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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Hugo - A Invenção de Hugo Cabret

by Rg.
O que acontece, quando a Mafia encontra a nostalgia e a inocência? Por que o este inesperado encontro acontece neste longa, que é celebre adaptação do conto infantil, A Invenção de Hugo Cabret (2007), sobre o jovem garoto que após a morte do pai se torna órfão e passa a cuidar dos relógios da grande central de trens na Cidade Luz (Paris) nos anos 30, o que esta história aparantemente infantil e comovente tem a ver com a máfia? Muito por que ela marca a primeira vez que o cineasta Martin Scorsese (do s filmes Os Bons Companheiros, Cassino, O Aviador, Gangues de Nova York e ganhador do Oscar com Os Infiltrados), decide mudar totalmente de gênero ao abordar esta historia familiar, é também a primeira vez que ele usa a técnica 3D, teria tudo para dar errado o homem da mafia, filmes dramáticos ou suspenses densos como Ilha do Medo e Cabo do Medo, adaptando um livro infantil? Contra tudo e todos os paradoxos, Scorsese adaptou a obra de Brian Selznick, e nos deu um filme delicioso que para aqueles que não conhecem o currículo do diretor, pode até achar que é o gênero em que ele é especialista, desde o incio quando somos apresentados ao protagonista o garoto Hugo você já se envolve com seus grandes olhos azuis, que resaltam na tela, hora alegria, hora tristeza às vezes sem necessidade de palavras.
Como já citado Hugo após perder seu pai e mentor relojoeiro, que lhe ensina o oficio para montar e consertar relógios, que pouco antes de falecer havia encontrado num museu um autômato (uma espécie de robô feito com peças de relógio) quebrado faltava engrenagens para que voltasse a funcionar, e Hugo que vai morar com o tio na Estação de Trens em Paris, leva contigo o enigmático boneco, sempre entre os acertos dos relógios da grande central, o órfão rouba algumas peças para consertá-lo, da loja do mal humorado Papa George (Ben Kingsley) que após flagrá-lo pegando uma de suas peças toma seu livro com anotações sobre o tal boneco, Hugo que não deixa os relógios pararem nunca, pois se desconfiarem que o garoto vive sozinho na estação sera levado para um orfanato, pois seu tio que ficou de ser responsável por ele sumiu e nunca mais voltou.
Hugo passa seus dias na estacão observando todos pelo relógio, como senhoras que cuidam da vida alheia, e também o guarda (Sacha Baron Cohen) que persegue os órfãos que vagam e roubam para viver na estação diariamente com seu cão Maximilliam, o jovem órfão que tem mania de consertar tudo após conhecer Isabelle (Hit Girl de Kick-Ass) que é sobrinha de Papa George, ele descobre que além de ter algum envolvimento com seu caderno, ele tem segredos que devem ser o motivo de ter se tornado um velho amargurado, o filme tem outra camada como além de procurar pelas peças certas para seu boneco, que ele acredita conter alguma mensagem de seu pai, ele quer ajudar George a encarar seu passado.
Já na segunda camada, com a ajuda de Isabelle a aventura começa, numa investigação divertidissima e tocante com a ajuda do 3D (excepcional) o filme tem uma textura e profundidades, impressionante você se sente numa estação, vale citar que a França de 1930 é linda e retratada numa fotografia fantástica.
Some tudo isso com a história do cinema, recontada numa interação com o filme de forma majestral, ao descobrirem que um dos maiores cineastas que foi o pioneiro nos truques de efeitos no cinema, com historias fictícias e mais de 500 filmes esta entre eles, é o tio de Isabelle que após cair no esquecimento se tornou um homem recluso.
 Após os irmãos Lumière inventarem a sétima arte, ele simplesmente a inovou, e se trata de ninguém menos que o grande Georges Méliès, que pelo fato de ter sido magico e possuir uma experiência de palco, decidiu ingressar no mundo do cinema (ele construiu o primeiro estúdio de cinema da Europa) após uma exibição do filme dos irmãos Lumière.
E exatamente neste ponto o filme que já estava divertido se torna tocante e sublime, numa das mais realistas e perfeitas homenagens ao cinema que teve íncio em 1885 e se não fosse por George estaria talvez na mesmice até hoje.
Scorsese trabalha os personagens com maestria ,Ben Kingsley (George) está exepecional, Asa Butterfield (Hugo) que já havia demosntrado talento em o Menino de Pijama Listrado, convence com uma atuação intacta, Isabelle ( Chloë Moretz de Kick-Ass e Deixe-me Entrar) só não se destaca mais, por que Hugo esta sempre ao seu lado em cena, Sacha Baron Cohen (Borat e Bruno), um dos artistas mais talentosos do cinema atual rouba sempre a cena com seu sotaque engraçadissimo.
Some estas camadas mais um ótimo diretor, que é tao talentoso, que logo na sua primeira inserção em dois mundos, se sai muito bem nas duas na fabúla e no 3D, e uma grande homenagem ao universo da sétima arte, como pano de fundo uma historia cativante e comovente, Hugo que teria tudo para ser um filme literário como Oliver Twist é muito mais que isso, é um filme de camadas, e uma melhor que a outra.
Uma última curiosidade o filme se chama apenas Hugo (no exterior) e o livro Hugo Cabret,  aqui no brasil ganhou o nome A Invenção de Hugo Cabret, mas a única coisa que acompanhamos e reinvenção de gênio cineasta.
E se for uma invenção deu certo afinal 11 indicações ao Oscar é para poucos.
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Público:9

