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domingo, 30 de dezembro de 2012

O Hobbit


By Rg.

O Hobbit, marca nosso regresso à Terra Média nos cinemas, nove anos após termos nos despedido dela em O Senhor dos Anéis; O Retorno do Rei, mas na mitologia criada por J.R.R Tolkien (John Ronald Reuel Tolkien), ele se passa 60 anos antes de Frodo e Cia, terem o fardo de salvar a Terra Média do temido Sauron. Baseado na primeira obra do escritor (O Hobbit Lá e de Volta Outra Vez de 1937), que já era um sucesso considerável, quando alguns anos depois, Tolkien se consagraria com sua trilogia, que viria se tornar uma das mais vendidas da história. Muitos passaram a procurar O Hobbit, na sede de saber mais sobre sua obra e seu universo magico.

O Hobbit nos conta uma das mais famosas histórias de aventura de Bilbo Bolseiro, junto com o mago Gandalf o Cinzento, embora se passe antes (também tenha sido escrito), nos cinemas ele praticamente se tornou um prelúdio da Trilogia do Anel, devido à inversão na ordem de adaptação. Para alguns isto também ocorreu na literatura, pois O Hobbit, só se tornou um hit após muitos conferirem as obras seguintes de J.R. R Tolkien, mas ela sempre esteve presente nas prateleiras (só era menos conhecida). Por isso O Hobbit chega aos cinemas com uma enorme pressão, por que ele tem o ardo fardo de superar (ou equiparar) a trilogia do anel, mesmo que para muitos, e até mesmo o diretor Peter Jackson, chegaram a alegar que são filmes distintos, mas em universos comuns, isso era apenas para diminuir a pressão, sobre a produção, que quase não chega a ser realizada tão cedo, devido a problemas da Warner que começaram em 2004, devido a problemas de direitos do livro que pertenciam a MGM, que estava prestes a falir e não cedia perder uma fatia da produção, mesmo não podendo arcar com ela, o estúdio praticamente estava em leilão, sem saber quem iria adquirir seu pacote de filmes (que inclui a franquia 007) e direitos que incluíam a obra de Tolkien. Em 2006 foi ápice da crise envolvendo O Hobbit, Peter Jackson estava movendo um processo judicial contra a Warner, sendo assim impossível que ele dirigisse o longa, seria praticamente impossível imaginar a Terra Média sem Jackson nos cinemas, após muitos empecilhos, no fim dos anos 2000 a Warner/New Line chegam num acordo financeiro com Peter Jackson, e O Hobbit volta ser uma realidade, Peter Jackson é confirmado no projeto, mas como produtor e logo seguida Guilhermo Del Toro (Hellboy, Blade 2 e O Labirinto do Fauno), confirma os rumores que ele estaria envolvido em o Hobbit ,o diretor especialista em universos surreais/sombrios era a escolha do estúdio e do produtor para tocar o projeto.

Del Toro se mudou para a Nova Zelândia, e começou a pré-produção ao lado de Jackson, ambos assinavam o roteiro do longa também, mas os atrasos frequentes nunca deixam a produção ter uma data de filmagens e lançamento definida, todos estavam aflitos, nada era certo, eis que em maio de 2010, Del Toro deixa a direção do filme (ficando apenas como produtor executivo), para poder tocar seus outros projetos. Novamente começava a buscar por alguém e confiança de Warner e de Jackson para dirigir o tão aguardado longa, devido aos nomes nada animadores e a pressão da Warner, no fim de 2010, Peter Jackson cede e é declarado oficialmente o diretor de O Hobbit (graças, pra aqueles que como eu, não é tão fã do trabalho de Del Toro).
Após a turbulência a produção esta nos eixos finalmente e o elenco começa a ser escalado em 2010, e em 2011 as câmeras estavam a todo o vapor, para que em 2012 estivéssemos garantidos no primeiro voo para a Terra Média (ou Nova Zelândia).
O Hobbit conta a história de Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), um pacato e tranquilo Hobbit do condado, que certo dia recebe a visita de um clã de 13 anões e do Mago Gandalf o Cinzento (Ian McKellen ,vale destacar que o primeiro encontro entre os dois e fantástico), que o convidado a partir numa jornada, mesmo relutante (até demais), mal sabia ele que tal jornada, seria a maior aventura de sua vida, e iria mudar rumo da Terra Média para sempre, devido a uma suposta jóia que iria aparacer em seu caminho.
Bilbo decide ajudar os anões que pretendem tomar de volta sua terra natal o reino de Erabor, onde eles viviam e guardavam os maiores tesouros de toda a Terra Média, devido aos anões serem exímios mineradores, eles cavavam cada vez mais fundo, e sempre encontravam riquezas que iam desde ouro, diamantes e rubis, que eles forjavam e guardavam em seu reino, mas tanta riqueza não fez bem ao seu povo, além de serem vistos como gananciosos por toda a Terra Média eles atraíram a atenção do Dragão Smaug, que tomou A Montanha Silenciosa ou Monte Erabor pra si (mostrado de relance num prologo, muito bom) retendo todo o ouro e deixando todos do reino e sem lar, após tentarem tomar seu reino de volta numa grande batalha entre anões, elfos e homens, orcs pela montanha e sua riqueza, mas de nada adiantou, pois nada e ninguém eram suficiente pra enfrentar a ira do dragão, mas agora auxiliados por Gandalf e liderados por  Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage) os grupo de anões formado pelos outros 12 anões eram; Nori (Jed Brophy), Fili (Dean O'Gorman), Dori (Mark Hadlow), Bofur (James Nesbitt), Gloin (Peter Hambleton), Dwalin (Graham McTavish), Balin (Ken Stott), Oin (John Callen), Bombur (Stephen Hunter), Bifur (Wiliam Kircher), Ori (Adam Brown) and Kili (Aidan Turner), ele parte em direção a Erabor novamente. 
O início de o Hobbit chega a ser morno como o de a Sociedade do Anel, pois ele nos apresenta novos personagens, e nos introduz agora ha nova aventura, mas assim que eles saem do condado a ação toma conta do filme.
Nesta jornada para retomar a Montanha Solitária (Erabor), eles enfrentam desde ; Orcs, Trolls, Goblins, Wargs e o mais temido deles Azog um Orc Albino, que jurou vingança a Thorin após a batalha pelo tesouro na montanha, o que mais nos impressiona em O Hobbit é seu visual, a fotografia, o cenário, os efeitos é tudo que já vimos na Trilogia do Anel aperfeiçoados pela atual tecnologia, resumindo o que já era perfeito melhorou. Outro fator benéfico ao filme é que ele nos introduz num universo que já conhecemos de forma não repetitiva, o que seria ruim, mas ele consegue nos mostrar que como se trata de uma nova aventura, ao contrario dos filmes anteriores, onde somente os envolvidos na jornada do anel, é que se impostavam com o futuro da Terra Média eram mostrados, já aqui não é uma jornada livre, e diversos seres e locais novos são introduzidos de forma inteligente, criando ligações ou referências a outros que já concheemos ou vimos de relance anteriormente, como os trolls que os Anões confrontam na floresta são os que os integrantes da Sociedade do Anel passam por eles já petrificados.
Antes de iniciar tal travessia eles passam por Valfenda (reino élfico), para que Gandalf consiga decifrar o mapa deixa pelo pai de Thorin, e pedir o aval do conselho branco (formado por Galadriel, Elrond e Saruman), para seguir em frente.
Mas a aventura que toma conta do filme, e após os primeiros 30 minutos é continua, e de qualidade, cada sequência culmina em alguma fuga ou embate, que podem não ser tão grandiosas e épicas como os de As Duas Torres e O Retorno do Rei, mas no quesito ação são impecáveis, como a batalha entre os Gigantes de Pedra no desfiladeiro, durante uma tempestade é de cair o queixo, e até ali já era a cena mais impressionante do filme, em termos de grandiosidade e efeitos, mas ao chegarmos às minas dos Goblins, não apenas por estas horríveis criaturas, mas por que enquanto Thorin e cia, enfrentam tais criaturas Bilbo, encontra a criatura que vai mudar sua vida e a de todos, numa sequência que paga o ingresso, daquelas de você olhar para os lados e todos estarem em silencio, vidrados de queixo caído com a tensão da cena, e mais ainda pelo visual perfeito de Gollum (Andy Serkins), repetindo com maestria agora mais real o obscuro Smeagol, que faz um tipo de acordo com Bilbo, para lhe ajudar a sair daquele lugar, tal encontro todos nos já sabíamos que Gollum tinha a posse de um anel até aquele momento o "precioso" era seu. A cena tem dois clímax simultâneos, a fuga dos anões pelas pontes estreitas das minas do rei Gobilin e Bilbo conseguindo se safar de Smeagol, Jackson nos conduz na aventura de forma excelente, com tomadas aéreas e térreas alternadas, parece que os anos, foram gentis com o diretor que já nos brindou com uma ótima direção anteriormente, agora ele esta mais maduro e confiante em cada cena de batalha.
O Hobbit convence sim, os fãs da trilogia O Senhor dos Anéis, agrega novos fãs que não viram a saga anterior, e Peter Jackson merece nosso parabéns, pois o fantasma de Star Wars Ep. 1 (que deixou muito a desejar quando George Lucas revisitou o universo fantástico que ele havia criado deixando até os fãs descontentes), que o assombrava foi exorcizado.

