Filmes Inc.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Incontrolável (Usntoppable)


Rg.
A parceria de Tony Scott (diretor) e Denzel Washington protagonista deste filme parece que vem dando certo afinal este é a quinta parceria da dupla, não a meu ver depois dos filmes que variam do fraco ao razoável, como Maré Vermelha (bom), Déjà Vu (fraquíssimo), Chamas da Vingança (exceção bom filme e só),O Seqüestro do Metro 123 (fraco), este era o teste de força deste casamento, antes do divorcio e para tudo dar certo o diretor optou por uma historia verídica (nada melhor que arroz e feijão) que ocorreu em Ohio em 2001.                    Incontrolável, já abre os créditos iniciais com tensão, a música os barulhos dos trens são tão reais e barulhentos que o telespectador é levado para dentro do longa como se estivesse na locomotiva, às cenas iniciais são trabalhadas lado a lado, como o dia a dia dos maquinistas, pela manhã, e um trem com dezenas de crianças em um passeio escolar paralelamente e fantástico e tenso.
O filme inicia e diminui um pouco a ‘’tensão ‘’pois um dos maiores méritos do filme é nos mostrar, um pouco dos seus protagonistas e seu lado pessoal, para nos apegarmos a eles durante o longa, e ai a tensão é maior, pois quando você se apega a um personagem ou pessoa você torce cada vez mais para ela.
Tony Scott mesmo não tendo acertado muito nos últimos filmes como já citei aqui volta em seu melhor estilo como em Top Gun e Dias de Trovão, ele presta uma bela homenagem aos filmes de catástrofe da década de 70 e 80, pois naquele tempo as catástrofes eram enchentes, incêndios e até um trem fora de controle, eram medos reais coisas que o publico se identifica que podem acontecer não catástrofes de fim do mundo ou invasões alienígenas e etc.
Esta fórmula deixa o filme muito mais frenético e o público muito mais aflito como se estivesse ligando a TV e acompanhando um acontecimento real ao vivo de roer as unhas mesmo.
O filme conta a história do Trem 777 que em 2001 atravessou o estado da Pensilvânia a mais de 112 km por hora, carregando uma carga química e extremamente inflamável, se o trem fosse descarrilhado (que sempre é primeira alternativa nestes casos) teríamos uma catástrofe ambiental de proporções enormes e muitas mortes.
Em meio a este conflito esta Frank (Denzel Washington em seu melhor papel desde O Gangster dirigido pelo irmão de Tony, Ridley Scott de Gladiador) um veterano maquinista que após anos de trabalho, vê os novatos tiraram o lugar de seus companheiros, entre os novatos esta Wilson Colson (Chris Pine de Star Trek) que esta assumindo um dos cargos de condutor e passa a trabalhar do lado do veterano. Logo na primeira cena e nítido uma tensão entre os dois, Frank que acha (Colson) tirou o emprego de algum de seus amigos, pelo seu sobrenome (os Colson tem nome forte na área ferroviária) e não por competência e o novato que esta passando por problemas de divorcio e perda de guarda dos filhos prefere não perder tempo se justificando.
Mesmo com este clima ruim entre os dois, após saberem sobre o trem desgarrado (termo usado quando acontece esta situação) eles são os únicos que podem fazer algo mesmo sem seguir as regras, a partir daí o filme e clímax só, o som das seqüências de ação são fantásticos, barulhento, mas muito real, as tentativas do governo par controlar a situação você acompanha hora pelo helicóptero de TV hora pelo ponto de vista, dos personagens e genial, às vezes parece que você esta vendo TV e acompanhando o acontecimento verídico, não apenas um longa metragem.
Destaque para algumas cenas como as que o trem destrói uma carreta em uma das cidades que o trem atravessou as cenas dramáticas também são de cortar o coração como quando Frank liga para as filhas que não sabem o que esta acontecendo para se despedir e algo fora de série.
E mesmo se baseando em algo que já aconteceu, o filme é pura tensão é um dos mais bem dirigidos do ano fácil, eu sinceramente fui ao cinema para ver, mais do mesmo da dobradinha Denzel/Tony se eles me prometerem que vão fazer mais cinco filmes, mas tão bons ou melhor que este, eu me sento na primeira fila fácil, que venham mais. Pois demorou como no esporte, mas a dupla finalmente entrosou e em time que finalmente esta ganhando não se mexe.
Há mesmo sendo verídica a história nada aparece forçado como em outras adaptações tudo soa como real você ali nada tem cara de galhofa.
Ao ver Incontrolável uma coisa é fato, Incontrolável é, não roer as unhas e se controlar na poltrona.
Avaliação:
Critica: 8
Filmes Inc. 8
Publico: 8,5

