Filmes Inc.

domingo, 30 de setembro de 2012

DREDD

By Rg.
Dredd pode ser resumido em puro entretenimento, mas quem falou que diversão e entretenimento não pode nos surpreender, e ser um filme acima da média?
Dredd chega aos cinemas como um filme de ação e nos mostra como fazer um bom filme independente do gênero, e ser eficiente em vários quesitos, não só em ação.
Ele se sobressai como adaptação de quadrinhos (para aqueles que não sabem, baseado na HQ britânico homônima em 1977), se supera também a criar um universo futurista pós-apocalítico, com um baixo orçamento (a produção foi rodada na maior parte na África do Sul ,no lugar que também foi filmado outro surpreendente filme; Distrito9) e custou ninharia se compararmos ao padrão de produções deste porte em Hollywood, quem assiste ao filme não diz que o longa metragem custou menos de 50 milhões.
E ainda o filme merece destaque como Reboot, por que em 1995, também foi "adaptado" da obra de John Wagner e Carlos Ezquerrao, O Juiz protagonizado por Sylvester Stallone, e de fiel aos HQs não tinha nada (e o pouco que tinha era totalmente descaracterizado), o filme chega à beirar o ridículo, e de quebra praticamente sepultou Dredd nos cinemas, que já não era uma HQ muito popular, agora 17 anos depois ele retorna aos cinemas em grande estilo, nos fazendo esquecer qualquer lembrança daquela versão.  
Dredd, nos mostra que o futuro em Mega City One, há muito contraste, existem diversos guetos onde a violência tomou conta e grande centros habitacionais (prédios que chegam até 200 andares) se tornaram o epicentro da violência (verdadeira favelas de concreto), lugares onde não existe lei a não ser as dos Juízes, que fazem às vezes de polícia, juiz e executor, e o acusado responde pelos seus delitos na hora e local, se for grave é executado, isso faz com que eles sejam temidos como a única lei, literalmente conhecidos como o braço da lei.
Frios e com treinamento impecável (que vai deixar muito soldado do Bope com inveja), eles conseguem manter a paz e ser temidos nos guetos. Mas uma nova droga esta transformando Mega City One, num caos conhecida como Slo-mo, este potente alucinógeno deixa o usuário com seu cérebro operando com um segundo de atraso, assim ele enxerga tudo em slow motion (câmera lenta), mas sem testemunhas ou pistas, por que poucos tem coragem de deletar os chefes do tráfico em Mega City, tornando o difícil acesso ao seu distribuidor, conhecida como Ma Ma (Madaleine Madrigal), que tomou para si todo o controle e distribuição de Slo-mo na cidade. Dredd é designado para treinar e avaliar Cassandra Anderson (Olivia Thirlby), uma jovem aspirante a Juiz, que já se prontificou ao cargo diversas vezes e devido a falta de efetivo recebeu uma nova chance (os Juízes só conseguem atender a 6% das ocorrências), além de tudo ela possui um diferencial para o serviço, que vocês saberão no decorrer do longa.
Logo em sua sequência inicial (numa perseguição incrível), o filme já mostra ao que veio e da para se ter noção do poder de intimidação dos juízes, ao abordar traficantes que estão em fuga, ao avistarem Dredd já demonstram uma enorme preocupação, isso serve para irmos nos habituando com o modo de agir de um juiz, principalmente de Dredd, ao persegui-los ele vai citando as inflações e as penas que eles devem responder, conforme a perseguição avança a pena e a situação dos meliantes vai se complicando, como ao atropelarem um transeunte, já respondem por homicídio e ao atirarem contra ele (Dredd) tentativa de homicídio contra um Juiz.
Mas o filme começa mesmo ao adentrarem em Treach Peachess, numa batida de rotina eles prendem um reres traficante, mas ele é peça fundamental para que Ma ma continue seu reinado (pois ele possuiu informações que pode compromete-la), ela decide então fechar os portões de Teach Peachess, e oferece uma recompensa pela cabeça de Dredd e Anderson, ai que o filme cresce no quesito direção, o diretor Peter Travis (Ponto de Vista) transforma o longa além de um mega filme de ação,  num longa denso e pesado, ele se torna pura tensão um puro clímax, este  confinamento poderia prejudicar o filme, mas não o faz devido à imensidão do local e a direção ágil, a cada momento uma situação diferente acontece com Dredd e Anderson, ao invés de se tornar um filme claustrofóbico e repetitivo ele cresce usando isso ao seu favor.
Ma Ma (Madeline Madrigal vivida Lena Headey) os tem praticamente sob custodia e todos em Peach Trees  a obedecem (ou não se opõem temendo represálias), ela manda toda sua "infantaria" fortemente armada de encontro a eles, neste momento podemos destacar a frieza do personagem que em nenhum momento demonstra medo, sendo frio e calculista de forma sublime, a todo o instante em meio ao caos ter a toda a situação sob controle, mesmo naquele estado de sitio. Karl Urban (Red, Star Trek) vestiu o manto de Juiz sem se importar em não aparecer durante o longa, apenas sua expressão facial (parcial), já se destaca, que chega a lembrar muito Robocop clássico cult dirigido por Paul Verhoeven em 1990, em seus trejeitos, estilo e também na violência do filme (coincidência ou não mesmo sendo americano Robocop aproveitou muito de Judge Dredd).
Dredd é uma boa dica de um ótimo filme por mérito e não por abuso de poder, que vale muito apena ser conferido por que afinal como ele já diz em boa parte do filme "Eu sou a lei" e leis são para serem seguidas!

