

By Rg.
O Lado Bom da Vida é aquele filme que lhe agrada logo nos
primeiros minutos, na primeira cena ou primeiro dialogo, você logo se da conta que foi ao
cinema ver um filme divertido, gostoso de assistir, aquele filme descompromissado
que ti deixa com aquele sorriso no rosto durante todo o filme, resumindo um
filme agradável, que cai bem qualquer dia, um filme para se distrair e se
divertir. O consagrado diretor David O. Russel adapta para os cinemas este
romance baseado no livro homônimo (no brasil), O. Russel parece ter uma habilidade especial de sempre extrair de seu
elenco ótimas e surpreendentes atuações, como já o fez
recentemente no ótimo O Vencedor, onde três atores de seu
elenco foram indicados ao Oscar, e de quebra Christian Bale saiu premiado, aqui
ele já repete a dose e além do filme figurar na principais categorias do
Oscar, para variar o longa teve seu elenco principal todo indicado; ator
(Bradley Cooper) e atriz (Jennifer Lawrence), ator coadjuvante (Robert De Niro)
atriz coadjuvante (Jacki Weaver), provando que David O. Russel entende de
atuação.
O Lado Bom da Vida nos apresenta a intrigante história de Pat Solitano (Bradley
Cooper, Esquadrão Classe A ), que acabou de receber alta de um hospital psiquiátrico, e agora vai voltar a
viver com seus pais, neste momento pouco sabemos sobre Pat, apenas da há entender que ele
teve um surto de raiva e agrediu alguém, e este surto resultou em
sua internação e também no suposto fim de seu casamento (agora ele segue a
filosofia Excelsior, uma espécie de positividade, ou autoajuda, que foi lhe
indicado em sua recuperação), mas aparentemente Pat também
não se deu conta disto, sua mãe o leva até para casa, ao chegar à velha residencia já
temos uma idéia do que esta por vir, o primeiro encontro com seu pai, o Sr.
Solitano vivido por Robert De Niro (Sem Limites) é hilário, logo ali percebemos que Pat perdeu o freio
(ou para alguns o senso), aquele filtro que temos, que nos impede de
diversos constrangimentos, nos impedindo de falar tudo que pensamos,
ele praticamente voltou a ser uma criança, responde e fala tudo na inocência, como logo ao chegar, ele já exclama; que já sabe que seu pai virou um
bookmaker, ao ser questionado como sabe disso, ele entrega sua mãe. É por estas
e outras, que seu personagem vai nos cativando, pela displicência e inocência de
Pat, nem nos lembramos que ele teve ou tem distúrbios bipolares de raiva e
violência, mas a grande virtude do filme é ter outra personagem cativante a não
menos problemática Tiffany, vivida por Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes, Linda),que é
apresentada a ele por ter amigos em comum em um jantar. Neste jantar onde podemos
desfrutar dos melhores diálogos do filme, a química entre os dois é
fantástica, principalmente pelo fato de não haver química alguma entre seus personagens,
pelo menos por parte de Pat, que ainda esta relutante para ter sua esposa de
volta, ele se esquiva dela de todas as maneiras de forma hilária, e falta de
senso de Pat que logo ao encontrá-la ele já faz uma
pergunta constrangedora, ao perguntar como seu marido morreu, de uma forma
nada discreta, mas muito divertida. Tiffany também tem seus problemas, logo após perder
seu marido ela surtou e fez o que bem entende da vida (coisas como transar com
todos no escritório em que trabalhava inclusive as mulheres), para seus
familiares e vizinhos ela enlouqueceu e virou uma vadia, e não apenas entrou numa depressão pós-trauma.
Tiffany vê em Pat sua válvula de escape alguém que não a julga, mas
diz a verdade o tempo todo, alguém que não tem interesse sexual nela
nem tira proveito de seu enorme apetite sexual, fato que faz querer ainda mais
se aproximar dele é justamente sua recusa por ela (algo que ela não entende, nem a gente), mas a partir
dai surge uma "amizade", aonde ambos vão se ajudar a se curarem. Pat
pede ajuda a Tiffany para que ela entregue uma carta para sua ex, já que ele
próprio não pode, devido a uma ordem judicial de restrição, e Tiffany lhe
pede algo inusitado em troca, mas muito importante para sua reabilitação.
Pat
ainda não se deu conta que seu casamento não existe mais, mais ainda
do que sua esposa lhe fez, só para termos ideia de sua ingenuidade, as pessoas
ao seu redor também não lhe ajudam muito, todos têm seus problemas, mas os
ignoramos, mas Pat os vê e não se contenta em não comentar ou orientar, como no caso
de seu amigo que tem uma família "perfeita", bom emprego, uma linda casa, uma filha recém-nascida e uma bela esposa, mas o que ele vê e um
homem sem tempo, endividado (hipoteca), pressionado em casa e no serviço e uma mulher
megera, já seu pai que seria o exemplo a ser seguido como patriarca, não passa de um
jogador compulsivo, cheio de tiques e superstições quando se trata de jogos,
já sua mãe fica perdida em meio a este caos, sem comando. O Lado Bom da Vida, nos mostra que mesmo sendo um lado meio insano o lado da vida visto por Pat é o
mais verdadeiro e lógico, mesmo que para os olhos de todos seja o lado errado da
vida.
Avaliação:
Critica: 9
Públuico: 8
Filmes Inc.:8,5







