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terça-feira, 5 de maio de 2015

FilmesIncastV #Piores Filmes de 2014

by Rg. Para encerrar de vez o ano de 2014, vamos também falar dos filmes que nos decepcionaram no ultimo ano, apos citarmos os melhores agora acompanhe nossa dicas, ou melhor os filmes que devem ser evitados, caso discorde desta lista deixe seu comenta rio, deixe seu like no vídeo, assine o canal e compartilhe se puder.

Vingadores 2

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by Rg.
Vingadores 2 chega aos cinemas para encerrar a fase 2 da Marvel, assim como o primeiro encerrou a primeira, agora sua missão é bem mais complicada, pois a fase dois da Marvel Studios foi mais bem sucedida do que à anterior (que já era ótima), quando digo isso, falo em valores e qualidade dos filmes, neste segundo ciclo, com exceção de Homem de Ferro 3, todos os filmes da fase dois, foram superiores ao da primeira, entre eles, o muito bom; Thor 2, o ótimo; Guardiões da Galáxia e o excelente; Capitão América 2, além de fechar com chave de ouro, Vingadores 2, ainda tem que superar a si próprio, pois seu primeiro filme foi uma da melhores adaptações de quadrinhos do cinema, onde conseguiu juntar toda a equipe, todos tendo seu espaço e ainda ter uma batalha épica, sabendo alternar entre a ação e o humor na hora certa.
Agora como superar a si próprio e não ser repetitivo, é uma tarefa árdua que o diretor Joss Weadon (diretor) teve pela frente, além de ter que encontrar espaço na trama para novos integrantes, os primeiros a serem protagonistas sem um filme solo, viúva negra foi introduzida em Iron Man 2, e o gavião arqueiro nunca foi protagonista sempre foi apresentado como um agente da S.H.I.E.L.D, teve uma pequena pinta em Thor, os três novos protagonistas aqui já chegam fazendo parte do grupo, são eles;  Mercúrio, Feiticeira Escarlate e Visão, todos já fizeram parte dos Vingadores nos quadrinhos, além de você ter que lidar com os seis protagonistas e ainda adicionar mais três, é uma tarefa árdua, mas acredite o diretor conseguiu.
Outro problema seria encontrar um vilão e uma ameaça à altura de trazer a super equipe à tona, pois pelo que aprendemos nos filmes solos, não é qualquer coisa que faz os amigos vir dar um help. A nova ameaça é um exército de robôs com uma inteligência artificial, controlados por Ultron, um sistema de inteligência artificial criado por Tony Stark, para manter a paz mundial.
Só que Ultron usou de sua inteligência para se voltar contra os humanos, achando que o único caminho para a humanidade é a extinção total, e a cada passo seu, ele se fortalece e antevê qualquer movimento dos vingadores, dominando todas as máquinas e a internet. Outro dilema aqui é o inimigo ser superior ao seu antecessor, principalmente em carisma, pois Loki Esbanja carisma, ainda mais depois de sua última aparição em Thor 2 (onde roubou a cena), nisso nosso Ultron perde um pouco, mas seu exercito é tão ameaçador quanto aos Chitauri (alienígenas do primeiro filme), Ultron é mau possui e tem uma certa ironia e sarcasmo, mas não conseguimos ter em nenhum momento uma apatia por ele, e entender sua causa, no caso de Loki era poder, algo que ele sempre almejou.
Outro fator que aguardávamos ver neste filme, era ver o time agindo junto desde seu início, no filme anterior à equipe foi reunida as pressas e agiu como um time só na batalha final, aqui já podemos ver eles agindo juntos pelo mundo e também socializando entre si, após derrotaram algum inimigo, é ótimo ver esta interação, como na cena da festa, já podemos ter uma ideia de quem se da melhor com quem. O entrosamento em ação também esta melhor, e isso é nítido na fantástica sequencia inicial, ver o time inteiro chegando no leste europeu numa base da hidra para recuperar o cetro de Loki, é muito bom ver o entrosamento entre Capitão América e Thor em ação, ou ver Hulk na linha de frente quebrando tudo (literalmente), Viúva Negra e Gavião Arqueiro sempre dando apoio (e ganhando até mais espaço) e Tony Stark, além de alívio cômico, ajudando por ar e terra. Esta sequência inicial é puro fã service, é como ver uma HQ sendo ilustrada nas telas, a cena em vemos todos correndo junto é uma capa de HQ pura, é de encher os olhos.
Um dos pontos altos do filme é o quebra pau em Joanesburgo entre o Hulk e Hulkbuster  (mega armadura, feita para segurar o gigante esmeralda, caso ele perca o controle), resultando numa sequência de ação surreal (que não fica atrás de briga entre Zod e Superman em O Homem de Aço).
O filme tem várias sequências épicas, tudo é mais grandioso em escala global, e a cada momento podemos perceber que o universo Marvel nos cinemas perdeu a inibição, e este filme é a prova disso, quando digo isso, é pelo fato de já estar consolidado e estabilizado, o Studio abriu mão do lado real e científico, sempre mais presente em seus filmes, com exceção do filme do Thor, até ali tudo era mais plausível e científico, é nítido que a Marvel esta indo cada vez mais de encontro aos quadrinhos, pois o público do cinema já foi testado (e aprovou), resumindo; eles estão cada vez mais mantendo a fidelidade aos HQ, sem ter que ter explicações científicas sobre personagens e etc, mais fictícios do que realistas ao contrário da  linha que a trilogia Batman de Christopher Nolan seguiu, não que isso seja ruim, mas após vermos de Capitão América 2 (que foi um filme praticamente de espionagem), é estranho ver Steve Rogers, combatendo alienígenas no longa seguinte, as vezes destoa. Capitão America 2 continua sendo o auge da Marvel Studios, beirando a perfeição, chegando a lembrar a trilogia Batman, aquele filme de herói, que você pode recomendar até para aqueles que não são fãs do gênero, já aqui em Vingadores 2 o mesmo personagem (Steve Rogers), realiza piruetas e saltos, fora do real.
Mas como já disse em time que está ganhando não se mexe, eu gostaria muito de ver os Vingadores mais pé no chão, um exemplo claro disso é o próprio Visão, seu belo visual, destoa muito em tela, se fosse ainda na primeira fase, com o estúdio se experimentando e conhecendo o sucesso, ele teria um visual mais androide (menos belo e menos colorido), é nítida sua fidelidade ao visual dos quadrinhos, mas se fosse em um filme da Marvel de cinco anos atrás, com certeza ele seria diferente, e com certeza não teria uma capa (algo que só serve para fã Service, pois sabemos que capas não servem para nada, hoje me dia).
Vingadores 2 têm mais acertos do que erros (se é que podemos chamar  de erros), é apenas meu ponto de vista, de algo que me incomodou um pouco, e quem sou eu para criticar, sempre foi mais fã de cinema do que quadrinhos, e se tem uma coisa a que este filme é fiel  aos quadrinhos, e disso não podemos reclamar, feliz é viver nessa época, pois há anos atrás eu mesmo reclamava da falta de fidelidade dos filmes (ruins) de heróis, que dominavam as telas, hoje posso me dar o luxo de reclamar do excesso de fidelidade deste gênero. E quanto a Marvel, até quando erra, ela acerta, e este filme é feito para divertir e isso ele faz com louvor. Já as tramas mais sérias, devem ficar mesmo para as aventuras solos de seus heróis.
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Avaliação:
Critica:8,5
Publico:9,5
Filmes Inc.:9

