Filmes Inc.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Conselheiro do Crime (The Counselor)


By Rg.
O Conselheiro do Crime pode ser considerado um filme de atrativos. Em meio a tantos, é difícil achar alguém que não se interesse por este longa metragem, um deles ter o conceituado diretor Ridley Scott, um roteiro de Cormac McCarthy, mesmo autor dos best-sellers Onde os Fracos Não tem Vez e A Estrada, mas o maior de todos os atrativos é o elenco que estampa o poster, com nomes de peso em Hollywood na atualidade, encabeçados por Michel Fassbender, que já trabalhou com o diretor em Prometheus, Penélope Cruz, Javier Bardem, Cameron Diaz e Brad Pitt
Na trama, Fassbender vive um advogado bem sucedido, com diversos contatos e clientes no mundo do crime, onde fez amigos e ganhou respeito. Pelo seu conhecimento na areá jurídica, fica conhecido como Conselheiro, sempre procurado pelos seus empregadores sobre o que fazer (ou não) e suas consequências, sereno e calmo, sem se envolver a fundo, nunca cedeu às pressões para faturar alto de seu "amigo/cliente" Reiner (Javier Bardem), um traficante bon vivant que vive no México com sua bela namorada Malkina (Cameron Diaz). Além dos grandes clientes, ele também atende os convencionais, que o estado lhe encaminha e faz visitas constantemente a presídios, inclusive levando cigarros àqueles menos afortunados que vestem o uniforme laranja, fazendo o contra ponto de sua carreira, hora visitando seus principais clientes em grandes mansões, hotéis de luxo e festas.
Conselheiro (como ele é chamado durante todo o filme) vive avesso a tudo isso, principalmente quando está com sua bela esposa Laura (Penélope Cruz), mas viver em meio a tentações não é fácil, principalmente convivendo diariamente com elas. Depois de muita insistência de Reiner, ele decide arriscar e investir em conjunto com o mesmo, e outro amigo em comum, Westray (Brad Pitt), e um carregamento que vai ser transportado de Juáres para Chicago de forma bem discreta (caminhões de esgoto adaptados, afinal poucas autoridades vão parar um caminhão cheio de merda e vasculhá-lo). Antes de investir no que seria sua aposentadoria, o protagonista passa de conselheiro a aconselhado: todos ao seu redor o orientam desistir dos riscos do negócio e suas consequências, porém sua experiência lhe diz o contrário, que é um ótimo negocio sem risco aparente, e o momento de fazer uma única jogada e parar.
Como em qualquer jogo, nem sempre o principiante tem sorte e neste caso a falta dela vale milhões de dólares e vidas. 