Agora nos resta aguardar pelo desfecho em 2014, pois recentemente a Warner e Peter Jackson anunciaram que pequeno livro de apenas 295 paginas vai ser uma nova trilogia, antes previsto para apenas dois filmes, mas como estamos em boas mãos, e por esta ótima primeira parte, sabemos que vem coisa boa por ai, e sempre que Peter Jackson e Cia, me convidar pra a Nova Zelândia ops Terra Média eu sempre estarei la.
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Critica:8,5
Público:9
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sábado, 22 de dezembro de 2012

Especial Trilogia O Senhor dos Aneis (The Lord of The Rings)


by Rg.
Há cerca de pouco mais de uma década o diretor Peter Jackson nos presenteou (e impressionou), com aquilo que viria se tornar uma das maiores trilogias da história do cinema; a trilogia "O Senhor dos Anéis" formada por A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei
A mitologia toda se passa na Terra Média, num universo criado pelo escrito J.R.R. Tolkien, que escreveu o livro durante a guerra, Tolkien criou uma fábula e uma terra mágica que agrada crianças, jovens e adultos, uma terra que é habitada por Elfos, Anões, Homens, Orcs, Magos entre outros seres, buscando a perfeição ele criou um mundo fictício que beirava o realismo, com planícies, planaltos, montanhas, cavernas, densidade demográfica, cada lugar tem seu clima e também seu dialeto, existem diversas línguas na Terra Média.
Em pouco tempo a sua obra se tornou uma das obras mais vendidas de todos os tempos, em números só perde para a bíblia (se considera-la como livro), mas por que demorou 50 anos para ser adaptado? Pois todos nos sabemos que Hollywood não dorme em serviço, pois ao menor sinal de sucesso obras já ganham sua adaptação antes até de ser encerrada, como a saga Harry Potter que ganhou as telas quase que simultaneamente, que seus livros foram saindo, até a própria saga Crepúsculo aconteceu algo semelhante, por que demoramos 50 anos para sermos apresentados nas telas ha Terra Média? Pelo simples fato de O Senhor dos Anéis ser considerado uma obra inadaptável para os cinemas, por diversos fatores, tecnologia, direitos autorais por parte da família de Tolkien, e pelo maior desafio de todos adaptar uma da maiores obras literárias do mundo nerd e retrata-la de forma perfeita, coube a Peter Jackson um apaixonado pela obra, topar esta empreitada, mas nada foi fácil, como convencer algum estúdio, desembolsar uma fortuna para um diretor desconhecido adaptar este clássico, após muita insistência, a New Line um estúdio de até então independente (de pequeno porte), se arriscar, mas de forma ousada e inteligente, Peter Jackson e o estúdio chegaram à decisão de rodar o filme de uma só vez na nova Zelândia, para diminuir os custos de locações devido a impostos e etc, entre 98 há 2001, algo até então nunca feito fazer três longas de uma só vez, por que se algo der errado não há como voltar atrás, sobre o orçamento se o filme fosse rodado de outra forma, o seu custo seria no mínimo de $150 milhões por filme, Jackson usou sua própria empresa de efeitos especiais a Weta (criada em 1993 para o filme Almas Gemeas dirigido por ele) que fixou sede também na Nova Zelândia, e surpreendeu a todos, deixando até os mais céticos de queixo caído, fazendo a até então a maior de todas Light Magic de George Lucas que foi consultada para fazer os efeitos da trilogia durante a pré-produção, e seu orçamento era algo estrondoso que iria deixar o custo da produção exorbitante, mas após todos os empecilhos serem resolvidos, o elenco escalado (vale citar que o fato de rodar os filmes simultaneamente você reduz o valor de cachê também, todos os envolvidos assinam para a trilogia, assim não havendo o risco de após o sucesso do primeiro filme pedir mais para voltar, ou até se recusar voltar e a produção ter que trocar atores), mas a New Line ficou na berlinda até a estreia de A Sociedade do Anel que poderia lhe causar, sua falência como o problemático Cleópatra quase faliu a Fox nos anos 60.
O Senhor dos Anéis tinha tudo, mas tudo mesmo para dar errado, mas pelo contrário deu tudo certo, os efeitos não deixam nada a desejar a qualquer filme na verdade os superam, eram os melhores efeitos da época e por que não de todos os tempos, o elenco que seria um problema pelo fato de ser boa parte desconhecidos, mesclando com outros consagrados, tiveram uma química fantástica, os efeitos visuais são de dar inveja e causam impacto, com batalhas épicas a Weta foi pioneira em desenvolver um chip que multiplica seu exército de figurantes, transformando centenas em Milhares (10 mil para ser exatos), dando vida própria a cada um não ficando robóticos ou repetitivos cada um tem movimento e vida própria. Mas o principal fator a seu favor foi sua qualidade, a trilogia prima pela fidelidade à obra (algo raro nem os fãs mais fervorosos da obra questionaram Jackson), e outro fator fundamental e a qualidade cinematográfica os filmes, são acima da media e regulares todos tem seu valor um completa o outro, com seu mérito próprio. A trilogia O Senhor dos Anéis fez história como obra literária figurando entre as maiores do mundo e os filmes não ficam atrás, a saga do anel esta entre os filmes mais vistos do cinema e premiados. A Sociedade do Anel em seu primeiro filme acompanhamos o modo de vida dos Hobbits, pequenos habitantes da Terra Média no condado, entre eles Bilbo Bolseiro, que esta comemorando mais um aniversário e em breve pretende sair em uma nova aventura, logo em seguida somos a apresentados