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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Jogos Vorazes: A Esperança parte 1

Jogos-Vorazes-A-Esperanca-poster-10set2014-01by Rg.
A franquia Jogos Vorazes esta num patamar muito acima de quase todas as novas sagas do cinema atual, esta adaptação literária mostrou aos concorrentes, como se fazer uma franquia teen que agrada todos há todos; mulheres, homens e jovens etc, ao contrário de outras que visam somente um público, vide; Crepúsculo (mulheres) e Harry Potter; (crianças que envelheceram durante a saga se tornando adolescentes). 

Logo de cara Jogos Vorazes nos deu um primeiro filme muito bom e uma ótima sequencia chamada; Jogos Vorazes: Em Chamas, que após seu final climático, nos deixou querendo mais, e ainda seria ainda em duas partes, culimando em seu desfecho final. A Esperança: Parte 1, que o titulo original tem o nome de Mockingjay (o Tordo), apelido de Katnnis, que é o símbolo da resistência e de sua rebelião contra a Capital. Após os eventos anteriores (Em Chamas), onde tivemos a 75°edição dos jogos, onde todos os campeões se enfrentaram, e em seu final tivemos o que podemos chamar; de de inicio da rebelião dos distritos contra o presidente Snow (Danald Sutherland). Tais eventos culminaram no desparecimento de Peeta e Johanna
  

Agora Katnnis carrega o fardo de ser a única representante do povo, ela é o símbolo ''O Tordo'', um fardo pesado, que ela não quer carregar desde o primeiro filme, Katnnis apenas entrou no jogo e se deixou levar, e se tornou um símbolo, mesmo sem querer. Se antes a capital a usava como joguete, para promover os Jogos da Fome (The Unger Games, aqui Vorazes), agora depois de ser resgatada no fim dos eventos mostrados no filme anterior, pela resistência (representada pelo distrito 13), que são responsáveis pelos levantes e ataques contra a capital, principalmente após Katnnis e Peeta ter começado junto com os outros participantes um levante na ultima edição dos jogos, o movimento deles ganhou muita força graças a Katnnis, agora que ela esta de volta, eles precisam apenas de sua imagem para agregar mais, conseguir simpatizantes a sua causa.
O distrito 13 é liderado pela Presidente Alma Coin (Julianne Moore) e Plutarch (Philip Seymour Hoffman), mas para Alma apenas a imagem da nossa heroína ja é suficiente, numa espécie de jogada de marketing para um ultimo levante, com o slogan; "O Tordo vive", o maior símbolo do povo e da revolução estava vivo, só que Katnnis não consegue interpretar bem o papel dela mesma, o plano de Plutarch e Alma tinha como base motivar as pessoas com imagens do Tordo em campo, com vídeos feitos em estúdio, de Katnnis discursando, e depois editados como se ela estivesse em campo pós batalha, mas Katnnis não se sente nem um pouco confortável com toda a farsa, e não consegue ser espontânea, e se oferece para ajudar lutando de verdade, mas em troca ela quer que Peeta e Johanna sejam resgatados.
Ela passa a frequentar lugares onde refugiados precisam de incentivo, e somente sua imagem já os faz lutar novamente e isso já o suficiente para despertar mais ainda a fúria do presidente Snow, uma equipe a segue pelos distritos ode ela vai, gravando suas atitudes, e a cada vídeo divulgado, com sua imagem a rebelião ganha força, e a capital tenta retalhar. A trama deste novo capitulo da franquia Jogos Vorazes é essa, que com este capitulo se revela ser uma verdadeira montanha russa de emoções, após o primeiro filme, que teve um ritmo mais lento em suas duas horas e meia, e teve um clímax nos seus 40 minutos finais, Em Chamas sua sequência veio sem arestas e mais solto, num ritmo mais alucinante, sem perder a boa qualidade, e nos brindou com uma aventura climática, agora na primeira parte do filme eles puxam o freio novamente, e deixam a ação praticamente toda para a parte dois, fica a impressão que a divisão foi apenas visando lucro financeiro, pois como este é o capitulo mais curto da saga, se fosse um filme só de três horas (como os anteriores), seria suficiente, e teria quase o mesmo formato do primeiro, com a ação tomando conta do ato final do longa, aqui como ele foi dividido, quase não há ação, não que prejudique o filme, mas se a franquia vem num ritmo forte, deveria mantê-lo.
É difícil julgar, criticar e até avaliar Jogos Vorazes: A Esperança, pois este é literalmente uma metade de filme, que até esta indo bem, mas só saberemos se ele vai cumprir as expectativas daqui um ano. @FilmesInc                         @RG_FilmesInc              Facebook                 #FilmesInc
Avaliação:
Critica:7,5
Filmes Inc.:7
Público:7,5          

Debi & Loide 2

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by Rg.
Nostalgia é palavra mais apropriada para esta produção, que chegou mais que tardia ao cinemas. 20 anos se passaram desde que Jim Carrey e Jeff Daniels nos fizeram gargalhar com uma das comédias mais engradas de todos os tempos (para aqueles que como eu se deixaram levar pelo clima risadas não faltaram), de lá pra cá muita coisa mudou, Jim Carrey teve uma ascensão espontânea e se tornou astro, em placando no mesmo ano (1994) os sucessos; Ace Ventura e O Maskara a partir dai nos seus filmes seguintes seu cachê  foi para o estrondoso valor de 20 Milhões de dólares, ficando entre os mais altos de Hollywood. Depois o astro buscou afirmação em papeis sérios, mas sempre se manteve nas comedias, já Jeff Daniels fez produções medianas e papeis que eram longe de ser cômicos, já os diretores; os irmãos Peter e Bob Farelly se consagraram com o sucesso de Debi & Loide e fizeram perolas como Quem Vai Com Mary e Eu Eu Mesmo e Irene, este também com Jim Carrey, depois tiveram uma baixa nos anos 2000 (Amor em Jogo), e voltaram com o ótimo Passe Livre em 2011.   


