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terça-feira, 15 de setembro de 2015
FilmesIncastV #23 Graphic Novel
Neste novo programa destrinchei o universo das mais famosas grafic novel (pelo menos as adaptadas para o cinema), e falei também sobre seus filmes e seus diretores. Caso tenha esquecido de alguma, deixe seu comentário, assinem nosso canal, deixem seu like e acessem nosso site filmesinc.com
Ted 2

by Rg.
Ted 2 chega aos cinemas dois anos depois de seu primeiro e polêmico filme. Polêmico só para aqueles desavisados que não conheciam a carreira de seu criador e diretor; Seth McFarlane, criador das series animadas de sucesso na TV americana; Family Guy & American Dad, ele transpôs para o cinema toda sua irreverência, polemicas e humor, e o politicamente incorreto, resultado; sucesso imediato, um filme de $50 milhões fez $500 pelo mundo e mais de $200 somente nos USA se tornando a maior bilheteria de um filme censura de 18, superando Se Beber, Não Case. Agora 2 anos depois o seu criador continua em alta na TV, já no cinema recentemente ele fracassou com o divertido Um Milhão de Maneiras de Pegar Na Pistola, será que Ted foi apenas sorte de principiante?
Ted 2 tem início alguns anos depois do primeiro filme, agora Ted esta se casando com sua namorada e John (Mark Wahlberg) esta solteiro, e bastaram alguns meses para o seu casamento estar em crise e para contornar-la, Ted decide ter um filho, para por o seu casamento nos eixos novamente. Só que para ter um filho o urso falante, precisa de um doador, e o primeiro ato do filme se resume a esta jornada, mostrando sua procura entre as opções, que são nada menos que seu ídolo Flash Gordon (quem também realizou seu casamento), depois o astro NFL; Tom Brady, até ai o longa mantém um ótimo ritmo de piadas e o nível do primeiro filme (vale destacar a excelente cena do banco de esperma). A busca acaba sendo em vão e Ted é proibido de ter filhos ou adotá-los, pois segundo o governo americano ele é um bem, e não um ser humano, gerando consequências em sua vida, como anulação de seu casamento e perda de seu emprego.
O segundo ato do longa é Ted tentando provar a corte americana, que não e um objeto inanimado, e que pode ser considerado um cidadão, e neste ato que temos adição de uma importante personagem, a trama e ao elenco a advogada de defesa, vivida por Amanda Seyfried, que se torna interesse romântico de John assim que entra em cena. O filme continua num bom ritmo e além do tribunal, ele também se torna um RoadMovie, quando eles atravessam de Boston à Nova York de carro numa viagem com direito a muita maconha e sequências hilárias, inclusive uma durante Comic-Con Nova York, cheias de referencias nerds.
As participações especiais também são um ponto alto do filme, dentre todas vale destacar a de Liam Neeson que praticamente repete seu famoso personagem; Bryan Mills (Busca Implacável), no inicio do filme. Outra referencia sutil, como a cena em que eles encontram um campo de maconha e a trilha sonora de Jurrassic Park sobe ao fundo, é de fazer qualquer nerd dos anos 90 rir e se emocionar.
Ted 2 consegue ser uma sequência decente de seu antecessor, mas McFarlene peca ao se sentir muito a vontade na direção, se no primeiro filme quem já o conhecia entendeu todas as piadas e referencias, ele fez tudo isso, de uma forma que podemos dizer sutil, as piadas eram para os fãs e leigos, neste longa ele exagerou nas referencias, deixando muitas delas. apenas para aqueles que já o conhecem e acompanham seu trabalho, nas quatorze temporadas de Family Guy ou nas oito de American Dad, fazendo com que o publico geral, perca pelo menos 30% das piadas. Talvez seja este fator que atrapalhou Ted 2 nas bilheterias, que ficou bem abaixo do primeiro filme. Quem sabe Seth McFarlane entenda que cinema e TV são mídias diferentes, e que nem todo mudo já conhece seu trabalho nas telinhas (é muita prepotência), e para entender todas as referencias. que vão desde a trilha, as piadas rápidas momentâneas, algo que para os fãs (como eu) de seu trabalho, vão ao cinema e digerem muito bem, mas como cinema é algo que visa lucro e multidões, às vezes é preciso mudar, ou melhor, se adaptar para agradar um grande público.
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Avaliação:
Filmes Inc.:8,5
Critica:7
Público:7,5
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Filmes Inc.:8,5
Critica:7
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Exorcistas do Vaticano
by Rg.Exorcistas do Vaticano faz parte de um subgênero que tomou conta do cinema e principalmente dos filmes de terror nos últimos anos, os filmes feitos em Handycam (câmera na mão, uma formula barata de custear filmes), que encontrou seu lugar no gênero, que geralmente nos tenta nos vender a idéia que são baseados em um acontecimento real, e ali estão registros verdadeiros, na intenção de nos levar a crer que tudo ali realmente foi registrado (mesmo durante um momento de pânico), também podem ser considerados falsos documentários. Mas nem tudo é insucesso ou de baixa qualidade neste estilo de filme, alguns exemplares deram muito certo (poucos a julgarmos pela demanda), o que nos faz se perguntar por que iríamos gastar nosso dinheiro para ver mais do mesmo no cinema? Esta pergunta é respondida na critica a seguir abaixo.
Um ponto a favor deste filme é o fato de ele ter um diretor; Mark Neveldine, que tem um bom (e surtado) currículo, tudo bem que são filmes de outro gênero, e mesmo até criticados para alguns, é inegável que seus filmes tem assinatura, são originais, frenéticos e surtados, ele já dirigiu junto com seu irmão (Brian Taylor); Adrenalina 1 e 2, Gamer e O Motoqueiro Fantasma 2, a julgar por este fator somado a um filme de possessão, ficamos mais esperançosos, segundo fator, que pode nos animar é que ao contrario dos outros filmes deste gênero, este conta com uma produção que podemos dizer; mais rica, temos um elenco desta vez composto por alguns rostos conhecidos no cinema, como o eterno coadjuvante Djimon Houson, Dougray Scott (que depois de quase ser o Wolverine, apenas amargou papeis secundários em Hollywood), e Michael Peña, que pode não ser protagonista de blockbusters, mas atua em diversos deles, como; As Torres Gêmeas, Marcados Para Morrer, Leões e Cordeiros e o recente Homem Formiga, onde ele roubou a cena como alivio cômico do filme. Infelizmente nem contando com estes argumentos a favor Exorcistas do Vaticano nos trás algo novo ou de qualidade. O filme tem ritmo lento (pasmem, mesmo tendo menos de 90, minutos ele não deslancha até seus 50 minutos), e quando chegamos ao tão esperado clímax, ele acaba da mesma forma que começa, sem nos agradar, nem nos assustar, para não dizermos que o filme é um desperdício de tempo total, podemos dizer que temos dois bons momentos, como a hora em os internos do hospital psiquiátrico começam a se agredir a mando da possuída, e durante seu ultimo ato, na hora do exorcismo, onde a protagonista quebra seus próprios braços para fugir das amarras.
Infelizmente Exorcistas do Vaticano não agrada nada ao gênero que já nos trouxe clássicos nos assustou, e hoje em dia a cada dez filmes como este, temos um A Invocação do Mal, Sobrenatural ou A Morte do Demônio.
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Avaliação:
Critica: 5,5
Filmes Inc.: 3,5
Público:6
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Critica: 5,5
Filmes Inc.: 3,5
Público:6
Missão Impossível: Nação Secreta
By Rg.
