Filmes Inc.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Sombras da Noite (Dark Shadows)


by Rg.
Uma das parcerias mais vindouras de Hollywood e também umas das mais rentáveis ultimamente (nada menos que 8 filmes), mais será que em time que está ganhando se mexe?
 Sombras da Noite chega aos cinemas com o mesmo time que Tim Burton tem apostado e dado certo mais financeiramente do que críticas, encabeçando o filme seu fiél escudeiro Johnny Depp (8 filmes), Danny Elfman (compositor, 12 filmes) e Helena Bohan Carter (atriz e esposa 6 filmes), este time é responsável pela grande ascensão de Tim/Depp nas bilheterias só para constar a partir de; A Fantástica Fabrica de Chocolate, seus filmes começaram a ser sinônimo de sucesso (antes tanto Burton como Depp eram conhecidos apenas como um diretor Cult e um ator de talento) parceria que de la para cá rendeu bons frutos ($), a seu auge foi em 2010 com a freak Alice no Pais das Maravilhas, que entrou para o seleto grupo de filmes que chegaram à casa de um 1 bilhão.
Agora Burton e Cia regressam para contar a história da família Collins nesta adaptação da série TV, o longa começa nos mostrando a chegada dos primeiros Collins no novo continente (no século 17), com o tempo os Colins obtiverem muito sucesso no ramo de frutos do mar, a família acaba se tornando a mais poderosa da pequena cidade litorania que passa a se chamar Collinwood.
Johnny Depp interpreta Barnabas Collins principal herdeiro do Clã, um conquistador que parte o coração da garota errada, a bela e encantadora Angelique Bouchart (Eva Green, linda por sinal), que trabalha para sua família, após a desilusão a garota procura na pratica de bruxaria a solução para ter seu amor correspondido, mas a gota d'água é quando Angie vê Barnadas se apaixonar por Jossete e decide amaldiçoar sua família e principalmente seu agora desafeto, ao praticar um feitiço ela transforma o ex-amante num vampiro, para que ele viva para sempre sem sua amada, ainda assim o interesse de Barnadas por Angie não muda e ela decide puni-lo ainda mais, o trancando em um caixão por quase 200 anos (196 para ser mais exato), durante uma escavação o vampiro é despertado e ai que o filme praticamente começa. 
Seu início sombrio e sério (fotografia e visual gótico, marca registrada de Burton) dão lugar ao humor negro, pois Barnabas desperta nos anos 70 totalmente perdido fora de sua época, tudo é novo e estranho para ele, para piorar só restaram quatro Collins e seus negócios e o nome da família vão de mal a pior, e sua até então poderosa família esta falida. Como se este fardo não o fosse suficiente, agora quem detém o controle do ramo de frutos do mar na cidade, é ninguém menos que Angelique que agora atende por Angie e usou de sua imortalidade para garantir que os Collins nunca mais fossem bem sucedidos.
A trama é divertida Depp (freak como sempre) desta vez nos convence, totalmente desnorteado em meio à geração paz e amor (Rip's) e por mais raro que seja hoje em dia não há traços de Jack Sparrow em seu personagem, seu Barnabas é mais uma espécie de Michael Jackson (desde o visual ao tom de pele) surtado, o restante do elenco está acima da média, Michele Pheyffer esta linda como Elzabeth Barnabas, Carolyn (Chloe Grace Moretz a Hit Girl de Kick-Ass) sua filha rouba a cena toda vez que aparece, interpretando uma adolescente Rip que vive chapada, Dr. Hoffman (Helena Bohan Carter) faz a médica bêbada que mora com a família, fechando o time temos o jovem David e seu pai, também o hilário Willie Loomis (Jackie Earle Haley) caseiro da família e Vicky que chega à cidade para ser a nova espécie de governanta da casa.
O filme vai muito bem em seu início, ele só peca em seu ato final, por que esquece de desenvolver melhor seus personagens, com exceção de Barnabas e Angelique, todos os outros são esquecidos no decorrer do longa e suas histórias ficam faltando algo, exemplo a personagem de Vick que praticamente abre o longa e passa a ser o novo interesse romântico do protagonista, por que lembra muito sua amada Jossete, termina o filme sem a importância que foi dada a ela no início e o mesmo também ocorre com o garoto David, mas muito disso se deve ao fato de ser baseado em um seriado, já que em uma série de TV, você tem no mínimo um episódio para desenvolver cada personagem e aparar as pontas soltas. 
De resto filme funciona muito bem, a ambientação é fantástica e o filme sabe mesclar o humor com a seriedade, e por que não com o sangue, como após praticamente efetuar uma chacina ao despertar devido sua sede de dois séculos, Barnabas já nos faz rir na sequência, ao se surpreende com carros, neons e até o asfalto ao despertar em plena na década de 70.
Sombras da Noite tem seus defeitos sim, mas nada que chegue a estragar o filme, mas o mais importante que seus acertos compensam e superam seus erros, e vale pena ser conferido.
Vale destacar o roqueiro Alice Cooper numa ponta divertidíssima.
@RG_FilmesInc                    @FilmesInc
Avaliação:
Público:8
Critica:7
Filmes Inc.:7,5

