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terça-feira, 29 de março de 2016

Batman v Superman

Batman-Vs-Superman-poster-24Jan2016By Rg.
Antes de falar de filme Batman v Superman vou ressaltar e bater numa mesma tecla, primeiramente as comparações com o universo Marvel, sempre serão inevitáveis e em minha opinião sobre a estratégia traçada pela DC (já venho falando desde 2013, quando o projeto foi anunciado, inclusive tem vídeo meu aqui sobre a escolha). A forma apressada da Warner orquestrar seu universo, após o pontapé inicial com o muito O Homem de Aço (obrigatoriamente ignorando Lanterna Verde), que foi peça fundamental para restabelecer o Superman nas telas, ao invés de fazer um segundo filme do Kripitoriano, e um filme solo do Homem Morcego, para até então junta-los em cena, decidiu em seu "segundo" longa já junta-los e dividirem o protagonismo deste longa, ainda mais sendo que o Batman usado aqui e um novo, sem ligação alguma com o universo criado por; Christopher Nolan na trilogia O Cavaleiro das Trevas onde o Morcego habitava um universo mais plausível (real). E como temos como base de universo compartilhado da Marvel (construído de forma brilhante e sem pressa, nas telas), esperávamos o mesmo da DC, mas também entendo o lado do estúdio, que além de querer se provar, ele quer se mostrar diferente e não plagiar a fórmula de sucesso da rival (que já o copiou tanto nos HQs), e para qualquer um que está 11 filmes atrás, é como estar largando dos boxes ou perdendo para Alemanha. Podemos dizer que é justificável e ousada e ideia, de em um filme só reafirmar seu maior herói, apresentar novamente uma nova versão de seu herói mais popular na última década (Batman), e ainda apresentar num filme dos dois, a maior heroína feminina dos HQs. É muita coisa para um filmes só (e tem mais ainda, mencionar ou colocar pontas sobre os outros membros da Liga da Justiça).  E realmente uma ideia ousada e arriscadíssima, se deu certo?Saberemos agora.

Batman v Superman tem logo em seu início, um breve resumo da história de Bruce Wayne e logo em seguida somos apresentados ao um novo ponto de vista da batalha de Metrópoles do final de O Homem de Aço, só que agora pelo ponto de vista do milionário; Bruce Wayne que tinha empreendimentos na cidade, e foi testemunha ocular de todo a catástrofe que ocorreu. O vigilante de Gothan assim como alguns, vê Superman, não como um herói, mais como uma suposta ameaça, e que se ele se voltar a humanidade não teremos defesa, eis que o melhor detetive do mundo, começa uma investigação de como deter o "alienígena". Já Superman vive o fardo de se visto como herói e também causador dos eventos citados, chegando e se questionar se ainda deve exercer seu dever com a humanidade, entre os dois temos Lex Luthor (Jesse Eisenberg) que também argumenta que precisamos nos defender de um ataque eminente de algum outro Kriptoniano e possivelmente; Superman, e pretende que o governo libere e que ele tenha acessos aos destroços das naves usadas por Zod  na invasão em Metrópoles e sua tecnóloga, como todos já imaginamos ele não quer proteger o mundo, apenas quer ter o poder de derrotar e controlar o novo Deus.
O conflito entre os dois é eminente, e todos já sabemos que ele chega às vias de fato (afinal o filme se chama Batman V Superman),  às sequências de porradas entre eles é muito boa, e Zack Snyder sabe trazer peso para qualquer cena de luta (vide a sequência inicial de Watchmen). Outro mérito do filme é seu elenco; Henry Cavil continua seguro como Superman e ainda não encontrou seu timing para Clark Klent (nada que prejudique muito), Amy Adams não compromete (mas não adiciona nada), Jesse Eisenberg faz um Lex Luthor diferente de tudo que já vimos no cinema, mais jovem e surtado, Gal gadot nos fez torcer o nariz para aquele s que como eu não acreditavam que magrela de Velozes e Furiosos nos convenceria como a rainha das Amazonas, sua aparição como Mulher Maravilha e de arrancar aplausos, suspiros e gritos da plateia, alem de surgir no melhor estilo badass (fodona). Agora pontos negativos; Batman e Ben Affleck, calma (larga essa pedra ai). Ben Affleck é a melhor coisa do filme, seu Batman é perfeito, o arco dele é melhor coisa do filme, e isso faz mal ao longa, pois você quer ver mais muito mais do morcego nas telas, já o arco do Superman já não é tão interessante (boring), e se torna ainda menos se ficarmos comparando. Este novo Homem Morcego é porradeiro ágil,  um vigilante veterano, que quebra pescoços, parece que depois de 20 anos combatendo o crime em Gothan ele decidiu que não deve tem que dar uma segunda chance para bandidos, e quer deter o crime e qualquer a todo custo. Seu Bruce Wayne também está ótimo, sereno, tranquilo e sarcástico, é o típico milionário, acima de qualquer suspeita, sempre fazendo menções a bebidas e exageros.
O principal problema do filme é seu terceiro ato, além de ter sido exposto nos trailers, fica difícil vibrar sem ser surpreendido, e o uso do exagerado de GCI também destoa do filme, muito se deve ao vilão ser totalmente digital, outro fator que deixa e desejar e sua falta de intelecto ele é apenas um mega capanga, muito poderoso mas não é inteligente, é apenas um brucutu descontrolado. Batman v Superman tinha tudo para ser épico, e quase foi, apenas foi um pouco prejudicado pelo estúdio, que tem que fazer um enxerto num roteiro e criar um novo universo em duas horas e meia (e ainda nos entregar um filme impecável, fica difícil, não cometer deslizes). Tudo acontece de uma forma apressada para correr atras da concorrência.
O diretor Zack Snyder (300 e Madrugada dos Mortos) trabalha com o que tem, e nos entrega um filme que pode não ser perfeito, devido a todos estes problemas, e mesmo assim fez uma obra acima da media, e devido alta fidelidade ao HQ (principalmente O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller ), fez com que os fãs saíssem satisfeitos do cinema (vale destacar que nos quadrinhos ambos já coexistiam há tempo,s antes de saírem no braço). Batman v Superman convence os fãs que ansiavam por este embate há anos, é uma pena, pois poderia ser feito mais adiante, com calma e teríamos sim o épico prometido e perfeito.

Critica:7,5 
Público:8,5 
Fãs:9,5
Filmes Inc.:8

Convergente

196967By Rg.
Convergente é o terceiro filme da saga Divergente, e chega aos cinemas como penúltimo capítulo da trilogia de livros da escritora; Verônica Roth, que virou uma quadrilogia de filmes, mesma estratégia que outra franquia que serviu de inspiração; Jogos Vorazes, que coincidentemente sofre dos mesmos problemas que a serie citada também sofreu quando chegou em sua terceira parte. Somando aos problemas que está adaptação já tem por própria (demonstrada nos filmes anteriores), a Lions Gate (produtora) claramente não abriu o bolso e não aumentou o seu orçamento, conforme os filmes foram crescendo (algo comum com este tipo de projeto, até a saga Crepúsculo evoluiu muito em matéria de produção desde sua primeira parte, aqui parece justamente o contrário), mesmo contando com alguns nomes de peso no elenco, a ambientação e os efeitos são muito pobres, e inferiores aos anteriores. Outro incomodo do filme são seus protagonistas, Tris (Shailene Woodley, que não compromete nos anteriores), aqui esta apática e insossa, motivo que pode ser explicado pelo fato do roteiro dar mais ênfase ao seu interesse romântico; Four, que praticamente ficou com o protagonismo do filme (mesmo não tendo carisma algum, e com apenas duas variações de expressão), Jeff Daniels até mostra algum talento, mas perdido em meio a um roteiro confuso, não pode fazer muito, Naomi Watts, continua irreconhecível e no automático, já por incrível que parece Miles Teller é a melhor coisa do filme, tanto em atuação e como em alívio cômico, perece que após ter falado mal sobre a saga aos quatro cantos do planeta, e ter mostrando a publicamente seu descontentamento com a qualidade da série, principalmente após ganhar status em Hollywood como protagonista do premiado, Wiplash ele ganhou merecido destaque e deve ter ouvido do diretor para que ele ligasse o famoso "TV" (entra lá e ti vira, faça o que quiser) ele está confortável no papel, sarcástico e confiante, parece que tudo ali é uma piada para ele.