Uma coincidência envolvendo uma presidiária cliente sua, a quem ele fez um favor (o pagamento de uma simples multa de trânsito, para seu filho), que de alguma forma tem ligação com o esquema em questão, culmina no desaparecimento do caminhão com toda a mercadoria, algo até comum neste ramo - afinal, nem sempre a mercadoria chega a seu destino, quartéis adversários às vezes interceptam a mercadoria ou a própria policia, e cada um arca com seu prejuízo -. o problema aqui é que para o alto escalão, o envolvimento do Conselheiro é muita coincidência, pois havia uma ligação direta de sua cliente com a mercadoria, mesmo sem que ele saiba. Este cataclisma de eventos o levou a ser o principal suspeito de ter tentado enganar o quartel e faturado tudo sozinho, e ainda todos que estavam investindo consigo (Reiner e Westray) foram dados como cúmplices, fazendo com que o grande baralho comece a desmoronar.
Numa reviravolta surpreendente, descobrimos quem nem todos são o que aparentavam ser e quem você menos desconfia está dando as cartas; cada uma das escolhas tomadas tiveram consequências graves, que afetaram todos a seu redor e fizeram com que até os mais próximos questionassem a integridade do Conselheiro (Fassbender), mesmo que ele tente consertar tudo, o caos já está instaurado. 
A trama é envolvente, mas sempre num ritmo desacelerado, que mesmo nos agradando é morno. Se fosse mais dinâmico estaríamos mais aflitos, roendo as unhas a cada emboscada ou reviravolta. Outro fator em que o filme deixa a desejar é no desenvolvimento dos personagens, mesmo sendo um longa de duas horas, os personagens são apresentados de forma rápida, Ridley Scott os joga nas telas e você deduz e interpreta se eles são ou não o que parecem. No caso do próprio caso protagonista (Conselheiro), mesmo tendo mais tempo de tela para podemos julgar melhor sua índole, ainda sabemos muito pouco sobre seu passado, só podendo assim julgá-lo pelos diálogos com Reiner, que questiona o porquê ele ficou tentado a investir somente agora (nós também não sabemos). 
Mesmo com alguns erros, O Conselheiro do Crime é um filme acima da média, pelo seu ótimo elenco e atuações excelentes de todos os protagonistas, porém a grata surpresa é Cameron Diaz. Num elenco competente de indicados ao Oscar, Cameron consegue se destacar mais que todos numa atuação fantástica - longe da atriz que conhecemos de comédias e filmes ruins -, resta saber se sua atuação é superior a do elenco ou do mesmo nível e, por ser a mais superestimada de todos, se sobressaiu ou apenas surpreendeu. Enfim, O Conselheiro do Crime tinha tudo para ser um excelente filme e acabou sendo apenas um bom filme, com um ótimos atores (algo que pode aumentar sua nota), vale a pena ser visto pelos seus atrativos (que são muitos), e por ter a cena de sexo mais exótica do cinema nos últimos anos, que como os envolvidos nela, nós também estamos de queixo caído até agora.
Um conselho para quem vai ver o filme, além dos atrativos tem um ótimo diretor e mesmo se fosse ruim, qualquer produção deste nível tem que ser vista, nem se for para depois se arrepender de não ter sido bem aconselhado sobre o filme.
@RG_FIlmesInc                        @FilmesInc                     facebook
Avaliação:
Filmes Inc.:7,5
Critica:7
Público:7,5