Há, quer saber mais sobre o filme? Gravamos um podcast com nossos amigos do @conhece_mario sobre Dredd para ouvir clique aqui e para baixar aqui.

@RG_FilmesInc                                   @FilmesInc
Avaliação:
Critica:8                    Karl Urban vs Stallone>>>
Público:9
Filmes Inc.:9,5

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ted

By Rg.
Seth Macfarlanevocê pode não conhecê-lo e nunca ter ouvido este nome, mas guarde bem ele, por que, os que já conhecem, admiram seu trabalho (como eu), vão se vangloriar, os que não conhecem, já devem estar arrependidos procurando por mais criações deste inovador e criativo diretor e roteirista. 
Responsável pelas séries de sucesso na TV; Family Guy (Uma Família da Pesada), American Dad e The Clevland Show, ganhou uma grande popularidade com estas séries animadas e politicamente incorretas, ao extremo, agora ele estréia nos cinemas em seu primeiro filme.
Ted pode ser considerado a maior propaganda enganosa dos últimos 
anos, primeiro ao julgar pelo seu protagonista, muitos esperam algo fofo, engraçado e infantil, a única verdade ai é o engraçado. Aqui o diretor/roteirista Seth Macfarlane, nos mostra agora na tela grande como já desconstruir o politicamente correto (com louvor).E por que fazer isso de forma convencional, se você pode chocar (os mais desavisados). Ao fazer um filme com um humor sujo, pesado, irônico, incorreto e para maiores, por que não usar uma figura bonita, fofa e amistosa; como um urso de pelúcia, após ver este filme muitas crianças que esperavam algo mais inocente devem ter jogado fora seus ursos. Quer forma melhor de desconstruir "o correto" do que usar um simbolo infantil e ícones da sua infância, e transforma-los em figuras opostas ou pior em ícones do humor censurado? Esta é a marca registrada de Seth Macfarlane.
Ted nos conta a história do jovem John (Mark Walberg), que mesmo não sendo maior looser, era tão recluso, impopular e sem amigos (que nem o garoto que sofre bullying de todos se recusa a apanhar dele numa cena hilária. Numa noite o garoto decide fazer um pedido, ele pede que seu único "amigo" seu ursinho de pelúcia Ted ganhe vida, como num passe de magica no dia seguinte; Ted (dublado pelo próprio Seth) esta falando e andando como se fosse um garoto normal (vale citar que esta cena é engraçadíssima, o encontro de Ted com os pais de John é hilaria e fantástica, envolvendo Jesus e etc). 
