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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Os Descendentes

Rg. 30/01/12
Mais um dos indicados ao Oscar chega aos cinemas brasileiros, o peculiar se assim que podemos chamar Os Descendentes com George Clooney, dirigido por Alexander Payne (A Eleição e Sideways) além de ter todos os requisitos básicos para ganhar muitos prêmios.
O longa tem este jeitão peculiar de nos mostrar pessoas reais em situações reais, algo raro num filme hoje em dia você se identifica com algo ou já viveu aquilo que esta sendo mostrado ali alguma vez, com certeza e ao retratar um lugar que todos nos achamos, ou temos a visão de ser apenas como um paraíso tropical (alias ele sempre é mostrado nos filmes como um paraíso tropical) e sempre assim que o Havaí é mostrado nos filme, mas logo na abertura Matt King (Clooney) nos fala que todos têm a imagem que os havaianos passam o ano todo dançando hula hula e surfando, mas aqui não como ele diz logo na abertura eles têm uma vida comum mesmo vivendo num “paraíso’’.
Ele é um advogado bem sucedido, que no momento esta passando por uma situação difícil logo de cara ele esta no hospital cuidando da esposa, que esta em coma devido a um acidente de barco, além de se preocupar com a esposa, suas filhas Scottie que esta beirando os 10 anos, tem um gênio difícil e ao mesmo tempo precoce para sua idade (os diálogos envolvendo ela são os melhores, como quando ela fala sobre pornô ou solta palavrões sem nem ao menos entendê-los) e Alex que estudou a vida toda em colégios particulares  e sempre deu trabalho.
A partir daí Matt começa a viver outro dilema, pois ele não tem afinidade nenhuma com suas filhas, ele sempre foi muito dedicado ao trabalho e ausente em casa, de uma hora para outra tem que cuidar de uma criança precoce e uma adolescente rebelde.
A ambientação é um caso a parte, o Havaí como nunca foi mostrado antes nos cinemas como uma metrópole também, mas onde os cidadães andam de bermudas, chinelo camisões em seus escritórios, e não nos mostram apenas praias que também são aparecem, mas não como cenário principal do filme.
A atuação de Clooney é caso à parte, suas expressões faciais mostram bem a situação adversa que ele vive como à hora em serve o café da manha para sua filha com ovos e ela diz que não come ovos, isso mostra sua total falta de intimidade com suas filhas, juntem este conflito mais a sua esposa em coma, uma filha adolescente Alex também não, ao buscá-la em seu colégio particular que fica em outra ilha do Havaí, ela esta completamente bêbada, e sabe pouco da situação da Mãe, e ainda convida o amigo Sid (uma versão jovem de Jack Black muito sem noção) para lhe fazer companhia nos dias que vai passar com o pai e mais um problema para Matt lidar, já que alem de tudo isso ele esta negociando a venda de um terreno que pertenceu à realeza havaiana séculos antes, que hoje pertence a sua família, mas ele que é o responsável pelo terreno e sua assinatura é vital para qualquer acordo de partilha ou em caso de venda, entre ele e os primos que também tem  direito a parte da venda, tamanha pressão sobre seus ombros nos últimos dias é imensa.
Clooney que abriu mão da fama de galã faz tempo e não liga para as aparências, e neste filme esta perfeito para o papel, cansado, com olheiras, fora de forma o típico pai de família sob pressão, e a sua situação ainda piora após saber sobre algumas coisas sobre sua esposa Elizabeth, que mesmo em coma o surpreendeu com uma novidade que sua filha Alex decide lhe contar.
Os Descendentes e um filme peculiar, pois ele hora lembra a realidade que já vivenciamos ou conhecemos alguém próximo, que já passou por aquilo, e sua peculiaridade está também pelo fato de nos prender, com um bom filme e uma história familiar, simples que se torna algo envolvente.
Com este enredo e um ator acima de média, Os Descendentes é o filme peculiar do ano como, Pequena Miss Sunshine foi alguns anos atrás, nos mostrando outra família peculiar, mas também envolvente, somando tudo isso Os Descendentes se torna um filme mais que Decente.
@RG_FilmesInc             @FilmesInc
Avaliação:
Critica: 9
Público: 8
FilmesInc.:8,5

