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terça-feira, 28 de maio de 2013

O Massacre da Serra Eletrica (The Texas Chainsaw)

By Rg.
O Massacre da Serra Elétrica é um clássico Cult de 1974, praticamente difundiu um gênero dentro de outro, introduzindo aos filmes de Terror/Horror; o maníaco insaciável, praticamente invencível e sorrateiro; o Slasher Movies, que depois deste filme foi copiado exaustivamente, alguns se sobressaiam e se tornaram ícones do gênero como, Michael Myers (Hallowen), Freddy Kruguer (A Hora do Pesadelo) e Jason Vornes (Sexta Feira 13), mas Leatharface foi o primeiro a matar jovens indefesos como ninguém.

Baseado em uma história real (em agosto de 73 foram achados 33 restos mortais na casa da família Sawyer, caso conhecido como massacre do Texas, que deu origem ao filme) o longa de 74 chocou  à todos pela inovadora violência e pela simplicidade, o filme foi feitos com míseros $150 mil e arrecadou mais de $100 milhões de dólares no mundo, números impressionantes para um filme do gênero na época, depois do estrondoso sucesso vieram às sequências, que cada vez mais denegriam a imagem do personagem e do gênero (em 1986 tivemos a sua fraca sequencia, em  1990 tivemos o péssimo terceiro e em 1994 o quarto e não menso pior, ultimo capitulo da série). 

Sepultado nos anos 90, Leatherface ressuscitou nos anos 2000, com a onda de remakes e reboots, na tentativa de apresentar os clássicos para a geração You Tube, Michael Bay bancou a ideia e produziu a volta do assassino sádico para as telonas, o filme protagonizado pela sensual Jessica Alba, é bem decente, a ambientação e o clima são bem diferentes, ainda se situando no Texas, mas agora temos uma explicação para o porquê à família Sawyer, ter cometido tantos crimes e sair impune, nesta nova versão eles vivem no meio do nada, e a cidade mais perto é praticamente uma cidade fantasma, após a maior fonte de renda local;o matadouro, ter sido fechado, a casa da fazenda deu lugar a um enorme e assustador casarão, e uma família mais sádica e caricata, ao mesmo tempo assustadora, já Leatherface agora é um homem enorme e amedrontador, sai o terno e entra um macacão (traje clichê de slasher movier, vide; Michael Myers e Jason) com avental de açougueiro, bem propicio para perturbado Hewitt, o filme  agora tem muita violência e sangue, pode não ser um clássico, mas foi um remake bem decente para uma nova geração e para os antigos fãs.  Em 2006, um novo filme sobre Leatherface era produzido, mas invés de ser uma sequência os produtores preferiram fazer um preludio, algo bem na moda na época vide; Batman Begins, O Exorcista e Cassino Royale). 
Neste novo longa somos apresentados à origem de Leatherface, não sua infância apenas seu nascimento e retratado de forma rápida, mas sim o início da carnificina praticada por ele e sua família nos anos 70, o jovem Hewitt, (um garoto com problemas mentais e deformidades), que era funcionário do matadouro local, após não aceitar a noticia de que seu único oficio iria ser fechado, tem início à sequência de mortes no Texas, principalmente com á chegada de um grupo de jovens. O filme funciona bem como preludio de seu antecessor, os cenários são os mesmos, o elenco que interpreta a família também, junto com a ambientação, fazendo o filme praticamente ser como uma introdução exitada do remake de 2003, mesmo sendo um pouco inferior ao remke não fez feio. 
O tempo passou e a serra emperrou? Mas Hollywood viu que era viável ressuscitar os assassinos dos anos 80/90 novamente, então foi à vez de Jason (2008)e Freddy (2010) e Michel Myers (2007/09) voltarem do limbo, e por que não Leatherface que abriu as portas para eles do século 21. Agora ele retorna aos cinemas em um novo filme, mas nada de reboot, remake ou preludio, ele foi lá nos anos 70, fazer uma conexão direta com o filme de 74.
O longa é praticamente uma sequência imediata do clássico, tanto que reaproveitou o final original e converteu para o 3D, e já dando inicio imediato ao novo filme, após este epilogo, 20 anos se passaram, e um novo grupo de jovens chega à pequena cidade no Texas. Desta vez eles partem para o local, devido á uma herdeira da família Hewitt ter herdado uma velha mansão da família, ao chegarem lá já sabemos que eles não são os únicos no local. 
Esta nova tentativa de reapresentar o clássico para esta geração, é ousada e arriscada, o filme tem muitos elementos do de 74, ignorando totalmente as sequências e o remake de 2003, algo que á meu ver é errado, pois os últimos filmes podem não ser um primor, mas funcionaram, uma sequência de um filme setentista pode soar meio datado para uma parte do público ou obsoleto, para esta geração, afinal é meio estranho você reiniciar uma franquia usando um personagem que já esta velho, como o filme se passa após vinte anos Leatherface aqui esta grisalho e fora de forma para correr com uma moto serra por ai, e pendurar e carregar corpos, mas se o filme vai funcionar ou não, é só o tempo e as cifras que vão dizer se Leatherface ainda vai ligar o motor de sua serra e nos assustar por mais algum tempo.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Divisores de Águas