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sobrenatural (Insidious)

Rg.
Simplicidade deveria ser regra em filmes de terror e suspense, e era nas décadas de 80 e inicio de 90, mas com os efeitos especiais e CGI (aprimoramento dos efeitos especiais e visuais) tudo mudou e conseqüentemente os filmes também para pior, o uso escasso de efeitos especiais e visuais, nos filmes de terror deixaram o fator primordial no suspense/terror de lado justamente à simplicidade.              
O que lhe assustou em sua infância?Não eram luzes e outras parafernálias? Eram, ruídos, passos, vultos, louças caindo, panelas batendo, portas rangendo e sussurros entre outras coisas, por que isto lhe impressionava, nos dava medo nos filmes antigos? Por que era algo que todos nos já tínhamos presenciado ou escutado historias, não estou falando que são coisas reais, mas na infância qualquer barulho era motivo de uma noite sem dormir, e coisas simples banais como as citadas são questionáveis ninguém acredita em você, barulhos acontecem sua mãe lhe dizia.
O grande diferencial do novo filme do diretor James Wam que fez o primeiro e único bom filme da serie Jogos Mortais, nós traz exatamente tudo isso simplicidade o filme já começa com um tom sombrio, pouco visto nos filmes desde as décadas anteriores, (exceção o ótimo Arraste-Me Para o Inferno) aquela trilha sonora inicial, aguda que lhe remete um tom de velho incomodador, e ao mesmo tempo assustadora.
A principal característica do filme são os acontecimentos espontâneos dinâmicos, rápidos que são jogados na tela sem aumento de musica (resumindo não somos preparados), uma atrás da outra, e todas tem o mesmo impacto na platéia algo que observei na sessão que vi o filme os sustos na platéia eram constantes, mas eram sustos de qualidade não aquele clichê de Torture Porn (Jogos Mortais, O Albergue e etc.) eram sustos que incomodam como já citei coisas banais que podem acontecer, as sombras do filme são assustadoras, os vultos, que passam sem mais nem menos também, os barulhos perturbadores.
A cena do sujeito andando na varanda é fantástica, e a cena em que o rosto e visto no quarto também. Outro diferencial de Sobrenatural são os espíritos e visitantes, no caso dos espíritos, eles têm cara de gente morta de verdade algo perturbador expressões mórbidas, sombrias, congeladas é a sensação de estar vendo alguém no caixão, e ela se levantar com sua palidez e olhos vidrados, já o tal visitante e uma criatura assustadora e simples ao mesmo tempo algo impossível de descrever e cena da parede e fantástica e perturbadora ao mesmo tempo.
Sobrenatural (Insidious título orginal que significa traiçoeiro) faz citações ou homenagens aos clássicos de 80 como o Poltergeist e Evil Dead entre outros com louvor e só peca ao sair do seu principal elemento ser simples, em alguns momentos em seu desfecho final ele faz um uso de efeitos visuais, muito pouco mesmo, mas devido ao seu inicio cru, destoou um pouco da obra, e o uso em excesso do gelo seco também me incomodou um pouco, mas se encaixa no contexto do longa para nos mostrar que adentramos em outro lugar nada que preocupe, pois o filme já estava com pontos positivos um pequeno escorregão não tira seu brilho ou escuridão.
A historia da família que se muda para uma nova casa, para um novo recomeço é um clichê do gênero, após alguns dias na casa nova Dalton(um dos 3 filhos do casal) explorando o porão cai da escada, vê algo e grita por seus pais.
No dia seguinte o garoto não acorda e entra numa espécie de coma, sem explicação cientifica, junto com o problema com seu filho Josh o pai (Patrick Wilson) começa a ter que lidar com outros problemas, sua esposa (Rose Byrne) começa a sentir e ver coisas muito estranhas na casa, após os pedidos de sua esposa e algumas noites de inferno Josh mesmo relutante faz a vontade dela e se mudam.
Agora em uma casa nova os problemas deles não param ate chegam a se agravar, ai que filme sai do clichê do gênero (ué não era casa?) e a famosa frase dita no trailer ‘’não sua casa que a mal assombrada’’e levada à risca. O visitante e os espíritos  querem algo ou alguém desta família, tudo isso e revelado rapidamente no início do filme o suspense fica em torno de o por que ele querem aquele alguém? O filme tem uma historia coesa, convincente e merece muito ser visto.
Mesmo se isso lhe custar algumas noites sem dormir, algo que eu garanto hoje em dias, poucos filmes são capazes de fazer isso.
Sobrenatural foi feito com um orçamento modestíssimo nos mostra que num mercado de milhões o terror feito com uns trocados, mas com muita simplicidade pode sim, arrecadar milhões, mas não custar.
Afinal são nas coisas simples que estão, os grandes sustos...!
Avaliação:
Publico: 8
FilmesInc.:8,5 
Critica: 7,5