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Motoqueiro Fantasma- O Espirito da Vingança

Rg. 20/02/12

Motoqueiro Fantasma- Espírito de Vingança acertou em não chamar Motoqueiro Fantasma 2, pois o filme não é uma sequência em hipótese nenhuma, primeiro pelo resultado desastroso do filme anterior e seu maior acerto é fazer algo que vimos recentemente com o Hulk, que nos deu um filme pífio em 2003 ja em 2008 veio com o muito bom, O Incrível Hulk, que também não cita seu filme anterior e se desvinculou totalmente de seu antesessor e usa do artifício inteligente de não contar a origem do gigante esmeralda já contada varias vezes, mas retratada em flashback na abertura.
E o filme do Motoqueiro faz exatamente isso, mesmo não querendo ser uma sequência oficial do outro ele conta numa animação fantástica em flashback, o que lhe aconteceu com Johnny Blaze de forma muito eficaz, afinal todos já viram o primeiro filme e sabem a origem, e os que não viram não precisam passa por este sofrimento.
Logo quando foi anunciado a sequência não dei muita importância devido ao seu fraco retrospecto, mas logo em seguida anunciado os diretores que iriam dirigir o longa Mark Neveldine e Brian Taylor, ninguém menos que a dupla pelos surtados e ultra violentos Adrenalina 1 e 2 e Gamer, os caras sabem fazer algo pop frenético como ninguém, até os mais leigos como eu sobre HQ de repente se interessaram pelo filme 

de John Blaze, mas nem tudo é felicidade, logo na sequência Nicolas Cage foi confirmado que voltaria para o papel, mas pera ai não é um recomeço um Reboot? Nada contra o cara do cabelo esquisito (Cage), mas ele não faz nada decente desde Senhor das Armas (exceções, Kick-Ass e Vicio Frenético, mas nada que salve sua descida de ladeira) e mesmo sendo um fã do personagem (até tatuagem ele tem  vide foto), isso não significa competência ao menos nos últimos anos, meio que sem entender fui acompanhando por cima as noticias (e evitando elas também até o trailer evitei ver), mas fui ver a sessão do filme sem expectativa alguma.
Uma palavra define o que achei, o filme é simplesmente  Surtado, e como eu já citei acima, não há elo oficial de ligação com o primeiro longa, por não se apega a contar a origem, deixa o longa muito mais dinâmico e rápido, mas muito rápido e frenético as historias são contadas em animações excelentes, sinistras e sombrias, desta 

