trabalhando, ele vai de encontro às emissoras vender seu produto, após o primeiro contato ele já aprende e conhece mais sobre o material que ele deve trazer, e o que vai render mais a ele, e a emissora. Guiado por uma falta de senso e ganancia, Bloom tem uma ascensão quase que meteórica, em seus primeiros dias já coloca um anuncio de emprego e já faz entrevistas, como se já tivesse uma grande empresa de filmagem, sua lábia é no melhor estilo, vendedores de planos de saúde ou recrutadores de esquema pirâmides, ele age e fala como já estivesse na área há tempos e tivesse mais que uma simples câmera, após conseguir um interessado, ele ainda pretende invés de pagar um salário, oferecer um estagio (não remunerado) ao jovem rapaz, que vai ser responsável por guia-lo através das ruas de Los Angeles. Muito de seu sucesso se dá, pela sua falta senso e pudor, ao adentrar em cenas de crime, sem autorização (algumas vezes até alterando provas), ele faz tudo em nome da fama e dinheiro. O diretor Dan Gilroy que era roteiristas dos filmes O Legado Bourne e Gigantes de Aço, faz sua estreia na direção, já com o pé direito. Sua ambientação da Los Angeles é muito sombria e cinza, ao contrário de qualquer filme que retrate a ensolarada cidade, ele mostra os pontos mais obscuros algo que Michael Mann já fez no ótimo Colateral, parece que a bela metrópole se transforma a noite, e O Abutre entra em cena com o cair da noite. Jake Gyllenahall sua performance é um show a parte, incluído mais um personagem significativo em sua ótima sequência de papéis (Amor & Outras Drogas, Contra o Tempo, Marcados Para Morrer, Os Suspeitos e o O Homem Duplicado), aqui ele atinge seu auge, sua atuação é algo impressionante, sua cara pau, é conciliada a uma astucia (impressionante), que nos deixa pasmos, neste  ponto já nos perguntamos se ele sabe os absurdos que fala (e comete), ou se o que realmente lhe falta é apenas senso, esta é a magia de seu personagem, hora parece ser um completo ignorante e logo em seguida, um oportunista com ótima lábia, sua expressão facial sempre lucida e imparcial (sem emoções), nos deixa ainda mais intrigados sobre seu personagem. O Abutre tem uma das melhores fotografias do ano, uma das melhores atuações e direção, e já figura entre os melhore filmes do ano, e se academia o ver com bons olhos, será um forte candidato ao Oscar no próximo ano. E sobre Gyllenahall parece que seu ciclo de bons filmes, esta longe de acabar, seu próximo projeto é um drama sobre um boxeador, e filmes de superação somados a ótimos atores é sempre sinônimo de prêmios. @RG_FilmesInc                             @FilmesInc                Facebook                  #facebook
Avaliação:
Critica:9,5
Público:8
Filmes inc.:9
 

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exercitos

O-Hobbit-A-Batalha-dos-Cinco-Exercitos-all-posterBy Rg.
Toda saga tem seu fim, e depois de quase uma década de saudade, emfim voltamos a Terra Media em 2012, e após mais uma trilogia é hora de dar adeus novamente, desta vez por tempo indeterminado (pois Silmarillion dificilmente vera a luz do dia, por ser difícil de ser adaptado e pelos direitos estarem nas mãos da família Tolkien), a saudade já toma conta do universo nerd no mundo todo, mas após este desfecho final, será que valeu a pena, revisitar uma das maiores trilogia do cinema. Já elogiei os dois primeiros filmes, mas era preciso ver seu desfecho, seu ato final, para poder julgar como um todo, afinal O Hobbit mais que nunca é um filme só, que foi adaptado e dividido em três partes. Muitos criticaram Peter Jackson pelo excesso na duração, ao prolongar a série inspirada no curto livro de J.R.R Tolkien (328 paginas). Será que o consagrado diretor que já nos brindou com a trilogia do Anel iria acertar novamente, muitos criticaram principalmente a segunda parte da saga, mas pelo que me lembro foram os mesmos que criticaram também As Duas Torres há dez anos, e depois tiveram que engolir a seco o ótimo O Retorno do Rei e seus 11 Oscar's. Tanto lá como aqui as criticas dividiram opiniões, mas independente de tudo Peter Jackson teria que encerrar a saga de forma exemplar novamente e calar seus opositores, será que ele conseguiu? Material ele tinha, deixou para a parte final uma das maiores batalhas da Terra Média, A Batalha dos Cinco Exércitos, que leva o titulo do filme, uma batalha tão épica quanto às do Abismo de Helm e Das Minas Trith, se a saga de Bilbo já agradava os fãs da franquia, imagina agora que teríamos a épica batalha pelo ouro da montanha. Pois mesmo agradando, a saga O Hobbit ainda não tinha tido batalhas do porte do O Senhor dos Anéis, seu ritmo comparando com os anteriores era mais aventuresco e lento, a parte medieval seria apresentada agora. E Peter Jackson nos prometeu a maior batalha da Terra Media, ele tem moral para isso se há 10 anos atras já fez confrontos de saltar os olhos, imagina agora.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, já começa frenético como se fossa um filme de 007 com uma sequencia de ação antes dos créditos iniciais, tal sequencia é o final do arco envolvendo o Dragão Smaug  (Benedict Cumberbatch)e o ouro da montanha, todos sabem que tudo ficou em aberto, devido à decisão do diretor e o estúdio em fazer mais um filme (primeiramente O Hobbit foi idealizado para ser dois filmes), o desfecho do arco de Smaug ocupa os primeiros 25 minutos do filme, após o desfecho temos a introdução do novo longa com direito ao seu titulo e os créditos iniciais, algo que já causa certa estranheza para aqueles que assistiram o filme anterior, há exatos, um ano, confesso que vi a Desolação de Smaug dias antes, e senti que apenas tinha dado um pause para ver seu fim no dia seguinte.
