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segunda-feira, 31 de março de 2014

O Grande Herói (Lone Survivor)

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by Rg.
O Grande Herói, poderia ser apenas um mais um filme sobre o militarismo americano e seu patriotismo, pelo contrário o longa é repleto de atrativos, e mesmo sendo um filme militar, ele não é uma campanha á favor da guerra americana em países que estão sendo pacificados (como alguns filmes do gênero).
Um dos diferenciais do filme é abordar um evento que ocorreu durante uma pequena operação (Red Wings) no Afeganistão em junho de 2005, onde um grupo de Navy Seals (fuzileiros navais) que ficaram a deriva (sem comunicação) durante horas, cercados por centenas de Talibãs, inspirado num fato real, e no Livro; Lone Survivor, escrito por Marcus Lutrell (vivido por Mark Wahlberg) além de contar os acontecimentos, em questão nos mostra um pouco do dia a dia destes bravos guerreiros.
A direção de Peter Berg é precisa, abordando o lado militar como poucos no cinema atual, chegando a lembrar outros diretores apaixonados pelo estilo como; Tony e Ridley Scott e Michael Bay, todos eles são peritos e expert no estilo, sempre que abordam; soldados, fuzileiros, mariners e etc, em seus filmes buscam eximia fidelidade, sobre as tropas de elite americana.
Peter Berg já havia mostrado um pouco deste talento no seu filme anterior; o fraco Battleship, mesmo sendo um filme pipoca, ele abordou o dia a dia da marinha americana e seu poder de fogo de forma eficiente. Em O Grande Herói ele aborda quase que de forma documental o treinamento destes homens, que após este treinamento se tornam quase que imbatíveis; os Navy Seals americanos, só para se ter uma ideia eles são o mais próximo do que seriam os Espartanos hoje em dia com relação aos outros exércitos, jogos e filmes sobre estes guerreiros são realizados todos os anos como, A Hora Mais Escura, Capitão Phillips e Um Ato de Coragem, com exceção deste ultimo que é uma produção mais modesta e conta com os próprios fuzileiros navais na atuação, eles sempre são coadjuvantes, aqui o grupo liderados por Taylor Walhberg são os protagonistas.
Durante uma operação rotineira no Afeganistão, a equipe vai para reconhecer o terreno, e confirmar se um dos terroristas mais procurados do mundo; Ahmad Shah esta em um pequeno vilarejo local, e aguardar instruções após reconhecer o inimigo, mas um pequeno incidente ocorre, ao se depararem com três "camponeses" Afegãos na colina, surge um dilema, se eles liberam os locais, e possivelmente serão abordados logo em seguida por Talibãs, caso os transeuntes sejam informantes e não meros pastores, ou não se arriscam e apenas dão um fim os matando, e não expõem, e nem prejudicam a missão, eles tomam a decisão de deixa-los ir, e não demora para logo eles sejam cercados por centenas de inimigos, fazendo com que os quatro bravos guerreiros coloquem em pratica todo seu treinamento e experiência, aguentando firmemente os inimigos, que vem de todos os lados.
O filme funciona extremamente bem, e não soa como galhofa (mentira), pois durante as horas em que apenas quatro Fuzileiros confrontam os Talibãs, é bem plausível, principalmente pelo fato de ter sido verídico, afinal todo treinamento intensivo de tiro, posicionamento e armas, que eles possuem é uma grande vantagem se comparar aos inimigos, que são apenas fanáticos extremistas, com pouco treinamento e armas em punho, como eu já comparei, são Espartanos contra persas.
O elenco também é um dos pontos altos do filme, os protagonistas foram escolhidos a dedo, todos estão acima de média, Mark Wahlberg vive Marcus Luttrel um dos protagonistas e autor do livro, Taylor Kitch faz o tenente Michael Murphy, e prova que, após começar com o pé esquerdo como protagonista, em John Carter (bom filme, mas fiasco de público) e Battleship (este um fiasco merecido), se livra da sina de pé frio ao dividir o protagonismo com os outros bons atores, Ben Foster (muito bom) vive Matt Axelson e fechando o quarteto principal Emile Hirsch (Show de Vizinha) vive Danny Dietz, Eric Bana vive o Comandante Tenente Erik S. Kristensen responsável pela operação.
Mesmo interpretando os caras mais durões da tropa de elite, eles também são pessoas comuns, com namorada esposas e filhos, nos passando uma carisma, é quase que impossível não se apegar a todos deste valente grupo.
Mesmo já sabendo ou imaginando o desfecho do filme, afinal tudo já é mostrando logo em seu inicio (há julgar pelo título do livro, e original do filme, é bem nítido, que em nenhum momento a produção tentou fazer um suspense sobre o real ocorrido), nada que prejudique o longa que é tão bom e envolvente, que tira proveito de todas as situações de forma precisa.
O Grande Herói é um ótimo filme, que tem ser lembrado, assim como outros clássicos do gênero, dirigidos pelos grandes diretores citados como; Top Gun, Falcão Negro, pode soar como propaganda pró-guerra, mas não é.
Acima de tudo é ótima história, e merecia ser contada (quando bem adaptada, melhor ainda).
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Filmes Inc.:8,5

