by Rg.
Imagine um filme de época com carruagens, castelos, bailes e espartilhos e acrescente zumbis, pronto temos Orgulho e Preconceito e Zumbis, mas ele não e apenas mais um filme de zumbis. Ver Orgulho e Preconceito e Zumbis e no mínimo peculiar, primeiro para os que conhecem bem sétima arte, é mais uma adaptação baseada no famoso livro Orgulho e Preconceito de Jane Austin (famosa escritora da literatura britânica), agora para os leigos pode ser apenas mais um filme de zumbi, mas desta vez de época, poucos entenderão o porquê do estranho título, sem saber a referência. E fica a pergunta por que pegar um famoso conto de romance de literatura britânica como base para o filme. Tudo começou com um livro que se inspirou no famoso romance e acrescentou Zumbis, só que no universo literário e mais fácil vender, o que podemos chamar de "sátira", mas o cinema é uma mídia diferente fica difícil vender ou atrair a atenção do grande público para este filme, por mais que o gênero Zumbi esteja em seu auge nos últimos anos (vide a série The Walking Dead e a superprodução cinematográfica; Guerra mundial Z que arrecadou mais de $300 milhões em 2013).
O longa tem uma produção excelente no melhor estilo de épica, fotografia exemplar e figurinos impecáveis, que não deixam em nada a desejar aos filmes do "sérios" de gênero, só que todo aquele glamour e elegância, está infestado de zumbis. Chega a ser interessante a fusão, mas não tanto cativante, para o grande público, eu particularmente tive mais curiosidade de ver o longa por conhecer o filme adaptado da obra de 2005, conhecer também outros contos adaptados para o cinema da escritora como; Razão e Sensibilidade, Ema e Amor e Inocência (este ultimo nos conta a historia de escritora). Para os mais informados é um ótimo exercício comparar as versões, que segue a mesma estrutura e apenas troca o conflito principal; guerra e a substitui pela peste Zumbi, o longa tem tudo que um filme de época tem, e segue bem o roteiro do original (com adição doa zumbis, mero detalhe) um resumo nos créditos iniciais, nos conta o início da infestação e o porquê as protagonistas do longa Elizabeth e suas irmãs demonstram exímia habilidades de luta, manuseiam diversas armas e são peritas em matar zumbis, devido à infestação as famílias mandaram seus herdeiros (as) treinarem no Japão e China, para aprender as técnicas de luta e combate com armas e espadas adagas e etc, para aquelas que não conhecem o conto original a trama se passa durante o século 17 e a família de Elizabeth tem dificuldade de arrumar bons partidos para suas cinco filhas, que precisam se casar, para que sua família mantenha suas terras, e como Beth é a mais velha, já passou da hora de arrumar um partido, ela reluta em ter um casamento sem amor, de forma arranjada (e acredite ela tem apenas 21 anos que para época era um absurdo ser solteira nessa idade), eis que entra em sua vida o recluso Mr.Darcy e o conflito entre eles é imediato, eles se odeiam e este ódio vai aumentando no decorrer do filme e o resto da trama você já imagina.
O que prejudica o filme é justamente o que seria seu diferencial; o arco Zumbi, que funciona pouco, até para aqueles que como eu estava comparado os longas (e até comprando a ideia), imagine para os desinformados, que vai ao cinema para ver um longa de mortos vivos, e tem um filme com de época romântico e muita pausas dramáticas,mantendo toda a base romântica do conto original fica difícil para o grande público comprar a ideia (outro filme tentou isso sem sucesso recentemente, o frenético Abraham Lincoln Caçador de Vampiros).
Emfim Orgulho e Preconceito e Zumbis, tem um bom elenco (vale destacar Lily James e Sam Riley protagonistas do longa), uma ótima fotografia e direção de arte e figurinos impecáveis, mas peca no lado zumbi, os efeitos dos mortos vivos deixam a desejar soam omo falsos e muito digital e pouca maquiagem, é o tipo de zumbis escolhidos também não convence, onde eles se comunicam como os vivos (difícil comprar), não e de hoje que eles evoluíram em alguns filmes (Extermino, Madrugada dos Mortos e Guerra Mundial Z) em eles correm desenfreadamente e hoje já faz parte do gênero, mas falar, não dá. Todo esforço que diretor; Burr Steers teve na retratacao da época, ele perde na hora da ação, faltou experiencia no gênero.
Para os fãs de cinema, que vão ver qualquer filme independente do gênero, e gostam de ver algo diferenciado, podem se divertir, o filme tem bons momentos, agora se você não ta nem aí, e nem faz ideia de quem foi Jane Austin, e só quer se divertir e ver cérebros sendo devorados, tem outros ótimos exemplares do gênero, melhores e que não precisam que você entenda a referência.
@RG_FilmesIn @FilmesInc #Facebook Insta/rg_filmesinc
Avaliação:
Critica:6,5
Filmes Inc.:7
Publico:7,5
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