Chappie

ChappieBy Rg.
Neill Blomkamp é um dos diretores mais conceituados do cinema atual, muito desse status, vem do elogiado Distrito 9, seu longa de estreia produzido por ninguém menos que, Peter Jackson, depois Blomkamp dirigiu Elysium, já nos moldes de superprodução, com um elenco cheio de estrelas, mesmo não sendo tão bem recebido como o longa anterior, Elysium não é ruim, mas deixa a desejar e peca justamente onde D9 também falhou, em seu ato final, quando o filme destoa totalmente do seu ritmo (e até de seu gênero), agora resta à pergunta, em seu terceiro longa o diretor somente acertou? ou ainda comete os mesmos erros?
Já respondendo a pergunta de antemão, Chappie tem muito mais em comum com Distrito 9, do que o seu sucessor, talvez seja a tentativa do diretor de se inspirar em sua melhor obra, já de semelhança com Elysium, ele tem novamente  um elenco mais estrelado, com rostos bem conhecidos e com escolhas bem similares, as comparações são invetiveis, sai Judie Foster entra; Sigourney Weaver, sai Matt Damon entra; Hugh Jackman.
Chappie assim como os outros filmes citados é também rodado na Africa do Sul, mais precisamente em Joanesburgo  (terra natal do diretor e opção financeira mais viável para ajudar a custear sua produção). logo em seu inicio o filme nos mostra um futuro bem próximo (2016), e devido a grande criminalidade nas grandes metrópoles, e também o alto numero de mortes de policiais, o governo implantou uma polícia robótica, muito eficaz, que derrubou quase que totalmente a criminalidade (e como se o projeto Robocop fosse aprovado, e tivéssemos centenas de robôs policiais combatendo o crime, mas sem a o lado humano), seu criador Deon (Dav Patel) quer ir mais além e implantar uma inteligência artificial em sua tropa, ele trabalha noites a fio para conseguir êxito nisso, além de não ter a aprovação de sua chefe (Sigourney Waever), e um oponente, outro engenheiro e "colega" de trabalho, vivido por Hugh Jackman, que é contra seu projeto, principalmente pelo sucesso dele e seus robôs, fizeram com que seu projeto (outro tipo de robôs policiais, controlados pela mente humana, via capacete neural, mas devido à agressividade de sua máquina, ele não tem apoio, e nem financiamento de sua chefe), provavelmente nunca veja a luz do dia). Deon consegue desenvolver uma inteligência artificial praticamente perfeita e resolve testar por conta própria em um robô que seria descartado, mais seu robô cai em mãos erradas e isso rende situações hilárias e também é ponto alto do filme. Uma quadrilha pretende usar Chappie (Sharlto Copley) para realizar furtos, e com sua recém-implantada inteligência artificial, ele é apenas uma criança e tudo que lhe é mostrado ele aprende e interpreta a seu modo, Chappie é puro carisma, e nos emociona e nos leva aos risos sempre que esta em cena. O elenco também faz sua parte, vale destacar o coadjuvante Hugh Jackman, que faz o vilão da vez e a cada intromissão em cena nos faz despertar uma antipatia por ser seu personagem.
O problema do filme é novamente seu ato final, ele o prorroga mais do que deve, e tem uma resolução que nos deixa frustrados ou cheios de perguntas, com exceção disso o filme é bem divertido e emocionante, tem seus defeitos como quando nos perguntamos se é possível numa grande corporação tecnológica, que produz robôs e armas, seus funcionários entram no prédio e em áreas de segurança, sem prestar satisfação para ninguém, roubam e adulteram programas e softwares, sem que os ninguém veja ou os questionem, e nem ao menos são filmados, era apenas amarrar melhor as arestas do roteiro e dar uma explicação ou desculpa para isso, afinal estamos em pleno século 21 e tudo é um grande Big Brother. Chappie melhora em muito comparando à Elysium, e o diretor acerta em cheio em beber muito de sua fonte de sucesso; Distrito 9, neste filme inclusive seu protagonista; Chappie é muito semelhante, fisicamente ao Alien de D9, apenas é uma versão robótica. Blomkanp continua com seu jeito de filmar ação eficiente, e faz uma crítica social disfarçada de filme de ação si-fi (ficção), e novamente mostra que os humanos são os verdadeiros vilões e no caso deste filme seu final também é o vilão, pois derrapa feio com relação ao bom início.
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Avaliação:
Filmes Inc.:7,5
Critica:7
Público:8

Velozes e Furiosos 7

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by Rg.
Velozes e Furiosos é uma franquia no mínimo diferenciada no cinema atual, principalmente pelo fato de ir na contramão (com o perdão do trocadilho) de tudo que geralmente ocorre em uma saga, iniciado em 2001 a série de filmes se tornou sucesso e fez mais de $207 milhões de dólares pelo mundo, depois com suas duas sequências (ruins; + Velozes + Furiosos em 2003 e Velozes e Furiosos Desafio em Tóquio em 2006) o retrospecto financeiro também caiu, e seu destino provavelmente seria o home vídeo, a surpresa veio em 2008 à saga voltou aos eixos, com o retorno do elenco original (pela primeira vez desde o primeiro) agora com menos tunning e mais, ação e subtramas, resultado financeiramente, Velozes e Furiosos 4 foi a melhor bilheteria da franquia ($363 milhões), algo quase impossível no cinema atual, às sagas mais antigas geralmente tem números inferiores ou semelhantes dos seus sucessores, mas é muito difícil vir de uma queda de público e obter um êxito melhor até que os primeiros, e este feito a franquia repetiu com a sua quinta parte; Fast Five; Operação Rio ($626 milhões) e novamente com o sexto ($785), que superou novamente todos colocando os filmes de Vin Diesel e Paul Walker, entre os mais aguardados blockbusters do ano e também entre os mais vistos.    