domingo, 23 de março de 2014

O Ancora 2: Tudo Por Um Furo


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By Rg
O Ancora a Lenda de Ron Burgundy, chegou ao Brasil direto para DVD em 2004, sucesso absoluto de critica nos EUA, o longa consolidou Will Ferrel como comediante em ascensão no início dos anos 2000, mas aqui a história era outra, nenhum filme do astro nem sequer chegou aos cinemas, só em 2008 com Quase Irmãos (ainda hoje os filmes de Will Ferrell não são sucesso do público em terras tupiniquim). Dez anos depois a sua sequência O Âncora 2 foi novamente um sucesso de critica, e de público, fazendo bonito nas bilheterias nos EUA, aqui a distribuidora (Paramount) resolveu mudar todo o marketing praticamente, tentando desassociar a sequência do primeiro filme (que eles acham que ninguém viu), sai o nome original; O Ancora 2 e entra o nome mais "comercial", Tudo Por Um Furo, para os executivos, colocar o numero 2 no título de um filme que "ninguém" viu, o prejudicaria, pois O Ancora (2004) é um ótimo filme e se tornou Hit no home vídeo e seu boca a boca, foi muito positivo em DVD (detalhe se ninguém viu, ou foi ver é culpa da mesma distribuidora, que não o lançou nos cinemas em 2004, eles estão corrigindo o próprio erro?).
O filme nos contava a história do Ancora, Ron Burgunby (Will Ferrel) nos Anos 70, quando ele era o dono do horário nobre da cidade de San Diego, até que numa tentativa da emissora de inovar, e dar direitos iguais às mulheres, convida uma mulher (Christina Applegate) para ser co-âncora do horário nobre, situação que gera inúmeros conflitos entre Veronica, Ron e sua equipe machista, o filme é um dos melhores exemplares do gênero dos últimos 10 anos, além de Will Ferrell, o restante do elenco é fantástico, Steve Carrel, Paul Rudd e as participações especiais pagam o filme, além de ter uma das maiores batalhas do cinema, onde varias equipes de canais de TV, se digladiam num parque é surreal. É uma pena que demoraram dez anos para o estúdio dar sinal verde para o diretor, Adam McKay trazer Ron e sua equipe de volta.
A sequência se passa alguns meses depois dos acontecimentos do primeiro filme, agora Ron e sua esposa comandam o jornal nacional do horário nobre, mas é o fim dos anos 70 uma época de mudanças, e o dono da emissora decide promover Verônica e sacar Ron do telejornal, indignado com a decisão ele larga tudo, inclusive sua família e vai cada vez mais ao fundo do poço, onde ele chega a ser apresentador do Sea World, numa cena hilária, quando já não havia esperança para ele surge uma proposta de uma emissora, que pretende passar durante noticias 24 horas, e pretender trazer o ancora Ron Burgiby para o seu horário da madrugada (pior horário), mas ele não tem nada a perder e para tentar recuperar seu prestigio e família, ele aceita, mas como parte do acordo ele vai levar sua antiga equipe.
Equipe essa formada por Steve Carrel, Paul Rudd e Bill Cordy, o reencontro entre eles é fantástico, cada um deles está exercendo atividades diferentes, ao propor um retorno a eles, rende uma das melhores cenas do filme.
 Após o retorno de sua equipe, agora eles tem que lidar com os outros contratados da emissora, que tem mais status que eles, entre eles o ancora do horário nobre, Jack Lime (James Mardensen), que de imediato tem uma rivalidade com Burgiby, uma disputa de audiência tem inicio, a equipe de Ron esta em desvantagem por estar no pior horário (conhecido como cemitério), contra um novo âncora em ascensão, a disputa entre eles da um ritmo ótimo ao filme.
Tudo Por Um Furo consegue manter um ótimo ritmo em seu começo, meio e fim, algo que muitas comédias não conseguem, desperdiçando as melhores piadas em seu inicio, e tem final arrastado, com lições de moral, aqui não, Adam Mckay faz seu melhor filme com Will Ferrell ao lado de Rick Bobby e o próprio O Ancora. Will Farrel esta acima da media, e muito confortável como Ron Burguiby, Steven Carrel também faz aqui um de seus melhores personagens, a cada cena em que aparece se torna hilária, como a que ele apresenta a previsão do tempo, e não sabe lidar com o cromaqui, já paga o ingresso, outro ponto alto do filme (como no primeiro) são as participações especiais, com nomes de peso em Hollywood numa sequência hilária.
O Ancora 2 ou Tudo Por Um Furo, consegue ser tão bom ou até melhor que seu antecessor, esperamos que não demore mais dez anos para sair outro, e se não for pedir demais, a julgar pelas participações especiais, no mínimo um outro filme com o diretor Will Ferrell e companhia, neste meio tempo entre o próximo Âncora, apenas não nos deixe sem uma boa comedia.
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quinta-feira, 20 de março de 2014

As Aventuras de Sherman e Peabody

By Rg. 
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As Aventuras de Sherman e Peabody é a nova aventura da DreamWorks Animation, que tem mais o perfil da concorrente Disney do que deles próprios.