vez Johnny Blaze esta na Europa e é encontrado por Moreau (Idris Alba) uma espécie de protetor de um culto, que pretende proteger um garoto do demônio, que por sinal é o mesmo que fez o acordo com Blaze além de ver uma oportunidade de escapar de sua maldição, Blaze  também sai de sua reclusão, ele esta
na Turquia, praticamente mantém o Motoqueiro sob controle já há alguns anos, numa briga no melhor 

estilo Bruce Banner vs Hulk, mas para ajudar o garoto e sua mãe ele vai precisar da "ajuda" do Motoqueiro para enfrentar o demônio Ciaran Hinds (ou Coisa-Ruim), a trama é simples o suposto pai do garoto (Coisa-Ruim) após a sua mãe também fazer um pacto com ele, vai usar o garoto para ser o novo corpo do Diabo na terra, mas o ritual esta prestes a acontecer por que o garoto vai completar 13 anos e a profecia vai poder se realizar, a trama é ágil, algo que ajuda muito no filme, algo que no primeiro filme é lento, só para você ter idiéia no filme anterior com quase 40 minutos de filme o Motoqueiro não havia dado com as caras, aqui em menos de vinte ele já fez um estrago enorme.
O filme é muito superior ao seu antecessor em tudo (ser Ruim era impossível) até Cage não prejudica o bom desempenho do longa, mesmo atuando em Over the top ou Overacting (atuação exagerada, muito forçada) como já fez no bom Vicio Frenético, ele não é o centro das atenções, quem realmente rouba a cena é sim seu lado ruim, o Motoqueiro com face de caveira flamejante, e vale citar também muito superior ao primeiro filme, os efeito são  surreais, e ele tem personalidade própria completamente oposta ao Johnny, ele simplesmente sai de dentro dele e surta, causa o caos sem nenhum limite, as cenas em que ele esta na tela são as mais divertidas do filme e (ainda bem não são poucas), ele é divertido, maneiro e surtado algo que sempre quisemos ver no primeiro filme e como se o Eddie do Iron Maiden tomasse todas e misturasse com LSD e flamejasse alguns vilões lançando correntes e sugando suas almas.
E outra grande sacada é o lance de tudo que o Motoqueiro toca inflama e se tornam algo flamejante, como as cenas de perseguição, por sinal uma envolvendo um guindaste, esta entre as melhores de ação do ano.
David S.Gloyer (que já roteirizou a trilogia Blade e também os novos Batman Begins e TDK) assina o roteiro e dirigidos pelos insanos Mark e Brian, ficou um filme mais coeso e o mais importante divertido, sombrio e violento tudo isso numa trilha fantástica com muito Rock in Roll, numa edição ágil, com uma boa fotografia mais gótica mesmo nas tomadas diurnas como a ambientação Européia favorece, ele não tem mais aquela cara nem perfil de filme da Disney como o primeiro.
Moqueiro Fantasma - Espírito de Vingança, vinga sim como um bom filme pipoca para ver e se divertir sem se preocupar com os neurônios e corrigi, os erros do passado mesmo sendo cometidos por outros.
Qualquer filme que tem uma caveira urinando fogo e o eterno Highilander é politicamente incorreto e merece ser visto.
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Critica:7,5
Público:8,5
Filmes Inc.:8                                                                     Nicolas Cage e sua tatuagem do Motoqueiro no set >>>>>>