a seu sobrinho Frodo e o mago Gandalf o Cinzento. Ao saber que Bilbo esta de pose de o Anel magico forjado no fogo de mordor, perdido durante anos. Sauron senhor das trevas, que praticamente aprisionou e reinou pela terra média em posse desta relíquia de poderes insuperáveis, temendo pelo ressurgimento das trevas em busca pelo anel, Gandalf impede Bilbo de leva-lo consigo, assim ele deixa a jóia para seu sobrinho Frodo, mas com ela o fardo, pois as trevas sentem a sua presença se conseguirem tela novamente, as trevas reinarão pela terra média novamente, a única  solução é destruí-lo na montanha de Mordor. Um conselho envolvendo um representante de cada reino da terra média é formado (o Elfo Legolas, o anão Gimli, e os Hobbits Sam, Merry e Pippin), para discutir que rumo tomar, a única solução era formar uma sociedade para acompanhar Frodo, até que ele destrua o artefato, eis que a jornada começa e  uma das maiores aventuras do cinema tem seu inicio. Somos apresentado a diversos seres, e personagens, com o decorrer da aventura após esta introdução inicial, aventura vai ascendendo, como a fuga de moria culminando com um confronto envolvendo um troll e na sequência o temido Balrog, logo depois mais um ataque de Orcs pela floresta que culmina na separação da Sociedade do Anel (o primeiro filme faturou 4 oscars, de 13 indicções) 
As Duas Torres nos mostra os rumos distintos que cada um tomou para defender a terra média, Frodo e Sam partem para mordor para destruir o anel, Merry e Peppin são levados por Orcs, às ordens de Sauron, Aragorn, Legolas e Gimli, partem em seu resgate. As Duas Torres nos mostra pela primeira vez na trilogia a aventura por arcos (pontos de vista) diferentes, mas de forma eficaz, cada arco tem seu valor para trama e sempre estão em ascensão, mas com certeza o arco envolvendo, Aragorn, Legolas e Gimli cresce devido suas batalhas épicas em especial a do Abismo de Helm, se não é a maior, é a melhor, da história do cinema, ou figura entre as maiores, já o arco envolvendo os hobbits; Peppin e Merry, também é envolvente, devido seu conflito em meio aos Orcs, mas o arco que mais cresce é o de Frodo e Sam, pois a adição de um novo protagonista que é simplesmente surreal, Gollum (Smeagol), além de ser a criatura mais perfeita digitalmente, a sua atuação é fantástica, de deixar qualquer um de queixo caído, As Duas Torres pode não ter a perfeição de A Sociedade do Anel, mas beira ela, e já é o suficiente, para ser um excelente filme ( o filme teve 6 indicações ao Oscar, faturou 2).
O Retorno do Rei chega para concluir a trilogia, e por que não coroar com chave de ouro a saga. O terceiro longa da série chega já num clímax, épico de seus antecessores, mas ampliado ao extremo, tudo neste ultimo filme e maior, para ser exato e mais condizente com o filme épico. O filme tem batalhas homéricas, que mostram todo o poder da weta, tem profundida, ao mostrar um Frodo afetado pelo anel, um Gollum ainda mais fantástico com direito a uma cena inicial impressionante, digna de Oscar para Andy Serkins, e entre tantas batalhas a mãe de todas elas, o confronto nas minas Tirith, que pode não ser tão fantástica como a de Helm (em meu ver), pelo fato de Helm ser uma fortaleza deixa tudo mais claustrofóbico, mas esta de Tirith e maior, grandiosa ao extremo, pois ela chega a ter o dobro de Orcs e combatentes, pois Saruman mandou tudo que tinha; orcs, wargs, nasglul, humanos e trolls para tomar a cidade elevada. Já do outro lado encontramos, homens liderados por Gandalf, mas ganham o auxilio da volta do rei com um exército simplesmente mortal. Com mais 40 minutos é uma das mais intensas e grandiosas batalhas do cinema. Com seu desfecho emocionante a trilogia Senhor dos Anéis, antes mesmo dos créditos começarem já nos deixava com saudades da Terra Média, por que aprendemos com O Senhor dos Anéis nos cinemas, que fantasia pode ser real, e Tolkien nos presenteou com uma obra tão fantástica, que em nossa infância tínhamos bons filmes de fábulas, revendo eles hoje poucos sobrevivem, ou para vermos seres e criaturas, fantásticas, eram necessários diversos filmes, com a obra de Tolkien bastou apenas uma trilogia e apenas um universo, para vermos (e termos tudo), sobre fantasia e mitologia, isto tudo nos foi apresentado em uma história só de  forma sublime, imagine onde mais você vai encontrar em apenas um conto; Elfos, Anões, Hobbitis, Trolls, Magos, Orcs, Uru Kai, Nasglul, Worgs, Humanos, Reis, Bruxos e ainda um Balrog e um Gollum brilhante? E como já disse faz mais de uma década desde que o primeiro filme estreou, e ainda nos impressiona como se fosse feito hoje (a terceira parte da trilogia teve 11 indicações ao Oscar e levou as 11 para casa, somando a trilogia teve 30 indicações e 17 premios).

Não importa a idade, Senhor dos Anéis se foi visto há 10 anos, hoje ou daqui 20 anos, sempre vai ser uma das maiores sagas do cinema.

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A Sociedade do Anel:10
As Duas Torres :9,5

O Retorno do Rei:10
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domingo, 16 de dezembro de 2012

O Homem da Máfia (Killing Them Softly)

By Rg.
"Você já matou alguém? Às vezes fica emocional, eles imploram e choram".
Por esta frase disparada pelo personagem de Brad Pitt (Jackie Cogan), se referindo ao por que não mata alguém que o conhece, você já percebe-se que tipo de filme é O Homem da Máfia, a frase citada tem muito em comum com o título original do filme; Killing Them Softly , que seria Matando-os Suavemente (ou algo do tipo).