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Para Sempre (The Vow)


by Rg
Para sempre é o tipico romance que tem cara de ser uma adaptação de livro de Nicolas Sparks (famoso autor de romances, entre eles adaptados para o cinema; Amor Para Recordar, Noites de Tormenta, Querido John e a Última Música), mas mesmo tendo o mesmo estilo de filme e também ser baseado em um livro, por mais incrível que pareça o seu romance é inspirado numa história real.
Leo (Channing Tatum de A Toda Prova) e Paige (Rachel de Sherlock Holmes) formam um jovem casal, que retornando de um passeio durante uma nebrasca sofrem um acidente, mas Paige entra em coma e seu esposo (Leo) além de estar sofrendo com a situação que sua esposa se encontra, mas quando ela desperta do coma, Leo terá que lídar com outro problema pois Paige esta sem memória e não se lembra do que aconteceu nos últimos 5 anos. O grande problema é que ela conheceu seu até então marido à apenas 4 anos, como provar para uma pessoa que não lhe conhece que é seu marido? E que ela te amava de forma reciproca? A vida de Leo vira de cabeça para baixo após o incidente, por que além de convencer sua esposa a voltar para casa com você (que para ela é um completo desconhecido) ou ir com sua família de quem ela ainda tem recordações.
A situação é estranha e até constrangedora para ambos, como na festa em que Leo promove para tentar fazer Paige recordar de seus amigos, ela fica completamente perdida em meio a "estranhos" sendo abraçada sem se lembrar de ninguém, Rachel Mcadams (Peige) em uma atuação convincente, pois a medida que sua personagem tem dificuldade em lembrar-se de tudo ela vai menosprezando Leo que faz e abre mão de tudo para se dedicar a ela intensivamente, mas à medida que filme avança é difícil simpatizar com Paige, mesmo entendendo sua situacao, se torna muito difícil acreditar que uma pessoa ao ver a outra fazer de tudo por ela e ser tão imparcial, neste ponto do filme podemos classificar sua personagem Paige ao lado de Summer de 500 Dias Com Ela e Cindy de Namorados Para Sempre, como uma das mulheres mais #$%^&* dos filmes românticos, mesmo sua amnésia justificando tudo, é impossível não se revoltar com ela. Por que há anos atrás sua vida era completamente diferente, ela tinha uma vida mais correta vivia com seus pais (ricos) cursava direito e era noiva, para ela o tempo parou ai e tudo se tornou um choque ao saber que esta casada e agora é artista plástica, mas Leo não desiste e tenta fazer ela se apaixonar por ele novamente.
Vale destacar o elenco coadjuvante, com atores veteranos contribuem muito para o filme interpretando os pais de Paige.
O filme mesmo sendo verídico tem suas reviravoltas e surpresas que em algumas horas chegamos a nos perguntar se tudo aquilo realmente aconteceu ou se algo foi adicionado para dar um tom mais teatral, mas independente disso o filme funciona como um bom romance, que hora chega pecar em seu exagero demasiado no drama, mas nada que incomode seu público alvo (mulheres) que vão se emocionar ainda mais (as mais desavisadas) ao termino do filme ao descobrirem que é uma história real.
@RG_FilmesInc                                  @FilmesInc 
Avalição:
Critica: 6,5
Público: 8,5
Filmes Inc. 7,5

terça-feira, 19 de junho de 2012

Madagascar 3 (Europe's Most Wanted )


