Filmes Inc.

domingo, 21 de setembro de 2014

Hercules

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by Rg.
Hércules é o típico exemplo de como o cinema pode nos surpreender, e como é bom ter uma surpresa divertida (como esta), me desculpem aqueles que tinham altas expectativas (e não foram supridas), mas no meu caso a expectativa era de mediana, para baixa, não pela falta de carisma do protagonista; The Rock (Dwayne Johnson) e nem pela competência na direção, que ficou a cargo do bom eficiente; Brat Reitner é que este tipo de produção sempre estão mais fadadas ao fracasso, do que ao sucesso, vide; o divertidíssimo John Carter em 2012. 
Hércules é praticamente um projeto pessoal que Dwayne Johnson (The Rock) o abraçou a um bom tempo (desde 2011), algo que já é um ponto a favor do filme, devido a semelhança física do protagonista com o mito grego, seria difícil imaginar outro em Hollywood com estas caraterísticas fator que foi um dos principais erros de outro épico recente; Conan: O Bárbaro (2011), todos tínhamos a visão do troglodita; Arnold Schwarzenegger que viveu o guerreiro cimério em duas oportunidades e o novo filme nos apresenta Jason Momoa como Conan, o filme já começou a dar errado ali.   
 Antes mesmo do filme ser oficializado The Rock já estava envolvido e sempre esteve entusiasmado com a produção, outro que foi fundamental para o longa sair do papel é o Bratt Ratner, que em conjunto com o estúdio, optou por fazer um verdadeiro épico nos padrões antigos, tudo é que e visto aqui é em cenário real e locações, com figurantes e etc, não nos moldes do cinema atual, que vem usando em excesso muito fundo verde e efeitos visuais,que já saturaram após 300, estilo que virou praxe, para custear e fazer épicos, e só funcionou no percursor e sua continuação (300 A Ascensão do Império) e nos rendeu outros péssimos filmes (Imortais e Cia).
Bratt Ratner pode ser um diretor muito criticado, mas tem bons filmes em seu currículo, e apenas um tropeço; X-Men: O Confronto Final, que peca pela falta de qualidade, mas ele não é o único culpado, Ratner assumiu o filme faltando alguns dias para as filmagens (devido ao abandono de Matthew Vaugh), e sofreu uma enorme pressão da Fox para entregar o filme daquele jeito, mas sua filmografia é bem regular e coesa, e o favorece com filmes divertidos, como a trilogia; A Hora do Rush, Roubo Nas Alturas e até o mais sério e ótimo Dragão Vermelho, definitivamente ele não merece todo o temor em torno de seu nome. Mas tudo isso acabou fazendo bem ao filme, muitos (como eu) que foram ver o longa desacreditando de sua qualidade, se depararam com uma ótima aventura, tipica de sessão da tarde.
Hércules nos conta a história do lendário semideus, filho de Zeus com uma mortal, que se tornou um guerreiro super-forte, essa é história que todos conhecemos, ou já ouvimos falar, aqui é a trama praticamente a mesma, mas com algumas (e fundamentais), diferenças, o Hércules retratado aqui não é baseado no famoso conto da mitologia grega, e sim numa HQ intitulada; The Thracian Wars de John Moore, que  neste conto desmistifica o semideus, o retratando como um humano, que se tornou uma lenda e mito. O longa segue a fórmula mais pé no chão, assim como Tróia já fez há dez anos, ao nos mostrar Aquiles como humano, e não um Deus (um ótimo acerto), nos entregando uma aventura épica sem fantasia, Hércules é conhecido pela Grécia e Trácia como um semideus que derrota exércitos sozinho, mas tal fama vem graças a ajuda de sua equipe, pois aqui além de homem, ele é um mercenário (que cobra e recebe por seus serviços), vivendo de reino em reino, sendo solicitado devido a sua fama, que o precede pelas historias e sua lenda, contadas demasiadamente pelo seu sobrinho, sempre antevendo sua chegada, devido sua eficiência elas são  ouvidas e aumentadas por todo o velho continente.
Hércules realmente se destaca devido sua imponência e força, mas nada descomunal e sobre humano, seus companheiros agem em conjunto com ele, sempre na surdina, abatendo inimigos, fazendo com que o gigante leve todo o credito, mas de forma positiva, a media que sua fama aumenta, todos se beneficiam, pois a cada batalha quando descobrem que o semideus esta por perto, os inimigos abandonam o embate e fogem, e eles são pagos mesmo assim.
As sequências vistas no trailer onde ele realiza os famosos 12 trabalhos, são contadas durante o longa em flashback, em seu decorrer descobrimos como realmente nosso herói realizou tais feitos. A trama principal é quando Hércules é procurado pelo rei da Trícia para defendê-lo de um feiticeiro que esta matando seu povo e se aproximando de seu reino, o mercenário aceita o trabalho e decide enfrentar o suposto "bruxo" e seu exercito, mas para isso decide ajudar o rei treinando ao lado de seus companheiros, um novo exercito, formado pelo povo trício. As batalhas e os cenários valem o ingresso, o elenco também esta acima da media, The Rock é puro carisma, e todos ao seu redor tem sua importância e seu momento, como Ian Mcshane, John Hurt e Rufus Sewell  todos estão muito bem.
O filme tem alguns pequenos defeitos, como mudar o ritmo bruscamente de uma cena de ação e humor para uma dramática, mas nada que tire seu brilho, e também temos o velho clichê sobre o passado enigmático do herói que o assombra, mas aqui funciona de maneira até que eficaz, durante todo o longa. Hércules é uma grata surpresa, que deve ser visto sem preconceito, pois um filme com o nome de Hércules, vem para divertir e isso ele faz muito bem.
  @RG_FilmesInc                           @FilmesInc                      Facebook
Avaliação:
Filmes Inc.:7,5
Critica:7
Público:8,5