O tempo passou John cresceu e seu melhor e único amigo também, ambos no melhor estilo Best Friends, tinham os mesmos gostos, hábitos e ídolos de infância, como por exemplo, Flash Gordon e fumar maconha no sofá na hora do café da manhã. Além de Ted, John hoje tem sua namorada, à bem sucedida Lori (Mila Kunis), vice-presidente de sua firma, que ao contrário dele que ainda é um mero funcionário de uma locadora de carros, almejando uma promoção. Mas com o passar dos anos e sem evolução alguma de John, ela percebe que Ted se tornou um empecilho na vida dele, pois a seu ver ele não cresceu e evoluiu por causa do amigo, que continua a incentiva-lo a levar uma vida irresponsável ao seu lado. Chega o momento em que John vai ter que escolher entre uma vida sem pretensões (Ted) ou pensar no futuro (Lori). Neste  momento o filme que já estava divertido, se torna mais engraçado e politicamente incorreto, com piadas sobre tudo e todos, envolvendo desde 11 de Setembro, Suzan Boyle, Taylor Lautner e etc, inclusive uma das melhores cenas do filme, conta com presença de um ator já consagrado que entra mudo e sai calado (numa participação engraçadíssima) de forma brilhante, alias vivendo um personagem de sua estréia no cinema. Ted precisa perder velhos hábitos como prostitutas, bebidas e drogas e começar a ter responsabilidade, e principalmente trabalhar para pagar o seu aluguel, agora que vai ter morar sozinho, o ritmo do filme não cai e ainda surge um vilão (no melhor estilo fã obsessivo que rende outra cena hilária envolvendo até video de dança). Ted é um filme de comédia acima de média, mas para poucos, principalmente aqueles que já conhecem o estilo de Seth ou estão preparados para este estilo de humor, que infelizmente é vendido da forma errada como no caso do Brasil, que reduziram sua censura para 16 anos e só colocou comerciais dublados na TV, mostrando apenas a poucas cenas de humor que não tinham censura, por isso se tornou para aqueles leigos e desavisados um choque, que foram aos cinemas para ver algo leve e fofo, mas viram uma ótima comedia áspera e inteligente ao brincar e desconstruir todos os nossos ídolos de infância de forma sublime, mas isso só funciona se você tem um senso de humor apurado e no minimo sabe o que você vai encontrar  no cinema. 
Seth Macfarlane consegue dar um passo a frente de seus antecessores como; Matt Groening (Os Simpsons), Mike Judge (Beavis And Butt-head) e Trey Parker e Matt Stone (South Park), que fazem o mesmo tipo de humor na TV,  mas nunca emplacaram nada nos cinemas (com excessão de Groening  que emplacou, mas um filme de sua série, Os Simpsons o Filme), Seth já começa com o pé direito além de um ótimo filme com apenas $50 milhões e fez $217 milhões somente nos USA (se tornando a maior bilheteria de uma comédia censura 18 anos) e no total somando o resto do mundo, já soma $400 milhões. É muita coisa para um ursinho. Ted pode não ser Fofo (como o ursinho do amaciante), mas é muito Fo#@#*...Há também batemos papo sobre Ted num podcast com a galera do @Conhece_mario para ouvir e só clicar aqui e para baixar aqui.
@RG_FilmesInc                          @FilmesInc
Avaliação:
Critica:9
Público:8
Filmes Inc.:9,5

sábado, 22 de setembro de 2012

Resident Evil: Retribuição (Retribution)