Baseado num livro de 1974 chamado; Cogan's Trade, de George V. Higgins.
O Homem da Máfia marca o reencontro do astro Brad Pitt com o diretor de O Assassinato de Jesse James (Andrew Dominik), neste novo encontro ele aborda o submundo da Máfia da Boston (como a máfia já é um submundo, este é o sub do sub), mais especificamente sobre as casas de jogos ilegais controladas pelo crime organizado, que  sustentam o mundo do crime por la, onde diversos figurões frequentam diariamente, uma destas casas é agenciada (ou gerenciada) por Markie (Ray Liotta), que percebe que devido ao alto fluxo de dinheiro em seu "cassino ilegal", enxerga a vulnerabilidade da segurança, e tem a brilhante idéia de contratar dois rapazes para lhe roubar, sem levantar suspeitas, mesmo assim as suspeitas recaem sobre ele, mas após ser questionado, ele se safa e acaba saindo "ileso", mas em uma noite de bebedeira anos após o ocorrido, Markie entrega que forjou o próprio assalto de sua casa, mas como eram outros jogadores eles acabam achando a situação engraçada, afinal não era seu dinheiro na época. A história virou motivo de piada entre os jogadores e uma espécie de lenda urbana.
Mas para o azar de Markie, outros tiveram a brilhante ideia de assaltar uma casa de jogos novamente, Vincent conhecido como esquilo, tem um comércio da fachada pra encobrir seu verdadeiro oficio, dar informações sobre serviços (roubos), para que outros o executem e lhe dêem uma grande porcentagem. Esquilo passa todos os pontos fracos de casa de pôquer de Markie para Frankie (Scoot McNairy de Argo), que acha o serviço uma barbada, pois nunca suspeitaram do próprio, pois a casa escolhida casa é de Markie que tem contra si o fato de já ter dado este golpe, Frankie convida seu amigo Russel (Ben Mendelsohn, muito bom por sinal), para lhe auxiliar tudo corre bem, pela fragilidade na segurança, algo comum para não chamar a  atenção da policia e pelo fato de todos saberem que o dinheiro ali é pertencente ha máfia. Alguns dias depois os chefões  começam a tomar providências para localizar os culpados, como o trio já previa Markie é o principal suspeito, mas mesmo sobre tortura ele não confessou, afinal desta vez ele realmente não tinha nada haver com aquilo, mas para o auto escalão era necessário averiguar tudo friamente. Eis que entra no filme Jackie Cogan (Brad Pitt) que só pela sua fala mansa e tranquilidade já desperta respeito, sempre bem trajado ele é contratado por Driver (Richard Jenkins), vem para colocar as coisas nos eixos e achar os verdadeiros culpados, Driver representa o grande escalão da máfia.
Jackie não demora muito para que com a ajuda de seus contatos chegar até Russel, que falava demais (por sinal coisas hilárias; como as regras sobre sexo na prisão ou sua viagem para traficar cães), ao chegar nele não vai demorar para que Jackie chegue nos seus cúmplices, mas pra isso ainda temos a adição de Mickey (James Gandolfini), que vive também um matador de aluguel veterano que já não é mais o mesmo, que vem de outro estado a contribuir com Jackie, mas acaba se tornando um estorvo.
O Homem da Máfia é um ótimo filme sobre a máfia, mas não um filme sobre mafioso, ele nos mostra como eles agem quando tem um problema nas mãos, como os grandes vão dando ordens, para que tudo se resolva, ele praticamente é um filme sobre os bastidores do crime organizado e toda sua infraestrutura, sendo assim é quase impossível culpar algum chefão caso aconteça algo de errado, pois o baralho é muito grande para desmoronar sobre eles, mas os outros ingredientes do gênero estão la, como as sovas (surras, daquelas que o cara entrega até a mãe), chegam a ser tão bem filmadas que a cada golpe desferido doe no telespectador, e as mortes chegam a ser até poéticas, como uma de um dos protagonista do longa, pois o filme todo quase não tem trilha somente neste instante de forma sublime, por falar em trilha com a falta dela entra sempre algum discurso, de algum candidato à presidência como Obama e McCain ou o próprio Bush indo ao ar no fim do seu mandato 2008, se manifestando sobre a crise que seu pais vivia, assim o filme ganham um contesto social.
Quem diria que um filme de Máfia (ou sobre ela) teria uma critica sobre a crise americana, mas independente disto além de um filme de diálogos  fantásticos, eles só foram possíveis devido ao ótimo elenco, e um diretor que acerta novamente a mão, ao  tirar o que a de melhor em Brad Pitt, que mata suavemente os filmes ruins sobre o gênero.
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Critica:7,5
Filmes Inc.:8
Público:7

domingo, 25 de novembro de 2012

Amanhecer parte 2. (Breakin Dawn part 2)


by Rg.

