Filmes Inc.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O Hobbit


By Rg.

O Hobbit, marca nosso regresso à Terra Média nos cinemas, nove anos após termos nos despedido dela em O Senhor dos Anéis; O Retorno do Rei, mas na mitologia criada por J.R.R Tolkien (John Ronald Reuel Tolkien), ele se passa 60 anos antes de Frodo e Cia, terem o fardo de salvar a Terra Média do temido Sauron. Baseado na primeira obra do escritor (O Hobbit Lá e de Volta Outra Vez de 1937), que já era um sucesso considerável, quando alguns anos depois, Tolkien se consagraria com sua trilogia, que viria se tornar uma das mais vendidas da história. Muitos passaram a procurar O Hobbit, na sede de saber mais sobre sua obra e seu universo magico.

O Hobbit nos conta uma das mais famosas histórias de aventura de Bilbo Bolseiro, junto com o mago Gandalf o Cinzento, embora se passe antes (também tenha sido escrito), nos cinemas ele praticamente se tornou um prelúdio da Trilogia do Anel, devido à inversão na ordem de adaptação. Para alguns isto também ocorreu na literatura, pois O Hobbit, só se tornou um hit após muitos conferirem as obras seguintes de J.R. R Tolkien, mas ela sempre esteve presente nas prateleiras (só era menos conhecida). Por isso O Hobbit chega aos cinemas com uma enorme pressão, por que ele tem o ardo fardo de superar (ou equiparar) a trilogia do anel, mesmo que para muitos, e até mesmo o diretor Peter Jackson, chegaram a alegar que são filmes distintos, mas em universos comuns, isso era apenas para diminuir a pressão, sobre a produção, que quase não chega a ser realizada tão cedo, devido a problemas da Warner que começaram em 2004, devido a problemas de direitos do livro que pertenciam a MGM, que estava prestes a falir e não cedia perder uma fatia da produção, mesmo não podendo arcar com ela, o estúdio praticamente estava em leilão, sem saber quem iria adquirir seu pacote de filmes (que inclui a franquia 007) e direitos que incluíam a obra de Tolkien. Em 2006 foi ápice da crise envolvendo O Hobbit, Peter Jackson estava movendo um processo judicial contra a Warner, sendo assim impossível que ele dirigisse o longa, seria praticamente impossível imaginar a Terra Média sem Jackson nos cinemas, após muitos empecilhos, no fim dos anos 2000 a Warner/New Line chegam num acordo financeiro com Peter Jackson, e O Hobbit volta ser uma realidade, Peter Jackson é confirmado no projeto, mas como produtor e logo seguida Guilhermo Del Toro (Hellboy, Blade 2 e O Labirinto do Fauno), confirma os rumores que ele estaria envolvido em o Hobbit ,o diretor especialista em universos surreais/sombrios era a escolha do estúdio e do produtor para tocar o projeto.

