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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Wolverine Imortal (the Wolverine)

By Rg
Wolverine é um dos personagens mais cultuados dos HQ's, mesmo já tendo aparecido nos cinemas por quatro oportunidades, este filme era a promessa que pela primeira vez teríamos um filme decente do herói.
A saga do mutante nos cinemas é curiosa, primeiro por seu protagonista, Hugh Jackman que mesmo não havendo semelhança com o personagem, ainda assim já o imortalizou, com seus 1,90 de altura (contra 1,60 do original), porte físico e principalmente a aparência bem distinta, o galã australiano nem com costeletas e barbas chega a lembrar o baixinho, troncudo, invocado e feio dos quadrinhos, mesmo sendo tão distinto ele se afeiçoou tanto ao papel que ninguém consegue imaginar outro ator vivendo o personagem, tanto que sempre que temos um fiasco do gênero, toda produtora detentora de franquias de heróis, busca em seu reinicio com um rosto novo (um novo ator encarnando o personagem), para que o público possa desassocia-lo do filme anterior do novo (esquecendo ou ignorando o equivoco anterior), algo que aconteceu com Brandon Routh em Superman Returns, Eric Bana em Hulk, e provavelmente acontecera com Ryan Reynalds em Lanterna Verde, mas Jackman conseguiu sobreviver há até mais de uma encarnação ruim do herói, vide; X-Men 3 e X-Men: Origens Wolverine.
Este novo longa sobre o mutante canadense é um reboot, principalmente com relação ao anterior do mutante, pois os acontecimentos da trilogia X-Men são mantidos, mas mesmo ignorando seu filme solo, eles aproveitam o inserção do filme e não recontam à origem do personagem novamente, que já foi apresentada no filme de 2009 e parcialmente em X-Men 2, fórmula que  foi usada em outras reinvenções (reboot's) que também usufruíram desta ideia como; O Incrível Hulk e O Motoqueiro Fantasma 2, pois todo mundo já conhece a origem do herói e seria muito recente para recontá-la. 

The Wolverine (que no Brasil ganhou o título de Wolverine Imortal), se passa entre nove há 10 anos após os eventos de X-Men O Confronto Final, depois daquele embate final Logan ficou recluso, se isolando de tudo e todos, indo morar em uma floresta (no melhor estilo nômade ou homem das cavernas), após se envolver numa briga com caçadores locais, para proteger um Urso, ele é encontrado por uma garota chamada Yukio, que tem uma proposta para lhe fazer, ela veio para América á pedido de seu patrão convidar Logan para ir ao Japão, para se despedir de seu chefe Yashida, um amigo que ele conheceu no fim da segunda guerra em Hiroshima, salvando sua vida.

Yashida tem uma divida de gratidão para acertar, e se despedir do amigo, relutante Logan aceita. Ao desembarcar no oriente além do choque cultural e serenidade local, ele percebe que o ex-amigo pretende algo mais ao lhe fazer uma proposta que pode mudar sua vida literalmente. 

O filme é muito bem dirigido com cenas de ação envolventes, com câmeras mão, tremulas, em meio á tiroteios e muita correria (como na cena do funeral), com exceção das garras do nosso herói que aparecem constantemente, o longa não parece um filme sobre mutantes, os inimigos do "herói" são a Yakuzá e outros mafiosos locais, se tornando sim filme de ação ou um policial de primeira.
No Japão Logan se torna uma espécie de Ronin (Samurai sem mestre), distribuindo socos e pontapés a todo direito (inclusive num trem bala), o filme consegue ser quase impecável até seu arco final onde conhecemos um novo mutante, e o verdadeiro vilão do filme, eis que o filme derrapa, mas não pelo fato de seu clímax final ser ruim, mas sim pelo fato dele ter tido um rumo tão distinto ,e em seu final se tornar um filme dos X-Men.
O diretor James Mangold manda muito bem na ação e tensão, ele que tem em seu currículo bons filmes de diversos gêneros como; Identidade, Indomáveis e o recente Encontro Explosivo. Mangold que herdou o projeto após Darren Aronofsky (Cisne Negro) deixá-lo, alegando problemas de agenda, muito do antigo diretor foi aproveitado, pois o projeto  estava no seus planos há tempos e praticamente já estava em pré-produção. 
The Wolverine é sim um bom e promissor recomeço do Mutante sem manicure nos cinemas, mas como Batman Begins e O Homem de Aço (Superman), ele finalmente esta em caminho certo. 
Outra coisa que vale citar é que a Fox assim como DC querem beber da fonte criada pela Marvel, e esta interligando diretamente Wolverine com o novo filme dos Mutantes a continuação de X-Men Primeira Classe (sim o filme também é Marvel, mas pertence a Fox não a Marvel estúdios), em sua cena a pós créditos.
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Critica:7,5
Público:9
Filmes Inc.:8