By Rg.
Resident Evil: A Retribução, chega aos cinemas 10 anos e 4 filmes depois de Resident Evil: O Hospede Maldito (o primeiro filme da série) mais uma vez dirigido pelo experiente Paul W.S Anderson, que além de já ter dirigido o primeiro  filme da série, assinou todos os roteiros da franquia e já adaptou para os cinemas outro game, Mortal Kombat em 1995, após voltar em 2010 para recolocar nos trilhos a franquia (que vinha de dois filmes ruins Resident Evil: Apocalipse e Resident Evil: A Extinção) fez o regular Resident Evil: O Recomeço, agora ele retorna com A Retribuição.
Baseado na franquia de jogos inciada em 1996, segue até hoje (onde previsto para este ano sua parte 6, mas são mais de 6 jogos se contarmos edições especiais e extensões, para diversas plataformas), não demorou para despertar o interesse dos produtores e ganhar uma adaptação para os cinemas que era o sonho de todos os fãs.
O novo longa tem um início exato nos eventos finais do filme posterior (vale citar que esta abertura retrocedendo em câmera lenta é muito boa) mas desta vez nos créditos iniciais Alice (Milla Jovovich) aparece para nos deixar situados de tudo que ocorreu anteriormente (no mundo "e nos Filmes" após o T-vírus) até o momento atual, após esta introdução, o filme tem um início de forma promissora onde Alice tem uma vida normal e constituiu família e os eventos causados pelo T-Vírus da Umbrella aparantemente nunca ocorreram, logo em seguida o mundo vira um caos e há zumbis por todos os lados, no melhor estilo Madrugada dos Mortos, mas após este frenético arco inicial, o filme muda o tom e toma outro rumo (este com muita mas muita ação).
Neste momento que descobrimos que tudo ali era fictício, eram simulações feitas pela Umbrella Corporation, com intuito de criar uma realidade utópica, habitado por diversos clones (principalmente de Alice) por que o mundo la fora praticamente foi extinto, a inteligência artificial "Rainha Vermelha" (a menininha sinistra computadorizada) da as caras novamente e quer exterminar Alice (a verdadeira) e todos seus aliados na luta contra ela (Umbrella) a todo custo. Novos rostos são apresentados alguns personagens principais dos games, surgem apenas neste quinto filme como coadjuvantes de Alice (que vale citar não exite nos games) como Leon e Ada Wong, e outros velhos conhecidos voltam a dar as caras, entre eles Michelle Rodrigues (a mulher mais homem de Hollywood).
O filme é mais solto tem muita uma cara de vídeo game, deste a hora que tem sua reviravolta inicial, mas este rumo frenético decepciona, por que muitos como eu esperavam um filme mais com aquele tom inicial, com cara de apocalipse zumbi (ou pós também), numa pegada mais George Romero (pai do gênero Zumbi/Mortos vivos) mas ele se torna um filme de ação frenético, em invés de lembrar os jogos da série Horror/Survival, ele fica com cara de game mais de ação, algo que até faltou nos filmes anteriores era esta assinatura de game, mas pena que aqui veio tardia e fora do gênero, as cena de ação são muito bem orquestradas e de lutas também o visual do filme esta muito bom para uma produção de apenas 45 milhões de dólares, agora o maior destaque do filme é o 3D, Paul W.S Anderson, sabe como poucos manusear a técnica (já havia mostrado isso em Resident Evil 4) e é o 3D que falta no cinema hoje em dia, são objetos lançados em direção do público, durante o filme todo (com eficiência), pode não ser o 3D ideal como os dos filmes; Tin Tin e Hugo, mas satisfaz quem procura este tipo de filme nos cinemas, pois quem procura Resident Evil, quer apenas se divertir e isso este novo longa faz, pena que falta ousadia, mas quem sabe num futuro próximo um Reboot (recomeço) corrija os erros desta lucrativa franquia, que ainda tem muito público, mas perdeu muita identidade (ou nunca teve), começou como filmes ação/horror e se tornaram filmes de ação.
Há quer saber mais sobre a franquia Resident Evil? Confiram o Podcast que gravamos sobre a saga para o site @Conhece_Mario para ouvir e só clicar aqui e para baixar aqui.
@RG_FilmesInc                                         @FilmesInc
Avaliação:
Público:7,5
FilmesInc.:6,5
Critica:7


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Trilogia Bourne /O Legado Bourne (The Bourne Legacy)