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pânico 4 (Scream 4)

Rg.
A Morte esta La fora, não abra a porta, não atenda ao telefone, e tente não entrar em...
 Pânico com este slogan estampando os cartazes nacionais (por que o título original do filme é Scream que significa Grito), este filme marcou uma geração e criou um padrão de filmes no final da década de 90.
‘’What is your Scary movie?’’(Qual é seu filme de terror favorito?) com esta frase que se tornou jargão na época, era o inicio do primeiro filme em 1996, o longa abre sem créditos apenas com o telefone tocando e uma garota atendendo, após ver que não passa de um engano, desliga o telefone, que toca novamente fazendo perguntas sobre o que ela esta fazendo, assustada a garota desliga novamente após a algumas ligações seguidas à garota percebe que não se passa de mal entendido o assassino começa a amedrontar mais a jovem, com perguntas assustadoras sobre filmes de terror e se ela não acertar, o seu namorado será morto, o resto nós todos já sabemos o desfecho desta fantástica cena.
Pânico foi o primeiro filme a brincar com as regras dos filmes de Terror, principalmente
de Slasher Movies (Filmes de Assassinos geralmente mascarados, como Sexta Feira 13, Hallowen e outros) citando seus clichês do gênero o assassino Ghostface matou a muito jovens na pequena cidade de Woodsboro.
Wes Craven diretor de A Hora do Pesadelo (que teve Reboot em 2010) e da trilogia volta com maestria após ter criado um mito na década de 80 Freddy Krueger e Ghostface uma década depois, Pânico se tornou referencia, de 10 filmes de terror 12 tinham elenco teen (adolescente) que virou marca registrada da época, o próprio roteirista de Pânico, Kevin Williamson roteirizou alguns dos mais conhecidos destes derivados, como os esquecíveis Eu sei o que vocês fizeram no Verão Passado e Lenda Urbana.
Passados alguns anos e também algumas seqüências, o gênero se desgastou e a própria,
franquia Pânico também após sua fraca terceira parte foi sepultada e seus derivados juntos.
Para você ter idéia da força que um filme que praticamente criou, ou ressuscitou um gênero, se desgastou você procura no Google Pânico vem primeiro suas paródia, a franquia Todo mundo em Pânico e depois o programa Pânico só algumas paginas depois o filme original.
Quinze anos se passaram e Wes Craven decide ligar o desfibrilador (peça chave) e ressuscitar o filme e o gênero e sem mais delongas deu certo.
Pânico 4 já começa com uma cena fantástica, falando das tecnologias atuais afinal Pânico sempre e foi um filme para jovem e a geração atual a Y, geração: You Tube, Facebook e Twitter que são citados a todo o momento, afinal tudo mudou nestes quinze anos e filme cita isso, que as próprias regras que Pânico criou em cima de regras de filmes de terror mudaram.
O diretor Wes Craven trouxe com ele o roteirista original novamente Kevin Williamson para contar a historia, chegou a ser cogitado que seria um Reboot (recomeço) não a parte 4.
Mas logo após estes boatos foram negados e a noticia verdadeira era que as intenções do diretor além de fazer o quarto filme era dar início a uma segunda trilogia com os novos acontecimentos, ou seja, teremos Pânico até sexto.
A trama nos mostra Neve Campbell (Sidney ou hello Sidney) voltando há Woodsboro 10 anos após o terceiro filme para promover seu livro (Auto-ajuda) sobre os acontecimentos, falando como sobreviveu ao Ghostface. E sua chegada calha com o lançamento do sétimo filme da franquia Stab, que se baseou no livro que Gale(Courtney Coox) lançou sobre as mortes na cidade.
Ghostface se tornou parte do folclore da cidade, com a chegada de Sidney que chega a ser chamada de Ceifadora (ou Anjo da morte se você preferir) pela amiga de sua prima interpretada pela bela Jill (Emma Roberts) que ainda reside na cidade e pelo jeito sua amiga não estava errada, ao dar o apelido a Sidney citou, pois todos que estão ao seu redor morrem menos ela, e não demora logo em sua primeira noite na cidade acontecem duas mortes, mostradas na seqüência inicial (sensacionais) e a cidade toda fica em alerta.
 Sidney que além de vitima também pode ser uma suspeita tem que ficar na cidade até tudo se resolver (é tudo que o assassino mais quer), as mortes estão mais elaboradas as citações de filmes são excelentes com direito a críticas a serie já muito, mas muito desgastada Jogos Mortais, as regras sobre o que fazer para sobreviver estão divertidíssimas, Dowey (David Arquette) agora é Xerife continua com uma mira péssima, Gale (Courtney Coxx Arquette) agora sua esposa (na vida real também) não e mais jornalista é apenas uma escritora, sem tem sobre o que escrever o elenco esta na medida certa desde os principais aos coadjuvantes, Ghostface continua apanhando muito, mas esta muito mais cruel.
Em fim para nosso bem podemos entrar em Pânico ou se você preferir o titulo original gritar sem medo, pois a série voltou aos eixos, graças a isso todos nos antes de assistir um filme de terror pensaremos duas vezes antes de atender ao telefone.
Há diga se de passagem a critica a mídia que a personagem de Emma Roberts (Jill) faz em um momento do filme é fato que, você para ter sucesso não precisa ser alguém, é só ter feito algo participado ou sobrevivendo à um acontecimento.
Avaliação:
FilmesInc.:8,5
Critica: 7
Publico: 9
Trilogia: Pânico 9,5/ Pânico 2:7/ Pânico3: 6