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

As Aventuras de Tin Tin O Segredo do Unicórnio

Rg. 24/01/12


Aventura e nostalgia são as palavras apropriadas para resumir o que as 
As Aventuras de Tin Tin novo filme de Steven Spielberg, que realiza aqui um sonho antigo de adaptar a obra Georges Remi (Herge) quando um jornalista Frances comparou seu filme os caçadores da arca perdida com as aventuras do jovem jornalista britânico, foi ali então que surgiu o desejo do cineasta em levar os contos de Tin Tin para o cinema após pesquisar muito sobre, pois a obra do autor Belga não era popular nas terras Yankes.                                                                  
Os anos se passaram Spielberg marcou com nosso imaginário com aventuras como Indiana Jones e Jurassic Park e De Volta Para o Futuro (este ele apenas produz e ajudou no roteiro), mas ele nunca desistiu de Tin Tin, até que há alguns anos atrás com o avanço da tecnologia (Avatar, O Senhor dos Anéis, e Planeta dos Macacos) de captura de movimento seu sonho veio à tona novamente com ajuda de outro fã da obra, ninguém menos que Peter Jackson (Diretor da trilogia Senhor dos Anéis) que topou a empreitada que devido a este fato tomou proporções gigantescas; por que gigantescas? Por que o projeto se tornou dois, a dupla ousou em praticamente fazer dois longas quase simultâneos cada um dirigido por um deles e produzido e acompanhado de perto pelo o outro, resumindo eles toparam o projeto junto apenas se revezaram na direção.
Para uma série contos até então pouco conhecida nos USA, ter o maior diretor de todos os tempos e de quebra dirigindo sua segunda parte o diretor Peter Jackson , é algo grandioso tudo estabelecido e decidido que técnica será a então já usada em Expresso Polar, Bewoolf e muito, mas muito aperfeiçoada em Avatar, para manter a originalidade da obra e usar a perfeição e até então um dos principais empecilhos que levou a demora da adaptação da obra era este, Spielberg achou que a tecnologia não era a ideal há anos atrás.
As aventuras de Tin Tin e o Segredo do Unicórnio foi anunciado como primeiro filme e seria dirigido por Spielberg e Jackson ficou na produção e diretor de segunda unidade, para o elenco (que vestiram aqueles trajes de captura de movimento já citadas aqui como o Gollum, ou Cesar de Planeta dos Macacos) foi escolhido, Andy Serkins que já interpretou digitalmente os dois personagens citados e também King Kong vive o capitão Haddock, Jamie Bell para viver Tin Tin, e reforçado por Simon Pegg e Kick Frost de Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso com a base do elenco britânica as filmagens foram iniciadas, como já acompanhamos em Avatar este tipo de filme todo rodado em estúdio as primeiras imagens não servem para empolgar ninguém, mas conforme as data de estréia foi se aproximando e o primeiro trailer saiu tudo mudou afinal todos queriam ver como o mago do cinema lidaria com o técnica 3D pela primeira vez que, diga-se de passagem, esta muito mal aproveitada ultimamente, após as desconfianças iniciais e tudo ser revertido em ansiedade após o trailer só nos restava aguardar.

Como já mencionei no início Aventura e palavra chave do longa e como se estivéssemos os personagens dos quadrinhos retratados de forma sublime característicos não foram mudados, para ter traços reais e sim forma inserido traços humanos nos personagens cartunescos, resumindo pegue o Tin Tin do HQ e do desenho animado e adicione traços, expressões e lhe de vida.

E vida é o que mais tem no filme, o visual é algo esplendoroso, os cenários são reais e o personagens também, a retratação de Londres da década de 30/40 e noir e também colorida conforme clima e a cena o diretor adicionou tudo que ele já mostrou nos anos 80/90 com a tecnologia atual, a câmera não para segue Tin Tin em seqüências fantásticas como a em que ele desvia dos carros em meio à neblina ou quando segue Milu (fiel companheiro e cachorro de Tin Tin) por atalhos atravessando cômodos e etc.
A trama se da início por mero acaso Tin Tin ao passar por uma feira livre se identifica com uma miniatura de um barco chamado o segredo do unicórnio segundos após adquiri-lo, ele e abordado por um senhor que lhe faz uma contra proposta, ao rejeitar ele avisa Tin Tin que seus problemas vão começar se ele não se livrar do barco, em questão de minutos um outro senhor lhe aborda oferecendo-lhe outro valor substancial pelo barco e sem sucesso.