By Rg. 
A trilogia Bourne se consagrou ao reinventar o gênero de espionagem, baseada nos livros de Robert Ludlum, chegou aos cinemas em 2002 com A Identididade Bourne, estrelado pelo até então ator de filmes sérios Matt Damon, nos mostrando o agente Jason Bourne, em busca de descobrir seu passado e quem ele realmente é, após ser baleado numa missão mal sucedida e despertar em alto mar sem memória, ao ser resgatado por pescadores.
O longa dirigido por Doug Liman (Sr. & Sra. Smith) é pura tensão, e foge do clichês do gênero; ação/espionagem/agente secreto, que estava na rotina (com exceção de James Bond, que seus filmes ainda faziam certo sucesso ao lado da franquia Missão Impossível, mas ambos eram do mesmo estilo de filmes), Jason Bourne veio e reinventou o gênero invés de parafernálias e mentiras, entrou o conteúdo, thriller e espionagem de primeira, que não deixa nada à desejar para nenhum filme policial, um personagem com conteúdo, hábil em vários estilos marciais (principalmente Krav Maga), Bourne sempre esta um passo a frente, sempre sabe as rotas de fuga, ao adentrar em qualquer local, memoriza com facilidade fotográfica.
Após dois anos chega aos cinemas sua sequência A Supremacia Bourne (dirigido por Paul Greengras), onde Jason Bourne decide seguir sua vida, mas devido a uma conspiração da Cia, ele acaba sendo bode espiatório e tem que voltar para provar sua inocência, o filme consegue superar o muito bom primeiro longa (Identidade Bourne), com mais aventura e suspense, eletrizantes perseguições de carro e sequências de lutas incríveis (envolvendo revistas e canetas como armas).
O Ultimato Bourne (novamente dirigido por Paul Greengras) chega em 2007, sem nos deixar respirar, ao dar continuidade aos acontecimentos do longa anterior, exatamente do ponto onde o outro filme (A Supremacia Bourne) terminou, a série que já vinha de dois ótimos filmes, aqui além de concluir a trilogia com chave de ouro, com direito a mais cenas de perseguições fantásticas  tanto a pé como automobilistas no melhor estilo da franquia. Nem tudo são flores no mundo do cinema, logo a sequência o diretor Paul Greengrass chamou o amigo Matt Damon para contracenar no mediano filme Zona Verde, que foi um fiasco de bilheteria e a universal (estúdio produtora da franquia e deste filme), questionou o diretor que não gostou e abandou o quarto filme da série, e o astro da franquia em apoio ao diretor se retirou também, assim a saga e Jason Bourne eram dados como mortos para o cinema. 
Mas como em Hollywood tem um jeito para tudo, em 2012 era anunciado O Legado Bourne, mantendo o título que teria se fosse feito antes do atrito do diretor com o estúdio, mas como eles fariam um filme de Jason Bourne sem Jason Bourne? Mesmo com esta pergunta pairando no ar o longa recebeu sinal verde e foi em busca de seu protagonista, diversos nomes foram cotados entre eles; Joel Edgerton, Josh Hartnett, Jake Gyllenhaal, Tobey Maguire, Paul Dano, Michael Pitt, Oscar Isaac, Garrett Hedlund, Michael Fassbender, Luke Evans, Alex Pettyfer, Taylor Kitsch, Benjamin Walkerate e James Franco, e Jeremy Renner (Guerra ao Terror, Missão Impossível 4 e Os Vingadores), foi o escolhido para viver o protagonista, mas ninguém sabia se ele viveria Jason Bourne, num Reboot (recomeço) ou encarnaria o agente num quarto filme como se nada tivesse acontecido. Ambas as possibilidades seriam estranhas, por ser uma saga recente e todos estarmos tão identificados com Matt Damon, mas logo após veio à tona que ele não seria Jason Bourne, mesmo com o título do filme sendo O Legado Bourne, a trama se passaria paralelamente aos filmes anteriores, de início soou meio estranho, mas assim que a trama foi especificada, começou a ficar mais interessante e lógica.