O estúdio que até então é conhecido pelas animações mais adultas (e politicamente incorretas), se rendeu ao formato do rival (não que isso seja ruim), conhecido por até satirizar alguns filmes da Disney (vide; Shrek que desconstruiu o universo dos contos de fadas, em seus longas).
Neste longa ele nos traz como protagonistas Sherman e Pebody (garotinho e cachorrinho, até ai normal), que vão nos dar uma aula de história, de um  jeito não convencional, pelo fato do cachorrinho ser cientista/historiador/politico, entre outros e ainda ser pai do garoto (mesmo que seja adotivo, já é fora do comum).
A trama bem simples e direcionada para um público (bem jovem mesmo) com exceção de uma piada ou outra que tem um tom mais áspero. O Pebody é um cão mega inteligente, que após fazer varias contribuições para a humanidade, decide adotar uma criança, que foi abandonada na rua, seu empenho como pai é exemplar, principalmente seu ensino, seu método de ensinar história é através de uma maquina do tempo, que ele desenvolveu e a mantém em segredo com seu "filho" Sherman. Diariamente eles visitam um acontecimento histórico, e o testemunham ao vivo, para que assim seu filho seja expert em história, tudo muda quando logo em seu primeiro dia de colégio Sherman faz um desafeto Penny , que o ofende de todas as maneiras, fazendo com que o dócil garoto retribua as ofensas e agressões. Para por tudo em ordem, e também não perder sua guarda seu "filho", Peabody oferece um jantar para os pais de Penny, para que a paz seja selada e provar para conselho tutelar que tudo não passou de um mal entendido. Enquanto seu "pai" faz de tudo para agradar a visita, Sherman decide mostrar a maquina para Penny, e vão parar no Egito antigo (assim a aventura começa), ao quebrar todas as regras de seu pai, ele pode alterar a história, pois nunca deveriam interagir com ninguém da época, Sherman volta para alerta Peabody sobre a interferência de Penny na historia, e eles partem numa missão de resgate. 
O problema do filme é que ele tem uma ótima ideia, mas mal aproveitada no decorrer do longa, seu início é muito envolvente, diversos fatos históricos são mostrados desde a revolução francesa com Maria Antonieta, há renascença com Michelangelo, entre outros, mas depois dos minutos iniciais, a aula de história da lugar a uma simples aventura clichê, uma pena, como aconteceu com o também divertido Detona Ralph, também teve um ótimo início e depois mudou de rumo no seu decorrer.
As Aventuras de Sheman e Peabody é uma aventura infantil feito para a criançada e nesse intuito o filme funciona muito bem, uma pena, pois nos adultos e fãs de uma boa animação, também queríamos aprender mais e nos divertir.
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segunda-feira, 17 de março de 2014

Need For Speed

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By Rg.
Carros velozes são quase que uma paixão mundial do público masculino (e de uma boa parte do feminino). No inicio dos anos 2000, quando o cinema resolveu explorar o universo dos rachas, tuning e etc, surgiu à franquia Velozes & Furiosos e com ele diversos derivados, mas nenhum tão bem sucedido como a franquia de Vin Diesel, Paul Walker e Cia, o gênero se desgastou, a franquia sobreviveu, mas teve que se reinventar, trazer assaltos e ação fora dos carros, deixando o tuning de lado, e os carros entram em cena só quando necessário; em perseguições e fugas, deu certo os filmes atuais faturam muito mais que os primeiros (também são mais divertidos), Need For Speed surgiu até antes em 1994, mas nos consoles, os jogos da série sobre rachas e perseguições, logo se tornaram sucessos absolutos, até que demorou para chegar nas telas. Need For Speed pega um mercado que esta quase órfão, só a franquia Velozes & Furiosos esta na ativa (quase que anualmente), os produtores perguntaram, por que não pegar uma fatia deste bolo, afinal tantos filmes e franquias de gêneros iguais, tomam os cinemas todos ano e faturam alto, por que duas sagas de carros não podem coexistir? 
Quando se traz algo deste gênero aos cinemas fica um dilema, apenas fazer um filme para se divertir, ou tentar trazer algum conteúdo, com um bom roteiro? (para agradar até os que não curtem o gênero?) A pergunta pairou no ar e com a estreia do filme foi respondida, e resumidamente foi bem assim; para que roteiro, se temos carros velozes, para que roteiro se teremos ação e perseguição? Às vezes só dar ao público o que quer ver funciona?
Need For Speed abre mão de roteiro e entrega diversão, como se fosse o jogo. O longa conta a história de Tobey Marshal (Aaron Paul), que era um jovem promissor piloto local, que após a perda do pai, assumiu sua oficina de restauração de carros, nos fins de semana ele tira racha, e onde ele sacia sua sede de velocidade e fatura algum para ajudar a pagar as contas, que se acumulam desde a partida de seu pai, fazendo com que ele aceite um serviço milionário de seu desafeto Dino (agora namora sua ex, Anita, irmã de seu melhor amigo Pete), o serviço é restaurar um Ford Mustang raro, que vale três milhões de dólares e na venda 25% vai ser dele e sua equipe. 