Após 4 anos de sofrimento acompanhando desta epopeia cinematográfica, só tenho algo a dizer, Amanhecer Parte 2 é o melhor filme da série não pela qualidade, mas pelo simples fato de ter acabado com este infortuno cinematográfico, que fez com que cinéfilos e críticos sofressem por 5 filmes.
Amanhecer chega aos cinemas 4 anos e 4 filmes, depois para fechar o arco desta trama criada Stephenie Meyer (autora dos livros) que se tornou um fenômeno cinematográfico e literário, contra tudo e todos (critica e o bom senso), a saga se instabilizou financeiramente se tornando umas das mais lucrativas franquias do cinema, ao lado de 007, O Senhor dos Anéis, Star Wars, Harry Potter, Batman e Piratas do Caribe, a saga Crepúsculo ocupa o decimo lugar entre os grandes, é muita coisa para uma franquia tão criticada, mas eu particularmente comparo esta saga, com a música pop e seus fenômenos instantâneos, que surgem da noite para o dia e com apenas um CD lançado fazem turnês milionárias, e tem fãs enlouquecidos por onde passam, casos semelhante ao de Justin Bieber que mal havia lançado um sucesso já tinha uma histeria ensurdecedora ao seu redor, acompanhei as pré-estreias de Amanhecer parte 1 e parte 2, confesso que é muito próximo dos exemplo que citei (vale destacar em anos indo ao cinema e acompanhando filmes, nunca vi algo semelhante, era puro fanatismo, gritos, suspiros e lagrimas a cada aparição do trio principal ou sequência de romance ou emoção).
Bella (Kristen Stwart) já não é mais a jovem menina dos filmes anteriores, ela teve simultaneamente a perda de sua inocência, virou mãe e vampira (de garota a dona de casa em poucos meses), o filme foca muito nisso desde seu início, Bella despertando como imortal e lidando com isso, para ela tudo é novo e sedutor, ela descobre que é incansável e mais forte (inclusive para o sexo), ela chega a insinuar que e muito melhor ser vampira (eis que fica a pergunta no ar por que não transformar todos em vampiros? por que Edward tinha medo de transforma-la? se é algo tão bom? nenhuma desvantagem é demonstrada), mas como nem tudo são flores "com grandes poderes vem grandes responsabilidades", já dizia o tio Ben (Homem Aranha).
Após desfrutar dos prazeres carnais e vantagens de ser vampira, Bella já tem que lidar outros problemas, como seu pai que ainda acha que sua filha esta muito doente, um lobisomem que será seu futuro genro (ou pedófilo fiquem a vontade para decidir), e pior de todos os Volturi liderados por Aro e Jane (Michael Sheen e Dakota Finning), que são contra o nascimento de Reneesmee, pelo fato de acreditarem que ela é uma criança imortal, algo contra as "leis" dos Vampiros, ao suspeitarem do tal feito e temendo a suposta aberração, eles partem da Itália direto para Forks para acertar as contas com eles e punirem os Cullen, sabendo da breve chegada dos Volturi eles decidem pedir ajuda de outros vampiros para testemunhar, e provar que sua filha não é uma aberração, por que  Reneesmee foi concebida quando Bella era humana e Bella se tornou vampira apenas no fim de sua gestação, mas caso os Volturi não entendam a situação os amigos estão ciente que deverão ajudar os Cullen numa batalha, mesmo em minoria eles contam com o auxilio de seus inimigos, mortais; os Lobos (ou Lobisomens) liderados por Jacob (Taylor Lautner), neste momento que o filme cai na galhofa total, e se torna até engraçado (mas sem ter esta intenção). A procura dos Cullen por ajuda, é no melhor estilo X-Men, a cada vampiro recrutado descobrimos seus poderes (sim pasmem, cada ser um além de ser imortal tem um super poder), que vão desde manipular os elementos da terra, bloquear ataques, ler mentes, prever o futuro e criar realidades paralelas, o mais intrigante é que eles vem de diversos continentes e chegam caraterizados, como os brasileiros (com direito a nome de Senna), que andam de tanga o tempo todo. 
Seu exército esta formado, agora resta convencer os Volturi, ou partir para a batalha, Amanhecer é o ponto alto de série, mesmo com seus defeitos (que não são poucos), mas como a desqualidade da série é tamanha, mesmo sendo ruim ele tem momentos que superam todos os outros da saga, como o alivio cômico principalmente por parte de Edward (Robert Pattinsson), que se diverte com Bella quando ela confronta Jacob em um surto de raiva ao descobrir do Impriting por sua filha, ou na adaptação de Bella aos seus novos "poderes", ainda têm uma batalha, que é o clímax do filme, que arrancou aplausos de uma plateia histérica  que lotava a sala (para vibrar com esta sequência a pessoa nunca viu Senhor dos Anéis ou qualquer outro épico),
Pois bem, Amanhecer deixa uma duvida no ar, será mesmo o melhor da franquia (ainda sendo ruim), ou chegamos a esta conclusão, por que nos despertou um certo alivio? por termos chego no fim desta saga? que já vai tarde e sem deixar saudades?
Para aqueles que como eu sofreram este martírio, nunca percebemos que do Crepúsculo ao Amanhecer demorava tanto.

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Avaliação:
Critica:5
Público:6
Filmes Inc.:5
Fãs:9,5

sábado, 17 de novembro de 2012

Argo


By Rg.

Hollywood é especialista em contar mentiras, o maior mercado de entretenimento mundial vive praticamente de mentiras, Argo nos mostra como estas mentiras são concebidas, afinal nos só digerimos elas após estarem enlatadas e prontas, e o mais incrível desta produção sobre a maior mentira já contada por Hollywood, é que se trata de uma história real, onde a mentira é um elemento fundamental, que salvou vidas. Os acontecimentos mostrados no filme são sobre o conflito, entre os E.U.A e o Irã, dvido ao fato dos Estados Unidos terem dado exílio ao  Xá Mohammad Reza Pahlevi ex-comandante da Monarquia, que chefiava o Irã, que agora se tornou uma república islâmica sob o comando do Aiatolá Ruhollah Khomeini, devido à pressão do povo que exigia o retorno do Xá para ser interrogado e julgado pelos seus atos durante seu polêmico regime.
Isso tudo é mostrado na introdução do filme de forma brilhante, esta "revolução'' (apelidada de Crise dos reféns no Irã) tomou as ruas e gerou um conflito entre as nações, fazendo com que o povo fosse as ruas protestar, e tais protestos culminaram na invasão da embaixada americana, onde todos os funcionários foram tomados, com exceção de seis que conseguiram escapar a tempo e pedir exílio em outras embaixadas, mas somente a Canadense os acolheu e os escondeu das autoridades locais, pois se fossem descobertos também teriam problemas com a população e governo local, ao saberem da gravidade da situação os USA precisavam intervir, mas se enviassem uma missão de resgate militar, causariam um conflito ainda maior e sair de la seria impossível sem que houvesse uma guerra, o conflito teve início no fim de 79 e chegou a 1980, enquanto a CIA buscava alternativas e soluções pacificas, ou que não levantassem suspeitas para tirar seus foragidos de la, após esgotarem todas as alternativas, eles decidem chamar um especialista nesse tipo de missão, o agente Tony Mendez (Ben Affleck que também roteiriza e dirige o filme), que quase desiste da empreitada, mas eis que em um surto criativo surge a ideia de alegar que os exilados americanos são parte da equipe de produção de um filme, que procurava locações no Irã. Contestada como uma ideia maluca, se torna a maior esperança e ideia mais provável e única solução.
Mas não era apenas entrar no Irã, em meio há um conflito interno e sair de la com seis estrangeiros sem justificar sua chegada ao país, vale lembrar que com a procura do exército local pelos seis foragidos, a segurança nos aeroportos era intensa, mas o plano americano também era bem eficaz, por que ao surgir à ideia de um resgate para a retirada dos americanos como produtores, a CIA teve que mentir até para seu próprio País, eles teriam que ter um roteiro, produtor e etc. Uma mentira "verdadeira” teria que ser contada para que os seus inimigos comprassem a ideia, para termos noção de tamanha ousadia (loucura) da CIA, eles escalaram elenco, compraram um roteiro (chamado Argo, que era um a produção de ficção cientifica no melhor estilo Star Wars, sensação da época), alugaram um escritório em um estúdio em Los Angeles (Hollywood), Tony tinha poucos dias para tira-los de la com segurança, por que o impasse já durava quase cem dias, Tony teria que chegar e treina-los para se passarem por produtores do filme, assumirem novas identidades, e saírem de la como Canadenses que trabalham em uma produção cinematográfica, por que nem ser americanos eles poderiam, devido naquele momento eles eram os maiores inimigos daquela nação.