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger)


By Rg.
O Cavaleiro Solitário nova superprodução da Disney, chega para mudar a sorte do estúdio (que não emplaca um grande sucesso financeiro faz tempo), os filmes da Pixar e Marvel são exceções, estou me referindo a casa Mickey em carreira solo, sua ultima superprodução que deu lucro foi Piratas do Caribe Navegando por Águas Misteriosas em 2011, e o recente Oz Mágico e Poderoso, mas esta inconstância tem dado muito prejuízo para a Disney, nos últimos anos emplacou fiascos milionários como; Marte Precisa de Nossas Mães e John Carter (este injustiçado fi
nanceiramente, devido a boa qualidade do filme). O Cavaleiro Solitário custou absurdos $250 milhões, sendo assim o filme precisa no minimo deste valor em caixa em solo americano para não ser um fisco, assim como foi com John Carter (que não chegou nem perto de seus custos também de $250 milhões), mas este longa tem um trunfo nas mãos, uma parceria que deu muito certo, um time que rendeu mais de 3 bilhões aos seus cofres do estúdio, time este formado; pela Disney + Johnny Depp + Gore Verbinski, os três juntos são responsáveis pelos três primeiros filmes da franquia Piratas do Caribe, e Depp ainda fez com o estúdio o quarto filme da série (sem Verbinski), que passou da barreira de $1 Bilhão de dólares (ao lado do segundo O Baú da Morte) e em 2010 fez Alice no Pais das Maravilhas, que também superou esta marca, resumindo o filme tinha tudo para dar certo, some isto e uma história clássica e nostálgica, baseado no seriado dos anos 50, o longa nos conta a história do Cavaleiro Solitário e seu fiel escudeiro Tonto, personagens que fizeram parte da infância de muitos. A superprodução tem um visual impressionante, uma fotográfia de fazer inveja há muitos filmes de faroeste, sem contar que conta com a trilha clássica da série, que os mais novos talvez vão reconhecer á música de outros meios, mas ela surgiu deste seriado, como o clássico assobio para seu cavalo, e o bordão "aio Silver".
O filme tem seu inicio de forma bastante divertida, começando na corrida do ouro e também a evolução americana, através das suas famosas estradas de ferro (1869), que começavam a cruzar o País e principalmente o oeste americano, um destes trens esta transportando um foragido Butch Cavendish, que sob custódia esta sendo levado à julgamento, após arquitetar sua fuga, que culmina num estrondoso acidente (ai já sabemos onde foram gastos tantos cifrões no filme, a colisão é grandiosa), também a bordo do trem no vagão de prisioneiros se encontrava o índio Tonto, coincidentemente a bordo também está John Reid um advogado que estava á caminho de casa, e acaba "atrapalhando" momentaneamente os planos do vilão e também do pele vermelha, que buscava uma espécie de vingança. Após o xerife e os Rangers locais formarem um grupo de busca para prender novamente o malfeitor, John se junta ao grupo na missão, que após uma emboscada, encontra á morte, e desertado pelo índio maluco, ele volta escondendo sua identidade (mascarado) em busca de vingança.
As sequências de ação são exorbitantes, e caras (até demais), o filme é muito bem produzido e dirigido, mas o grande pecado dele é a falta de identidade, ao mesmo tempo que é um filme padrão Disney Family Enterteniment , ele tem uma certa dose de violência, que não condiz com o clima do inicial do filme, que chega ter em seu clímax final uma matança desnecessária, some estes argumentos há um certo alivio cômico exagerado, Arnie Hammer (J.Edgar) até que faz bem seu papel, mas sempre ficando em segundo plano, ofuscado pelo que seria seu coadjuvante Tonto vivido por Johnny Depp, que mais uma vez se repete, em meio há mais um personagem freak, com um Q de Jack Sparrow pele vermelha.
A ousadia ou até ganância do filme, foi um tiro no pé que poderia ser muito melhor se fosse mais simples e eficiente. O Cavaleiro Solitário também serviu para que a Disney aprenda a lição, pois ele já esta fechando em negativo na bilheterias americanas e mundiais, fazendo com que o estúdio reveja seus conceitos, pois afinal repetir fórmulas não é garantia de sucesso, para sorte do estúdio eles possuem a Pixar, Marvel e a recém adquirida Lucas Filmes (detentora de Star Wars e Indiana Jones), que vão render muita grana para o Mickey.
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Avaliação:

Critica:6,5

Público:7,5
Filmes Inc.:6,5

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O Homem de Aço (Superman)

by Rg.
O Homem de Aço novo filme de Superman poderia muito bem se chamar Superman Begins, seria o nome mais propicio para este Reboot, que tenta além de emplacar um filme da DC Comics nos cinemas além da franquia Batman, fazer um filme decente do que para muitos é o maior herói de todos os tempos, com exceção dos seus dois primeiros filmes de 78 e 80, não conseguiu deixar mais nenhuma boa recordação para os fãs nas telonas.
Em 2006 à Warner bem que tentou com o diretor Brian Singer (X-Men) no comando, mas invés de nos apresentar um novo filme do Homem de Aço atual, para os dias de hoje, para uma nova geração, ele preferiu homenagear os filmes clássicos do herói, e ser uma sequência direta do segundo filme, apenas com uma pincelada de efeitos atuais. 
Antes disso Nicolas Cage chegou a vestir o manto azul e vermelho, num filme que nunca aconteceu, mas estava bem perto e com Tim Burton na direção, mas para nosso bem o filme não passou da pré-produção, só quem se deu melhor ainda foi o Sr.Cage que recebeu o valor de seu cachê devido ao contrato que tinha com a Warner.
Para chegarmos neste novo longa não precisamos voltar muito no tempo e achar os responsáveis, o primeiro é Batman Begins e seu diretor/roterista Christopher Nolan, que nos presenteou com um ótimo filme, pé no chão e coeso, nos fazendo acreditar que havia vida para o Homem Morcego após os sofríveis filmes feitos sobre ele, segundo fator é um diretor em ascensão, perito em efeitos e pancadaria Zack Snider, que despontou com o ótimo, Madrugada dos Mortos e deixou todos de queixo caído com o épico 300, logo depois fez uma das melhores adaptações de HQ´s de heróis considerada a bíblia do gênero; Watchmen, transformando a cultuada HQ em um excelente  filme.
Snyder foi convocado para dirigir o novo filme e Nolan depois de concluir a trilogia do morcego veio direto para este set, atuar como produtor e roteirista deste reboot, a Warner confiava em Snyder, mas devido à baixa repercussão de seu ultimo filme Sucker Punch, a Warner chamou Nolan para ficar de babá de Snyder e não deixar o rei da câmera lenta fazer alguma besteira.
Mas Snyder de ação e efeitos visuais entende muito, e a junção dele com Nolan foi ideal, quem já viu os filmes do cineasta sabe que ele sabe fazer embates como ninguém, desde as batalhas épicas em 300, as briga de Watchmen (destacando a sequencia incial envolvendo o Comediante é surreal) e os embates em Sucker Punch envolvendo belas mulheres vs samurais, dragões e etc, ele sabe transpor realismo até onde não existe, os socos deferidos em seus filme são sentidos pelo telespectador, as brigas são pesadas e intensas.
Some isso a um ótimo roteiro de Nolan, o não tinha como o filme não funcionar, todos nós já sabemos a origem do personagem, ela não precisa ser contada novamente? (Errado) Aqui ela é novamente mostrada do inicio, mas de outra forma em frashback's no decorrer do filme, mas ela também vai mais a fundo, desde a destruição de Krypton, em uma sequência inicial, deslumbrante onde conhecemos um pouco mais sobre o planeta natal de Karl El (nome de batismo de Clark). Krypton tem de longe um dos visuais mais impactantes dos últimos anos de fazer inveja a Asgard e Barson (John Carter), nestes primeiros 20 minutos iniciais além de aprendermos sobre Krypton, podemos ver seu pai Jor-El (Russel Crowe) em ação contra o general Zod e Cia, sequência que culmina na vinda de Clark para a terra e Zod sendo aprisionado na zona fantasma. Outro ponto alto do longa é seus pais (terráqueos), são vividos por Kevin Costner e Diane Lane (Jonathan Kent e Marta Kent, ótimos), isso da um bom dinamismo no filme, pois em sua jornada em nesta busca de respostas, Clark ajuda as diversas pessoas e começando a entender, porquê seu pai adotivo nunca o deixou se expor, pois para ele a os humanos não estavam preparados para seu "filho".
Ao contrário dos filmes anteriores, Superman só surge devido a uma ameaça, em que só ele poderia nos ajudar, e esta ameaça é o general Zod  (Michael Shannon) que pede para que nos retiremos asilo a Karl El e o entregue a ele, ou terra sofrerá consequências catastróficas. A partir dai o filme se torna épico e gigantesco, não é o maior orçamento cinematográfico dos últimos tempos, mas parece; As sequências de ação e lutas são surreais de proporções épicas, no melhor estilho da batalha final de Os Vingadores, com um pouco mais de fermento e concentrada em poucos personagens, começando em Smallivlle e culminando em Metrópoles, que fica em cinzas depois de tal embate, as brigas entre Karl El, Zod e seus capangas são muito verossímeis, pois ambos possuem a mesma força em nossa atmosfera, eles vão atravessando, prédios como se fossem de isopor, numa batalha que já figura entre as maiores da atualidade (lembrando muito a briga entre Neo e Smith em Matrix Revolutions), seguido por uma excepcional trilha de Hans Zimmer.
O restante do elenco também é acima da média desde seus pais de biológicos em Krypton, principalmente Russel Crowe que seu Jor-El não deixa nada a desejar a o de Marlon Brando, o próprio Henry Cavill que não empolgava ninguém por ser desconhecido nas telonas e nos dois últimos anos protagonizou duas bomba (Imortais e Fuga Implacável), esta um Superman à altura muito convincente, tanto em sua busca ou quando já esta mais a vontade com seus poderes, mesmo sempre estando posando, sempre que a câmera o filma ele esta fotografando, Amy Adams faz uma Louis Lane mais máscula do que as habituais, sempre em busca de noticias em meio ao perigo não é apenas uma donzela em perigo, já o dono do filme é Zod seu vilão é simplesmente surtado em busca de "vingança", e o que mais ele puder para conseguir seu objetivo, sua atuação é simplesmente impecável ele esta em "over the top", mas de forma eficiente em uma atuação às vezes forçada, mas condizente com seu personagem, é como já  é praxe em filme de heróis, onde o vilão sempre rouba a cena.