Anjos da Lei 2

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By Rg 
Anjos da Lei foi um do melhores (e mais divertidos) filmes de 2012, agora dois anos depois temos a aguardada continuação (praticamente anunciada no final do primeiro filme). Para obter exito com esta sequência a Sony (produtora) e os competentes diretores Phil Lord e Christopher Miller, decidiram repetir os acertos do filme anterior, e trazer alguns novos personagens e novas piadas para a saga, a ideia é praticamente a seguinte; em time que esta ganhando não se mexe, e esta continuação segue justamente este contexto. Desta vez Jenko e Shmidt ou Brad e Doug (ou vice-versa), voltam para Jump Street agora nº 22, e o Capitão Dickson vivido novamente por; Ice Cube (hilário), manda a dupla para um campos universitário, com o intuito de se infiltrarem para investigar sobre o trafico de uma nova droga, que esta se espalhando rapidamente em na universidade local, devido à experiência da dupla com este tipo de caso (e falta dela, nas ruas), os credenciam para este caso.      

Anjos da Lei se repete em quase tudo (e funciona em quase tudo), ao contrario de outra comedia que tentou se repetir em tudo, o fraco; Se Beber Não Case 2, que repetiu as mesmas piadas do primeiro só trocando os lugares, resultado, não funcionou, era o mesmo filme com as mesmas situações e um lugar diferente, já em Anjos da Lei 2, por incrível que pareça funciona (e muito bem) mas apenas 90% delas, mesmo sendo praticamente o mesmo filme, ele consegue se diferenciar e nos divertir, já os 10% que não funcionam, não chegam a prejudicar o filme, devido à alta qualidade do primeiro (se o nível do antecessor fosse baixo, faria muita diferença), tais 10%, são o Bromance (uma relação de amizade e amor entre amigos, parceiros do sexo masculino), que para quem não sabe é um subgênero que se tornou popular nos últimos anos em Hollywood, principalmente nos filmes de Judd Aptow; diretor e roteirista de diversos longas do gênero como: Eu Te Amo Cara, Ressaca de Amor entre outros (todos focam , nesta franquia temos a fusão de dois subgêneros; o Bromance e Boddy-Cops, muito visto também nos anos 80/90 com; Maquina Mortífera, 48 Horas, Bad Boys, A Hora do Rush entre outros.
Novamente a amizade entre os dois é posta em cheque, ao chegarem na faculdade, desta vez é Brad que se destaca e se enturma entre os mais populares, deixando Doug de lado, com exceção da cena da terapia de casal, este arco é o única parte do filme que não funciona novamente, de resto tudo se repete em maior escala e muito bem.
Muita coisa mudou na carreira dos astros de 2012 até 2014, lá pra cá Jonah Hill se consolidou como astro versátil e até "sério"com duas indicações ao Oscar, e trabalhos em filmes de Scorsese e Tarantino, definitivamente não é mais o Gordinho estereotipado de Superbad, mas volta para a sequênci  a sem cuspir no prato que o consagrou (o humor), Channing Tatum vive uma ascensão desde o primeiro filme ele só fez filmes de sucesso de bilheterias como; Para Sempre, Magic Mike e G.I.Joe e O Ataque, mesmo a dupla vivendo seu auge, em momento de nenhum eles deixaram a fama subir para a cabeça, fecharam seus contratos sem estrelismo. Os diretores (Phill e Christopher) também retornaram após se provarem financeiramente muito rentáveis em Hollywood, entre o primeiro e este eles fizeram o ótimo Uma Aventura Lego (mais $400 de dólares pelo mundo).
