by Rg.Annabelle surge com expectativas diversas; para o público em geral, e a expectativa de ser um novo A Invocação do Mal (ótimo filme que deixou muita gente com cabelo em pé), dirigido pelo especialista do gênero James Wan (que também dirigiu Sobrenatural), já para a critica e os cinéfilos, existe um certo receio com este genérico ou Spin-off, pois pode soar como um derivado, apenas com intuito de fazer dinheiro as custas do filme anterior. Por que o receio da imprensa? pois o próprio James Wan não esta envolvido com o filme (ocupado com Velozes e Furiosos 7) que feito de forma rápida a toque de caixa (em menos de um ano), para aproveitar o barulho ($320 milhões de dólares) do anterior, e segundo os números, longas derivados, poucas vezes que rendem bons filmes.
Annabelle tem praticamente o mesmo inicio de A Invocação do Mal, onde duas garotas estão explicando para os Warren (casal que investiga fenômenos paranormais, mostrado em A Invocação do Mal) o que a "boneca" Annabelle tem atormentado as duas jovens enfermeiras em seu apartamento, logo em seguida, já corta para alguns anos antes, quando a personagem do título surgiu.
O filme nos mostra um jovem casal (John e Mia) nos anos 60, que estão prestes a ter seu primeiro bebê, e que numa fatídica noite seus vizinhos são vitimas de um ataque de uma seita liderada pelo por; Charles Manson (que realmente existiu e matou dezenas de pessoas nos anos 60). Na tentativa de socorrer o casal de vizinhos, eles também são atacados e Annabelle (jovem integrante da seita), pratica um ritual e antes de ser morta e transfere sua alma para uma das bonecas de Mia, após o ocorrido o casal decide se mudar, e deixar as lembranças ruins para trás, mas como em todo bom filme do gênero, algumas delas os seguem. A partir dai o filme cresce muito, Annabelle estava numa direção lenta preguiçosa, ao contrario de que James Wan, fez com mestria em Sobrenatural e A Invocação do Mal, que soube ditar o ritmo, mesmo sendo algo normal em todo filme deste gênero, você apresentar seu antagonista aos poucos e levar o telespectador ao clímax moderadamente, mas aqui John R.Leonetti (que trabalhou com Wan como diretor de fotografia nos ultimos filme do diretor), estava fazendo isso de uma forma meio exagerada e lenta, ainda mais por que já conhecemos Annabelle em outro longa.
Muito desde fraco inicio se deve por descaradamente o filme tenta homenagear, o clássico O Bebe de Rosemary (que usou a técnica do terror psicológico durante todo o longa).
O que deixa a desejar em seu início, em ritmo e desenvolvimento da história, o pupilo de Wan manda bem quando precisa, ele investe em criar um clima, e abusa (bem) do Jumpscar (cenas de susto), a partir dai o longa funciona como seu antecessor, e nos rende sequências muito boas e bem coreografadas, usando (e muito) a simplicidade, com truques de iluminação, som e efeitos práticos, nada de terror moderno genérico, onde a trilha muda e já entrega que vem um susto pela frente, vale destacar uma cena feita em plena luz do dia, que é uma das mais legais do filme.
Enfim Annabelle funciona, mas como bom genérico ou derivado, vai se firmar como bom Spin-off (saga paralela com personagens secundários de outro filme ou série) da franquia A Invocação do Mal, mesmo sendo inferior ao seu antecessor que é muito mais coeso e bem dirigido, Annabelle funciona melhor do que o esperado, ainda mais quando ele se rende apenas ao terror e nos assustar, e mesmo deixando a desejar em seu inicio, o gênero terror esta tão defasado, que mesmo sendo abaixo da média, para nós fãs às vezes um genérico as vezes vai bem e resolve.
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Avaliação:
Critica:6,5
Filmes Inc.:7,5
Público:8,5