Antes de me adentrar no filme atual, tenho também um adento sobre Smaug, todos sabemos que  ele vai em direção do vilarejo para uma vingança, tal sequencia (com exceção do Dragão, perfeito), foi a mais decepcionante de todos os seis filmes, para mim, digo em matéria de efeitos, e fotografia o vilarejo vizinho à montanha, é o único cenário em todos os filmes que soa como falso, nada mal feito, mas ele tem cara CGI e muito fundo verde, não que não tenha em toda a saga, mas todos sabemos que ele filmou tudo em cenários reais na Nova Zelândia e adicionava os efeitos na pôs produção, mas quase tudo era cenário e quando não era, era quase imperceptível, já aqui este sequencia toda pareceu artificial, não que seja ruim, são ótimos efeitos, mas não condizem com franquia.
Após o desfecho entre os anões e o Dragão, outro dilema é  posto em cheque os anões recuperam seu reino e ficam expostos por todos os outros habitantes de Terra Media, entre eles Humanos, Elfos, Orcs e todas as outras criaturas da Terra Media, alguns apenas querem o que é seu de direito (Anões donos da Montanha e de boa parte de sua riqueza), outros apena querem o que lhe foi roubado (Elfos), ou os que lhe foi prometido como os humanos, que os Anões que prometeram uma parte da fortuna caso fossem ajudados, e necessitam do comprimento de tal acordo, para reconstruir sua vila e suas vidas, e os Orcs que partem em direção a montanha por uma simples ganancia.
Tal confronto poderia ser evitado se Thorin não estivesse transtornado pela febre do ouro e se torna um rei ganancioso e acha que todos querem lhe roubar o que é seu por direito, dando inicio a um impasse em suas terras, entre eles, Elfos e Humanos, tal impasses cresce assim que as tropas Orcs, chegam há montanha, dando início a um confronto épico, envolvendo todas as frente do reino; Orcs, Elfos, Humanos, Anões e até as criaturas são convocadas, como Beorn e as águias.
A trama de o Hobbit é essa, nada muito complexo, nem esperávamos por isso todos estavam ansiosos pela grande batalha além de ser a primeira desta nova saga, o próprio diretor prometeu se superar e realmente ao ver exércitos numerosos marchando em direção à batalha novamente é emocionante, quando Trolls e Orcs chegam à montanha é de deixar qualquer um eufórico, o grande problema é seu decorrer, a batalha começa interessante e vai perdendo seu interesse antes da metade, ela vai ficando monótona e se dispersando, ao contrário do que esperávamos, queríamos ver o que foi descrito no livro todos, contra todos, até que surge um inimigo comum, mas aqui além de dispersar ele divide a batalha em arcos, conforme cada um ocupa um lugar em campo os eventos vão correndo em paralelo, algo que ele já fez nos filme anteriores, mas os protagonistas estavam em lugares diferentes, e em guerras diferentes, aqui todos estão no mesmo lugar, parece que foi apenas para repetir e técnica anterior.
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exercito, tem seus defeitos, mas a qualidade sobressai seu maior problema e termos a franquia anterior, talvez se não tivéssemos um parâmetro, tudo seria diferente. Peter Jackson pode ter derrapado, mas mesmo se ele não errasse o conteúdo do livro era muito menor e inferior da trilogia, seria difícil chegar, perto, mas ele se aproximou muito e nos deu uma boa saga, seu elenco esta novamente muito bem Ian McKllen (Gandalf), Martin Freeman (Bilbo), Kate Blanchet (Galadriel) e Richard Armitage (Thorin) estão ótimos, o restante não compromete, como Luke Evans (Bard), Orlando Bloom (Legolas), Lee Pace (Thranduil) e Evangeline Lilly (Tauriel).
O Hobbit pode não ser melhor que seus antecessores, mas convence bem, e vale a pena voltar a terra media, talvez se fosse apenas dois filmes seria melhor, não sei, mas o importante é- que esta longa de ser ruim.
 @RG_FilmesInc                          @FilmesInc                    Facebook                 #filmesinc
Avaliação:
 FilmesInc.:8
 Critica:8
 Público:9