Após o sucesso ele é desafiado por Dino (Dominic Cooper), numa corrida que iria dobrar seu lucro e acabar com suas dividas, nesta corrida Tobey se envolve num acidente e fica preso durante dois anos, ao sair ele pretende correr na De Leon (corrida clandestina anual com premiação milionária e o ganhador leva os carros dos perdedores), além do interesse no premio ele quer acertar as contas com Dino (responsável pela sua prisão).
Com esta trama simples, o filme se apega nas perseguições e rachas, numa cruzada pelo pais, o longa funcionaria muito melhor se fosse apenas isso, e partisse para a diversão sem compromisso, mas o grande problema do filme é este, os produtores e o diretor (Scott Waugh de Ato de Coragem), não fizeram a opção simples para um filme do gênero, mas a mais ousada, a de tentar dar um conteúdo ao roteiro, e isso não deu certo por diversos fatores; o longa tenta ser dramático desde seu inicio, com uma trilha triste, mostrando Tobey e seus problemas (perda do pai e financeiros), enquanto os créditos abrem o longa, após alguns minutos com uma narração do ex-piloto e ídolo local (Michael Keaton), lamentando a ausência de Marshal nas pistas pelo país, o apresentando como um garoto com um grande potencial desperdiçado, logo na sequência como se não bastasse descobrimos que sua paixão esta com seu desafeto (drama mexicano ou filme de ação?), após uma corrida bem filmada pelas ruas do interior de Nova York, temos mais drama, e o filme parte para parte divertida, mas além de o longa nunca abandonar o lado dramático (que por sinal é bem raso e desinteressante), quando ele parte para ação, ela é apenas bem filmada. Mas o resto do filme não convence, nada tem logica e explicação, algumas situações são tão absurdas, que ofendem nossa ignorância, por exemplo; seus amigos e funcionários de sua oficina (aquela que esta prestes a falir),um deles tem uma caminhonete de ultima geração, com computadores e monitores de Led em sua lateral, e radio comunicador com os carros, outro deles pilota um Monomotor usado (mas nada barato) pelo espaço aéreo da cidade, sem dar satisfação a ninguém, e o custo para rodar de avião apenas para auxiliar um racha que paga cinco mil, não tem coerência, e pasmem ele em determinado momento do filme vai para a big aple (Nova York), sem restrições aéreas (pós 11/09), e ainda troca seu monomotor, por um helicóptero no aeroporto local, com uma liberdade que ninguém tem para trocar de carro num estacionamento, sem que um manobrista nos questione. Os absurdos não param, quem em sã consciência libera um carro de três milhões, para um desconhecido, que vai disputar uma corrida ilegal, onde a premiação e apenas dois milhões e os carros envolvidos (se sobrar algum carro), que tipo de corrida é organizada por um ícone do automobilismo, que tem programa na internet, anunciando a tal corrida proibida, que infringe todas as leis americanas e ninguém toma uma atitude, ano a ano. 
Quando finalmente achamos que nada mais absurdo vai acontecer, no meio de um racha a policia  localiza os infratores e no confronto suas viaturas são abatidas e destruídas, e os envolvidos têm são detidos em cumprem penas leves, ou ainda pior, temos policiais engatando viaturas (dinheiro publico) contra os carros de luxo envolvidos na "corrida" apenas para detê-los, ou um caminhão que surge em determinado momento do filme, e consegue bater num veiculo dirigido por um piloto semi-profissional, que atravessou um estado inteiro sem ser pego, mas consegue ser surpreendido por uma carreta num cruzamentos (hello, e o barulho), qualquer motorista atento iria vê ou escutar uma carreta vindo em sua direção, não tem como ela surgir silenciosamente do nada, há inclusive um os funcionários de Tobey que o ajuda é coronel do exercito (e trabalha numa oficina?).
Desculpe apontar os erros do filme assim desta forma, afinal quem vai um filme deste gênero não procura um Shakespeare, mas alguns destes erros chegam a ser um insulto, se o longa apenas se apegasse a ser mais fiel ao jogo, e não tentasse ser dramático, daria mais certo. 
Need For Speed já larga mal num mercado que só tem um oponente (Velozes & Furiosos). Se como filme de ação sobre carros ele não consegue não convencer, Need For Speed vai ter que comer muito arroz e feijão, para ser um pouco do que Velozes e Furiosos é (tanto em carisma e diversão) e olha que a franquia de Vin Diesel esta longa de ser perfeita, mas ao menos se põe em seu lugar, e nos diverte de forma eficiente e rápida. 
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segunda-feira, 10 de março de 2014