O que faz de Anjos da Lei 2 ainda mais divertido é satirizar a si próprio e o gênero, além do filme anterior, ele também faz piadas sobre o famoso seriado de TV em que ele é baseado, a todo o momento alguém personagem faz uma faz uma referencia ou piada sobre os anos 80/90.
O longa ja se auto-satiriza em sua abertura como se fosse o segundo episodio de um seriado, com direito as seguintes falas; anteriormente em Anjos da Lei, sua abertura é praticamente idêntica a de um clássico da época, Um Tira da Pesada com Eddie Murphy, que também fazia um policial disfarçado no incio do filme, pendurado em um caminhão. 
As referencias são inúmeras desde filmes como Maquina Mortífera ou Duro de Matar e até a si mesmo como quando Channing faz piada sobre seu filme anterior; O Ataque,ao sugerir um disfarce envolvendo o serviço secreto e a Casa Branca, e até Velozes e Furiosos é citado.
Anjos da Lei 2 é bem acima da média, só é infelizmente um pouco inferior ao primeiro filme, que é excelente e este pequenos 10% de inferioridade com relação o anterior, não o prejudicam, mas será preciso se reinventar, em um terceiro filme (confirmado), pois se repetir novamente pode não ser suficiente, se auto parodiar como a franquia, Mercenários vem fazendo, pode deixar de funcionar, e no caso desta divertida aventura é a ultima coisa que queremos é que ela se torne obsoleta. @RG_FilmesInc                                   @FilmesInc                                 Facebook Avaliação:
Filmes Inc.:8,5 
Critica:7,5
Publico:9,5

FilmesIncastV #16

10566016_703805233025324_359220002_nFilmesIncastV #16  Neste programa destrinchei todas as duvidas sobre a Marvel Studios, que acabou de ser tornar a maior franquia do cinema, financeiramente com seu universo estendido, ultrapassando sagas como; 007 e Harry Potter e até Star Wars, tirei todas as duvidas como; o porque nunca iremos ver Wolverine ou Homem-Aranha nos Vingadores. Confiram e deixem seu like e assine nosso canal e obrigado.  

domingo, 7 de setembro de 2014

Lucy

by Rg.
Luc Besson é um nome importantíssimo para o cinema Francês atual, principalmente por sair daquele status Cult, alternativo e mais artístico do cinema europeu, seus filmes tem um estilo mais comercial. Besson surgiu nos fim dos anos 80 com filmes como; Nikita e depois se consagrou nos anos 90 com; O Profissional e O Quinto Elemento, logo na sequência como todo egocêntrico, buscou um projeto pessoal que quase sepultou sua carreira, o polemico Joana D'Arc, protagonizado pela sua até então esposa Milla Jovovich (O Quinto Elemento e Resident Evil), após o fiasco financeiro e critico, o diretor voltou para sua terra natal e começou e continuou a produzir produções de sucesso (ao todo são 116) por la e pelo mundo, como as franquias, Taxi e B-13, e nos Estados Unidos ele foi responsável por produzir as franquias; Carga Explosiva e Busca Implacável entre outros.