Tin Tin fica sem entender por que ambos queriam o barco que lhe custou tão pouco e decide investigar sobre o barco como bom jornalista não perde tempo, após uma investigação na biblioteca ele retorna e vê sua casa invadida e seu barco levado, mas o principal um pergaminho que estava dentro eles não encontraram e Tin Tin decide ir numa aventura para descobrir o que o seria o tal segredo do unicórnio, em seu aminho esta o Sakharine que já havia tentado lhe comprar o barco e tem o plano para encontrar o segredo que o pergaminho guarda.

A partir dai a aventura toma proporções grandiosas, Tin Tin é seqüestrado quando Sakharine (Daniel Graig) da falta do pergaminho, em pleno alto mar ele consegue se livrar das amarras e descobrir qual e o percurso do navio, neste meio tempo ele encontra o capitão Haddock (Andy Serkins) que teve seu navio motinado contra ele e também era prisioneiro, com objetivos aparentemente diferentes partem na jornada para chegar ao destino antes dos vilões cruzando o globo desde o Saaha chegando Bagghar.
O Capitão Haddock traído que ter seu navio de volta e Tin Tin além de resolver o mistério precisa deter o vilão, o visual e sublime as ambientações soa perfeitas e como se fosse um filme live Action de verdade que às vezes não distinguimos quando algum personagem aparece, pois mesmo tendo feições muito reais humanas eles são cartunescos como nos contos escritos por Herge.
Na critica de Cavalo de Guerra citei o amadurecimento de Steven Spielberg, aqui ele volta a ser criança e se diverte; nos divertindo não deixa de ser um amadurecimento após anos sem fazer algo do gênero ele volta como se nada tivesse mudado, e ainda acha tempo de prestar homenagens a si mesmo como na abertura (ótima por Sinal) e puro Prenda-me se For Capaz e numa seqüência divertida ele nos remete a Tubarão.
As Aventuras de Tin Tin tem tudo na media certa, nada em excesso ate em seu clímax final que é algo grandioso à aventura é frenética, mas nada cansativo e olha que seqüência não chega ser curta, mas não e cansativa envolve centenas de pessoas num cenário aberto com uma perseguição que vai desde motos tanques animais e casa em movimento e quando Spielberg disse que era impossível adaptar a obra há anos atrás ele estava certo e uma pena, pois hoje em dia já estaria aqui comentadas suas seqüências.

Agora resta aguardar Peter Jackson concluir as gravações de O Hobbit para que ele assuma a direção de sua seqüência que deve se chamar As Aventuras de Tin Tin e o Templo do Sol.

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Avalição:
Público:9,5
Critica:9,5
Filmes Inc.:9,5

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes 2 (A Game of Shadows)

Rg.