Debi Lóide 2 demorou tanto para a ganhar vida, e um dos motivos iniciais era justamente inicialmente à agenda e (mais ainda) o cache de Jim Carrey, imagina um filme deste porte custa em média $30 milhões, e só o cache do astro era 25 milhões até há algum tempo atrás. E quando parecia que tudo caminhava para sair do papel há alguns anos a Warner desistiu do filme, eis que ano passado a Universal assumiu o projeto. Agora fica a pergunta 20 anos não é muito tempo para uma sequência?
Se passaram duas décadas depois e Lloyde (Jim Carrrey) e Harry (o personagem de Jeff Daniels não se chama Debi como no título) continuam idiotas, mas se antes eles eram dois imbecis com idade mental de 7 anos, aqui eles tem uma idade similar a de dois garotos de 11 ou 12 (daqueles bem desprovidos de inteligência), o que eu quero dizer que mesmo que seja pouco, eles evoluíram durante estes vintes anos, nada que os impeça de criar as maiores confusões, mas agora percebemos um certa malicia tanto em Lloyde e  também em Harry, em algumas situações, eles não estão mais espertos (mas acham que estão), em diversos momentos eles demonstram uma esperteza inicial, que logo passa, como quando chegam numa convenção, sem convite, e precisam entrar no local com urgência, eles acabam sendo confundidos com cientistas, e Harry aceita a troca de identidade para adentrar no local, algo que nem sonhávamos no filme anterior.
A situação que faz os dois idiotas caírem na estrada novamente, tem inicio quando após Lloyde ficar 20 anos fingindo estar doente (numa sequência de abertura hilaria), Harry precisa de um trasplante de Rim, e um doador compatível, a dupla decide visitar seus pais Harry (que ele não os vê há no minimo uns 25 anos), para saber se há algum doador compatível na família. Harry descobre por meio de uma correspondência antiga de uma ex-namorada (citada no primeiro filme), que ele é pai, além de uma oportunidade de conhecer sua filha, eles vem à possibilidade de uma doadora em potencial (inteligencia?), dando inicio a mais um Road Movie (filmes de estrada), ao novamente atravessarem o país, se metendo com diversas confusões,
Uma coisa comum nos dois filmes, é que o universo de Harry e Lloyde, parece se rum mundo a parte, as pessoas se chocam e se surpreendem com seus feitos, mas não tanto como nós, parecem já estarem prontas, para as idiotices que virão a seguir, mas é algo muito funcional, que traz uma dinâmica a filme, pois se todos já os vissem como os telespectadores, logo de cara não dariam chance de eles causarem mais situações constrangedoras, como exemplo no primeiro filme, que mulher (e mãe), em sã consciência ofereceria a filha para um encontro com um sujeito de terno laranja? Ou agora que pessoa sensata, após alguns minutos de conversa com eles, os daria missão de entregar uma caixa valiosa para ser entrega em outro estado? Se todos os enxergassem como nós, não teria filme, seria mais algo como Borat ou Vovô Sem Vergonha, mostrando apenas as pessoas chocadas com a situação, não é preciso nem frisar com todas as letras, que o longa, em nenhum momento quer passar a sensação de realidade e sim de algo ficcional.
Debi & Loide acima de tudo acerta na química seu roteiro pode não ser tão original, quando o primeiro, mas encaixa perfeitamente nos personagens, pois ele é interpretado por Jim Carrey e Jeff Daniels (ambos muito a vontade), parece que foi ontem que eles vestiram aquelas perucas, mérito também dos diretores; Os Farrelly, pois aqui eles usaram de um artificio que poucos tem esta moral, deixar Jim Carrey ser Jim Carrey para aqueles que já conhecem e admiram o astro, sabem que ele improvisa muito em cena, seus filmes sempre contem erros de gravação hilários, aqui eles o deixam improvisar a vontade, e sua a química com Jeff é tão perfeita, que ele já improvisa junto, isso rende cenas hilárias e espontâneas, seria um desperdício de talento deixar um ator do porte de Jim Carrrey na coleira.
A direção é perfeccionista e bem detalhista para àqueles como eu, que reviram o filme de 1994 recentemente, parece que foi ontem, que eles saíram daquele apartamento para entregar a maleta em Aspem, as atualizações das piadas também são excelentes, uma piada inicial envolvendo Breaking Bad hilária. O filme funciona em quase tudo, o que não funciona é muito pouco, em alguns momentos falta um pouco de ritmo, o valor nostálgico supera e ajuda o filme, é uma pena que demorou 20 anos para ver esta dupla de novo em cena, mas pelo menos a demora valeu a pena, e se me prometerem que vai ser mais 20 anos pra terceira parte, já compro meu ingresso e aguardo ansiosamente, mas que seja de boa qualidade como esta.
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Avaliação:
Filmes Inc.:8,5
Critica:7,5
 Público:9

Mazze runner

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By Rg.  
Hollywood vive de ciclos que vão e vem de tempos em tempos e Maze Runner é mais uma filme deste novo ciclo, que toma boa parte das produções na atualidade, as adaptações literárias Teen (voltadas e protagonizadas por adolescentes), tudo começou em 2001 com Harry Potter, a saga do menino Bruxo ao mesmo tempo que se encaixava neste perfil, já caminhava por si só, e abraçava diversos públicos (e não só adolescentes e crianças). O movimento ganhou força mesmo após Crepúsculo virar hit em 2008, inclusive resultando no livro homônimo que deu origem ao filme em 2009, escrito James Dashner.

Sobre os ciclos este é o momento (ou  febre) de filmes com este perfil, que agora paira sobre o gênero de aventura, mas também já tomou conta de diversos gêneros em Hollywood, como os filmes de terror, que após Pânico em 1997, você não via mais um filme de terror, sem ser protagonizado por alguém com mais de 20 anos, ou após o sucesso de American Pie, as comédias também foram inundadas de atores teen. A fórmula ficou tão escassa, que saturou e deixou de funcionar. Mas agora volta com força, nesta junção; livros e filmes teen, dai meu amigo, não tem erro (no quesito financeiro).


Maze Runner tem um pouco de todos os sucessos recentes do gênero, Jogos Vorazes, Divergente e também dos fiascos, que não emplacaram como ; Os Instrumentos Mortais, A Hospedeira e Dezesseis Luas. Maze Runner, começa muito bem, com uma trama até que envolvente (que nos faz até não reparar no fraco elenco, principalmente seu protagonista), bem dinâmico e enigmático o longa inicia sem muitas explicações, apenas somos jogados, como nosso protagonista, numa clareira, habitada por vários garotos, que tem criam algumas regras para sobreviver diariamente naquele isolamento. Cercados por um enigmático labirinto que abre diariamente e fecha toda noite, eles o percorrem o tal labirinto todo dia, em busca de repostas e principalmente uma saída, o protagonista; Thomas (Dylan O´Brien), faz o papel do telespectador, que vai aprendendo mais sobre o local, e quem são essas pessoas que o habitam aos poucos.
Durante os minutos iniciais, o filme é frenético (fazendo jus ao nome), seus problemas começam depois, quando vem o seu segundo ato, o desenvolver do filme, e de seus personagens, é ai que tudo começa a ruir, o elenco não corresponde, e a ação e o ritmo, caem bruscamente, fazendo com que tudo que não nos incomodou inicialmente (pelo bom começo), agora já incomoda, e muito.
Além do elenco, as coincidências do filme são inúmeras e surreais, todos os clichês do gênero estão la, e são todos utilizados um após o outro, mas nada de forma dosada, pois em momento algum o roteiro tentou inovar e partiu para solução mais pratica e obvia, que era se repetir, exemplos; Thomas chega à clareira e já visto como estranho, deslocado e também como uma ameaça, a um dos lideres do grupo o arrogante Gally, logo em sua primeira aparição, ele demonstra querer saber mais sobre o que se passa por lá, e já se envolve em todas as confusões, logo em seu primeiro dia, como; acabar acidentalmente desafiar um dos lideres numa luta, por que justo Thomas entre tantos vai esbarrar no brigão, de tantos somente agora chegou alguém, com este perfil? Coincidentemente Thomas se enturma com os menos populares, que tem informações sobre todos, e já o situam de tudo, ele já demonstra interesse em entrar no labirinto com os Runners (corredores), tarefa que ninguém almeja.
A favor de Maze Runner temos a boa fotografia e o som, a trama não é todo ruim, se fosse melhor e ousada teríamos um filme melhor (e menos cansativo), assim como o segundo ato, seu final é cansativo e morno, o diretor estreante; Wes Ball não soube alternar as  sequencias de ação, com o desenvolvimento da trama, e ainda nos brinda em seu clímax final, com algumas coisas absurdas, como o grupo passa por desafios extremos, para chegar a um especifico lugar, e em questão de minutos o algoz também chega ao local, como se tivesse pego algum teletransporte, algo não plausível, por questões de logica. Maze Runner é sobre humanos em um labirinto tentando achar a saída, mas assim como num laboratório, você se interessa pelo rato no labirinto inicialmente, mas se ele demora a achar a saída o largamos lá e perdemos o interesse, e aqui acontece o mesmo a diferença e que nos pagamos pelo ingresso e ficamos até o final, para ver se esta experiência da certo e melhora. Espero que ao contrario de labirinto este ciclo tenha fim.

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Avaliação:
FilmesInc.:6,5
Critica:7
Público:8

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Interesterlar

Interstellar-poster-16set2014-01
by Rg.