300 - A Ascensão do Império

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By Rg. 
300 filme de ação dirigido pelo ótimo Zach Snyder (Madrugada dos Mortos e Watchmen), que em 2007 que se tornou Hit e quase que revolucionou a indústria de épicos em Hollywood, pelo fato de Snyder conseguir fazer um épico com muito pouco dinheiro, ele custou 65 milhões e sendo todo rodado em estúdio (como Robert Rodrigues já havia feito em Sin City em 2005, também baseado numa HQ de Frank Miller), ao invés de ser filmado com locações e cenários reais, com figurantes, algo que faz qualquer custo orçamentar estourar (exemplo; Troia de 2004, que custou $200 milhões). Além de tudo, o longa preza pela qualidade, com um elenco semi-desconhecido (que hoje em dia tornaram rostos conhecidos), como Gerard Butler e Michael Fassbander.
Baseado na Gafhic Novel; 300 de Frank Miller, sobre a famosa história sobre os 300 de Espartanos, que enfrentaram o poderoso exercito Persa em Termópilas (ou os Portões do Inferno).
Com batalhas envolventes e discursos inflamados, o sangue jorra na tela, em lutas muito bem coreografadas e inovadoras (mérito de Snyder). O filme foi um sucesso, faturando $210 milhões de dólares nos EUA e $245 pelo resto de mundo (total $456 milhões), e não demorou para que surgissem rumores de uma possível sequência (ou preludio). O grande problema de uma sequência seria o próprio filme, seu estilo já não seria mais inovador e já estava até desgastado, aquele eterno entardecer, cinzento onde nunca é um dia ensolarado, já virou praxe em diversos filmes do gênero, em sua maioria descativeis como; Imortais (péssimo) e também a boa série Spartacus, poucos repetiram seu sucesso, não teríamos mais o impacto de algo original e inovador, outro problema, seus protagonistas não retornariam para a sequência, já que todos sabemos de seu desfecho. Qual seria alternativa para um novo filme? um preludio, continuar e contar os acontecimentos seguintes, ou ambos? 300 - A Ascensão do Império começa nos contanto a história da batalha de Maratona, 10 anos antes dos valentes guerreiros espartanos enfrentarem mais de 10 mil Persas, nos portões do inferno. Os eventos nesta batalha se tornam cruciais para a história, gerando conflitos futuros. Batalha que se tornou ainda mais famosa, pois em Maratona que Dionísio (Rei Persa) foi morto por um guerreiro Grego (Themistokles) e seu filho Xerxes presenciou tudo, fazendo com que além do desejo dos Persas de conquistar a Grécia, sua sede de vingança fosse até maior que sua dominação, Podemos entender que além de já ser um plano antigo de dominação, há uma vingança pessoal que motiva ainda mais o rei da Pérsia. 
Além disso, acompanhamos a movimentação dos Gregos para impedir o temido ataque, Themistokles (Sullivan Stapleton) pretende unificar a Grécia e suas tropas para resistirem a Xerxes (Rodrigo Santor), mas suas negociações são em vão, principalmente com os Espartanos, liderados pelo Rei Leônidas.
O filme se passa em paralelo com seu antecessor, retratando eventos e batalhas em lugares diferentes, ambas envolvendo a frota Persa. 
Em menor numero Themistokles improvisa com estratégias, que dificultam as investidas dos inimigos, que estão prestes adentrar em solo Grego pelo mar negro, com uma frota naval de dar inveja a qualquer um, liderada pelo Artemisia (Eva Green) braço direito de Xerxes, responsável pela investida marítima Persa, enquanto o rei enfrenta Leônidas e Cia do outro lado da Grécia.
O roteiro que era uma das maiores preocupações, nos convence, o arco de histórias foram bem amarados de uma forma bem eficiente, afinal além de um HQ, 300 é um fato histórico muito bem rico, que pode ter muito mais situações aproveitas. As batalhas são bem filmadas o diretor Noam Murro, imita bem o estilo de filmar de Zach Snyder, mas o longa não é impecável, além de não ser mais novidade, como citei, o elenco esta muito aquém (principalmente com relação ao primeiro), com exceção de Eva Green (ponto alto do filme) e Rodrigo Santoro (mal aproveitado), o restante é muito inferior, principalmente seu protagonista Sullivan Stapleton que vive o exímio guerreiro, e líder das tropas Gregas; Themistokles, sem carisma algum para liderar um exercito, nas mãos de um ator convincente isso seria diferente, outra que ganha importância neste longa é Gorgo (Lean Headley) mulher de Leônidas e a rainha de Esparta que não prejudica, mas não acrescenta nada em atuação.
Os pontos altos são as batalhas, que agora tem proporções mais grandiosas, fator que às vezes prejudicam o longa, agora com um ar mais grandioso, com diversas situações ocorrendo simultaneamente, fica difícil prestar atenção, ou se apegar a algum personagem, durante os grandes combates do filme, as estratégias de guerra também perdem um pouco de seu glamour e ficam difíceis de observar, se no anterior eram 300 Espartanos reclusos numa espécie de beco, esperando por seus inimigos, aqui os ataques são por todos os  lados, às vezes a câmera se perde em meio ao caos. O sangue também é mais exagerado neste longa, em muitas vezes até sem necessidade, o masoquismo de Murro (diretor) pela câmera lenta, é maior do que de Snyder (que aplicava o artificio muito bem em todos seus filmes), outro fator que prejudica o longa, é hora ser muito mais escuro. 
300 - A Ascensão do Império não faz feio, e a julgar pelas baixas expectativas, e também por já termos uma referencia, ou parâmetro (300) o filme é divertido, poderia ser muito melhor, e para quem não viu o anterior pode até desfrutar e se divertir muito mais. 
 A Ascensão do Império esta longe de ser uma sequência ruim, e tem uma ótima ideia de se passar antes, durante e depois de 300, apenas faltou uma melhor direção, e um elenco mais carismático, quem sabe no próximo ele consigam por a casa em ordem, já que não esta tão bagunçada, se isso acontecer à franquia pode ascender novamente nos cinemas novamente.
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sexta-feira, 7 de março de 2014

Sem Escalas

By Rg.
Sem Escalas novo filme do novo/velho astro da ação Liam Neeson (que resolveu fazer filmes do gênero depois de velho), o astro cinquentão que sempre, alternou entre dramas, suspenses e até romances, de uns anos para cá decidiu fazer ação, o astro nos convence como veterano semi-aposentado em; Busca Implacável 1 e 2, Desconhecido e Esquadrão Classe A.

Neste novo longa ele repete este clichê que vem o consagrando, aqui ele interpreta o ex-policial Bill Marks, que após problemas familiares e com o álcool, se tornou agente aéreo (cargo obrigatório nos EUA após 11/09, para conter possíveis ameaças em seus aviões, tais agentes ficam infiltrados entre os passageiros), e são os únicos a bordo a portarem uma arma, para deter qualquer possível ameaça.

Num voo rotineiro, logo após sua decolagem ele começa a receber mensagens de texto ameaçadoras, sobre um possível atentado ao avião em que esta, a partir dai todos se tornam suspeitos do possível atentado, as ameaças vão se intensificando rapidamente, o suporto "terrorista", que a cada novo sms, vai demonstrando, não estar blefando, tendo informações, sobre Marks e seu passado, tudo se intensifica quando ele estipula que vai matar alguém em 20 minutos, caso ele não atenda suas exigências, a partir dai o clima que já era de tensão, se torna cronometrado, após 20 minutos ele cumpre uma ameaça.

Neste meio tempo todos são suspeitos, poucos são exceções, inclusive aqueles que inicialmente eram isentos de suspeita, com o passar do tempo já não mais, Marks analisa pelo circuito de câmeras se algum passageiro responde suas mensagens, na tentativa de pegá-lo no ato, algo difícil numa era tecnológica, sempre há alguém ao nosso lado que com celular em mãos, todos são suspeitos.

