Filmes Inc.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Capitão América

02_SPTNK_1Sheet_DomPayoff_Brazil
by Rg.
Primeiramente quero esclarecer algumas duvidas antes de falar de Capitão América: Guerra Civil, este filme não é um Vingadores 2.5, nem uma tentativa desesperada Marvel de vender um filme solo trazendo outros integrantes para ajudar numa de um herói sozinho, pois os dois filmes solos do Capitão foram muito bem financeiramente, ele é sim sequência direta de O Soldado Invernal é uma adaptação da saga Guerra Civil  (na medida do possível para os cinemas). A ideia ousada de usar este arco dos quadrinhos se encaixou perfeitamente com o desfecho do filme anterior, já que a busca de Steve Rogers (Chris Evans) por seu amigo Buck Barnes (Sebastian Stan) é um dos eventos que levam o filme a este título. Dúvidas esclarecidas vamos ao que interessa. Fica difícil imaginar que depois de doze filmes neste universo cinematográfico a Marvel Studios ainda tenha fôlego para nos trazer algo novo e de qualidade, sorte nossa que os responsáveis por esta difícil missão, são os irmãos Russo (Joe e Anthony) a mesma competente dupla de Capitão América O Soldado Invernal (um dos três melhores filmes da Marvel ao lado de; Os Vingadores e Os Guardiões da Galáxia), os diretores trouxeram a realidade de volta para os filmes, algo difícil depois que você há teve um semi-deus na terra e uma invasão alienígena, o que quero dizer que até o filme do Thor e Os Vingadores, os filmes do estúdio estavam mais científicos, armaduras e soros, raios gama, nada cósmico. E quando tudo caminhava para este lado, eles nos entregam um ótimo filme com clima que novamente não deixa nada a desejar para os filmes de Jason Bourne e Cia, o filme é pura ação e espionagem, no melhor estilo dos clássicos do gênero, com muitas sequências da ação e perseguições eletrizantes, as brigas são extremamente bem coreografadas (a sequência em que Capitão e o Soldado Invernal brigam com a faca é puro krav maga). Depois tivemos Os Vingadores: A Era de Ultron e novamente voltamos para a pura ficção, nada contra o segundo encontro dos Vingadores e seu diretor Joss Whedon, mas ele estava cada vez mais perto dos HQs (para alegria dos fãs), e se distanciando cada vez mais do cinema, e por mais que vice queira ser fiel ao HQ, são mídias diferentes e algumas liberdades devem ser tomadas, e os irmãos Russo entenderem o recado, e se em Os Vingadores nossos heróis davam saltos e piruetas, que remetiam aos quadrinhos durante os embates, aqui ele devolveu todo o peso e realidade do seu filme anterior, e conseguiu agradar os fãs (que já estavam satisfeitos), e os que como eu preferem, mesmo vendo um filme de herói, algo mais crível, plausível como em Capitão America: O Soldado Invernal, eles encontraram o tom certo para um fazer um filme do gênero.

Capitão America: Guerra Civil para quem não sabe é o embate entre Os Vingadores, que depois de uma missão na África que teve baixas civis, o governo não quer mais os heróis que ajam por sua conta e querem que eles se registrem, ou seja, serem subordinado ao governo, Steve Rogers não aceita os termos,  a se aceita-los  terá que achar e prender seu amigo Buck, já Tony (Homem de Ferro) se sente responsável pelas mortes durante as missões dos Vingadores e acha que eles devem ser controlados e responderem pelos seus atos, pois se não concordarem serão caçados e vistos como vigilantes, cada um tem seus motivos, que faz o público criar empatia por um lado, e não discordar friamente do outro. Devido a este impasse, como todos já sabemos teremos uma divisão e um embate entre eles. Mas o filme é muito mais que isso, e sua qualidade é tão grande, que você aguarda o quebra pau, mas todos as sequencias de ação que vêm antes, são excelentes e muito bem coreografadas, e mesmo que o filme tenha muitos personagens, todos tem seu tempo em cena, e não são apenas jogados no filme.