Além dos atores o roteiro (e pior até agora) prejudica muito a produção, com situações e resoluções absurdas, como quando nos apresenta que do outro lado do muro existe uma grupo evoluído (cientificamente) que observa todos, principalmente os Divergentes 24 horas por dia (no melhor estilo BBB), e tem autonomia para intervir em seu sistema quando quiser como desligar máquinas, abrir escotilhas e etc, mas só decidem fazer isso quando Tris e Four voltam há Chicago para impedir a guerra eminente, que e viável que ocorra para eles. Por que não interviram antes? Ou por que eles são intervém quando é cômodo ao roteiro, como na cena em que ele corta comunicação com a nave, mas não quando seu irmão usa o computador central para se comunicar com Tris, outro equivoco é a forma que eles observam os distritos, onde eles escalam os dois novatos para observar seus antigos amigos, só que eles têm que observa-los ao vivo, e sem segurança e acompanhamento algum, qualquer um vai até eles, e assiste o conflito e pede exclusividade de informação sobre os eventos, tudo isso sem supervisão do chefe, Dave, todos recebem informações ou vão até lá quando querem, e pelo jeito nada é gravado e analisado depois.
Outro fator que gera um desconforto e que Tris além de coadjuvante do próprio filme, não convence como heroína quando necessário, como na sequência inicial ou no final do longa, sua fragilidade é nítida (ao contrário de Katniss de Jogos Vorazes), ela está franzina e mal sabe portar um arma, ficando nítido isso na sequência final, onde ela carrega uma arma, quase que de forma amadora e cambaleando as pernas,  parece que o diretor; Robert Schwentke (Red) que retorna na direção, abriu mão de orientar seus atores e treina-los, já Theo James (Four) que toma conta da ação de filme, sua canastrice é tamanha, que até cena de ele atirando de costas temos, mostrando uma arrogância e se auto clamando "fodão" temos (vale ressaltar os tiros que tem sons de armas infantis).
A trama é rasa e apática, agora abordando a ascensão de Evelyn (mãe de Four, vivida por Naomi Watts), que após a morte de Janine (Kate Winslet), toma seu lugar, e tem as mesmas atitudes e intenções, apenas um discurso diferente, e entra em conflito com a facção amizade, que é contra sua hierarquia, Four e Tris também não concordam com seus modos, e fogem através do muro e encontram uma nova civilização além dele, chefiada por Dave (Daniels) que já os observava e sabia quem eram há muito tempo, e estuda os Divergentes, só que nem tudo são flores, eles descobrem que ele não quer pacificar, e sim só estudar Tris e deixar que Chicago entre em guerra, eis que Four e Tris voltam para o distrito agora para ajudá-los e enfrentar Dave (sim meu amigo é isso mesmo).
Some tudo isso e efeitos baratos, diálogos vergonhosos, atores sem vontade e uma direção preguiçosa, temos Convergente, que ao contrário dos filmes do gênero, divididos em duas partes, sempre terminam sem final, isso está saga mudou, ela sempre encerra seu arco, não deixando ganchos para sequência, mas nem isso salva o longa que é o mais fraco da série e do gênero que tem uma franquia regular com Jogos Vorazes e até Maze Runner vem sendo mais promissor do que está saga. Se a última parte vai ser excelente e vamos quebrar  a cara é possível, mas pelo andar da carruagem e difícil é mesmo um ótimo filme estando por vir não arrumar o estrago feito.
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Avaliação:
Filmes Inc.:6
Critica:6
Público:7,5

A Bruxa

547482.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxby Rg. 
A Bruxa é um filme de terror que não lhe da sustos, e muito menos, é daqueles que usa e abusa dos clichês que tomam conta do gênero hoje em dia, efeitos especiais e sangue e  jumpscare etc, mas o que realmente incomoda no filme é sua simplicidade, principalmente por se tratar de uma produção de orçamento baixíssimo. O longa usa e abusa de truques básicos para nos impressionar, tudo isso conciliado com uma história muito boa. A história se passa na Nova Inglaterra no século XVI, onde um pai e sua família são banidos pela sua congregação e têm que deixa seu vilarejo, eles partem para o meio do nada e começam una vida nova do zero, com o tempo a família formada de cinco filhos, pai e mãe, constroem e mantém uma pequena fazenda no meio do campo ao lado de uma floresta, a situação da família não é das melhores seu plantio não está rendendo bons frutos e um rigoroso inverno se aproxima, o risco de ficarem sem mantimentos para sobreviver ao frio e uma realidade e simples fato de estarem longe de tudo, ainda complica mais as coisas. Quando a humilde família pensa nada mais pode piorar, o filho mais novo desaparece quando a irmã mais velha Thomasin (Anya Tatlor-Joy, ótima) o leva para brincar fora da cabana, ele é levado sem deixar rastros. Os dias passam, e eles não conseguem encontrar o bebê, e além da preocupação com o inverso como manter sua família viva, William (pai) tem que lidar com a perda, e sua mãe (Katherine) nitidamente culpa sua filha (Thomasin) pelo ocorrido, é nítido seu desafeto pela filha a cada dia.

Para dificultar a busca pelo bebe, eles evitam adentrar na floresta, devido à William acreditar que o mal habita lá, e boatos de bruxaria eram frequentes e comuns naquela época e naquela região. A jovem Thomasin lida com a culpa pelo ocorrido com seu irmão, e sua mãe que passa os dias a chorar a perda do filho, e não a perdoa, e situação se agrava quando ela descobre que um de seus irmãos; Caleb (Harley Scrimshaw) pretende ir até a floresta para procurar pelo irmão e também por mantimentos, a jovem decide ir junto, a partir dai estranhos acontecimentos ocorrem pela fazenda. O longa tem ritmo lento, mas perturbador, ele não lhe oferece sustos, mas lhe sugere que coisas ruins estão acontecendo, de forma simples e sugestiva (que parece ser real), quase que documental talvez este seja um dos defeitos do filme, sugerir e não ter um clímax impactante, em seu ato final, ele poderia ter um final mais dinâmico e ágil, o filme perde a oportunidade de encerrar em seu auge, e termina prorroga seu fim por alguns minutos desnecessários, e que era um muito bom, ousado e diferente, perde um pouco da essência, devido um deslize final que podemos dizer incoerente, não que prejudique todo o bom trabalho inicial, ele apenas perdeu a oportunidade de encerrar do nível que ele foi em seu decorrer. Vale destacar o bom diretor Robert Eggers (que também escreve o filme) que criou uma ótima ambientação, que nos remete realmente a uma Inglaterra século XVI, com uma fotografia que beira a realidade. O elenco é outro ponto forte do filme desde a excelente Thomasin, seu pai (William) e seu irmão do meio (Caleb), que dividem o protagonismo do filme, os outros protagonistas (sua mãe e os gêmeos), quando necessário também não deixam a desejar. A Bruxa é um filme muito bom, que gera um desconforto pelo terror simples e perturbador, que em alguns que procuram por filmes mais convencionais, vai causar um incômodo (ou desconforto), de ver algo diferenciado e inovador, fora do padrão, vão sair decepcionados da sessão, se estiverem procurando os clichês do gênero. A Bruxa não é perfeito, mas inova, e só por ousar e sair da mesmice merece muitos méritos.
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Avaliação:
Critica:8
Filmes Inc.:8
Publico:7,5

Capitão America: Guerra Civil (trailer 2)

by Rg. Hoje saiu o tao esperado trailer de Guerra Civil: Capitão America e para aqueles que esperavam ver o Homem-Aranha. eu fiquei assim; via GIPHY

Orgulho e Preconceito e Zumbis

467996.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxxby Rg.
Imagine um filme de época com carruagens, castelos, bailes e espartilhos e acrescente zumbis, pronto temos Orgulho e Preconceito e Zumbis, mas ele não e apenas mais um filme de zumbis. Ver Orgulho e Preconceito e Zumbis e no mínimo peculiar, primeiro para os que conhecem bem sétima arte, é mais uma adaptação baseada no famoso  livro Orgulho e Preconceito de Jane Austin  (famosa escritora da literatura britânica), agora para os leigos pode ser apenas mais um filme de zumbi, mas desta vez de época, poucos entenderão o porquê do estranho título, sem saber a referência. E fica a pergunta por que pegar um famoso conto de romance de literatura britânica como base para o filme. Tudo começou com um livro que se inspirou no famoso romance e acrescentou Zumbis, só que no universo literário e mais fácil vender, o que podemos chamar de  "sátira", mas o cinema é uma mídia diferente fica difícil vender ou atrair a atenção do grande público para este filme, por mais que o gênero Zumbi esteja em seu auge nos últimos anos (vide a série The Walking Dead e a superprodução cinematográfica; Guerra mundial Z que arrecadou mais de $300 milhões em 2013).