Christopher Nolan é uma figura importante para o cinema atual, mesmo sendo um diretor da nova safra do cinema (que surgiram nos anos 2000) e que já se consolidaram como David Fincher (Seven, Clube da Luta e Garota Exemplar) ou Darren Aronofsky (Noé, Réquiem Para Um Sonho e Cisne Negro), ambos são talentosos e muito regulares, espero ansioso por novos projetos envolvendo seus nomes. O nome de Nolan, vinculado a qualquer produção já me faz ficar numa expectativa maior do que o normal, a ponto de nem querer saber dos nomes no elenco e detalhes da produção, resumindo seus filmes, eu vejo no escuro, assim como os de outros diretores de gerações anteriores, já o coloco no mesmo patamar de ícones como; Clint Eastwood (Gran Turino), Quentin Tarantino (Django Livre), Peter Jackson (O Senhor dos Anéis), Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street) e Steven Spielberg (Lincoln). Nolan além de ser o responsável por recentemente nos brindar com a melhor adaptação de HQ's da história (Batman The Dark Knight), o diretor também dirigiu pérolas que mexeram com nossas mentes (ou explodiram nossa cabeça), nos últimos anos como;  A Origem e Amnesia.  
Não preciso nem falar que a expectativa para seu novo longa (ou evento), era das mais altas, ele deixou de ser um diretor independente (Following), ou cult (Amnesia) e se tonou um diretor de mega produções (com o passar dos anos), mas não perdeu suas raízes, hoje ele faz blockbusters cabeça (superproduções com conteúdo).
Neste novo longa ele nos faz de testemunha ocular do provável fim da Terra, ao contrario do mostrado excessivamente no cinema atual (Oblivium, ElysiumDepois da Terra, O Livro de Eli) o filme não é pós-apocalíptico, é sobre como provavelmente chegaremos lá; a possível devastação total, e nossa extinção, é um verdadeiro testemunho do inicio do fim.
A Terra esta no auge de seu desgaste, nossos recurso estão escassos e alguns já acabaram. O longa também nos mostra quando tivemos uma chance de fazer algo e talvez evitar o fim. O clima em nosso planeta esta se deteriorando, nada plantado em seu solo sobrevive (apenas o milho, por enquanto), o clima não é mais o mesmo, tempestades de areia são constantes, o ar é muito prejudicial, e boa parte da população já apresenta problemas respiratórios e pulmonares. Cooper (Matthew Macconaughey) um pacato fazendeiro ex-piloto da NASA, faz o que pode para ajudar sua família, até que um dia por acaso ele descobre um plano da então extinta agencia governamental (NASA), de uma expedição em busca de recursos em outra galáxia (Interestellar, sacou), num projeto que já vem sendo desenvolvido secretamente há anos, Cooper é convidado a ser o piloto desta nova expedição, para localizar um novo planeta com recursos suficientes e semelhantes ao nosso para ser um novo lar, este é a premissa básica (mostrada no trailer), que pode (ou não) ser simples, mas também não é das mais empolgantes dos últimos tempos. Então qual é o diferencial de Interestellar (além de seu diretor)? Um dos maiores diferencias é justamente quando a ficção cientifica começa (em seu segundo ato). não se trata apenas de sair da nossa atmosfera, e ir há algum planeta que seja possível viver, o longa vai além, vai há outra galáxia inexplorada, através de um buraco de minhoca (portal onde e possível atravessar de uma galaxia a outra). 
Interstellar levanta questões e teorias da física que são estudadas há anos por diversos gênios da ciência como; Carl Sagan e Neil Degrasse TysonStephen Hawking, mas de uma maneira simples e bem elaboradas e explicadas, fazendo a trama ser envolvente, não apenas para o nerd da poltrona ao lado, mas também para aquele que foi ver um bom filme, que também trata de laços familiares é o fim da humanidade. 
Interestellar nos traz um dos melhores elencos reunidos do cinema atual, principalmente pelo momento que vivem em suas carreiras (quatro dos protagonistas já ganharam ou foram indicados ao Oscar e a maioria recentemente), entre eles Matthew Macconaughey (excelente) que desde 2011 pra cá vive uma carreira só de acertos), Anne Hathaway (anos luz a frente de qualquer uma de sua geração, longe de ser apenas um rosto bonito), Michael Caine (sempre acima da média), Jéssica Chastain (que não faz um filme ruim desde que despontou em a Hora Mais Escura) e até Casey Affleck que aqui convence (sem falar outro nome que aparece durante o longa que prefiro não estragar a surpresa). 
Nolan faz claras referencias a um dos maiores clássicos da ficção cientifica também sobre viagem espacial; 2001 Uma Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick, sua direção é excelente, até as tomadas mais simples, fazem valer o ingresso, a fotografia é um espetáculo à parte, vale destacar a cena em um dos planetas mostrados, em que a câmera filma sobre as águas assim que a nave se aproxima, é simplesmente surreal, a trilha é outro ponto forte do filme novamente compota por; Hans Zimmer. Interestellar não tem um gênero certo, ele vai desde do drama familiar, com cenas tocantes como onde Cooper deixa sua família para trás, com a promessa de salva-los de um futuro sem esperança. E quando parte para a Ficção, com as sequências especiais que são fantásticas e lindas de si ver. Emoção também não falta no filme, que mesmo tendo quase que três horas de duração (que não incomodaram), Nolan comete apenas um pequeno deslise em seus momentos finais, onde ele o prorroga demasiadamente, faz com que o filme crie aquele expectativa de acabou? ainda não... e agora? também não! e quando o final realmente chega (finalmente), os dois primeiros eram mais climáticos, mas nada que tire o brilho desta bela ficção que já é épica.

Quanto a Christopher Nolan, ele nos presenteia com mais um ótimo trabalho, que não é seu melhor filme, mas pode ser o mais regular de todos, pois aqui em matéria de atuação, ele tem as melhores, e o melhor elenco. Interestelar pode não ter o mesmo impacto de Amnesia, A Origem e Batman: O Cavalheiro das Trevas, mas aqui ele prova que uma boa historia nas mãos certas fazem a diferença, e nos prova que é possível fazer blockbuster com conteúdo. 
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Critica:8 
Público:8,5 
Filmes Inc.:9

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Dracula: A Historia Não Contada

images (4)By Rg.
Se fosse uma canção, poderíamos usar a uma velha frase para este filme "Uma nova versão, para uma velha canção". Drácula: A Historia Nunca Contada nos conta a trajetória do Príncipe Romeno Vlad Drácul, também conhecido como o Vlad O Empalador, mesmo seguindo um caminho distinto de algumas versões que já vimos no cinema sobre o mito, neste novo longa ele não foge tanto de sua origem, criado em 1897 pelo escritor Bram Stroker, que teve sua adaptação cinematográfica em 1992, dirigida por Francis Ford Coppola (tiveram diversas versões do personagem ao longo dos anos, mas nenhuma fiel ao visão de Bram Stoker como a de Coppola), nesta nova visão Vlad também um guerreiro como aqui, mas seus motivos para seguir as trevas, divergem. 

Drácula: A Historia Não Contada, mostra que ainda menino Vlad é levado pelo exercito Turco, e ao lado de outros jovens se torna um escravo guerreiro, obrigado a lutar por outro pais, com o passar dos anos, o garoto demonstra uma certa habilidade em batalha, que faz sua fama crescer e se tornar temido e um líder, são de suas vitorias, que vem sua fama de empalador, após um breve flashback introdutório, o longa já nos mostra Vlad agora adulto e Conde da Romênia, ao lado de seus cavalheiros preocupado com uma possível invasão Turca, após acharem um rastro de corpos de soldados Turcos, que o leva a uma enigmática caverna, onde ele conheceria uma temida criatura, e apenas ele escapa com vida. Não demora para a culpa pelo sumiço do pelotão Turco, em terras Romenas (Transilvânia) cair sobre si, o líder deles solicita mil crianças de seu reino, para batalhar ao seu lado, sem ter outra alternativa Vlad retorna a caverna, para buscar uma ajuda, nem que seja não humana, para enfrentar o numeroso exercito adversário, ele esta disposto fazer tudo para proteger seu reino e seus entes queridos. Esta e trama inicial mostrada no trailer, mas o mais interessante do filme é seu visual; épico e grandioso, muito bem fotografado e dirigido, nos remete à uma era de grandes épicos novamente (ao lado de Hércules este ano), seu figurino é impecável. Detalhes a parte, o filme funciona bem como longa de ação, deixando boa parte do suspense de lado, aqui Drácula é um ser (ou criatura), que usa seus poderes para outros fins, vencer batalhas e proteger seu povo e família, e não apenas para suprir sua sede ou por mero prazer. Assim como na versão de Bram Stoker o amor pela sua esposa é um dos seus alicerces de sua vida (também gancho, para uma possível sequência).
Luke Evans esta muito bem como Vlad O Empalador, provavelmente sua melhor participação desde que despontou no cinema nos últimos dois anos com; Velozes e Furiosos 6 e O Hobbit, aqui (por incrível que pareça), é onde ele mais demonstra um certo carisma, lançando frases de efeito "as vezes o mundo não precisa de um herói, e sim de um monstro", o restante do elenco também esta bem, e não compromete, vale destacar o diretor estreante Gary Shore, que nos entregou um épico de qualidade, até o mais fervorosos, vão entender, que aqui é uma outra visão do personagem, que mesmo se apegando mais a ação, respeitou suas origens e manteve o foco. O longa tem uma fotografia, ótimas sequências de batalhas, muito bem orquestradas, como, a primeira vez que Vlad enfrenta os Turcos, ou a sequência em que ele invoca morcegos (de deixar Batman com inveja) em um batalha, são bem dirigidas e com efeitos muito bons, fazendo jus ao orçamento e o plano que a Universal (estúdio detentora pelos direitos do personagem), de unificar o universo de Monstros que ela é dona, entre eles; A Múmia, Frankenstein, Lobisomem e Monstro do Pântano, e quem sabe num filme próximo, já teremos o tão aguardado crossover, ou até uma nova versão (decente) de Van Helsing, que também pertence ao estúdio e faz parte do mesmo universo (inclusive apareceu no livro e filme baseado na obra de Bram Stoker), resta agora e esperar e torcer para os outros filme tenham a boa qualidade deste. Drácula nos faz respirar aliviado, pois num cinema atual onde vampiros brilham, aqui quem brilha é o filme.
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Critica:7
Público:8,5
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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Annabelle