by Rg.
Hoje vamos falar sobre os filmes que ditaram tendências em Hollywood, que mudaram uma parte da longa historia do cinema, filmes que viraram referencias, mas já vou avisando os filmes citados aqui nem todos são clássicos ou excelentes, alguns são até ruins, mas ser bom não é obrigatório para causar um impacto na indústria cinematográfica  resumindo são filmes que mudaram a história e criaram um conceito, um estilo ou até um gênero (exemplo; quando alguém lhe sugere algum filme e diz este filme é no estilo daquele outro).
Com certeza o texto a seguir vai lhe causar certa identificação, você deve concordar com ele ou discordar também, e até reclamar sobre algum filme que você acha que se enquadra no perfil, mas foi esquecido; deixe toda sua indignação nos comentários, pois ou ele não esta aqui devido há não se enquadrar no contexto (meu entender) ou foi apenas esquecido por deslize.
Há inúmeros casos de filmes ruins que entram ou ficaram marcados por serem importantes ou inovarem em algo, e bons filmes que caem no esquecimento por ser apenas um ótimo filme que não criou ou inovou em nada, no universo da sétima arte.

O fim da década de 90 é um ponto fundamental para isso, com lapsos do que viria pela frente logo em seu começo, com o alternativo Cult e inovador Pulp Fiction.

Porque o longa de Quentin Tarantino encabeça esta lista? por diversos motivos, primeiro; abriu espaço para os filmes independentes inclusive no Oscar, algo que virou rotina nos anos anteriores graças a ele.
Pulp Fiction trouxe de volta John Travolta do ostracismo, que ganhou até uma indicação ao Oscar pelo seu papel, lançou Tarantino para o estrelado que até então só havia dirigido o ótimo Cães de Aluguel e tinha escrito os roteiros de outros filmes como Amor a Queima Roupa e Assassinos Por Natureza, a direção ágil do filme sem ordem cronológica de cenas, foi algo surreal arrebatador que criou um estilo e virou referência.
Pulp Fiction, lado bom: lançou Quentin Tarantino. Lado ruim; ruim não tem.
No ano seguinte tivemos a revolução da animação com o mega sucesso Toy Story, além de uma excelente animação, mudou por completo os padrão dos desenhos e praticamente sepultou as animações 2D (como era chamado o antigo formato) para você ter idéia o ultimo grande sucesso que tivemos no antigo, formato foi O Rei Leão em 94 de la para Ca, entre as 10 maiores bilheterias do ano tem entre 2 ou 3 filmes no formato.
A inovação foi tamanha só para você ter idéia a Pixar criadora de Toy Story, se tornou um dos principais estúdios de Hollywood, em poucos anos e sua maior rival a Dream Works dona da franquia Shrek entre outros produz em media duas animações por ano, devido às grandes somas obtidas com o gênero.
Toy Story, status: mudou o mercado da animação.
Ainda nos anos 90, seu final foi derradeiro para o mercado cinematográfico, em 1997 conhecemos um filme que criou um gênero, que nos apresentou um dos maiores vilões da historia, um dos finais mais perturbadores e ousados do cinema; Seven (Sev7n) causou tamanho impacto pela sua qualidade de filme policial noir, com uma pitada de filmes de serial killer, você pode até falar que ele bebeu da fonte de outro clássico  O Silencio dos Inocentes, mas não Seven segue na contra mão do filme da Hannibal Lecter, aqui o assassino brinca com a policia, muda seus planos quando se vê acurrado, ao contrario de Lecter que chega a ser até carismático, são filmes bem distintos.