A cada minuto que passa Marks se vê mais acurrado, e tenta de tudo pela segurança de todos a bordo, a situação é tão tensa que à medida que o filme avança os passageiros começam a questionar sua autoridade de Marks, que se tornou o xerife do avião sem justificar seus atos, alguns destes atos inclusive, envolvem a força bruta, o telespectador também chega a questioná-lo durante um breve momento, onde o terrorista tenta jogar a gente contra ele, o longa é tão bem dirigido que vamos desconfiando de todos e como já citei até do protagonista, deixamos de suspeitar de alguns e começamos a questionar outros, e alguns que não eram mais suspeitos voltam a ser, mérito do diretor; Jaune Collet-Serra, que já trabalhou com Neeson, em Desconhecido, também é responsável pelo bom a Órfã.

Aqui ele emprega bem seu talento, a forma como as mensagens trocadas entre Marks e o vilão são mostradas na tela de forma bem eficiente, a sua câmera é frenética e não para, são closes e giros em torno dos personagens, nos deixando a todo instante mais apreensivos, à medida que o tempo passa.

Além da tensão, sempre que necessário à ação entra em cena, com ótimas cenas de luta, todas protagonizadas pelo ótimo Liam Nesson, imponente com sua voz rouca e expressão, assustadora ele traz para seu personagem muito dos seus anteriores; como o Krav magá (muito utilizado em Busca Implacável), que rendeu uma excelente cena de luta no banheiro de avião, que desde Duro de Matar 3, quando John Mcaclene (Bruce Willis), enfrentou vários capangas num elevador apertadíssimo, não se via uma sequência de luta tão bem coreografada, num lugar confinado, ele faz da técnica de luta israelense (Krav maga), suas mãos se tornam armas, ele derruba oponentes, de forma plausível, que condiz com sua idade, sua agilidade é impressionante.

Sem escalas, é um ótimo suspense policial, que chega a lembrar os clássicos de Agatha Christie (famosa escritora de suspenses), inclusive com todos os clichês do gênero, os primeiros suspeitos tem sempre o mesmo padrão nestes filmes, o protagonista tem um passado tenebroso com problemas pessoais, que podem afetar seu julgamento, o longa gira por todos os possíveis suspeitos e volta ao ponto inicial.

O longa é uma verdadeira investigação policial, onde o crime é num ambiente fechado, este ambiente é um avião, que faz a tensão ser dobrada, por estarmos no ar.

A lista de passageiros (suspeitos) também é um clichê do gênero, mas só para constar clichê só é ruim, quando mal empregado, aqui ele é bem inserido e até necessário, temos o Árabe que se torna primeiro suspeito, devido ao preconceito pós 11/09, a aeromoça, que hora tem seu comportamento dúbio, o prestativo, querendo ajudar sempre que pode o inconveniente, que não perde a oportunidade de questionar aquilo tudo, se tornando possível suspeito, o herói que a todo o momento quer interceder e assumir a investigação, até a clássica morte por envenenamento, nós temos no filme.

O restante do elenco é bem afiado, principalmente Juliane Moore, que serve de apoio para Marks a cada dialogo com ela, descobrimos um pouco mais sobre ele e suas vulnerabilidades, também contamos com a recém-ganhadora do Oscar, Lupita Nyong'o entre outros, mas o filme é todo de Liam Neeson aqui mostra novamente um pouco do seu estilo astro de ação conciliando seu lado ator serio (até dramático), alternando muito bem durante o filme.

Sem Escalas marca pontos por ser um ótimo suspense nos moldes clássicos, num ambiente diferente, sempre quando vemos filmes em ambiente assim já imaginamos algo do tipo, Velocidade Máxima, A Força em Alerta ou Duro de Matar, não um Whodunits (nome dado para filmes deste gênero).

O filme beira a perfeição, mas peca em seu ato final, que não condiz com clímax inicial do filme, seu desfecho é longe de ser ruim, mas é prejudicado pelo seu excelente começo.

Sem Escalas é uma grata surpresa, que convence quem gosta de um bom suspense e também os que esperam um longa de ação, que mesmo não sendo um filme do gênero, vai agradar a ambos pela sua qualidade.

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Avaliação:
Critica:7,5
Público:8
FilmesInc.:8

