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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Annabelle

Annabelle-poster-01by Rg.
Annabelle surge com expectativas diversas; para o público em geral, e a expectativa de ser um novo A Invocação do Mal (ótimo filme que deixou muita gente com cabelo em pé), dirigido pelo especialista do gênero James Wan (que também dirigiu Sobrenatural), já para a critica e os cinéfilos, existe um certo receio com este genérico ou Spin-off, pois pode soar como um derivado, apenas com intuito de fazer dinheiro as custas do filme anterior. Por que o receio da imprensa? pois o próprio James Wan não esta envolvido com o filme (ocupado com Velozes e Furiosos 7) que feito de forma rápida a toque de caixa (em menos de um ano), para aproveitar o barulho ($320 milhões de dólares) do anterior, e segundo os números, longas derivados, poucas vezes que rendem bons filmes.
Annabelle tem praticamente o mesmo inicio de A Invocação do Mal, onde duas garotas estão explicando para os Warren (casal que investiga fenômenos paranormais, mostrado em A Invocação do Mal) o que a "boneca" Annabelle tem atormentado as duas jovens enfermeiras em seu apartamento, logo em seguida, já corta para alguns anos antes, quando a personagem do título surgiu.
O filme nos mostra um jovem casal (John e Mia) nos anos 60, que estão prestes a ter seu primeiro bebê, e que numa fatídica noite seus vizinhos são vitimas de um ataque de uma seita liderada pelo por; Charles Manson (que realmente existiu e matou dezenas de pessoas nos anos 60). Na tentativa de socorrer o casal de vizinhos, eles também são atacados e Annabelle (jovem integrante da seita), pratica um ritual e antes de ser morta e transfere sua alma para uma das bonecas de Mia, após o ocorrido o casal decide se mudar, e deixar as lembranças ruins para trás, mas como em todo bom filme do gênero, algumas delas os seguem. A partir dai o filme cresce muito, Annabelle estava numa direção lenta preguiçosa, ao contrario de que James Wan, fez com mestria em Sobrenatural e A Invocação do Mal, que soube ditar o ritmo, mesmo sendo algo normal em todo filme deste gênero, você apresentar seu antagonista aos poucos e levar o telespectador ao clímax moderadamente, mas aqui John R.Leonetti (que trabalhou com Wan como diretor de fotografia nos ultimos filme do diretor), estava fazendo isso de uma forma meio exagerada e lenta, ainda mais por que já conhecemos Annabelle em outro longa. Muito desde fraco inicio se deve por descaradamente o filme tenta homenagear, o clássico O Bebe de Rosemary (que usou a técnica do terror psicológico durante todo o longa).
O que deixa a desejar em seu início, em ritmo e desenvolvimento da história, o pupilo de Wan manda bem quando precisa, ele investe em criar um clima, e abusa (bem) do Jumpscar (cenas de susto), a partir dai o longa funciona como seu antecessor, e nos rende sequências muito boas e bem coreografadas, usando (e muito) a simplicidade, com truques de iluminação, som e efeitos práticos, nada de terror moderno genérico, onde a trilha muda e já entrega que vem um susto pela frente, vale destacar uma cena feita em plena luz do dia, que é uma das mais legais do filme.
Enfim Annabelle funciona, mas como bom genérico ou derivado, vai se firmar como bom Spin-off (saga paralela com personagens secundários de outro filme ou série) da franquia A Invocação do Mal, mesmo sendo inferior ao seu antecessor que é muito mais coeso e bem dirigido, Annabelle funciona melhor do que o esperado, ainda mais quando ele se rende apenas ao terror e nos assustar, e mesmo deixando a desejar  em seu inicio, o gênero terror esta tão defasado, que mesmo sendo abaixo da média, para nós fãs às vezes um genérico as vezes vai bem e resolve. @FilmesInc                    @RG_FilmesInc                  Facebook               #FilmesInc Avaliação: Critica:6,5 Filmes Inc.:7,5 Público:8,5
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

FilmesIncastV #17 Mercenários, Stallone e Brucutus anos 80/90


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FilmesIncastvNeste Programa destrinchei, a franquia Mercenários e fui mais a fundo, onde tudo começou, nos saudosos anos 80/ 90, onde os Brucutus; Stallone, Arnold, Van Damme, Chuck Norris, Bruce Willis e etc, reinaram e agora voltam aos holofotes graças a esta divertida franquia, confiram, assinem nosso canal deixe seu like no vídeo e assinem nosso canal.      