Velozes e Furiosos se tornou uma saga em ascensão em Hollywood, passando de filmes criticados e desacreditados, somente para um público especifico, há filmes de ação com doses de velocidade, que agradam os fãs do gênero, e também aqueles não são fãs carros e rachas, uma decisão bem acertada. Velozes 7 tem a missão de cumprir as expectativas geradas sobre ele, e ainda superar o anterior em números e criticas. Expectativas que tornaram ainda maiores por ser o ultimo filme de; Paul Walker (falecido em setembro de 2014), e também por ter um novo diretor (após a saída de Justin Lin, que dirigia os filmes desde o terceiro), o competente James Wan, que é perito em filmes de terror como; Jogos Mortais, Sobrenatural 1 e 2 e A Invocação do Mal.
Outro acerto da franquia foi adicionar novos nomes ao elenco, após o quarto filme, além de reunir até os coadjuvantes dos filmes anteriores, Velozes sempre agrega novos nomes, como, o carismático; The Rock, que faz parte da série desde o 5, os vilões também tiveram uma ótima melhora, se no anterior tivemos Luke Evans que deixou Toretto e CIA atordoados agora temos um dos grandes nomes da ação atual Jason Stathan, que faz o que sabe fazer de melhor, distribuir porrada e tiros por todo lado.
Shaw esta à procura do grupo por vingança, pela morte de seu irmão, no filme anterior (vilão do filme anterior), ele é praticamente o pior pesadelo de quem esta em seu caminho (sua carta de visita, em sua cena é ótima).
A família Toretto achou que agora em casa, haviam largado a vida de crimes e perseguições de lado, e são assombrados pelos eventos de Londres, e caçados por Shaw, dispostos a darem o troco e encontrarem o seu algoz, antes que ele os encontre. Dominic recebe a uma proposta da Cia, para que ele e sua equipe colaborarem com a entidade numa missão clandestina, envolvendo o resgate de um hacker, caso saiam bem sucedidos, eles terão o apoio e auxilio da CIA para localizar Shaw.
O longa novamente é uma viagem pelo globo de Los Angeles a Dubai. Também é diferente vê-los pela primeira vez do lado da lei (só que ainda sendo caçados, mas por algo muito pior que a policia). Shaw é um ex-agente britânico, que era chamado para resolver o que o governo no conseguia, e tudo de forma clandestina, após anos de serviço e por saber demais ele deveria ser eliminado, mas eliminou aqueles que foram enviados para dar fim nele e sumiu do mapa, retornando agora para vingar seu irmão.
O diretor James Wan saiu sua zona de conforto, além de estar fora do seu "gênero", agora é primeira vez, que ele trabalha com um orçamento milionário (fazendo valer cada centavo), as sequências de ação continuam surreais, muito bem filmadas e coreografadas, a porradaria é frenética e sua câmera acompanha tudo, e cada vez que alguém é arremessado, somos arremessados juntos, já nas perseguições ele mantém a qualidade da saga.
Velozes e Furiosos 7 consegue manter o bom ritmo dos últimos capítulos da franquia (os melhores), e até os supera. Quanto àqueles que vão questionar a verossimilidade do filme me desculpe, mas desde sua quinta parte, onde eles carregaram um cofre pelo Rio de Janeiro, à saga já deixou bem claro, que seu intuito e entregar diversão, e não algo pé no chão ou plausível, é o mesmo de você ir até o cinema ver os longas antigos de James Bond (007) ou Missão Impossível, e reclamar das sequências impossíveis de ação.
O elenco é um dos pontos fortes do filme, Vin diesel esta sempre à vontade como Toretto, Paul Walker pode não ser um primor como ator, mas evoluiu muitos dos primeiros filmes até este, e compensa pelo seu carisma, Michelle Rodriguez nunca deveria ter deixado à saga, Ludacris marca presença sempre que necessário, e até Tyrese que surgiu em um dos piores filmes da série (+Velozes + Furiosos), aqui se supera e ao lado o ótimo The Rock, com as melhores piadas do filme, já o vilão Jason Stathan esta ótimo, tanto que é uma pena, ele ser o vilão, pois gostaríamos de torcer por ele e vê-lo em mais filmes da franquia.
Velozes e Furiosos merece elogios por se superar em qualidade (afinal qualquer filme que chega em sua sétima parte em seu auge merece aplausos), e também por esta a cada filme trazendo mais público e faturando mais, e se continuar assim, com esta qualidade só vai melhorar.
Algo que não podia faltar é a bela e emocionante homenagem a Paul Walker no final, que se enquadrou perfeitamente no contexto do filme, nem parece que todo o roteiro foi alterado, devido à morte do ator, e pode parecer estranho, mas Velozes e Furiosos 7 esta entre as experiências mais diferentes que já testemunhei no cinema, se me perguntasse em 2001 se veria este filme chegar a sétima parte e ainda ter combustível para isso, e ainda que algumas pessoas sairiam aos prantos de um a sessão desta franquia, eu acharia impossível, mas o legal do cinema é isso, o impossível sempre pode se tornar possível.
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Critica:7,5
Público:9,5
FilmesInc.:9

Insurgente

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by Rg.
Hollywood vive de ciclos e Insurgente é mais um exemplo deste novo ciclo, que toma a indústria do cinema.
Quando escrevi a critica de Divergente no ano passado, citei que tinha minhas duvidas de qual caminho esta franquia iria seguir, se seria o da saga Crepúsculo, ou de Jogos Vorazes, de lá pra cá, mesmo fazendo apenas um ano, muita coisa mudou e como já sabemos a saga (felizmente) seguiu o caminho da saga de Katniss (Jogos Vorazes), e mantém este estilo em sua segunda parte.

Quando digo que muito mudou é que após a Saga Crepúsculo, diversos filmes, quase que idênticos a franquia vampiresca, lotaram nossos cinemas, agora são os derivados de Jogos Vorazes e Divergente que lotam as telas, após estes dois longas tivemos; Maze Runner, O Doador de Memórias, ambos baseados em livros e com elencos Teen (adolescentes), e sobre futuros diatópicos ou pós-apocalípticos. Tais filmes citados são exemplos deste novo ciclo. Anteriormente nos anos 2000, tivemos a febre das adaptações literárias de fantasia, após o sucesso da A Trilogia: O Senhor dos Anéis e Harry Potter, tivemos as péssimas experiências com adaptações de: Os Seis Signos da Luz, Eragorn, A Bussola de Ouro e a ultima tentativa recente com Percy Jackson, ainda bem que com exceção do último, todos fracassaram não chegaram à segunda parte. Pouco depois, no final daquela mesma década, tivemos Crepúsculo e seus derivados (Dezesseis Luas, A Hospedeira, Instrumentos Mortais, A Garota da Capa Vermelha), mas nenhum conseguiu êxito e não passaram (graças) da primeira parte.

