
By Rg.
O Hobbit, marca nosso regresso à Terra Média nos cinemas, nove anos após termos nos despedido dela em O Senhor dos Anéis;
O Retorno do Rei, mas na mitologia criada por J.R.R Tolkien (John Ronald Reuel Tolkien), ele se passa 60 anos
antes de Frodo e Cia, terem o fardo de salvar a Terra Média do temido Sauron. Baseado na primeira obra do escritor (O Hobbit Lá e de Volta Outra Vez de 1937), que já era um sucesso considerável, quando
alguns anos depois, Tolkien se consagraria com sua trilogia, que viria se
tornar uma das mais vendidas da história. Muitos passaram a procurar O Hobbit, na sede de saber mais sobre sua obra e seu universo magico.

O Hobbit nos conta uma das mais famosas histórias de aventura de Bilbo Bolseiro, junto com o mago Gandalf
o Cinzento, embora se passe antes (também tenha sido escrito), nos cinemas ele praticamente se tornou um prelúdio da Trilogia do Anel, devido à inversão na ordem de adaptação. Para alguns isto também ocorreu na literatura, pois O Hobbit, só se tornou um hit após muitos conferirem as obras
seguintes de J.R. R Tolkien, mas ela sempre esteve presente nas prateleiras (só era
menos conhecida). Por isso O Hobbit chega aos cinemas com uma enorme pressão,
por que ele tem o ardo fardo de superar (ou equiparar) a trilogia do anel, mesmo que para muitos, e até mesmo o diretor Peter Jackson, chegaram a alegar que são filmes
distintos, mas em universos comuns, isso era apenas para diminuir a pressão,
sobre a produção, que quase não chega a ser realizada tão cedo, devido a
problemas da Warner que começaram em 2004, devido a problemas de direitos do
livro que pertenciam a MGM, que estava prestes a falir e não cedia perder uma
fatia da produção, mesmo não podendo arcar com ela, o estúdio praticamente estava em leilão, sem saber quem iria adquirir seu pacote de filmes (que inclui a franquia 007) e
direitos que incluíam a obra de Tolkien. Em 2006 foi ápice da crise envolvendo O Hobbit, Peter Jackson estava movendo um processo judicial contra a Warner, sendo assim impossível que ele dirigisse o longa, seria praticamente impossível imaginar a Terra Média sem Jackson nos cinemas, após muitos empecilhos, no fim dos anos 2000 a Warner/New Line chegam num acordo financeiro com Peter Jackson, e O
Hobbit volta ser uma realidade, Peter Jackson é confirmado no projeto, mas como
produtor e logo seguida Guilhermo Del Toro (Hellboy, Blade 2 e O Labirinto do Fauno), confirma os rumores que ele estaria envolvido em o
Hobbit ,o diretor especialista em universos surreais/sombrios era a escolha do estúdio e do produtor para tocar o projeto.
Del Toro se mudou para
a Nova Zelândia, e começou a pré-produção ao lado de Jackson, ambos
assinavam o roteiro do longa também, mas os atrasos frequentes nunca deixam
a produção ter uma data de filmagens e lançamento definida, todos estavam aflitos, nada era certo, eis que em maio de 2010, Del Toro deixa a direção do
filme (ficando apenas como produtor executivo), para poder tocar seus outros
projetos. Novamente começava a buscar por alguém e confiança de
Warner e de Jackson para dirigir o tão aguardado longa, devido aos nomes nada
animadores e a pressão da Warner, no fim de 2010, Peter Jackson cede e é declarado oficialmente o diretor de O Hobbit (graças, pra aqueles que
como eu, não é tão fã do trabalho de Del Toro).
Após a turbulência
a produção esta nos eixos finalmente e o elenco começa a ser escalado em 2010, e em 2011 as câmeras estavam a todo o vapor, para que em 2012
estivéssemos garantidos no primeiro voo para a Terra Média (ou Nova Zelândia).
O Hobbit conta a
história de Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), um pacato e tranquilo Hobbit do condado, que certo
dia recebe a visita de um clã de 13 anões e do Mago Gandalf o Cinzento (Ian McKellen ,vale
destacar que o primeiro encontro entre os dois e fantástico), que o
convidado a partir numa jornada, mesmo relutante (até demais), mal sabia ele
que tal jornada, seria a maior aventura de sua vida, e iria mudar rumo da Terra Média
para sempre, devido a uma suposta jóia que iria aparacer em seu
caminho.
Bilbo decide ajudar
os anões que pretendem tomar de volta sua terra natal o reino de Erabor, onde eles viviam e guardavam os maiores tesouros de toda a Terra Média, devido aos anões serem exímios
mineradores, eles cavavam cada vez mais fundo, e sempre encontravam
riquezas que iam desde ouro, diamantes e rubis, que eles forjavam e guardavam
em seu reino, mas tanta riqueza não fez bem ao seu povo, além de serem vistos
como gananciosos por toda a Terra Média eles atraíram a atenção do
Dragão Smaug, que tomou A Montanha Silenciosa ou Monte Erabor pra si (mostrado de relance num prologo, muito bom) retendo todo o ouro e deixando todos do reino e sem lar, após tentarem
tomar seu reino de volta numa grande batalha entre anões, elfos e homens, orcs pela montanha e sua riqueza, mas de nada adiantou, pois nada e ninguém eram
suficiente pra enfrentar a ira do dragão, mas agora auxiliados por Gandalf e
liderados por Thorin Escudo de Carvalho (Richard
Armitage) os grupo de anões formado pelos outros 12 anões eram; Nori (Jed Brophy), Fili
(Dean O'Gorman), Dori (Mark Hadlow), Bofur (James Nesbitt), Gloin (Peter
Hambleton), Dwalin (Graham McTavish), Balin (Ken Stott), Oin (John Callen),
Bombur (Stephen Hunter), Bifur (Wiliam Kircher), Ori (Adam Brown) and Kili
(Aidan Turner), ele parte em direção a Erabor novamente.