Del Toro se mudou para a Nova Zelândia, e começou a pré-produção ao lado de Jackson, ambos assinavam o roteiro do longa também, mas os atrasos frequentes nunca deixam a produção ter uma data de filmagens e lançamento definida, todos estavam aflitos, nada era certo, eis que em maio de 2010, Del Toro deixa a direção do filme (ficando apenas como produtor executivo), para poder tocar seus outros projetos. Novamente começava a buscar por alguém e confiança de Warner e de Jackson para dirigir o tão aguardado longa, devido aos nomes nada animadores e a pressão da Warner, no fim de 2010, Peter Jackson cede e é declarado oficialmente o diretor de O Hobbit (graças, pra aqueles que como eu, não é tão fã do trabalho de Del Toro).
Após a turbulência a produção esta nos eixos finalmente e o elenco começa a ser escalado em 2010, e em 2011 as câmeras estavam a todo o vapor, para que em 2012 estivéssemos garantidos no primeiro voo para a Terra Média (ou Nova Zelândia).
O Hobbit conta a história de Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), um pacato e tranquilo Hobbit do condado, que certo dia recebe a visita de um clã de 13 anões e do Mago Gandalf o Cinzento (Ian McKellen ,vale destacar que o primeiro encontro entre os dois e fantástico), que o convidado a partir numa jornada, mesmo relutante (até demais), mal sabia ele que tal jornada, seria a maior aventura de sua vida, e iria mudar rumo da Terra Média para sempre, devido a uma suposta jóia que iria aparacer em seu caminho.
Bilbo decide ajudar os anões que pretendem tomar de volta sua terra natal o reino de Erabor, onde eles viviam e guardavam os maiores tesouros de toda a Terra Média, devido aos anões serem exímios mineradores, eles cavavam cada vez mais fundo, e sempre encontravam riquezas que iam desde ouro, diamantes e rubis, que eles forjavam e guardavam em seu reino, mas tanta riqueza não fez bem ao seu povo, além de serem vistos como gananciosos por toda a Terra Média eles atraíram a atenção do Dragão Smaug, que tomou A Montanha Silenciosa ou Monte Erabor pra si (mostrado de relance num prologo, muito bom) retendo todo o ouro e deixando todos do reino e sem lar, após tentarem tomar seu reino de volta numa grande batalha entre anões, elfos e homens, orcs pela montanha e sua riqueza, mas de nada adiantou, pois nada e ninguém eram suficiente pra enfrentar a ira do dragão, mas agora auxiliados por Gandalf e liderados por  Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage) os grupo de anões formado pelos outros 12 anões eram; Nori (Jed Brophy), Fili (Dean O'Gorman), Dori (Mark Hadlow), Bofur (James Nesbitt), Gloin (Peter Hambleton), Dwalin (Graham McTavish), Balin (Ken Stott), Oin (John Callen), Bombur (Stephen Hunter), Bifur (Wiliam Kircher), Ori (Adam Brown) and Kili (Aidan Turner), ele parte em direção a Erabor novamente. 
O início de o Hobbit chega a ser morno como o de a Sociedade do Anel, pois ele nos apresenta novos personagens, e nos introduz agora ha nova aventura, mas assim que eles saem do condado a ação toma conta do filme.