O longa tem uma produção excelente no melhor estilo de épica, fotografia exemplar e figurinos impecáveis, que não deixam em nada a desejar aos filmes do "sérios" de gênero, só que todo aquele glamour e elegância, está infestado de zumbis. Chega a ser interessante a fusão, mas não tanto cativante, para o grande público, eu particularmente tive mais curiosidade de ver o longa por conhecer o filme adaptado da obra de 2005,  conhecer também outros contos adaptados para o cinema da escritora como; Razão e Sensibilidade, Ema e Amor e Inocência (este ultimo nos conta a historia de escritora). Para os mais informados é um ótimo exercício comparar as versões, que segue a mesma estrutura e apenas troca o conflito principal; guerra e a substitui pela peste Zumbi, o longa tem tudo que um filme de época tem, e segue bem o roteiro do original (com adição doa zumbis, mero detalhe) um resumo nos créditos iniciais, nos conta o início da infestação e o porquê as protagonistas do longa Elizabeth e suas irmãs demonstram exímia habilidades de luta, manuseiam diversas armas e são peritas em matar zumbis, devido à infestação as famílias mandaram seus herdeiros (as) treinarem no Japão e China, para aprender as técnicas de luta e combate com armas e espadas adagas e etc, para aquelas que não conhecem o conto original a trama se passa durante o século 17 e a família de Elizabeth tem dificuldade de arrumar bons partidos para suas cinco filhas, que precisam se casar, para que sua família mantenha suas terras, e como Beth é a mais velha, já passou da hora de arrumar um partido, ela reluta em ter um casamento sem amor, de forma arranjada (e acredite ela tem apenas 21 anos que para época era um absurdo ser solteira nessa idade), eis que entra em sua vida o recluso Mr.Darcy e o conflito entre eles é imediato, eles se odeiam e este ódio vai aumentando no decorrer do filme e o resto da trama você já imagina.
O que prejudica o filme é justamente o que seria seu diferencial; o arco Zumbi, que funciona pouco, até para aqueles que como eu estava comparado os longas (e até comprando a ideia), imagine para os desinformados, que vai ao cinema para ver um longa de mortos vivos, e tem um filme com de época romântico e muita pausas dramáticas,mantendo toda a base romântica do conto original fica difícil para o grande público comprar a ideia (outro filme tentou isso sem sucesso recentemente, o frenético Abraham Lincoln Caçador de Vampiros). Emfim Orgulho e Preconceito e Zumbis, tem um bom elenco (vale destacar Lily James e Sam Riley protagonistas do longa), uma ótima fotografia e direção de arte e figurinos impecáveis, mas peca no lado zumbi, os efeitos dos mortos vivos deixam a desejar soam  omo falsos e muito digital e pouca maquiagem, é o tipo de zumbis escolhidos também não convence, onde eles se comunicam como os vivos (difícil comprar), não e de hoje que eles evoluíram em alguns filmes (Extermino, Madrugada dos Mortos e Guerra Mundial Z) em eles correm desenfreadamente e hoje já faz parte do gênero, mas falar, não dá. Todo esforço que diretor; Burr Steers teve na retratacao da época, ele perde na hora da ação, faltou experiencia no gênero. Para os fãs de cinema, que vão ver qualquer filme independente do gênero, e gostam de ver algo diferenciado, podem se divertir, o filme tem bons momentos, agora se você não ta nem aí, e nem faz ideia de quem foi Jane Austin, e só quer se divertir e ver cérebros sendo devorados, tem outros ótimos exemplares do gênero, melhores e que não precisam que você entenda a referência.
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Avaliação:
Critica:6,5
Filmes Inc.:7
Publico:7,5

13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi

13-hoursBy Rg.                      
Filmes militares baseados em histórias reais se tornaram sinônimo de sucesso, tivemos recentemente os bem sucedidos; A Hora Mais Escura, O Grande Herói e Sniper Americano, alguns indicados a prêmios e todos levaram um bom público aos cinemas. Chegou à vez de um perito em técnicas militares levar seu filme do gênero, aos cinemas, também baseado em uma história verídica, de um incidente recente, 13 Horsa: Os Soldados Secretos de Benghazi é dirigido por Michael Bay um conhecedor e perito do gênero. O diretor especialista em cinemão de ação, sempre usa e abusa de planos contra a luz, bandeiras americanas tremulando é muito questionado pela crítica, mas até para aqueles que pegam em seu pé, tem quedar o braço a torcer que ele é um entusiasta, quando se trata de ação e principalmente de quando se trata de guerra, estratégias militares, operações especiais e etc, em muitos de seus filmes ele retrata os Mariners, Navy Seals e outros grupos táticos (Rangers e Deltas), de forma patriótica e os enaltece, não, que não sejam merecedores, mas pelo que conheço que vi em filmes (inclusive nos citados), eles realmente merecem todo mérito dado a eles, pois as operações citadas não são divulgadas e seus arquivos são liberados somente alguns anos após os ocorridos, ou suas histórias são baseadas em livros também escritos após algum hiato. Aqui o tema em questão é um conflito na Síria em 2012 após a queda do ditador Muammar Gaddafi, onde o país ficou dividido entre rebeldes fortemente armados, que querem o poder, e a o atual governo apoiado pelos norte americanos, que pretendem reestruturar o país (diga-se de passagem, este conflito é pouco antes do surgimento do Estado Islâmico, que hoje toma conta de quase todo o país, que já vai para seu quinto ano de guerra civil).

O longa mostra um grupo de elite de soldados americanos, formado por ex mariners e seals, que estão no pais com a missão de proteger um grupo de agentes da Cia que estão em uma base secreta, obtendo informações sobre os rebeldes. A situação se complica quando a embaixada americana que fica a poucos quilômetros de de sua base, esta sendo atacada no aniversario de onze anos do 11/09 esta sendo atacada pelos rebeldes, e mesmo não sendo sua missão, eles decidem ir até lá ajudar o embaixador americano, sobrepondo que se a embaixada ruir, o quartel da da cia no será o próximo alvo.
O filme retrata as 13 Horas que este conflito durou, e estes bravos soldados aguentaram o cerco de rebeldes, enquanto o governo não podia fazer nada, pois a missão deles não era oficial.
Os soldados são interpretados por atores desconhecido dos do grande público, em sua maioria de seriados, entre os protagonistas o principal deles é Jack da Silva (John Krasinski; o Jim da serie The Office (que parece ter tomado o soro do super soldado), que depois de quase ser o Capitão América, e viver um militar em Sob o Mesmo Céu, consegue convencer como soldado), e Tyrone (James Badge Dale), que junto com mais quatro bravos soldados, aguentaram o cerco imposto contra eles, no melhor estilo Álamo (que para que não sabe, foi a famosa batalha derradeira entre os USA e México pelo Texas, onde bravos cowboys americanos, aguentaram um grande cerco mexicano).
As sequências de ação de 13 Horas são ótimas e muito reais, desde os tiros a explosões (inclusive ele usa um recurso que ele usou em 2001 com Pearl Harbor onde ele coloca novamente a câmera numa bomba). O clima de guerra urbana também é muito bom, e faz bem ao filme, chegando a ser peculiar ver pontos sendo atacados e a população inerte a tudo aquilo, como se fizesse parte de seu dia a dia, o drama familiar também funciona, mostrando como ficam as famílias destes bravos guerreiros, que voltam constantemente para países em guerra, em missões quase que suicidas, devido a dificuldades financeiras e falta de reconhecimento do seu governo (e que em muitas vezes, em sua grande maioria não os reconhece devido às suas missões serem todas clandestinas), e que a próxima pode sempre ser a última.
Michael Bay só derrapa novamente em algo que já é padrão em sua carreira, a duração do filme, que não chega a ser cansativo, mas poderia ser 20 minutos mais curto e daria um ritmo mais dinâmico ao longa, sem ter uma certa barriga em seu meio. Mas o filme tem mais acertos que erros, e está entres os melhores do gênero do cinema recente. Portando esqueça seu preconceito com m Bay e vá conferir este filme o de ação que expõe o começo de um conflito atual.
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Avaliação:
Critica:7,5
Publico:8,5
sFilmes Inc.:8,5