Vale destacar as atuações principalmente dos dois protagonistas do embate, que trazem certa dramaticidade aos seus personagens Chris Evans (Capitão) não e mais aquele herói fora de seu tempo, mas um amigo, lutando por alguém que lhe ensinou praticamente a ser homem, além de acreditar que tratado é contra todos seus ideais, entre eles à liberdade (algo fundamental, para quem leva a bandeira americana no peito), já Stark carrega o peso da culpa dos seus atos do passado, que voltam à tona, depois de ser confrontado pela mãe de uma vitima do confronto de Ultron contra Os Vingadores em Sokovia. Pela primeira vez ele não é o alivio cômico do filme, e também consegue mostrar seu talento dramático, que o consagrou no início da carreira.
Falando em personagens além dos que já conhecemos; Homem de Ferro, Maquina de Combate, Viúva Negra, Visão, Capitão América, Falcão, Feiticeira Escarlate, Homem Formiga e O Soldado Invernal. Temos pela primeira vez um filme da Marvel que apresenta dois novos heróis, sem terem tido seu filme solo; Pantera Negra e o Homem Aranha, e até isso eles acertam. Em poucos minutos e algumas linhas de diálogos, conhecemos os dois heróis e seus alter egos, mas de forma ótima e dinâmica (algo que faltou em Batman V Superman). T'Chala (Chadwick Boseman) o Pantera Negra é impressionante seus movimentos e traje são perfeitos, já o Homem-Aranha (vivido por Tom Holland) pode soar injusto, mas o que Sony não conseguiu fazer em cinco filmes (2 bons e 3 ruins), os roteiristas e o estúdio resolveram em trinta minutos, ele é um jovem lutando ao lado (e contra) de seus heróis, ele esta tão entusiasmado como qualquer garoto de quinze anos estaria, seu traje, piadas e movimentos são perfeitos. O longa conta com quase todos os vingadores (menos Hulk e Thor), mas ainda é filme do Capitão América, quem não perde seu protagonismo em momento algum, seu arco e principal (sua busca pelo amigo) continua sendo o alicerce principal da trama.
Outro acerto é que quando todos nós achávamos que o tom do filme seria muito sério, e ele é, mas nada que deixe dramático, o alívio cômico dele é muito bom, bem dosado e oportuno, nunca deixando o filme sombrio e deslocado, principalmente com relação aos outros do estúdio, ele tem o timing perfeito humor assim como foi em, O Homem Formiga e Guardiões da Galáxia, ótima solução para amenizar o clima de amigos se batendo sempre entre uma luta e outra as piadas parecem amenizar os golpes, principalmente com as adições de Scott Lang e Peter Parker  (seus comentários são hilários). Capitão America: Guerra Civil marca o inicio da Fase 3 da Marvel, e também marca a consagração dos irmãos Russos junto com a Marvel, que nos entregam uma obra impecável, que se têm erros, são tão pequenos e quase que imperceptíveis, e tamanha é a diversão que supera qualquer deslize.
 @RG_FilmesInc                @FilmesInc               Facebook              Insta/rg_filmesinc/
Avaliação:
Filmes Inc.:10
Critica:9,5
Público:10

Mogli

mogli-poster-parte-3By Rg.