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Kick-Ass 2


By Rg.
Três anos se passaram desde que o excelente Kick-Ass sacudiu o universo cinematográfico, com uma meta linguagem pop, conciliada a uma violência que muitos filmes não teriam coragem de mostrar (devido à censura e baixas bilheterias), some tudo isso há uma ótima adaptação dos quadrinhos de Mark Millar e um bom diretor (Matthew Vaugh), o longa passou do status de Cult e se tornou pop. 
Nestes três anos muita coisa mudou Mindy (Choê Grace Moretz /Hit-Girl), já não é mais uma garotinha, agora é uma bela adolescente, Aaron Johnson (Dave/Kick-Ass) ainda tem cara de loser, só que muito mais confiante de si (encorpado também), neste percalço Kick-Ass perdeu seu diretor Matthew Vaugh (que costuma abandonar tudo mesmo, vide; X-Men 3, Thor e X-Men Dias de Um Futuro Esquecido), mas o projeto continuava promissor, o elenco principal completo retornou com o reforço de Jim Carrey
Após os acontecimentos do longa anterior muita coisa mudou e Kick-Ass foi o responsável por tudo isso, ele abriu portas para vários outros heróis, ou cidadãos normais de fantasiados tentando fazer o bem e ajudar o próximo (até serviço comunitário eles fazem). Hit Girl decidiu continuar agindo sozinha (afinal ela nunca precisou de ajuda), já  Dave está entediado, após sentir o gostinho da adrenalina, teve sua aposentadoria precoce, e também com outros heróis por ai, o crime está em baixa, já que Frank D´Amico o rei do crime local foi morto. Mas tudo esta prestes a mudar, com volta de Red Mist (Maclovin) que pretende assumir o império de seu pai e vinga-lo, aniquilando Kick-Ass
Com os protagonistas vivendo situações diferentes, o filme se divide em três arcos (todos bem distintos). O primeiro arco é o próprio Dave buscando se reencontrar, tentando voltar à ativa, após inúmeras tentativas de tentar convencer Mindy (Hit-Girl) à serem parceiros (que quase chegou a rolar, inclusive ela o treinou durante algumas semanas), agora Dave procura por estes novos heróis para fazer parte de um grupo, nesta sua busca ele encontra vários personagens distintos e divertidos, entre eles o Coronel Estrelas, vivido por Jim Carrey que está liderando um grupo que combate o crime, ajudam as pessoas em geral.
O segundo arco envolvendo Hit-Girl é o mais complicado, Mindy promete a Marcos (ex-parceiro e amigo de seu pai) que não vai mais ser uma heroína e sim uma garota normal. Além de sentir falta da ação, ela se complica mais na adaptação ao colégio, seu arco vai ficando distinto do filme, certa hora parece que estamos vendo um filme de colégio pré-adolescente no melhor estilo, Meninas Malvadas, e o que parecia ser o melhor do filme acaba se tornando a parte mais lenta e destoante do longa, ainda mais por que Kick-Ass era um filme que tinha uma mensagem diferente dos outros do gênero, não tinha drama, mesmo nas perdas, as lamentações eram superadas rapidamente e a vida continuava, todos estavam preparados para o pior, era um filme sem censura e dilemas familiares, aqui o diretor exagerou na dose e prejudicou o dinamismo do filme. 
O terceiro arco é mais divertido, o ex Red Mist agora conhecido como Motherfucker, está recrutando vilões para sua liga do mal, mostrando que o dinheiro vai comprar sua vingança.
Kick-Ass 2 está longe de ser ruim, mas têm especificamente dois defeitos graves, o principal deles é a troca de diretor, a direção de Jeff Wadlow não é tão ruim, mas é burocrática e convencional demais, é focada nos dramas de personagens, algo que não queremos ver em Kick-Ass, afinal no primeiro filme o próprio Dave dispara ao perder sua mãe "sem poderes, sem responsabilidades", e segue sua vida sem se lamentar á todo o momento, já aqui todos vivem a síndrome de Homem-Aranha, sempre depressivo se afastando de todos ao redor, com medo de que algo aconteça, se culpando pelas mortes de todos, Dave e Mindy não passam 10 minutos sem se culparem ou lamentarem. Resumindo a falta competência do diretor transformou que Kick-Ass não em um filme ruim, mas em apenas mais um filme sobre heróis, que vestem capas e mascaras para superarem suas perdas, e não para apenas fazer um mundo melhor como no primeiro filme. 
Outro erro, mas não tão grave é a inclusão de Jim Carrey, seu Coronel Estrelas, não acrescentou nada para a trama em seu pouco tempo de tela, é vergonhoso ver um excelente ator ser tão mal e pouco aproveitado.
Vale citar as referências e homenagens que o filme faz, que vão desde Stan Lee ao próprio Kick-Ass, numa sequência de abertura onde Dave revive com Mindy a clássica cena do treino de tiro do primeiro, e até Watchmen, numa foto que homenageia sutilmente e o grupo de vigilantes reais de Alan Moore.
Mas o pior de todos os problemas de Kick-Ass 2 é o primeiro filme que foge dos clichês e beira a perfeição, dificilmente este segundo filme conseguiria repetir tal feito, ainda mais sem o fator surpresa, e todo herói sem a surpresa, deixa à desejar.
@RG_FilmesInc                                  @FilmesInc              Facebook
Avaliação:
Critica:7
Público:8,5
FimesInc.:6,5

