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segunda-feira, 28 de março de 2016

Os 8 odiados

the-hateful-eight-poster-405x600by Rg.
Quentin Tarantino chega ao seu filme (ironicamente leva o numero 8 no nome), após homenagear todos os gêneros que cresceu assistindo, ele retorna ao western, sendo um dos seus projetos mais intimista e pessoal, seu filmes sempre foram marcados por ter ótimo diálogos e uma violência crua e sem censura, aqui ele tem um pequeno elenco e o confina em um ambiente hostil (é praticamente um impasse mexicano de durante três horas) e nos dá uma aula de roteiro e de como entreter o espectador, com apenas oito personagens num armazém, com diálogos ásperos e uma ótima direção e mais uma vez uma trilha excelente assinada por ninguém menso que Enio Morricone. Podemo dizer que são características de todos os seus filmes, sempre se alternando entre ação e grandes tomadas externas ou diálogos ágeis e ásperos, o intervalo entre um dialogo e outro é curto, todos tem seu momento interagem e isso rende atuações acima da média, e até surpreendentes.

Outro fato surpreendente, é este é o filme mais barato de Tarantino nos últimos anos, após trabalhar com grandes estúdios em seus últimos filmes; Bastardos Inglórios e Django Livre, um pela universal e outro pela Sony, sempre em parceria com a Weisntein Company (estúdio independente que sempre financiou os filmes do diretor), agora ele faz um filme menor e que não precisa de um grande estúdio por fora, mas vale citar que mesmo sendo distribuídos por um grande estúdio, seus filmes nunca perderam o tom mantiveram a sua característica e marca registrada, com muita violência e ótimos diálogos como já citei, o único deferencial dos seus últimos foi o elenco, que foram mais fartos e com nomes de peso do cinema atual como; Brad Pitt e Leonardo Dicaprio, junto com os nomes que o diretor sempre costuma trabalhar, inclusive atores que estão no astrosismo, que ele adora resgatar (vide; John Travolta em 94 com Pulp Ficiton).  Aqui ele não traz nenhum astro em evidência do cinema atual, e todos os principais nomes já trabalharam com ele, mas com exceção de Samuel Jackson todos estão (ou estavam) decadentes, e o diretor foi busca-los para este longa, e por incrível que pareça, deu certo, atores esquecidos, desacreditados em suas mãos rendem como se estivem no auge, exemplo recente e Chrstoph Walz que tem dois Oscar após dois trabalhos com o Tarantino (Django e Bastardos Inglórios), não questionando sua competência, mas ele não mantém uma regularidade em outro projetos, ele apenas comprova que ninguém desaprende a atuar apenas fazem escolhas ruins ao longo da carreira ou são mal aproveitados. Em Os 8 Odiados ele traz para o elenco Samuel L.Jackson, que vive o major Marquis Warren (ótimo), que tem uma carreira consolidada em Hollywood mas sempre como coadjuvante, e aqui ganha o protagonismo ao seu lado temos Kurt Russel (ex-astro de filmes ação nos anos 80, que desapareceu das grandes produções nos últimos anos) também esta ótimo como caçador de recompensas, John Ruth, que esta levando Daisy Domergue (interpretada por; Jennifer Jason Leigh que faia nada relevante para o cinema ha mais de uma década e surpreendentemente esta ótima no papel da fora da lei), uma mulher procurada, e prestes a ser enforcada em Red Rock, Ruth só quer chegar até la e pegar seus 10 mil de recompensa e o Major Warren também esta a caminho de Red Rock para entregar três foragidos da justiça que ele esta transportando (mortos), para se também recompensado. Entre os 8 do título, ainda temos outro retorno, Tim Roth que foi colaborador do diretor em Pulp Fiction e Cães de Aluguel e desde O Planeta dos Macacos de 2001, não participava de um grande filme, e para variar, mostra que bem dirigido ainda é um ótimo ator, e fechando mais um regresso temos Michael Madsen, que fez Cães de Aluguel com ele e Kill Bill e não fazia nada relevante há muito tempo, cumpre bem seu papel, sobre o restante do elenco vale citar Bruce Derr (General Sandy) e Walton Goggins que faz o Xerife Chris Mannix e rouba a cena sempre que exigido. Os 8 Odiados nos traz um conflito entre 8 'vilões" ou não, em uma cabana, presos durante uma tempestade, que vai durar um fim de semana, se passando alguns anos após a guerra da secessão americana, mais uma vez com uma ótima trilha e fotografia (algo que já é praxe nos seus filmes). Mesmo sendo longo e se passando em único ambiente e com apenas 8 atores, ele tem um ótimo ritmo e foi divido por capítulos como ele já fez outras vezes. Desde Kiill Bill, este é seu trabalho mais pessoal, aqui ele faz tudo que faz de melhor, com muita liberdade, lembrando em muito seu primeiro filme; Cães de Aluguel, onde ele também filmou a maior parte do filme num galpão e mostrou um impasse entre uma gangue, que após um assalto mal sucedido, chegam no ponto de encontro e todos desconfiam de todos, e quem é o traidor, os dois filmes tem muito em comum, mas no longa de 92 ele usava flashbacks para contar parte da historia, aqui não, é tudo sobre o que esta ocorrendo ali, historia são contadas o tempo todo, e  temos dois breves flashbacks e em nenhum outro momento saímos daquela cabana, assim como seus protagonistas, nos deixando também a sensação de confinamento e suspense, para saber o que esta se passando, e se existe realmente uma conspiração para libertar Daisy, e se vai acontecer um banho de sangue (no melhor estilo Tarantinesco).
Enfim uma coisa é garantida Quentim Tarantino novamente nos brinda com um ótimo filme, que pode não ser seu melhor, mas esta entre eles (é difícil eleger apenas um, nesta ótima filmografia), e só por este detalhe, de estar entre os seus melhores trabalhos, quer dizer que já esta entre os melhores filmes dos últimos anos, e provavelmente estará em diversas listas e até premiações, pois Tarantino é um espetáculo a parte, e sua importância para o cinema fundamental.
@RG_FilmesInc                       @FilmesInc                    #Facebook
Avaliação:
Critica:9,5
Filmes Inc.:9,5
Público:8,5

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