A franquia Missão Impossível e o astro Tom Cruise parece terem nascidos um para o outro, tanto a filmografia do ator como esta franquia, sempre foram acima da média se Cruise surgiu como astro de forma impressionante e precoce nos anos 80, numa ascensão surreal (logo em seu terceiro filme ele já era um dos protagonistas, e no quarto ele já estampava o pôster sozinho), ele reinou durante duas décadas em Hollywood (80 e 90), e durante o seu auge investiu em uma franquia, e tal franquia era Missão Impossível iniciada em 96, baseada na série de espionagem dos anos 70, o sucesso foi imediato e quatro anos depois tivemos sua sequência que financeiramente superou a primeira ($550 milhões contra $470 do primeiro). e seis anos depois já em outra década o nome de Tom Cruise já não tinha a mesma força em Hollywood, devido a sua superexposição, pós-divórcio com a Nicole Kidman seu novo casamento com a jovem Katie Holmes e seu envolvimento com a cientologia, mesmo a qualidade do terceiro filme ser quase que impecável, ele apenas fez uma boa bilheteria ($400 milhões), mas muito abaixo para o padrão Cruise de popularidade, que nos últimos 20 anos sempre teve um ou dois filmes entre os mais 10 vistos do ano. Hollywood também passava por mudanças e tentava se reinventar, e seus velhos astros estavam perdendo espaço, parecia o fim de um ciclo para um ator que não tinha nunca havia sido nem coadjuvante em um filme, sua carreira aparentava estar próxima a um declínio, o que para muitos significa ostracismo, limbo, filmes ou até TV, para Cruise foi apenas uma pequena perda de popularidade, seus filmes ainda eram sucesso e davam retorno ao estúdio, só que abaixo do esperado, mesmo a média de qualidade sendo mantida com o divertido; Encontro Explosivo, o muito bom Oblivion, o muito bom também Jack Reacher e o ótimo No Limite do Amanhã, todos não foram enormes sucessos de público como antigamente, mas dai veio Missão Impossível 4 provando que o astro ainda tinha gás para estar entre os mais rentáveis da história, e numa época que tudo é 3D o quarto filme da série fez quase $700 milhões em 2D, e com direito a Tom escalando o edifico mais alto do mundo sem dublê. Tudo isso só prova que assim como a franquia Tom Cruise vem em ascensão depois de um período morno, voltar ao topo ambos já voltaram, agora se manter nele, só este novo filme da saga irá dizer.
Missão Impossível: Nação Secreta, chega aos cinemas com algumas missões, além das já citadas acima, manter o ótimo nível da saga e obter êxito nas bilheterias e nos provar que Tom Cruise ainda consegue realmente realizar missões impossíveis, como a de ainda nos entreter após 30 anos de carreira e sem dublê.
Desta vez a direção ficou a cargo do Christopher McQuarrie de Jack Reacher, e pela primeira vez na franquia que o diretor também assina o roteiro, algo que ele tem até mais experiência, com os ótimos O Suspeitos, No Limite do Amanha e o próprio Jack Reacher entre outros, desta vez IMF (Impossibile Mission Force), e destituída após uma missão mal sucedida. Ethan se torna procurado pela sua antiga agência (agora comendada pela Cia), e também pelo Sindicato, responsável por procurar e matar integrantes da IMF, além de fugir de todos eles Ethan precisa procurar evidências da existência do Sindicado, para poder aniquilá-lo e provar sua inocência a trama é basicamente essa, somado a diversas locações pelo mundo e muitas, mas muitas, reviravoltas, o elenco principal todo está de volta, e além de tudo isso temos o que faz da série um sucesso, sequências de ação fantásticas (e impossíveis), que pasmem, passamos a acreditar, devido a sua verossimilidade, pois o protagonista faz todas elas sem auxílio de duble, tornando o filme ainda mais impossível. A dedicação do astro é tanta, que até para aqueles que contestam seu talento em atuar, ao menos reconhecem seu empenho, pois num filme de Tom Cruise se o personagem corre é ele que corre, se gritar é ele que grita, então seu empenho é o único e uma coisa que não podemos questionar nesse filme, em toda sua carreira.
Nação Secreta (Rogue Nation), mantem o ótimo nível dos últimos filmes da serie, e trás de volta um elemento que só havia no primeiro da série o clima de thrilher ou noir que nos remete aos velhos filmes de policiais, principalmente por uma das cenas iniciais em que Ethan esta na Europa a procura de informações e acaba surpreendido pelo Sindicado, ou a ótima a sequência da opera em Viena, que já figura entre as melhores da saga, com todo o clima dos filmes noir, dos clássicos de espionagens aos thrilher policiais, a fusão entre o estilo explosivo, que a serie assumiu a partir do segundo longa, com o estilo que deu sua origem, é fantástica. Os estilos se alternam e funcionam, mesclando ação e emoção, espionagem e tensão, sempre de forma muito eficiente, o diretor soube conciliar perfeitamente os gêneros. Se a franquia já estava em ascensão, agora parece estar atingindo (ou se mantendo) seu auge, outro mérito é conseguir se superar a cada filme, se tivemos a ótima sequência em Dubai, envolvendo o maior edifico do mundo, culminando numa perseguição durante uma tempestade de areia, aqui ele já abre com a sequência do avião, que todos chegaram a pensar que seria a melhor cena de ação do filme, pois era mostrada durante o trailer, o que mais impressiona é que o longa tem muito mais a mostrar, e nos brinda com uma sequência de ação e perseguição atrás da outra, e tão boas quando as do trailer e até mais tensas, como a que Ethan fica submerso, para invadir um banco de dados com informações sobre o inimigo.
O elenco coadjuvante também vale ser destacado liderado pelo ótimo, Simom Pegg que merece destaque seu personagem Benji cresce a cada filme (merecido), a bela Rebecca Ferguson (Ilsa Faust) sempre que esta em cena causa tensão, pois sabemos muito pouco sobre seu personagem, e não termos certeza de suas intenções e Jeremy Renner (William Brandt) que ganhou destaque ao entrar para equipe no quarto filme, aqui assume a parte burocrática da IMF e Luther (Ving Rames) pouco aparece, mas sempre é importante para o grupo.
Emfim, Missão impossível 5 é um ótimo filme, um dos melhores do ano ao lado de Mad Max e já tem fardo enorme, se superar no próximo filme (previsto para 2017), e assim como a carreira de seu protagonista, mesmo você simpatizando com ele ou com sua franquia, tem que lhe dar os méritos e reconhecer que Missão Impossível pode não ser perfeito, mas beira a perfeição e Tom Cruise pode não ser um ótimo ator, mas ele se esforça muito, e tem umas da carreiras mais regulares do cinema, tão regular como esta franquia.
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Critica:9
Publico:9,5
Filmes Inc:9,5
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O Quarteto Fantástico
By Rg.O Quarteto Fantástico chega aos cinemas para corrigir os erros de sua adaptação anterior (feita há dez anos), só que de lá pra cá muita coisa mudou neste universo, que em 2005 praticamente engatinhava. Um filme como o de 2005 hoje em dia é raro, e muito menos ganharia uma continuação depois de um primeiro filme daquele nível. Hoje podemos dizer que neste universo cinematográfico é bem consolidado que podemos chamar de D.M (depois da Marvel Studios engessar nos cinemas em 2008), este filme além de ser uma nova versão do Quarteto, também tem muito a ver com a Marvel Studios, mesmo não sendo produzido por eles, pois se o filme não fosse feito até este ano os direitos voltaram para o estúdio, que hoje é sinônimo de referência do gênero. Só para te situar existe quatro estúdios detentores de adaptações de HQ'S no cinema a Marvel, a Fox que detém o direito de toda a linha mutante da Marvel Comics, mais O Quarteto Fantástico ambos adquiridos nos anos 90, e a Sony que é dona dos direitos do universo do Homem Aranha. Dentre estes estúdios a Fox foi a que mais teve problemas com suas adaptações entre eles; X-Men: O Confronto Final, X-Men: Origens Wolverine, O Demolidor e os dois filmes do Quarteto, com praticamente mais erros do que acertos nos últimos anos a Fox vinha acertando, agora resta à dúvida será que eles acertaram neste novo recomeço da família fantástica?
As primeiras noticias sobre o filme foram promissoras, os acertos foram ocorrendo, o primeiro foi à escolha do diretor o competente Josh Trank de Poder Sem Limites, e o elenco foi anunciado logo em seguida, muito promissor também composto por Kate Mara, Milles Teller, Michael B.Jordan e Jamie Bell, comparação inevitável com o do filme anterior, tudo estava a favor deste novo filme.
