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segunda-feira, 28 de março de 2016

Pegando fogo

poster-de-pegando-fogo-1449519642876_600x877By Rg.
Bradley Cooper tem uma das carreiras com maior ascensão em Hollywood nos últimos anos, ele foi coadjuvante Penetras Bons de Bico e Sim Senhor, ao protagonismo em uma comédia de baixo orçamento ($35 milhões), Se Beber Não Case que faturou $500 milhões, e de la para frente sua com o sucesso do filme sua carreira decolou, e ele se tornou protagonista de diversos filmes em Hollywood entre eles os sucessos; Esquadrão Classe A e Sem Limites, Cooper se tornou conhecido por seus papéis cômicos, e em pouco tempo ele conseguiu outra virada, abriu mão do humor e virou figura carimbada em produções sérias (e também no Oscar), como; O Lado Bom da Vida, onde foi ele indicado, logo depois Trapaça, mais uma indicação (pelo segundo ano consecutivo) e o mais recente Sniper Americano, onde também foi indicado. Seria talento mesmo, ou a boa fase era apenas uma coincidência, pois todos os trabalhos citados e elogiados, ele sempre esteve nas mãos de um ótimo diretor, dois deles foram nas mãos de David O' Russel e o último com Clint  Eastwood está ano ele estrelou o sonolento, Sob O Mesmo Céu de Cameron Crowe (ótimo diretor mas que perdeu a mão, há alguns anos), parceria que resultou em um filme ruim e uma atuação no automático, recheada de diálogos horríveis, agora ele estreia mais um longa, e essa é sua chance de se redimir no ano.

Pegando Fogo nos trás um dos personagens mais detestáveis dos últimos tempos, Adam Jones ex-chefe de cozinha de um renomado restaurante francês. Logo no inicio do filme ele nos narra trajetória, que foi do auge na França, ao fundo do poço, abrindo ostras num restaurante no subúrbio em New Orlens.
Adam decide sair da reclusão e vai à Londres à procura de Tony (Daniel Bruhl), um antigo amigo (que ele abandou em Paris também), dono de uma rede hotéis e restaurantes, para convence-lo a contrata-ló, para chefiar seu restaurante e lhe dar mais uma chance. Pouco sabemos sobre Adam, apenas que ele surtou e deixou todos na mão, e tinha sérios problemas com drogas e álcool, mas também sabemos de sua competência, inclusive que ele tinha duas estrelas no sonhado guia de restaurantes da Michelin, algo que poucos chefes no mundo tem, e sua obsessão é terceira estrela. Adam se diz reabilitado e procura redenção, seu gênio difícil e sua arrogância precedem sua presença, mesmo torcendo por ele em alguns momentos, fica difícil criar uma apatia com ele, e mesmo no decorrer do longa isso não muda, até em uma cena com uma garotinha, onde ele deveria mostrar um lado mais humano, ele não consegue nos cativar  e este é um dos principais erros do filme, como passar quase duas horas acompanhando a trajetória de alguém a procura de redenção, que não conseguimos torcer por ele.
Pegando Fogo tem bons momentos, principalmente seu primeiro ato, mas conforme o protagonista não se desenvolve e não tem carisma, perdemos o interesse no filme e ficamos apenas apreciando os belos pratos. O restante do elenco conta com os competentes; Daniel Bruhl e Sienna Miller e o diretor John Wells  de Álbum de Família e A Hora da Virada, é competente, tem uma direção ágil, consegue nos passar a sensação de estarmos numa cozinha, mas falta o principal; o carisma do protagonista, é esse era o principal fator, é o filme tinha todos os ingredientes e até um bom cozinheiro (diretor), um ator em ascensão, muito mal explorado e aproveitado, fica impossível sair algo delicioso.
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Avaliação:
Critica:6,5
Filmes Inc.:6,5
Público:7,5

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