Seven, status: criou um gênero, todo filme policial com assassino em série, quem o sucedeu vinha sempre com aquela menção no cartaz ou capa, ou quando era sugerido por alguém “é no estilo de Seven,” Lado ruim, trouxe com ele filmes sem qualidade, ou sem clímax nenhum como a franquia; Jogos Mortais, e outros tantos filmes ruins que vieram em sua rabeira.

O ano de 1999 além de ser um o ano que marcou o fim da década, é o ano que teve vários filmes divisores de águas, que junto com a virada do milênio revolucionaram a indústria.
Neste ano o até então diretor desconhecido M.Night Shymalan, escreveu e dirigiu o excelente, O Sexto Sentido estrelado por Bruce Willis, o filme é um clímax só, envolvente do início ao fim, com um final surpreendente depois deste filme todo o cartaz de filme de suspense, sobrenatural tinha algo que se referia a ele.
O Sexto Sentido, status: lado bom nos apresentou o diretor M.Night Shymalan que fez os filmes, Corpo Fechado, A Vila e Sinais, e alguns outros bons filmes do gênero, como Os Outros que bebeu de sua fonte.
Lado Ruim: milhões de derivados do à exaustão, que chegaram a desgastar o estilo com fórmulas batidas com finais pífios com tentativa de ter o mesmo impacto que seu antecessor, e outro lado ruim; também nos trouxe M.Night Shymalan, que depois dirigiu Dama D’Água, Fim dos Tempos e O Ultimo Mestre do Ar.
Também em 1999 tivemos o filme mais plagiado (copiado) da história do cinema a cada 10 filmes 11 tinham alguma cena baseada nele, tamanha era à inovação imposta por ele. Estou falando do filme que mudou a cara dos filmes de ação e ficção no fim do milênio; Matrix, clássico que inovou em tudo, eram tomadas em câmeras lentas com balas saindo de armas, isso em 360° graus, a famosa cena bullet- time, que quase todos os filmes copiaram exaustivamente, implantar artes marciais em um filme de ação e ficção, as vestimentas também foram copiadas e seus cenários, trocar tiros em cenários com paredes de mármores causavam muito impacto.

Matrix, status; benefícios inúmeros nos mostrou que ação poderia ter um lado filosófico, e ainda ter cenas de ação para cair o queixo.

Lado ruim: milhares de genéricos, e ainda fomos obrigados a ver cenas chupadas de Matrix em milhares de filme desnecessários e pasmem até em filmes de terror tinha efeitos copiando o filme dos irmãos; Wachowski (diretores).
No mesmo ano, outro filme veio para mudar tudo que você conhecia de convencional e talvez seja o mais polemico dos filmes listados aqui; Clube da Luta, veio literalmente para dar um soco na boca do nosso estomago, o filme de David Fincher (o mesmo diretor de Seven), soava como o grito de uma geração, um filme que tinha como titulo Clube da Luta, mas era sim, sobre personalidade, alter egos, era um filme psicológico com rótulo de ação, um longa para poucos que foi crescendo no boca a boca e se tornou o filme mais Cult da década e por que não do cinema.
Clube da Luta, status; contribuiu para o cinema em tudo, um filme que tem Fincher, Brad Pitt e Edward Norton, mensagens subliminares e flerta com o psicológico merece aplausos.
Quem bebeu da fonte: Cisne Negro trocou o boxe pelo balé e nos deixou boca à aberta ao praticamente usar o gênero que Clube da Luta criou.
Ainda em 1999 tivemos um filme percussor de um gênero que até hoje fatura milhões, um filme que criou um estilo milionário não por conta do orçamento do filme, mas pelo oposto, pelo fato de ser um filme modesto seu custo era de 40 mil dólares e sua bilheteria chegou à casa dos 100 milhões somente nos USA, A Bruxa de Blair, além de deixar muita gente sem dormir a noite, o filme praticamente caseiro rendeu muito devido, sua estratégia de marketing, o primeiro filme a usar a ferramenta hoje fundamental no cinema a internet, isso em 1999 a suposta história que as fitas eram encontradas pela policia "eram reais", foi a grande jogada, e como ninguém da produtora desmentiu o boato, que o suposto acontecimento era verídico (nem a floresta existe). 

A Bruxa de Blair; Status: bom filme, simples, que assusta o espectador com sua simplicidade beirando o real.