O longa se passa pouco tempo depois da rebelião do final do anterior, agora Tris (Shailene Woodley), Four (Theo James) e seu irmão Caleb (Ansel Elgort) são procurados, e estão acham asilo na facção da Amizade, enquanto pensam em uma solução para derrubaram Jeanine (Kate Winslet) e acabarem com seu comando.
Insurgente começa quase que no ritmo que terminou Divergente, dando sequência a ação final, mas depois do clímax inicial, seu ritmo vai caindo, não deixando o filme ruim, mas após vir de muita ação eles quebram o clima do filme, quase que drasticamente e isso causa certa estranheza, talvez se ele começasse de uma forma menos frenética, não deixaria o longa tão lento em seu segundo ato, além de pausa para desenvolver a trama, onde eles encontram nova facção que também esta se rebelando contra o sistema, esta facção é dos sem facções, liderado por alguém que faz parte do passado de Four, e a mais incomoda são as duvidas de Tris (parece que se sentia mais a vontade com seu Dom antes. do que com o passar do tempo), seu personagem parece estar mais vulnerável agora e gera um incomodo, com suas duvidas, caras e bocas. Nada que seu terceiro ato não corrija, e faz o que a saga até agora faz de melhor; ação, que novamente é bem feita e orquestrada, mérito do diretor: Robert Schwenttke (RED), que assumiu o posto que no primeiro filme foi Neil Burger.
Insurgente pode ser inferior ao seu antecessor, mas funciona bem como filme de aventura e ação, e numa leva de filmes sem finais (vide: O Hobbit e Jogos Vorazes), que são encerrados com ganchos para suas futuras sequências, Insurgente mesmo tendo sua continuação confirmada em duas partes (Convergente parte 1 em 2017 e parte 2 em 2018), fecha o filme de uma forma sem surpresas, e se não soubéssemos que ainda teríamos mais dois capítulos pela frente, aceitaríamos tranquilamente aquele desfecho, algo raro hoje em dia (se é bom eu não sei, ao mesmo tempo em que achei benéfico, não ficarmos no meio de um clímax, aguardado mais um ano para saber o que vai vir), é estranho ver uma "resolução", e termos um certo desfecho, não nos deixando na expectativa por um novo filme. Agora é aguardar se vamos ser surpreendidos ou não?
E feliz é esta nova geração (ou não), que vem suas sagas terem sequências anuais, já algumas gerações anteriores aguardavam anos, para ter suas sequências como; Duro de Matar (12 anos entre 3 e o 4), Indiana Jones (19 anos entre 3 e o 4) e O Poderoso Chefão (16 anos entre o 2 e o 3). Quem sabe agora os novos ciclos que estão por vir sejam apenas de adaptações de qualidade, ou pelo menos regulares como esta.
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Filmes Inc.:7
Critica:6,5
 Público:8

Golpe Duplo

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By Rg.  
Golpe Duplo aparentemente é um filme de gênero, a julgar pelo título e seu trailer, tal "gênero" (ou sub-gênero) é um dos mais glamourosos do cinema; os famosos filmes sobre golpes, onde geralmente seus protagonistas são elegantes, carismáticos, astutos, inteligentes e sempre estão a um passo a frente da policia e carregam com si uma ética, onde não ferem ninguém e só roubam dos magnatas (espécie de Robin Hood), para se destacar neste gênero entre tantos filmes de sucesso como; Uma Saída de Mestre, Um Golpe de Mestre, Um Plano Perfeito, Truque de Mestre e Onze Homens e Um Segredo, que estabeleceram o estilo em Hollywood, Golpe Duplo tenta se beneficiar da mesma fonte de sucesso dos longas acima, usando também o marketing e o carisma de Will Smith, para ter êxito garantido nas bilheterias, mas estes dois trunfos do estúdio já não são garantias de sucesso como era alguns anos atrás, o estilo filme de roubo (ou golpe), já está bem escasso, e o mega star Will Smith, já não é mais aquela unanimidade em Hollywood, como foi há alguns anos atrás quando emplacou seguidos sucesso de bilheterias como: Eu Sou a Lenda, Hancock, A Procura de Felicidade, Sete Vidas, sendo considerado o ator mais rentável do cinema. O tempo passou Will Smith já não prestigia do mesmo carisma, vem de um fracasso com; Depois da Terra, ele procura a redenção em um filme leve e simpático.

Além do mega astro o longa conta com a nova queridinha de Hollywood Margot Robin (O Lobo de Wall Street e Esquadrão Suicida onde ela vai atuar com Smith novamente), e também temos Rodrigo Santoro no elenco. Smith vive um golpista "profissional" que tem seu estilo e ética própria, fazendo com que toda sua equipe fature sempre por igual, durante uma noite em um hotel ele conhece Jess, que acaba sendo recrutada para sua equipe. O filme começa bem divertido e dinâmico, e até um pouco piegas, como quando Nicky (Will Smith) treina sua pupila e lhe passa algumas manhas da atuar arte do roubo, após o recrutamento ele lhe apresenta sua equipe, e eles vão para a aula prática, em plano carnaval de New Orleans, resultando em uma sequência bem maneira, onde eles aplicam diversos golpes simultaneamente, até aí o filme caminha até bem e vai assim até meados do seu segundo ato, culminando na cena do Super Bowl que não havia tensão nenhuma até que teve um desfecho surpreendente, é uma pena, pois aí foi à última boa (grata) surpresa do filme, que depois de encenar alguns golpes, perde todo o fator surpresa e começa a se repetir, pois sempre após um suposto final tem sempre a reviravolta e por ai vai até seu final, tentando ludibriar o telespectador, que nem tudo é que parece e em alguns momentos, sem surpresa alguma se tornando repetitivo. Seu maior deslize é em seu ato final que se passa em Buenos Aires, quando Nicky  vai trabalhar para um milionário (Garriga)dono de uma equipe auto-mobilística vivido por Rodrigo Santoro.
Seu novo golpe é arrastado, e vem com a velha lição de moral de que aprendemos que todo golpista tem seu ponto fraco, se em seu começo ele se mostra frio e astuto, aqui vai tudo por água abaixo, e o protagonista põe tudo a perder por uma paixão do passado (que durou apenas algumas semanas), todas as regras vão pro ralo e para variar temos um final, que tenta  nos surpreender de uma maneira tão desnecessária, que chega a ser absurda sua resolução, mas para aqueles que até ali estão satisfeitos com o longa, não se importarão.
Enfim Golpe Duplo  não chega à ser um desastre, mas peca ao tentar surpreender muito, e também por ser mais um romance, do que uma aventura divertida da forma que foi vendida, mas nos foi entregue um romance sem emoção e com alguns diálogos vergonhosos como; quando Nicky oferece uma carona para Jess e ela diz que confia nele, que ele deve dirigir bem, é realmente um do piores flertes do cinema, é uma pena, pois os bons diretores já provaram seu valor em ótimas comédias românticas como O Golpista  do Ano e Amor A Toda Prova, mas aqui aplicaram um Golpe Duplo nos telespectadores, que foram ver um bom filme de golpe, mas acabaram assistindo um romance, daqueles bem mais ou menos. @RG_FilmesInc                        @FilmesInc                    #Facebook Avaliação:Filmes Inc.:6,5 Critica:6 Público:8