Nos últimos 25 anos Hollywood têm em curtos espaços de tempo nos impressionado com os avanços tecnológicos em seus filmes, tudo começou com  James Cameron e seu T100 em O Exterminador do Futuro 2 (1991), depois Spielberg veio com seu Jurassic Park (1993), eles conseguiram um salto tecnológico tão grande, que até hoje é difícil supera-los nos efeitos que eles desenvolveram, tivermos algumas exceções que nos deixam de queixo caído como; Matrix e a Trilogia O Senhor dos Anéis, eis James Cameron (de novo ele) com seu Avatar. Agora depois da captura de movimento facial humana desenvolvida com Smeagol (O Gollum) em O Senhor dos Anéis e aperfeiçoada em Avatar e O Hobbit. Recentemente As Aventuras de Pi nos surpreendeu com um Tigre digital, que parecia tão real, que gerou polêmica com a sociedade protetora dos animas. E ainda este ano O Regresso mostrou um Urso que ninguém conseguiu distinguir se era real ou não. Você deve estar se perguntando por que divaguei sobre os efeitos indústria cinematográfica nos últimos 25 anos? É por que, Mogli O Menino Lobo marca mais um destes avanços nos efeitos visuais, e coube ao diretor Jon Favreau, responsável pelos dois primeiros filmes do Homem de Ferro (que ditou o tom do universo da Marvel nos cinemas), inovar novamente com esta adaptação do livro e da animação clássica de 1967.  O longa usa dos mesmos recucos empregados em As Aventuras de Pi e O Regresso, só que em escala muito maior, se nos exemplos citados, eram apenas um ou dois animais digitais contracenando com os protagonistas, aqui temos uma selva inteira, com inúmeras variações de espécies animais de todos os tipos e tamanhos, além da dificuldade da ser tudo e uma escala muito maior (nunca feito), ele ainda superou os filmes citados, que já pareciam perfeitos, até você ver este longa. Mogli é adaptado do conto de Rudyard Kipling chamado O Livro da Selva (titulo original do filme), nos conta historia do jovem humano criado por Lobos em meio à selva, o conto bebê da mesma fonte de outra famosa historia; Tarzan só que num tom mais infantil. Agora por que trazer Mogli de volta aos cinemas numa versão em "carne e osso", com um orçamento milionário, e correr o risco de não obter êxito, pois como já citei nas críticas de Oz, Alice No Pais das Maravilhas, Malévola e Cinderela este universo dos filmes de fantasia que ganham vida em live action, é uma faca de dois gumes, ou é extremamente lucrativo (como os citados), ou um fracasso total como; Jack e o Caçador de Gigantes e A Garota da Capa Vermelha. De nada ia adiantar os excelentes efeitos de Mogli se a qualidade do filme fosse duvidosa (e qualidade este filme tem de sobra).   A Disney e John Favreau acertam em cheio, à transição é perfeita da animação para o live action (é impressionante), e ainda aproveita para corrigir algumas coisas, afinal são épocas diferentes, e tons e ritmos mudam com o passar dos anos, pois como qualquer desenho (até filme), se você for vê-lo hoje em dia com adulto e com senso crítico, poderá encontrar alguns defeitos de ritmo e até enredo, literalmente Mogli é um remake, que corrigi até os poucos erros de antecessor, seu ritmo é ágil, sua caracterização é perfeita e transposição para as telas também, sem falar no espetáculo visual que é realmente de saltar os olhos, e até o 3D (que tanto crítico), aqui esta brilhantemente bem empregado, é como se estivessem só ali numa floresta com o nosso jovem protagonista.  Outro acerto do filme é seu protagonista Neel Sethi que atua de forma surpreendentemente bem, seu sarcasmo, humor e questionamentos, somados ao seu olhar e expressões, passam tudo que ele sente e argumenta, e o restante do elenco também são pecas fundamentais ao filme, quando falo de elenco estou-me referindo aos dubladores, com nomes de peso, desde; Idis Elba (Shere Khan), Scarlett Johansson (Kaa), Bill Murray (Baloo), Christopher Walker (King Louie), Ben Kingsley (Bageera) e Lupita Nyong'o (Raksha) , todos eles trazem vidas aos seus personagens, mesmo sem ter usado a técnica das animações da Dream Works Animation (Shrek, Kung Fu Panda e Madagascar), onde eles dublam e depois a animação é inserida, para que os personagens tenham as expressões faciais dos dubladores, aqui é tudo bem sutil, pois os animais falam e mexem a boca de forma real nada forçado e artificial, você acredita realmente que se um Tigre estivesse falando teria aquela voz, e tudo é muito real, a opção de mesmo sem ter movimentos de fala humana, suas vozes são fundamentais para a caracterização do personagem e personalidade de cada animal, chega a ser um crime vê-lo dublado (há não ser que, você não tem algum problema de visão e saber ler perfeitamente).   