Filmes Inc.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Capitão Phillips


By Rg.

Capitão Phillips novo filme do diretor Paul Greengrass, protagonizado por Tom Hanks que irá fazer parte de um seleto grupo de filmes de ação/suspense que se tornaram ainda mais especiais, por serem baseados em situações verídicas (realmente aconteceram), este ingrediente principal traz muito mais glamour para este longa metragem, o que já era um bom filme de ação, se tornou muito mais interessante. 

Além do fator verídico já citado, o filme tem outros atrativos que valem ser citados, a volta do diretor Paul Greengrass, depois de se desvincular da franquia Bourne e fazer fraco Zona Verde, ele volta com força total, novamente numa produção baseada em fatos reais (ele já havia feito; Domingo Sangrento e Vôo 03), e também por ter como protagonista, ninguém menos que oscarizado Tom Hanks; que reinou como melhor ator dos anos 90 (fácil). 
Tanto Gresngrass como Hanks (que já foram absolutos) precisavam novamente provar seu talento ambos vinham de produções questionadas, mas talento é igual andar de bicicleta, nunca se esquece, e este filme nos prova isso. 
O longa baseado no livro A Captain's Duty: Somali Pirates, Navy SEALs, and Dangerous Days at Sea, escrito pelo próprio Richard Phillips sobre os acontecimentos em 2009 vividos por ele e sua tripulação, Tom Hanks interpreta o protagonista, capitão do navio cargueiro americano que transporta mantimentos para os países africanos, que sofre uma emboscada de Piratas Somalis, onde ele e sua tripulação foram feitos reféns dos Somalianos fortemente armados. Com apenas esta sinopse Capitão Phillips já seria filme interessante, mas a direção de Greengrass é um dos diferenciais do filmes, logo em seus minutos iniciais ele investe numa abordagem semi-documental, nos mostrando os opostos; de um lado Rich Phillips, acordando numa manhã tranquila e comum tomando seu café e se despedindo de sua esposa para mais um dia de trabalho, 
do outro lado os Somalis, sendo recrutados num vilarejo pobre para serem tripulantes em mais um serviço, como se fosse uma seleção para algum evento ou obra, todos querem fazer parte da embarcação que vai saquear navios pela costa africana.
Uma escolha acertada é o elenco além de Hanks, os algozes do filme são totais desconhecidos, esqueléticos e imponentes com suas AK-47 em punhos, escolha que deu certo, pois nos passa a sensação real de que eles são realmente piratas, afinal o impacto é maior e a primeira impressão é a que fica, seria difícil achar atores Hollywoodianos que tivessem físico semelhante e incorporassem os saqueadores africanos, com tal fidelidade,vale destacar o ótimo Barkhad Adbi que faz o líder deles Muse.
Para o capitão Richard Phillips seria apenas mais uma viagem a bordo Maersk Alabama com sua tripulação, mas ao perceberem a abordagem pirata, eles resistem usam todos os artifícios possíveis, e mesmo assim acabam cedendo à invasão, Phillips orienta a todos da tripulação a apenas se esconder e não enfrentarem os bandidos, a partir da abordagem até o fim o filme se torna tenso á todo momento, os saqueadores estão apreensivos e tensos, fazendo ameaças a todo instante e procuram por valores, algo que não tem no Alabama, pois é apenas um cargueiro de suplementos, o único valor que eles transportam é 30 mil no cofre, mas é difícil convencer os bandidos desta quantia, mas Phillips mantém a calma, sempre seguro tentando passar tranquilidade para sua tripulação e também aos bandidos, o desfecho do longa é puramente emocionante, mesmo baseado em um acontecimento real, poucos diretores conseguem transpor tal ação e tensão para as telas, outro bom exemplo disto é o muito bom Incontrolável dirigido Ridley Scott. 
Enfim Capitão Phillips é uma dica de um ótimo filme, baseado em uma situação real com bandidos reais, em certos momentos perece assistindo tudo pela TV, devido ao tom real dos bandidos, que se tornou um dos pontos altos do filme junto com Hanks, uma boa direção, uma trilha e fotografia de primeira, Capitão Phillips já é um dos fortes candidatos à indicação no próximo Oscar, e Tom Hanks nos mostra que depois de Naufrago voltou ao mar em mais uma grande atuação.
Avaliação:
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Avaliação:
Filmes Inc.:8,5
Critica:9
Público:8


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Thor O Mundo Sombrio (Thor The Dark World)