segunda-feira, 3 de março de 2014

Robocop

robocop-poster
By Rg.
Robocop é um clássico sci-fi dos anos 80, dirigido pelo Holandes, Paul Verhoven. Só para termos uma ideia da marca que o diretor deixou nos anos 80/90, ele dirigiu este filme e outra referência do gênero, O Vingador do Futuro e pouco depois nos impressionou ao fazer um policial/erotic- thriller  Instinto Selvagem, lançando Sharon Stone para o estrelato.  
O longa de Paul Verhoven era uma critica ao governo, numa visão diatópica do um futuro não muito distante e ultraviolento, Detroit esta destruída e praticamente sitiada, sucumbindo ao crime, policiais decidem fazer greves para cessar as mortes, enquanto os engravatados visando mais o lucro do que a segurança, pretendem colocar armas tecnológicas nas ruas, tais armas seriam robôs, criados para combater o crime, projeto que já nasce fadado ao fracasso, devido ao arbítrio duvidoso das maquinas (mais especificamente Ed 209), que matam primeiro e perguntam depois, Robocop surge como segunda opção, na disputa por uma concessão na policia de Detroit.
Ultraviolento o filme foi um marco para o gênero, para uma geração que cresceu vendo essa violência em plena tarde, mas era uma violência contextual, fazia parte da mensagem que o filme queria nos passar, o filme teve sequências pife-as e até uma série de TV, onde o herói não matava, para não derrubar uma gota de sangue, também tivemos jogos e um desenho animado.   Robocop sobreviveu e atravessou  gerações, boa parte graças à qualidade do seu primeiro filme, que até hoje nos choca e funciona, então por que refilmar ou fazer uma nova versão? Sinceramente o filme de 1987 tem seus defeitos, sendo visto com senso critico de hoje, mas nada que não seja relevado para a época. Não sou contra remakes, até os apoio, mas de filmes que envelheceram e dataram, que não funcionam hoje em dia, mas Hollywood é um centro financeiro, e não pensa como a gente, e por vender uma ideia do zero, (um novo filme inédito) se você pode aproveitar algo que as pessoas já conhecem, então há alguns anos atrás, fomos anunciados do remake de Robocop, com ninguém mais, nem menos na direção que; Darren Aronofsky, diretor consagradíssimo de uma safra de diretores (Christopher Nolan, Zack Snyder e David Fincher), que vem revolucionando o cinema nos últimos 15 anos. 
Mesmo com nossa desconfiança o projeto já começava a empolgar, mas como já virou praxe nos últimos projetos de Aronofsky, que largou o filme, durante a crise da MGM (2010), depois de mais dois anos em suas mãos (inclusive o roteiro era assinado pelo próprio) e foi fazer The Wolverine (Wolverine Imortal), que ele também abandonou, e acabou fazendo Cisne Negro e um épico sobre Noé, neste intervalo.
O projeto foi oferecido a vários diretores e acabou caindo nas mãos do brasileiro José Padilha (diretor dos ótimos Tropa de Elite 1 e 2) que ficou responsável de trazer Robocop de volta para as telas.
Missão árdua, ainda mais para um diretor que esta começando em Hollywood, e já pega um projeto deste porte de um grande estúdio, como a Sony (responsável pelo filme), que quando optam por diretores iniciantes e emergentes, é para ter total autonomia no projeto (não deixando o comandante liderar), sempre acompanhando tudo de perto, opinando e podando.
E não deu outra, após os primeiros dias de filmagens as noticias que Padilha, estava sendo podado surgiam, através do amigo Fernando Meirelles, que disse a imprensa que a cada dez ideias do amigo o estudio rejeitava nove. 
O projeto já era problemático antes mesmo de Padilha assumir pelo fato do filme e ser remake de um clássico Cult/pop dos anos 80, fica uma linha ténue, entre fazer algo igual, e ser comparado ou julgado e desnecessário, ou fazer algo atual, aproveitando a estrutura, ideias e referências do original, e ser questionado por alterar e não respeitar o clássico original. 
Exemplos de ambas as ideias fracassam todo ano: Gus Van Sant fez um remake de Psicose, extremamente fiel, praticamente refilmou o clássico de Hitchcock quadro a quadro, resultado, foi criticado e o filme foi um fiasco, em 2012 refilmaram outro filme do Paul Verhoven; O Vingador do Futuro, o longa fez diversas, mudanças com relação ao original, aproveitou o apenas o esqueleto original do roteiro, mudando lugares e a visão do futuro, resultado o filme foi massacrado, pela imprensa.
Um dos raros exemplos a dar certo é a nova versão de Star Trek dirigido pelo ótimo J.J. Abrahns, que respeitou os personagens originais dando um novo começo que agradou fãs e agregou novos admiradores, restava saber que linha a Sony iria optar, mas uma coisa é fato a cabeça do diretor já estava na guilhotina, antes mesmo de sua estreia em Hollywood, ou ele entra com o pé direito e faz um bom filme, com o que tem em mãos, ou fica rotulado como um diretor de Studio, sem autonomia e personalidade, diretores que são chamados apenas para fazer figuração em filmes controlados por produtores. Robocop tem suas filmagens marcadas para o fim de 2012 sua estreia marcada para agosto de 2013, antes disso as especulações sobre o elenco eram grandes, principalmente envolvendo o protagonista, nomes como; Russel Crowe, Michael Fassbender e Chris Pine, foram cogitados e demostraram interesse, mas o papel filme ficou com o desconhecido, Joel Kinnaman.
O novo filme do policial do futuro é totalmente novo, quase que todo distinto do original aproveitando, alguns elementos da premissa básica.
A trama ainda e a mesma o policial de Detroit, Alex Murphy (agora é investigador) é ferido gravemente, e tem seu corpo reconstruído, como uma maquina que vai ser usada no combate do crime, a partir dai a similaridades já mudam, neste filme os USA, pretendem combater o crime com seus robôs, que são proibidos em seu próprio território, sendo usados somente em pacificações de tropas americanas, pelo mundo, como no Terã, mostrado no início do filme, robôs soldados com portes semelhantes a humanos de armaduras e Ed 209 (maquina de guerra com grande poder de fogo, já utilizado no filme original), patrulham ruas, auxiliados por Drones, evitando mortes de soldados em ambientes hostis.
