By Rg.
Convergente é o terceiro filme da saga Divergente, e chega aos cinemas como penúltimo capítulo da trilogia de livros da escritora; Verônica Roth, que virou uma quadrilogia de filmes, mesma estratégia que outra franquia que serviu de inspiração; Jogos Vorazes, que coincidentemente sofre dos mesmos problemas que a serie citada também sofreu quando chegou em sua terceira parte.
Somando aos problemas que está adaptação já tem por própria (demonstrada nos filmes anteriores), a Lions Gate (produtora) claramente não abriu o bolso e não aumentou o seu orçamento, conforme os filmes foram crescendo (algo comum com este tipo de projeto, até a saga Crepúsculo evoluiu muito em matéria de produção desde sua primeira parte, aqui parece justamente o contrário), mesmo contando com alguns nomes de peso no elenco, a ambientação e os efeitos são muito pobres, e inferiores aos anteriores. Outro incomodo do filme são seus protagonistas, Tris (Shailene Woodley, que não compromete nos anteriores), aqui esta apática e insossa, motivo que pode ser explicado pelo fato do roteiro dar mais ênfase ao seu interesse romântico; Four, que praticamente ficou com o protagonismo do filme (mesmo não tendo carisma algum, e com apenas duas variações de expressão), Jeff Daniels até mostra algum talento, mas perdido em meio a um roteiro confuso, não pode fazer muito, Naomi Watts, continua irreconhecível e no automático, já por incrível que parece Miles Teller é a melhor coisa do filme, tanto em atuação e como em alívio cômico, perece que após ter falado mal sobre a saga aos quatro cantos do planeta, e ter mostrando a publicamente seu descontentamento com a qualidade da série, principalmente após ganhar status em Hollywood como protagonista do premiado, Wiplash ele ganhou merecido destaque e deve ter ouvido do diretor para que ele ligasse o famoso "TV" (entra lá e ti vira, faça o que quiser) ele está confortável no papel, sarcástico e confiante, parece que tudo ali é uma piada para ele.
Além dos atores o roteiro (e pior até agora) prejudica muito a produção, com situações e resoluções absurdas, como quando nos apresenta que do outro lado do muro existe uma grupo evoluído (cientificamente) que observa todos, principalmente os Divergentes 24 horas por dia (no melhor estilo BBB), e tem autonomia para intervir em seu sistema quando quiser como desligar máquinas, abrir escotilhas e etc, mas só decidem fazer isso quando Tris e Four voltam há Chicago para impedir a guerra eminente, que e viável que ocorra para eles. Por que não interviram antes? Ou por que eles são intervém quando é cômodo ao roteiro, como na cena em que ele corta comunicação com a nave, mas não quando seu irmão usa o computador central para se comunicar com Tris, outro equivoco é a forma que eles observam os distritos, onde eles escalam os dois novatos para observar seus antigos amigos, só que eles têm que observa-los ao vivo, e sem segurança e acompanhamento algum, qualquer um vai até eles, e assiste o conflito e pede exclusividade de informação sobre os eventos, tudo isso sem supervisão do chefe, Dave, todos recebem informações ou vão até lá quando querem, e pelo jeito nada é gravado e analisado depois.
Outro fator que gera um desconforto e que Tris além de coadjuvante do próprio filme, não convence como heroína quando necessário, como na sequência inicial ou no final do longa, sua fragilidade é nítida (ao contrário de Katniss de Jogos Vorazes), ela está franzina e mal sabe portar um arma, ficando nítido isso na sequência final, onde ela carrega uma arma, quase que de forma amadora e cambaleando as pernas, parece que o diretor; Robert Schwentke (Red) que retorna na direção, abriu mão de orientar seus atores e treina-los, já Theo James (Four) que toma conta da ação de filme, sua canastrice é tamanha, que até cena de ele atirando de costas temos, mostrando uma arrogância e se auto clamando "fodão" temos (vale ressaltar os tiros que tem sons de armas infantis).
A trama é rasa e apática, agora abordando a ascensão de Evelyn (mãe de Four, vivida por Naomi Watts), que após a morte de Janine (Kate Winslet), toma seu lugar, e tem as mesmas atitudes e intenções, apenas um discurso diferente, e entra em conflito com a facção amizade, que é contra sua hierarquia, Four e Tris também não concordam com seus modos, e fogem através do muro e encontram uma nova civilização além dele, chefiada por Dave (Daniels) que já os observava e sabia quem eram há muito tempo, e estuda os Divergentes, só que nem tudo são flores, eles descobrem que ele não quer pacificar, e sim só estudar Tris e deixar que Chicago entre em guerra, eis que Four e Tris voltam para o distrito agora para ajudá-los e enfrentar Dave (sim meu amigo é isso mesmo).
Some tudo isso e efeitos baratos, diálogos vergonhosos, atores sem vontade e uma direção preguiçosa, temos Convergente, que ao contrário dos filmes do gênero, divididos em duas partes, sempre terminam sem final, isso está saga mudou, ela sempre encerra seu arco, não deixando ganchos para sequência, mas nem isso salva o longa que é o mais fraco da série e do gênero que tem uma franquia regular com Jogos Vorazes e até Maze Runner vem sendo mais promissor do que está saga.
Se a última parte vai ser excelente e vamos quebrar a cara é possível, mas pelo andar da carruagem e difícil é mesmo um ótimo filme estando por vir não arrumar o estrago feito.
@RG_FilmesInc @FilmesInc #Facebook Insta/rg_filmesinc
Avaliação:
Filmes Inc.:6
Critica:6
Público:7,5
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