Deadpool

deadpool_1401-06By Rg.   
Deadpool é um dos filmes mais aguardados da atualidade, mas se fosse há alguns anos, ele poderia passar desapercebido do grande público, muitos que estão até lendo esta crítica nem sabiam da sua existência, até o fantástico trailer exibido nas Comíc Con San Diego (2015) só para termos ideia o personagem apareceu no filme; X-Men Origens Wolverine e poucos o notaram totalmente descaracterizado, ninguém nem sabia que ele já havia estado nas telas (além da descaracterização ele não é apresentado como Deadpool só com Wade Wilson e Arma XI, pós-transformação). Insucesso que quase fez que este filme não acontecesse, pois o projeto existe de um filme solo desde 2004, mas já estava sepultado, devido à péssima recepção da critica ao filme. Mesmo o filme sendo um fracasso de crítica, de público ele não foi um prejuízo total e teve algum êxito ($373 milhões), e o projeto ainda tinha uma sobre vida na Fox. Os anos foram passando e o estúdio o foi deixado o longa de lado, mas Ryan Reynolds não deixou o projeto morrer, em 2010 os roteiristas de Zumbilandia foram contratados. 2011 o diretor Tim Miller é contratado, em 2012 Reynods e Miller gravaram uma cena teste, toda em CGI onde seu Deadpool era fortemente fiel aos quadrinhos, o vídeo foi usado para a Fox dar sinal verde ao longa, que inicialmente foi aprovado, mas depois de dois anos e o projeto escorrendo pelas mãos, coincidentemente em 2014 o vídeo teste vazou justamente na Comíc Con de San Diego e viralizou, e não demorou a Fox autorizar o projeto, com o orçamento moderado ($50 milhões) para os padrões atuais deste tipo de produção, o estudio abaixou o orçamento os produtores conseguiram aumentar censura, algo que para o sucesso de Deadpool era fundamental. (Há só para concluir para este herói ganhar vida, outro precisou ''morrer'', pois se Lanterna Verde tivesse sido um sucesso, dificilmente o longa sairia do papel, pelo menos agora, pois Ryan Reynolds; produtor e um dos idealizadores do filme e teria um longo contrata com Warner (DC) para diversos filmes vivendo o outro herói). 

Deadpool  era sinônimo de sucesso antes de estrear, muitos vão dizer que é pela fase dos filmes de heróis no cinema, temos exemplos recentes que fracassaram mesmo sendo conhecidos (O Quarteto Fantástico) ou até o último filme da Marvel (que só emplaca sucesso após o sucesso), seu Homem Formiga foi bem, mas muito abaixo dos filmes dos outros filmes da Marvel Stúdios. Muito do hype de Deadpool se deve ao ótimo marketing do filme, uma das melhores campanhas de todos os tempos, desde o primeiro trailer que já levou todos ao delírio, inclusive fãs e leigos, aos comerciais e virais do filme, a aposta era certeira, à violência e o humor do filme, caminham lado a lado, mantendo uma fidelidade absurda do herói aos HQ’s chega a ser difícil acreditar que tudo aquilo foi aprovado, um filme de herói censura 18 anos, não é sinônimo de retorno financeiro (Watchmen que o diga). Ryan Reynolds é verdadeira personificação do personagem, é difícil imaginar outro intérprete para o mercenário falastrão, que usa e abusa do humor e violência. Outro mérito do filme além de usar uma linguagem que conversa com a nova geração, ele usa referências que vão direto no público que leu suas revistas, já os que não leram, mas viveram os anos 90 e 80, pegam as referencias citadas mesmo que de forma sutil, e para os que não pegarem ao menos rir da piada, fazendo com que miguem se senta ofendidos e nem perdido. Suas piadas atravessam gerações vai desde o cinema atual com Liam Neeson e franquia Busca Impecável (da Fox) ha piadas com o próprio estudio e até sobre sua principal franquia; X-Men, inclusive citando a principal crítica aos mutantes no cinema, sua bagunçada cronologia (falei dela aqui) ele não perdoa ninguém (inclusive a si próprio), o personagem crítica o ator Ryan ReynoldsHugh Jackman e cia. Referências à parte, o filme tem um ótimo ritmo, e acerta em contar uma história de origem, mas não em forma cronológica ele já começa como Deadpool e vai nos contando a sua trajetória em flashbacks durante os primeiros atos do filme, fazendo muito bem ao seu ritmo.  Deadpool além de sarcástico, irônico, engraçado é falastrão ele ainda fala diretamente com o telespectador, quebrando a quarta parede inúmeras vezes (inclusive para contar sua origem).  E para que aqueles que não sabem ele é Wade Wilson e um ex-militar, que ganha à vida como mercenário, fazendo pequenos serviços de proteção e etc, e recentemente encontrou o amor de sua vida, Vanessa (Morena Baccarin, linda) e após meses de felicidade, Wade é diagnosticado com câncer terminal, após o choque, ele é procurado por uma agência secreta do ''governo'' que pode curá-lo o transformando em um supersoldado, uma proposta tentadora, para um homem que não tem nada a perder (inclusive à vida), Wade apenas aceita por sua bela namorada que o espera em casa. Após se submeter ao experimento, algo da errado e ele adquire os poderes (mutantes), mas fica totalmente desfigurado e ainda descobre que seria manipulado e controlado pelo governo o tempo todo, Wade foge em busca de vingança do único que pode reverter o processo Ajax. Em meio a sua vingança ele deixa um resto de sangue e até o cruza o caminho do X-Men. Vale destacar os coadjuvantes como; Dopinder o taxista e Weasel, bartender e amigo de pessoal do mercenário.
Deadpool pode não ser perfeito (mas beira a perfeição), e consegue além de ser um do melhores do gênero (herói), ser um ótimo filme de humor daqueles que você gargalha do começo ao fim. Deadpool e uma grata surpresa, e mostra que até um estúdio que tem fama de estragar projetos, quando da liberdade, e até pouco dinheiro (pressão menor), e aqueles os que estão envolvidos, conhecem e respeitam o personagem, o resultado só poderia ser este, um ótimo filme, que já se tornou um sucesso absoluto. E como diria Deadpool se você não gostou do filme vai se @#$@#$¨&, palavras do Wade Wilson.
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A
valiação:
Público:9,5
Critica:9,5
Filmes Inc.:9,5

O Regresso

o-regresso-01by Rg.  
O Regresso é um filme que chega já cheio de expectativas e não são poucas, dentre todas estas expectativas uma das maiores (se não a maior), é ser e próxima esperança de Leonardo DiCaprio ganhar seu primeiro Oscar. Pela primeira vez ele chega como favorito absoluto, e outro fator é ser um filme épico dirigido pelo atual ganhador do Oscar Alejandro González Iñarritu, que já levou o prêmio no ano passado por Birdman e teve seus filmes 21 Gramas,  Babel, e Beatfiul, indicados em diversas categorias anteriormente, parece que o latino achou a fórmula das premiações assim como Birdman, O Regresso tem a cara do prêmio, mas ao contrário do anterior possui mais méritos. Aqui ele nos mostra o martírio do Hugh Glass um guarda de fronteira (ou guia) de uma equipe no século 19 que caça animais para vender suas peles, numa região não muito amistosa, em meio a o conflito entre índios e homens brancos é como se fosse um verdadeiro faroeste só nas geladas florestas e montanhas Missouri. Iñarritu da um show de direção, ele usa e abusa de planos longos e inclusive um excelente plano sequência de abertura, longo e impressionante, mostrando o acampamento dos caçadores sendo atacado por uma tribo indígena, quando digo uma é por que naquela região existem três tipos diferentes de tribos, que brigam entre si, e a floresta é muito traiçoeira, e por estas e outras ele contrataram o os serviços de Glass que conhece toda a região e também os hábitos indígenas, inclusive ele e tem um filho mestiço fruto de uma relação que ele teve quando conviveu com os índios.