O longa também começa cumprindo as expectativa,s desenvolve muito bem a origem dos personagens, e tem um tom muito mais adulto, e bem menos colorido e infantil do que o filme de 2005, podemos dizer que seu primeiro ato é muito promissor, seu segundo ato é regular e vai bem com os protagonistas aprendendo a lidar com seus poderes /problemas, o que realmente prejudica o filme é seu desfecho que destoa de todo o clima que foi criado inicialmente, o filme tinha um tom mais científico e menos super herói, mas parece que o os boatos que a Fox havia visto o filme e o desaprovado, eram realmente verdadeiros e as refilmagens feitas pós-produção foram mesmo para mudar seu desfecho, que seria pouco comercial, segundo fontes ele estava mais para Poder sem Limites (elogiado filme dirigido por Trank, que foi feito na Fox também, que praticamente garantiu sua contratação), do que para um filme de heróis, o final é apressado e mal resolvido, parece que tudo estava indo bem, daí você olha para o relógio e fala vamos terminar rápido e corta para ação, seu vilão Dr. Destino (novamente), é uma das piores coisas do filme, tanto visualmente como seus objetivos, é uma pena, pois como Victor Von Doom o ator estava até que bem.
Em fim se colocarmos na balança o filme não é todo ruim, pois tem um bom incio, elenco e diretor ,é nítido que sofreu vários cortes e inferências, que visavam apenas o lucro, se dividirmos a qualidade do filme da para ficar 60 % entre o bom e regular e 40 % entre o razoável e ruim. Agora como o filme está sendo muito mal recebido e criticado, inclusive até mais do que merece, ele está longe de ser um Batman Begins, Capitão América: O Soldado Invernal ou X-Men Primeira Classe entre tantos, mas está muito acima de Lanterna Verde, Elektra, Mulher Gato, Demolidor e dos próprios filmes do Quarteto Fantástico, como eu vi alguns comprarem este filme de forma até que injusta. Quem sabe mesmo com o provável insucesso eles deem mais uma chance a este elenco, que merece ter uma nova oportunidade em num novo filme, ou quem sabe numa sequência o estúdio interfira menos, e deixe um diretor competente ter mais liberdade e consertar os erros, que mesmo não sendo poucos, ainda pode ser corrigidos. Nada mais justo já que o filme de 2005 ganhou uma chance numa sequência e não soube aproveitá-la este aqui também merece.
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Filmes Inc.:6,5
Critica:6
Público:5
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Filmes Inc.:6,5
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Sobrenatural: A Origem

By Rg.
Impossível falar de terror no cinema atual e não citar um nome; James Wan o jovem cineasta Malaio já revolucionou o gênero, duas vezes, a primeira vez foi em 2001 com; Jogos Mortais (ele dirigiu e escreveu apenas o primeiro, o único que vale a pena), depois de alguns anos fez o ótimo Sobrenatural e logo depois o excelente; A Invocação do Mal, com o sucesso sua agenda lotou e ele foi se provar fazendo outros gêneros (dirigiu o surpreendente Velozes e Furiosos 7, e já esta contratado pra dirigir a adaptação de quadrinhos; Aquaman), antes de abandonar o gênero ele dirigiu Sobrenatural: Parte 2. Mas se o terror fosse uma orquestra Wan, era seu principal regente, e sem sua regência ele escalou seus pupilos para trabalhar em seu lugar na direção, enquanto ele é agora ele é apenas produtor, foi assim com Annabelle, onde ele escalou para dirigir o filme seu diretor de fotografia dos filmes que ele fez, aqui ele aposta as fichas no amigo Leigh Whannell, que além de produtor de todos os filmes da saga Jogos Mortais, ele também os roteirizou, Leigh já esta bem familiarizado com a série, além de produzir os dois primeiros, ele atuou e também os escreveu. Assim como em Annabelle, ainda podemos enxergar muito do estilo de dirigir de James Wan nesta terceira parte, mas assim como no filme citado, falta alguma coisa, o ritmo deste novo longa é um pouco lento em seu inicio, mas quando os sustos e o terror vêm à tona, ele corrige tudo e acerta o tom, e o filme melhora muito, graças as ótimas sequências de tensão.
Desta vez é outra família que se vê assombrada por uma entidade, que habita o mundo dos mortos, e quer usar alguém como portal para nosso lado, tal alguém seria a jovem Quinn Brenner, que após perder sua mãe, tenta fazer contato fazer com sua falecida mãe de todas as formas, só que o espírito que houve seu chamado, não é o do seu ente querido, e sim um espírito maligno, que começa a assombrá-la de todas as formas, Brenner então procura ajuda de Elise, que já foi apresentada nos filmes anteriores. A trama é simples e eficiente, vale destacar algumas cenas; como a da janela, ou a que você vê os pés da entidade se locomovendo sutilmente pelo quarto, e seu ato final que tem um clímax bem equilibrado.
Sobrenatural: O Origem pode não ter a qualidade do quase que impecável do primeiro filme, mas faz jus á franquia. E para uma trilogia de terror, que geralmente quando chega à terceira parte chega sem fôlego, Sobrenatural se mantém dignamente, só não é melhor por que o primeiro é muito acima da média, e algo que não podemos negar é que num gênero tão desgastado nos últimos anos, com Atividades Paranormais e etc, James Wan o revolucionou e deixou um bom legado, e para aqueles que não reconhecem a sua importância e só procurar os melhores exemplares do terror moderno nos últimos cinco anos, vai ser difícil achar outras coisas que valham a pena, que não envolvam o nome do jovem Malaio.
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Homem-Formiga
Homem-Formiga talvez seja o filme de herói menos aguardado dos últimos sete anos, tudo porque de la pra cá muita coisa mudou, praticamente tudo com relação ao que tínhamos de referencia no universo cinematográfico dos super heróis, que com exceção de alguns azarões entre vários fiascos poucos se sobressaiam como Batman Begins, Homem-Aranha e X-Men, são meras exceções entre verdadeiras bombas, filmes vergonhosos como O Quarteto Fantástico, Demolidor, Mulher Gato, Elektra, Batman & Robin e Wolverine Origens, todos foram fracasso de público e critica os fãs já estavam perdendo as esperanças quando a Marvel Studios surgiu prometendo (e cumprindo) fidelidade a suas adaptações. De 2008 para cá tivemos a maior regularidade de filmes deste gênero, a Marvel consolidou seu universo iniciado com Homem de Ferro, e de lá pra cá foi só acerto, até a concorrência (DC Comics/Warner) acordou e fez o muito bom Homem de Aço, e os filmes do X-Men (Fox) voltaram com força total.
Agora nos resta saber onde o filme do menor herói do mundo se enquadra nessa realidade, depois de 10 filmes do Studio entre eles dois filmes dos Vingadores que reuniu os principais heróis da Marvel reunidos, o que nos levaria a ver um filme intitulado Homem-Formiga?
Mesmo com dúvidas pairando no ar, a confiança também estava com o filme, afinal mesmo não sendo conhecido do grande público o personagem é fundamental no universo dos quadrinhos, ele é nada menos que um dos fundadores dos vingadores ao lado de Homem de Ferro, Hulk e Thor. E por pouco não foi um dos primeiros filmes deste universo cinematográfico, seu projeto está em andamento desde 2007 e até o ano passado estava nas mãos de Edgar Wright (competente diretor britânico de Todo mundo Quase Morto, Chumbo Grosso e Scott Pilgrim), entre roteiros e conflitos de agenda a Marvel criou um multi-universo, onde todos seus filmes se interligam de alguma forma e o roteiro escrito por Wright ficou deslocado e teve que ser repaginado, algo que causou a sua saída do projeto que invés de primeiro filme do estúdio, se tornou o décimo primeiro, talvez a demora tenha sido boa para este filme, pois o tempo passou e mesmo assim muita gente não ainda ouviu falar do Homem-Formiga (agora com Peyton Reed na direção), mas todo filme que chega com a marca do estúdio hoje em dia virou sinônimo de qualidade e sucesso, são poucos filmes entres os dez que são abaixo da média, e mesmo assim foram um sucesso, e depois do sucesso que foi o ótimo Guardiões da Galáxia lançado no ano passado, que também era desconhecido do público cinematográfico, o filme do minúsculo herói ganhou força, agora se ele cumpriu esta pequena expectativa é outra história.