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

J.Edgar


by Rg. 10/02/12
John Dillinger, Baby Face Nelson, Al Capone, Kennedy, Nixon, Roosevelt, e o revolucionário Martin Luther King entre estes maiores bandidos e presidentes americanos uma figura se destacou e prevaleceu sobre todos, ele este homem assinava como J.Edgar o homem que revolucionou o sistema americano, mais que todos os presidentes que governaram o pais, ao longo dos 48 anos que ele esteve à frente do FBI instituição que ele praticamente fundou na década de 20, ele simplesmente passou pelo período histórico americano, mais adverso conturbado, como segunda guerra mundial, a guerra do Vietnã, e a famosa caça as bruxas contra o comunismo.
E este homem esteve sempre à frente de tudo isso na liderando sua corporação, ele enfrentou os todos os presidentes eleitos (foram oito) com métodos nada ortodoxos para ele todos tinham segredos e ele sabia destes degredos (por meios ilegais desde escutas a espionagem), seu escritório prendeu os maiores criminosos da época, em sua maioria gângsters como os mencionados acima, basta você ver muitos filmes baseados em acontecimentos reais, a historia J.Edgar coincide com esta história e  fez parte dela, sempre foi citado, só para você se situar se você assistir Inimigos Públicos os criminosos Baby Face Nelson preso no início do filme por Melvin Pélvis (Cristina Bale) estava a serviço de Hoover e John Dillinger interpretado por Deep, os agentes que o mataram também faziam parte Bureau de Hoover, Al Capone preso por Elliot Ness em os Intocáveis também era agente do FBI todas as grandes prisões da época foram creditadas a Hoover mesmo ele não estando presente, pois o nome FBI (federal Bureau Investigator) era sinônimo de Hoover e se o FBI existia era graças a ele ,e todas as ordens eram dadas por ele.
São muitos filmes que citam o J.Edgar por que ele esteve à frente de tudo isso por 48 anos, se todos estes fatos ainda não lhe fizerem entender a importância dele para os americanos ou até para o mundo, vou lhe dar um exemplo bem claro antes de Hoover não existia inteligência ou criminalística na policia se houvesse um incidente era tudo limpo não tinha perícia para uma investigação, ele desenvolveu tudo isso só para você ter dimensão de tudo, o que você hoje em dia na TV e no cinema como em  CSI, Bones, entre outros surgiu devido o a eficácia do FBI que se tornou a maior entidade investigativa do mundo.
O maior banco de dados de digitais do mundo foi criado por ele, e a idéia de identificar alguém pelas digitais surgiu logo no início de sua carreira, e outros detalhes hoje essenciais também, as notas marcadas usadas hoje em dia pelos bancos em caso de assalto surgiram no famoso caso, que foi o divisor de águas para o FBI, o caso do seqüestro de Charles Lindbergh onde seu bebê foi seqüestrado e se tornou comoção nacional, mesmo a criança não sendo encontrada com vida, ele não desistiu e devido a este caso, ele fundou o departamento de pesquisa do FBI onde analisando  fragmentos da cena do crime chegam ao assassino.

Isso tudo faz parte da autobiografia deste ícone americano é mostrado no filme com perfeição no melhor estilo Clint Eastwood de dirigir e com certeza sua melhor direção desde Gran Turino, Leonardo DiCaprio faz um Hoover que vai do jovem curioso que ousou peitar tudo e todos para proteger sua instituição, mesmo usando de métodos ilegais como escutas e etc.
Com dossiês sobre todos que estavam acima dele para que ele nunca perdesse seu poder, todos estavam de mãos atadas gostando ou não de Edgar, que mudou até o perfil dos agentes que já faziam parte do escritório, más vestimentas e barba já eram motivos demissão, ele chega a dizer para um investigador com anos de carreira, que simplesmente pelo fato de usar bigode ele tem mais cara de policial e o dispensa do cargo de investigador.
Hoover e imponente amedrontador até seu ex-chefe (Mitchel Palmer) que lhe deu o cargo o teme, nem parece ser o mesmo garoto que tinha problemas de dicção na infância e treinava na frente do espelho para curar sua gagueira, se expressa e discursa com o público como ninguém.