Após a fantástica sequencia de abertura, seu personagem é atacado durante uma caçada por um grande urso, e mesmo sobrevivendo ele é gravemente ferido e precisa de cuidados médicos urgentes, e todos do pelotão o ajudam exceto uma parte do grupo liderados por John Fitzgerald (Tom Hardy), pretende deixa-lo para trás achando um estorvo carregá-lo, já que suas chances de vida são mínimas, e pode facilitar a chegada do inimigo (que não está longe).
Após ser deixado sozinho com Fitzgerald ele é largado para morrer, e aí à história tem início, e como é mostrado no trailer, Glass parte em busca de vingança, mesmo muito ferido, além tem que enfrentar o frio e à fome, ele esta em território hostil cercado de índios. O filme é um espetáculo visual, a fotografia é sublime toda em luz natural e o diretor de fotografia é Emmanuel Lubezki (ganhador do Oscar por Gravidade e Birdman) o mesmo que já auxiliou varias vezes Terrence Malick (consagrado diretor) além de toda dificuldades para filmar devido há ter um tempo escasso e durante apenas uma parte do dia, para aproveitar à luz natural, as filmagens duraram meses e também teve o longo ensaio à para tomada de abertura, filmada toda sem cortes.
Tudo em O Regresso é feito com cara de Oscar, só que a cereja do bolo é atuação de DiCaprio, que está excelente, num papel que suas expressões, são as palavras, seu grunhidos e gemidos, nos passam a real sensação de dor, a cada take dele a sua dor é nítida.
O Regresso não é só direção e Dicaprio, o filme conta em ótimas tomadas de ação e perseguições, o som das flechas e machados passam por nós zumbindo como se estivéssemos sendo perseguidos também, e a direção de Iñarritu (que desde 21 Gramas e Babel há meu ver deixava a desejar) está impecável, ele filma como se fosse um documentário, primeiro por sua câmera seguir o protagonista no melhor estilo Food Footage (handycam) só que invés da câmera estar na mão do protagonista, ele está sempre aí seu lado, seguindo cada passo seu, mas não de forma tremula, com exceções de algumas perseguições onde ele move a câmera pelos ombros do protagonista de forma bruta. Devido à bela ambientação e similaridade com a realidade o longa ele chega a lembrar em alguns momentos, que estamos vendo um documentário do NetGeo só que em HD 4k é lindo de se ver, algumas sequências como quando ele vira a câmera e filma céu ou depois uma grande avalanche, são impressionantes.
Outro fator que faz O Regresso ter toda essa pompa, é o bom elenco mesmo não sendo numeroso é repleto de bons nomes, mas todos os méritos além do já citado, DiCaprio, vão também para o seu vilão vivido o Tom Hardy frio impiedoso e calculista, é impossível não odiá-lo, e torcemos mais ainda por Glass.
Em fim O Regresso tem todo o molde de prêmios, mas feito com uma exímia perfeição então às vezes temos q reconhecer que um filme premiado e também uma ótima diversão só que com detalhes que fazem valer todos os prêmios.
@RG_FilmesInc          @FilmesInc           instagran; @rg_filmesinc         facebook.com/filmesinc Avaliação:
Critica:9,5
Filmes Inc:9,5
Público:8,5

A Grande Aposta

24528230612_f28449b8a0_oBy Rg.
A Grande Aposta não é apenas e um filme sobre maior crise dos últimos anos (a bolha imobiliária de 2008), que resultou na quebra do mercado americano e derrubou a bolsa de valores de quase o mundo todo, só que mesmo sendo mais um filme sobre este assunto (vide; Margin Call), ele também é um filme sobre os bastidores que deste evento, que vai desde alguns anos antes, abordando um pequeno grupo de pessoas que descobriu o que ia acontecer, com uma certa antecedência, e resolveram lucrar com a história. Quem lucrou com a historia foi um pequeno grupo de investidores, mas quem merece todos os méritos na verdade é Michael Burry, que sozinho enxergou a frente e descobriu o que estava prestes a acontecer, Michael tentou alertar seus superiores e sócios, em vão, sem sucesso decidiu agir sozinho pegando tudo que tinha (e não tinha), e investiu a longo prazo contra o mercado, algo nunca feito antes, pois o sólido mercado imobiliário americano nunca havia quebrado e nem dado sinais de fraqueza. Michael se tornou motivo de chacota e piada, exceto para uma firma de investimento que estranharam a ousadia do até então, louco investidor, e foram pesquisar o por que de sua "insanidade" e descobriram que ele não era louco e sim o único em sã consciência, que descobriu que o país e o mundo, estavam a beira de um colapso, sem ter o que fazer, eles também decidem por sua empresa em risco e aplicar também em títulos contra o mercado; os famosos CDOS (Collateralized Debt Obligtion). Como o próprio narrador (Jared Vennett vivido por Ryan Gosling) argumenta ele e os outros envolvido,não são os vilões da história, pois nada puderam fazer parra impedir aquilo, e quando questionavam os envolvidos e especialistas, eram motivo de chacota e ouviam que o mercado nunca iria quebrar e era muito sólido.

No decorrer do longa somos apresentados aos porquês que Michael chegou a tal conclusão e  vamos entendendo tudo aquilo. Os bancos responsáveis pela aprovação de crédito para hipotecas faziam vista grossa, e liberavam créditos para todos a vontade, sem que precisarem comprovar renda, assim qualquer um podia adquirir uma casa e viver os sonho americano, desde de latinos, negro,s asiáticos e etc inclusive prostitutas que chegavam a ter até três imóveis e respectivamente três hipotecas, só que após algum tempo seus imóveis eram eram reavaliados e valorizados e isso incentivava os donos fazerem outra hipoteca e depois de um curto período os juros subiam e quase todos não tinham condições de pagar, dando inicio a famosa bolha, os bancos não recebiam as hipotecas ha tempos, e a dívida não era saldada e o mercado imobiliário estava estufado, com muitas casas abandonadas e os bancos com muita inadimplência e população sem moradia e endividada, e aí todos nós já sabemos o resto da historia.
Burry previu tudo analisando relatórios que ninguém lia em 2005 (três anos antes) e apostou contra eles. Assim como ele os outros protagonistas não são os vilões da história, eles também investigaram a fundo e questionaram muita gente e ninguém os ouviu e admitiu a possibilidade de tudo vir abaixo e decidiram apostar e lucrar em meio a crise, já que nada poderia ser feito, está é sinopse deste ótimo filme. Agora vale destacar apodera ótimas atuações e competência do diretor em nós trazer um filme difícil de ser entendido com muitos jargões de Wall Street, que só quem é daquela realidade entenderia, ele nos alerta disso constantemente inclusive  quebrando a quarta parede e falando diretamente com o telespectador, colocando alguma celebridade explicando o que  significa as palavras que estão sendo usadas e o por que de usa-las, facilitando o entendimento para os leigos da área, O grande elenco principal é formado por grandes nomes, como o do sempre acima da media; Chrstian Bale (Burry), Steve Carrel (ótimo), Ryan Gosling, Jeremy Strong (muito bom) e Brad Pitt (também produtor do filme e coadjuvante de luxo). A Grande Aposta é um ótimo filme com ótimas atuações e merece ser visto e em certos momentos é de difícil entendimento, mas logo que você se habitua e entra no filme, começa a gostar e se divertir, por que mesmo se tratando de um tema pesado e crítico, ele tem um clima até descontraído, mérito do diretor e  um dos roteiristas; Adam Mackey (O Ancora), que devido a vocação para o humor, faz bonito aqui (alem de dirigir muitos filmes de Will Farrel ele também roteiriza comedias), e nos entrega um ousado e ótimo longa, e transforma um tema "chato", num filme que diverte, e ao mesmo tempo critica. Portanto aposte e vá ver.
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Filmes Inc.:9
Critica:9
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segunda-feira, 28 de março de 2016