Annabelle-poster-01by Rg.
Annabelle surge com expectativas diversas; para o público em geral, e a expectativa de ser um novo A Invocação do Mal (ótimo filme que deixou muita gente com cabelo em pé), dirigido pelo especialista do gênero James Wan (que também dirigiu Sobrenatural), já para a critica e os cinéfilos, existe um certo receio com este genérico ou Spin-off, pois pode soar como um derivado, apenas com intuito de fazer dinheiro as custas do filme anterior. Por que o receio da imprensa? pois o próprio James Wan não esta envolvido com o filme (ocupado com Velozes e Furiosos 7) que feito de forma rápida a toque de caixa (em menos de um ano), para aproveitar o barulho ($320 milhões de dólares) do anterior, e segundo os números, longas derivados, poucas vezes que rendem bons filmes.
Annabelle tem praticamente o mesmo inicio de A Invocação do Mal, onde duas garotas estão explicando para os Warren (casal que investiga fenômenos paranormais, mostrado em A Invocação do Mal) o que a "boneca" Annabelle tem atormentado as duas jovens enfermeiras em seu apartamento, logo em seguida, já corta para alguns anos antes, quando a personagem do título surgiu.
O filme nos mostra um jovem casal (John e Mia) nos anos 60, que estão prestes a ter seu primeiro bebê, e que numa fatídica noite seus vizinhos são vitimas de um ataque de uma seita liderada pelo por; Charles Manson (que realmente existiu e matou dezenas de pessoas nos anos 60). Na tentativa de socorrer o casal de vizinhos, eles também são atacados e Annabelle (jovem integrante da seita), pratica um ritual e antes de ser morta e transfere sua alma para uma das bonecas de Mia, após o ocorrido o casal decide se mudar, e deixar as lembranças ruins para trás, mas como em todo bom filme do gênero, algumas delas os seguem. A partir dai o filme cresce muito, Annabelle estava numa direção lenta preguiçosa, ao contrario de que James Wan, fez com mestria em Sobrenatural e A Invocação do Mal, que soube ditar o ritmo, mesmo sendo algo normal em todo filme deste gênero, você apresentar seu antagonista aos poucos e levar o telespectador ao clímax moderadamente, mas aqui John R.Leonetti (que trabalhou com Wan como diretor de fotografia nos ultimos filme do diretor), estava fazendo isso de uma forma meio exagerada e lenta, ainda mais por que já conhecemos Annabelle em outro longa. Muito desde fraco inicio se deve por descaradamente o filme tenta homenagear, o clássico O Bebe de Rosemary (que usou a técnica do terror psicológico durante todo o longa).
O que deixa a desejar em seu início, em ritmo e desenvolvimento da história, o pupilo de Wan manda bem quando precisa, ele investe em criar um clima, e abusa (bem) do Jumpscar (cenas de susto), a partir dai o longa funciona como seu antecessor, e nos rende sequências muito boas e bem coreografadas, usando (e muito) a simplicidade, com truques de iluminação, som e efeitos práticos, nada de terror moderno genérico, onde a trilha muda e já entrega que vem um susto pela frente, vale destacar uma cena feita em plena luz do dia, que é uma das mais legais do filme.
Enfim Annabelle funciona, mas como bom genérico ou derivado, vai se firmar como bom Spin-off (saga paralela com personagens secundários de outro filme ou série) da franquia A Invocação do Mal, mesmo sendo inferior ao seu antecessor que é muito mais coeso e bem dirigido, Annabelle funciona melhor do que o esperado, ainda mais quando ele se rende apenas ao terror e nos assustar, e mesmo deixando a desejar  em seu inicio, o gênero terror esta tão defasado, que mesmo sendo abaixo da média, para nós fãs às vezes um genérico as vezes vai bem e resolve. @FilmesInc                    @RG_FilmesInc                  Facebook               #FilmesInc Avaliação: Critica:6,5 Filmes Inc.:7,5 Público:8,5
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

FilmesIncastV #17 Mercenários, Stallone e Brucutus anos 80/90


by Rg.10647385_720913804647800_2122864761_o

FilmesIncastvNeste Programa destrinchei, a franquia Mercenários e fui mais a fundo, onde tudo começou, nos saudosos anos 80/ 90, onde os Brucutus; Stallone, Arnold, Van Damme, Chuck Norris, Bruce Willis e etc, reinaram e agora voltam aos holofotes graças a esta divertida franquia, confiram, assinem nosso canal deixe seu like no vídeo e assinem nosso canal.      

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Garota Exemplar

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by Rg.

Garota Exemplar novo filme do diretor David Fincher, é também mais uma adaptação literária em sua carreira cinematográfica. Desde que despontou com Seven, o cineasta se tornou especialista em adaptar Best-Sellers para o cinema, até agora ele vem sendo extremamente bem sucedido, vide; Clube da Luta, Zodíaco, O Curioso Caso de Benjamim Button, Rede Social e Millenium, mas desta vez a pressão sobre ele é maior, seu novo filme é protagonizado por ninguém menos que; Ben Affleck, um dos atores mais criticados (injustiçado) em Hollywood, será que Fincher consegue manter a sua média e nos entregar mais um ótimo filme, e ainda uma nos brindar com boa atuação de Ben Affleck? somente o tempo (filme) irá dizer.

