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segunda-feira, 28 de março de 2016

A Travessia

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By Rg. 
A Travessia e literalmente um filme de perspectiva, primeiro por tentar lhe passar a sensação de estar ali junto com seu protagonista e ter a mesma sensação que ele, tanto de risco, como de tensão, e para aqueles que tem vertigem ou medo de altura, também terá está sensação. O longa também tenta passar a perspectiva de surpresa, pois mesmo que quase 100% do público já conhece seu desfecho (devido a ser um acontecimento verídico que ocorreu e que ocorreu e repercutiu no mundo anos 70, ele também teve um premiado documentário em 2008), ele tenta nos surpreender e da certo, mérito do ótimo diretor; Robert Zemecks que depois de voltar a dirigir live action em 2012, com o ótimo  O Vôo, após um hiato de 12 anos, mostra que ainda sabe dirigir e criar tensão como ninguém. O diretor literalmente nos leva para as torres gêmeas e como se estivéssemos vendo um filme 4d naqueles cinemas de parques de diversões , a perfeição e reconstrução da época impressionam, principalmente pelas torres e a perspectiva de vermos pelos olhos do nosso protagonista, o longa também não nos mostra só as torres, mas também o incio de sua trajetória de carreira na França. A Travessia começa com seu protagonista Philippe Petit se apresentando e contando sua história desde sua infância, passando por sua primeira experiência na corda bamba, no circo e suas apresentações nas ruas de paris. Após ver um anúncio em uma revista sobre a inauguração do WTC (World Trade Center), sua vida muda totalmente e Philippe parte em busca do seu sonho, e tal sonho é atravessar as maiores torres do mundo.

O longa consegue balancear entre o drama e o humor, até seu desfecho final, enquanto desenvolve a história para criar uma empatia do público com seu protagonista, afinal todos sabem que o clímax do filme será apenas em seu ato final, durante a famosa travessia, agora como conter o expectador até lá sera necessário uma história muito interessante.
Se Zemecks (diretor) faz seu melhor em criar a tensão, e reconstruir tudo como se fosse realmente ambientado na época, eles peca no segundo ato, a falta ritmo, prejudica o filme, a vida de Philippe não é tão interessante (com exceção de seus feitos, entre um feito e outro restam poucos momentos necessário), e até e sua ascensão o filme beira bocejos, vale citar o protagonista é esforçado, vivido por; Joseph Gordon-Levitt, que mesmo com um sotaque francês forçado, convence aqueles que não conhecem sua nacionalidade ou filmografia, mas nada que prejudique o longa. pois ele mesmo decide falar inglês durante boa parte do filme, como desculpa para ajudar em sua missão nos EUA, mesmo contando com bons coadjuvantes (ou cúmplices) como; Ben Kingsley, todos anseiam apenas pelo seu desfecho.
A expectativa sobre seu final, prejudica o decorrer do longa, devido a trama desinteressante, com exceção do feito em Paris, mais de uma hora é muito tempo para conhecer um personagem e nos preparar para um ato final, fica a sensação que se tivéssemos um controle remoto pularíamos para seus 40 minutos finais. O filme cresce quando Philippe chega aos Estados Unidos para sua missão, e é ai que Robert Zemecks prova sua competência, ao nos mostrar o clímax, ele nos realmente nos passa a sensação de estarmos ali, prestes a atravessar as torres junto com Philippe. Além da perspectiva de filmar como se estivesse nas alturas, a tensão antes de execução do ato melhora (e muito) o ritmo do filme, assim que ele é seus cômplices começaram a colocar seu plano em ação, a tensão toma conta, e finalmente os bocejos vão embora e dão espaço a tensão, todo a orquestração do plano é voltada de emoção, e muita vertigem, sempre que estamos nas torres. A partir do ato do ato final a tensão vai até o último minuto, nos fazendo a todo momento questionar, se a travessia vai dar certo. Se seu início é lento e desinteressante, é demérito do roteiro, e não de direção de Zemecks, e também temos os percalços no seu caminho (literalmente), que são tantos, que passamos as nos perguntar, se tudo aquilo também ocorreu, ou foi adicionado para dar um tempero no filme (mas acreditem após ver o filme, fui ver documentário e realmente é tudo verídico).
O longa poderia ter resumindo a vida de Philippe na França em um flashback, isso deixaria o filme mais curto, e muito mais dinâmico e interessante. A Travessia como seu próprio título já diz, é sobre uma travessia, e sobre isso ele manda muito bem, agora quando ele foge do foco e tenta se prolongar na história, se torna cansativo, e seu o diretor retrata seu clímax final, de forma fantástica, pena que não seja suficiente para segurar um filme de duas horas, e por isso seu documentário leva muita vantagem, ao contar a mesma história, mesmo não tendo os recursos e os efeitos visuais, que nos dão a sensação de estar lá, seu ritmo e a tensão compensam, é uma pena, que mesmo tendo bons acertos, ele também tem muitos erros e nesta corda bamba eles pendem para o lado mais fraco. @RG_FilmesInc                                          @FilmesInc                           #Facebook
Avaliação:
Critica:7
Filmes Inc.:7
Público:8

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