Creed

Creed-PosterBy Rg.
Para falar de Creed e necessário voltar no tempo a exatos 40 anos e falar do início da história de uma lenda, que faz parte da história do cinema o lendário Rocky Balboa, personagem clássico criado por Sylvester Stallone em 1976, que tem muito a ver com a vida do ator, que brigou para levar o personagem aos cinemas, além de escrever o roteiro, ele fez questão de só vende-lo ao estúdio (Warner) caso ele interpretasse o personagem, e passou de ator desacreditado a indicado ao Oscar de melhor ator, mas levou o premio de melhor roteiro pelo filme Rocky (1976). Com tempo a história do boxeador da Filadélfia se tornou uma franquia de altos e baixos, abrindo mão da dramaticidade e se tornando um saga de entretenimento e ação. Mesmo com mais diversão e menos dramaticidade, a saga continuou a ganhar fãs e fazer sucesso, mas após um péssimo quinto filme (Rocky V, 1990), parecia que o boxeador estava morto e sepultado. Consequentemente alguns anos depois a carreira de Sly também declinou, eis que em 2006, Stallone escreve e dirige a volta do veterano boxeador, resultando num ótimo filme, nos moldes do primeiro da saga, trazendo todo o peso e a dramaticidade de um personagem que já superou todos os golpes que vida lhe deu e os venceu, Rocky Balboa é a redenção do personagem e de Sylvester Stallone, se lá o protagonista está velho e ninguém mais acreditava em sua volta, sua carreira também vivia o mesmo dilema, no longa ele vive um velho ícone que só quer mais uma chance, algo que ele também precisava em Hollywood, resultado à volta por cima de ambos e uma aposentadoria digna para Balboa, além de uma sobrevida para o ator veterano nas telas, chance que Sly aproveitou com unhas e dentes (ou luvas e socos), e no ano seguinte ele ressuscitou mais um ícone do cinema, também roteirizando, escrevendo, dirigindo e atuando ele trouxe, o veterano soldado John Rambo de volta, em um ótimo quarto filme. E como uma fênix ressurgiu, e os resultado, todos nos já sabemos (Os Mercenários e etc).
Stallone não tinha mais planos de reviver o Balboa e achou que o último longa era o adeus digno do seu personagem eis que Ryan Coogler, jovem diretor de Fruitvle Station tem a ideia de fazer um spin off (derivado ou franquias paralelas que ocupam o mesmo universo de outra saga) de Rocky mostrando a ascensão do jovem Adonis, filho do rival e amigo de Rocky; Apollo Creed, mas para a ideia funcionar era necessário o aval de Sly e sua volta ao personagem mesmo que desta vez seja como coadjuvante e como mentor do jovem lutador. Depois de muita insistência Sly decide voltar ao personagem, e o papel de figura "paterna" do jovem Creed ficou perfeito, seu personagem está afastado do mundo do pugilismo e recluso, ele reluta se esquiva, mas decide treinar o jovem como dívida de gratidão e amigo Apollo (que o treinou antes de sua morte).  Com um enredo envolvente Michael B.Jordan traz toda a fúria de um jovem criado em orfanatos, para os ringues, Stallone que dirigiu quase todos os filmes da série (II, III, IV e VI), desta vez só atua e nunca tenta ser o protagonista, fator que fez bem para sua atuação se em 76 ele ganhou uma indicação e em 2006, também não fez feio mostrando novamente que sabe atuar, agora sem o peso do protagonismo (e sem dirigir), parece que só o fez bem, Stallone tem aqui ao lado atuações citadas e de Cop Land (papel em que ele engordou 20 quilos) a melhor atuação de sua carreira, seu personagem carrega um passado de glória, porem sofrido e que ganhou lutas, mas perdeu todos que amava, e sua expressão deixa bem claro que se pudesse ele abriria mão de tudo, fama e títulos pela felicidade ao lado dos amigos que se foram e principalmente Adrian, sua esposa morta por um câncer. A cada monólogo em que a câmera foca nele, ele fala frases de efeito sobre a sua vida, é nítido em seu rosto o pesar do tempo, chegando a lembrar muito seu ex-corner Mickey. 
Creed não é só Stallone ou Rocky ele faz jus ao nome, Michael B. Jordan é pura emoção, raiva e agressividade, nos mostra que tem muito de seu pai ali. A trama nos mostra o jovem Adonis um garoto que passou por vários reformatórios após a morte de sua mãe, o jovem é procurado pela viúva de Apollo, que mesmo sabendo que o garoto é fruto da infidelidade do falecido marido, ela adota o jovem e o cria como filho, os anos se passam e mesmo Adonis tendo uma boa vida, ele decide larga tudo, e parte para a Filadélfia, em busca do sonho de se tornar um boxeador profissional, e para isso ele pede ajuda de Rocky, a trama é eficiente e nos prende, mas além das atuações perfeitas, vale destacar a direção excelente de Coogler, sua câmera e ágil, ele filma varias cenas em pleno sequência (sem corte), inclusive algumas lutas, ele usa e abusa da câmera no ombro, de forma brilhante principalmente a sequencia do clímax final. Onde somos levados num plano só, do vestiário até o ringue, como se fossemos o protagonista do filme, a luta final é surreal, sentimos cada golpe. A forma que ele nos apresenta o oponente nas sombras, como se fosse o seu pior pesadelo é brilhante, seu maior medo vem da escuridão e quando Creed o enfrenta e tudo se apaga, é somente os dois estão naquele imenso ginásio é como um sonho e para Creed tem resquícios de um pesadelo enfrentar um campeão em meio a um estádio inteiro gritando pelo oponente, é realmente um pesadelo e Ryan Coogler (escolhido pela Marvel para dirigir o filme do herói, Pantera Negra) filmou de forma fantástica, cada golpe em que o suor escorre ou o sangue, é sentido no telespectador.O filme faz parte do universo Rocky e até da cronologia, mas pode ser visto por todos, que vão se emocionar e vibrar, agora para os fãs da franquia, vão vibrar ainda mais e até socar o ar, e quando a trilha finalmente sobe, a famosa música tema, que esteve ali sempre presente no filme, de uma forma muito sutil em todo seu decorrer, e você fica aguardando por ela, e quando finalmente ela toca é de encher os olhos, e se emocionar, pois o legado do garanhão italiano, após 40 anos ainda vive, e nos emociona e nos leva as lágrimas. E se o mundo do cinema tivesse se um Hall da Fama, Stallone e seu Rocky estariam lá com certeza, mas como não tem, a gente torce pelo Oscar, que já vai ser como um título para este lutador. @RG_FilmesInc                @FilmesInc          rg_filmesinc (Insta)        Facebook
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Critica:9
Público:9,5
Filmes Inc.:9,5