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Os Suspeitos (Prisoners)


By Rg.
Quem julga pelo título Os Suspeitos, pensa primeiramente que é apenas mais um filme policial, devido ao seu título, mas o longa esta longe de ser apenas um filme investigativo, ele faz mais jus ao seu título original Prisoners (Prisioneiros), por que o evento mostrado no filme (o sequestro de duas garotinhas), gerou um cataclisma e uma sucessão de outros eventos, envolvendo diversas pessoas e danos colaterais, deixando todos prisioneiros, em busca da verdade durante o período em questão.
O longa nos conta a história do construtor e pai de família, devoto (daqueles que citam a bíblia numa caça com seu primogênito); Keller Dover (Hugh Jackman) após um almoço de ação de graças na casa do vizinho e amigo Franklin (Terrence Howard) que tem sua filha e a de Keller levadas após a ceia, e logo as suspeitas recaem sobre Alex Jones, que seu trailer foi visto nas mediações, do local onde as meninas foram vista pela ultima vez, sem prova o detetive Loki (Jake Gyllenhaal) e a policia local não podem manter o suspeito preso por mais de 48 horas (por falta de provas), causando uma revolta nas famílias das garotas, que a cada dia que passam ficam mais sem esperanças, Dover (Jackman) decide investigar e tomar atitudes por conta própria, trazendo com ele o apoio do telespectador, mas conforme o tempo passa suas atitudes já não são unanimes, mesmo sendo um pai desesperado, sua certeza pode lhe cegar e não deixar que ele enxergue a verdade, o detetive Loki fica entre o dever e a razão (de certa forma até de mãos atadas pela lei), Jake Gyllenhall esta acima da média numa atuação real e controlada, o restante do elenco é também de muita qualidade, e todos estão a altura do filme, Terrence Howard aqui faz jus a cara sempre, com aquele expressão de chorão neste papel de pai desesperado entre a razão e emoção, Viola Davis (excelente) vive sua esposa, Maria Bello (Grace Dover), faz a esposa de Keller, numa interpretação simplesmente devastadora de uma mãe arrazoada, Paul Dano prova mais uma vez que é um excelente ator, só precisa de mais oportunidades dramáticas, ele vive Alex Jones um rapaz que é semi- altista, que guia seu trailer por ai e acaba se tornando o principal suspeito de sequestrar as garotinhas, mas o dono do filme e Hugh Jackman, que vem numa crescente em sua carreira, se sua atuação em Os Miseráveis rendeu-lhe uma indicação ao Oscar, e seu Wolverine este ano foi o mais humano, agora ele consegue juntar tudo num personagem só, numa atuação que não pode ser ignorada, assim como Gyllenhall para coadjuvante. O diretor o canadense Dennis Villeneuve faz sua estreia em Hollywood, com o pé direito seu filme bebe em varias fontes, mas de forma eficiente, sem fazer misturas sem sentido, ele tem um pouco de David Fincher em Zodíaco, um pouco de Sobre Meninos e Lobos entre outros, numa direção eficaz num Thriller tenso onde mesmo tendo um foco todo num suspeito principal, somos apresentados de forma sutil a outros, tornando o filme tenso e apreensivo á todo o momento, algo raro num longa com mais de duas horas, mérito de um bom roteiro e bom diretor.
Os Suspeitos é um ótimo filme, mas peca pelo título que mesmo fazendo jus ao longa, o título original  Prisioneiros é muito melhor, mas menos comercial no mercado brasileiro, por que no momento do ocorrido ao seu desfecho, todos os envolvidos (inclusive o público) se tornam prisioneiros, aguardando que tudo aquilo acabe logo e bem.
@RG_FilmesInc                     @FilmesInc                  Facebook
Avaliação:
Critica:8,5
Público:8
FilmesInc.:8,5