A OmniCorp quer aprovação do seu governo para implantar sua policia robótica em todo o pais, um projeto esta em impasse na câmera, devido há alguns acharem que pelo fato de robôs não sentir emoção, eles são perigosos para seus filhos, eis que Raymond Sellars (Michael Keaton) e o Dr. Dannet Nortor (Gary Oldman) especialista me proteses, tem a brilhante ideia de ter um humano dentro da maquina, numa tentativa de promover sua empresa é acabar com o crime, Murphy (Joel Kinamam) se torna a cobaia da vez devido a seu estado critico, e passa a ser candidato ao projeto mesmo sem saber, ser colocado numa armadura é única forma dele sobrevier naquele momento, e sua esposa aceita a proposta OCP. 
Robocop como ele é chamado se torna uma espécie de Capitão América, só que invés de um super-soldado para promover a guerra, aqui temos um super policial para aprovar um projeto no combate ao crime.
As diferenças entre os filmes são varias já neste início, ao contrario do original o crime esta num estagio normal, e a ideia e de colocar os robôs nas ruas para diminuir os risco de vida da policia, combater a violência.
O lona também foca na questão moral e ética, de colocar uma pessoa dentro de uma maquina, um medico é responsável por Murphy e sua ética é questionada a cada vez que ele interfere em sua emoção, no original em nenhum momento a ética medica e questionada, e após Murphy voltar às ruas os médicos mal aparecem no longa, já aqui o Dr.Dannet (Gary Oldman, ótimo) e sua equipe são presentes o tempo todo e fazem parte de reinclusão dele na sociedade.
O novo Robocop é ágil e articulado, ao contrario do antecessor, que era um verdadeiro tanque, a visão de tínhamos dos robôs nos anos 80, que eram pesados e lentos, mas que sobreviviam a tudo, praticamente tanques de guerra indestrutíveis, eles não desviavam de balas, apenas iam em direção delas sem as sentir. 
A critica as grandes empresas que visam somente lucro, como a OCP, e usam o bem estar humano, como pano de fundo de campanha, também esta neste novo filme, mostrando que as grandes corporações com sedes em países emergentes como; China, onde usam a mão de obra barata, para mandar seus produtos aos Estados Unidos. 
As pacificações (nem tão bem sucedidas)  de tropas americanas, em países como Iraque e Afeganistão é mostrada de forma elaborada, trocando os territórios citados pelo Terã, inclusive com ataque de homens-bomba (mal-sucedido) contra a tropa robótica.
No filme de 87, Alex Murphy é praticamente abandonado pela família, aqui a presença deles é fundamental pra a trama, deixando seu lado emotivo sempre mais presente, do que o lado robótico, trazendo novos dilemas para o policial, que além de se preocupar com o bem estar de sua mulher e filho, também quer achar os responsáveis pela sua "morte".
Nada contra o longa original (que é excelente), mas se ele fosse feito naqueles moldes, hoje em dia, teriam muitas questões, que o filme não respondeu, apenas jogaram Robocop nas ruas, sem perguntar a população ou justifica-lo, atualmente não funcionaria, hoje as pessoas protestam, e vão ruas se não estão satisfeitas, por isso o roteiro deste novo filme é mais elaborado (menos fascista e menos violento), e muito mais plausível e engajado nas questões da politica de segurança atual.
José Padilha dirige as cenas de ação de forma magistral, seu Robocop é atual, condiz com os tempos atuais, sua parte robô é ágil, se esquiva quando possível, leva tiros e resiste como uma maquina, 
O lado humano de Murphy esta lá, e às vezes quer tomar a rédea da situação e os médicos precisam intervir, levantando questões morais, como o porquê por um humano dentro de uma maquina, quando só queremos que a maquina intervenha, (ao entrar em modo de combate seu visor abaixa, Murphy sai de cena e a maquina entra em ação).
As sequências de ação são eletrizantes e bem filmadas, Padilha que pode não ter interferido no roteiro e no corte final do filme, mas fez muito bem sua parte (para o que ele foi realmente contratado, fazer ação, e isso ele fez muito bem), seu policial do futuro tem consultoria, não faz pose para atirar (como seu antecessor, que levantava uma mão e disparava com a outra), se esquiva como um soldado do Bope, corre, salta e intimida qualquer meliante, inclusive é tão atual, que tem tiroteios em primeira pessoa, no melhor estilo Call Of duty.
Se no filme anterior Robocop era um projeto engavetado, que ganha uma oportunidade com o fracasso do anterior (ED-209), aqui ele é uma esquete publicitaria, visando favorecer uma grande corporação a conseguir uma concessão milionária, para que seus robôs substituam a policia americana, a segurança da população vem em segundo ou terceiro plano.
O elenco desde novo filme e um dos pontos fortes do filme, liderados Joel Kinnaman que faz um Robocop melhor do que seu Alex Murphy no inicio do filme, Gary Oldman faz o Dr. Dennet Norton; medico especialista em próteses, responsável pelo projeto, Michael Keaton, faz o dono da OminiCorp (OCP), que tem uma frota de robôs aguardando que o projeto de lei seja aprovado e ele fature mais do que já tem, Jay Baruchel faz o publicitário/lobista do projeto, e Samuel Jackson faz o apresentador "imparcial" Pat Novak, tão neutro que diz o governo é robofóbico, por não aprovar o projeto pró-robô, e expõe e critica as mazelas americanas em rede nacional, Jackie Earl Haley (Rick Mattox) opositor do projeto desde o inicio, tem um personagem bem parecido com Kruger vivido por Sharito Copley em Elysium.
Pelo elenco escalado já vemos uma grande diferença no enredo deste para o anterior, onde não há ninguém de destaque naquele filme, que era focado somente em Alex Murphy/Robocop.
A trilha do filme tem sua introdução clássica, que entra na abertura de forma rápida e depois volta no decorrer do longa de forma sutil e modificada, mas o rock toma conta do filme (confesso que preferia mais uma trilha em diversas cenas, mas nada que tire o brilho do longa).
José Padilha pode não ter tido total autonomia no projeto, mas, ele ao menos impôs seu estilo, e prova disto é que seu Robocop tem a armadura preta, por que seu policial do futuro é caveira (e caveira veste preto), e como o seu Robocop ou Robobope é sim um filme muito bom, merece vestir preto, por que ele é digno da farda. @RG_FilmesInc                                  @FilmesInc                                       facebook 
Avaliação:
FilmesInc.:8
Critica:7,5 
Público:8,5 
Fãs do anterior:6