Lado, ruim: devido ao seu sucesso estrondoso vieram seus derivados a rodo, como o bom Atividade Paranormal, que bebeu da mesma fonte levando o público a acreditar que a fita em questão era real, mas teve suas desnecessárias sequências e outros filmes ruins que também usufruíram do gênero.
Em 2001 tivemos início a duas das maiores sagas do cinema a trilogia O Senhor dos Anéis, que até então era uma adaptação impossível para o cinemas, o diretor Peter Jackson gravou os três filmes de uma só vez levou a equipe toda para a nova Zelândia, e nos mostrou que era possível uma obra literária ser bem adaptada, só para se termos ideia, a terceira parte da trilogia, esta ao lado de Titanic e Ben Hur como o maiores vencedores da história do Oscar com 11 prêmios, somada a trilogia soma 17 estatuetas e quase 3 bilhões de bilheterias mundiais.
A outra saga também muito bem sucedida é Harry Potter o bruxinho britânico não fez feio e seus 7 filmes (8 se contar que seu capitulo final e em 2 partes), mesmo dividindo opiniões e inegável o sucesso do bruxo nos cinemas e foi muito bem adaptado qualquer saga que chega a 7 filmes com cifras milionárias sempre elevando suas bilheterias merece mito nosso respeito.
Derivados: O que veio depois, e deu certo... ? Errado: Eragon, A Bússola de Ouro, Narina e também lamentamos a Saga Crepúsculo (é nem tudo são flores) 
2008 marcou por ser o marco nerd de todos os tempos; Batman O Cavaleiro das Trevas surgiu com pretensões de um bom filme de HQ e se tornou um dos melhores filmes de todos os tempos, elevando o gênero, ele não é apenas a melhor adaptação de HQ de todos os tempos, como também figura entre os maiores filme da historia, elevou o gênero ao patamar de Oscar tamanha injustiça, que ano seguinte a sua injustiçada, não indicação ao premio de melhor filme, a academia mudou para 10 os indicados a melhor filme (antes eram apenas) e de quebra o filme ainda passou da casa do 1 bilhão de bilheteria mundial em 2D.
Batman, Status: mostrou que os tão desacreditados filmes de heróis, podem ser filme de ótima qualidade.
Estes são apenas alguns exemplos de filmes que em nossa opinião mudaram um pouco da cara do cinema nos últimos anos, desculpe-nos se faltou algum, deixe sua opinião, e também como já citei, independente da qualidade deles, apenas estamos citando a importância deles para o mundo da sétima arte.

terça-feira, 7 de maio de 2013

A Morte do Demônio (Evil Dead)



By Rg.

