
"Olá América terra natal da AIDS", com frases como esta disparadas pelo Ditador Aladeen, chega aos cinemas o novo filme da dupla responsável por dois das mais engraçadas comédias dos últimos anos; Borat e Bruno, ambos interpretados por Sach Boran Cohen e dirigidos por Larry Charles o cara por traz de Seinfeld (junto com Jerry Seinfeld e Larry David), outra série que foi um marco do humor no fim da década de 90.
Em 2006 a dupla deu um soco na boca do estomago da até então semi-recuperada pós 11/09 América (USA), e fez uma das criticas mais engraçadas sobre o temor americano com relação ao terrorismo que para eles qualquer estrangeiro, especificamente do continente Asiático e Oriente Médio eram supostos terroristas. O simpático repórter do Cazaquistão (criado por Sacha) nos fez rir criticando o modo de vida americano.
Em 2009 (com outro personagem criado por Sacha), a dupla volta a atacar a América, com Bruno o modelo Austríaco gay em busca da fama a qualquer custo, vem para viver o sonho americano, e de quebra nos mostrar todo o lado homofóbico Yanke (de forma muito divertida e polemica) , abordando novamente de forma semi-documental, pessoas normais e celebridades que também entraram em saias justas nas mãos de Bruno.
Agora neste novo longa eles vão nos mostrar como o mundo (USA), vê os ditadores dos países onde e o regime comunista impera no melhor estilo Muammar Kadafi entre outros, mas desta vez pra nos mostrar a história do egocêntrico Ditador Aladeen, eles optaram pela forma convencional em formato de filme não semi-documental como seus outros filmes, que custaram muito pouco e arrecadaram muito dinheiro, principalmente pelo seu baixo custo, agora numa mega produção com direito a participações de celebridades e locações em N.Y, à dupla tenta questionar os USA de forma cinematográfica convencional.
O filme começa nos mostrando a história do Ditador Aladeen de Wadaya (pequeno país do Oriente Médio) de forma hilaria, desde seu nascimento, aos dias que precedem sua chegada à América para discursar na ONU, Sach Bohan Cohen esta novamente hilario, vale destacar que ele se entrega aos seus personagens de forma tão real que não sai deles nem para divulgar o filme nas entrevistas e premiações ele se veste e responde como o personagem. Aladeen é um Ditador egocêntrico que pretende em breve ter armas de destruição em massa para atacar seus adversários (qualquer um que tenha uma visão politica ou moral diferente da sua). A piada inicial com Megan Fox, interpretando a si própria é divertidíssima, inclusive ao ver as outras celebridades que já passaram pelas mãos de Aladeen, já paga o ingresso, o começo do filme áspero, mostrando tudo que Aladeen faz visando a si próprio em nenhum momento o seu povo, como seus jogos olímpicos onde e só ele pode sair vencedor, premiações de filmes onde só ele ganha, ou na cena que mostra que todos que já se o questionaram eram executados, sua chegada ao Estados Unidos é muito boa também, pena que depois disto o filme se perde, a opção de fazer este longa neste formato não segura o ritmo e seu humor por muito tempo, é suficiente apenas em sua primeira meia hora onde o longa nos apresenta o personagem e sua chegada à América, a partir dai o filme cai no clichê do gênero Aladeen é traído pelo seu primo (Tamir vivido por Ben Kingsley), e após ter sua barba cortada e ser substituído por um sósia fica perdido vagando pelas ruas de N.Y, acolhido pela ativista vegetariana, interpretada por Anna Ferris, ele precisa retomar seu lugar sem ser descoberto e ainda aprender a viver com os costumes americanos, ai que o ritmo do filme cai e seu humor também, mesmo assim o longa rende algumas boas piadas, inclusive envolvendo sexo é o 11/09, mas nada que se compare ao seu começo e muito menos aos seus filmes anteriores, a trilha sonora é um dos pontos altos do filme onde todas as canções do filme ganharam novas versões exaltando Aladeen (desde clássicos a canções de hip hop, algo muito divertido).
O Ditador é um bom filme de comédia, e este é seu principal problema ser apenas um bom filme, pois seus antecessores além de mais originais eram excelentes filmes e ainda mais simples, uma pena por que vindo de uma dupla tao talentosa esperávamos muito mais. Mas quem sabe se no fim de seu regine entre outro no lugar de Aladeen que seja mais ousado e divertido para o nosso bem.
Avaliação:
Critica:6
Público:7,5
FilmesInc.:6,5