Globo de Ouro

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Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood realiza, neste domingo (10), o Globo de Ouro 2016, a partir das 22h (horário de Brasília). Abaixo, você confere a lista de indicados, com os vencedores em Amerelo à medida que os prêmios forem entregues.   Cinema   Melhor Filme de Drama  
  • Carol
  • Mad Max - Estrada da Fúria
  • O Regresso
  • Room
  • Spotlight - Segredos Revelados
  Melhor Filme de Comédia ou Musical  
  • A Grande Aposta
  • Joy - O Nome do Sucesso
  • Perdido em Marte
  • A Espiã Que Sabia de Menos
  • Descompensada
  Melhor Atriz em Filme Dramático  
  • Cate Blanchett - Carol
  • Brie Larson - Room
  • Rooney Mara - Carol
  • Saoirse Ronan - Brooklyn
  • Alicia Vikander - A Garota Dinamarquesa
  Melhor Ator em Filme Dramático  
  • Bryan Cranston - Trumbo
  • Leonardo DiCaprio - O Regresso
  • Michael Fassbender - Steve Jobs
  • Eddie Redmayne - A Garota Dinamarquesa
  • Will Smith - Concussion - Um Homem Entre Gigantes
  Melhor Atriz em Comédia ou Musical  
  • Jennifer Lawrence - Joy - o Nome do Sucesso
  • Melissa McCarthy - A Espiã Que Sabia de Menos
  • Amy Schumer - Descompensada
  • Maggie Smith - A Senhora da Van
  • Lily Tomlin - Grandma
  Melhor Ator em Comédia ou Musical  
  • Christian Bale - A Grande Aposta
  • Steve Carell - A Grande Aposta
  • Matt Damon - Perdido em Marte
  • Al Pacino - Não Olhe Para Trás
  • Mark Ruffalo - Sentimentos Que Curam
  Melhor Atriz Coadjuvante   
  • Jane Fonda - Youth
  • Jennifer Jason Leight - Os 8 Odiados
  • Helen Mirren - Trumbo
  • Alicia Vikander - Ex Machina
  • Kate Winslet - Steve Jobs
  Melhor Ator Coadjuvante  
  • Paul Dano - Love & Mercy
  • Idris Elba - Beasts Of No Nation
  • Mark Ruffalo - Spotlight - Segredos Revelados
  • Michael Shannon - 99 Homes
  • Sylvester Stallone - Creed - Nascido para Lutar
  Melhor Diretor   
  • Todd Haynes - Carol
  • Alejandro Gonzales Inarritu - O Regresso
  • Tom McCarthy Spotlight - Segredos Revelados
  • George Miller - Mad Max: Estrada da Fúria
  • Ridley Scott - Perdido em Marte
  Melhor Roteiro  
  • Emma Donaghue - Room
  • Tom McCarthy, Josh Singer - Spotlight - Segredos Revelados
  • Charles Randolph, Adam McKay - A Grande Aposta
  • Aaron Sorkin - Steve Jobs
  • Quentin Tarantino - Os 8 Odiados
  Melhor Longa em Animação   
  • Anomalisa
  • O Bom Dinossauro
  • Divertida Mente
  • Snoopy & Charlie Brown: Peanuts - o Filme
  • Shaun, o Carneiro
  Melhor Filme em Língua Estrangeira  
  • Le Tout Nouveau Testament (The Brand New Testament) - Bélgica, França
  • El Club (The Club) - Chile
  • Miekkailija (The Fencer) - Finlândia, Estônia, Alemanha
  • Mustang - França
  • Saul Fia (Son Of Saul) - Hungria
  Melhor Trilha Sonora Original  
  • Carter Burwell - Carol
  • Alexandre Desplat - A Garota Dinamarquesa
  • Ennio Morricone - Os 8 Odiados
  • Daniel Pemberton - Steve Jobs
  • Ryuichi Sakamoto, Alva Noto - O Regresso
  Melhor Canção Original  
  • "Love Me Like You Do" - Cinquenta Tons de Cinza
  • "See You Again" - Velozes e Furiosos 7
  • "One Kind Of Love" - Love & Mercy
  • "Simple Song #3" - Youth
  • "Writing's On The Wall" - 007 Contra Spectre
  TV   Melhor Série Dramática  
  • Empire
  • Game Of Thrones
  • Mr. Robot
  • Narcos
  • Outlander
  Melhor Série de Comédia ou Musical   
  • Casual
  • Mozart in the Jungle
  • Orange Is The New Black
  • Silicon Valley
  • Transparent
  • Veep
  Melhor Minissérie ou Filme para TV  
  • American Crime
  • American Horror Story: Hotel
  • Fargo
  • Flesh & Bone
  • Wolf Hall
  Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV  
  • Lady Gaga - American Horror Story: Hotel
  • Sarah Hay - Flesh & Bone
  • Felicity Huffman - American Crime
  • Queen Latifah -  Bessie
  • Kristen Dunst - Fargo
  Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV  
  • Idris Elba - Luther
  • Oscar Isaac - Show Me A Hero
  • David Oyelowo - Nightingale
  • Mark Rylance - Wolf Hall
  • Patrick Wilson - Fargo
  Melhor Atriz em Série Dramática  
  • Caitriona Balfe - Outlander
  • Viola Davis - How To Get Away With Murder
  • Eva Green - Penny Dreadful
  • Taraji P. Henson - Empire
  • Robin Wright - House Of Cards
  Melhor Ator em Série Dramática  
  • Jon Hamm - Mad Men
  • Rami Malek - Mr. Robot
  • Wagner Moura - Narcos
  • Bob Odenkirk - Better Call Saul
  • Liev Schreiber - Ray Donovan
  Melhor Atriz em Série de Comédia ou Musical   
  • Rachel Bloom - Crazy Ex-Girlfriend
  • Jamie Lee Curtis - Scream Queens
  • Julia Louis-Dreyfus - Veep
  • Gina Rodriguez - Jane, the Virgin
  • Lily Tomlin - Grace And Frankie
  Melhor Ator em Série de Comédia ou Musical  
  • Aziz Ansari - Master Of None
  • Gael Garcia Bernal - Mozart In The Jungle
  • Rob Lowe - The Grinder
  • Patrick Stewart - Blunt
  • Jeffrey Tambor - Transparent
  Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV  
  • Uzo Aduba - Orange Is The New Black
  • Joanne Froggat - Downton Abbey
  • Regina King - American Crime
  • Judith Light - Transparent
  • Maura Tierney - The Affair
  Melhor Ator Coadjuvante em Série, Minissérie ou Filme para TV  
  • Alan Cumming - The Good Wife
  • Damien Lewis - Wolf Hall
  • Ben Mendelson - Bloodline
  • Tobias Menzies - Outlander
  • Christian Slater - Mr. Robot

Os 8 odiados

the-hateful-eight-poster-405x600by Rg.
Quentin Tarantino chega ao seu filme (ironicamente leva o numero 8 no nome), após homenagear todos os gêneros que cresceu assistindo, ele retorna ao western, sendo um dos seus projetos mais intimista e pessoal, seu filmes sempre foram marcados por ter ótimo diálogos e uma violência crua e sem censura, aqui ele tem um pequeno elenco e o confina em um ambiente hostil (é praticamente um impasse mexicano de durante três horas) e nos dá uma aula de roteiro e de como entreter o espectador, com apenas oito personagens num armazém, com diálogos ásperos e uma ótima direção e mais uma vez uma trilha excelente assinada por ninguém menso que Enio Morricone. Podemo dizer que são características de todos os seus filmes, sempre se alternando entre ação e grandes tomadas externas ou diálogos ágeis e ásperos, o intervalo entre um dialogo e outro é curto, todos tem seu momento interagem e isso rende atuações acima da média, e até surpreendentes.