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Garota Exemplar

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by Rg.

Garota Exemplar novo filme do diretor David Fincher, é também mais uma adaptação literária em sua carreira cinematográfica. Desde que despontou com Seven, o cineasta se tornou especialista em adaptar Best-Sellers para o cinema, até agora ele vem sendo extremamente bem sucedido, vide; Clube da Luta, Zodíaco, O Curioso Caso de Benjamim Button, Rede Social e Millenium, mas desta vez a pressão sobre ele é maior, seu novo filme é protagonizado por ninguém menos que; Ben Affleck, um dos atores mais criticados (injustiçado) em Hollywood, será que Fincher consegue manter a sua média e nos entregar mais um ótimo filme, e ainda uma nos brindar com boa atuação de Ben Affleck? somente o tempo (filme) irá dizer.

Garota Exemplar já inicia seguindo sua cartilha David Fincher padrão, Nick Dunne (Ben Affleck) narra em off o inicio do filme, e já percebemos bem em que pé esta seu casamento, ao acariciar sua bela esposa, querendo saber o que ela realmente pensa, nem que para isso fosse necessário abrir sua cabeça, para saber o que se passa nela, o longa nos mostra em duas linhas temporais o relacionamento de Nick e Amy nos dias atuais (as vésperas de seu desaparecimento), e há cinco anos atrás, quando eles se conheceram, mostrado em flashbacks, que servem para nos mostrar onde tudo começou, e também onde começou a dar errado, uma coisa mostrada desde seu inicio é que a relação deles já não ia bem há tempos, fator que já nos leva a suspeitar de imediato de seu esposo (Nick), que não demonstra fisicamente e emocionalmente, estar muito abalado com o desaparecimento de sua esposa Amy (Rosamund Pike).
O longa nos leva a questionar o esposo, mas também faz com que nos apegamos a ele, entendermos sua situação, quando tudo e todos, começam a se perguntar se ele matou sua esposa, a esta altura já foi nos mostrado que tanto Nick quanto Amy não tinha mais um grande interesse pelo outro, isso prejudica Nick, que não sabe quase nada sobre Amy, desde casualidades a coisas pessoais. Quando indagado pela agente que investiga o caso, sobre o ciclo de amizades e o dia a dia, de sua ente desaparecida, sua falta de conhecimento, somado à sua falta de interesse na vida de sua conjugue, já o prejudica de imediato, fazendo com que ele pareça indiferente ao seu sumiço, o tornando ainda mais suspeito, à medida que as investigações avançam. Isso tudo é mostrado em seu inicio, que é suficiente para começamos julgar Nick, ou defende-lo, em poucos minutos já são suficientes, para tomarmos partido (e mudarmos ele rapidamente), até quando novas evidencias vem à tona, algumas que o incriminam, e outras que nos fazem ter pena de tudo que esta ocorrendo ao seu redor, cabe sempre a nós (espectadores), julgar, a inocência ou não do protagonista.  