Garota Exemplar já inicia seguindo sua cartilha David Fincher padrão, Nick Dunne (Ben Affleck) narra em off o inicio do filme, e já percebemos bem em que pé esta seu casamento, ao acariciar sua bela esposa, querendo saber o que ela realmente pensa, nem que para isso fosse necessário abrir sua cabeça, para saber o que se passa nela, o longa nos mostra em duas linhas temporais o relacionamento de Nick e Amy nos dias atuais (as vésperas de seu desaparecimento), e há cinco anos atrás, quando eles se conheceram, mostrado em flashbacks, que servem para nos mostrar onde tudo começou, e também onde começou a dar errado, uma coisa mostrada desde seu inicio é que a relação deles já não ia bem há tempos, fator que já nos leva a suspeitar de imediato de seu esposo (Nick), que não demonstra fisicamente e emocionalmente, estar muito abalado com o desaparecimento de sua esposa Amy (Rosamund Pike).
O longa nos leva a questionar o esposo, mas também faz com que nos apegamos a ele, entendermos sua situação, quando tudo e todos, começam a se perguntar se ele matou sua esposa, a esta altura já foi nos mostrado que tanto Nick quanto Amy não tinha mais um grande interesse pelo outro, isso prejudica Nick, que não sabe quase nada sobre Amy, desde casualidades a coisas pessoais. Quando indagado pela agente que investiga o caso, sobre o ciclo de amizades e o dia a dia, de sua ente desaparecida, sua falta de conhecimento, somado à sua falta de interesse na vida de sua conjugue, já o prejudica de imediato, fazendo com que ele pareça indiferente ao seu sumiço, o tornando ainda mais suspeito, à medida que as investigações avançam. Isso tudo é mostrado em seu inicio, que é suficiente para começamos julgar Nick, ou defende-lo, em poucos minutos já são suficientes, para tomarmos partido (e mudarmos ele rapidamente), até quando novas evidencias vem à tona, algumas que o incriminam, e outras que nos fazem ter pena de tudo que esta ocorrendo ao seu redor, cabe sempre a nós (espectadores), julgar, a inocência ou não do protagonista.  O que transforma Garota Exemplar em um excelente filme, e merecedor de todas as criticas positivas, que vem recebendo, é sua reviravolta, que vem logo em seu segundo ato, ainda temos o clímax, com mais uma reviravolta em seu desfecho, que nem posso citar, para não estragar a surpresa (algo surpreendente, no melhor estilo, eu já imaginava isso, mas mudei de ideia).  O Diretor (Fincher) constrói uma trama envolvente, é o típico filme que você assistiria na TV, e no dia seguinte estaria discutindo com os amigos e colegas de trabalho, sobre ele e seu desfecho, é o filme que você sai do cinema e quer comentar ou ligar para alguém, saber a sua opinião, discordar, expor seu ponto de vista, Garota Exemplar faz tudo isso com maestria, tem um pouco de Fincher de Millenium (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres), com algumas características suas em Seven e Vidas em Jogo (no quesito tensão, e o desfecho, surpreendente e eficaz), pode não ser seu melhor trabalho, mas esta entre eles.  Outro acerto do filme, por incrível que pareça, é seu elenco, para os críticos, a atuação de Ben Affleck é coesa, e esta entre as melhores de sua carreira, ao lado de; Intrigas do Estado, Atração Perigosa e Argo, mérito atingido devido à sua identificação com o personagem, que vai de pobre marido com a esposa desaparecida, a principal suspeito, é algo que ocorreu com sua carreira, do Oscar com Gênio Indomável, a astro de blockbusters,  execrado pela mídia, e culpado por fiascos, de critica e bilheterias, e agora como diretor (ganhador do Oscar de melhor filme por Argo) e roteirista, esta encontrando à redenção, Affleck já passou pelo mesmo que o seu personagem, mas os desfechos podem ser diferentes.
Rosmand Pike (Jack Reacher) é outra que surpreende, nunca teve destaque em produções como protagonista, aqui ela tem uma atuação digna de premiação, ao narrar com sua voz leve e rouca, boa parte do longa, nos apegamos a ela desde seu inicio, onde ela expõe seu ponto de vista, da desgastada relação com seu esposo. Mas a maestria do diretor e do roteiro é tamanha, e isso também acontece com o personagem de Ben Affleck (Nick), e alternamos os palpites durante o filme, mudamos de torcida mais de uma vez, a direção de David Fincher nos conduz a torcer, acusar, ambos, e até odiá-los durante todo o filme, e independente da escolha, todos saímos de queixo caído, e chocados com seu desfecho.  Garota Exemplar é um exemplo de que o livro certo, nas mãos do diretor certo, faz com que até os mais questionados, possam sair premiados. 
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Avaliação:
Critica:9
Filmes Inc.: 9,5
 Público:8 

O Protetor

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by Rg.
O Protetor é uma adaptação da serie de Tv; The Equalizer sucesso nos anos 80, além disso, possui diversos atrativos para ser visto, mas o principal deles é o fato de ter como protagonista Denzel Washington, além de marcar o reencontro entre o astro e o diretor. Antoine Fuqua, parceria que rendeu o maior sucesso da carreira de ambos; o policial; Dia de Treinamento, que garantiu o Oscar a Denzel Washington por sua encarnação fantástica do maquiavélico Detetive Alonzo Harris. 

De lá pra a carreira deles tomaram rumos distintos, Denzel sempre se manteve numa ótima média com filmes regulares; Chamas da Vingança, Déjà -vu, Por Um Triz e O Livro de Eli (mas sempre longe de algo ruim), e outros acima da média; Um Plano Perfeito, Incontrolável, O Voo, Dose Dupla, O Gangster e Protegendo o Inimigo, já o Antoine Fuqua foi muito questionado pela critica, por sempre se repetir ao retratar insistentemente o gênero policial, e quando mudou de gênero, foi extremamente mal sucedido com; Rei Arthur.  Algumas das criticas a Fuqua são injustas, eles fez bons filmes e se mostrou um diretor competente e vem de um bom trabalho com; Invasão a Casa Branca.
Agora treze depois eles se juntam para realizar O Protetor, se em Dia de Treinamento o Diretor conseguiu a proeza de fazer todos odiarmos Denzel (que por sinal é um dos atores mais simpáticos de Hollywood), aqui ele faz ao contrário, o seu personagem é puro carisma e generosidade, mesmo sem sabermos muito de seu passado, nos identificamos e nos apegamos ao seu Robert Mcall, ao acompanhamos seu pacato dia a dia, onde ele trabalha em uma loja de departamentos, prestativo sempre ajudando a todos ao seu redor, diariamente, pode parecer algo espontâneo ou uma espécie de carma, já que em seu passado ele pode ter cometido coisas da qual se arrepende, e que pretende deixar a trás, sua rotina diária termina em uma cafeteria, onde ele lê seu livro e toma seu chá.
Tudo muda quando a máfia Russa (responsável pela prostituição local) fere gravemente sua amiga Teri (Choe Grace Moretz), uma jovem prostituta local com quem ele conversa diariamente na cafeteria, Robert criou um vinculo fraternal com a jovem e ao descobrir quem lhe causou mal, faz com que algo que ele tinha deixado o em seu passado venha à átona novamente (seu instinto assassino e protetor), descobrimos que ele não era apenas um bom samaritano, mas alguém com treinamento especial, perito em desarmar e liquidar seus oponentes, uma espécie de Jason Bourne, Batman e Bryan Mills (Busca Implacável), seu personagem reúne um pouco dos três heróis citados, ele cronometra suas ações e antecipa seus atos, assim como Downey Jr. em Sherlock Holmes.
Um dos pontos fracos do filme é justamente fazer com que nos apegamos a Robert, numa espécie masoquismo, como se ele fosse um santo e não apenas um justiceiro, que não gosta de ver quem ele gosta se ferir.
Antoine filma Denzel como uma especie de super-herói ou até semi-deus, com todos os clichês tradicionais, na chuva, explodindo tudo sem olhar para trás, sumindo nas sombras e etc, algo desnecessário se compararmos com os personagens citados, nenhum deles precisou disso para nos apegarmos a eles.  O filme funciona bem em boa parte dele, mesmo com este exagero de (boa) construção de imagem, o que realmente prejudica O Protetor é sua duração, pelo fato de ser um pouco longo (131 min) para um filme do gênero, e ainda assim ao não desenvolve o passado do seu protagonista, somente em meados do filme (após ele já ter dizimado meia máfia Russa em Boston), temos algumas respostas de quem ele era, e o porquê ele possui tais habilidades e técnicas de combate, mas de forma bem rasa e pouco detalhada, apenas descobrimos para quem ele trabalhava, agora onde e por que deixou tudo para traz, é muito vago.
O Protetor é um bom filme de ação, Denzel Washington é acima da média e dispensa apresentações, mas devido ao grande carisma do astro, não era necessário fazer todo aquele lobby de seu personagem, para justificar suas atitudes, pois se tem alguém que tem carisma (com exceção de seu personagem Alonzo) este alguém é Washington. O filme seria bem mais dinâmico, se tivesse meia à hora a menos, e agradaria mais gente não apenas o pessoal do happy ending, o mesmo público de Chamas da Vingança, que não é nem de longe um dos melhores filmes do ator, mas é o favorito do grande público (sucesso em reprises por ai, devido ao seu apelo dramático, às vezes bem desnecessário e similar ao que encontramos aqui).
Longe de ser um dos melhores filmes do astro O Protetor esta prestes a ser a primeira franquia do astro devido ao seu sucesso de bilheteria, e sua sequencia já esta encaminhada. É uma pena, ao mesmo tempo promissor, pois quem sabe se como em raras exceções em Hollywood, sua sequencia o supere e conserte os poucos (mas insistentes) erros, principalmente pela dupla Denzel e Fuqua, que já provaram que conseguem fazer muito melhor, mas nem sempre os melhores são os filmes que os consagram. Há fica uma dica para qualquer vilão, que vai para um confronto final com o mocinho, o convide para tal embate em território neutro, nunca na casa do herói, ou em seu trabalho, pois eles conhecem todos os cantos e terão uma ótima vantagem. 
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Critica:7,5 
Filmes Inc.:7,5
Público:8,5