DiCaprio numa atuação sublime (injustiçado não ser indicado ao Oscar), ele fez tanto o velho Edgar (maquiagem fantástica) como o jovem de forma brilhante pelo passar dos 48 anos que são retratos no longa, que nos mostra todos os acontecimentos vividos por Hoover de forma de uma biografia em que ele mesmo ditou e supervisionou já no fim de sua carreira, sua caça aos comunistas é retratada, o papel de seu escritório (Bureau) contra a máfia na lei seca na década de 30, o caso do assassinato de Kennedy em que ele investigou pessoalmente, entre outros acontecimentos que no melhor estilo Forrest Grump, em que vivenciou e fez parte, mas o que lhe difere é que aqui estamos falando de uma pessoa real, que esteve à frente disso tudo, seu legado só foi interrompido quando o presidente Nixon chegou ao poder, predestinado a acabar com as mordomias do até então intocável diretor do FBI.
Sua afeição por sua mãe (com quem ele viveu até sua morte) também é bem detalhada no longa, mas em alguns momentos percebemos que os conselhos dela interferiram na sua carreira como na hora em que ela diz que prefere ter um filho morto do que um filho Homossexual.
A Técnica de maquiagem do filme muito eficaz também nos que acompanham, Edgar no decorrer de sua carreira e vida como sua mãe Anna Marie (Jud Dench), secretaria Helen Gandy (Naomi Watts) e seu amigo e suposto affair, Clyde Tolson (Arnie Hammer excelente por sinal) e além de tudo o longa alterna na linha temporal indo e voltando na vida de Hoover, não segue uma ordem cronologia e usa as tomadas de forma brilhante para alternar a idade do protagonista como na hora em que ele e Tolson pegam o elevador jovens e saem velhos.
J.Edgar e um filme de Clint Estawood acima da media com o Leonardo DiCaprio
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o verdadeiro Hoover e DiCaprio
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Critica: 9
Público: 8
FilmesInc: 9,5

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Filha do Mal (The Devil Inside)

by Rg. 07/02/12
Expectativa é uma coisa muito peculiar, pois às vezes após ver muitos filmes, aprendemos a não ter grandes expectativas há um bom tempo, pois sempre temos expectativas saímos da sessão de cinema decepcionados, mas tem filmes que não ficamos entusiasmados, porém sabemos que ele vai ser bom, mas se tiver uma alta expectativa pode achá-lo ruim ou às vezes o inverso também nos surpreende como aqueles filmes que não esperamos absolutamente nada nos surpreendem de forma positiva.Filha do mal se enquadra perfeitamente no exemplo acima, fui ver o filme sem expectativa alguma devido aos últimos filmes do gênero, e pelo formato semi-documental que já deu o que tinha que dar, como muitos filmes ruins usando esta técnica exemplos como, Atividade Paranormal e O Ultimo Exorcismo, já não assustam mais ninguém, mas antes de julgar qualquer obra temos que avaliá-lo.
Filha do Mal tem uma premissa interessante logo em seu início ele nos mostra a cena do suposto crime que ocorreu em 1989 em que uma senhora liga para a polícia dizendo que matou três pessoas.
A suposta ligação “original” é a abertura do filme na seqüência é mostrada à chegada da polícia no local como se fosse à filmagem amadora "real" do incidente ocorrido no local, e para os menos avisados que acreditam no realismo do filme como já ocorreu em Atividade Paranormal, eles agradecem as autoridades locais e etc.