Dirigido por Tony Gilroy (que foi roteirista dos três filmes anteriores), O Legado Bourne, nos mostra que Jason Bourne era apenas a ponta do iceberg, que além da Treadstone, a Cia tinha outros programas para criar super agentes na surdina, como Outcome onde Cross e outros seis agentes faziam parte, neste programa que servia de preparação para os agentes antes de serem encaminhados para entrar em atividade pela Treadstone ( ou não), eles são medicados e analizados semanalmente entre os treinamentos por médicos, que acompanham sua evolução através de drogas que alteram sua capacidade física e mental, os transformando literalmente em armas.
Mas como o longa se passa paralelamente com os eventos do terceiro filme (O Ultimato Bourne), onde Jason Bourne volta para da um basta em toda a conspiração que esta envolvido, a Cia perde o controle da situação e esta prestes a ter que dar explicações sobre o projeto, para que nada venha à tona, eles decidem interromper o projeto e todos seus antecessores, numa queima de arquivo, comandada pelo Coronel Eric Byer (Edward Norton), mas como se faz uma queima de arquivo num projeto onde as cobaias são soldados humanos; para o governo é simples; os elimina (mata), em meio a este caos esta Aron Cross (Jeremy Renner), detentor dos melhores números entre os participantes do projeto, Cross suspeita  que algo errado vai ocorrer e consegue escapar, mas para isso ele precisa de seus medicamentos, por que cada soldado é dependente de um ciclo para se continuarem o que são, sem eles passam a ser dislexos, Aron vai atrás da Dr.Martha Shearing (Rachel Wess), que o acompanhou durante o projeto, mas ela também seria vitima da mesma queima de arquivo da Cia, onde todos os envolvidos no projeto seriam eliminados desde, cobais (soldados), médicos e agentes envolvidos, qualquer um que poderia prejudica-los judicialmente. 
Cross parte com a Martha em busca de sobrevivência, respostas e medicação para que Cross se mantenha focado e atento em sua busca.
A trama convence e chega até a ser interessante (mas funciona apenas no trailer, no filme ele se estende muito e é extremamente detalhada sem necessidade), novamente eles batem na mesma tecla explicando eventos e conspirações dos filmes anteriores novamente, ao meu ver de forma desnecessária,  pois provavelmente quem procura este já acompanhou os anteriores.
Jeremy Renner (Aron Cross), convence apenas como agente, principalmente nas sequências de ação, já no drama deixa a desejar, por ter a mesma expressão o tempo todo, ainda mais sob a sombra de Jason Bourne (tanto do personagem e também Matt Damon), as comparações acabam sendo inevitáveis (ai ele perde de goleada) e como o próprio título do filme já diz; Bourne é um legado, e todo legado se torna um fardo para seus posteriores, ainda mais quando o próprio filme bate na mesma tecla, o citando e mostrando a todo o momento a fotografia de Bourne ai fica uma missão difícil até para Jason Bourne.
Quer saber mais sobre a franquia Bourne ? Escute o nosso podcast para o site @conhece_mario sobre a saga aqui ou baixe aqui.
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Avaliação: O Legado Bourne
Critica:6,5
Público:7
FilmesInc.:7
A Indentidade Bourne:8,5
A Supremacia Bourne:9
O Ultimato Bourne:9,5        