Evil Dead ou aqui no Brasil; A Morte do Demônio, é um clássico do cinema trash/terror dos anos 80, é uma referência do gênero até hoje, copiado ao extremo e exaustivamente (quantos filme de terror não se passaram em uma cabana, ou tentaram recriar o clima daquela floresta sinistra repetidamente)
O diretor; Sam Raimi se consagrou ao dirigir e escrever o longa, que depois ganhou mais duas sequências, que por aqui ganharam o nome Um Noite Alucinante, não iria demorar para Hollywood nos brindar com um remake desde clássico do gênero, que hoje em dia esta muito escasso. Agora fica á pergunta, se depois de trinta anos uma nova versão de Evil Dead vai funcionar, para uma nova geração? é necessário um remake? Em 2012 o longa foi anunciado e ninguém mais que Sam Raimi (Arraste-me Para o Inferno) deu seu aval para o filme, e ainda o produz,  direção ficou a cargo do uruguaio, Fede Alvarez que já havia dirigido alguns curtas que repercutiram na internet. 
Este novo longa ao contrário do que todos esperavam, não é um remake, e sim um novo filme, mas também não é um reboot, pois mesmo se passando posteriormente aos eventos anteriores, não chega a ser uma sequência, ele aproveita os elementos dos filme anteriores, os eventos que  ocorreram ali não são mencionados, mas de forma muito sutil. É comprovado e até mostrado, que algo já esteve ali, que houve incidentes posteriores naquele lugar, que uma entidade habitou ou habita aquele local, elementos estes são apresentados de forma discreta, como a carcaça do carro de Ash (protagonista da trilogia original) esta lá, uma enorme marca de sangue esta no chão, bem próxima ao porão, uma ideia ousada e bem sucedida, pois agrada os fãs da franquia e não deixa os novos espectadores perdidos em meio as referências, que como já disse são sutis, para mesmo quem nunca viu algum dos filmes anteriores vai digerir muito bem o filme, fazendo que ele funcione também como se fosse um longa isolado.
A Morte do Demônio, já abre de forma diferente nos mostrando que a famosa cabana no meio da mata, já foi palco de rituais para afastar demônios antigos (numa cena muito boa) e voltando aos dias atuais, pra nos contar a história de cinco jovens, que vão para a floresta, para auxiliar um deles numa desintoxicação, por isso eles procuram o isolamento e confinamento, para ajudá-la na abstinência, e não haver recaídas, entre eles o irmão da garota, não demora para que eventos estranhos comecem a ocorrer uma entidade toma o corpo da moça, deixando todos em pânico sem saber o que fazer, a partir dai o filme faz o que tem de melhor, se torna um baile de sangue e horror, mas com muita eficiência, no melhor estilo cinema de verdade, nada de fundo verde e efeitos digitais inseridos na pós produção, e sim muita maquiagem e trucagem (efeitos das antigas, feitos na raça), impressionam muito mais, no melhor estilo do clássico de 81, apenas com alguns novos truques. O filme é extremamente eficiente no quesito terror/trash, não deixando nada à desejar para o clássico, a cada morte ele se supera, em todos os quesitos, vômitos, automutilação e etc, a entidade é despertada através do livro Necronomicon (livro secreto dos mortos) e precisa de cinco almas para voltar definitivamente e reinar em nosso mundo, e não mede esforços para isso, fazendo com que seu protagonista sofra e coma o pão que o diabo literalmente amassou, há e como não poderia faltar, a serra elétrica esta novamente presente junto com a espingarda calibre 12, elementos fundamentais dos primeiros filmes, há também á sequência da floresta que faz jus a original e o espirito indo em direção à cabana, é de fazer qualquer um vibrar (fãs) ou se assustar. 
A Morte do Demônio pode não se enquadra em nenhum dos exemplos que citei acima (remake, reboot ou sequencia), mas se enquadra com muito louvor no quesito ótimo e novo filme de terror.
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Critica:8

Público:8,5
FilmesInc.:8,5

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Homem de Ferro 3 (Iron Man 3)



By Rg. 