Argo funciona tão bem que chega a ser difícil acreditar que estamos vendo algo real, por que o filme tem tudo que esperamos numa produção do gênero, ação, tensão e emoção na medida certa, mesmo se tratando de um filme verídico.
Outro ponto forte de Argo é seu diretor/ator/roteirista, o menosprezado Ben Affleck, que aqui dirige seu terceiro filme (Medo da Verdade e Atração Perigosa), após ser execrado pela critica como ator, por suas escolhas equivocadas como; Armagedon, Contrado de Risco, Pearl Harbor e O Demolidor, encontrou na direção o respeito que nunca teve pela imprensa, em sua curta carreira como diretor, já conseguiu indicações e premiações em festivais com seus filmes, e Argo já surge como forte candidato ao próximo Oscar, devido a sua boa recepção em diversos festivais.
Outro fato importante é que provavelmente existem dois, Ben Affleck´s aquele que chegou rápido ao topo com filmes questionáveis que não atuava bem, e o que dirige e escreve como ninguém, que ganhou o Oscar em 98 ao lado do amigo Matt Damon pelo ótimo Gênio Indomável, que também sabe atuar como fez recentemente em Atração Perigosa e agora Argo, nos mostrando que tudo que ele precisava para isso era um bom diretor e um bom roteiro, e ninguém melhor para dirigi-lo senão ele mesmo. Argo é muito bom para ser uma mentira (ou como é citado no próprio filme "a melhor ideia ruim que temos")


Para aqueles que questionam Argo só tenho algo a dizer "Argo Fuck Youself !"
@RG_FilmesInc           @FilmesInc           Page no Facebook

Avaliação:
Critica:8
Público:7,5

Filmes Inc.:8,5
Há que saber mais sobre o filme gravamos um cast sobre Argo com nossos parceiros do @Conhece_Mario para ouvir clique aqui e para baixar aqui.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Magic Mike

By Rg.
Striptease; não é de hoje que Hollywood é apaixonada pelo estilo de vida  hobby ou ganha pão do submundo da noite, tão atrativo e convidativo, que atrai grandes cineastas, que sempre o retratam de forma fria e crua, o cultuado diretor Paul Verhoven (Robocop, Instinto Selvagenm e O Vingador do Futuro), mostrou a rivalidade deste submundo que envolve sexo, dinheiro, prazer e drogas, em Showgirls, com sua famosa dança do colo, em 98 a Inglaterra nos deu o simpático; Ou Tudo, Ou Nada, onde quarentões foras de forma, em plena época de crise em seu País, desempregados e desesperados, decidem criar um show onde eles tiravam a roupa para sobreviver, o filme acima de tudo era uma critica social e acabou indicado ao Oscar, já o péssimo; Striptease com Demi Moore não conta, só conta pelo fato dela ter conseguido o maior cachê feminino da história, para mostrar seus atributos (então conta). 
Agora chegou a vez de outro grande cineasta nos brindar com sua versão do gênero Steven Soderbergh, que além de talentoso se mostrou o diretor mais versátil dos últimos anos, após despontar com Erin Brockovich e Traffic (filmes que lhe renderam indicação ao Oscar, no mesmo ano por ambos e faturou por Traffic), nos últimos anos ele se aventurou por diversos gêneros fez, O Desenformante (Comédia 2009) Contagio (suspense 2011) e A Toda Prova (ação 2011), agora ele nos mostra a trajetória de Magic Mike vivido por Channing Tatum (Para Sempre), já que estamos falando do protagonista, vale ser citado, um dos fatores que levaram diretor escolher Tatum para o papel, é por que sempre que Soderbergh retrata algo em seus filmes, ele procura alguém com experiência real para vivencia-la nas telas, como em Confissões de uma Garota de Programa, que para protagonizar o filme sobre uma garota de programa ele contratou a atriz pornô (Sasha Grey) retratar fielmente a personagem em questão, recentemente em A Toda Prova, para viver a espiã perita em artes marciais, ele convidou a lutadora de MMA Gina Carano (campeã do strike-force), há você deve estar se perguntando por que citamos isso, pelo simples fato de Channing Tatum ter sido Stripper antes de se tornar ator, e nunca escondeu isso de ninguém, após trabalhar com Soderbergh recentemente, ambos resolveram juntar o útil ao agradável, Tatum sempre disse que gostaria de relatar usas experiências como dançarino no cinema e Soderbergh se sentiu atraído pelo gênero e também por outra oportunidade de mostrar sua variedade de gêneros.
Magic Mike nos mostra o mundo dos dançarinos noturnos mais especificamente Strippers, que tiram a roupa para ganhar o pão, em uma época de crise financeira americana onde os bancos estavam quebrados, cada um ganhava a vida como podia (contesto social?), Mike (Tatum) trabalha em obras durante o dia para complementar ainda mais sua renda, pois no futuro próximo pretende largar a vida boemia de lado e ter seu próprio empreendimento, sonhador e dedicado Mike se difere dos outros que trabalham ao seu lado, ele demonstra certa inteligência e um certo incomodo ao ser tratado como apenas um objeto, ou quando é ironizado ao falar de seus sonhos, ele guarda quase tudo que ganha para conseguir o tão sonhado financiamento bancário para sua futura empresa de moveis.
Mike conhece o jovem Adam ou Kid (Alex Pettyfer) em seu serviço diurno, mas seu suposto "segredo" é descoberto pelo novo amigo, que acaba se envolvendo também no mundo noturno de; sexo, drogas e mulheres (nem sempre nesta ordem), Mike é o dançarino principal da casa de shows, que tem como proprietário um veterano Stripper, Dallas (Matthew McConaughey de O Poder e a Lei), em sua boate que conhecemos praticamente todos os estereótipos de stripper, desde veteranos sem objetivo futuros, há alguns que trabalham sobre o efeito de drogas e outros para sustentar o vicio, e a excesção Mike, que vê aquilo como algo temporário para sua estabilidade financeira, resta saber onde Adam vai se enquadrar neste mundo.
Dallas vê Mike como seu braço direito (com participação nos lucros em seu clube), astro principal e avesso a tudo isso, ele não é viciado e matem sua vida no rumo, mas os problemas batem a sua porta com o novo amigo, Mike se vê responsável pelo jovem, além de ter um certo interesse pela irmã mais velha do novato, que não apóia o novo emprego do problemático irmão que já foi um promissor universitário.
Todos os personagens tem seu momento, vale destacar Dallas (Matthew) que esta acima da média surtado insano e cômico.
O filme tem seus arcos bem resolvidos e mostra bem a realidade noturna, seja ela em Tampa (Flórida) ou São Paulo à noite é sempre a mesma, Magic MIke é um filme para visto sem preconceitos sobre um estilo de vida de glamour no submundo noturno.
Há para aqueles que acham que vai ferir a masculinidade ver este filme, bom cinéfilo não é, afinal já vimos Brokebrack Mountain , A Saga Crepúsculo e Milk, e sobrevivemos e saímos ilesos, comparado a isto, atores descamisados é fichinha, se forem dirigidos por ótimo diretor tem que se visto.@RG_FilmesInc                         @FilmesInc                   Page www.facebook.com/FilmesInc
Avaliação:
Critica:7
Público:7,5
FilmesInc.:7