Besson também roteiriza a maiorias das produções que esta envolvido (ele ja roteirizou mais de 56 filmes).  
Já estava na hora do competente cineasta voltar como diretor as terras Yankes, em 2013 ele dirigiu o ótimo; A Família, que é ambientado na França, mas tem Robert De Niro, Michelle Pheyfer e Tommy Lee Jones no elenco, o longa era quase uma homenagem aos filmes de máfia, com pitadas de humor, era hora de voltar para o cinemão pipoca de ação. Seu próximo projeto era Lucy, era sua volta ao blockbuster, orçado em $40 milhões de dólares e protagonizado pela lindíssima Scarlett Johansson, marcava também o seu retorno ao gênero que o consagrou, seus filmes sempre tiveram personagens femininas fortes como protagonistas, vide; Nikitta, O Profissional e O Quinto Elemento.
Lucy nos mostra a protagonista do título, apenas mais uma garota comum, que vive em Hong Kong, quando seu ficante da vez, lhe envolve em uma confusão com a máfia local, que a usa como mula para transportar uma nova droga sintética, tal droga e feita a partir de um composto (cph4) que produzimos numa escala proporcional, ao enjerirmos o tal composto, ele acelera a produção de CPH4, e a nossa mente ativa partes do cérebro que não "utilizamos". Desde seu inicio o filme cita, e se baseia na teoria que o ser humano usa apenas 10% do nosso cérebro (menos que os golfinhos), ao transportar a mercadoria em seu intestino, após um incidente o CPH4 acaba se espalhando pelo seu organismo, a fazendo sentir os níveis da sua mente aumentando e evoluindo, e ai ação tem início, os donos da droga querem seu produto de volta, Lucy quer vingança e também impedir que outros consigam atravessar as fronteiras com a droga. O que parecia ser mais um filme de ação protagonizado por uma mulher, como Anjos da Noite, Salt, Colombiana e etc, se torna mais um filme Sci-Fi com sequências de ação que beiram o absurdo, para aqueles que esperam um filme mais no estilo destes citados, vai se decepcionar (e muito).
A cada momento que o cérebro de Lucy evolui um estagio, ela fica mais poderosa, mas não ao ponto de ser porradeira, ela mal encosta em seus algozes, ela se torna um uma espécie de Jedi, onde com sua mente, e através de gestos, ele joga seus oponentes e armas a distancias, sem nem os tocá-los, não temos a sensação de perigo em momento algum, devido ao grande poder de Lucy.
Se Lucy seguisse a fórmula mais plausível, como a de outro filme que trata do mesmo tema, o ótimo Sem Limites de 2011, e acrescentasse ação, se a capacidade adquirida, apenas fizesse que nossa heroína se esquivasse, antecipasse os golpes de seus oponentes, ao sentir o perigo de perto, seria muito melhor, e real. Luc Besson aqui pode ter conseguindo êxito financeiro, devido ao carisma e o momento vivido por Scarlett Johansson, mas ao mesmo tempo peca muito, ao dar super-poderes a alguém que é ainda um ser humano, mesmo que usando a totalidade de seu cérebro, que a cada momento ganha uma capacidade maior, não é preciso ser PhD em ciência, para ver que há muito exageros neste ponto de vista do Francês.
O longa tem apenas 89 minutos (parecem muito mais), e além dos defeitos apontados seu ultimo ato é extremamente, cansativo e um devaneio do Besson, que vai além do que já nos tinha mostrado, sequências estranhas e filosofísticas, que não condiz com um filme do gênero, tem momentos que ele parece querer ser Terrence Malick e seu Árvore da Vida.
Perto de seu desfecho Lucy vai se transformando em uma espécie de entidade, ou um ser super-poderoso, em que seus poderes não tem limites. O longa tem alguns poucos bons momentos, como a cena em que Lucy foge dos mafiosos no incio do filme, ou a perseguição pelas ruas de Paris, e só, muito pouco e o estrago já estava feito (é era tão grande,) que nem o carismático Morgan Freeman pode salvar o filme.
Fica a dica, quer ver um ótimo filme sobre uma pessoa usando a totalidade de seu cérebro, assista Sem Limites. E sobre Luc Besson ele voltou ao cinema americano, muito bem financeiramente (o filme já passa dos 200 milhões de dólares pelo mundo), mas pela qualidade é melhor ver seu projeto anterior A Família.
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 Avaliação:
 Critica:6
 Público:7
 FilmesInc.:4,5

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Mercenarios 3

Os-Mercenarios-3-poster-09Jul2014By Rg.
Sylvester Stallone já provou ser uma fênix, e ressurgiu das cinzas, quando menos se esperavam (meados dos anos 2000), reerguendo sua carreira com sequências de filmes que o consagraram, em décadas anteriores, conseguiu voltar aos holofotes com; Rock Balboa (2006) e Rambo IV (2007), seu projeto seguinte era uma tentativa se auto-afirmar, mas ajudar seus amigos brucutus, que também foram ícones nos anos 80/90, e estavam no limbo. Os Mercenários foi um sucesso e diversão garantida, deixando um gostinho de quero mais. Em Os Mercenários 2 Stallone aumentou o leque trazendo mais amigos e ex-astros do cinema de ação para a sequencia, novamente funcionou, entre as novas caras Jean-Claude Van Damme, Chuck Norris e ainda o reforço de Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger que ganharam mais tempo em cena, devido a terem mais espaços na agenda para as filmagens, após a sessão a expectativa era somente uma, que venha o terceiro.  Na terceira parte; Os Mercenários 3; era só repetir a fórmula que estava dando certo (time que esta ganhando não se mexe) o elenco fixo estava de volta, com a adição de novos atores veteranos ao elenco, desta vez eram nomes de peso, que não faziam apenas parte do cinema de ação, atores conceituados em diversos gêneros em Hollywood como; Harrison Ford (Indiana Jones e Star Wars) e Mel Gibson (Maquina Mortífera e Coração Valente).