sábado, 19 de outubro de 2013

Gravidade (Gravity)


By Rg.
Gravidade é o tipico filme que nos deixa perplexos, principalmente pelo simples fato de ter se tornado um sucesso, algo muito raro num filme do gênero (espacial) em Hollywood, grandes apostas com mais apelo comercial, recentemente naufragaram nas bilheterias, e o novo longa do diretor Alfonso Cuarón vai na contra mão de tudo, o filme é todo situado no espaço com apenas uma protagonista (em boa parte do filme), dificilmente daria certo, além também do fato de se tratar de uma produção milionária (mais de $100 milhões), algo muito raro e arriscado, geralmente estes longas tem orçamentos modestos (bilheterias também), exemplos são os ótimos, Lunar, 2001 Uma Odisseia no Espaço entre outros filmes clássicos do gênero que não foram rentáveis.
Gravidade além de conceituado, chega com status de forte concorrente ao Oscar 2014, e de quebra já superou seu alto custo somente nos Estados Unidos (em pouco mais de duas semanas). Além do boca a boca, por que sera que o grande público procurou este filme, críticos e cinéfilos vão ver o filme, por diversos fatores, ter um diretor conceituado (Alfonso Caurón de Filhos da Esperança), ter um elenco competente entre outros fatores, resumindo o cinéfilos procurariam por este filme, independente do sucesso, Gravidade se destaca por ter todos os elementos citados mas funcionando com perfeita harmonia, o elenco conta com Sandra Bullock (em ascensão, após faturar recentemente um Oscar) e o sempre ótimo George Clooney, e acima de tudo o que levou o público convencional a ver este longa também e sua trama, ele não é apenas um filme de ficção cientifica no espaço, ele é um filme claustrofóbico, mesmo se passando na imensidão do espaço, é um filme sobre medo, tensão, solidão, redenção e persistência, o longa vai trazendo a tona todos seus sentidos e sensações sucessivamente.
Gravidade nos mostra a novata Dr.Ryan Stone (Bullock) e o experiente piloto Matt Kowalski (Clooney), numa operação rotineira de reparos no telescópio Hubble, quando uma chuva de destroços de uma estacão Russa os acerta, o incidente acontece de forma rápida pegando todos de surpresa, deixando a Dr.Stone e Kowalski á deriva no espaço, além de ter efeitos fantásticos,
a sequência do acidente é surreal, o longa lhe passa a sensação real do que é estar a deriva abandonado no espaço, passando até uma certa claustrofobia ao telespectador, algo que alguns filmes menores já fizeram (sem sucesso), mas sobre outros temas como; Mar Aberto e Panico na Neve.
Gravidade se diferencia por isso, ele lhe transporta literalmente ao espaço, inclusive em, diversas cenas a tela esta embaçada ou com marcas devido  estarmos vendo pelo capacete da dr.Ryan, estamos tendo a visão em primeira pessoa, o drama em primeira pessoa, sentidos a angustia de estar na imensidão abandonado, sem comunicação, isso Alfonso Cuarón faz de forma sublime, desde os efeitos visuais, que são de saltar os olhos, um dos poucos filmes que valem a pena o ingresso 3D e Imax, outro ponto fundamental do filme é a atuação da questionada Sandra Bullock, que no melhor estilo Tom Hanks em Naufrago, segurando uma produção deste porte sozinha, numa atuação até mais difícil que outras do gênero, também pelo fato dela ser uma mulher (filme protagonizados por mulheres não tem um bom retrospecto de bilheterias), ela mesmo se sente mais vulnerável, por ser sua primeira missão, ao mesmo tempo em que ela nos passa a impressão de sexo frágil, ela é uma guerreira que busca forças de onde não há em uma situação adversa.
Gravidade merece ser visto por ser um excelente filme e acima de tudo um filme que quebrou tabus, se há cerca de um ano me perguntassem se um filme todo feito no espaço com apenas uma protagonista seria um sucesso de público, eu responderia que não, mas ainda bem que o mundo da sétima arte não cansa de nos surpreender, e filmes como esse devem ser vistos por multidões sim.
@RG_FilmesInc                                        @FilmesInc                    Facebook
Avaliação:
FilmesInc.: 9,5
Critica: 10
Público: 8,5