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Possessão (The Possession)

by Rg.
Possessão chega aos cinemas com um ótimo lobby a seu favor, estampado em seu cartaz (ótimo), tem o nome do diretor Sam Raimi, um dos percursores da inovação do gênero trash/terror nos anos 80, Raimi faz um clássico do gênero em 81, com míseros 20 mil (ou algo em torno), e uma câmera na mão, o cultuado Evil Dead, quase amador o filme mesclou terror e o trash, e de quebra até um humor praticamente nunca visto no gênero, mas de forma eficaz, Evil Dead se tornou uma divertida franquia e Sam Raimi foi dirigir outros longas de gêneros distintos, e para muitos se tonou famoso apenas como diretor da trilogia Homem-Aranha, em 2009 ele deu as caras no gênero novamente com o ótimo, Arraste-me Para o Inferno que tinha muito de Evil Dead.
Mas o grande problema de Possessão é justamente este marketing (ou lobby), por que Sam Raimi apenas produz o longa (o dinamarquês Ole Bornedal que assume o cargo) e outra boa sacada (ou Lobby que sempre funciona), que estampa seu poster, os dizeres "baseado em uma história real", por que poucos filmes do gênero que se dão o luxo de ter se inspirado em acontecimentos verídicos deram certo e agradaram, a grande exceção é O Exorcista, clássico inquestionável, mas o diferencial deste clássico de 1973, era que tinha uma ótima história, muito bem contada, mesmo não sendo um filme com; inúmeras mortes, impressionou até os mais céticos, por que se analisarmos bem com exceção de filmes sobre seriais killers, como veremos um filme do gênero (terror) com diversas mortes (vale citar que todo filme pode estampar em sua descrição que é inspirado em acontecimentos reais, pois não tem como ser comprovado e registrado tais casos, mesmo sendo uma mentira não é ilegal), mas o público que vai ver o filme espera por isso, ninguém vai até o cinema ver um filme de terror sem mortes, a não ser que tenha uma ótima história. Possessão até esboça ter um bom enredo, após uma ótima sequência inicial, envolvendo um suposto artefato amaldiçoado, em seguida o enredo nos mostra o devotado pai de família Clyde (Jeffrey Dean Morgan o comediante de Watchmen) divorciado passa parte de seu tempo com suas filhas Hanna e Emily, em um dos seus fins de semana com a guarda de suas filhas, Clyde passa por uma venda de garagem e Emily adquiri um artefato exótico, uma espécie de caixa lacrada com escrituras em polonês, paralelamente percebemos que parte da dedicação de Clyde vem pela sua ausência no tempo em que era casado com a mãe de suas filhas, após alguns dias em posse do artefato, Emily (a mais nova) começa a demonstrar algumas atitudes estranhas e não desgruda de sua nova aquisição em momento algum, Clyde percebe o comportamento estranho de sua filha após a decorrência de eventos estranhos e intrigantes, ele decide por fim aquilo, desaparecendo com a caixa maléfica, não demora para Emily dar falta e ter sua personalidade toda alterada por alguma entidade por traz da caixa, Clyde parte em busca de respostas e após muitas pesquisas, ele culmina em um bairro Judeu onde ele encontra respostas sobre o artefato, à caixa era uma espécie prisão feita para contenção de um Dibbuk (espécie de demônio pagão), que se libertado usa o corpo de quem o libertou como hospedeiro, este Dibbuk atende pelo nome de Abizul, Clyde recebe a ajuda de um judeu disposto a aprisionar novamente Abyzul no recipiente e libertar Emily.
A trama inicial é boa, o problema do filme é o seu dinamismo e ritmo, por que o enredo não é bem preenchido, como é supostamente baseado em uma história real, existem cenas tão absurdas, que é difícil imaginar aquilo tudo tenha realmente acontecido, Possessão é um filme que promete, mas não cumpre bem seu objetivo que seria nos impressionar e sentir medo, se não tivesse tanto lobby em torno dele seria melhor, afinal esperaríamos menos deste razoável filme, que se você esperar muito do filme vai realmente sair de sua sessão muito Possesso.
@RG_FilmesInc                            @FilmesInc
Avaliuação:
Critica:6
Público:7
FilmesInc.:6,5

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

007 Skyfall

By Rg. (especial 007 1ºparte aqui)

"Bond, James Bond...”com certeza você já ouviu muito esta frase, por sinal é a frase mais famosa do cinema, repetida enumeras vezes em 23 filmes nos últimos 50 anos, por seis atores diferentes que interpretaram o personagem, nunca uma franquia chegou a tal marca na história do cinema.