terça-feira, 12 de abril de 2011

RIO

Rg.
Rio na nova animação do diretor Brasileiro Carlos Saldanha (A Era do Gelo 2 e 3) tem dois pontos fundamentais que interferem diretamente no filme.Primeiro ponto o inicio do longa e bem colorido divertido nos mostra a arara Azul Blu (dublado por Jesse Eisenberg de Rede Social) no Brasil sendo levado para o USA e se perdendo ao chegar la e sendo encontrado pela jovem Lisa que cuida do pássaro desde sua infância, a seqüência inicial que mostra o início do dia a dia deles é excelente, Lisa que criou Blu como um animal doméstico com muito carinho.
Mas com a chegada de Túlio dublado por Rodrigo Santoro no original a Minessota para achar a ultima arara azul macho (Blu), pois no Brasil especificamente no Rio de Janeiro esta Jade (Anne Hatway) para preservar a espécie, mesmo com seu jeito excêntrico Túlio consegue convencer Lisa a viajar com Blu ao Brasil, chegando à terra do samba a aventura começa de verdade Jade não é nem um pouco receptiva com a ave e só tem plano de fugir e Blu não entende a fêmea, pois adora cativeiro e uma gaiola, após alguns problemas entre a dupla, no cair da noite á clinica é arrombada por contrabandistas de aves, e as araras que valem muito dinheiro por serem (a) raras (sem trocadilhos).
Jade consegue escapar dos mal feitores, mas, não contava com pequeno grande problema, Blu nunca aprendeu a voar nem se preocupou com isso devido à boa vida que levou em casa, presos uma ao outro a aventura começa de vez pelas ruas cariocas sim ruas!Pois sem Blu poder voar as aves tem que atravessar a cidade maravilhosa andando em busca de Lisa por parte de Blu e liberdade por parte de Jade.
Ajudado por outras aves neste trajeto pela cidade do samba, enfrentam todos os perigos possíveis, nesta aventura.
Pronto primeiro ponto descrito com a sinopse do filme eis que vamos ao segundo e principal ponto do longa.
Eu que em minha critica de A Era do Gelo 3 apontei Saldanha (diretor) como o brasileiro mais bem sucedido em Hollywood aqui gostaria de retirar minhas palavras, antes que você ataque a primeira pedra vou expressar o porquê o diretor, caiu tanto em meu conceito.
Aqui ao mostrar a cidade do Rio, exatamente mostrada para turista ver ou não, também todos os pontos turísticos estão la (muito bem recriados digitalmente por sinal) desde o Pão de Açúcar, O Cristo, Sapucaí, Copacabana e os morros!Pêra ai morros? É ai que o filme a meu ver começa a degringolar, sim nosso pais tem problemas e suas mazelas? Tem, mas por que mostrá-las sem necessidades numa animação, e com certa frieza e um que de realidade muito exagerado, exemplo os contrabandistas de aves são idênticos a bandidos ou contrabandistas que assistimos nos noticiários diariamente, residem na favela e tudo. Por que tanta veracidade num filme de animação? Sim sou contra esconder os defeitos do nosso pais, mas tem que ser mostrados num contexto que se encaixe num filme você já viu um vilão de Disney que pareça real? Que seja ao menos um tipo de vilão que exista? Como traficantes ou ladrões de verdade? Vou ser mais claro, os ótimos, Tropa de Elite e Cidade de Deus mostram nossos morros e favelas, mas são filmes que envolvem este contexto violência e ela vem de la e como você ver um desenho da Disney e ela mostrarem o Bronx ou outro gueto qualquer, é mostrar os extremos sem necessidade.