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Especial Franquia Riddick


By Rg.
O ator Vin Diesel desde que despontou nas telas viveu nas sombras do um ícone dos anos 80; Arnold Schwarzenegger, pelo estilo brucutu e também pelo fato que o astro austríaco estava praticamente se aposentando, quando seu suposto "sucessor" surgiu início dos anos 2000, período que Arnold partiu para a politica. O universo dos cinemas tem essa necessidade de procurar um substituto para seus astros, sempre procurando alguém a altura e semelhança. Vin diesel chegou carregando este fardo e numa rápida ascensão, ele emplacou sucessos como Velozes e Furiosos, Triplo X e Eclipse Mortal, chegando ao patamar de astro, e ganhando cachês de $15 milhões por filme, Eclipse Mortal mesmo sendo o mais desconhecido dos filmes que ele protagonizou, era seu filme favorito (também o melhor deles), e não demorou muito, assim que se firmou na carreira ele recusou as sequências dos filmes citados e foi fazer e produzir A Batalha de Riddick, novamente com o competente diretor David  Twohy (Submersos), mais semelhanças com astro austriaco são encontradas aqui, Riddick para Vin Diesel é como Conan foi para Arnold, há também semelhanças nos personagens, assim como Conan lançou Schwarzenegger para o estrelato, e depois não teve uma sequência mal sucedida, isso ocorreu também com Riddick, toda àquela simplicidade de um filme bom e barato de Eclipse Mortal se perdeu na em sua sequência, que buscou uma grandiosidade desnecessária, afinal independente do tamanho da produção, se o personagem é bom e bem explorado é que vale, e aqui aconteceu muito pouco, dando mais ênfase a grande produção, tentando transformar o filme em um épico, assim o lado animal do maior procurado do universo, fosse quase que esquecido, os poucos lampejos de um bom filme são devido à boa química entre ator e personagem. 
O custo do filme foi alto e o prejuízo também, o que era para ser um trilogia foi praticamente sepultado.
O tempo passou a carreira de Vin Diesel não decolou como ele queria e o ator teve retornar à franquia; Velozes e Furiosos, para se manter em Hollywood, mas como o próprio ator diz os fãs sempre pediam por mais um filme de Riddick, o próprio astro fez lobby para conseguir realizar o filme junto com o diretor David Twohy, após alguns anos o filme se tornou uma realidade quase que de forma independente, como primeiro filme.
Riddick se passa pouco tempo depois do segundo filme nos mostrando Riddick à deriva largado para morrer em um planeta desconhecido e hostil (chegando á lembrar o do primeiro filme), ele vai ter que mostrar seu lado animal novamente, voltar a ser o guerreiro que sobrevive a tudo. Os primeiros minutos de Riddick são praticamente o nosso anti-herói sozinho tentando sobreviver  (por sinal e muito bom este inicio), o planeta é habitado por criaturas que variam desde cães monstruosos á criaturas que parecem escorpiões venenosos gigantes.
Em seu segundo ato o Riddick já esta se adaptando aos perigos do planeta, quando acha uma base de mercenários abandonada, ele decide se arriscar e enviar um sinal, para que quando qualquer nave mercenária ver seus sinal ira busca-lo, afinal sua cabeça vale muito, e ele ainda precisava de um meio de transporte para deixar o planeta, a partir da chegada dos mercenários no planeta o filme muda de tom (ainda de forma eficiente), agora é Riddick que esta caçando todos, um a um, personagens caricatos e frases de efeito são lançadas pelos mercenários, que ao mesmo tempo em que o caçam, também o respeitam.
 O filme funciona até seu terceiro ato, onde ele não fica ruim, mas fica a sensação de Déjà vu com relação ao primeiro filme, quando as criaturas decidem mostrar quem mostra no planeta e Riddick e os sobreviventes precisam se juntar para sair da lá, as cenas de ação e suspense são eficientes e bem feitas, mas faltou ousadia, mas como o filme também serve para recolocar a franquia nos eixos, é difícil ousar, afinal o primeiro deu certo, vamos voltar à mesma tática. 
Riddick é um bom filme de ação ficção, mas ganha mais pontos por ter um bom personagem, um anti-herói que é carismático e que carrega boa parte do filme (inclusive até um segundo filme ruim onde só ele se salva), e se esta for a ultima vez que veremos o careca que vê no escuro nas telas pelo menos teremos uma boa recordação, afinal na maioria das vezes um terceiro filme só vem para corrigir os erros do segundo e isso Riddick fez até com um certo louvor.
@RG_FilmesInc                      @FilmesInc                          Facebook
Avaliação: Riddick 3
Critica:6,5
Público:8
Filmes Inc.:7
Eclipse Mortal:8,5
A Batalha de Riddick: 5,5