Após esta primeira cena já estamos em 2009, onde a filha da senhora da gravação procura fazer um documentário para saber o que houve na suposta sessão de exorcismo, onde três pessoas morreram exceto sua mãe que estaria possuída sobreviveu, no caso ela que ligou para a polícia e confessou o crime, o documentário serve para justificar a presença da câmera o tempo todo, que segue Isabella dos USA ate a Itália, onde sua mãe esta internada e ela não vê há 20 anos, mas o filme se torna mais interessante que os outros do gênero já citados por que ele tem uma estética com cara mais de filme que os outros, somente quando necessário os enquadramentos são desfocados a não ser que seja uma cena de correria.
Isabela contrata o documentarista Michael, e vai ao vaticano participar de cursos sobre exorcismos onde encontra os Padres, Ben e David praticam exorcismos, mesmo a igreja não apoiando o ritual eles o praticam mesmo sem o consentimento da igreja e convidam Isabella para testemunhar uma sessão de verdade, para ela entender como funciona um caso de possessão e poder interpretar melhor o que acontece ou aconteceu com sua mãe.
Ao chegarem a casa onde eles vão visitar uma jovem possuída, os padres usam a tecnologia e a ciência a seu favor para diagnosticar se a pessoa esta mesmo possuída, eles ligam eletrodos, ultrassom e outros aparatos tecnológicos na paciente e acompanham desde batimentos alterados, há pupilas dilatadas para ter certeza se as alterações condizem com uma possessão, e não á um caso de esquizofrenia, como acontece, após tudo isso se comprovado começa a sessão, desde que vi o ótimo O Exorcismo de Emily Rose não via algo tão chocante, a garota se contorce de um jeito perturbador, profana, xingar e fala coisas pessoais sobre todos os presentes no local, numa das melhores cenas do filme.
Após testemunhar a sessão Isabella vai visitar sua mãe, pela primeira vez em 20 anos no sanatório, Maria esta tranqüila não fala coisa com coisa o típico caso de insanidade, até que ela pronuncia algumas palavras e mostra suas marcas no corpo dai Isabella acredita que os padres devem visitá-la e se comprovado o caso de possessão então exorcizá-la, por que ela acha errado alguém esta sendo diagnóstico como louco 20 anos e podendo ser um caso de possessão.
A partir dai o filme toma um rumo muito interessante às tomadas semi-documentais são muito bem encaixadas na trama não desnecessária como nos outros filmes do gênero (você esta sendo perseguida para tudo e pega a câmera e continua filmando) aqui tudo faz parte de um documentário, todos que fazem parte da trama tanto, Isabella, os padres David, Ben e o documentarista Michael vão ficando impressionados e abalados no decorrer do longa de acordo com os fatos que vão acontecendo, o filme impressiona sim, digo isso pela platéia ao meu redor que gritou e se impressionou durante o filme todo, resumindo a simplicidade funciona neste longa de exorcismo que pega uma formula nova, mas desgastada e consegue nos prender.

Filha do Mal tem sobre tudo uma boa direção, algo que no estilo HandyCam não via desde REC e tem dos finais mais ousados, algo que não via num filme de terror desde o excelente O Nevoeiro e  por te rum final assim já pagaria o ingresso.
Avaliação:
Critica: 6,5
Filmes Inc. 7,5
Público: 8,5


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

by Rg. 01/01/12
Confesso que me surpreendi quando vi há dois anos a versão sueca de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, já conhecia a obra pela sua repercussão literária e do sucesso dos filmes na Europa, aqui no Brasil até o momento só o primeiro filme baseado na obra  de Stieg Larsson chegou por aqui, por um lado para aqueles que como eu não leram os Best Sellers

É até bom, pois só temos como base o primeiro filme para comparar com esta versão yanke.

Tamanha repercussão da saga despertou o interesse Hollywoodiano, que resolveu adaptar a obra e no seu comando ninguém menos, que David Fincher (Rede Social) que se interessou pelo projeto e comandou o remake.
A pergunta que não quer calar, por que fazer um remake de um filme recente, conhecido e acima de tudo um bom filme, não há motivo aparente, mas sabemos como é Hollywood mesmo sem motivo nada se cria tudo se copia como já se diz o ditado, Fincher assumiu o projeto, até para os que desacreditavam do projeto e o achavam desnecessário, se interessaram.

Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres, sua nova versão não muda em nada em comparação a seu antecessor, a trama é a mesma Mikael Blomkvist (Daniel Graig) além de jornalista investigativo e diretor da revista independente Millennium, que após publicar um dossiê sobre um milionário, suspeito de lavagem de dinheiro e envolvimento com drogas, mas nada foi comprovado, Mikael foi processado e teve que pagar uma indenização milionária, e ainda quase sepultou e faliu a revista, após o escândalo ele é procurado pelo milionário Henrik Vanger, que lhe faz uma proposta milionária para escrever sua “biografia”, mas na verdade investigar o desaparecimento de sua sobrinha Harriet, que desapareceu na pequena Hedeby, (ilha em que mora sua família na Suécia) em 1966, um desaparecimento na pequena ilha é praticamente impossível de acontecer.
O caso intriga Vanger até hoje devido a sua ligação com a sobrinha e por não acreditar 
Trilogia Sueca


que Harriet sumiu da noite para o dia, ele fez sua própria investigação nos últimos 40 anos, mas acredita que deixou passar algo e por isso contrata Mikael.

Paralelamente somos apresentado á Lisbeth (Rooney Mara) uma free-lance, que presta serviços investigativos a um jornal além de hacker, seu estilo alternativo e sua reclusão da sociedade causam estranheza, mas após verem seus trabalhos tudo muda inclusive o dossiê que ela fez a pedido de seu chefe sobre Mikael, devido a este dossiê ele se surpreende com a quantidade de informações, que a hacker tinha sobre ele e mais ainda ao perceber que ela era uma das poucas que acreditava nas acusações que ele fez, sobre o magnata que acabou no processo judicial contra ele, fato que levou Lisbeth a ser convidada para sua assistente.
O estilo e o jeito recluso de Lisbeth é bem incomum, para termos idéia ela tem 23 anos e ainda vive sobre a tutela do estado, (o governo que controla seu dinheiro) e esta conflito com seu novo tutor, que rende uma das cenas mais impressionantes do filme.
Com a chegada de Lisbeth a ilha a investigação da uma guinada impressionante, Mikael tinha conseguido algumas informações sobre os acontecimentos do dia em que Harriet desapareceu com os seus parentes, todos com grandes propriedades em Hedeby resumindo a família Vanger é dona da cidade toda, mas como a própria família não se entende, era difícil obter informações e todos são suspeitos.
Devido a pouca importância que dão ao caso e também suas peculiaridades, todos bebem, fumam demasiadamente durante tempo todo.
Mas o grande problema de Lisbeth e Mikael, é que quando você meche num vespeiro a procura de algo você encontra algo muito maior, que pode ate não ser o que você procura, e como conseqüência as ameaças começam e cada passo que eles dão o perigo aumenta, para os que conhecem o filme Sueco ou o livro já sabem o desfecho surpreendente do filme.
Mas se você acha que o filme é apenas isso, você esta muito errado, como eu também estive, o filme consegue superar seu original (que, diga-se de passagem, é muito bom) em tudo desde a fantástica  abertura, a trilha do Trent Rezor (ganhadores do Oscar 2011 por Rede Social) esta alucinada dita o ritmo do filme que no longa anterior passa despercebido, ele deu mais vida aos personagens adicionou pequenos detalhes que enriquecem a trama, a sua Lisbeth (Rooney Mara) é mais transtornada e perturbada que sua versão sueca, o filme também ambientado em Estocolmo  e um grande acerto, mantendo fiel a obra literária, Fincher (diretor) tira o máximo de seu elenco, Daniel Graig esta acima da media, e por incrível que pareça é um pecado ver esta versão e se aventurar a ver seu anterior, pois perto dele ele se tornou um filme mediano devido à superioridade desta versão yanke.
Enfim, Os Homens que Não Amavam as Mulheres, que seu título original é, A Garota da Tatuagem de Dragão, fato é após vê-lo e impossível não amá-lo e devido a sua estréia em terra tupiniquins neste semestre receberemos suas continuações originais, A Garota que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar, e sempre criticamos as copias (remakes) deste vez tiro o chapéu, impossível é não amar as mulheres e este filme.                                                                                                                                                      



Avaliação:
Critica: 9,5
Público:  
FilmesInc.:9,5
Versão Sueca:7,5