Alem de expor nossas mazelas sem necessidade o filme tem outros defeitos bisonhos, fui avaliá-lo em sua versão original legendado e 3D, e pasmem logo na hora em que Lisa e Blu chegam ao Brasil ninguém ou quase, fala português, falam inglês fluentemente desde as aves aos contrabandistas, até o garoto de que rouba as aves para eles que deve ter seus 9 anos, fala fluente o idioma do tio Sam, se fosse a sua versão dublada tudo bem.
Logo em seu primeiro contato com aves brasileiras Blu tenta falar o português com seu dicionário à tira colo, mas as aves ao ver que Blu e ”gringo’’começam a falar em inglês sem ao menos justificar algo como o turismo por isso todos falam o idioma, mas não durante todo o longa ninguém ao menos fala com dificuldades o inglês nem as aves.
Só em certos momentos frases são iniciadas com um oi daí já partem para o inglês.
Outra coisa totalmente descartável no longa e as canções, desde a ascensão das animações pós Rei Leão (ultimo filme 2D a vingar no mercado) ninguém nem mesmo a Disney usa mais este artifício em seus filme só uma ou outra num contexto necessário e rápido em Rio elas são jogadas na tela a todo o momento sem clima para a canção, apenas algo para seus dubladores como Will do Black eya Pears e o ator e Rapper Jamie Foxx se auto promoverem, apenas uma parte da trilha, com bossa nova composta pôr Sergio Mendes se aproveite (também a cena em que Túlio coloca Lionel Ritche para criar um clima entra as aves é fantástica).
Outra coisa que me incomodou muito a mistura de aves que aparece pelas ruas do Rio tem ate flamingos (ave que não faz parte de nossa fauna) entre outras para você ter idéia numa tentativa a la Madagascar alguns dos vilões atrapalhados do filme são macacos que na trama do filme fazem shows nas calcadas do Rio, e ainda roubam os turistas. Macacos no rio? Depois reclamam que Stallone (O s Mercenários) fez uma piada envolvendo macacos no rio também, como o próprio Sly disse que não viu nenhum macaco nos dias que esteve no Rio, aqui eles existem a rodo nas calcadas.
Equívocos que um diretor brasileiro não deve cometer. Sim eu sei que é um filme para crianças, mas me desculpe o mercado de animação deixou de ser um mercado exclusivo delas há muito tempo, desde que animações se tornaram blockbuster campões de bilheterias todo ano e Shrek nos mostrou que animação pode ser engraçada, adulta também e ao mesmo tempo infantil, Toy Story nos mostrou que, os desenhos podem tem conteúdo aventura e drama, coisas que não são apenas para crianças.
A Blue Sky que após fazer os ótimos a Era Do Gelo deu sua derrapada, mas ainda tem que aprender a fazer desenhos sarcásticos de conteúdo engraçado até adulto e divertidos como a Dream Works (Shrek, Madagascar, Como Treinar o Seu Dragão e Rango) e fazer obras primas como a Disney (Toy Story 1,2 e 3, UP, Wall-E e Ratatoullie).
O roteiro é um clichê só, Blu retorna ao Brasil em pleno Carnaval (época em que os turistas mais vêm ao Rio) e a seleção brasileira esta jogando (com a argentina) e todo mundo samba desde o guarda as aves.
Resumo samba, futebol, pobreza e farra, isso é o Brasil?
Se nossa imagem já ruim eu esperava que nas mãos de um diretor brasileiro um filme que se passa no Rio ela mudasse não foi desta vez. Ha o 3D também não é um do melhores.
Avaliação:
Filmes Inc. 6
Critica: 7 
Publico: 8