Kingsman Serviço Secreto

timthumbby Rg.
Kingsman Serviço Secreto adaptação da HQ de Mark Millar e desenhada por Dave Gibbons mesma dupla responsável por de Kick-Ass (que também foi adaptado aos cinemas pelo diretor Matthew Vauhn), chega às telonas, para consolidar de vez a carreira deste polemico, mas competente diretor; Matthew Vaugh, que surgiu como produtor dos filmes do também britânico; Guy Rithe, entre eles; Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, Snatch; Porcos e Diamantes e Rocknrolla, logo depois dirigiu o bom Nem Tudo é o Que Parece, onde ele seguiu os passos do amigo e não comprometeu, e logo sua agenda encheu, o diretor assinou para fazer X-Men 3, mas algumas semanas antes das filmagens ele abandou o projeto por divergências criativas com o estúdio (FOX), depois ele dirigiu o divertido; Stardust, em 2010 foi contratado para dirigir Thor, para a Marvel Studios e também abandou o filme pouco antes das filmagens, logo depois ele dirigiu o excelente Kick-Ass, mesclando ação, humor e muita violência, um ano depois por indicação e insistência de Brian Singer (que inicialmente iria comandar a aventura, mas devido a um contrato com a Warner não pode), ele foi chamado para dirigir X-Men Primeira Classe, resultado um ótimo filme e Vaugh parecia ter finalmente tomado rumo em sua carreira, agora ele volta acena com Kingsmasn, não que ele não tenha dado trabalho durante percurso, ele desistiu da sequência de Kick-Ass e de X-Men Dias de Um Futuro Esquecido, para assumir esta adaptação. 
Detalhes à parte, depois de sua estreia como diretor ele criou seu próprio estilo, ainda usa algumas técnicas de Guy Ritchie, como a câmera dinâmica nas sequencias de ação, girando 360, às vezes rápidas, ou em slow-motion, mas se observamos principalmente neste longa e Kick -Ass ele já impôs sua assinatura, em Kingsman ele chegou ao seu auge conseguindo unir o humor e violência de Kick-Ass com a seriedade de X-Men, alternado entre a ação e diversão durante o longa com eximia maestria e competência. 
Kingsman começa num ritmo frenético e alucinante, desde sua sequência inicial. O longa nos conta a trajetória do serviço secreto britânico intitulado Kingsman, que age discretamente pelo mundo, na tentativa de manter a paz mundial.
No melhor estilo James Bond, ele tem todo o glamour do agente secreto britânico com elementos de outros agentes do cinema atual, como; Jason Bourne, Ethan Hunt (Missão Impossivel), além de homenagear outros que marcaram o cinema ou a TV como Max Shell de agente 86, entre outros.
Após uma sequência de abertura fantástica, o serviço secreto Kingsman perde um de seus agentes, e após lidarem com a perda, eles precisam recrutar um novo agente e Harry (Collin Firth) decide encaminhar para a inteligência Eggsy (Taron Egerton), filho de um ex-agente e amigo dele, o treinamento dos agentes é um dos pontos fortes do filme, que tem inúmeras cenas impressionantes (que fazem valer o ingresso) como; a briga na igreja, ou a do bar, e sua ótima sequencia final, entre tantas. 
O elenco também é um dos pontos fortes do filme, liderado por; Colin Firth, Michael Caine, Mark Strong e principalmente seu protagonista Egssy que entre tantos veteranos de qualidade consegue se destacar e demostrar um certo carisma. Outro que é um show a parte é Samuel l.Jackson, que faz o vilão do típico do gênero, um magnata da mídia que planeja reformular o mudo, no melhor estilo James Bond, mas para isso pretende matar quase toda a população através de um controle de mentes que ele implantou em chips de celulares. 
Kingman além de tudo é um filme de méritos, tanto do elenco, roteiro e principalmente seu diretor, as sequencias de ação são surreais, envolvendo tiros socos pontapés e todas as traquinagens que os agentes usam, o ritmo dinâmico, e ele mantém a ação irreverente de Kick-Ass, em seu primeiro ato e a seriedade de X-Men em seu ato final, tudo ao som de uma eletrizante trilha sonora eletrônica, que sobe conforme o ritmo do filme.
Enfim Kingsman é afirmação de Matthew Vaugh como diretor, além de uma futura franquia (muito promissora), que homenageia um gênero glamouroso, que sobrevive em Hollywood a mais de 60 anos, e se depender de mais filmes com este qualidade vai perdurar ainda mais.
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Avaliação:
Critica:9
Público:9,5
Filmes Inc.:9,5

Sniper

snider-americano-posterBy Rg.
Clint Eastwood já se provou além de bom ator, ser um diretor acima da média e muito regular, assim como outro grande midas da industria cinematográfica; Steven Spielberg, ele também ficou perito em abordar temas e períodos históricos. Eastwood  que surgiu no western nos anos 60, migrou para o gênero policial entre outros, e quase trinta anos depois ganhou seu primeiro Oscar, justamente no gênero que o consagrou em Os Imperdoáveis (1992), anos depois abordou a 2°guerra mundial (mais especificante a batalha do Pacífico), com os ótimos A Conquista da Honra e Cartas de Ivo Jima, agora ele aborda o tema novamente, mas um conflito mais atual (Guerra do Iraque), focado somente em um personagem, tal personagem é Chris Kyle um soldado que se torna Sniper pouco antes de ser convocado.
O longa aborda a trajetória de Chris desde os atentados do 11/09 ao início de sua carreia e a sua ascensão militar, desde de sua preparação com um intenso treinamento, algo rotineiro já mostrado em diversos filmes que abordam a elite da marinha americana ; Os Navy Seals, filmes como O Grande Herói, Até O Limite da Honra e a Hora Mais Escura, já mostraram seu treinamento e dedicação, depois de passar por maus bocados e se tornar um soldado apito para ir à guerra, ele se dedica se tornar franco atirador, onde ele demonstra uma habilidade e frieza necessária para a função, que tem eximia importância, o Sniper se posiciona em pontos estratégicos, e vai eliminando possíveis ameaças as tropas que avançam em solo, que ficam expostas, por ser um conflito em uma cidade e as ameaças vem de todos os lados.
Sua tarefa necessita certa frieza, pois mesmo estando muitas vezes ha mais de um quilômetro de seu alvo, ele olha direto nos olhos de seu inimigo, como em uma cena em que um garoto segura um fuzil, que é uma das mais tensas do filme.
Além do patriotismo clichê em filmes do gênero, o longa aborda o lado psicológico que perturba os soldados durante e após o conflitos, Chris Kyle é um dos raros soldados que exerce sua função com louvor e orgulho, aceitando seus turnos (períodos de idas e vindas do soldado) sempre com muita disposição, ao contrário de outros soldados, que após alguns meses já querem ir para casa, Kyle não suporta isso, gerando até um mal estar com seu próprio irmão que também é militar, e já não suporta ter que voltar a campo por longos períodos.
As comparações com Guerra ao Terror (outro filme recente do gênero) são invitáveis tanto pelo conflito (Guerra do Iraque), como por seu protagonista em certo momento não saber o que fazer fora da guerra, o que acaba se tornando um vicio em sua vida, a adrenalina o faz viver, Chris parece ser mais feliz em perigo defendendo seu País do que em casa com sua mulher e filhos, pois até quando esta em casa, ele esta distante.
O longa alterna entre a ação e o drama de forma muito boa, mérito do diretor Clint Eastwood que tem experiência nos dois gêneros, as sequências de ação são muito boas e reais, a tensão é real, como em uma sequência em que ele e seu companheiros são encurralados, e sua esposa esta com ele ao telefone, é possível sentir a agonia dela, ou quando eles em plena ação têm que enfrentar um tempestade de areia.
Bredley Copper merece os elogios e indicação ao Oscar sua performance esta muito boa, consolidando a boa fase e rendendo a terceira indicação seguida, e sua semelhança com o soldado é impressionante.
Para aqueles que vão cinema e não conhecem a história de Chris se mantenha assim, pois a tensão e o fim é surpreendente, procure pesquisar somente após o filme, agora aqueles que já sabem a direção de Clint é tão boa que consegue manter a tensão mesmo para aqueles que já sabem o desfecho. Ao longo de sua carreira Chris se tornou uma lenda, tendo sua cabeça a premio no Iraque, com um total de 165 mortes confirmadas pelo exercito americano, ou num total de 255 entre diversas não oficiais, retrospecto que lhe renderam respeito por onde ele passava soldados queriam falar com ele e agrade-lo por sua bravura e dedicação.
Sniper Americano é uma história recente de um herói que abriu mão de sua felicidade pelo seu País, resumindo é o sacrifico que um verdadeiro herói faz pelo seu pais, não muito diferente dos super-heróis dos HQ e filmes, às vezes a vida imita a arte.
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Avaliação:
Filmes Inc.:9,5
Critica:8,5
Público:9