By Rg.
Madagascar 3 chega em sua terceira parte e tem seu maior mérito a regularidade, como Shrek (muito regular, até o segundo filme) a maior franquia da Dream Works Animation também tinha esta regularidade, estúdio principal concorrente da Disney no mercado de animações aposta nos animais do Zoo para se manter no topo, por que em 2011 levou a melhor, com Rango e O Gato de Botas contra o fraco Carros 2 da rival.
Madagascar 3 tem uma das melhores aberturas de uma animação ou até de filmes de ação, numa sequência alucinante onde Alex (leão), Martin (zebra), Gloria (hipopótama), Melman (girafa hipocondríaca) e Cia (os pinguins mais cools e sua quadrilha de macacos) conseguiram destruir meia Monte Carlo ao serem perseguidos pela Capitã DuBois (que corre atrás dele no melhor estilo T-1000) numa sequência de ação impressionante e divertida, deixando muitos filmes de ação com inveja.
Comecei citando esta grande escapada, pois o filme só começa a focar no roteiro após esta sequência, agora Alex, Martin e sua trupe estão na Africa e o felino não está nada satisfeito, o felino sente saudade da big aple (Nova York) cenário do primeiro longa, após ter mais um pesadelo onde mostra seu medo de envelhecer (hilário) no continente africano, eles decidem procurar os Pinguins (melhores coadjuvantes fácil) que estão na Europa mais precisamente em Monte Carlo para lhe ajudarem á voltar para casa (o Zoo de N.Y.), após localiza-los, se da inicio a aventura de volta para casa, que também culmina na entrada deles para um circo, por que o único modo de animais selvagens viajarem sem chamar a atenção é com o circo, que adiciona novos e hilários animais à trama como o turrão tigre Vitalli, a jaguar Gia, foca italiana Stefano e a ursa de triciclo (que rende algumas da melhores cenas com divertido Rei Julian, com direito a um passeio turístico e romântico por Roma). Coincidentemente o circo vai se apresentar para um produtor americano, que se ele aprovar o espetáculo eles serão levados para N.Y, mas como nem tudo é flores, o circo em questão é uma catástrofe e será difícil ser bem avaliado e ser convidado pra uma turnê nos Estados Unidos, e sua volta pra casa vai se tornar mais difícil.
Alex, Martin, Gloria e Melman precisam ajudar seus novos amigos do circo, que para piorar eles acham que Alex e Cia são estrelas de circo americano e sua salvação. O filme tem dois arcos em sua trama, a primeira é de pura aventura da trupe do Zoo fugindo e DuBoris em seu rastro e o segundo tem seu humor, mas a boa e velha lição de moral e até romance (até uma terceira, se contarmos a do Rei Julien com a Ursa do triciclo).
O filme continua com seu humor adulto em certas horas como a cena em que DuBoris canta Piaf (quantas crianças conhecemos que conhecem a famosa cantora francesa) ou quando eles fazem uma crítica ao circo de soleil (até imitam um número em segundo plano durante uma cena), vale destacar novamente os Pinguins que roubam todas as cenas em que aparecem no filme junto com o Rei Julien.
O filme tem uma trilha atual e frenética com direito e música eletrônica e etc. Tudo isso regida pelo maestro Hans Zimmer de Gladiador e Batman TDK), outro ponto positivo é o tour que o filme faz pela Europa passando pelos monumentos históricos de Roma.
Em seu ato final uma pequena lição de moral deixa o filme um pouco sonolento, mas nada que tire o brilho do novo longa dos animais do Zoo de N.Y, que se sair em turnê novamente e for assim divertida meu ingresso já esta garantido, por que é irresistível não se mexer muito com esta galera.
Avalição:
Critica: 7,5
Público: 7,5
Filmes Inc. 7,5

