
by Rg.
Hércules é o típico exemplo de como o cinema pode nos surpreender, e como é bom ter uma surpresa divertida (como esta), me desculpem aqueles que tinham altas expectativas (e não foram supridas), mas no meu caso a expectativa era de mediana, para baixa, não pela falta de carisma do protagonista; The Rock (Dwayne Johnson) e nem pela competência na direção, que ficou a cargo do bom eficiente; Brat Reitner é que este tipo de produção sempre estão mais fadadas ao fracasso, do que ao sucesso, vide; o divertidíssimo John Carter em 2012.
Hércules é praticamente um projeto pessoal que Dwayne Johnson (The Rock) o abraçou a um bom tempo (desde 2011), algo que já é um ponto a favor do filme, devido a semelhança física do protagonista com o mito grego, seria difícil imaginar outro em Hollywood com estas caraterísticas fator que foi um dos principais erros de outro épico recente; Conan: O Bárbaro (2011), todos tínhamos a visão do troglodita; Arnold Schwarzenegger que viveu o guerreiro cimério em duas oportunidades e o novo filme nos apresenta Jason Momoa como Conan, o filme já começou a dar errado ali.
Antes mesmo do filme ser oficializado The Rock já estava envolvido e sempre esteve entusiasmado com a produção, outro que foi fundamental para o longa sair do papel é o Bratt Ratner, que em conjunto com o estúdio, optou por fazer um verdadeiro épico nos padrões antigos, tudo é que e visto aqui é em cenário real e locações, com figurantes e etc, não nos moldes do cinema atual, que vem usando em excesso muito fundo verde e efeitos visuais,que já saturaram após 300, estilo que virou praxe, para custear e fazer épicos, e só funcionou no percursor e sua continuação (300 A Ascensão do Império) e nos rendeu outros péssimos filmes (Imortais e Cia).
Bratt Ratner pode ser um diretor muito criticado, mas tem bons filmes em seu currículo, e apenas um tropeço; X-Men: O Confronto Final, que peca pela falta de qualidade, mas ele não é o único culpado, Ratner assumiu o filme faltando alguns dias para as filmagens (devido ao abandono de Matthew Vaugh), e sofreu uma enorme pressão da Fox para entregar o filme daquele jeito, mas sua filmografia é bem regular e coesa, e o favorece com filmes divertidos, como a trilogia; A Hora do Rush, Roubo Nas Alturas e até o mais sério e ótimo Dragão Vermelho, definitivamente ele não merece todo o temor em torno de seu nome. Mas tudo isso acabou fazendo bem ao filme, muitos (como eu) que foram ver o longa desacreditando de sua qualidade, se depararam com uma ótima aventura, tipica de sessão da tarde.
Hércules nos conta a história do lendário semideus, filho de Zeus com uma mortal, que se tornou um guerreiro super-forte, essa é história que todos conhecemos, ou já ouvimos falar, aqui é a trama praticamente a mesma, mas com algumas (e fundamentais), diferenças, o Hércules retratado aqui não é baseado no famoso conto da mitologia grega, e sim numa HQ intitulada; The Thracian Wars de John Moore, que neste conto desmistifica o semideus, o retratando como um humano, que se tornou uma lenda e mito.
O longa segue a fórmula mais pé no chão, assim como Tróia já fez há dez anos, ao nos mostrar Aquiles como humano, e não um Deus (um ótimo acerto), nos entregando uma aventura épica sem fantasia, Hércules é conhecido pela Grécia e Trácia como um semideus que derrota exércitos sozinho, mas tal fama vem graças a ajuda de sua equipe, pois aqui além de homem, ele é um mercenário (que cobra e recebe por seus serviços), vivendo de reino em reino, sendo solicitado devido a sua fama, que o precede pelas historias e sua lenda, contadas demasiadamente pelo seu sobrinho, sempre antevendo sua chegada, devido sua eficiência elas são ouvidas e aumentadas por todo o velho continente.
Hércules realmente se destaca devido sua imponência e força, mas nada descomunal e sobre humano, seus companheiros agem em conjunto com ele, sempre na surdina, abatendo inimigos, fazendo com que o gigante leve todo o credito, mas de forma positiva, a media que sua fama aumenta, todos se beneficiam, pois a cada batalha quando descobrem que o semideus esta por perto, os inimigos abandonam o embate e fogem, e eles são pagos mesmo assim.
As sequências vistas no trailer onde ele realiza os famosos 12 trabalhos, são contadas durante o longa em flashback, em seu decorrer descobrimos como realmente nosso herói realizou tais feitos.
A trama principal é quando Hércules é procurado pelo rei da Trícia para defendê-lo de um feiticeiro que esta matando seu povo e se aproximando de seu reino, o mercenário aceita o trabalho e decide enfrentar o suposto "bruxo" e seu exercito, mas para isso decide ajudar o rei treinando ao lado de seus companheiros, um novo exercito, formado pelo povo trício.
As batalhas e os cenários valem o ingresso, o elenco também esta acima da media, The Rock é puro carisma, e todos ao seu redor tem sua importância e seu momento, como Ian Mcshane, John Hurt e Rufus Sewell todos estão muito bem.
O filme tem alguns pequenos defeitos, como mudar o ritmo bruscamente de uma cena de ação e humor para uma dramática, mas nada que tire seu brilho, e também temos o velho clichê sobre o passado enigmático do herói que o assombra, mas aqui funciona de maneira até que eficaz, durante todo o longa.
Hércules é uma grata surpresa, que deve ser visto sem preconceito, pois um filme com o nome de Hércules, vem para divertir e isso ele faz muito bem.
@RG_FilmesInc @FilmesInc Facebook
Avaliação:
Filmes Inc.:7,5
Critica:7
Público:8,5
@RG_FilmesInc @FilmesInc Facebook
Avaliação:
Filmes Inc.:7,5
Critica:7
Público:8,5


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