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Machete

Rg.
Sabe quando uma brincadeira descompromissada, se torna outra brincadeira, que toma proporções enormes que fogem do controle, mas positivamente? isto é Machete.
Só pra você ter uma idéia do que é Machete, surgiu como um trailer falso exibido nos filmes de 2008: Planeta Do Terror e À Prova de Morte, filmes feitos para ser exibidos juntos em sessões duplas chamadas de Grindhouse formato usado na década de 70 nos cinemas para exibir filmes Trash Movies (Filmes de terror toscos de baixo orçamento) e filmes de artes marciais orientais também estas sessões, eram exibidas até de madrugada. 
Este projeto de reviver os Grindhouse de do diretor, Robert Rodrigues (Um Drink No Inferno e A Balda do Pistoleiro) e Quentim Tarantino (Bastardos Inglórios e Pulp Ficiton) em 2008 acabou não dando tão certo e após uma semana de exibição o publico não entendeu (com exceção dos fãs) e os produtores decidiram separar os filmes, Robert Rodriguez lançou seu Planeta Terror e algumas semanas depois Tarantino lançou seu A Prova de Morte, os filmes se tornaram Cult do gênero toscos com cortes de película como acontecia antigamente, mas aqui proposital como uma homenagem ao gênero e ambos contêm um trailer, muito curioso chamado Machete o trailer era tão real que se não fosse desmentido, e comprovado que o longa não existia todos acreditariam até agora, e não demorou para Rodriguez fazer o filme de verdade e fechar a sega Grindhouse apesar de não ser exibido em conjunto com outro filme possui os mesmo elementos trash, toscos e etc.
E o diretor manteve o principal elemento do trailer todo o elenco as cenas foram rodadas idênticas ao trailer como se o filme tivesse sido produzido há 3 anos, Danny Trejo (primo e presença constante em todos os filmes de Rodriguez) é o protagonista, todo o elenco mostrado no trailer esta presente com destaque alguns atores já esquecidos em atividade, coisa que Robert e Tarantino sempre fazem trazer novamente os esquecidos aos holofotes novamente e alguns em evidencia ainda, mas que fazem questão de trabalhar com os diretores, tanto Tarantino como o amigo Robert Rodrigues fazem filme com orçamentos modestos Rodrigues fez El Mariachi primeiro filme da trilogia Mexicana que também
tem A Balada do Pistoleiro e Era uma Vez no México com apenas 15 mil.
Rodriguez hoje possui seu estúdio que e tudo é praticamente feito no seu quintal pela sua produtora Troublemaker, seu último filme feito por la ele só produziu foi o bom Predadores que custou metade do que custaria em outro estúdio.