O que transforma Garota Exemplar em um excelente filme, e merecedor de todas as criticas positivas, que vem recebendo, é sua reviravolta, que vem logo em seu segundo ato, ainda temos o clímax, com mais uma reviravolta em seu desfecho, que nem posso citar, para não estragar a surpresa (algo surpreendente, no melhor estilo, eu já imaginava isso, mas mudei de ideia).  O Diretor (Fincher) constrói uma trama envolvente, é o típico filme que você assistiria na TV, e no dia seguinte estaria discutindo com os amigos e colegas de trabalho, sobre ele e seu desfecho, é o filme que você sai do cinema e quer comentar ou ligar para alguém, saber a sua opinião, discordar, expor seu ponto de vista, Garota Exemplar faz tudo isso com maestria, tem um pouco de Fincher de Millenium (Os Homens Que Não Amavam as Mulheres), com algumas características suas em Seven e Vidas em Jogo (no quesito tensão, e o desfecho, surpreendente e eficaz), pode não ser seu melhor trabalho, mas esta entre eles.  Outro acerto do filme, por incrível que pareça, é seu elenco, para os críticos, a atuação de Ben Affleck é coesa, e esta entre as melhores de sua carreira, ao lado de; Intrigas do Estado, Atração Perigosa e Argo, mérito atingido devido à sua identificação com o personagem, que vai de pobre marido com a esposa desaparecida, a principal suspeito, é algo que ocorreu com sua carreira, do Oscar com Gênio Indomável, a astro de blockbusters,  execrado pela mídia, e culpado por fiascos, de critica e bilheterias, e agora como diretor (ganhador do Oscar de melhor filme por Argo) e roteirista, esta encontrando à redenção, Affleck já passou pelo mesmo que o seu personagem, mas os desfechos podem ser diferentes.
Rosmand Pike (Jack Reacher) é outra que surpreende, nunca teve destaque em produções como protagonista, aqui ela tem uma atuação digna de premiação, ao narrar com sua voz leve e rouca, boa parte do longa, nos apegamos a ela desde seu inicio, onde ela expõe seu ponto de vista, da desgastada relação com seu esposo. Mas a maestria do diretor e do roteiro é tamanha, e isso também acontece com o personagem de Ben Affleck (Nick), e alternamos os palpites durante o filme, mudamos de torcida mais de uma vez, a direção de David Fincher nos conduz a torcer, acusar, ambos, e até odiá-los durante todo o filme, e independente da escolha, todos saímos de queixo caído, e chocados com seu desfecho.  Garota Exemplar é um exemplo de que o livro certo, nas mãos do diretor certo, faz com que até os mais questionados, possam sair premiados. 
@RG_FilmesInc                                @filmesinc                            Facebook
Avaliação:
Critica:9
Filmes Inc.: 9,5
 Público:8 

