by Rg.
A Bruxa é um filme de terror que não lhe da sustos, e muito menos, é daqueles que usa e abusa dos clichês que tomam conta do gênero hoje em dia, efeitos especiais e sangue e jumpscare etc, mas o que realmente incomoda no filme é sua simplicidade, principalmente por se tratar de uma produção de orçamento baixíssimo. O longa usa e abusa de truques básicos para nos impressionar, tudo isso conciliado com uma história muito boa.
A história se passa na Nova Inglaterra no século XVI, onde um pai e sua família são banidos pela sua congregação e têm que deixa seu vilarejo, eles partem para o meio do nada e começam una vida nova do zero, com o tempo a família formada de cinco filhos, pai e mãe, constroem e mantém uma pequena fazenda no meio do campo ao lado de uma floresta, a situação da família não é das melhores seu plantio não está rendendo bons frutos e um rigoroso inverno se aproxima, o risco de ficarem sem mantimentos para sobreviver ao frio e uma realidade e simples fato de estarem longe de tudo, ainda complica mais as coisas.
Quando a humilde família pensa nada mais pode piorar, o filho mais novo desaparece quando a irmã mais velha Thomasin (Anya Tatlor-Joy, ótima) o leva para brincar fora da cabana, ele é levado sem deixar rastros. Os dias passam, e eles não conseguem encontrar o bebê, e além da preocupação com o inverso como manter sua família viva, William (pai) tem que lidar com a perda, e sua mãe (Katherine) nitidamente culpa sua filha (Thomasin) pelo ocorrido, é nítido seu desafeto pela filha a cada dia.
Para dificultar a busca pelo bebe, eles evitam adentrar na floresta, devido à William acreditar que o mal habita lá, e boatos de bruxaria eram frequentes e comuns naquela época e naquela região.
A jovem Thomasin lida com a culpa pelo ocorrido com seu irmão, e sua mãe que passa os dias a chorar a perda do filho, e não a perdoa, e situação se agrava quando ela descobre que um de seus irmãos; Caleb (Harley Scrimshaw) pretende ir até a floresta para procurar pelo irmão e também por mantimentos, a jovem decide ir junto, a partir dai estranhos acontecimentos ocorrem pela fazenda.
O longa tem ritmo lento, mas perturbador, ele não lhe oferece sustos, mas lhe sugere que coisas ruins estão acontecendo, de forma simples e sugestiva (que parece ser real), quase que documental talvez este seja um dos defeitos do filme, sugerir e não ter um clímax impactante, em seu ato final, ele poderia ter um final mais dinâmico e ágil, o filme perde a oportunidade de encerrar em seu auge, e termina prorroga seu fim por alguns minutos desnecessários, e que era um muito bom, ousado e diferente, perde um pouco da essência, devido um deslize final que podemos dizer incoerente, não que prejudique todo o bom trabalho inicial, ele apenas perdeu a oportunidade de encerrar do nível que ele foi em seu decorrer.
Vale destacar o bom diretor Robert Eggers (que também escreve o filme) que criou uma ótima ambientação, que nos remete realmente a uma Inglaterra século XVI, com uma fotografia que beira a realidade. O elenco é outro ponto forte do filme desde a excelente Thomasin, seu pai (William) e seu irmão do meio (Caleb), que dividem o protagonismo do filme, os outros protagonistas (sua mãe e os gêmeos), quando necessário também não deixam a desejar.
A Bruxa é um filme muito bom, que gera um desconforto pelo terror simples e perturbador, que em alguns que procuram por filmes mais convencionais, vai causar um incômodo (ou desconforto), de ver algo diferenciado e inovador, fora do padrão, vão sair decepcionados da sessão, se estiverem procurando os clichês do gênero. A Bruxa não é perfeito, mas inova, e só por ousar e sair da mesmice merece muitos méritos.
Avaliação:
Critica:8
Filmes Inc.:8
Publico:7,5
Critica:8
Filmes Inc.:8
Publico:7,5
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