Filmes Inc.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O Lado Bom da Vida (Silver Linings)


By Rg.
O Lado Bom da Vida é aquele filme que lhe agrada logo nos primeiros minutos, na primeira cena ou primeiro dialogo, você logo se da conta que foi ao cinema ver um filme divertido, gostoso de assistir, aquele filme descompromissado que ti deixa com aquele sorriso no rosto durante todo o filme, resumindo um filme agradável, que cai bem qualquer dia, um filme para se distrair e se divertir. O consagrado diretor David O. Russel adapta para os cinemas este romance baseado no livro homônimo (no brasil), O. Russel parece ter uma habilidade especial de sempre extrair de seu elenco ótimas e surpreendentes atuações, como já o fez recentemente no ótimo O Vencedor, onde três atores de seu elenco foram indicados ao Oscar, e de quebra Christian Bale saiu premiado, aqui ele já repete a dose e além do filme figurar na principais categorias do Oscar, para variar o longa teve seu elenco principal todo indicado; ator (Bradley Cooper) e atriz (Jennifer Lawrence), ator coadjuvante (Robert De Niro) atriz coadjuvante (Jacki Weaver), provando que David O. Russel entende de atuação.
O Lado Bom da Vida nos apresenta a intrigante história de Pat Solitano (Bradley Cooper, Esquadrão Classe A ), que acabou de receber alta de um hospital psiquiátrico, e agora vai voltar a viver com seus pais, neste momento pouco sabemos sobre Pat, apenas da há entender que ele teve um surto de raiva e agrediu alguém, e este surto resultou em sua internação e também no suposto fim de seu casamento (agora ele segue a filosofia Excelsior, uma espécie de positividade, ou autoajuda, que foi lhe indicado em sua recuperação), mas aparentemente Pat também não se deu conta disto, sua mãe o leva até para casa, ao chegar à velha residencia já temos uma idéia do que esta por vir, o primeiro encontro com seu pai, o Sr. Solitano vivido por Robert De Niro (Sem Limites) é hilário, logo ali percebemos que Pat perdeu o freio (ou para alguns o senso), aquele filtro que temos, que nos impede de diversos constrangimentos, nos impedindo de falar tudo que pensamos, ele praticamente voltou a ser uma criança, responde e fala tudo na inocência, como logo ao chegar, ele já exclama; que já sabe que seu pai virou um bookmaker, ao ser questionado como sabe disso, ele entrega sua mãe. É por estas e outras, que seu personagem vai nos cativando, pela displicência e inocência de Pat, nem nos lembramos que ele teve ou tem distúrbios bipolares de raiva e violência, mas a grande virtude do filme é ter outra personagem cativante a não menos problemática Tiffany, vivida por Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes, Linda),que é apresentada a ele por ter amigos em comum em um jantar. Neste jantar onde podemos desfrutar dos melhores diálogos do filme, a química entre os dois é fantástica, principalmente pelo fato de não haver química alguma entre seus personagens, pelo menos por parte de Pat, que ainda esta relutante para ter sua esposa de volta, ele se esquiva dela de todas as maneiras de forma hilária, e falta de senso de Pat que logo ao encontrá-la ele já faz uma pergunta constrangedora, ao perguntar como seu marido morreu, de uma forma nada discreta, mas muito divertida. Tiffany também tem seus problemas, logo após perder seu marido ela surtou e fez o que bem entende da vida (coisas como transar com todos no escritório em que trabalhava inclusive as mulheres), para seus familiares e vizinhos ela enlouqueceu e virou uma vadia, e não apenas entrou numa depressão pós-trauma. Tiffany vê em Pat sua válvula de escape alguém que não a julga, mas diz a verdade o tempo todo, alguém que não tem interesse sexual nela nem tira proveito de seu enorme apetite sexual, fato que faz querer ainda mais se aproximar dele é justamente sua recusa por ela (algo que ela não entende, nem a gente), mas a partir dai surge uma "amizade", aonde ambos vão se ajudar a se curarem. Pat pede ajuda a Tiffany para que ela entregue uma carta para sua ex, já que ele próprio não pode, devido a uma ordem judicial de restrição, e Tiffany lhe pede algo inusitado em troca, mas muito importante para sua reabilitação.
Pat ainda não se deu conta que seu casamento não existe mais, mais ainda do que sua esposa lhe fez, só para termos ideia de sua ingenuidade, as pessoas ao seu redor também não lhe ajudam muito, todos têm seus problemas, mas os ignoramos, mas Pat os vê e não se contenta em não comentar ou orientar, como no caso de seu amigo que tem uma família "perfeita", bom emprego, uma linda casa, uma filha recém-nascida e uma bela esposa, mas o que ele vê e um homem sem tempo, endividado (hipoteca), pressionado em casa e no serviço e uma mulher megera, já seu pai que seria o exemplo a ser seguido como patriarca, não passa de um jogador compulsivo, cheio de tiques e superstições quando se trata de jogos, já sua mãe fica perdida em meio a este caos, sem comando. O Lado Bom da Vida, nos mostra que mesmo sendo um lado meio insano o lado da vida visto por Pat é o mais verdadeiro e lógico, mesmo que para os olhos de todos seja o lado errado da vida.
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Avaliação:

Critica: 9

Públuico: 8
Filmes Inc.:8,5

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Caça aos Gangsteres (Gangster Squad)


By Rg.

Como já citei em algumas criticas ou textos anteriores (Os Inflatores e Inimigos Públicos), os filmes de máfia e gangsteres além de renderem bons exemplares, também é o gênero mais glamuroso do cinema, devido a todo o mito que se tem sobre os chefões da máfia, seu estilo de vida e época que viveram, seus impérios construídos com tráfico, seja ele de bebida ou drogas, também muita corrupção e mortes, com punho firme estes Gângsteres barbarizaram o mundo no meio do século, e ainda saiam pelas ruas como se fossem celebridades ou empresários bem sucedidos, que adoram holofotes, alguns ainda exerciam a filantropia, para serem acima de qualquer suspeita.
O que mais impressiona em Caça aos Gângsteres, é que ele é feito sob medida, tem tudo que gostávamos de ver em filmes do gênero (mas em alta dosagem), geralmente temos grandes tiroteios entre a policia e  os mafiosos, ou entre os próprios criminosos com suas metralhadores com pentes tubulares, brigando por territórios sempre trajando bons ternos, sobretudos e chapéus, não pode faltar também as grandes perseguições de carros envolvendo veículos clássicos, com extrema violência, já mostrada em vários filmes do gênero. Por que Caça aos Gângsteres se destaca, geralmente apenas cada filme do gênero, contem uma grande cena de tiroteio ou perseguição, sempre nos deixando com água na boca, Caça aos Gângsteres tem tudo isso em demasia, para saciar fãs do gênero, todos os clichês do gênero estão la (ainda bem), de forma bem dirigida. Isso poderia ser um tiro no pé do longa metragem, por que se outros clássicos do gênero tem poucas sequências de ação, por que sempre são acompanhados por uma ótima trama, um ótimo roteiro bem coeso. Caça aos Gângsteres se dedica a ação e homenagens ao gênero, e esquece um pouco do roteiro, se tornando apenas um filme de ação acima da media, mas longe de marcar época se tornar um clássico, esta mais para um bom filme de ação ambientado na época dos chefões.
O longa nos conta a história de Sgt O'Mara (Josh Brolin de MIB 3) um policial linha dura nos anos 50 (1959 para ser mais exato), que não respeita regras e faz de tudo para prender os malfeitores, logo em sua primeira aparição no longa ele resgata uma garota em um prédio recheado de bandidos, inclusive resultando numa cena de ação excelente dentro de uma elevador.
Devido a sua eficiência ele é convidado a participar pelo chefe de policia Parker (Nick Nolte) de uma força tarefa, que vai agir na surdina para derrubar o império de Mickey (Sena Penn, caricato ao extremo parece saído das histórias de Dick Tracy) um Judeu ex-pugilista que se tornou um mafioso e migrou de Chicago, para impor o crime o organizado na cidade dos sonhos (los Angeles), O' Mara tem liberdade de escolher seus homens a dedo, uma escolha difícil devido à alta corrupção na policia de L. A por que muitos homens da lei recebiam propina de Mickey, um processo seletivo eficaz, ele reúne uma boa equipe com os melhores em diversas áreas, entre eles o amigo relutante em fazer parte do grupo o Sgt, Jerry vivido por Ryan Goslung (Drive), que esta envolvido com a amante de Mickey vivida por Emma Stone (O Espetacular Homem-Aranha).
Ruben Fleischer diretor de Zumbilandia manda bem na ação, mostrando que em nenhum momento quis fazer clássico do gênero e sim uma bela homenagem recheada de ação do início ao fim. Com um ótimo elenco que poderia render um ótimo filme, se fosse melhor explorado, mas nada que tire o brilho do filme e seu glamour.
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Avaliação:
Critica:7
Filmes Inc.8
Publico:9