O longa nos conta a história do cientista Hank Pym (Michael Douglas) que desenvolve um soro capaz de diminuir um soldado, além de lhe dar uma força sob-humana, criando o soldado ideal para infiltrações, durante os anos 70/80, ele trabalhou em conjunto com a S.H.I.E.L.D e após um incidente ele decidiu se aposentar, e conseguiu aposentar também sua poderosa fórmula. Hank vê o perigo eminente quando um de seus ex-pupilos recria a fórmula e decide fabrica-la em grande escala e vender para vários grupos terroristas, Hank já não é mais um garoto e precisa tirar seu traje da aposentadoria e impedir que a formula caia em mãos erradas, mas para isso ele precisa achar um sucessor, e Scott Lang (Paul Rudd) é o escolhido.
O filme tem um tom aventuresco talvez o que mais destoa do tom criado neste universo até aqui, um tom até mais light que Guardiões da Galáxia, que mesmo sendo leve tinha uma ameaça que poderia destruir o mundo e vilões poderosos e capazes de aniquilar qualquer vingador, aqui é tudo mais estereotipado, mais leve, num clima mais família, e ao mesmo tempo um filme de herói, que se passa neste grande universo. É difícil explicar onde este filme e herói se encaixam entre tantos super-heróis, mas ele consegue se sair bem, funcionando como um bom filme de heróis, ele é leve e divertido, e seu inicio chega a lembrar outra aventura família, Querida Encolhi as Crianças principalmente quando Scott está aprendendo a lidar com seus poderes e ser diminuto, entre jardins que se tornam verdadeiras selvas repletas de formigas (que se tornam gigantes) é um típico filme de sessão da tarde.
Assim que Scott Lang ele se torna apito e pronto a salvar o mundo, o filme muda de tom, mas continua no gênero aventura (apenas fica mais serio devido à ameaça que se torna maior) com heróis e vilões. O elenco é também ponto alto do filme Paul Rudd e Michael Douglas estão ótimos, a relação harmônica entre mentor e aprendiz quase paternal nos convence e a bela Evangeline Lílly da o equilíbrio entre o humor e a seriedade, e seu vilão (Jaqueta Amarela) é caricato e surtado, vivido por Corey Stoll é o equilíbrio certo entre o bem e o mal, razão vs emoção, o diretor Peyton Reed especialista em comedias soube mesclar bem entre os diversos gêneros que o filme conversa.
Homem-Formiga encontra seu espaço neste grande universo pela sua qualidade e também por não ocupar muito espaço.
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Filmes Inc.:8
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Minions
By Rg.Mínions é o típico caso de um personagem secundário que toma proporções maiores do que o esperado (algo é bem comum, quase praxe no universo das animações), exemplos claros são; A Era do Gelo, onde o Esquilo que persegue a Noz, sempre se destaca e rouba a cena quando aparece, outra grande franquia que isso também ocorre é Shrek, em que o Burro, mesmo não sendo o protagonista tem o mesmo tempo de cena que o ogro. Na mesma saga temos outro coadjuvante o Gato de Botas, que mesmo secundário (só aparece a partir do segundo filme), ganhou um filme solo.
São diversos desenhos que seus coadjuvantes literalmente roubam a cena e nos divertem, mas fica a pergunta será que eles conseguiram segurar um filme inteiro sozinhos, como protagonistas, e não apenas secundários e alívio cômico? Em Mínions primeiro filme dos ajudantes amarelos do vilão Gru de Meu Malvado Favorito, esta pergunta será respondida.
Na verdade Minions é praticamente o segundo filme solo destas simpáticas criaturas amarelas, pois Meu Malvado Favorito 2 apenas levou o título como continuação, com um enredo inferior ao primeiro (e o ritmo também), os Mínions eram usados em demasia e sempre que o ritmo do filme caia, eles entravam como alívio cômico (coincidentemente isso ocorreu durante quase todo o tempo), sorte do filme, e se não fosse eles como válvula de escape, a sequência do ótimo Meu Malvado Favorito teria naufragado nas bilheterias, invés de arriscar em uma nova sequência, o estúdio optou por um longa dos próprios Mínions. Seguindo os passos de outra franquia de sucesso; Shrek em que seu derivado; O Gato de Botas funcionou muito bem, por alguns motivos óbvios como exemplos, o simpático gato espanhol já existia nos contos de fada (afinal Shrek é uma paródia de diversos contos) e seu filme solo tem uma história bem coesa e divertida, e seu personagem não era apenas alívio cômico da saga. A qui pelo fato de os Mínions serem alívios de humor nos filmes de Gru, eles não conseguiram segurar um filme apenas deles.
Seu enredo inicial até que convence, nos mostrando a trajetória dos Amarelos do período pré-histórico, onde desde os primórdios eles já seguiam os maus, e devido a sua falta de sorte, seus patrões nunca sobreviviam a sua idolatria, o tempo passou e os simpáticos Mínions, ficaram sem mestre e se isolaram do mundo, e uma enorme depressão os afrigiu, cabe aos Mínions liderados por Kevin, Stuart e Bob, partirem numa jornada em busca de um novo líder, até ai o filme nos diverte, com ótimos momentos e piadas, é uma pena, que tudo isso foi mostrado é apenas seus minutos inicias, quando pontapé inicial é dado seu ritmo cai muito, e se em Meu Malvado Favorito quando o enredo tinha uma queda, eram eles que entravam, aqui eles já estão em tela, e seu humor não convence tanto em período integral , mas quero deixar bem claro, é uma opinião de um adulto que gosta muito de animações, e principalmente gostei muito de Meu Malvado Favorito 1, e sabemos que financeiramente o filme vai cada vez melhor, mas como seu público não é apenas adulto e sim crianças, parece que o estúdio se esqueceu de fazer um filme para todas as idades e fez um roteiro preguiçoso. Tão preguiçoso que a motivação da super vilã e ser rainha da Inglaterra (serio).
Enfim Mínions não é filme ruim, tem uma ambientação muito boa aproveitando a Nova York Hippie dos anos 60 e movimento Mob britânico com uma trilha muito boa, mas mesmo assim esta longe da qualidade do ótimo, O Malvado Favorito e outros ótimos desenhos do cinema atual, é uma pena, pois apenas ficou provado que deveria ter sido investido em um novo filme da franquia ao invés de um filme solo, só que quando se fala em Hollywood é falar em dinheiro, e é muito mais fácil faturar em licenciamento e merchandising, com estas simpáticas criaturas Amarelas do que serem secundárias.@RG_FilmesInc @FilmesInc #Facebook
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Critica:6,5
Público:8
Filmes Inc.:6,5
Critica:6,5
Público:8
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Exterminador do Futuro: Genisis
by Rg.
O Exterminador do Futuro chega aos cinemas em seu quinto capitulo, além de ser uma franquia de altos e baixos, também é uma das mais longínquas de Hollywood, e com um dos maiores hiatos entre um filme e outro. Hiatos que acontecem por diversos motivos o primeiro (e ótimo filme) de 1984 demorou seis anos para ter sua sequência (nos anos 80 e 90 as continuações demoravam mais para serem feitas seus astros faziam exigências absurdas e pediam salários astronômicos, ou só topavam reviver o personagem quando sua carreira estava em baixa), entre o segundo e o terceiro foram mais 12 anos, este o protagonista (Arnold) só voltou para reerguer sua carreira que não andava bem, e lá se foram mais seis anos para a quarta parte, está já teve certa demora devido a uma briga pelos direitos sobre o filme, e achar um roteiro ideal para continuar a saga sem seu astro principal (como fazer um filme do Terminator sem o Terminator), agora chegamos ao quinto filme, e lá se foram mais seis anos, e por incrível que pareça a saga de mais de 30 anos, chega aos cinemas com seu protagonista original e para concertar todos os erros que seus últimos filmes cometeram.