Homem de Ferro 3, chega aos cinemas carregando o fardo de abrir á segunda fase da Marvel nos cinemas, após abrir o ousado universo Marvel nos cinemas em 2008, e ser o único a ter uma sequência na fase 1 em 2010 com O Homem de Ferro 2, após um excelente filme, teve em sua sequência á liberdade de ser o pontapé oficial para o filme dos Vingadores, seu personagem já havia sido apresentado em um filme, e se deu o luxo de servir de sidekick para a super equipe introduzindo vários elementos que encontraríamos nos próximos filmes (como a SHIELD, Nick Fury e a Viúva Negra), mas o filme é muito bom, bem acima da média. Já nesta segunda fase, ninguém precisa de apresentações, isso faz com que Iron Man 3 seja um filme solto, sem éster egg (mensagens subliminares e elementos sutis e etc.), isso faz com que o filme seja de certa forma distinto em vários aspectos, entre estes aspectos temos a mudança da direção, saiu o diretor dos primeiros filmes; John Faverau e entra Shame Black, que é roteirista da série Maquina Mortífera, que estrou na direção com o ótimo; Beijos e Tiros, que também era roteirizado por ele, e praticamente selou a volta a de Robert Downey Jr. que estava num limbo há quase 10 anos, Shane teve certa autonomia no projeto inclusive revisou o roteiro, fato que não sei para os leigos ou desavisados, mas no caso de quem vê o filme sabendo da troca do diretor, percebemos uma certa diferença comparando aos primeiros filmes, o longa tem um tom e estilo diferente, pode ser pelo fato do diretor ter pego uma franquia andando e querer por sua assinatura em algo já consolidado, ou pode ser pelo fato da Marvel optar por outro rumo nesta segunda fase, mesmo se fosse com Faverau na direção já seria?
Neste terceiro longa acompanhamos Tony Stark, narrando os eventos atuais e já nos mostrando que tudo mudou após Nova York, inclusive sua vida, entendemos que após à vinda de um semi-deus (Thor), um gigante esmeralda (Hulk) e um super soldado (Capitão America), Stark se vê apenas um cientista com uma armadura se sentiu inferiorizado, pesando sobre ele que perante uma ameaça de grande porte, ele não seria tão fundamental quanto os outros, isso causou seu isolamento, fazendo com que ele trabalhasse dia e noite para aprimorar seus truques, fazendo o além de se aprimorar, ele fizesse armaduras em grande escala, logo na cena inicial para termos ideia ele nos apresenta a Mark 42, ele esta criando seu próprio exercito, para sua proteção e principalmente a de Pepper, algo que quando anunciou ao mundo que era o Homem de Ferro, ele não tinha nada a perder ou se importar agora ele tem. Além de outras diversas preocupações, Tony esta muito mudado após sobreviver ao buraco da minhoca em N.Y, com direito a ataques de pânico e pesadelos, ainda temos a ameaça eminente de um novo terrorista chamado Mandarim, que prega que os E.U.A precisam de lições e esta o atacando em diversos lugares. O que mais assusta nessa nova ameaça são as armas usadas por ele, fornecidas pelo cientista Aldrich Killian (Guy Pearce, ótimo), tais armas, são seres humanos e fazem parte de um projeto chamado "extremis", que transforma soldados sem nada a perder (principalmente feridos), em bombas humanas, super fortes, que praticamente entram em combustão, explodindo em qualquer lugar e a qualquer hora. Stark sai em uma investigação após ser atacado em sua própria casa, o longa nos mostra um herói mais humano, que sabe se virar sem armadura quando lhe é necessário além de tudo Killian busca vingança contra Tony, além de inveja-lo.
O longa chega há alguns momentos lembrar o primeiro, pelo tempo que temos mais Stark e menos,
do Homem de Ferro, que graças a simpatia e carisma do protagonista (Downey Jr.) não incomoda ninguém, mas como o rumo do filme e praticamente outro, e tudo já esta estabelecido e estarmos no terceiro filme, meso assim algumas coisas ficam meio vagas como; não termos nenhum elemento dos Vingadores, ou da Shield, nem se fosse algo sutil, afinal o mundo esta desmoronando e Nick Fury não manda nem um SMS? Pois mesmo citando os eventos de N.Y eles parecem serem ignorados, sorte da Marvel é que O Homem de Ferro é seu personagem mais forte nos cinemas (nos quadrinhos não foi sempre assim, ele nunca vendeu tanto, sempre foi um herói de segundo escalão), outro fator que mudou o tom do filme (e por que não o ritmo do filme) é seu novo diretor, Shame já mostra ao que veio, desde a abertura, na trilha e outros detalhes, o filme é bem distinto se comparando aos primeiros, infelizmente não tem AC/DC, e sim uma trilha sonora mais séria, no melhor estilo Maquina Mortífera, e por mera coincidência, o clímax do filme e muito similar ao do segundo filme da franquia protagonizada por Mel Gibson e Danny Glover, vale citar que até o entrosamento da dupla Stark e Roddes (Maquina de Combate/Patriota de Ferro), quando trabalham juntos sem armaduras e bem semelhante, de resto ele deixou igual o sarcasmo de Stark e as cenas de ação são fantásticas, vale citar a cena do cativeiro que é hilária e frenética ao mesmo tempo. Felizmente o filme é muito bom, mas podemos dizer que faltou pouco para a Marvel tropeçar, principalmente ao deixar um novo diretor mudar quase que drasticamente o estilo de um filme que vinha dando certo, algo que vai passar despercebido por muitos (espero), e outro semi-equivoco, e mesmo num universo consolidado e apresentado, queremos mais, e não apenas do filme que estamos vendo, queremos mais do que esta por vir, e sabemos que é muita coisa, e se é para cada um agir por si até Avengers 2, é bom a Shield arrumar boas desculpas e ao menos cita-las como, Hulk esta de ferias em Cancún, Capitão não tem celular ou não atende o celular (ou não sabe atender) e Thor, esta de castigo em Asgard, por que sem eles, a todo momento que algum herói estiver em apuros vernos esperar reforços. E sim mais ousado do que criar este universo de filmes solos e depois uni-los, e mantê-lo nos eixos, por que levar o público aos cinemas depois do ápice que foi os vingadores e preciso dar o que há de melhor de cada um deles de novo até 201 5.

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Critica:7,5
Público:8
Filmes Inc.:7,5