FilmesIncastV #20 Os Melhores Filmes de 2014

11012233_10200106547104181_1304673000_nby Rg. 
Neste programa citei os melhores filmes de 2014, seguindo as listas dos leitores do site e os que mandaram via redes sociais, e tambem citei os 10 filmes que mais gostei. Confiram concordem, discordem e comentem e deixe seu like no fim do video.          

50 Tons de Cinza

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by Rg.
Baseado na saga homônima mais lida dos últimos anos (no universo feminino, depois do fenômeno Crepúsculo), Cinquenta Tons de Cinza, assim como o livro o filme resgata as órfãs da saga vampiresca, portanto as comparações são inevitáveis (obvias também), tanto na literatura quando no cinema. Aqui a virgem da vez é Anastácia, em Twiligtht era Bella Swan também virgem e tímida, o desejado é Sr. Grey, la era Edward, ambos são reclusos e tem um segredo, um é vampiro e outro um sado, ambas despertam a atenção dois "galãs", que poderiam ter qualquer uma (seja no colégio ou na elite), mas optaram pela jovem tímida, mal vestida, virgem e atrapalhada, ambos se encantam pela protagonista à primeira vista, ambos em seu encontro inicial impressionaram sua amante; Edward carregou Bella nas costas, quase que voando pela floresta, e o Sr. Grey a levou Anastácia para um passeio de helicóptero por Seattle (cidade em comum entre os dois contos), após descobrir sobre os hábitos do Sr, Grey e o segredo de Edward, a tensão é sobre se Anastácia vai ceder e aceitar ser sua submissa a Christian e assinar o contrato, e na saga Vampiresca é se Bella vai concordar em namorar alguém com sede de sangue e casar com ele. As coincidências são inúmeras, estas são as principais, a escritora E.L James apenas trouxe sexo e fetiche para o seu conto, toda a tensão sexual que durou três filmes em Crepúsculo, aqui é o inverso, tudo que as mulheres imaginaram naquele conto de fadas, aqui ganhou um tom adulto e sexual. Atitude esperta copiar mudando detalhes. Detalhes que fizeram mulheres do mundo todo imaginar as transas entre Christian e Anastácia durante a trilogia literária.

Em Cinquenta tons de Cinza, para quem não sabe da trama "ainda" (até quem não leu o livro como eu sei), Anastácia precisa substituir sua amiga e parceira de quarto, numa entrevista para a faculdade, tal entrevista é sobre o dono do império Grey o Sr. Christian Grey, que lhe concede dez minutos de seu corrido dia, a jovem desajeitada e tímida, não o leva o menor jeito para conduzir a entrevista, mas a seu favor, ela caiu nas graças do multimilionário, que além de lhe ceder mais tempo, responde todas as perguntas e ainda a convida para um café. É assim como num de fadas, o príncipe encantado pode escolher todas, mas escolhe a plebeia (ou a irmã adotada). Entre tantas Christian sentiu uma atração (ou obsessão) por Anastásia, que não transmite sensualidade alguma, podemos dizer que o Sr.Grey tem um gosto peculiar, ou é um verdadeiro caça talentos, ao enxergar algo que quase ninguém viu na jovem a sua frente (ninguém mesmo, a julgar pelo fato de ela estar se formando e ser virgem ainda, é algo meio difícil).
Após o flerte inicial Christian começa a procurar Anastácia aonde ela vai, casa, trabalho, balada e etc, o cara se não fosse rico seria um Stalker (assediador), não sedutor, até que a moça ceda aos seus encantos. Após a "sedução" inicial, os diálogos mais vergonhosos do cinema vêm á tona, como quando ele é questionado sobre o boato de não ter coração, se são as pessoas que não o conhecem que afirmam, ele diz que "são as que o conhecem", ou a mais embaraçosa de todas é famosa, "eu não faço amor, eu fodo, e fodo com forca" (romântico).
Os problemas do filme (além de lembrar Crepúsculo) é seu ritmo, geralmente adaptações cinematográficas, são criticadas por acelerar o processo, para tudo caber em duas horas algo que às vezes precisavam um capitulo inteiro, ser resolvido em minutos, aqui é o inverso, com cinco minutos ele já conheceu a jovem, com dez já saíram, com vinte minutos eles já atravessa a cidade para buscá-la, com trinta, ele já contou seu segredo e apresentou seu quarto (o famoso quarto vermelho) e com quarenta já transaram. Resumindo o longa se resolve com 45 ou 50 minutos, o restante do filme (110 minutos) é pura encheção de linguiça, e sexo, a única "tensão" e se ela vai ou não ceder e aceitar seus termos e assinar o famoso "contrato" (aquele em que ela aceita ser totalmente submissa a ele inclusive, fazendo tudo que ele pede como, abrir mão de sua casa nos fins de semana e até comer apenas o que ele pede), por ai já podemos ver a tamanha prepotência do Sr.Grey, que após o coito se sente culpado e toca piano sob o luar. O resto do longa se resume entre um e outro dialogo vergonhoso, ou fetiche masoquista diferente, mas nada que justifique mais de uma hora (se no cinema que tudo é rápido, esta trama envolvente se resume a menos de uma hora, imagine no livro, após alguns capítulos o restante da obra deve ser muita, mas muita, putaria).
Cinquenta Tons de Cinza leva uma grande vantagem contra seu antecessor; Crepúsculo (nada muito difícil), ele tem uma direção melhor, elenco não estou afirmando que Dakota Johnson seja boa atriz, mas esta anos luz de Kristen Stewart e é preciso ousadia, para fazer tais cenas de sexo, sem ter uma carreira solida em Hollywood, Christian (Jamie Dornan) não é um primor, mas perto de Robert Pattinson é menos caricato, outra vantagem do longa é seu orçamento e sua produção é mais rica e detalhada (é como se fosse o primo rico da saga).
Comparações à parte Cinquenta Tons de Cinza é um filme para fãs, que independente do que toda a imprensa especializada vai dizer, não vai mudar seu sucesso, mas como filme para um público em geral, é ruim e embaraçoso, e para aqueles que acham que pelo fato de ter sexo compensa a falta de qualidade, estão muito enganados, pois filme ruim é sexo ruim e vice versa.
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Avaliação:
Critica:4,5
Público (fãs):9
FilmesInc: 4,5