Outro fato surpreendente, é este é o filme mais barato de Tarantino nos últimos anos, após trabalhar com grandes estúdios em seus últimos filmes; Bastardos Inglórios e Django Livre, um pela universal e outro pela Sony, sempre em parceria com a Weisntein Company (estúdio independente que sempre financiou os filmes do diretor), agora ele faz um filme menor e que não precisa de um grande estúdio por fora, mas vale citar que mesmo sendo distribuídos por um grande estúdio, seus filmes nunca perderam o tom mantiveram a sua característica e marca registrada, com muita violência e ótimos diálogos como já citei, o único deferencial dos seus últimos foi o elenco, que foram mais fartos e com nomes de peso do cinema atual como; Brad Pitt e Leonardo Dicaprio, junto com os nomes que o diretor sempre costuma trabalhar, inclusive atores que estão no astrosismo, que ele adora resgatar (vide; John Travolta em 94 com Pulp Ficiton).  Aqui ele não traz nenhum astro em evidência do cinema atual, e todos os principais nomes já trabalharam com ele, mas com exceção de Samuel Jackson todos estão (ou estavam) decadentes, e o diretor foi busca-los para este longa, e por incrível que pareça, deu certo, atores esquecidos, desacreditados em suas mãos rendem como se estivem no auge, exemplo recente e Chrstoph Walz que tem dois Oscar após dois trabalhos com o Tarantino (Django e Bastardos Inglórios), não questionando sua competência, mas ele não mantém uma regularidade em outro projetos, ele apenas comprova que ninguém desaprende a atuar apenas fazem escolhas ruins ao longo da carreira ou são mal aproveitados. Em Os 8 Odiados ele traz para o elenco Samuel L.Jackson, que vive o major Marquis Warren (ótimo), que tem uma carreira consolidada em Hollywood mas sempre como coadjuvante, e aqui ganha o protagonismo ao seu lado temos Kurt Russel (ex-astro de filmes ação nos anos 80, que desapareceu das grandes produções nos últimos anos) também esta ótimo como caçador de recompensas, John Ruth, que esta levando Daisy Domergue (interpretada por; Jennifer Jason Leigh que faia nada relevante para o cinema ha mais de uma década e surpreendentemente esta ótima no papel da fora da lei), uma mulher procurada, e prestes a ser enforcada em Red Rock, Ruth só quer chegar até la e pegar seus 10 mil de recompensa e o Major Warren também esta a caminho de Red Rock para entregar três foragidos da justiça que ele esta transportando (mortos), para se também recompensado. Entre os 8 do título, ainda temos outro retorno, Tim Roth que foi colaborador do diretor em Pulp Fiction e Cães de Aluguel e desde O Planeta dos Macacos de 2001, não participava de um grande filme, e para variar, mostra que bem dirigido ainda é um ótimo ator, e fechando mais um regresso temos Michael Madsen, que fez Cães de Aluguel com ele e Kill Bill e não fazia nada relevante há muito tempo, cumpre bem seu papel, sobre o restante do elenco vale citar Bruce Derr (General Sandy) e Walton Goggins que faz o Xerife Chris Mannix e rouba a cena sempre que exigido. Os 8 Odiados nos traz um conflito entre 8 'vilões" ou não, em uma cabana, presos durante uma tempestade, que vai durar um fim de semana, se passando alguns anos após a guerra da secessão americana, mais uma vez com uma ótima trilha e fotografia (algo que já é praxe nos seus filmes). Mesmo sendo longo e se passando em único ambiente e com apenas 8 atores, ele tem um ótimo ritmo e foi divido por capítulos como ele já fez outras vezes. Desde Kiill Bill, este é seu trabalho mais pessoal, aqui ele faz tudo que faz de melhor, com muita liberdade, lembrando em muito seu primeiro filme; Cães de Aluguel, onde ele também filmou a maior parte do filme num galpão e mostrou um impasse entre uma gangue, que após um assalto mal sucedido, chegam no ponto de encontro e todos desconfiam de todos, e quem é o traidor, os dois filmes tem muito em comum, mas no longa de 92 ele usava flashbacks para contar parte da historia, aqui não, é tudo sobre o que esta ocorrendo ali, historia são contadas o tempo todo, e  temos dois breves flashbacks e em nenhum outro momento saímos daquela cabana, assim como seus protagonistas, nos deixando também a sensação de confinamento e suspense, para saber o que esta se passando, e se existe realmente uma conspiração para libertar Daisy, e se vai acontecer um banho de sangue (no melhor estilo Tarantinesco).
Enfim uma coisa é garantida Quentim Tarantino novamente nos brinda com um ótimo filme, que pode não ser seu melhor, mas esta entre eles (é difícil eleger apenas um, nesta ótima filmografia), e só por este detalhe, de estar entre os seus melhores trabalhos, quer dizer que já esta entre os melhores filmes dos últimos anos, e provavelmente estará em diversas listas e até premiações, pois Tarantino é um espetáculo a parte, e sua importância para o cinema fundamental.
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Critica:9,5
Filmes Inc.:9,5
Público:8,5

Pegando fogo

poster-de-pegando-fogo-1449519642876_600x877By Rg.
Bradley Cooper tem uma das carreiras com maior ascensão em Hollywood nos últimos anos, ele foi coadjuvante Penetras Bons de Bico e Sim Senhor, ao protagonismo em uma comédia de baixo orçamento ($35 milhões), Se Beber Não Case que faturou $500 milhões, e de la para frente sua com o sucesso do filme sua carreira decolou, e ele se tornou protagonista de diversos filmes em Hollywood entre eles os sucessos; Esquadrão Classe A e Sem Limites, Cooper se tornou conhecido por seus papéis cômicos, e em pouco tempo ele conseguiu outra virada, abriu mão do humor e virou figura carimbada em produções sérias (e também no Oscar), como; O Lado Bom da Vida, onde foi ele indicado, logo depois Trapaça, mais uma indicação (pelo segundo ano consecutivo) e o mais recente Sniper Americano, onde também foi indicado. Seria talento mesmo, ou a boa fase era apenas uma coincidência, pois todos os trabalhos citados e elogiados, ele sempre esteve nas mãos de um ótimo diretor, dois deles foram nas mãos de David O' Russel e o último com Clint  Eastwood está ano ele estrelou o sonolento, Sob O Mesmo Céu de Cameron Crowe (ótimo diretor mas que perdeu a mão, há alguns anos), parceria que resultou em um filme ruim e uma atuação no automático, recheada de diálogos horríveis, agora ele estreia mais um longa, e essa é sua chance de se redimir no ano.

Pegando Fogo nos trás um dos personagens mais detestáveis dos últimos tempos, Adam Jones ex-chefe de cozinha de um renomado restaurante francês. Logo no inicio do filme ele nos narra trajetória, que foi do auge na França, ao fundo do poço, abrindo ostras num restaurante no subúrbio em New Orlens.
Adam decide sair da reclusão e vai à Londres à procura de Tony (Daniel Bruhl), um antigo amigo (que ele abandou em Paris também), dono de uma rede hotéis e restaurantes, para convence-lo a contrata-ló, para chefiar seu restaurante e lhe dar mais uma chance. Pouco sabemos sobre Adam, apenas que ele surtou e deixou todos na mão, e tinha sérios problemas com drogas e álcool, mas também sabemos de sua competência, inclusive que ele tinha duas estrelas no sonhado guia de restaurantes da Michelin, algo que poucos chefes no mundo tem, e sua obsessão é terceira estrela. Adam se diz reabilitado e procura redenção, seu gênio difícil e sua arrogância precedem sua presença, mesmo torcendo por ele em alguns momentos, fica difícil criar uma apatia com ele, e mesmo no decorrer do longa isso não muda, até em uma cena com uma garotinha, onde ele deveria mostrar um lado mais humano, ele não consegue nos cativar  e este é um dos principais erros do filme, como passar quase duas horas acompanhando a trajetória de alguém a procura de redenção, que não conseguimos torcer por ele.
Pegando Fogo tem bons momentos, principalmente seu primeiro ato, mas conforme o protagonista não se desenvolve e não tem carisma, perdemos o interesse no filme e ficamos apenas apreciando os belos pratos. O restante do elenco conta com os competentes; Daniel Bruhl e Sienna Miller e o diretor John Wells  de Álbum de Família e A Hora da Virada, é competente, tem uma direção ágil, consegue nos passar a sensação de estarmos numa cozinha, mas falta o principal; o carisma do protagonista, é esse era o principal fator, é o filme tinha todos os ingredientes e até um bom cozinheiro (diretor), um ator em ascensão, muito mal explorado e aproveitado, fica impossível sair algo delicioso.
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Avaliação:
Critica:6,5
Filmes Inc.:6,5
Público:7,5