O filme pode não ser perfeito, mas beira a perfeição e já é figura entre as maiores adaptações de HQ´s do cinema, e como já citei; o que Batman Begins fez pelo homem morcego este Homem de Aço fez por Superman nos cinemas (já estava mais que na hora), pois o maior herói de todos os tempos não ter sequer um filme decente era uma vergonha, me desculpem os fãs dos primeiros filmes com Christopher Reeve, mas eles têm sua importância, mas esta muito aquém do personagem, e não funciona nos dias de hoje.

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Filmes Inc.:9
Critica:8,5
Público:9

terça-feira, 9 de julho de 2013

World War Z (Guerra Mundial Z)


By Rg.
Os filmes do zumbis/mortos-vivos/epidemias se tornaram parte do nosso universo cinematográfico e da cultura pop, chegando aos cinemas com sucesso na ultima década se tornando um subgênero tanto em Hollywood, como na indústria de games com diversos jogos de sucesso. Tem aqueles que afirmam que o "gênero" já esta escasso (sem novidades repetitivo), desde que eles começaram as correr em Madrugada dos Mortos e Extermínio e até Resident Evil (onde eles deixaram de ser mortos vivos e viraram mutantes faz tempo).  Por que Guerra Mundial Z seria um atrativo, a produção mais cara do gênero da história chegou em má hora, chegou tarde, já em sua exaustão, afinal até na TV uma vez por semana já vemos zumbis desfilando (The Walking Dead), ainda que lentamente, até passeata eles ganharam nos últimos anos (Zumbi Walk em São Paulo), por que esta produção milionária iria conseguir ter público e êxito financeiro, ainda mais quando foram gastos $180 milhões de dólares  
O filme já estreia com esta pressão, independente do gênero qualquer produção muito cara, tem o dever e obrigação de se pagar em solo americano, para depois ter seu lucro no resto do mundo, um filme de horror dificilmente ultrapassa a casa dos $100 milhões, e quando o faz dificilmente tem folego para conseguir se manter nas bilheterias, mas Guerra Mundial Z tem diversos fatores a seu favor, um deles é ter um astro no seu elenco Brad Pitt, um bom diretor Marc Foster (Quantum of Solace), e ser baseado um Best Seller de sucesso mundial, escrito por Max Brooks (autor também de guia de sobrevivência Zumbi) e sem falar no tema em evidência; o Apocalipse Zumbi. 