O Protetor

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by Rg.
O Protetor é uma adaptação da serie de Tv; The Equalizer sucesso nos anos 80, além disso, possui diversos atrativos para ser visto, mas o principal deles é o fato de ter como protagonista Denzel Washington, além de marcar o reencontro entre o astro e o diretor. Antoine Fuqua, parceria que rendeu o maior sucesso da carreira de ambos; o policial; Dia de Treinamento, que garantiu o Oscar a Denzel Washington por sua encarnação fantástica do maquiavélico Detetive Alonzo Harris. 

De lá pra a carreira deles tomaram rumos distintos, Denzel sempre se manteve numa ótima média com filmes regulares; Chamas da Vingança, Déjà -vu, Por Um Triz e O Livro de Eli (mas sempre longe de algo ruim), e outros acima da média; Um Plano Perfeito, Incontrolável, O Voo, Dose Dupla, O Gangster e Protegendo o Inimigo, já o Antoine Fuqua foi muito questionado pela critica, por sempre se repetir ao retratar insistentemente o gênero policial, e quando mudou de gênero, foi extremamente mal sucedido com; Rei Arthur.  Algumas das criticas a Fuqua são injustas, eles fez bons filmes e se mostrou um diretor competente e vem de um bom trabalho com; Invasão a Casa Branca.
Agora treze depois eles se juntam para realizar O Protetor, se em Dia de Treinamento o Diretor conseguiu a proeza de fazer todos odiarmos Denzel (que por sinal é um dos atores mais simpáticos de Hollywood), aqui ele faz ao contrário, o seu personagem é puro carisma e generosidade, mesmo sem sabermos muito de seu passado, nos identificamos e nos apegamos ao seu Robert Mcall, ao acompanhamos seu pacato dia a dia, onde ele trabalha em uma loja de departamentos, prestativo sempre ajudando a todos ao seu redor, diariamente, pode parecer algo espontâneo ou uma espécie de carma, já que em seu passado ele pode ter cometido coisas da qual se arrepende, e que pretende deixar a trás, sua rotina diária termina em uma cafeteria, onde ele lê seu livro e toma seu chá.
Tudo muda quando a máfia Russa (responsável pela prostituição local) fere gravemente sua amiga Teri (Choe Grace Moretz), uma jovem prostituta local com quem ele conversa diariamente na cafeteria, Robert criou um vinculo fraternal com a jovem e ao descobrir quem lhe causou mal, faz com que algo que ele tinha deixado o em seu passado venha à átona novamente (seu instinto assassino e protetor), descobrimos que ele não era apenas um bom samaritano, mas alguém com treinamento especial, perito em desarmar e liquidar seus oponentes, uma espécie de Jason Bourne, Batman e Bryan Mills (Busca Implacável), seu personagem reúne um pouco dos três heróis citados, ele cronometra suas ações e antecipa seus atos, assim como Downey Jr. em Sherlock Holmes.
Um dos pontos fracos do filme é justamente fazer com que nos apegamos a Robert, numa espécie masoquismo, como se ele fosse um santo e não apenas um justiceiro, que não gosta de ver quem ele gosta se ferir.
Antoine filma Denzel como uma especie de super-herói ou até semi-deus, com todos os clichês tradicionais, na chuva, explodindo tudo sem olhar para trás, sumindo nas sombras e etc, algo desnecessário se compararmos com os personagens citados, nenhum deles precisou disso para nos apegarmos a eles.  O filme funciona bem em boa parte dele, mesmo com este exagero de (boa) construção de imagem, o que realmente prejudica O Protetor é sua duração, pelo fato de ser um pouco longo (131 min) para um filme do gênero, e ainda assim ao não desenvolve o passado do seu protagonista, somente em meados do filme (após ele já ter dizimado meia máfia Russa em Boston), temos algumas respostas de quem ele era, e o porquê ele possui tais habilidades e técnicas de combate, mas de forma bem rasa e pouco detalhada, apenas descobrimos para quem ele trabalhava, agora onde e por que deixou tudo para traz, é muito vago.
O Protetor é um bom filme de ação, Denzel Washington é acima da média e dispensa apresentações, mas devido ao grande carisma do astro, não era necessário fazer todo aquele lobby de seu personagem, para justificar suas atitudes, pois se tem alguém que tem carisma (com exceção de seu personagem Alonzo) este alguém é Washington. O filme seria bem mais dinâmico, se tivesse meia à hora a menos, e agradaria mais gente não apenas o pessoal do happy ending, o mesmo público de Chamas da Vingança, que não é nem de longe um dos melhores filmes do ator, mas é o favorito do grande público (sucesso em reprises por ai, devido ao seu apelo dramático, às vezes bem desnecessário e similar ao que encontramos aqui).
Longe de ser um dos melhores filmes do astro O Protetor esta prestes a ser a primeira franquia do astro devido ao seu sucesso de bilheteria, e sua sequencia já esta encaminhada. É uma pena, ao mesmo tempo promissor, pois quem sabe se como em raras exceções em Hollywood, sua sequencia o supere e conserte os poucos (mas insistentes) erros, principalmente pela dupla Denzel e Fuqua, que já provaram que conseguem fazer muito melhor, mas nem sempre os melhores são os filmes que os consagram. Há fica uma dica para qualquer vilão, que vai para um confronto final com o mocinho, o convide para tal embate em território neutro, nunca na casa do herói, ou em seu trabalho, pois eles conhecem todos os cantos e terão uma ótima vantagem. 
@RG_FilmesInc                        @FilmesInc                         Facebook 
Critica:7,5 
Filmes Inc.:7,5
Público:8,5