O Exterminador do Futuro Gênesis é a sequência direta do segundo filme, ignorando totalmente os dois últimos filmes logo em seus primeiros minutos (uma escolha acertada este ano a franquia de Jurassic Park fez o mesmo e se deu muito bem), seria difícil tentar remendar os roteiros confusos que prejudicam a série, principalmente por que o terceiro filme muda todo o desfecho mostrado no segundo, e o quarto o ignora completamente é uma lacuna grande, e difícil de ser preenchida.
O principal problema da saga começou quando seu criador o diretor James Cameron (ocupadismo com Titanic e depois Avatar)não retornou para as sequências (3 e 4), deixando o nas mãos de diretores sem expressão e sem autonomia sobre o projeto, e só o carisma de Arnold não foi suficiente para garantir a qualidade. Por mais que filmes que tratem viagem no tempo sejam mais fáceis de corrigir as divergências dos roteiros as justificando com mudanças em sua linha cronológica, mudadas cada vez que algum personagem viajava no tempo. Ignorar o 3 e 4 foi a melhor coisa, pois tentar conciliar filmes que não são feitos para interligarem não funciona, como aconteceu recentemente com X-Men que X-Men Primeira Classe surgiu para ser um reboot da saga, depois o diretor Brian Singer tentou continuar e ligar os pontos numa ordem cronológica confusa e sem a menor explicação.
O Exterminador do Futuro Gênesis pode não ter o brilho dos primeiros, mas os homenageia de forma muito divertida e conversa de uma forma decente com o universo criado há 30 anos, com uma história nostálgica e simples, com exceção do começo que ficamos pensando como vai ficar o futuro agora que ele foi alterado e uma nova linha de tempo foi criada (mas é uma estranheza uma constante em filmes do gênero como em De Volta Para o Futuro 2), o longa tem início em 84 durante os acontecimentos do primeiro, quando o Exterminador chega um outro Exterminador já o esta esperando e protegendo Sara Connor há anos e Kyle Reese também já é surpreendido por outro Exterminador um T-1000 (aquele de metal líquido mostrado no segundo filme) e o mais impressionante para aqueles que viram recentemente os primeiros filmes, é ver toda aquela ambientação recriada, e com novos elementos, os primeiros 50 minutos são nostálgicos e divertidos, com ótimas sequências de ação, seu grande equívoco é sua hora final, principalmente seu último ato, pois a maior reviravolta do roteiro, que é mostrada depois de uma hora, foi mostrada em seu segundo trailer, e isso tirou a sensação de surpresa que teríamos, até aí o roteiro funcionou, mas seu ritmo cai muito em relação ao ótimo começo, mas nada que deixe o filme ruim, ele apenas sente os mesmo problemas dos dois últimos filmes; não ter um vilão a altura do primeiro e segundo.
O elenco também não compromete a nova Sara Connor ; Emilia Clarke (Game of Trones) manda bem como casca grossa, Kyle Reese vivido por Jay Courtney (Duro de Matar 5) esse mesmo sendo da escola dos atores robóticos, aqui não compromete a Arnold Schwarzenegger que é o dono do filme, e sua espinha dorsal, será difícil imaginar está saga sem ele, que mesmo estando velho, ainda cai neste papel como uma luva.
O Exterminador do Futuro Genesis pode ter seus defeitos, mas para uma saga de 30 anos com hiatos de altos e baixos, conseguir voltar com seu protagonista original, homenagear os primeiros e ainda nos divertir, já vale o ingresso, agora se seu grau de exigência for para mais que isso, pode se decepcionar.
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Critica:7
Publico:7,5
Filmes Inc:7,5
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Critica:7
Publico:7,5
Filmes Inc:7,5
Divertidamente

by Rg.
Divertida Mente é literalmente a volta da Pixar (maior estúdio de animação da atualidade) por dois motivos, primeiro que o filme marca o retorno do estúdio aos cinemas, depois de um hiato de um ano sem uma animação, e segundo (e mais importante) ser a volta da Pixar a ser a Pixar.
Divertida Mente é literalmente a volta da Pixar (maior estúdio de animação da atualidade) por dois motivos, primeiro que o filme marca o retorno do estúdio aos cinemas, depois de um hiato de um ano sem uma animação, e segundo (e mais importante) ser a volta da Pixar a ser a Pixar.
Sem emplacar um grande filme desde Universidade dos Monstros, não é tanto tempo, mas se levarmos em consideração que assim como o filme citado ao lado de Toy Story 3 são continuações, e o último longa original sucesso de público e critica é Up Altas Aventuras , entre estes vieram; Valente e Carros. Divertidamente é o retorno da animação com qualidade e conteúdo, que era praxe em seus filmes que desde 1994 com Toy Story, que nos emociona e diverte, e em alguns momentos devido a esta alternância de qualidade, e não de público, achei que o estúdio ia se render apenas ao financeiro.
Divertida Mente tem um roteiro perfeito para uma animação, afinal como mostrar as emoções da mente humana, sem ser uma animação, como se fosse um filme que provavelmente seria uma viagem alucinógena, e ao mérito do diretor e roteirista do filme; Peter Docter (que você pode não conhecer pelo nome mas ele já dirigiu; Up Altas Aventuras e Monstros S.A que também roteirizou Wall-E e Toy Story 1 e 2). A mente em questão é de Riley, uma garota feliz que tem tudo que um jovem em sua idade almeja e necessita, uma família feliz amigos, boas notas e ainda é uma das estrelas do time de hockey local. Devido a esta boa rotina Riley tem sua mente controlada, quase que por período integral pela Alegria e suas outras emoções, são apenas coadjuvantes no dia a dia da sala de comando de sua cabeça, as outras emoções são Nojo (Nojinho), Medo, Tristeza e Raiva, todas tem seu carisma e tempo de tela.
A vida de Riley tem uma reviravolta (e o filme também), quando seus pais tem que se mudar para uma cidade nova devido uma oportunidade de emprego, e tudo nesta nova cidade (São Francisco), é bem diferente e inferior a sua vida anterior, seus amigos e escola ficaram para trás, e o relacionamento com seus pais não é o mesmo, seu pai agora esta em um novo emprego, mau tem tempo para a filha como antes, sua nova casa também não ajuda, e o que era uma vida de classe média no interior, hoje se transformou em uma vida no subúrbio da cidade grande. Estes conjuntos de situações resultaram em uma tristeza profunda e como Riley nunca sentiu isso, Alegria não sabe mais o que fazer, as emoções alegres não estão dando resultados e pela primeira vez em anos outra emoção vai assumir os pensamentos da garota. Tudo se complica mais ainda quando Alegria e Tristeza acabam discutindo e se perdem na mente de Riley e terão que atravessar suas memórias mais esquecidas para voltar e por sua vida no eixo, e o pior Raiva, Nojinho e Medo não sabem nada sobre como controlar as emoções de Riley.
O longa tem tudo que estamos acostumados a ver nas animações do estúdio, emoções, aventura e humor. Divertida Mente tem uma ótima diferença a seu favor, seu visual e as situações são hilárias e muitos personagens carismáticos, pois não há nada melhor e um universo mais amplo que a mente humana e todos os seu antigos pensamentos, memórias e medos estão lá divididos como se fosse uma grande biblioteca, até seus amigos imaginários que fizeram parte da nossa infância. Divertidamente é um drama disfarçado de animação, mas bem moderado e mostra por um ponto de vista diferente, que agradará adultos e crianças.
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Critica:9,5
Filmes Inc.:9
Público:9,5
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Critica:9,5
Filmes Inc.:9
Público:9,5
Jurássico World

By Rg.
Qualquer apaixonado por cinema (principalmente aqueles que têm entre 25 á 40 anos) se emociona quando ouve aquela trilha de John Williams em Jurassic Park, quando aqueles portões se abriam, adultos se tornaram crianças.