O início de o Hobbit chega a ser morno como o de a Sociedade do Anel, pois ele nos apresenta novos personagens, e
nos introduz agora ha nova aventura, mas assim que eles saem do
condado a ação toma conta do filme.
Nesta jornada para
retomar a Montanha Solitária (Erabor), eles enfrentam desde ; Orcs, Trolls,
Goblins, Wargs e o mais temido deles Azog um Orc Albino, que
jurou vingança a Thorin após a batalha pelo tesouro na
montanha, o que mais nos impressiona em O Hobbit é seu visual, a
fotografia, o cenário, os efeitos é tudo que já vimos na Trilogia do Anel aperfeiçoados pela atual tecnologia, resumindo o que já era
perfeito melhorou. Outro fator benéfico ao filme é que ele
nos introduz num universo que já conhecemos de forma não repetitiva, o que seria ruim, mas ele consegue nos mostrar que como se trata de uma nova aventura, ao contrario dos filmes anteriores, onde somente os
envolvidos na jornada do anel, é que se impostavam com o futuro da Terra Média eram mostrados, já aqui
não é uma jornada livre, e diversos seres e locais
novos são introduzidos de forma inteligente, criando ligações ou referências a outros que já concheemos ou vimos
de relance anteriormente, como os trolls que os Anões confrontam na floresta são
os que os integrantes da Sociedade do Anel passam por eles já
petrificados.
Antes de iniciar tal
travessia eles passam por Valfenda (reino élfico), para que Gandalf consiga decifrar o mapa
deixa pelo pai de Thorin, e pedir o aval do conselho branco (formado por Galadriel, Elrond e Saruman), para seguir em frente.
Mas a aventura que
toma conta do filme, e após os primeiros 30 minutos é continua, e de qualidade,
cada sequência culmina em alguma fuga ou embate, que podem não ser tão
grandiosas e épicas como os de As Duas Torres e O Retorno do Rei, mas no
quesito ação são impecáveis, como a batalha entre os Gigantes
de Pedra no desfiladeiro, durante uma tempestade é de cair o queixo, e até ali já
era a cena mais impressionante do filme, em termos de grandiosidade e
efeitos, mas ao chegarmos às minas dos Goblins, não apenas por estas horríveis
criaturas, mas por que enquanto Thorin e cia, enfrentam tais criaturas Bilbo,
encontra a criatura que vai mudar sua vida e a de todos, numa sequência que
paga o ingresso, daquelas de você olhar para os lados e todos estarem em
silencio, vidrados de queixo caído com a tensão da cena, e mais ainda pelo
visual perfeito de Gollum (Andy Serkins), repetindo com maestria agora mais
real o obscuro Smeagol, que faz um tipo de acordo com Bilbo, para lhe ajudar a
sair daquele lugar, tal encontro todos nos já sabíamos que Gollum tinha a posse
de um anel até aquele momento o "precioso" era seu. A cena tem dois clímax simultâneos, a fuga dos anões pelas pontes estreitas das minas do rei Gobilin e Bilbo
conseguindo se safar de Smeagol, Jackson nos conduz na aventura de forma excelente,
com tomadas aéreas e térreas alternadas, parece que os anos, foram
gentis com o diretor que já nos brindou com
uma ótima direção anteriormente, agora ele esta mais maduro e
confiante em cada cena de batalha.
O Hobbit convence
sim, os fãs da trilogia O Senhor dos Anéis, agrega novos fãs que não viram a
saga anterior, e Peter Jackson merece nosso parabéns, pois o fantasma de Star
Wars Ep. 1 (que deixou muito a desejar quando George Lucas revisitou o universo
fantástico que ele havia criado deixando até os fãs descontentes), que o
assombrava foi exorcizado.

Agora nos resta
aguardar pelo desfecho em 2014, pois recentemente a Warner e Peter Jackson
anunciaram que pequeno livro de apenas 295 paginas vai ser uma nova trilogia,
antes previsto para apenas dois filmes, mas como estamos em boas mãos, e por
esta ótima primeira parte, sabemos que vem coisa boa por ai, e sempre que Peter
Jackson e Cia, me convidar pra a Nova Zelândia ops Terra Média eu
sempre estarei la.
@RG_Filmes_Inc @FilmesInc PageFacebokAvaliação:
Critica:8,5
Público:9
Filmes Inc:9,5
Há batemos um papo sobre O Hobbit num podcast com a galera do @Conhece_Mario para ouvir clique aqui e baixar aqui.