Nesta jornada para retomar a Montanha Solitária (Erabor), eles enfrentam desde ; Orcs, Trolls, Goblins, Wargs e o mais temido deles Azog um Orc Albino, que jurou vingança a Thorin após a batalha pelo tesouro na montanha, o que mais nos impressiona em O Hobbit é seu visual, a fotografia, o cenário, os efeitos é tudo que já vimos na Trilogia do Anel aperfeiçoados pela atual tecnologia, resumindo o que já era perfeito melhorou. Outro fator benéfico ao filme é que ele nos introduz num universo que já conhecemos de forma não repetitiva, o que seria ruim, mas ele consegue nos mostrar que como se trata de uma nova aventura, ao contrario dos filmes anteriores, onde somente os envolvidos na jornada do anel, é que se impostavam com o futuro da Terra Média eram mostrados, já aqui não é uma jornada livre, e diversos seres e locais novos são introduzidos de forma inteligente, criando ligações ou referências a outros que já concheemos ou vimos de relance anteriormente, como os trolls que os Anões confrontam na floresta são os que os integrantes da Sociedade do Anel passam por eles já petrificados.
Antes de iniciar tal travessia eles passam por Valfenda (reino élfico), para que Gandalf consiga decifrar o mapa deixa pelo pai de Thorin, e pedir o aval do conselho branco (formado por Galadriel, Elrond e Saruman), para seguir em frente.
Mas a aventura que toma conta do filme, e após os primeiros 30 minutos é continua, e de qualidade, cada sequência culmina em alguma fuga ou embate, que podem não ser tão grandiosas e épicas como os de As Duas Torres e O Retorno do Rei, mas no quesito ação são impecáveis, como a batalha entre os Gigantes de Pedra no desfiladeiro, durante uma tempestade é de cair o queixo, e até ali já era a cena mais impressionante do filme, em termos de grandiosidade e efeitos, mas ao chegarmos às minas dos Goblins, não apenas por estas horríveis criaturas, mas por que enquanto Thorin e cia, enfrentam tais criaturas Bilbo, encontra a criatura que vai mudar sua vida e a de todos, numa sequência que paga o ingresso, daquelas de você olhar para os lados e todos estarem em silencio, vidrados de queixo caído com a tensão da cena, e mais ainda pelo visual perfeito de Gollum (Andy Serkins), repetindo com maestria agora mais real o obscuro Smeagol, que faz um tipo de acordo com Bilbo, para lhe ajudar a sair daquele lugar, tal encontro todos nos já sabíamos que Gollum tinha a posse de um anel até aquele momento o "precioso" era seu. A cena tem dois clímax simultâneos, a fuga dos anões pelas pontes estreitas das minas do rei Gobilin e Bilbo conseguindo se safar de Smeagol, Jackson nos conduz na aventura de forma excelente, com tomadas aéreas e térreas alternadas, parece que os anos, foram gentis com o diretor que já nos brindou com uma ótima direção anteriormente, agora ele esta mais maduro e confiante em cada cena de batalha.
O Hobbit convence sim, os fãs da trilogia O Senhor dos Anéis, agrega novos fãs que não viram a saga anterior, e Peter Jackson merece nosso parabéns, pois o fantasma de Star Wars Ep. 1 (que deixou muito a desejar quando George Lucas revisitou o universo fantástico que ele havia criado deixando até os fãs descontentes), que o assombrava foi exorcizado.