Além de diversos fatores o filme se difere de outros do "gênero" pelo seu contexto. Não é apenas um filme sobre um pandemônio, uma epidemia, sem explicação como em alguns outros (Contagio e A Epidemia), o longa tenta nos deixar a par do que esta se passando, a procura de respostas, perdidos em meio ao caos, Brad Pitt é o telespectador nas telas, outro diferencial do filme é nos mostrar que em meio ao caos, todos somos iguais mundialmente, que as superpotências estão tão despreparadas, como os menos favorecidos e ainda pior no caso de Guerra Mundial Z, dois países subdesenvolvidos estão melhor que as potências.

Outra critica social do filme é o mundo superpopuloso que vivemos, e nosso dia a dia, onde que independente de ter mais poder aquisitivo ou o melhor plano de saúde, em uma epidemia ninguém é diferente, ou esta a salvo, pois somos reféns de metrôs e trens superlotados, engarrafamentos, é nestes momentos que estamos vulneráveis à tudo, desde surtos de gripe a infestação de Zumbis. 

Outro acerto do filme é mesclar entre a ação e clímax de cairem o queixo, de proporções grandiosas e sequências tensas de suspense, como a sequência no laboratório na Inglaterra, que beira á perfeição chegando lembrar a sequência final de Jurassic Park, fazendo um referência ou uma homenagem, seguido por uma trilha sonora de primeira.

Brad Pitt vive o pai de família Gerry Lane, que pelo fato de ter sido um ex-agente da ONU, consegue antever saídas e alternativas em meio ao caos, sempre correndo e observando tudo ao seu redor (ele é uma espécie de Jason Bourne com família), sua esposa (Mireille Enos, vivida por Karin Lane) também é fundamental para sua sobrevivência, ao contrário do que acontece neste tipo de filme, ela não é um estorvo, daquelas que ficam sempre emotivas, aqui ela é o braço direito dele, no meio do caos passando até uma certa tranquilidade e serenidade para suas filhas, sempre tomando atitudes e o auxiliando na ação, percebe-se que com a convivência com seu esposo ela aprendeu muito.

Após uma sequência épica inicial na Filadélfia, Gerry é procurado pelo secretario geral da ONU, que pede para ele voltar à ativa, oferendo asilo num porta aviões militar, para sua família ficar á salvo, sua missão é levar um jovem cientista que precisa ir até a Coreia á procura de uma explicação, que ira ajudá-los numa possível cura. 
O longa metragem também quebra outro tabu, geralmente filmes com produções problemáticas, são ruins e não tem retorno, Guerra Mundial Z teve tudo isso, quase dois anos de produção, orçamento estourado (inicial era de $125 milhões, mas terminou na casa de $190), adiamento de seu lançamento de 21 /12/2012 para julho de 2013, devido a refilmagens que iriam mudar o terceiro ato do filme, que não teria agradado os produtores, e mesmo assim o filme sobreviveu a tudo isso, tendo bons resultados de bilheterias e critica.
Guerra mundial Z é um ótimo filme, independente do seu gênero, e faz do já escasso gênero "Zumbis"  até o momento sua obra definitiva, se tornando o épico de gênero.
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Avaliação:
Critica:8,5
Filmes Inc.:10
Público:9,5




terça-feira, 2 de julho de 2013

Monstros S.A/Universidade dos Monstros

By Rg.
Em 2001 a Pixar Animation Studios, já estava estabelecida como o maior estúdio de animação (de quebra em grande ascensão), superando até a própria Disney, que distribuía seus filmes e estava decadente, sem emplacar nenhum sucesso em animação convencional, desde Mulan (concorrência só veio mesmo com a Dream Works e seu ogro; Shrek também em 2001).