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Os Mercenarios 2 (The Expendables )

By Rg. 
Os Mercenários 2, tem uma árdua missão de superar o surpreendente Os Mercenários de 2010, que juntou a maior trupe de brucutus e ícones dos anos 80. Mas como superar aquela reunião de pura testosterona que deu certo? Era aumentar o grandioso elenco de astros de ação e também acrescentar algo mais ao enredo, ai que seria o maior empecilho por que venhamos e convenhamos, melhorar o enredo é fácil, mas é praticamente desnecessário num filme destes, afinal o cinema de ação das décadas de 80 e 90 não precisavam disto, e sinceramente eu e quase todos que vão ver Os Mercenários não ligam para isso, mas novamente Sylvester Stallone nos surpreendeu, além de adicionar ao elenco novos nomes que marcaram época no cinema de ação como, Jean Claude Van Damme (que já havia recusado o convite no primeiro filme) e Chuck "mother fucker" Norris para esta sequência, eles decidiram não se levar a serio neste longa, agora eles realmente estão mais soltos e divertidos, além de muita ação o filme nos diverte e muito. Logo na sequência inicial o grupo liderado por Barney (Stallone), estão em uma missão de resgate, e logo de cara já mostram seu poder de fogo ao tomarem o local (uma espécie de base), com carros equipados, com barras para colisão que parecem saídos do set de Mad Max, a cena parece uma invasão militar (no melhor estilo invasão Normandia), armados até os dentes e com muita pancadaria, vale citar que Jet Li finalmente ganhou uma cena de luta solo no seu melhor estilo, a cena culmina num confronto na selva, em que somos apresentados ao novo personagem Billy (vivido por Liam Hemsworth irmão do Thor Chris Hemsworth), que agora é o Sniper (atirador de elite do grupo), após este começo frenético os créditos iniciais aparecem no melhor estilo James Bond.
Logo em seguida Barney recebe uma ligação de Church (Bruce Willis) cobrando uma pendência do primeiro filme, para quita-la ele e seu grupo devem executar um serviço de graça para o Church, que envia uma agente (Nan Yu), para seguir os passos de seu bando e garantir que nada de errado, mas ao completarem a missão (com uma certa tranquilidade), eis que aparece o algoz do filme Villiaan (Van Damme), que pretende usar o dispositivo encontrado por Barney para encontrar plutônio para vende-lo para países ou terroristas, desenvolverem armas de destruição em massa..
Além de recuperar o dispositivo e impedir que Villiam com ele encontre o plutônio, o grupo parte em busca de vingança desta vez eles tem uma motivação, as cenas de ação são muito boas, com direito a cada personagem tem sua própria cena solo, seja de luta ou correria e explosões, vale destacar a cena de Lee (Jason Stathan) na capela vestido de padre é uma das melhores cenas dos dois filmes, a aparição de Chuck Norris é algo para você levantar e aplaudir ou ir embora, por que já pago o ingresso, além de servir também de alivio cômico, outra parte fundamental no longa que como já citei, o filme não se leva a sério Gunner (Dolph Lundgren) tem algumas das melhores cenas de humor do filme, incluindo até paquera e uma tentativa de criar uma bomba, mas ninguém supera o ícone Schwarzanegger, ele dispara em todas suas aparições  frases de efeito, uma melhor que outra e todas satirizando seus personagens icônicos e de seus amigos desde Rambo, Duro de Matar e Exterminador do Futuro.
O Vilão do filme Jean Claude Van Damme esta mais canastrão do que nunca, típico de filmes do gênero, com direito a sotaque estranho, frases de efeito, discursos sobre seu jeito de vida, o clássico Vilão clichê anos 80, tirando seu rosto assustador vale a pena conferir o dragão belga dando seus mega-chutes pelo filme. 
Até Stallone o dono do filme desta vez esta mais solto, talvez pelo fato de não dirigir o longa como seu antecessor, assim como diversos dos seus filmes; ele dirigiu, atuou e produziu este aqui ele entregou a batuta para o competente no gênero; Simon West de Con Air e Assassino a Preço Fixo, que só apertou o play sobre a supervisão de Sly. O filme funciona muito bem e supera o já bom filme anterior. E pode não ser o melhor filme do ano, mas já é o mais divertido, e tem um dos melhores elenco do ano, que como muitos dizem  deveria estar num museu, mas eu discordo seria um desperdício ter estes brucutus velhacos encostados, afinal eles ainda tem muito chute, soco e tiro para despejar nas telonas.
E como já disse na critica de Os Mercenários 1, quando pedi para este filme Chuck Norris,Van Damme e Steven Seagal, em partes nossas preces foram atendidas, quem sabe agora para a parte três não venha Seagal , Nicolas Cage (que precisa muito se reencontrar), John Travolta e por que não Danny Trejo mais conhecido como Machete, aguardamos ansiosamente pelo terceiro isso é se Chuck Norris permitir e não acabar com o mundo até la. E como diz Arnold enquanto tiver filmes desta franquia "Eu Voltarei", aos cinemas pra ver.
Quer saber mais sobre o filme escute o podcast que gravamos sobre ele para o site @conhece_mario onde batemos um papo sobre os 2 filmes da franquia. Para ouvir clique aqui e Baixar aqui.
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Avaliação:
Critica:7
Público:8,5
Filmes Inc.:9