Agora nos resta aguardar pelo desfecho em 2014, pois recentemente a Warner e Peter Jackson anunciaram que pequeno livro de apenas 295 paginas vai ser uma nova trilogia, antes previsto para apenas dois filmes, mas como estamos em boas mãos, e por esta ótima primeira parte, sabemos que vem coisa boa por ai, e sempre que Peter Jackson e Cia, me convidar pra a Nova Zelândia ops Terra Média eu sempre estarei la.
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Critica:8,5
Público:9
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sábado, 22 de dezembro de 2012

Especial Trilogia O Senhor dos Aneis (The Lord of The Rings)


by Rg.
Há cerca de pouco mais de uma década o diretor Peter Jackson nos presenteou (e impressionou), com aquilo que viria se tornar uma das maiores trilogias da história do cinema; a trilogia "O Senhor dos Anéis" formada por A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei
A mitologia toda se passa na Terra Média, num universo criado pelo escrito J.R.R. Tolkien, que escreveu o livro durante a guerra, Tolkien criou uma fábula e uma terra mágica que agrada crianças, jovens e adultos, uma terra que é habitada por Elfos, Anões, Homens, Orcs, Magos entre outros seres, buscando a perfeição ele criou um mundo fictício que beirava o realismo, com planícies, planaltos, montanhas, cavernas, densidade demográfica, cada lugar tem seu clima e também seu dialeto, existem diversas línguas na Terra Média.
Em pouco tempo a sua obra se tornou uma das obras mais vendidas de todos os tempos, em números só perde para a bíblia (se considera-la como livro), mas por que demorou 50 anos para ser adaptado? Pois todos nos sabemos que Hollywood não dorme em serviço, pois ao menor sinal de sucesso obras já ganham sua adaptação antes até de ser encerrada, como a saga Harry Potter que ganhou as telas quase que simultaneamente, que seus livros foram saindo, até a própria saga Crepúsculo aconteceu algo semelhante, por que demoramos 50 anos para sermos apresentados nas telas ha Terra Média? Pelo simples fato de O Senhor dos Anéis ser considerado uma obra inadaptável para os cinemas, por diversos fatores, tecnologia, direitos autorais por parte da família de Tolkien, e pelo maior desafio de todos adaptar uma da maiores obras literárias do mundo nerd e retrata-la de forma perfeita, coube a Peter Jackson um apaixonado pela obra, topar esta empreitada, mas nada foi fácil, como convencer algum estúdio, desembolsar uma fortuna para um diretor desconhecido adaptar este clássico, após muita insistência, a New Line um estúdio de até então independente (de pequeno porte), se arriscar, mas de forma ousada e inteligente, Peter Jackson e o estúdio chegaram à decisão de rodar o filme de uma só vez na nova Zelândia, para diminuir os custos de locações devido a impostos e etc, entre 98 há 2001, algo até então nunca feito fazer três longas de uma só vez, por que se algo der errado não há como voltar atrás, sobre o orçamento se o filme fosse rodado de outra forma, o seu custo seria no mínimo de $150 milhões por filme, Jackson usou sua própria empresa de efeitos especiais a Weta (criada em 1993 para o filme Almas Gemeas dirigido por ele) que fixou sede também na Nova Zelândia, e surpreendeu a todos, deixando até os mais céticos de queixo caído, fazendo a até então a maior de todas Light Magic de George Lucas que foi consultada para fazer os efeitos da trilogia durante a pré-produção, e seu orçamento era algo estrondoso que iria deixar o custo da produção exorbitante, mas após todos os empecilhos serem resolvidos, o elenco escalado (vale citar que o fato de rodar os filmes simultaneamente você reduz o valor de cachê também, todos os envolvidos assinam para a trilogia, assim não havendo o risco de após o sucesso do primeiro filme pedir mais para voltar, ou até se recusar voltar e a produção ter que trocar atores), mas a New Line ficou na berlinda até a estreia de A Sociedade do Anel que poderia lhe causar, sua falência como o problemático Cleópatra quase faliu a Fox nos anos 60.
O Senhor dos Anéis tinha tudo, mas tudo mesmo para dar errado, mas pelo contrário deu tudo certo, os efeitos não deixam nada a desejar a qualquer filme na verdade os superam, eram os melhores efeitos da época e por que não de todos os tempos, o elenco que seria um problema pelo fato de ser boa parte desconhecidos, mesclando com outros consagrados, tiveram uma química fantástica, os efeitos visuais são de dar inveja e causam impacto, com batalhas épicas a Weta foi pioneira em desenvolver um chip que multiplica seu exército de figurantes, transformando centenas em Milhares (10 mil para ser exatos), dando vida própria a cada um não ficando robóticos ou repetitivos cada um tem movimento e vida própria. Mas o principal fator a seu favor foi sua qualidade, a trilogia prima pela fidelidade à obra (algo raro nem os fãs mais fervorosos da obra questionaram Jackson), e outro fator fundamental e a qualidade cinematográfica os filmes, são acima da media e regulares todos tem seu valor um completa o outro, com seu mérito próprio. A trilogia O Senhor dos Anéis fez história como obra literária figurando entre as maiores