Fury

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by Rg.
Existe o cinema de guerra antes e depois de O Resgate do Soldado Ryan (1998) um um verdadeiro divisor de águas, considerado um clássico moderno, o longa dirigido; por Steven Spielberg, se tornou all concur (unanime) em listas de guerra, antes dele existiam bons exemplares do gênero, mas poucos se destacavam entre o grande público, filmes como; Apocalipse Now e Platoon eram exceções, mas depois de Ryan além de uma enxurrada de filmes do gênero, fazer sucesso no cinema, grandes diretores retrataram a guerra e ótimos filmes surgiram como; Falcão Negro em Perigo, Circulo de Fogo, Cartas de Ivo Jima/A Conquista da Honra não merecem destaque e Corações de Ferro já pode figurar entre eles.
Corações de Ferro nos mostra o ponto de vista dos soldados que lutaram durante a segunda guerra a bordo de um tanque de guerra americano, o veiculo em questão é apelidado de Fury (fúria título original do filme), dentre os tripulantes, temos o sargento Dom 'Wardaddy' Collier  (Brad Pitt), Bíblia (Shia LaBeouf), Gordo (Michael Peña), Jon Bernthal (Grady), após sobreviverem a um confronto e ter uma baixa, eles recebem um novo navegador o jovem Normam (Logan Lerman), que não tem experiência alguma em campo. Além de acompanharmos as mazelas da guerra, o filme foca no conflito interno, entre o jovem e os experientes soldados, que já não se importam com nada, nesta altura da batalha.
O filme tem uma ótima fotografia, e a direção segura do experiente em ação; David Ayer de Marcados Para Morrer, Os Reis da Rua e Sabotagem, que aqui mostra que sabe alternar entra a ação e o drama. Mas o que realmente pesa a favor longa, e o que já faz o ser um dos melhores do gênero, é ter um ótimo elenco, sem exceção, todos estão ótimos em seus papeis, e têm seu tempo e importância para a trama, um elenco escolhido a dedo.
Brad Pitt (Guerra Mundial Z) tem uma de suas melhores atuações ao lado de Os 12 Macacos, Snatch e Babel, seu sargento vai do arrogante e durão, ao líder que beira o amor fraternal pelos seus subordinados, para ele sua tripulação é sua família, e para educá-los, é preciso ser duro quase sempre (ainda mais se tratando de guerra). O conflito inicial envolvendo Wardaddy e o novato Norman, é tenso beirando o exagero, mas no decorrer do longa se torna necessário, afinal ali é uma guerra, não um parque de diversões, ainda mais para um jovem sem experiência nenhuma, que nunca disparou uma arma, e foi jogado em pleno campo de batalha na ultima hora (devido às muitas baixas).
Os outros integrantes também estão todos acima da média Shia LaBeouf (Transformers), mostras que sua vida pessoal não interfere em sua atuação, e aqui ele demonstra um certo talento e seriedade pouco mostrado ainda em sua carneira, seu personagem; Bíblia é quase que um ponto de equilíbrio, para que eles mantenham à sanidade, Michael Peña demonstra o talento de sempre. o mesmo já mostrado nos filmes; Marcados Para Morrer e Leões e Cordeiros, Jon Bernthal não podemos dizer que é uma surpresa, pois desde que despontou em Walking Dead, ele fez bons papeis secundários em; O Acordo, Ajuste de Contas e O Lobo de Wall Street, aqui com um destaque maior acabou se destacando, e quem sabe seja melhor aproveitado no cinema, de agora em diante, seu personagem vai do rude, insuportável, prepotente ao companheiro, que quando ninguém esta olhando se desculpa pelo seu gênio.
As sequências de ação são ótimas se em Falcão Negro nos mostrou Black Hawks sendo abatidos, aqui são tanques de guerra, lutando em campo aberto contra alemães, além de da sensação claustrofóbica, eles são alvos fáceis, sempre em destaque e a frente das tropas, mesmo fortemente blindados eles são lentos e vulneráveis, principalmente a outros tanques e artilharias antitanque, o filme sabe mostrar isso de forma brilhante se em uma cena eles salvam o dia, na próxima estão sendo metralhados e até abatidos.
Corações de Ferro consegue sobressair num gênero já tão explorado (e tema também segunda guerra), e nos da algo novo e de ótima qualidade, com ação, emoção, uma boa direção e ótimas atrações, e digo mais se neste ano, como em todos anteriores, teremos injustiçados no Oscar Corações de Ferro há meu ver já o primeiro injustiçado.
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Avalação
Critica:8,5
Filmes Inc.:9,5 Público:8