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Aposta Maxima (Runner Runner)


By Rg.
O título Aposta Máxima, é muito propicio a este novo longa, o filme além de ser sobre o mundo dos cassinos virtuais, não deixa de ser um estúdio apostando todas suas fichas num elenco muito questionado buscando afirmação, Justin Timberlake busca afirmação em Hollywood, Ben Affleck a cada respiro de sua vida tem que provar algo para os críticos, mesmo após dirigir três ótimos filmes e faturar o Oscar de melhor filme por Argo, de quebra este é o primeiro filme do astro após ser escolhido o novo Batman, na produção ainda temos o nome de Leonardo DiCaprio, produção querendo se provar como mais que um ator.
Aposta Máxima já começa com este peso, este fardo, algo que pode atrapalhar qualquer filme para que ele flua normalmente sem pressão, mas Aposta Máxima não faz feio (mas também não faz bonito), o filme esta longe de ser ruim, mas poderia ser muito melhor, o longa tem sua premissa inicial até interessante, Justin faz o universitário Richie Furst, que para pagar seu curso faz lobby para um site de apostas online, após ser ameaçado pela reitoria da universidade ele é proibido de organizar as apostas, sem outra alternativa para pagar o restante do curso ele decide arriscar e apostar o que sobrou de suas economias, na tentativa de conseguir uma quantia suficiente para pagar o restante de seu curso e suas despesas universitárias, a tentativa ousada da certo nas primeiras horas, mas ao persistir ele começa a perder tudo, inconformado o experiente jogador não se da por vencido e percebe que foi vitima de um golpe, que foi roubado, ele contata alguns amigos peritos em crimes virtuais e percebe que o site tira proveito dos jogadores e consegue ver suas cartas antes, mas de forma muito sutil, assim ninguém percebe. Sem dinheiro e esperança ele tranca sua matricula e vai atrás do dono do site, Ivan Block (Ben Afleck) que além de dono do maior site do ramo, é também dono de toda a rede de cassinos na Costa Rica, Richie  o procura na tentativa de alertá-lo, sobre que algum programador que deve estar fraudando seu site, sem nem mesmo que Ivan saiba. A ousadia do rapaz é logo reconhecida pelo magnata, que fica grato por não divulgar a fraude evitando de um escândalo vir à tona, afinal Block tem um nome á zelar, como gratidão ele devolve o dinheiro a Richie, mas lhe oferece um emprego milionário na Costa Rica supervisionando seus cassinos, o ambicioso rapaz aceita e começa uma carreira meteórica no mundo da jogatina, tudo ia bem (mas todo baralho de cartas desmorona), Richie é abordado e ameaçado pelo FBI que o confronta revelando a verdade sobre seu chefe, pedindo que ele coopere para entrega-lo, a partir dai Richie percebe que nem tudo ali é licito e legalizado, que ascensão de Ivan nos últimos anos não foi honesta. A partir dai o filme que vinha morno, esboça ter uma reviravolta (já aguardada) e um clímax, mas junto com ele vem um dos maiores blefes do filme, que é apostar suas fichas em Justin como protagonista nada contra ele, que até estava mandando bem Hollywood, com o ótimo Rede Social, o divertido e Amizade Colorida e o regular O Preço do Amanha, mas neste filme principalmente neste segundo ato não convence ninguém, sua atuação deixa muito à desejar, muito canastrão, em nenhum momento ele também convence como jovem promissor, há meu ver já que o estúdio queria um rosto conhecido para o personagem (marketing comercial) deveria buscar alguém, como Shia Labeouf (Transformers) que já fez algo semelhante em Wall Street ou até Aaron Taylor-Johnson de Kick Ass, qualquer destas escolhas traria mais talento e carisma, para o personagem, mesmo correndo um risco de perder tudo, inclusive sua vida, e caso sobreviva pode nunca mais pisar nos USA, ele não nos passa isso. 
Já a outra aposta do filme Ben Affleck, aqui faz um vilão caricato (mas condiz com o roteiro), se encaixando perfeitamente na trama, sem comprometer, percebemos até uma certa tranquilidade do astro, que estava bem a vontade no papel, ele sim estava canastra, mas todo vilão tem que ser um pouco canastrão. 
O diretor Brad Furman, depois de fazer o excelente O Poder e Lei, chamou a atenção e lhe deram um filme com um orçamento e marketing maior, para provar que seu filme anterior não foi sorte de principiante, mas ou ele perdeu a mão, ou não teve liberdade do estúdio, e teve apenas que seguir o roteiro amarrado e burocrático, ou seja dirigiu o filme no automático. 
Fechando as apostas, temos a dupla de roteiristas; Brian Koppelman, David Levien que tenta voltar ao universo que os consagrou em Cartas na Mesa, aqui fazem um filme de ação, com umas reviravoltas previsíveis e muita correria no final, mas o maior tropeço do filme, mesmo sendo um filme sobre jogo principalmente o Pôquer, o jogo em si não é mostrado na pratica em momento algum é apenas citado, quem sabe se fosse como em Cartas na Mesa, e os roteiristas tivessem apostado definitivamente no jogo, teriam ganhado muito mais do que a recepção mediana que o filme teve.
Há em meio há tudo isso temos Gema Arterton, que faz o interesse amoroso de Ritchie, tão interessante para trama que já ia me esquecendo de citar, tamanha a falta de química do casal.
Aposta Máxima é uma aposta alta que faltou ousadia, e quando apostamos alto e não perdemos tudo, mas fica aquele gostinho que se ousássemos mais, faturaríamos muito mais, mas o medo de perder nos faz ficar satisfeitos com pouco, é exatamente isso que aconteceu com este filme.
@RG_FilmesInc                                           @FilmesInc                                   Facebook
Avaliação:
Critica:6
Público:7,5
FilmesInc.:6,5