Grande parte do sucesso de Jurassic Park se deu ao seu diretor Steven Spielberg, que uma década depois de encantar uma geração com E.T, repetiu o feito. E a grande maestria de Spielberg, foi nos entregar uma aventura para a família, mas longe de ser infantil, afinal eram seres irracionais em sua maioria carnívoros, soltos, e em nenhum momento ele tenta nos mostrar os dinossauros como mocinhos, nos provando que era possível ter mortes, sem ser ofensivo e sangrento, conseguindo conciliar em um único filme, diversos gêneros, como; ação, aventura, suspense, e humor. Devido a sua experiência em diversos gêneros, Spielberg soube mesclar a magia de E.T, com o suspense de Tubarão e o clima aventuresco de Indiana Jones, sem falar que o filme revolucionou o mundo do cinema com efeitos especiais que nos impressionam até hoje.
Jurassic Park foi um marco na história do universo cinematográfico, se tornando, a maior bilheteria da história com $919 milhões dólares até 1997 quando Titanic o ultrapassou.
É difícil imaginar o universo de Jurrassic Park sem Spielberg, outro cineasta não conseguiria adaptar a obra do escritor; Michel Crichton (e tomar algumas liberdades), e encontrar o ponto certo, nos entregando um filme com tamanha qualidade, tanto que o próprio diretor não conseguiu repetir o feito em 1998 com; O Mundo Perdido: Jurassic Park, com um roteiro confuso, seguindo o clichê de muitas continuações, onde tudo é repetido só que em proporções maiores, elevando tudo ao extremo (se antes eram dois Velociraptor, agora são vários e ainda temos dois T-Rex), o filme não é ruim, mas esta anos luz de seu antecessor, e provavelmente é o único filme que Spielberg se rendeu a indústria, visando apenas lucro e seguindo a cartilha que toda sequência enlatada segue. Jurassic Park 3 foi um equívoco ainda maior, sem Spielberg na direção (agora ele ficou apenas como produtor), o longa investiu apenas nos efeitos, com uma história fraca o filme fechou a trilogia no negativo, com um filme razoável, um ruim e um ótimo.
Demorou quinze anos para que Jurassic Park voltasse a ver a luz do dia, e desta vez a missão ficou com o novato; Collin Trevorrow, e Jurassic World é uma sequência direta de Jurassic Park, por diversos motivos, ele não menciona em momento algum os acontecimentos das duas sequências, e faz o que seus anteriores não fez, respeitar e homenagear (o maior erro das sequencias foi tentar supera-lo) o primeiro filme. Colin Trevorrow, entendeu que sua referência teria que ser louvada, e ser a sua principal fonte de inspiração, o filme tem o mesmo clima de aventura e nos remete diretamente ao universo mágico criado há pouco mais de duas décadas. Prova que Jurassic World é a sequência direta do primeiro filme, é o fato de o tão famoso parque, idealizado por Hammond (dono da primeira versão do parque) estar funcionando, e isso é algo que todos queríamos ver a mais de 20 anos, afinal o título da trilogia era parque jurássico e só havia um parque no primeiro.
Jurassic World tem todo o clima do longa de 1993, e também tem os erros de suas sequências (de ter tudo em grande escala), mas soube usá-los de uma forma acertada, afinal os anos se passaram, e o parque esta sempre se inovando suas atracões trazendo sempre novidades, como, novas espécies (além das apresentadas nos filmes anteriores), que também foram recriadas em laboratório, dinossauros dos períodos; jurássico, cretáceo e triássico, estão presentes, mas nada gratuito. Famílias chegam ao parque diariamente (media de 20 mil por dia), para ver as novidades. Os grandes portões definitivamente estão abertos ao público. Pelo que entendemos em seu inicio o parque já esta na ativa há alguns anos, e como a própria diretora do parque Claire (vivida por Bryce Dallas Howard) diz; os dinossauros já não uma novidade, e com medo que o público deixe de se entusiasmar e temendo uma queda de popularidade, os cientistas e idealizadores, criaram uma espécie totalmente nova, Indominus Rex, um dinossauro maior que um tiranossauro (maior carnívoro, terrestre), e ainda mais assustador, combinando o DNA de vários tipos de predadores da natureza, incluindo camuflagem e outros artifícios que facilitam sua caçada.
Não é preciso ser gênio para saber que algo vai dar errado, e após um incidente, o que era mais um dia no parque se torna uma correria e pura tensão, como aconteceu no primeiro, mas se lá estavam apenas alguns convidados, aqui temos 20 mil pessoas presas em uma ilha.
Jurassic World sabe mesclar a aventura com a tensão pode não ter a maestria de Spielberg, mas é muito eficiente, tem um ótimo ritmo e o principal respeita o filme original a todo o momento, são diversas homenagens e menções, que fazem o filme valer a pena, e não soam como piegas, as referências citadas no filme são às vezes discretas, como; a faixa do primeiro filme é mostrada, os óculos de visão noturna, os jipes, tudo esta ali, mas nada de forma gratuita, se encaixando muito bem no roteiro.
Outro acerto é o elenco Chris Patt (Owen) faz uma mistura de Indiana Jones com Star Lord e aproveita todo o status que ganhou com Guardiões da Galáxia e o usa muito bem aqui, apenas com um pouco menos de humor, Bryce Dallas faz a típica mulher que vive para o trabalho, e mau sabe a idade dos sobrinhos, cumpre bem o que seu papel exige, quanto aos garotos, se o mais novo Gray (Ty Simpkins) esbanja carisma temos uma simpatia por ele, já o mais velho Zach (Nick Robinson) é insosso, e se fosse devorado a qualquer momento, não nos importaríamos o "vilão" vivido por Vincent D'Onofrio nos incomoda com seus ideais, mas sua atuação deixa a desejar, seu personagem chega a ser meio afetado e esperávamos muito mais de um ator como D'Onofrio (que recentemente viveu o rei do crime em O Demolidor), o dono do parque o multi-milionário Saim, é um personagem que podemos dizer neutro, mesmo tendo uma parcela de culpa por tudo, ele é o típico rico desenformado, que da carta branca aos funcionários para que tudo ocorra bem, e quando descobre que tudo é indiretamente culpa sua, faz o possível para remediar a situação e evacuar a ilha.
Outro destaque são as novas espécies como o Dinossauro marinho, que no melhor estilo Sea World se apresenta em um grande tanque de água. Os efeitos são surreais, e só não nos impressionam mais, pois a perfeição que Spielberg atingiu há 20 anos é tão perfeita, que é difícil supera-lo até hoje, mas eles ao menos se equiparam, e algumas melhorias de movimentos sutis que são visualizadas ao decorrer do filme.
Enfim Jurassic World é um novo filme, que nos remete há um velho filme, mas de uma forma muito boa e divertida para toda a família, e o maior acerto do filme é não querer superar o original (algo impossível), mas sim respeitá-lo e manter o mesmo clima de aventura, ação e suspense, e ter tudo isso em um filme só, é jurássico.