Sherlock Holmes é uma das franquias mais promissoras e divertida do cinema, principalmente pelo fato dela ser a galinha dos ovos de ouro da Warner, mais do que qualquer outra franquia, pois se for bem investida ela se torna-ra o novo James Bond, que tem nada menos que 22 filmes com todo os respeito a Robert Downey Jr. (Iron Men) que praticamente deu cara ao personagem de forma brilhante, mas Sean Connery também o fez com 007 e depois outros o representaram a franquia que já dura 50 anos, e por que não se daqui alguns anos, ou filmes após Downey sair à franquia pode continuar perfeitamente se a escolha for acertada, mas isso é algo para nos preocuparmos daqui a algum tempo espero.
O filme se passa seis meses após os acontecimentos do filme anterior (Sherlock Holmes de 2009) com Sherlock cultuando sua incansável obsessão em desmascarar e dar um fim na trajetória bem sucedido de caos orquestrada pelo astuto Professor Moryaty (Jared Harris de Mad Men), logo de início Holmes está no encalço do misterioso vilão numa seqüência divertidíssima e curiosa por dois motivos por um personagem (que ressurge do filme anterior ) envolvido na trama e também pelo fato dele não ter Watson (Jude Law de Contagio) á tira colo como fiel escudeiro, Holmes consegue êxito, mas Moryaty sempre esta um passo á frente no suposto jogo de tabuleiro ou de gato e rato imposto pelo arqui-vilao dai o título O Jogo das Sombras que se trata de um plano maquiavélico friamente calculado por Moryaty para algo muito maior como instaurar uma crise mundial entre os países europeus, e como o filme se passa em 1891 é interessante o seu plano coincidir com um acontecimento real como já vimos algo semelhante em X-Men Primeira Classe que também usou um acontecimento verídico de pano de fundo, como se o conflito fosse causado pelo vilão do filme, idéia super acertada aqui também.
A ausência de Watson é explicada devido ao fato dele estar prestes á se casar e não poder mais participar das aventuras hora insanas, mas com fundamentos de seu melhor amigo, o conflito entre os dois que foi mostrado no arco do primeiro filme devido ao próprio casamento, aqui além de Holmes acreditar que falta muito pouco para ele conseguir pegar o Professor, ele também não pode decepcionar seu amigo que vai casar.
Em plena despedida de solteiro de Watson, somos apresentados a mais dois personagens seu irmão, Mycroft Holmes (Stephen Fry, hilário por sinal) tão peculiar como seu irmão e a cigana Simza (Noomi Rapace) que é peça fundamental na trama e na investigação liderada por Holmes, pois ela esta sendo perseguida pelos capangas de Moryaty e por isso ela recebe sua proteção e de Watson.
As seqüências de ação são algo à parte e de tirar o fôlego, impressionantes e fantásticas como a cena do trem ou a da fabrica, mas a mais impressionante é da floresta onde Sherlock, Watson, Simza e companhia são bombardeadas pelos inimigos fortemente armados, curiosidade o diretor Guy Ritche para esta cena usou a câmera Phanton que grava quase mil quadros por segundo (contra uma normal que faz apenas 24) as balas atravessando e destruindo arvores são impressioantes.
Sherlock Holmes 2 O Jogo das Sombras é superior ao seu antecessor em tudo Robert Downey Jr. esta cada vez mais confortável no papel como Tony Stark ops Holmes, Jude Law esta acima da média como Watson, Noomi Rapace não compromete e Jared Harris (Moryaty) está muito bem nem parece que o papel que chegou a ser cotado para Brad Pitt que já havia trabalhado com Guy Ritche em outro filme Snatch mesmo tendo mais carisma que Harris, seu vilão está muito bom e vale destacar seu braço direito um exímio atirador que intimida só de olhar e por falar em superioridade vale citar Guy Ritche (Jogos, Trapaças e dois canos fumegantes e Rocknrolla) o diretor esta cada vez mais confiante, ele trouxe tudo que já havia utilizado nos filmes citados para a franquia, (como as famosas cenas em que Holmes antecede os movimentos do inimigo e o seus numa narrativa ótima) e o filme  funcionou superou ao meu ver seu original ou para os mais exigentes é simplesmente tão bom quanto ele. 

A aventura também é elevada além de Londres para outros países como França, Alemanha e Suiça, tudo muito bem inserido no contexto do longa, um vilão maior, um plano maior, uma aventura muito maior, e vale destacar a trilha mais uma vez assinada pelo ótimo Hans Zimmer está impecavel.

E que venha mais por que como é praxe em Hollywood, fez sucesso continua "isso é elementar meu caro leitor".
@RG_FilmesInc                            @FilmesInc
Avaliação:
Critica: 7,5
Público: 8
Filmes Inc. 9 elementar.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Cavalo de Guerra (War Horse)

Rg. 14/01/12
A guerra pelos olhos de um animal, Cavalo de Guerra marca o ano por vários motivos, mas principalmente por dois, por ser a volta do mestre Steven Spielberg ao gênero guerra que ele visitou em a Lista de Schindler e O Regate do Soldado Ryan, o outro motivo e que o filme abre a temporada de filmes que estreiam de olho no Oscar e este longa já vem com cara de indicado.