do mundo e os filmes não ficam atrás, a saga do anel esta entre os filmes mais vistos do cinema e premiados. A Sociedade do Anel em seu primeiro filme acompanhamos o modo de vida dos Hobbits, pequenos habitantes da Terra Média no condado, entre eles Bilbo Bolseiro, que esta comemorando mais um aniversário e em breve pretende sair em uma nova aventura, logo em seguida somos a apresentados a seu sobrinho Frodo e o mago Gandalf o Cinzento. Ao saber que Bilbo esta de pose de o Anel magico forjado no fogo de mordor, perdido durante anos. Sauron senhor das trevas, que praticamente aprisionou e reinou pela terra média em posse desta relíquia de poderes insuperáveis, temendo pelo ressurgimento das trevas em busca pelo anel, Gandalf impede Bilbo de leva-lo consigo, assim ele deixa a jóia para seu sobrinho Frodo, mas com ela o fardo, pois as trevas sentem a sua presença se conseguirem tela novamente, as trevas reinarão pela terra média novamente, a única  solução é destruí-lo na montanha de Mordor. Um conselho envolvendo um representante de cada reino da terra média é formado (o Elfo Legolas, o anão Gimli, e os Hobbits Sam, Merry e Pippin), para discutir que rumo tomar, a única solução era formar uma sociedade para acompanhar Frodo, até que ele destrua o artefato, eis que a jornada começa e  uma das maiores aventuras do cinema tem seu inicio. Somos apresentado a diversos seres, e personagens, com o decorrer da aventura após esta introdução inicial, aventura vai ascendendo, como a fuga de moria culminando com um confronto envolvendo um troll e na sequência o temido Balrog, logo depois mais um ataque de Orcs pela floresta que culmina na separação da Sociedade do Anel (o primeiro filme faturou 4 oscars, de 13 indicções) 
As Duas Torres nos mostra os rumos distintos que cada um tomou para defender a terra média, Frodo e Sam partem para mordor para destruir o anel, Merry e Peppin são levados por Orcs, às ordens de Sauron, Aragorn, Legolas e Gimli, partem em seu resgate. As Duas Torres nos mostra pela primeira vez na trilogia a aventura por arcos (pontos de vista) diferentes, mas de forma eficaz, cada arco tem seu valor para trama e sempre estão em ascensão, mas com certeza o arco envolvendo, Aragorn, Legolas e Gimli cresce devido suas batalhas épicas em especial a do Abismo de Helm, se não é a maior, é a melhor, da história do cinema, ou figura entre as maiores, já o arco envolvendo os hobbits; Peppin e Merry, também é envolvente, devido seu conflito em meio aos Orcs, mas o arco que mais cresce é o de Frodo e Sam, pois a adição de um novo protagonista que é simplesmente surreal, Gollum (Smeagol), além de ser a criatura mais perfeita digitalmente, a sua atuação é fantástica, de deixar qualquer um de queixo caído, As Duas Torres pode não ter a perfeição de A Sociedade do Anel, mas beira ela, e já é o suficiente, para ser um excelente filme ( o filme teve 6 indicações ao Oscar, faturou 2).
O Retorno do Rei chega para concluir a trilogia, e por que não coroar com chave de ouro a saga. O terceiro longa da série chega já num clímax, épico de seus antecessores, mas ampliado ao extremo, tudo neste ultimo filme e maior, para ser exato e mais condizente com o filme épico. O filme tem batalhas homéricas, que mostram todo o poder da weta, tem profundida, ao mostrar um Frodo afetado pelo anel, um Gollum ainda mais fantástico com direito a uma cena inicial impressionante, digna de Oscar para Andy Serkins, e entre tantas batalhas a mãe de todas elas, o confronto nas minas Tirith, que pode não ser tão fantástica como a de Helm (em meu ver), pelo fato de Helm ser uma fortaleza deixa tudo mais claustrofóbico, mas esta de Tirith e maior, grandiosa ao extremo, pois ela chega a ter o dobro de Orcs e combatentes, pois Saruman mandou tudo que tinha; orcs, wargs, nasglul, humanos e trolls para tomar a cidade elevada. Já do outro lado encontramos, homens liderados por Gandalf, mas ganham o auxilio da volta do rei com um exército simplesmente mortal. Com mais 40 minutos é uma das mais intensas e grandiosas batalhas do cinema. Com seu desfecho emocionante a trilogia Senhor dos Anéis, antes mesmo dos créditos começarem já nos deixava com saudades da Terra Média, por que aprendemos com O Senhor dos Anéis nos cinemas, que fantasia pode ser real, e Tolkien nos presenteou com uma obra tão fantástica, que em nossa infância tínhamos bons filmes de fábulas, revendo eles hoje poucos sobrevivem, ou para vermos seres e criaturas, fantásticas, eram necessários diversos filmes, com a obra de Tolkien bastou apenas uma trilogia e apenas um universo, para vermos (e termos tudo), sobre fantasia e mitologia, isto tudo nos foi apresentado em uma história só de  forma sublime, imagine onde mais você vai encontrar em apenas um conto; Elfos, Anões, Hobbitis, Trolls, Magos, Orcs, Uru Kai, Nasglul, Worgs, Humanos, Reis, Bruxos e ainda um Balrog e um Gollum brilhante? E como já disse faz mais de uma década desde que o primeiro filme estreou, e ainda nos impressiona como se fosse feito hoje (a terceira parte da trilogia teve 11 indicações ao Oscar e levou as 11 para casa, somando a trilogia teve 30 indicações e 17 premios).