Livrai-nos do Mal

Deliver-Us-From-Evil-2014by Rg.
O novo filme Livrai-nos do Mal, tem nome, cartaz e pompa de terror, mas tem uma atmosfera suspense policial (principalmente em seu primeiro ato), seu início esta mais para um noir, do que para terror, é uma mistura ousada (mas não original), como o longa é baseado em fatos reais da vida do capitão Sarhie (Eric Bana), teria que ser realmente adaptado desta forma, seu início é nos moldes dos policiais investigativos (clichê em Hollywood), onde as cenas do crime, sempre ocorrem embaixo de muita chuva, delegacias são escuras, seus investigadores são frios, e em sua maioria carregam consigo um passado perturbador. O longa vai neste formato até sua metade, onde o flerte com terror se torna real, tomando conta do filme. Conforme seu protagonista vai deixando de ser cético, após os diversos acontecimentos inexplicáveis ocorrerem ao seu redor, o longa vai tomando forma e se tornando um verdadeiro filme de terror (com direito a possessões demoníacas e exorcismos).
A direção do longa é do experiente Scott Dirrickson, que fez recentemente o bom; A Entidade e O Exorcismo de Emily Rose.  
Livrai-nos do Mal nos conta a história do oficial Ralph Sarchie, que segundo ele mesmo (e seu parceiro), possui tem um certo radar, para escolher as ocorrências, que os levam sempre as mais perigosas, em uma destas, seu "radar" os leva a um chamado no zoológico local, onde uma mãe jogou seu filho na jaula dos leões, chegando ao local ele percebe que não é um simples caso de mãe usuária de droga, ou louca, que decide tirar à vida do filho, e sim algo muito mais estranho, à suposta "usuária" não apresenta sinais de loucura comum, ou de estar sobre efeitos de drogas, e sim algo mais inexplicado, como se ela estivesse sobre o poder de alguém, e no local ele avista um estranho homem, com uma aparência estranha e tatuagens bem sinistras pelo corpo todo. O que seria apenas mais uma ocorrência rotineira, se tornou algo fora do controle, devido as coincidências que iriam seguir o caso, paralelamente outras ocorrências com pessoas com os mesmo sintomas, tomam conta da região e Sarchie começa a ver uma ligação em tudo, com a ajuda do padre Mendonza (Edgar Ramirez); eles se deparam com uma espécie de seita satânica, que esta recrutando pessoas para um ritual. Mesmo cético, todos indícios, os fazem mudar de ideia, e tudo vai afunilando, até acontecimentos do passado do oficial vem átona, junto com a segurança de sua família é posta em cheque também. 
O filme tem boas cenas de suspense, e funciona muito bem em alguns momentos, como seu início e seu clímax final, que resulta numa cena repleta de tensão (uma das melhores do gênero do cinema atual), seu problema é seu segundo ato, e a fusão dos gêneros (terror/policial), que faz com que seu meio seja lento e arrastado, algumas horas não acontece nada, e o filme fica estagnado, sem nada para nos motivar.
A fusão dos gêneros pode causar (e causa) estranheza, mesmo sendo um terror, ele funciona melhor como filme policial (com exceção do final), do que o gênero que ele é vendido. Livrai nos Mal é bem regular, e tem poucas boas surpresas, só pelo fato dele ser regular (longe de ruim), já é uma vitória, e vale ser visto, mas a julgar pelo elenco e o diretor, poderia ter um filme muito melhor, que poderia ser um pioneiro num subgênero novo; terror investigativo, mas não foi desta vez que vamos nos livrar do mal, de filmes que não são perfeitos.
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Avaliação:
FilmesInc.:7
Critica:6,5
Público:8

O Doador de Memorias

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by Rg.
O Doador de Memorias pode ser considerado o marco entre a saturação e o novo, pelo fato de ele ser mais um filme com a temática de um futuro utópico (ou despótico), em alguns casos pós-apocalíptico e etc, aqui no caso não chega a ser pós-apocalíptico, mas uma utopia de um futuro "perfeito". O longa é baseado em um Best-Seller; O Doador (1993) de Lois Lowry , e tem muito de diversos filmes recentes do gênero, com a temática bem similar, misturando aspectos de diversos deles como: Equilibrium, e os recentes Jogos Vorazes e Divergente, a semelhança com os dois últimos é ainda maior devido a trama e o elenco de protagonistas teen (jovem), além de também ser adaptados de livros de sucesso recentes, é mais um filme sobre adolescentes aprendendo a ser adultos e suas escolhas. O Doador de Memorias nos conta a história de três jovens; Jones, Fiona e Asher, num futuro utópico, onde tudo é perfeito e a paz reina, e a humanidade se resume a frieza, sentimentos foram banidos, as pessoas quase não o tem, e mal o demonstram afeto (lembrando muito Equilibrium de 2002), fazendo com que assim eles não cometam crimes, não havendo guerras e outros males, como; inveja e ganancia, responsáveis por destruir sociedades. Diariamente eles recebem uma dose de um soro que inibi seus sentimentos, tudo é muito rígido, assim que atinge a maturidade eles são designados a uma profissão (Bee Movie), escolhida pelos anciões, com base em seu caráter (Divergente).
O futuro utópico perfeito é praticamente uma prisão em um regime semi-aberto, onde as pessoas seguem as regras diariamente. Para demonstrar a mesmice deste futuro "perfeito", o diretor Philip Noyce, inicia o filme todo em preto e branco, nos mostrando o futuro pela ponto de vista do trio de amigos inseparáveis, que estão prestes a se tornarem adultos e serem designados para uma profissão, entre eles; Jonas se destaca, por ser predestinado a ser um recebedor de memorias, algo raro (o ultimo foi selecionado há mais de 10 anos), desde então ninguém mais tinha surgido com vocação para tal tarefa, ser recebedor é um fardo, que o escolhido carrega sozinho, ele não pode compartilhar com ninguém detalhes de seu treinamento, apenas seu doador vivido por; Jeff Bridges sabe o que acontece em sua mente, ao receber memorias passadas, não demora muito para que Jonas passe a se perguntar e questionar, o porquê tudo no passado era diferente, e colorido. É nítido que Jonas é diferente, e isso deixa sua vida em risco, sua curiosidade e perguntas, sobre todos e o passado, são cada vez mais frequentes, ele acaba se tornado uma ameaça ao estilo peculiar e tranquilo, desta sociedade harmoniosa (estilo de vida atual).
O Doador de Memorias tem uma premissa, como já disse bem similar a diversos filmes citados (que deram certo), mas o que realmente lhe prejudica é seu ritmo, seu desenvolvimento é lento, tudo é resolvido devagar, na primeira uma hora de filme (poderia ser resolvido em 20 minutos), sua falta de dinamismo incomoda, e outro fator que prejudica o longa é seu elenco, o protagonista Brenton Thwaites, não tem carisma algum, e seus co-protagonistas também são insossos, contrabalanceando o longa tem dois dos maiores nomes do cinema; Jeff Bridges e Maryl Streep, mas a direção e o roteiro são tão preguiçosos, que nem Bridges e Streep conseguem dar o melhor de si, e salvar o filme.
Após um começo lento, o filme tenta consertar tudo em seu ato final,  apressando tudo numa correria desenfreada, querendo que a gente acredite, que em algumas semanas o receptor (Jeff Bridges) já decide ajudar Jonas a libertar todos, colocando as suas vidas em risco, numa relação quase que fraternal, como se eles já tivessem uma afinidade há tempos, é muita incoerência, para alguém que tem o maior cargo entre os anciões (ou de maior responsabilidade), já confiar o futuro de todos num garoto, que mal conhece, é muito arriscado, se o filme desenvolvesse melhor esta relação em seu incio, ao invés de ter um ritmo lento e vazio até sua metade, e apressar as coisas nos minutos finais. O Doador de Memorias é mais uma adaptação literária teen (nada contra quando bem feito), que esta mai para pastel de vento, do que para um bom pastel, tem uma boa aparência, mas não tem nada por dentro. 
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Avaliação:
Critica:6
 Público:7
 Filmes Inc.:6,5