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Avaliação (Jurassic World):
Critica :8
Público:9,5
Filmes Inc.:9
Jurassic Park: 10
O Mundo Perdido: Jurassic Park: 7
Jurassic Park 3:6
Terremoto: A Falha de San Andreas
By Rg.Terremoto: A Falha de San Andreas, faz parte da estatística anual hollywoodiana de ter um filme catástrofe entre os blockbusters no concorrido verão americano, e este ano a missão ficou a cargo de Dwanye Johnson (The Rock) e Cia. Você deve estar se perguntando, por que todo ano temos um filme deste subgênero, a resposta é obvia, além do financeiro, estes filmes são quase sempre sinônimos de sucesso e também há um certo masoquismo do público em ver o mundo se destruído e o caos se instaurando, são raras as pessoas que curtem um cinema comercial que deixam de ver um filme catástrofe nos cinemas. A sensação de estarmos testemunhando uma ficção, que pode vir a se tornar realidade mexe com todos, afinal, por mais que estes filmes sejam exagerados, eles sempre tem um pé na realidade (nem que seja 10%, mas que para se tornar um blockbuster, eles elevam à destruição à escala de 100%). Quando digo um pé na realidade, não estou mentindo, além de San Andreas, Vulcano a Fúria (falha nas placas tectônicas em L.A), O Dia Depois do Amanhã (aquecimento global), 2012 (aceleramento do núcleo da terra), Twister (Tornado), O Inferno de Dante (Vulcão), Impacto Profundo e Armageddon (Meteoro), entre outros, são todos baseados em pesquisas científicas, e fenômenos naturais que podem ocorrer futuramente, não tamanha escala como é mostrada.@RG_FilmesInc @FilmesInc #Facebook
Critica:7,5
Público:9
Filmes Inc.:8
Além da catástrofe e efeitos especiais surreais, estes filmes tem em comum uma cartilha, que é praticamente seguida à risca em todos eles, todos deste gênero, geralmente seu protagonista, na maioria das vezes, é um pai de família, que está passando por um momento difícil com sua família, divórcio ou problemas de relacionamento com os filhos, sempre temos o cientista ou professor (aqui no caso é um sismólogo, especialista em terremotos), que ninguém leva suas teorias a sério, até que elas se tornam realidade e ele se torna peça fundamental, para salvar o mundo (ou o que restou dele), o protagonista sempre em meio ao caos, e tem que se preocupar com sua família ou atravessar todas as dificuldades para salvar seus entes queridos, algo que também não pode faltar é o "vilão”, aquele personagem para odiarmos, o mau caráter, oportunista, aquele que não mede esforços para tirar vantagem para sobreviver, passando por cima de mulheres e crianças, e que sempre tem mortes homéricas, tudo isso faz parte da cartilha deste gênero e Terremoto: A Falha de San Andreas tem tudo isso.
Quando me refiro a este novo longa possuir todos os clichês do gênero, isso não é ruim, pois é uma fórmula que já existe há tempos, e o público não esta tão importando com as coincidências e etc, e sim com que hora vai começar a destruição, a história é apenas um pano de fundo, e investir em ótimo roteiro pode ser um desperdício, ou dar errado, então segue a cartilha e investe (e muito) na catástrofe, e isso o diretor Brad Peyton faz (e muito bem), o longa tem efeitos de primeira, e bem realistas. E ainda tem uma vantagem sobre alguns outros filmes do gênero, pois ele tem somente a grande catástrofe inicial, e depois não foca apenas nas suas consequências, aqui a catástrofe é dividida em todos os atos do filme (começo meio e fim), não focando somente no drama familiar após a destruição inicial. San Andreas, tem grandes sequências de ação e varias secundarias, deixando o ritmo do filme muito dinâmico, fazendo com que você ignore todos os clichês do gênero. Além do grande terremoto inicial o filme, ocorrem diversos outros tremores, devido à falha de San Andreas que vai de Los Angeles á são Francisco, os fenômenos acontecem nas duas cidades alternadamente, entre uma destruição e outra, temos o chefe de uma equipe de resgate Ray (The Rock de Hércules), que estava no ar durante os abalos sísmicos e parte para salvar sua filha Blake (Alexandra Daddario) e sua ex-esposa; Emma (Carla Guggino), estes personagens fazem parte do núcleo principal do filme.
Outro fator positivo do filme, é como já citei as sequências de ação, inclusive as menores, como; as enchentes causadas por tsunamis. O carisma de The Rock também faz muito bem ao filme, e o restante do elenco também não faz feio, inclusive temos o ótimo Paul Giamatti que faz o Sismólogo que tentava antever os tremores.
Terremoto: A Falha de San Andreas, tem tudo que você quer ver num filme catástrofe, de forma muito bem feita e dinâmica, agora se você vai até o cinema ver um filme com este título e espera algo mais, amigo você esta na sessão errada, e para aqueles que dizem que estes filmes não contém conteúdo e etc, no dia que o mundo estiver desmoronando, quem sabe depois assistirmos tantos filmes sobre o tema, não podemos colocar o que aprendemos em pratica.
FilmesIncastV #22 Franquia: Velozes e Furiosos
by Rg. Mais um especial franquias, neste novo programa, destrinchei a franquia mais rápida de Hollywood a franquia Velozes & Furiosos, tudo que você sempre quis saber sobre esta saga iniciada em 2001, atores, diretores, bilheterias e outras curiosidades, confiram, comentem, compartilhem, critiquem, deixem seu like, assinem nosso canal.
Poltergeist

By Rg.
Remakes sempre são mal vistos no universo cinematográfico, confesso que mesmo na maioria das vezes quebrando a cara, sempre defendi remakes (refilmagens) de alguns filmes (com algumas ressalvas) que marcaram época, principalmente de aqueles que envelheceram mal (ficaram datados). Muitos filmes que fizeram parte da nossa infância, não funcionam para uma nova geração (e nem para a nossa), na maioria dos casos seu ritmo é lento e seus efeitos são vergonhosos, por estes e diversos fatores, alguns ficaram quase que inassistíveis, nos deixando envergonhados quando falamos que aquilo era bom, engraçado ou assustador. São raras as exceções que ainda se salvam que continuam impecáveis e conversam com varias gerações, aqueles que você vê e revê e não encontra defeitos, filmes como; De Volta Para o Futuro, Indiana Jones, O Exorcista, Curtindo A Vida Adoidado, Jurássic Park e mais alguns exemplares, infelizmente Poltergeist de 1982 está longe de figurar entre eles, então quando o projeto de seu remake foi anunciado, achei que era mais que necessário, pois como citei, o longa original sofre de todos os problemas citados acima. Nem sempre remakes são sinônimos de inferioridade, e alguns raros exemplos não fazem feio e até superam seus antecessores, tais exemplos recentes, são; o bom, A Hora do Espanto, o ótimo. Evil Dead, Sexta-Feira 13 e Horror Em Amitiville, todos conseguiram atualizar suas histórias e não vão envergonhar seu original, é uma pena que a porcentagem de acerto seja bem baixa.
Poltergeist é considerado um clássico da época e do gênero, referência de filmes sobre casas mal assombradas, a história da família que se muda para um condomínio para recomeçar, e fenômenos estranhos começam a acontecer em sua nova casa.
Como no antigo a trama inicial é a mesma, mudando alguns detalhes, o patriarca da família desta nova versão, vivido por; Sam Rockwell, está desempregado e esse é um dos motivos da mudança. Logo fenômenos sobrenaturais, começam a ocorrer e são testemunhados inicialmente somente pelas crianças, e a mais jovem Madsen é a mais sensitiva com relação a tudo aquilo, seus pais só se dão conta que existe algo errado, após saírem para jantar numa noite e ao voltarem seus três filhos estarem em pânico e aterrorizados, e Madsen foi abduzida para outro plano por assombrações, a procura de ajuda, eles vão até um especialista famosos vivido por Jared Harris, para ajuda-los a trazer sua filha de volta. A entre os detalhes que se diferenciam entre as versões (ou tentam), um principais é o ritmo deste novo longa, que é muito mais dinâmico (às vezes até apressado), os atores também são mais carismáticos, outra mudança positiva é que o filme utiliza a tecnologia a seu favor, às vezes trazer algo dos anos 80 para os dia de hoje não funciona, e geralmente em alguns casos os produtores preferem situar o filme na mesma época que o original. Atualizar o longa inserindo celulares, tablets, notebook e toda a inovação tecnológica, poderia distanciá-lo do original, o que por sorte não ocorreu, mesmo sendo atual, ainda são nítidas as semelhanças entre os dois longas (algo fundamental em uma refilmagem).
Os problemas deste novo Poltergeist são outros, como sua ambientação, em momento algum a casa passa aquela sensação de medo, nos deixando impressão, que quando não esta acontecendo nada, ela é uma residência normal (e em filmes de terror a casa tem que lhe assustar, até quando esta adormecida). Vale destacar algumas cenas, como a da furadeira, ou a do palhacinho, que são o ponto alto do filme, porém mesmo sendo mais curto e ágil, ele não mantém o clímax deixando o filme com muitos altos e baixos.