terça-feira, 12 de junho de 2012

Prometheus


by Rg.
Quando uma franquia começa a ir mal e já esta fadada ao limbo (devido às péssimas sequências), qual é a solução, pela lógica fazer um Reboot (dar uma nova cara recomeçar tudo ex; Star Trek, Batman Begins). No caso de Alien seria a melhor alternativa, devido ao desgaste, por que depois dos ótimos Alien O 8º Passageiro e Aliens O Resgate vieram os descartáveis Alien 3 e Alien: A Ressureição após 14 anos num limbo (não vamos computar os 2 filmes da serie Aliens VS Predador, pelo simples fato de não valerem a pena), a Fox (produtora detentora dos direitos do filme) invés de seguir a lógica e partir para o Reboot fez uma escolha ousada, mas correta devolver o filho, agora problematico (Alien), ao seu pai biológico Ridley Scott, o homem que deu vida a este universo em 1978, criando praticamente gênero, o terror no espaço e como já dizia a própria chamada do filme "no espaço, ninguém pode ouvir você gritar", o filme tem todo um clima de terror, com a ficção de pano de fundo, mas com tamanha competência que agrada os fãs de ambos os gêneros. Com o regresso de Ridley Scott a saga, um Reboot seria difícil, depois de muitas especulações finalmente sabíamos que ele optou por um "Preludio” (ou Prequel, quando ao invés de seguir adiante é mostrado à origem e o início de tudo) que com sua volta era a decisão mais acertada. Afinal com rumo que a franquia tomou nos cinemas nem Ridley Scott (mestre da ficção que além de alien tem em seu currículo outro clássico do gênero Blade Runner).  O filme é ousado e pouco foi mostrado sobre ele, em determinados momentos chegamos a nos perguntar se o filme fazia parte do mesmo universo de Alien, devido a tanto segredo e pela troca do título (pela primeira vez um filme da “série” não tem o nome Alien no titulo). Prometheus não mostra apenas a origem da criatura, mas vai mais fundo nos mostrando o que pode ser a origem do homem, que em certo momento se depara com a origem de seu predador alienígena, mostrando todo o lado científico da evolução da humanidade aqui é descoberta pelos cientistas, Elizabeth Shaw (Noomi Rapace da trilogia Millennium versão Sueca e Sherlock Holmes 2) e seu namorado, que ao encontrarem escritas que descrevem de onde veio o homem, são contratados pela “Weyland Corporation”, e se juntam a outros cientistas numa expedição a outro planeta (LV-223) em 2093, onde provavelmente estão todas as respostas sobre a nossa existência, mas o clima de suspense emerge desde o incio da jornada, pois as dúvidas pairam sobre tudo e todos, desde o porquê o interesse da Weyland sobre a "descoberta", o que Meredith Vickers (Charlize Theron de Branca de Neve e o Caçador) esconde e também o porquê da presença, a bordo do enigmático David (Michael Fassbender) um andróide, pretende entre os humanos e qual o seu papel na trama, some isso ao clima sombrio e tenso que nos remete ao filme de 1978 e nos faz roer as unhas e nos segurar na poltrona.Logo que a nave Promethues chega ao planeta, à procura de outra raça ou civilizacao, ao desbravarem suas cavernas eles descobrem que outros já estiveram por lá, e morreram agora o que realmente ocorreu com eles é uma incógnita, mas as perguntas são respondidas na medida certa durante todo o filme e outras questões também são levantadas.Vale citar que o filme tem uma fotografia sublíme, que em seu início chega a lembrar de um documentário do National Geografic sendo exibido nos cinemas, e o som para quem optar em ver o filme em Imax é algo surreal.O longa faz referências e homenagens nítidas ao livro de 1968; Eram os Deuses Astronautas de Erich Von Däniken, levantando argumentos e questões já mostradas no livro e também pela ciência, sendo assim, o longa também questiona as religiões e crenças mundiais, em forma de filme, afinal todos sabemos que a ciência não perde uma oportunidade de questionar as religiões e a fé, apresentando respostas e argumentos, sendo no cinema ou na realidade por mais sútil que seja. Noomi Rapece com sua Elizabeth Shaw faz a tenente Ripley da vez que pode não ser tão "Mother Fucker" ou máscula como Ripley (heroína da franquia), mas já ganhou nosso respeito com este filme principalmente com uma a cena da cesariana que já pega o ingresso. Prometheus cumpre bem o que prometeu (sem trocadilhos) e desempenha bem o seu papel, pois você percebe que o filme funciona quando em determinado momento você se pergunta se ele realmente vai ter alguma ligação com a franquia Alien e ao mesmo tempo já estamos satisfeitos com o filme e pensamos que se não tiver, “dane-se”, o filme fala por si só sem depender do outro, entendemos que ele pode ser apenas uma homenagem, mas quando já estamos acreditando nisso tomamos aquele gancho de direita na cara e saímos do cinema delirando e querendo mais, nem que seja novamente daqui 30 anos, mas se valer à pena, e cumprir como Prometheus, meu ingresso já está garantido na espaçonave. E para aqueles fãs da série que sempre se perguntaram sobre a Space Jockey terão suas respostas em Prometheus.
@RG_FilmesInc                                     @FilmesInc
Avaliação:
Critica:8
Filmes Inc.:8
Público:

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador (Snow White and The Huntsman)