domingo, 21 de setembro de 2014

Hercules

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by Rg.
Hércules é o típico exemplo de como o cinema pode nos surpreender, e como é bom ter uma surpresa divertida (como esta), me desculpem aqueles que tinham altas expectativas (e não foram supridas), mas no meu caso a expectativa era de mediana, para baixa, não pela falta de carisma do protagonista; The Rock (Dwayne Johnson) e nem pela competência na direção, que ficou a cargo do bom eficiente; Brat Reitner é que este tipo de produção sempre estão mais fadadas ao fracasso, do que ao sucesso, vide; o divertidíssimo John Carter em 2012. 
Hércules é praticamente um projeto pessoal que Dwayne Johnson (The Rock) o abraçou a um bom tempo (desde 2011), algo que já é um ponto a favor do filme, devido a semelhança física do protagonista com o mito grego, seria difícil imaginar outro em Hollywood com estas caraterísticas fator que foi um dos principais erros de outro épico recente; Conan: O Bárbaro (2011), todos tínhamos a visão do troglodita; Arnold Schwarzenegger que viveu o guerreiro cimério em duas oportunidades e o novo filme nos apresenta Jason Momoa como Conan, o filme já começou a dar errado ali.   
 Antes mesmo do filme ser oficializado The Rock já estava envolvido e sempre esteve entusiasmado com a produção, outro que foi fundamental para o longa sair do papel é o Bratt Ratner, que em conjunto com o estúdio, optou por fazer um verdadeiro épico nos padrões antigos, tudo é que e visto aqui é em cenário real e locações, com figurantes e etc, não nos moldes do cinema atual, que vem usando em excesso muito fundo verde e efeitos visuais,que já saturaram após 300, estilo que virou praxe, para custear e fazer épicos, e só funcionou no percursor e sua continuação (300 A Ascensão do Império) e nos rendeu outros péssimos filmes (Imortais e Cia).
Bratt Ratner pode ser um diretor muito criticado, mas tem bons filmes em seu currículo, e apenas um tropeço; X-Men: O Confronto Final, que peca pela falta de qualidade, mas ele não é o único culpado, Ratner assumiu o filme faltando alguns dias para as filmagens (devido ao abandono de Matthew Vaugh), e sofreu uma enorme pressão da Fox para entregar o filme daquele jeito, mas sua filmografia é bem regular e coesa, e o favorece com filmes divertidos, como a trilogia; A Hora do Rush, Roubo Nas Alturas e até o mais sério e ótimo Dragão Vermelho, definitivamente ele não merece todo o temor em torno de seu nome. Mas tudo isso acabou fazendo bem ao filme, muitos (como eu) que foram ver o longa desacreditando de sua qualidade, se depararam com uma ótima aventura, tipica de sessão da tarde.
Hércules nos conta a história do lendário semideus, filho de Zeus com uma mortal, que se tornou um guerreiro super-forte, essa é história que todos conhecemos, ou já ouvimos falar, aqui é a trama praticamente a mesma, mas com algumas (e fundamentais), diferenças, o Hércules retratado aqui não é baseado no famoso conto da mitologia grega, e sim numa HQ intitulada; The Thracian Wars de John Moore, que  neste conto desmistifica o semideus, o retratando como um humano, que se tornou uma lenda e mito. O longa segue a fórmula mais pé no chão, assim como Tróia já fez há dez anos, ao nos mostrar Aquiles como humano, e não um Deus (um ótimo acerto), nos entregando uma aventura épica sem fantasia, Hércules é conhecido pela Grécia e Trácia como um semideus que derrota exércitos sozinho, mas tal fama vem graças a ajuda de sua equipe, pois aqui além de homem, ele é um mercenário (que cobra e recebe por seus serviços), vivendo de reino em reino, sendo solicitado devido a sua fama, que o precede pelas historias e sua lenda, contadas demasiadamente pelo seu sobrinho, sempre antevendo sua chegada, devido sua eficiência elas são  ouvidas e aumentadas por todo o velho continente.
Hércules realmente se destaca devido sua imponência e força, mas nada descomunal e sobre humano, seus companheiros agem em conjunto com ele, sempre na surdina, abatendo inimigos, fazendo com que o gigante leve todo o credito, mas de forma positiva, a media que sua fama aumenta, todos se beneficiam, pois a cada batalha quando descobrem que o semideus esta por perto, os inimigos abandonam o embate e fogem, e eles são pagos mesmo assim.
As sequências vistas no trailer onde ele realiza os famosos 12 trabalhos, são contadas durante o longa em flashback, em seu decorrer descobrimos como realmente nosso herói realizou tais feitos. A trama principal é quando Hércules é procurado pelo rei da Trícia para defendê-lo de um feiticeiro que esta matando seu povo e se aproximando de seu reino, o mercenário aceita o trabalho e decide enfrentar o suposto "bruxo" e seu exercito, mas para isso decide ajudar o rei treinando ao lado de seus companheiros, um novo exercito, formado pelo povo trício. As batalhas e os cenários valem o ingresso, o elenco também esta acima da media, The Rock é puro carisma, e todos ao seu redor tem sua importância e seu momento, como Ian Mcshane, John Hurt e Rufus Sewell  todos estão muito bem.
O filme tem alguns pequenos defeitos, como mudar o ritmo bruscamente de uma cena de ação e humor para uma dramática, mas nada que tire seu brilho, e também temos o velho clichê sobre o passado enigmático do herói que o assombra, mas aqui funciona de maneira até que eficaz, durante todo o longa. Hércules é uma grata surpresa, que deve ser visto sem preconceito, pois um filme com o nome de Hércules, vem para divertir e isso ele faz muito bem.
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Avaliação:
Filmes Inc.:7,5
Critica:7
Público:8,5

Anjos da Lei 2

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By Rg 
Anjos da Lei foi um do melhores (e mais divertidos) filmes de 2012, agora dois anos depois temos a aguardada continuação (praticamente anunciada no final do primeiro filme). Para obter exito com esta sequência a Sony (produtora) e os competentes diretores Phil Lord e Christopher Miller, decidiram repetir os acertos do filme anterior, e trazer alguns novos personagens e novas piadas para a saga, a ideia é praticamente a seguinte; em time que esta ganhando não se mexe, e esta continuação segue justamente este contexto. Desta vez Jenko e Shmidt ou Brad e Doug (ou vice-versa), voltam para Jump Street agora nº 22, e o Capitão Dickson vivido novamente por; Ice Cube (hilário), manda a dupla para um campos universitário, com o intuito de se infiltrarem para investigar sobre o trafico de uma nova droga, que esta se espalhando rapidamente em na universidade local, devido à experiência da dupla com este tipo de caso (e falta dela, nas ruas), os credenciam para este caso.      