Busca Implcavel 3

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By Rg. 
Em time que esta ganhando não se mexe, esta fórmula o estúdio detentor do sucesso Busca Implacável esta levando literalmente ao pé da letra, após uma aposta ousada de fazer um longa de ação protagonizado por um ator cinquentão, e ainda mais ousada foi o tal ator vir do cinema dramático, sem ter esteriótipo padrão do cinemão de ação. Liam Neeson abraçou o personagem e mandou bem numa espécie de versão de Jason Bourne aposentado, ele investiu no Krav Magá, e saiu quebrando punhos e pernas a todo direito, o resultado; foi um sucesso de bilheteria inesperado, o que fez Hollywood acordar e abrir os olhos, enxergando esta nova faceta do ator, que além de levar jeito para a ação se tornou bem lucrativo, de la para cá Neeson emplacou diversos filmes do gênero, exemplos; Desconhecido, Esquadrão Classe A, Sem Escalas, Caçada Mortal e Battleship (tudo em seis anos), uma guinada e tanto para um ator que viveu Oscar Schindler em A Lista de Schindler nos cinemas, que até já havia feito algumas produções do gênero, mas somente Darkman (1990) como protagonista, algo que Agora com 60 anos, se tornou bem rotineiro.
Após Busca Implacável 1 e 2 se tornaram sucesso de bilheterias, sua terceira parte estava mais que confirmada, e como em toda franquia algo pode até sair, ou dar errado, mas aqui dificilmente seria por culpa de seu protagonista.
Busca implacável 3 agora foge do clichê criado por ele mesmo, no primeiro e segundo, a trama envolvendo sequestro, agora Bryan Mills é procurado pela morte de sua esposa, além de fugir pelas ruas de Los Angeles, ele tem provar sua inocência e ainda proteger sua filha, que pode ser o próximo alvo de quem armou para ele.
Neste terceiro episodio da franquia repete o erro que outra saga repetiu recentemente; Duro de Matar, que em sua quinta parte descaracterizou John MacLaine, aqui os produtores fizeram isso no terceiro, se nos primeiros filmes Mills era um senhor de 40 e poucos com muita experiência militar e técnicas de lutas apuradas que compensavam o vigor físico, deixam o filme mais próximo do plausível, era muito melhor acreditar num ex-agente experiente do que em um tiozão, pulando e socando tudo por ai, se em duro de matar o erro foi abusar do efeitos especiais, fundos verdes e câmeras lentas, aqui o erro foi fazer Mills, correr pela cidade como se fosse jovem, além de enfrentar toda a policia de Los Angeles, antes ele ia abatendo seus inimigos um por um, discretamente, agora ele é uma espécie de super-herói, que vira a cidade de cabeça para o ar, para provar sua inocência.
Além da trama rasa Busca Implacável 3, peca também pelo fraco elenco de apoio, Kim (Meggie Grace) sua filha, continua insossa, Framke Janssen  (Lenore) não faz muito (e nem consegue), Dougray Scott só nos faz agradecer aos céus, por ele ter se lesionado em Missão Impossível 2, pois ele era o ator escolhido para ser Wolverine na franquia X-Men (ufa), Forrest Whitaker o único com talento (ao lado de Neeson), e mal aproveitado, ele é o investigador que sege seus passos, adivinhando o que ele já fez, e nunca o que vai fazer, resumindo ele é Pago para descobrir que Mills fugiu por um poço, embaixo de um veiculo, em uma garagem fechada, onde vários policiais não tiveram a brilhante ideia de olhar embaixo do único veiculo estacionado no local, foi preciso chegar o melhor agente, para em um minuto sacar que ele saiu pelo fosso.
Com algumas situações que beiram o ridículo e perseguições absurdas, onde Mills pilota na contra mão, no banco do passageiro, enquanto imobiliza um policial, sendo perseguido por toda policia de L.A, outro fator que incomoda é o filme ter que recorrer a flashbacks, para explicar suas fugas e peripécias.
Busca Implacável 3 pode até divertir, se você relevar sua inferioridade, principalmente ao primeiro da franquia, e relevar como um homem com tal idade ter tamanho vigor e força física, para executar aquelas façanhas, tirando isso é bom filme. Resta esperar que o diretor (Oliver Megaton) e o produtor Luc Besson, tenham senso e encerrem a franquia por aqui, pois Liam Neeson não merece passar por isso, nem nos fãs do gênero e do ator.
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Avaliação:
Filmes Inc.:5,5
Critica:5
Publico:7,5

O Destino de Jupter

jupiter-ascending-25set2014-poster.jpg__932x545_q85_subsampling-2by Rg.
Os Irmãos Wachowski são os cineastas mais azarados do mundo, após entrarem em Hollywood com pé na porta e tapa na cara com o excelente; Matrix em 1999 (antes fizeram o bom Ligadas pelo Desejo em 1996). Logo depois eles deram continuidade na saga com um ótimo segundo filme (Matrix Reload 2002) e um regular terceiro (Matrix Revolutions 2003), mesmo com a qualidade decaindo, eles mantiveram o foco, com muitas cenas de ação surreais e inovadoras (bulltet time é copiado até hoje), somadas a um conteúdo cabeça, depois produziram o ótimo; V de Vingança (2005), e voltaram à direção com Speed Racer (2008), que você pode ver rever , e não vai achar nada parecido com o que eles apresentaram em Matrix, resultado; um filme psicodélico e um fracasso de bilheteria. Em 2012 eles voltaram com o projeto ambicioso Cold Atlas (A Viagem), neste eles investiram  novamente no lado cabeça (até demais), e nada de ação em quase três horas de muito sono, sua única tentativa de inovação, foi em fazer o mesmo elenco se maquiar e interpretar diversos personagens em vários núcleos do filme, não acrescentando nada na história do cinema, resumindo, eles não tem acertado o tom desde que fizeram Matrix, mesclando ação e intelecto. Em O Destino de Júpiter, a esperança que Larry (agora Lana) e Andy consigam fazer pelo menos um filme de ação decente surge novamente.
O longa nos conta a história de Jupiter Jones (Mila Kunis) uma jovem filha de um casal simples, que após a morte do pai é criada pela mãe, e trabalha como domestica para ganhar a vida, o que ela não sabe é que a Terra, além de não ser o único planeta habitado, é mais precioso desta galaxia, devido as riquezas que podem ser extraídas e exploradas, Os humanos são usados como valiosas mercadorias, devido ao seu gene que produz , uma substancia, que combinada com o DNA alienígena os rejuvenesce, combinação que nos transforma em mercadorias prestes a serem colhidos por Balem Abrasax, mais velho entre os três irmãos, que herdaram o sistema solar de sua finada mãe. A Terra é o objeto de disputa entre a família. Os planos de Balem são ameaçados após o irmão mais novo descobrir que Jupiter possui o DNA idêntico ao de sua mãe, assim ele manda caçadores para capturar-la, para que ela reivindique a terra, e estrague os planos do irmão, o caçador que ele manda é Caine Wise (Channing Tatum), que salva e protege a herdeira, em meio ao caos Balem uma equipe para dar fim nela, e na possibilidade de ele perder o planeta.
Desta vez os Wachowski (diretores) mandaram bem na ação, as sequências são bem feitas e chegam a empolgar (algumas são muito longas e exaustivas), mas funciona bem como longa de ação sci-fi, após o inicio frenético pelas ruas de Chicago, o longa parte para espaço e outros planetas. A direção de arte dos diretores é muito boa, e também exagerada em muitas partes, tudo é extravagante, as naves passam longe de convencionais, sendo bem alegóricas e as raças alienígenas, alternam entre o comum, com feições humanas e outros parecem saídos de Star Wars ou Star Trek, sem mais nem menos, mas como se trata de uma ficção nada que nos incomode (muito), e também a ação no espaço é bem frenética.
O Destino de Júpiter funciona muito bem como um filme de ação frenético com sci-fi, peca por ser um pouco longo, inclusive na ação, mas seu maior problema é ser um filme que carrega o peso de ser dos criadores de Matrix, que enquanto não nos entregaram nada ao menos parecido com o clássico, vão ter uma conta negativa com o grande público, aqui eles acertaram na ação, em A Viagem eles investiram no intelecto (até demais), agora resta esperar quando eles vão achar o meio termo novamente, como fizeram no fim dos anos 90. Ao menos desta vez nos entregaram um filme divertido, mas o futuro deles após este filme, pelo menos esta mais promissor, do que após os filme anteriores.
 
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Critica:7Filmes Inc.:7,5}Público:8