Livrai-nos do Mal

Deliver-Us-From-Evil-2014by Rg.
O novo filme Livrai-nos do Mal, tem nome, cartaz e pompa de terror, mas tem uma atmosfera suspense policial (principalmente em seu primeiro ato), seu início esta mais para um noir, do que para terror, é uma mistura ousada (mas não original), como o longa é baseado em fatos reais da vida do capitão Sarhie (Eric Bana), teria que ser realmente adaptado desta forma, seu início é nos moldes dos policiais investigativos (clichê em Hollywood), onde as cenas do crime, sempre ocorrem embaixo de muita chuva, delegacias são escuras, seus investigadores são frios, e em sua maioria carregam consigo um passado perturbador. O longa vai neste formato até sua metade, onde o flerte com terror se torna real, tomando conta do filme. Conforme seu protagonista vai deixando de ser cético, após os diversos acontecimentos inexplicáveis ocorrerem ao seu redor, o longa vai tomando forma e se tornando um verdadeiro filme de terror (com direito a possessões demoníacas e exorcismos).
A direção do longa é do experiente Scott Dirrickson, que fez recentemente o bom; A Entidade e O Exorcismo de Emily Rose.  
Livrai-nos do Mal nos conta a história do oficial Ralph Sarchie, que segundo ele mesmo (e seu parceiro), possui tem um certo radar, para escolher as ocorrências, que os levam sempre as mais perigosas, em uma destas, seu "radar" os leva a um chamado no zoológico local, onde uma mãe jogou seu filho na jaula dos leões, chegando ao local ele percebe que não é um simples caso de mãe usuária de droga, ou louca, que decide tirar à vida do filho, e sim algo muito mais estranho, à suposta "usuária" não apresenta sinais de loucura comum, ou de estar sobre efeitos de drogas, e sim algo mais inexplicado, como se ela estivesse sobre o poder de alguém, e no local ele avista um estranho homem, com uma aparência estranha e tatuagens bem sinistras pelo corpo todo. O que seria apenas mais uma ocorrência rotineira, se tornou algo fora do controle, devido as coincidências que iriam seguir o caso, paralelamente outras ocorrências com pessoas com os mesmo sintomas, tomam conta da região e Sarchie começa a ver uma ligação em tudo, com a ajuda do padre Mendonza (Edgar Ramirez); eles se deparam com uma espécie de seita satânica, que esta recrutando pessoas para um ritual. Mesmo cético, todos indícios, os fazem mudar de ideia, e tudo vai afunilando, até acontecimentos do passado do oficial vem átona, junto com a segurança de sua família é posta em cheque também. 
O filme tem boas cenas de suspense, e funciona muito bem em alguns momentos, como seu início e seu clímax final, que resulta numa cena repleta de tensão (uma das melhores do gênero do cinema atual), seu problema é seu segundo ato, e a fusão dos gêneros (terror/policial), que faz com que seu meio seja lento e arrastado, algumas horas não acontece nada, e o filme fica estagnado, sem nada para nos motivar.
A fusão dos gêneros pode causar (e causa) estranheza, mesmo sendo um terror, ele funciona melhor como filme policial (com exceção do final), do que o gênero que ele é vendido. Livrai nos Mal é bem regular, e tem poucas boas surpresas, só pelo fato dele ser regular (longe de ruim), já é uma vitória, e vale ser visto, mas a julgar pelo elenco e o diretor, poderia ter um filme muito melhor, que poderia ser um pioneiro num subgênero novo; terror investigativo, mas não foi desta vez que vamos nos livrar do mal, de filmes que não são perfeitos.
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Avaliação:
FilmesInc.:7
Critica:6,5
Público:8