Anjos da Lei se repete em quase tudo (e funciona em quase tudo), ao contrario de outra comedia que tentou se repetir em tudo, o fraco; Se Beber Não Case 2, que repetiu as mesmas piadas do primeiro só trocando os lugares, resultado, não funcionou, era o mesmo filme com as mesmas situações e um lugar diferente, já em Anjos da Lei 2, por incrível que pareça funciona (e muito bem) mas apenas 90% delas, mesmo sendo praticamente o mesmo filme, ele consegue se diferenciar e nos divertir, já os 10% que não funcionam, não chegam a prejudicar o filme, devido à alta qualidade do primeiro (se o nível do antecessor fosse baixo, faria muita diferença), tais 10%, são o Bromance (uma relação de amizade e amor entre amigos, parceiros do sexo masculino), que para quem não sabe é um subgênero que se tornou popular nos últimos anos em Hollywood, principalmente nos filmes de Judd Aptow; diretor e roteirista de diversos longas do gênero como: Eu Te Amo Cara, Ressaca de Amor entre outros (todos focam , nesta franquia temos a fusão de dois subgêneros; o Bromance e Boddy-Cops, muito visto também nos anos 80/90 com; Maquina Mortífera, 48 Horas, Bad Boys, A Hora do Rush entre outros.
Novamente a amizade entre os dois é posta em cheque, ao chegarem na faculdade, desta vez é Brad que se destaca e se enturma entre os mais populares, deixando Doug de lado, com exceção da cena da terapia de casal, este arco é o única parte do filme que não funciona novamente, de resto tudo se repete em maior escala e muito bem.
Muita coisa mudou na carreira dos astros de 2012 até 2014, lá pra cá Jonah Hill se consolidou como astro versátil e até "sério"com duas indicações ao Oscar, e trabalhos em filmes de Scorsese e Tarantino, definitivamente não é mais o Gordinho estereotipado de Superbad, mas volta para a sequênci  a sem cuspir no prato que o consagrou (o humor), Channing Tatum vive uma ascensão desde o primeiro filme ele só fez filmes de sucesso de bilheterias como; Para Sempre, Magic Mike e G.I.Joe e O Ataque, mesmo a dupla vivendo seu auge, em momento de nenhum eles deixaram a fama subir para a cabeça, fecharam seus contratos sem estrelismo. Os diretores (Phill e Christopher) também retornaram após se provarem financeiramente muito rentáveis em Hollywood, entre o primeiro e este eles fizeram o ótimo Uma Aventura Lego (mais $400 de dólares pelo mundo).
O que faz de Anjos da Lei 2 ainda mais divertido é satirizar a si próprio e o gênero, além do filme anterior, ele também faz piadas sobre o famoso seriado de TV em que ele é baseado, a todo o momento alguém personagem faz uma faz uma referencia ou piada sobre os anos 80/90.
O longa ja se auto-satiriza em sua abertura como se fosse o segundo episodio de um seriado, com direito as seguintes falas; anteriormente em Anjos da Lei, sua abertura é praticamente idêntica a de um clássico da época, Um Tira da Pesada com Eddie Murphy, que também fazia um policial disfarçado no incio do filme, pendurado em um caminhão. 
As referencias são inúmeras desde filmes como Maquina Mortífera ou Duro de Matar e até a si mesmo como quando Channing faz piada sobre seu filme anterior; O Ataque,ao sugerir um disfarce envolvendo o serviço secreto e a Casa Branca, e até Velozes e Furiosos é citado.
Anjos da Lei 2 é bem acima da média, só é infelizmente um pouco inferior ao primeiro filme, que é excelente e este pequenos 10% de inferioridade com relação o anterior, não o prejudicam, mas será preciso se reinventar, em um terceiro filme (confirmado), pois se repetir novamente pode não ser suficiente, se auto parodiar como a franquia, Mercenários vem fazendo, pode deixar de funcionar, e no caso desta divertida aventura é a ultima coisa que queremos é que ela se torne obsoleta. @RG_FilmesInc                                   @FilmesInc                                 Facebook Avaliação:
Filmes Inc.:8,5 
Critica:7,5
Publico:9,5

FilmesIncastV #16

10566016_703805233025324_359220002_nFilmesIncastV #16  Neste programa destrinchei todas as duvidas sobre a Marvel Studios, que acabou de ser tornar a maior franquia do cinema, financeiramente com seu universo estendido, ultrapassando sagas como; 007 e Harry Potter e até Star Wars, tirei todas as duvidas como; o porque nunca iremos ver Wolverine ou Homem-Aranha nos Vingadores. Confiram e deixem seu like e assine nosso canal e obrigado.  

domingo, 7 de setembro de 2014

Lucy

by Rg.
Luc Besson é um nome importantíssimo para o cinema Francês atual, principalmente por sair daquele status Cult, alternativo e mais artístico do cinema europeu, seus filmes tem um estilo mais comercial. Besson surgiu nos fim dos anos 80 com filmes como; Nikita e depois se consagrou nos anos 90 com; O Profissional e O Quinto Elemento, logo na sequência como todo egocêntrico, buscou um projeto pessoal que quase sepultou sua carreira, o polemico Joana D'Arc, protagonizado pela sua até então esposa Milla Jovovich (O Quinto Elemento e Resident Evil), após o fiasco financeiro e critico, o diretor voltou para sua terra natal e começou e continuou a produzir produções de sucesso (ao todo são 116) por la e pelo mundo, como as franquias, Taxi e B-13, e nos Estados Unidos ele foi responsável por produzir as franquias; Carga Explosiva e Busca Implacável entre outros.

Besson também roteiriza a maiorias das produções que esta envolvido (ele ja roteirizou mais de 56 filmes).  
Já estava na hora do competente cineasta voltar como diretor as terras Yankes, em 2013 ele dirigiu o ótimo; A Família, que é ambientado na França, mas tem Robert De Niro, Michelle Pheyfer e Tommy Lee Jones no elenco, o longa era quase uma homenagem aos filmes de máfia, com pitadas de humor, era hora de voltar para o cinemão pipoca de ação. Seu próximo projeto era Lucy, era sua volta ao blockbuster, orçado em $40 milhões de dólares e protagonizado pela lindíssima Scarlett Johansson, marcava também o seu retorno ao gênero que o consagrou, seus filmes sempre tiveram personagens femininas fortes como protagonistas, vide; Nikitta, O Profissional e O Quinto Elemento.
Lucy nos mostra a protagonista do título, apenas mais uma garota comum, que vive em Hong Kong, quando seu ficante da vez, lhe envolve em uma confusão com a máfia local, que a usa como mula para transportar uma nova droga sintética, tal droga e feita a partir de um composto (cph4) que produzimos numa escala proporcional, ao enjerirmos o tal composto, ele acelera a produção de CPH4, e a nossa mente ativa partes do cérebro que não "utilizamos". Desde seu inicio o filme cita, e se baseia na teoria que o ser humano usa apenas 10% do nosso cérebro (menos que os golfinhos), ao transportar a mercadoria em seu intestino, após um incidente o CPH4 acaba se espalhando pelo seu organismo, a fazendo sentir os níveis da sua mente aumentando e evoluindo, e ai ação tem início, os donos da droga querem seu produto de volta, Lucy quer vingança e também impedir que outros consigam atravessar as fronteiras com a droga. O que parecia ser mais um filme de ação protagonizado por uma mulher, como Anjos da Noite, Salt, Colombiana e etc, se torna mais um filme Sci-Fi com sequências de ação que beiram o absurdo, para aqueles que esperam um filme mais no estilo destes citados, vai se decepcionar (e muito).
A cada momento que o cérebro de Lucy evolui um estagio, ela fica mais poderosa, mas não ao ponto de ser porradeira, ela mal encosta em seus algozes, ela se torna um uma espécie de Jedi, onde com sua mente, e através de gestos, ele joga seus oponentes e armas a distancias, sem nem os tocá-los, não temos a sensação de perigo em momento algum, devido ao grande poder de Lucy.
Se Lucy seguisse a fórmula mais plausível, como a de outro filme que trata do mesmo tema, o ótimo Sem Limites de 2011, e acrescentasse ação, se a capacidade adquirida, apenas fizesse que nossa heroína se esquivasse, antecipasse os golpes de seus oponentes, ao sentir o perigo de perto, seria muito melhor, e real. Luc Besson aqui pode ter conseguindo êxito financeiro, devido ao carisma e o momento vivido por Scarlett Johansson, mas ao mesmo tempo peca muito, ao dar super-poderes a alguém que é ainda um ser humano, mesmo que usando a totalidade de seu cérebro, que a cada momento ganha uma capacidade maior, não é preciso ser PhD em ciência, para ver que há muito exageros neste ponto de vista do Francês.
O longa tem apenas 89 minutos (parecem muito mais), e além dos defeitos apontados seu ultimo ato é extremamente, cansativo e um devaneio do Besson, que vai além do que já nos tinha mostrado, sequências estranhas e filosofísticas, que não condiz com um filme do gênero, tem momentos que ele parece querer ser Terrence Malick e seu Árvore da Vida.
Perto de seu desfecho Lucy vai se transformando em uma espécie de entidade, ou um ser super-poderoso, em que seus poderes não tem limites. O longa tem alguns poucos bons momentos, como a cena em que Lucy foge dos mafiosos no incio do filme, ou a perseguição pelas ruas de Paris, e só, muito pouco e o estrago já estava feito (é era tão grande,) que nem o carismático Morgan Freeman pode salvar o filme.
Fica a dica, quer ver um ótimo filme sobre uma pessoa usando a totalidade de seu cérebro, assista Sem Limites. E sobre Luc Besson ele voltou ao cinema americano, muito bem financeiramente (o filme já passa dos 200 milhões de dólares pelo mundo), mas pela qualidade é melhor ver seu projeto anterior A Família.
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 Avaliação:
 Critica:6
 Público:7
 FilmesInc.:4,5