007 Skyfall estreia finalmente, após uma série de problemas o principal à falência da MGM (estúdio detentor a franquia) o 23º filme de James Bond era para ter estreado em 2010, mantendo a média de um filme da franquia a cada dois anos. Problemas de atrasos à parte, tudo continuou do jeito que foi deixado em 2008, quando Quantum Of Solace terminou, Daniel Craig (Bond) e Cia estão de volta, mas com um reforço de peso o diretor Sam Mandes (Beleza Americana e A Estrada Para Perdição), que chega para consolidar ainda mais este bem sucedido recomeço do agente mais famoso do mundo. E o diretor é um dos pontos fortes do novo filme de 007 é este mesmo (quem falou que um bom diretor não interfere em uma franquia de estúdio), sempre em grandes sagas como 007 e Harry Potter, o estúdio sempre procura diretores que vão seguir suas ordens e por ai vai, nunca vão ter autonomia sobre a produção, o próprio Fernando Meirelles confirmou isso quando recusou dirigir um filme de cada uma das séries citadas em 2005, mas sempre há rumores de grandes diretores cotados para estes longas, desta vez o rumor se concretizou Sam Mendes, ganhador do Oscar por Beleza Americana, aceitou a oferta para conduzir o agente secreto mais famoso do mundo, em sua nova roupagem. Em Cassino Royale vimos à ascensão de Bond no MI 6 (Military Intelligence, section 6), logo após ser o sétimo agente a conseguir ser 00 ter licença para matar no MI 6 (ai que vem a sigla 007), algo nunca mostrado na série, Bond sempre foi apresentado como um agente experiente e maduro com anos de roupagem, seu passado nunca veio a tona, mas em seu reinício sim, logo em seguida Quantum Of Solace optou ser uma sequência direta de ação interrupta, sem dar tempo para descobrirmos algo mais sobre o sofisticado agente britânico, apenas descobrimos mais sobre seu instinto de vingança.
Skyfall chega aos cinemas para nos mostrar mais sobre Bond, ops James Bond, por isso a direção de Mendes (muitos achavam que isso iria acontecer no filme anterior com Marc Foster, que foi prejudicado ou pelo estúdio ou pela greve dos roteiristas) veio a calhar, se Cassino Royale foi um primor, o diretor atual conseguiu o improvável,  melhorar o que já estava perfeito (algo semelhante que aconteceu com o ótimo Batman Begins que conseguiu ser superado pelo excelente Batman O Cavaleiro das Trevas).
007 Operação Skyfall tem início como todo bom filme de 007, com aquele começo clássico (antes dos créditos iniciais sempre à uma sequência de ação, geralmente é o termino de alguma missão em que o agente se encontra), com uma excelente cena de ação inicial, em que Bond e outros agentes estão no encalço de contraventor, que conseguiu um software contendo uma lista com os nomes de todos os agentes secretos 
do MI 6 ao resto do mundo, Bond auxiliado por M (Judi Dench) via satélite, sabe da importância de manter estes nomes sob sigilo e impedir que o disco rígido caia em mãos erradas, Bond o persegue de forma brutal e emocionante, numa sequência envolvendo uma perseguição; a pé, de carro e moto (inclusive por telhados pela Índia), culminando num trem, envolvendo uma retroescavadeira (fantástico), o desfecho da cena (mesmo já mostrado no trailer) é brutal e envolve socos em cima de vagões sob a mira de uma .50, após esta cena inicial de cair o queixo fica bem claro que M é obrigada a fazer escolhas difíceis pelo MI 6 e seu País acima de tudo, mesmo que estas escolhas envolvam abrir mão de algum agente, pelo bem de sua pátria e paz mundial. Assim que a cena culmina, somos apresentados aos tradicionais créditos iniciais com a música tema interpretada por Adele.
Algum tempo passou, após os eventos do início e descobrimos que a tal lista agora nas mãos de um ciber  terrorista esta prestes a vazar, paralelamente um atentado no próprio prédio Military Intelligence, deixa Londres e o mundo preocupado colocando em cheque todo o serviço secreto britânico, após estes dois acontecimentos seguidos M é colocada em cheque pelo congresso, Bond foi dado como morto após ser abatido e desaparecer na ultima missão, e o caos toma conta. Após descobrir que sua volta é necessária para o bem de M, ele decide largar seu exílio (regrado a sexo e muita bebida em praias paradisíacas).
A sua volta também não é das mais tranquilas, sua lealdade também é posta em cheque, junto com suas habilidades e forma física, mesmo com o apoio de M (Dench), Bond agora presta contas a alguém superior a ela (Ray Fiennes), que pretende aposenta-la e usá-la como Bode expiatório, por que devido à crise que o reino unido atravessa o governo precisa de um culpado, e Bond volta à ativa para evitar que isso ocorra.
Bond vai atrás de uma pista que o leva a um cassino a China, onde ele tem um affair com a suposta namorada de seu procurado vivida pela bela Berenice Marlohe, que pode lhe dar informações sobre ele, alguns drinques, beijos e etc depois, Bond se vê nas mãos da organização criminosa que ele procurava e finalmente conhece seu algoz, numa cena fantástica somos apesentados ao vilão do filme, Silva interpretado pelo ótimo Javier Bardem, que quando citamos no começo desde post que este filme supera seus antecessores, Silva (junto com Mendes) é um dos principais motivos disto, seu vilão que já em sua primeira cena rouba com ele todo o filme em apenas um dialogo impressionante, sobre pátria sexo e amor fraterno, seu personagem é um vilão diferenciado, ele esbanja calma, frieza, uma certa obsessão cega por vingança contra alguém que o prejudicou no passado, Silva esta sempre um passo a frente de Bond e mesmo tendo controle de toda a situação ele só quer se vingar do MI 6, aos poucos vamos descobrindo mais sobre o passado de Silva e cada vez mais o temendo, ele é um vilão imponente e "afetado" ao mesmo tempo, algo que ainda não havia sido nos filmes com Daniel Craig, ele é o ponto forte do filme que já estava impecável.
Skyfall supera não só o ótimo Royale, mas muitos dos filmes desta longinquá franquia, por que se em Royale nos mostra a origem de Bond (algo nunca mostrado), aqui ele nos mostra muito mais do espião da MI 6, seu passado vem ainda mais a tona, o filme é praticamente um Reboot, sobre toda a saga de Bond por que somente agora nestes três últimos filmes aprendemos mais sobre 007, do que em todos os 20 filmes anteriores, a cada filme Craig se torna o verdadeiro Bond por que podemos nos identificar com o personagem sobre a pessoa por trás dele de forma sutil, mas eficiente a cada filme.
Nesta reinvenção da franquia de 2006 para cá, não é apenas Bond que foi reapresentado para os fãs, M neste novo filme ganha uma importância ainda maior, e outros personagens também tem suas origens mostradas pela primeira vez como; Q (que nos filmes sempre foi o responsável pelo armamento e gadgets de Bond até o de Pierce Brosnan) tem sua origem retratada de forma jovem, e o mais antigo Affair de Bond a secretaria de M, a bela Monneypeny  também é introduzida neste novo universo de 007.
O longa ainda aproveita os 50 anos do agente no cinema para homenagear a série, além de personagens clássicos que retornam como já citado, até referência como a caneta bomba de Goldeneye (1995).
Mas acima de tudo o filme supera todas as expectativas, devido a certos fatores fundamentais; um bom diretor e um elenco acima da media, além dos já citados não podemos esquecer o alicerce de tudo, Daniel Craig faz aqui sua melhor interpretação de Bond (se não da sua Carreira), após nos mostrar que seu 007, usa smoking, mas também se suja e sai no braço com qualquer um, seu Bond que antes era apenas frio, agora já traz outras características para seu personagem, até o sarcasmo muito visto em Sean Connery e Pierce Brosnan, aparece nos momentos certos de forma sutil e eficaz, sem falar em sua fisionomia ao mostrar um Bond amargurado, cansado, fora de forma, e até obsoleto numa área digital onde seu agente é old school (das antigas), daqueles que fazem a barba na navalha.

007 Operação Skyfall, é sim um dos melhores filmes de toda a franquia 007 (se não o melhor), mostra que após o novo excelente recomeço, a franquia amadureceu e se estabilizou, agora nos resta saber se daqui dois anos, um novo filme vai superar o até então insuperável, mas para Bond...James Bond, nada é impossível.
@RG_FilmesInc                           @FilmesInc
Avaliação:                               Cassino Royale: Nota:9   Quantum Of Solace: nota:7
Critica:8,5
Público:9
FilmesInc.:9,5

Há quer saber mais sobre 007,  confiram nossa primeira parte do nosso especial sobre a franquia Aqui e também batemos um papo sobre a franquia no #Comcast24 com o @conhece_mario para baixar clique Aqui e para ouvir aqui.