Baseado do livro homônimo de 1982, logo no início somos apresentados à melhor fotografia que já vi nos últimos anos, e de quebra a trilha sonora de John Williams (Star Wars, Indiana Jones e ET) está impecável.
O filme começa em 1914 pré primeira guerra mundial na Inglaterra uma família humilde precisa de um cavalo para ara suas terras e Ted (Peter Mullan) chefe da família e pai de Albie vai a um leilão, mas acaba comprando um cavalo que não serve para este tipo de serviço, pois ele possui mais características de cavalo de corrida, mas sem ouvir ninguém ele decide adquirir o alazão por 30 gunéis praticamente o dobro do que ele vale só pelo prazer de ganhar de seu senhorio a disputa pelo belo animal, após sua mulher lhe repreender e quase persuadiu a devolver o cavalo seu filho Albie se compromete a domá-lo e transformá-lo num cavalo para o campo a tempo para a colheita, tarefa quase impossível.
Mas o comprometimento do garoto por Joey (assim que ele e apelidado pelo garoto) que ele não desiste e realizam o feito, o mesmo que tenha sido em vão, devido a uma forte tempestade que destrói a sua colheita seu pai não vê outra alternativa e para não perder a fazenda e decide vender Joey ,e o faz para o exército inglês que esta prestes a entrar no conflito contra Alemanha (primeira guerra mundial) e embarcar para a França onde ele montado pelo capitão Nicholls (Tom Hiddleston o Loki de Thor) que promete a Álbie que cuidara de seu cavalo o tempo todo.
Mas o grande diferencial do filme e a partir dai, pois ele estava sendo apresentado como um filme normal família na linhagem de filmes com animais típicos do gênero, mas, depois meia hora o filme da uma guinada assim que a guerra tem início, e o confronto é mostrado por vários ângulos e principalmente pelos olhos de Joey que passa desde batalhas épicas em campos abertos às trincheiras chegando a estar até do lado Alemão, mas vale destacar que um dos melhores arcos do filme e quando o eqüino (cavalo) logo após estar de posse dos Alemães é encontrado por uma jovem camponesa na França e nos rende um dos melhores momentos do filme que tem um ritmo diferente alterna entre a aventura, as lagrimas, emoção e muito drama numa montanha russa sem ordem ele vai do drama a aventura sem ter uma reduzida em seu ritmo isso a meu ver funciona muito, mas não em todo o filme alguns momentos as quebras de clima ou evolução dele e muito rápida, mas isso é muito pouco para prejudicar um a obra desta qualidade.
Cavalo de Guerra marca no meu entender pela primeira vez na carreira de Spielberg ele flerta com dois gêneros que ele praticamente se tornou especialista em um único longa, a guerra que ele já abordou em A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan com seus filmes família como ET e Jurrassic Park é como se ele fosse mais um amadurecimento em sua carreira, as era como se Munique (seu filme mais pesado) que tem uma violência estilizada, mas não gratuita encontrasse ET, mas aqui por mais que seja um filme de guerra, violência ela é apenas insinuada nunca mostrada friamente com sangue como em Munique ou seus filmes de guerra.
Spielberg usa sua técnica de filmar a guerra com uma fotográfica que consegue nos remeter a clássicos como E O Vento Levou e nos fazer esquecer de que se trata o filme, só para você ter idéia a cena nas trincheiras é obscura e realista, mas alguns minutos antes e após, já nos mostra campos franceses, que a não ser pelo som das explosões nem parece que esta havendo uma guerra.
 O elenco esta acima da media todos tem um tempo regular na tela, com exceção de Joey interpretado por vários cavalo no decorrer do longa, mas são atuações dignas de premiações se existissem premiações para animais, seu olhar perdido e suas atitudes são impressionantes, e por incrível que parece é muito raro ver grandes produções sobre a primeira guerra e graças ao mito dos cinema, que já nos mostrou os horrores do holocausto e toda a ação da segunda guerra agora nos mostra a primeira guerra pelos olhos de um animal.
O seu ato final tem um desfecho emocionante mesmo não sendo ousado, mas funciona com louvor por que às vezes queremos ver o clichê desde que ele funcione e seja bem feito e isso Spielberg sabe fazer nos emocionar com coisas simples, pois este mundo de fantasias que estamos acostumados e ver e se emocionar foi praticamente inventado por ele há 20 anos, portanto ele prestando uma homenagem a si próprio.
Cavalo de Guerra abre a temporada do Oscar e larga na frente páreo desculpe o trocadilho, mas se o alazão não perder o ritmo pode ser uma barbada.
@RG_FilmesInc                       @FilmesInc
Avaliação:
Filmes Inc.: 9
Critica: 7
Público: 9,5

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Imortais (Immortals)


Rg.  04/04/12 (bônus abaixo também minha avaliação sobre o filme)