Machete é tudo que seu trailer prometeu desde seu protagonista um cara feio que praticamente não fala rodeado de belas protagonistas que por sinal, pasme ele pega todas, mas dentro do contexto do filme ‘’Machete é o cara’’ e Machete não manda recado frase clássica já citada diversas vezes no longa.
O elenco é caprichado vai de nomes de ponta em Hollywood aos mais excêntricos e esquecidos
A começar pelo protagonista Danny Trejo (Um Drink No inferno, Predadores) nunca fez nada que fosse protagonista aqui e Machete o um ex-federal que após ser traído por seus parceiros e ter sua família morta por Torres (Steven Seagal), e seu braço direito um justiceiro vivido por Don Johnson (esquecido astro da década de 80 Miami Vice) junto com um político inescrupuloso ninguém menos que Roberto De Niro (o Senador John Mac Laughlin), que tem um plano de colocar uma cerca elétrica na divisa do Texas com o México para acabar com a imigração, e outro poderoso empresário, Jeff Fahey que contrata Machete para fazer um serviço e acaba sendo parte de uma conspiração, para acabar com o senador como de costume após ser traído novamente e envolvido, como bode expiatório numa conspiração.
Machete recebe ajuda da bela Jessica Alba que vive uma agente da imigração e She uma revolucionária interpretada por Michelle Rodriguez.
A partir desta trama no melhor estilo anos 70 e uma verdadeira aula de cinema trash jarros de sangue que fazem lembrar Kill Bill em muitos momentos, bordões divertidíssimos, e outros clichês do gênero incorporados a trama propositalmente, com uma trilha sonora divertidíssima, um verdadeiro espetáculo B um gênero que Tarantino já nos mostrou que pode ser revisitado nos dias atuais com o excelente e já citado Kill Bill aqui.
Machete é um filme B, mas já tira nota A em nossa avaliação, pois nos diverte e nos diverte como ninguém sabe fazer e Robert Rodriguez, a cada filme nos prova que sabe dirigir que o rótulo de amigo de Tarantino já não é mais necessário e depois de Sin City faz seu melhor filme aqui que por acaso, surgiu de uma brincadeira que deu certo se Hollywood não se levasse tão à serio outras pérolas surgiriam.
Vale lembrar uma das melhores atuações do filme é de Lindsen Lohan interpretando muito bem uma drogada (por que será?) e curiosidade sobre o protagonista que você deve ter visto em poucos filmes e sempre como coadjuvante .
Sabem quantos filmes Danny Trejo fez em 2010? 17. E quantos já estão previstos para 2011? 13.

Veja aqui os dois trailers o original e o novo e tire sua conclusão

@RG_FilmesInc @FilmeSInc.


Avaliação:                Quer saber mais sobre Machete escute nosso Podcast
Filmes Inc.:8,5                         FilmesIncast melhores do ano
Publico: 8                               Acima um dos posters é o falso
Critica: 8