O Doador de Memorias

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by Rg.
O Doador de Memorias pode ser considerado o marco entre a saturação e o novo, pelo fato de ele ser mais um filme com a temática de um futuro utópico (ou despótico), em alguns casos pós-apocalíptico e etc, aqui no caso não chega a ser pós-apocalíptico, mas uma utopia de um futuro "perfeito". O longa é baseado em um Best-Seller; O Doador (1993) de Lois Lowry , e tem muito de diversos filmes recentes do gênero, com a temática bem similar, misturando aspectos de diversos deles como: Equilibrium, e os recentes Jogos Vorazes e Divergente, a semelhança com os dois últimos é ainda maior devido a trama e o elenco de protagonistas teen (jovem), além de também ser adaptados de livros de sucesso recentes, é mais um filme sobre adolescentes aprendendo a ser adultos e suas escolhas. O Doador de Memorias nos conta a história de três jovens; Jones, Fiona e Asher, num futuro utópico, onde tudo é perfeito e a paz reina, e a humanidade se resume a frieza, sentimentos foram banidos, as pessoas quase não o tem, e mal o demonstram afeto (lembrando muito Equilibrium de 2002), fazendo com que assim eles não cometam crimes, não havendo guerras e outros males, como; inveja e ganancia, responsáveis por destruir sociedades. Diariamente eles recebem uma dose de um soro que inibi seus sentimentos, tudo é muito rígido, assim que atinge a maturidade eles são designados a uma profissão (Bee Movie), escolhida pelos anciões, com base em seu caráter (Divergente).
O futuro utópico perfeito é praticamente uma prisão em um regime semi-aberto, onde as pessoas seguem as regras diariamente. Para demonstrar a mesmice deste futuro "perfeito", o diretor Philip Noyce, inicia o filme todo em preto e branco, nos mostrando o futuro pela ponto de vista do trio de amigos inseparáveis, que estão prestes a se tornarem adultos e serem designados para uma profissão, entre eles; Jonas se destaca, por ser predestinado a ser um recebedor de memorias, algo raro (o ultimo foi selecionado há mais de 10 anos), desde então ninguém mais tinha surgido com vocação para tal tarefa, ser recebedor é um fardo, que o escolhido carrega sozinho, ele não pode compartilhar com ninguém detalhes de seu treinamento, apenas seu doador vivido por; Jeff Bridges sabe o que acontece em sua mente, ao receber memorias passadas, não demora muito para que Jonas passe a se perguntar e questionar, o porquê tudo no passado era diferente, e colorido. É nítido que Jonas é diferente, e isso deixa sua vida em risco, sua curiosidade e perguntas, sobre todos e o passado, são cada vez mais frequentes, ele acaba se tornado uma ameaça ao estilo peculiar e tranquilo, desta sociedade harmoniosa (estilo de vida atual).
O Doador de Memorias tem uma premissa, como já disse bem similar a diversos filmes citados (que deram certo), mas o que realmente lhe prejudica é seu ritmo, seu desenvolvimento é lento, tudo é resolvido devagar, na primeira uma hora de filme (poderia ser resolvido em 20 minutos), sua falta de dinamismo incomoda, e outro fator que prejudica o longa é seu elenco, o protagonista Brenton Thwaites, não tem carisma algum, e seus co-protagonistas também são insossos, contrabalanceando o longa tem dois dos maiores nomes do cinema; Jeff Bridges e Maryl Streep, mas a direção e o roteiro são tão preguiçosos, que nem Bridges e Streep conseguem dar o melhor de si, e salvar o filme.
Após um começo lento, o filme tenta consertar tudo em seu ato final,  apressando tudo numa correria desenfreada, querendo que a gente acredite, que em algumas semanas o receptor (Jeff Bridges) já decide ajudar Jonas a libertar todos, colocando as suas vidas em risco, numa relação quase que fraternal, como se eles já tivessem uma afinidade há tempos, é muita incoerência, para alguém que tem o maior cargo entre os anciões (ou de maior responsabilidade), já confiar o futuro de todos num garoto, que mal conhece, é muito arriscado, se o filme desenvolvesse melhor esta relação em seu incio, ao invés de ter um ritmo lento e vazio até sua metade, e apressar as coisas nos minutos finais. O Doador de Memorias é mais uma adaptação literária teen (nada contra quando bem feito), que esta mai para pastel de vento, do que para um bom pastel, tem uma boa aparência, mas não tem nada por dentro. 
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Avaliação:
Critica:6
 Público:7
 Filmes Inc.:6,5