Poltergeist não é um filme ruim, mas deixa muito a desejar no gênero, boa parte de seus problemas já vem do seu antecessor, que como já eu citei envelheceu mal, e os produtores e o diretor, tentaram corrigir o que não funcionava mais na versão de 1982, outros problemas ele apenas herdou de seu original, que depois de vê-lo novamente, percebi que ele não apenas envelheceu mal, mas já não era todo o primor que as pessoas (e eu também) achavam, e mesmo corrigindo seus defeitos esta reinvenção continuou sem assustar.
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Avaliação:
Filmes Inc.:6,5
Público:7,5
Critica:6
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Filmes Inc.:6,5
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Mad Max: A Estarda da Furia

By Rg.
Antes de falar de Mad Max: A Estrada da Fúria é preciso voltar no tempo, primeiro por que este filme é uma "continuação indireta" da trilogia original (79, 81 e 85). A saga Mad Max também é precursora de um subgênero (ou estilo), que se tornou padrão em Hollywood, o dos filmes futuristas distópicos, e pós-apocalíptico, que nos mostra uma visão contrária do que a ficção sempre retratou nos anos 80, onde a tecnologia dominou o mundo e androides, robôs e as máquinas, tomavam conta do amanhã na maioria das vezes, já em Mad Max o futuro é distópico, sujo, sem tecnologia, o mundo se destruiu, e tudo é um verdadeiro deserto, nos remetendo literalmente ao velho oeste, onde que os poucos sobreviventes brigam por água e principalmente por combustível.
Só para termos ideia da importância da trilogia dirigida por George Miller, diversos filmes beberam da sua fonte, diretamente e indiretamente; O Livro De Eli, A Estrada, Jogos Vorazes, The Roover A Caçada, Divergente e Maze Runner, e um dos que quase sepultaram o gênero, Waterworld, que tentou ser a sua versão nas águas, mas se tornou a produção mais cara da época, é um fiasco de público e critica.
Agora que introduzi vocês ao mundo de Max, algo necessário, pois a saga já tem 30 anos e muita gente da nova geração só mau ouviu falar dela, por isso que Mad Max: A Estrada da Fúria se auto sustenta sozinho e chega as telonas sem número no título e "ordem cronológica”.
Mad Max A Estrada da Fúria pode ser definido em diversas palavras, entre elas; clássico, épico, grandioso, espetacular, surtado e ousado, todos estes adjetivos se enquadram neste novo filme da saga e vou explicar o porquê na crítica abaixo.
Primeiramente o filme tinha tudo para dar errado. já pelo simples fato de ser uma continuação de uma franquia dada como de 30 anos (o momento de aproveitar o seu hype, já passou), outro fator que deixava os fãs receosos, era o competente diretor George Miller, não dirigia um filme live-action desde 98, com Babe O Porquinho Atrapalhado Na Cidade, e o pior, ele não faz um filme de ação desde Mad Max 3 (seus trabalhos mais recentes foram; Happy Feet 1 e 2). Sem falar no estrondoso orçamento que ultrapassou a casa dos $150 milhões de dólares, e ainda os problemas que a produção enfrentou, suficientes para deixa qualquer fã ou produtor, de cabelo em pé, o filme teve uma das produções mais problemática dos últimos anos (quase sempre que isso ocorre é sinônimo de fracasso), o longa começou a ser rodado em 2011 (sem contarmos quando realmente começou a ser idealizado em 99, e aposentado pós 11/09, ainda com Mel Gibson vinculado ao filme), após ter boa parte das filmagens rodadas no deserto australiano, entre 2011 e 2012, grandes tempestades obrigaram a produção se mudar para Namíbia, gerando um atraso nas filmagens em mais de um ano, devido o conflito de agenda dos atores, além também que segundo as mas línguas, Charlize Theron e Tom Hardy trocaram farpas durante a produção. Resumindo tudo caminhava para o fiasco é a Warner poderia estar prestes a ter seu próprio John Carter (fracasso comercial da Disney de 2012), mas só saberíamos as respostas quando o filme chegasse aos cinemas, e este dia chegou, depois de mais de três décadas e todos os contratempos, o longa ele tem todos os adjetivos citados, e um pouco mais.
Mad Max: Fury Road é uma verdadeira aula de como se fazer cinema, que deve ser usado como exemplo para qualquer diretor que queira fazer ação do jeito prático, George Miller faz tudo, e explode tudo de verdade, é tudo rodado em locações, nada de estúdio é o verdadeiro cineasta mainstream trabalhando.
A premissa é bem simples Max (Tom Hardy) está novamente vagando pelo mundo, carregando consigo as feridas e traumas de anos de perseguições e mortes, após ser capturado ele é escravizado e usado como doador de sangue para os garotos da guerra, que são liderados por Imotal Joe (espécie de líder religioso, que se autoproclamou o novo messias), que numa terra sem lei, ele controla boa parte da água e combustível, e quem detém isso nos dias atuais é visto como um Deus, é exatamente desta forma que seu povo o vê, sua fé os faz lutar e saquear por ele, para garantir sua salvação pós-morte em Valhalla (paraíso da mitologia nórdica onde seus guerreiros são recebidos como heróis por deuses). Seu braço direito é a imperatriz furiosa vivida Charlize Theron (uma das personagens femininas mais fortes dos últimos anos), que cansada de seu regime de caos, decide fugir pelo deserto, levando com ela o maior de seus tesouros; suas noivas, tal atitude faz com que a imperatriz passe de fiel escudeira, à sua inimiga mortal e Max é jogado em meio a esta guerra pelo acaso, ele apenas quer sobreviver, é um ponto de vista diferente, você ver o longa pelos olhos de um protagonista, que não é o centro da trama.
Com este enredo simples Mad Max compensa uma trama mais elaborada, com uma ação de encher os olhos, o filme é um puro clímax, ela começa com ação literalmente nos contando a história durante a ação, ele não para, tudo é mostrado e desenvolvido numa perseguição fantástica pelo deserto, o longa faz sua primeira pausa após quase uma hora e meia (de muita ação), mas sem ser cansativo é tudo orquestrado com maestria, o diretor George Miller parece que nunca deixou de fazer ação, a fotografia nos faz sentir o calor do deserto, como se estivéssemos lá, e mesmo sendo uma paisagem distópica a fotografia consegue ser belíssima. As perseguições são surreais, as mais frenéticas do cinema atual, além de surtadas, onde mais nos veríamos carros estranhos, motos e caminhões se degladiando pelo deserto, e isso no ritmo de uma trilha sonora insana, com direto a uma espécie de trio elétrico, com um guitarrista mutante tocando e lançando fogo pela guitarra.
Mad Max é uma ficção distópica, mas é uma das mais plausíveis do cinema, e o jeito de dirigir também as batidas e explosões são reais, nos fazendo vibrar como criança. Mad Max é um balé épico com direito até acrobatas voando sobre carros, o filme é um verdadeiro espetáculo moderno e precisa ser visto e copiado da forma certa.
O único problema do filme é seu protagonista Tom Hardy é um ótimo ator, mas seu Max, mesmo sendo o mesmo personagem que Gibson viveu é bem diferente, para aqueles que como eu reviram a trilogia original recentemente, sentimos um certo incômodo, e nada contra, mas se nos anos 2000 era difícil contar com Mel Gibson, devido sua agenda de diretor e ator, hoje em dia, devido aos problemas pessoais, o astro tem tempo disponível e se o personagem está mais velho e perturbado, por que não usar o Max original, problemas com o diretor sabemos que não houve, afinal Gibson foi até a première do filme e pousou para fotos com o diretor e o elenco, Mad Max só não foi perfeito devido a este mínimo detalhe, que vai incomodar poucos, pois como o diretor e a produção já informou Fury Road se sustenta sozinho, para agradar os que já viram os originais e para uma nova geração.
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Filmes Inc.:9,5
Critica:9,5
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