Final de não muita correria aqui na redação da Filmes Inc. não tive disponibilidade de tempo de conferir o épico sobre mitologia grega Imortais dos mesmo criadores de 300, então deleguei a missão ao meu amigo parceiro de podcast (FilmesIncast #1 e #2) Rodrigo ou @digobezerra conferir este longa (que foi de livre e espontânea pressão) e nos dizer o que ele achou confira abaixo as impressões dele sobre o filme nessa primeira critica dele.

by Rodrigo.
Nada pra fazer, fui fazer a saideira de cinema, o ultimo filme do ano, não tinha muitas opções, acabei que tive que ir ver “Imortais”.E “Imortais” é sem sombra de duvidas uma das piores coisas que já assisti no cinema, e olha que eu não fui esperando grande coisa, já tinha lido algumas criticas ruins sobre o filme, mas duas pessoas que conheço já tinham assistido ao filme e falado que era bom, que tinha ate algumas boas cenas de luta. Infelizmente nem essa promessa de boas lutas se cumpre.
“Imortais” é produzido pela dupla responsável por outro épico grego “300” (Gianni Nunnari e Mark Canton) e dirigido pelo indiano Tarsem Singh, a mistura do visual de “300 com a estética de Bollywood, não deu muito certo.
O filme conta a historia do Rei Hiperion (Mickey Rourke) que quer liberta os Titãs e começar uma guerra com os Deuses, o oráculo (Frieda Pinto) tenta impedi-lo com ajuda do jovem camponês Teseu (Henry Cavill o novo Superman). Os Deuses são meros figurantes no filme, os vilões são maus desenvolvidos na historia (a armadura do Rei Hiperion parece uma fantasia do senhor Siriguejo do desenho do Bob Esponja), e se você esta interessado ao menos em ver algumas batalhas sanguinárias, as de “Imortais” nem são tão boas assim. O discurso motivacional de Teseu (Hery Cavil o novo Superman) no final do filme é digno dos piores livros de auto-ajuda, um elenco de apoio totalmente sem carisma, um roteiro acéfalo, fazem de “Imortais” um dos filmes mais memoráveis que eu já assisti (no mau sentido), nem um bom filme de lutas e ação só pra entreter ele consegue ser.
Atuações fracas, diálogos sofríveis, fizeram dos 110 minutos de “Imortais” serem torturantes.

Como diria o Chaves, era melhor ter ido assistir o filme do Pelé!

Avaliação:
FilmesInc.:3,5
Público:7,5
Critica:6

Minha vez ;    Imortais by Rg.
Como já citado acima, quem teve a incumbência de avaliar este longa no cinema, foi nosso amigo Rodrigo (@digobezerra), que pelo visto não curtiu muito o filme, agora foi minha vez de ter o prazer ou desprazer de conferi-lo em blu-ray e entendo toda ira que este filme causou em meu amigo.
Primeiro o filme deveria se chamar Unidos dos Imortais ou Acadêmico dos Imortais, pelo simples fato do filme ser um desfile alegórico total, os Deuses são totalmente espalhafatosos cobertos com alegorias ridículas, que pasmem nos fazem sentir saudades de Fúria de Titãs, o visual padrão 300 com aquela penumbra (o filme é todo rodado em estúdio com fundo verde para reduzir custos), que nunca e dia sempre aquele entardecer sombrio ou noite parece um céu pós apocalíptico, muito ruim, artificial, não funciona mais só funcionou em 300, a história (enredo) e uma das piores dos últimos anos, o elenco nem Mickey Rourke se salva, o filme é lento não convence (evolução?), o filme lembra tanto uma escola de samba, que tem uma cena patética no fim, onde Perseu (o novo Super Man) faz um discurso (puxador) e seus guerreiros vibram e batem nos escudos (bateria) a cada palavra motivacional do seu líder, numa cena vergonha alheia total.
Pois é resumindo como filme, Imortais não convence, e como escola de samba também não, pois nem nos quesitos julgadores de escolas de samba ele se sai bem como; alegoria (figurino) nota; 0, evolução; 4 Enredo (roteiro); 4 Bateria; 6.
E como já disse o Rodrigo deveria ter ido ver o filme do Péle, que ao contrario dos Deuses deste filme é eterno.
@RG_FilmesInc       @FilmesInc
Avaliação:
FilmesInc.:4,5