Monstros S.A tinha tamanha qualidade que parecia que o estúdio chegava ao seu auge (seu reinado no mercado da animação havia começado com seu primeiro filme, Toy Story em 1994), a perfeição das criaturas era surreal, de saltar os olhos (este é o verdadeiro 3D, parecer ser palpável sem óculos), mas o destaque mesmo era para Sulley, o gigante peludo era impecável, sua criação demorou mais de ano até que fosse possível que sua caracterização fosse criada, exatamente como foi imaginada, até o tipo de pelos e sua quantidade foi calculada minuciosamente. Detalhes a parte outro feito da Pixar era a qualidade do filme, mostrando monstros e crianças num conto controverso, onde os monstros assustam as crianças, para abastecer seu mundo, mas ao mesmo tempo as temem, evitando qualquer contato com alguma delas, existindo até um centro de controle de doenças em caso de contado com alguém ou qualquer coisa do nosso mundo, procedimentos como quarentena e etc, são tomados em cenas hilarias; como a que um assistente relata aos gritos que "temos um 2319".

Outro ponto forte do filme é o carisma dos protagonistas, o trio formado por Sulley, Mike e Boo, merece aplausos, cada um tem seu valor a e importância a trama, Sulley é o melhor no que faz (assustar), mas se derrete ao ver que as crianças não são toxicas e acima de tudo são adoráveis como, a garotinha Boo, que vem para o mundo dos monstros por engano. Já Mike é o lado politicamente correto, o próprio Caxias, que faz tudo certo e quer apenas ser notado, mas acaba sendo a veia cômica do trio por ser certinho e caricato, afinal não é todo dia que um monstrinho baixo, verde, cdf e de um olho só aparece, 
Já a garotinha Boo é um espetáculo a parte, fazendo que pela primeira vez uma figura humana da Pixar vendesse tantos bonecos como seus personagens não humanos. 
Monstros S.A se tornou um fenômeno de bilheteria e critica, deixando um legado ou fardo para Disney, pois teria que se superar e nos surpreender novamente acada filme. 
Doze anos se passaram a Pixar se consolidou de vez no mercado da animação, mas agora com concorrência de outros estúdios que correndo por fora como; Blue Sky da Fox (A Era do gelo), Sony Pictures Animation (Ta Chovendo Hambúrguer) e maior de todos os concorrentes este com números  de bilheterias até superiores a Dream Works Animation, mas a Pixar ainda reina com maestria no quesito qualidade e filmes para a família (ao contrário da Dream Works), mesmo sendo um estúdio independente da Disney,seus filmes sempre tiveram aquela assinatura do estúdio do Mickey, que hoje é detentor da empresa (a Pixar foi comprada pela Disney em 2006 com medo de perde-la), mas dando autonomia criativa total a Pixar, como parte do acordo.
Após vir de dois anos seguidos de sucessos de público, mas nem tanto de critica com; Carros 2 e Valente, chega sua terceira franquia depois de quase 20 anos e 13 filmes, Universidade dos Monstros se junta a Toy Story e Carros, no time de únicos filmes do estúdio a ter uma sequência no estúdio
Universidade dos Monstros não a ser exatamente uma continuação, o filme é um preludio (acontece antes de seu antecessor), invés da história avançar a Pixar preferiu nos contar o incio da historia de Mike e Sulley, antes mesmo da Monsters Inc. quando cursavam a faculdade de sustos, onde se conheceram e surgiu a amizade que vimos no "primeiro" filme, contada de forma muita eficaz, em Universidade dos Monstros descobrimos que Mike, sempre foi o lado nerd da dupla e Sulley sempre foi o lado rebelde, tranquilo e assustador. Também descobrimos que eles nem sempre foram amigos imediatados. O filme é um desfile de perfeição, são centenas de monstros, cada um diferente do outro, e todos com aquela assinatura do estúdio, mesmo sendo monstros, não são realmente assustadores, são caricatos, misturas de dinossauros, dragões com chifres e pelos, sempre com muita cor, nada que realmente assuste as crianças que vão ver o filme, a única exceção é a diretora do colégio que com seu visual sendo uma especie de morcego e dragão, ao aparecer sempre nas sombras deve deixar algumas crianças mais inquietas, mas nada que não passe na cena seguinte, com mais cor e personagens caricatos.
Além de ser um espetáculo visual, o filme mostra que a Pixar não tem apenas o interesse em fazer dinheiro, pois até como já disse quando ela deixa à desejar em qualidade, como em 2011 (Carros 2)  2012 (Valente), ela se preocupa e se redime, nos mostrando que não é perfeita, mas esta muito, mas muito acima de média e pode errar de vez em quando, ao contrário de seus rivais que vivem na berlinda.
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Monstros S.A
Avaliação:
Filmes Inc. :9,5
Universidade dos Monstros
Avaliação:
Critica:9
Público:10
Filmes Inc.:9