by Rg.
Era uma vez, literalmente posso começar esta critica com a frase, uma das mais clichês dos contos de fadas, sempre quis iniciar uma critica assim, agora se no final dela (ou do filme), você ira dizer "e viveram felizes para sempre" vai da avaliação de cada um, com relação a esta nova versão do conto dos irmãos Griim de 1812 (autores de; A Bela adormecida, Rapunzel , Cinderela e Chapeuzinho Vermelho entre outros), mas desta vez como Tim Burton tentou fazer com Alice No Pais das Maravilhas, aqui o diretor de primeira viagem, Rupert Sanders também buscou um tom mais sombrio para o filme, mas nada tão gótico apenas buscou o realismo, transformou o filme num épico mais plausível do que num conto de fadas, mas além de ser uma escolha acertada também foi feita para vender melhor o filme, pois outros filmes baseado no conto do Irmãos estava para ser produzido, mas num tom mais Disney (família) apenas trocando a animação pelo live action, era Espelho, Espelho Meu, com Julia Roberts encabeçando o elenco do filme mais família, que não trazia nada de novo, a promessa desta versão além de mais atraente ao público, pois seu adversário estreou alguns meses antes e foi um fracasso de público e critica, aparentemente o tom do outro filme já não tinha mais impacto sobre os espectadores, que aguardava ansiosamente por esta versão (ou não), pois o fracasso daquele filme poderia significar que o gênero estava desgastado no cinema e este longa já estava fadado ao fracasso antes de estrear (seria bom ou ruim seu concorrente fracassar), pois muita gente que viu aquele poderia não arriscar neste devido à frustração com o outro filme, também adaptado da mesma obra, o cheiro de desconfiança pairou pelo ar, será que este filme também não teria um final feliz nos cinemas?
Com o nome Branca de Neve e o Caçador, o longa chega com tom de épico, com visual de fantasia épicas, ao contrário do conto que nós conhecemos na visão Disney, pois ao contrário do que todos acham que a visão da Disney é fiel, ela também destoa do conto original pois é uma adaptação, pois o conto dos Griim é também obscuro como é mostrado aqui, a fotografia da um tom real, mais plausível ao filme, já magia e o conto de fadas vem em segundo plano ou não vem (em relação ao conto de fadas), o filme tem uma pegada épica como, Ridley Scott fez com Robin Hood, nos mostrou o herói em cruzadas épicas não como conhecíamos no conto, aqui houve o mesmo com Branca de Neve.
Mas com eficiência a meu ver o filme se saiu bem, tem um início com cara de épico, mas no seu decorrer segue como filme sério, sem triângulos amorosos como é constante hoje em dia com reinvenções de contos como, A Garota da Capa Vermelha (Chapeuzinho Vermelho), A Fera (A Bela e a Fera) ambos aproveitaram o sucesso da Saga Crepúsculo e abusaram do romance Teen, com direito a triângulos amorosos e atuações péssimas. Devido ao tom mais serio do filme, ele foi vendido como mais real e pé no chão, se é que isso é possível para um conto, mas como já disse funciona em boa parte do longa, que aproveita muito do original e nos mostra muito mais o lado da madrasta, que se torna a Rainha má, interpretada por Charlize Theron inspiradíssima, numa atuação que vale o ingresso, já Branca de Neve (não pegando no pé) Kristen Stewart, evoluiu muito desde Crepúsculo, mas a sua grande evolução não é suficiente para uma atuação mediana, ela continua com aquela cara de quem esta aqui contra sua vontade, como se tivesse o pior trabalho do mundo, Chris Hemsworth que vive o caçador do título aqui faz novamente uma espécie de Thor, mais sujo e menos poderoso, mas convence.
Mas outro ponto forte do elenco depois da Rainha Má, são os anões que todos são interpretados por atores britânicos de qualidade, como Bob Hoskins, Nick Frost, Ian McShane, Ray Winstone, Eddie Marsan e Toby Jones, que são interpretados por atores de estatura normal e modificados nos efeitos visuais, numa técnica muito semelhante à feita em Capitão América.
A Trama para aqueles que ainda não sabem é mesma premissa da Disney, mas com algumas modificações como já citei, após o falecimento de sua rainha o rei entre numa espécie de depressão e quando surge um exercito negro, ao derrota-lo, ele encontra uma linda prisioneira e decide sair de seu luto e se casar com ela, com a aprovação de sua filha (Branca de Neve), mas após o casamento a bela prisioneira se revela uma bruxa cruel e após matar o rei e tomar todo o seu reino, aprisiona Branca de Neve na masmorra e as trevas caem sobre o reino, e ai todos nos já sabemos o decorrer da história.
O filme funciona bem, mas tem seus tropeços, como já citei Kristen Stewart além de atuar mal tem um dos piores discursos da história do cinema, para incentivar alguém a ir numa batalha (que por sinal é uma das melhores cenas do filme) e alguns furos de roteiro a parte, mas nada que estrague o filme que ainda faz uma boa homenagem ao filme da Disney, numa cena psicodélica que mistura um pouco de Avatar e Alice e ao mesmo tempo a animação, e mais uma vez a fotografia se sobressai novamente.
Graças a estes fatores que é todos os prós e contras esta versão de Branca de Neve diverte e neste caso o espectador e o filme vivem  felizes para sempre.
@RG_Filmesinc                     @FilmesInc
Avaliação:
Critica:7,5

Público:8
Filmes Inc.:7,5