By Rg.
Thor O Mundo Sombrio chega aos cinemas, trazendo com ele a maior responsabilidade da fase dois da Marvel nos cinemas, ou até maior de todos os filmes do estúdio, primeiro pelo fato de ter que ser muito superior que antecessor (que deixou à desejar), segundo ter que recuperar os fãs da decepção do razoável; Iron Man 3, outro peso é ter que ser um sucesso semelhante, pois mesmo criticado á terceira aventura de Tony Stark nos cinemas só perde em números para Os Vingadores e também fez mais de um bilhão.
Thor O Mundo Sombrio chega com muitas novidades, uma das principais é a troca de diretor, sai o Shakespeariano; Kenneth Branagh entra o especialista em épicos; Alan Taylor, que dirigiu alguns episódios de Game of Trones, e outas séries de TV como; Lost, Mad Men e Os Sopranos, deixando o tom do filme totalmente diferente, fazendo jus ao nome (O Mundo Sombrio), dentre tantas mudanças (todas positivas), uma das principais é o longa se passar mais em Asgard (menos colorida e mais imponente), e o arco terráqueo do filme é todo ambientado em Londres (numa metrópole, não no novo México, numa cidadezinha que tinha cara de set de filme de western pronta para ser destruída, aqui as proporções são em grande escalas), tanto as batalhas em terra como em Argard, as invasões dos Elfos Negros são impressionantes, pela sua destruição e pelo visual de suas naves.
A trama: o filme tem inicio com numa narrativa inicial, onde Odin nos apresenta os inimigos (Elfos Negros) num flashback de como seu pai os enfrentou a milhares de anos atras, e praticamente os dizimou, e até hoje ninguém mais tinha ouvido falar dos Elfos Negros, numa cena que visualmente chega a lembrar Kripton de O Homem de Aço.
Outro ponto forte é o elenco que evoluiu muito do longa anterior para este, Anthony Hopkins esta muito bem novamente como Odin, imponente e seguro de suas decisões, Rene Russo (Frigga) que ganhou mais importância nesta sequência devido a seu carinho pelo "filho" Loki, esta formidável, tanto na parte dramática como na ação, Natalie Portman (sempre eficiente), esta mais madura em seu papel e menos vulnerável, deixando de ser apenas um nome de peso no elenco e interesse romântico do herói.
Outra evolução, mas nas devidas proporções é Chris Hemsworth mais confiante e menos arrogante, seu Thor esta muito mais humilde e carismático (vale citar que sua prepotência era parte do arco do primeiro filme e não culpa sua), mais solto como ator também.
A ameaça do filme os Elfos Negros liderados por Malekith são realmente uma ameaça, um perigo real, em busca de vingança, eles ressurgem novamente em busca do Eter, que se cair em suas mãos a terra e todos os mundos vão se tornarem trevas e a escuridão vai prevalecer, além de todos sucumbirem a sua força que se torna inigualável quando em poder de tal substância.
Entre tantos acertos, temos Loki (Tom Hiddleston), que já foi o melhor atrativo do filme anterior, e também se sobressaiu em Os Vingadores sendo novamente o vilão do filme, aqui ele toma o filme para si, mas de forma eficiente e positiva, não de forma apelativa, sendo válvula de escape, ele esta sempre presente e eficiente, além de já ter provado de seu valor nos filme citados, aqui conhecemos melhor outra faceta do vilão, como a real ameaça são os Elfos, Loki é procurado por pelo seu "irmão" para guia-lo além das fronteiras de Asgard para enfrentar o novo inimigo no Mundo Sombrio, e somente o deus da trapaça consegue caminhar por diversos mundos sem que Odin saiba, pelo fato de não ser a ameaça, ele esta satisfeito com tudo que esta ocorrendo, com o caos imperando, e ele ganhou sua liberdade (mesmo que provisória), Loki praticamente usa todos seus truques para se divertir, já que até pouco antes ele estava nos calabouços de Asgard, sua atuação é impecável e beira a perfeição, sarcástico, canastrão se tornando uma espécie de anti-herói, pois sua conduta é tão convincente que nos cativa a torcer por ele de alguma forma.
O alivio cômico (tão exagerado e criticado primeiro filme) agora esta muito melhor, sempre no time certo, em sua maior parte feitas pelo Deus da Trapaça, soltando piadas e trocadilhos hilários, dignos de aplausos (inclusive numa cena envolvendo Capitão América, fantástica).
Thor O Mundo Sombrio é sem duvida muito superior há seu antecessor e consegue ser até o momento o melhor filme desta curta fase dois da Marvel Studios nos cinemas, e também esta entre os melhores do estúdio, sua evolução de um filme para o outro foi altíssima e conseguiu nos brindar com um filme digno de herói, com tudo na medida certa, mesclando entre a ação e diversão.
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Avaliação:
Filmes Inc.:9
Critica:8
Público:9