domingo, 6 de outubro de 2013

Rush


By Rg.
O mundo esportivo sempre teve um lugar de respeito e destaque na história do cinema, gerando filmes eletrizantes e emocionantes, alguns até dignos de Oscar vide; Rocky O Lutador, Menina de Ouro, entre outros. Curiosamente dois dos esportes mais populares do mundo não tem seu devido espaço em Hollywood, um deles e o futebol e segundo é a Formula 1, coincidentemente são dois esportes que não fazem parte da cultura americana (no caso do futebol isso tem mudado em diversos filmes, e a liga americana vem crescendo), por isso temos uma enxurrada de filmes envolvendo, Basquete, Baseball, Futebol Americano, Golfe e o Hockey, aprendemos até a admirar e gostar de alguns dos esportes típicos dos americanos, através dos filmes.
Rush chega aos cinemas para tentar mudar isso, além de ser um filme sobre o mundo automobilístico, ele é a baseado nos acontecimentos reais, do que para muitos foi um dos melhores anos da F1 (se não o melhor), 1976 o ano em que a rivalidade entre Niki Lauda e James Hunt, passou dos limites e decidiu o campeonato mundial de forma emocionante.
Mas o filme não é só sobre a rivalidade dos pilotos na pista e também fora delas, e como ela começou alguns anos antes na Formula 3, onde eles já se estranharam em seu primeiro encontro, algo que se tornou rotineiro em suas carreiras até fatídico ano. 
O filme tem início em 1970 com Niki Lauda narrando seu inicio na Formula 3, contra á vontade de sua família (tradicional e milionária na Austria), o talentoso piloto era quase um matemático das pistas, já no seu inicio de carreira ele demonstra que para ele não é apenas entrar no cockpit e guiar, tem que ajusta-lo e modifica-lo, para a tristeza dos mecânicos que viravam noites em claro com ele para deixar os carros mais rápidos e leves, logo em seguida temos Hunt narrando seu início de carreira totalmente o oposto, egocêntrico, imprudente, mas não menos talentoso, já para Hunt era o talento de correr conciliado a atitude ousada, nada calculista (ele não esperava a falha do adversário pra ganhar ou ultrapassa-lo ele apenas ia para cima deles, as vezes isso lhe custava o carro e até a corrida).
Os dois eram totalmente opostos algo que motivou ainda mais a rivalidade, para Hunt era perturbador ver um nerd ganhar um mundial, já para Lauda era também perturbador ver um irresponsável, que para ele colocava sua vida e a dos demais em risco, ser campeão. 
As atuações são acima de média desde o elenco principal aos coadjuvantes, principalmente Olivia Wilde que vive Suzy Miller a primeira e polemica esposa de Hunt. Mas um dos pontos altos do filme são as sequências de ação, a corridas e acidentes são extremamente reais, dirigidos pelo ótimo Ron Howard, que fez o filme quase que de forma independente, arrecadou fundos nos bastidores e o rodou quase todo na Europa, provando que os USA dificilmente apoiariam e investiriam em seu filme.
O longa ambienta fielmente os anos 70, inclusive as locações, na hora do GP de São Paulo parece que estamos em Interlagos dos anos 70 (impressionante), os protagonistas dão o show a parte Chris Hemsworth faz um Hunt perfeito, solto, e até fácil de interpretar, pois seu personagem não exigia muita dramaticidade, mas quando o houve, ele não fez feio (nem o visual ele teve que mudar, parece que saiu do set de Thor e veio direto para este), já Daniel Bruhl (Bastardos Inglórios)  faz um Niki Lauda perfeito, isso por que seu personagem era muito mais complicado, tornando sua atuação ainda mais memorável,  sua caracterização é fiel, desde a arcada dentaria ao sotaque e os trejeitos do piloto pragmático, seu personagem esta tão perfeito, que mesmo em boa parte do filme não torcendo por ele (devido ao gênio difícil), é impossível não admira-lo, afinal ele não era um simples piloto, era praticamente um matemático e um engenheiro, sabia regular e mudar carros como ninguém da época. 
Além de ação e emoção, o filme tem sequências ótimas que retratando bem seus personagens, como a que Lauda conhece sua futura esposa, que culmina numa carona com dois italianos fãs de F1, que o pedem para guiar seu carro, e ela nem fazia ideia de quem ele era, ou quando Hunt chega ao hospital após uma colisão ensanguentado, andando como se nada tivesse acontecido, culminando num flerte com a enfermeira. 
O filme tem muitos méritos, mas Ron Howard merece a maioria deles, sua direção é impecável, lembrando o Ron de Uma Mente Brilhante e Frost/Nixon e não o de Anjos e Demônios e O Código Da Vinci, a perfeição é tamanha a ponto de nos perguntarmos a todo momento quem vai ganhar, ou o que acontecer, até para aqueles que já conheciam a história ou já sabem seu desfecho, mesmo assim o filme continua sendo tenso e envolvente, lhe surpreendendo a cada curva. 
Rush é uma das gratas surpresas do ano merece ser visto e talvez até ser lembrado no Oscar, para diretor e ator coadjuvante, trilha, entre outros, espero que como ele largou na frente não caia no esquecimento no ano que vem, e vale destacar que se Rush for um sucesso em solo americano, quem sabe não venham mais, como este envolvendo outras grandes histórias de rivalidades da Formula 1, afinal mesmo o esporte deixando a desejar nos últimos anos ela ainda é o maior evento automobilístico da atualidade, e Rush já é o melhor filme sobre isso. 
@RG_FilmesInc                        @FilmesInc                       PageFacebook

Avaliação:

Critica:9,5

Público:8
FilmesInc.:9