A franquia de Stallone estava expandindo seu universo, para não perder o costume também convidou outro amigo brucutu, Wesley Snipes que além de decadente estava recém-saído da cadeia (que rende uma das melhores piadas do filme ao ironizar sua própria prisão) junto com ele o latino Antônio Banderas, que tem em seu currículo alguns filmes de ação, no auge de sua carreira. Agora como manter o público entretido após dois filmes, pois aquela sensação inicial de nostalgia, já não era tanta, nem uma novidade.
Stallone que desta vez não dirigi o longa (assim como o segundo), apenas produz e roteiriza, ele e o diretor australiano; Patrick Huges decidiram optar pela velha história de apresentar uma jovem equipe, que futuramente vira substituir o "talvez'' obsoleto atual grupo. Até ai normal, algo que é praxe em diversos filmes do gênero, mas aqui estamos se tratando de Os Mercenários, Stallone, Arnold, Willis, Terry Crews, Jet Li, Randy Cuture, Dolph Ludregren, Jason Statham e cia, por que iriamos querer ver um elenco mais jovem em seus lugares? se o grande diferencial deste filme, é ver estes senhores botando para quebrar juntos. Se vou ao cinema ver um encontro de grandes astros dos anos 80/90, a ultima coisa que quero ver é eles sendo substituídos por um grupo mais jovem, e ainda sem o menor um carisma, é justamente durante esta transição que o filme derrapa.
Os Mercenários 3 tem o melhor começo da série, em duas sequências de ação surreais, a primeira é o resgate de Doc vivido por Wesley Snipes, que esta em um trem de prisioneiros, logo em seguida temos outra ótima cena, onde o grupo tem o primeiro confronto com o vilão, vivido por Mel Gibson (muito bom), após não ter exito na missão e ver a vida de seus amigos ser colocada em risco, Barney (Stallone) se sente culpado e para preservar suas vidas, decide trocar toda a equipe. A partir dai o longa acompanha Barney girando o mundo recrutando um novo time, é justamente ai que o ritmo do filme cai, o que era para ser interessante, só rende apenas uma boa cena (hilaria) envolvendo Antônio Banderas, de resto são quase 30 minutos apresentando personagens insossos e sequências fracas, o ritmo do filme só volta a melhorar quando Mel Gibson entra em cena novamente, e o velho time da com as caras auxiliados por Arnold e Harrison Ford. 
Os Mercenários 3 tinha tudo para ser o melhor da série, mas acabou se tornando o mais burocrático, que não chega a ser ruim, mas é bem aquém dos seus anteriores, o que mais prejudica o filme e o enchimento de linguiça no segundo ato do filme (recrutamento), e a sequência final, que funciona até que bem, mas por ser muito extensa, se torna meio cansativa, fazendo com que perdemos um pouco do interesse. O mais acertado seria escolher outros nomes com mais impacto, para integrar a nova equipe, principalmente atores e personagens mais carismáticos (melhores atores), e do atual cinema de ação, imagine se o novo grupo ao invés de Ronda Rousey (UFC) e Cia fosse; The Rock, Vin Diesel e Mark Wahlberg entre outros, já seriam nomes mais jovens que de seu atual grupo, e rostos conhecidos do gênero, funcionaria muito melhor, ou invés de se apegar ao cliché de preservar os amigos, os substituído, seguisse a cartilha dos anteriores e apenas colocasse estes dispensáveis (título original do filme), em mais uma missão suicida contra o ótimo vilão.
Mercenários é um filme simples com uma galera de uma época simples, onde dar murros, pontapés, e atirar empunhando armas fazendo pose, era o que contava, e ao tentar sair do simples, você estraga o que estava dando certo. Enfim Os Mercenários 3 é um bom filme de ação, mas poderia ser muito mais, pois elenco esta franquia sempre teve.
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Filmes Inc.:7
Critica:6
Público:8