Em fim para aqueles quem não conhecem o desenho, o filme conta a história do jovem criado por Lobos que convive de forma harmoniosa pela selva até quem um dia o tigre Shere Khan o descobre e diz que se os lobos não o entregar a criança para ele, ou ele vai atacar sua alcateia e qualquer outro animal que se opor a ele, temendo represálias com sua família, Mogli decide partir, e ai aventura tem início, quando o jovem se aventura praticamente sozinho, pela primeira vez floresta adentro, onde ele conhece o simpático urson Baloom que vai lhe ajudar nesta empreitada a procura de um novo lar. Portanto se tiver algum preconceito para com este gênero deixe de lado e vá ver esta ótima aventura que além de prezar pela qualidade inova tecnologicamente. @RG_FilmesInc             @FilmesInc        #Facebook     #Insta/rg_filmesinc
 Avaliação:
Filmes Inc.:8,5
Critica:8
Público:9

R Cloverfield 10

10C_1Sht_Online_Optimised_Brazil
By Rg.                                              
Antes de falar de Rua Cloverfield, 10 preciso ser bem claro com os mais bem informados, aqueles que conhecem o filme de 2008 chamado; Cloverfield, que este filme mesmo levando o mesmo titulo (em parte) e pertencer ao mesmo estúdio (Bad Robot) e também ser produzido também por J.J. Abrams (criador de Lost e diretor de Star Trek e Star Wars ep.7) não necessita que o telespectador tenha visto o outro, agora se existe alguma ligação entre os longas? Você descobrirá ao assistir R, Cloverfiel 10. R Cloverfield 10 foi todo rodado em sigilo durante o ano passado quando seu trailer saiu e o nome foi divulgado, deixou todos em polvorosa, todos queriam saber sobre o que ele era e do que se tratava, seus bombástico trailer não apresenta nada semelhante ao anterior, e ter uma trama totalmente diferente (inclusive não ser um Found Fontage, estilo documental filmado com handy cam). O próprio filme já tem um tom enigmático (à julgarmos pelo trailer), um suspense sobre a própria trama, e não é só a trama, R Cloverfield 10 é pura tensão, e quanto mais o filme vai adiante, mais intrigado você fica. O longa começa com Michelle (Mary Elizabeth Winstead) fugindo e largando tudo para trás, quando sofre um acidente de carro e desperta horas depois em um banker, ela acorda algemada e está sendo medicada por Haward (John Goodman) proprietário do abrigo. Durante os primeiros minutos você tem a mesma sensação que a protagonista, procurando saber o que realmente está ocorrendo, Howard só diz que a salvou e não o que está acontecendo de fato, só depois de mais algumas horas, e uma tentativa de fuga, ele fala pra ela o que supostamente aconteceu com o mundo lá fora, e que ela sobreviveu graças a ele, que a encontrou na beira da estrada, ele alega ter ocorrido e um "suposto ataque nuclear ou uma invasão alienígena", e que todos lá fora morreram e a terra está coberta de radiação, Michelle reluta e não acredita naquela história tão absurda (como qualquer um em sã consciência também acharia), sua opinião muda um pouco após saber que tem mais um "sobrevivente" com eles no banker, Emmett um jovem rapaz que corrobora com a história de Haward e diz que pediu para entrar ao ver umas luzes e explosões no céu, as suspeitas da garota diminuem após esta confirmação, mas parte dela continua incrédula. O longa é puro suspense e tensão desde a primeira tentativa de fuga de Micheelle, somada a nossa curiosidade de saber se tudo aquilo é real ou não, a cada questionamento dela a tensão aumenta. A todo o momento ficamos em dúvida, de em quem acreditar e por quem torcemos, questionamos se Howrad estiver realmente certo e salvou sua vida e ela não demonstra nenhuma gratidão, ou ela pode estar em um suposto cativeiro, não sabemos em quem acreditamos ou o que esta acontecendo ou aconteceu la fora, se ele é um louco ou bom samaritano, todo esse clima só corrobora para nos deixarmos aflitos durante quase todo o filme até seu desfecho final. Mérito do diretor estrante Dan Trachtenberg que segue a cortilha do produtor; J.J. Abrams e criou uma atmosfera semelhantes aos filmes dirigidos por ele; Super 8 e produzidos Clovefield (2008). R Cloverfield 10, é um ótimo suspense, muito bem construído, envolvente e cheio de tensão, que sabe usar a claustrofobia a seu favor, imagine o fato de você querer fugir de alguém num lugar pequeno sem escapatória, e ainda sem saber o que está acontecendo (ou aconteceu) lá fora.
@RG_FilmesInc           @FilmesInc                   #Facebook        Instagran/rg_filmesinc
 Avaliação:
Critica:8
Público:7,5
Filmes Inc.:8,5