Não importa a idade, Senhor dos Anéis se foi visto há 10 anos, hoje ou daqui 20 anos, sempre vai ser uma das maiores sagas do cinema.

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A Sociedade do Anel:10
As Duas Torres :9,5

O Retorno do Rei:10
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domingo, 16 de dezembro de 2012

O Homem da Máfia (Killing Them Softly)

By Rg.
"Você já matou alguém? Às vezes fica emocional, eles imploram e choram".
Por esta frase disparada pelo personagem de Brad Pitt (Jackie Cogan), se referindo ao por que não mata alguém que o conhece, você já percebe-se que tipo de filme é O Homem da Máfia, a frase citada tem muito em comum com o título original do filme; Killing Them Softly , que seria Matando-os Suavemente (ou algo do tipo).

Baseado num livro de 1974 chamado; Cogan's Trade, de George V. Higgins.
O Homem da Máfia marca o reencontro do astro Brad Pitt com o diretor de O Assassinato de Jesse James (Andrew Dominik), neste novo encontro ele aborda o submundo da Máfia da Boston (como a máfia já é um submundo, este é o sub do sub), mais especificamente sobre as casas de jogos ilegais controladas pelo crime organizado, que  sustentam o mundo do crime por la, onde diversos figurões frequentam diariamente, uma destas casas é agenciada (ou gerenciada) por Markie (Ray Liotta), que percebe que devido ao alto fluxo de dinheiro em seu "cassino ilegal", enxerga a vulnerabilidade da segurança, e tem a brilhante idéia de contratar dois rapazes para lhe roubar, sem levantar suspeitas, mesmo assim as suspeitas recaem sobre ele, mas após ser questionado, ele se safa e acaba saindo "ileso", mas em uma noite de bebedeira anos após o ocorrido, Markie entrega que forjou o próprio assalto de sua casa, mas como eram outros jogadores eles acabam achando a situação engraçada, afinal não era seu dinheiro na época. A história virou motivo de piada entre os jogadores e uma espécie de lenda urbana.
Mas para o azar de Markie, outros tiveram a brilhante ideia de assaltar uma casa de jogos novamente, Vincent conhecido como esquilo, tem um comércio da fachada pra encobrir seu verdadeiro oficio, dar informações sobre serviços (roubos), para que outros o executem e lhe dêem uma grande porcentagem. Esquilo passa todos os pontos fracos de casa de pôquer de Markie para Frankie (Scoot McNairy de Argo), que acha o serviço uma barbada, pois nunca suspeitaram do próprio, pois a casa escolhida casa é de Markie que tem contra si o fato de já ter dado este golpe, Frankie convida seu amigo Russel (Ben Mendelsohn, muito bom por sinal), para lhe auxiliar tudo corre bem, pela fragilidade na segurança, algo comum para não chamar a  atenção da policia e pelo fato de todos saberem que o dinheiro ali é pertencente ha máfia. Alguns dias depois os chefões  começam a tomar providências para localizar os culpados, como o trio já previa Markie é o principal suspeito, mas mesmo sobre tortura ele não confessou, afinal desta vez ele realmente não tinha nada haver com aquilo, mas para o auto escalão era necessário averiguar tudo friamente. Eis que entra no filme Jackie Cogan (Brad Pitt) que só pela sua fala mansa e tranquilidade já desperta respeito, sempre bem trajado ele é contratado por Driver (Richard Jenkins), vem para colocar as coisas nos eixos e achar os verdadeiros culpados, Driver representa o grande escalão da máfia.
Jackie não demora muito para que com a ajuda de seus contatos chegar até Russel, que falava demais (por sinal coisas hilárias; como as regras sobre sexo na prisão ou sua viagem para traficar cães), ao chegar nele não vai demorar para que Jackie chegue nos seus cúmplices, mas pra isso ainda temos a adição de Mickey (James Gandolfini), que vive também um matador de aluguel veterano que já não é mais o mesmo, que vem de outro estado a contribuir com Jackie, mas acaba se tornando um estorvo.
O Homem da Máfia é um ótimo filme sobre a máfia, mas não um filme sobre mafioso, ele nos mostra como eles agem quando tem um problema nas mãos, como os grandes vão dando ordens, para que tudo se resolva, ele praticamente é um filme sobre os bastidores do crime organizado e toda sua infraestrutura, sendo assim é quase impossível culpar algum chefão caso aconteça algo de errado, pois o baralho é muito grande para desmoronar sobre eles, mas os outros ingredientes do gênero estão la, como as sovas (surras, daquelas que o cara entrega até a mãe), chegam a ser tão bem filmadas que a cada golpe desferido doe no telespectador, e as mortes chegam a ser até poéticas, como uma de um dos protagonista do longa, pois o filme todo quase não tem trilha somente neste instante de forma sublime, por falar em trilha com a falta dela entra sempre algum discurso, de algum candidato à presidência como Obama e McCain ou o próprio Bush indo ao ar no fim do seu mandato 2008, se manifestando sobre a crise que seu pais vivia, assim o filme ganham um contesto social.
Quem diria que um filme de Máfia (ou sobre ela) teria uma critica sobre a crise americana, mas independente disto além de um filme de diálogos  fantásticos, eles só foram possíveis devido ao ótimo elenco, e um diretor que acerta novamente a mão, ao  tirar o que a de melhor em Brad Pitt, que mata suavemente os filmes ruins sobre o gênero.
Avaliação:
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Critica:7,5
Filmes Inc.:8
Público:7