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O Ultimo Desafio (The Last Stand)


By Rg.

Nunca um título na filmografia do astro Arnold Schwarzenegguer foi tão propicio pelo momento que vive o ator e sua carreira em busca da sua auto reafirmação, após 10 anos fora das telas, mas seu hiato não se deu a queda de popularidade como aconteceu com seus parceiros brucutus 80 e 90 , quando a situação estava feio para o Rat Pack da ação o Terminator se mandou para a politica, e deixou a batata assando para os amigos, que passaram pelos turbulentos fim dos anos 90 e início dos anos 2000, mas poucos sobreviveram e voltaram. Bruce Willis vira e volta quando sua carreira esta em risco volta a ser; Duro de Matar, Stallone se reinventou em meados dos anos 2000, com a volta de Rocky Balboa e Rambo, e de quebra trouxe alguns amigos de volta com Os Mercenários.
Schwarza não precisou revisitar nenhuma franquia sua, apenas se ausentou para seguir carreira politica (Arnold ficou no governo da California de 2003 a 2011). Mas fica a pergunta, após anos no hiato cinematográfico, o Brucutu dos Brucutus, segura um filme de ação sozinho, afinal os tempos são outros, outro público, o gigante austríaco sempre foi para à maioria o maior astro de ação, para a geração 80/90, mas e para a nova geração a geração Y, será que o conhecem, se conhecem vão ate os cinemas o prestigiar em um filme solo? Ou se não forem só seu público fiél e adulto é suficiente para o seu retorno e sucesso de seu filme? Entre tantas incertezas envolvendo o retorno do Governator aos cinemas, por isso mais uma vez eu afirmo o titulo The Last Stand nunca foi tão propicio.
Em O Último Desafio, Arnold vive o xerife de uma pacata cidade Estados Unidos bem próximo à fronteira com o México, para termos uma ideia de tranquilidade do local existe apenas um ocupante de sua cela, um morador que desobedeceu a lei numa bebedeira nada de mais, mas esta tranquilidade esta prestes a acabar, pois justamente pôr estar no caminho entre USA e México, ela vais servir de rota de fuga para um traficante chefe de quartel, que acabou de fugir de todo o FBI em Las Vegas (numa sequência inicial com muita ação bem bolada e divertida no melhor estilo anos 80), há alguns dias atrás. O tal meliante este de pose de uma  mega maquina (um Corvete modificado com alguns cavalos a mais que seria exposto em um evento e foi roubado, para esta fuga) ele esta com o carro mais rápido do mundo, algo que facilita muito sua fuga, pois ele e mais rápido que um helicóptero e para auxilia-lo seus comparsas ainda vai abrindo caminho pelas cidades que ele vai atravessar, mas para seu azar, seu ultimo "desafio", a pacata cidade do xerife, Ray Owens (Arnold) que tem em sua equipe, apenas ele e mais quatro guardas, inexperientes.
Mas para o azar do chefe do narcotráfico, o veterano e pacato xerife e um ex-agente do FBI que mesmo com uma ficha impecável, decidiu se exilar na tranquila cidade, após um incidente onde ele perdeu diversos homens.
Mesmo com sua experiência Ray, sozinho não seria pareô suficiente para impedir a passagem do vilão a caminho de sua liberdade no México, então ele pede ajuda de sua equipe, e também ao lunático Lewis vivido por ninguém menos que Johnny Knoxville o líder e idealizador de Jackass, que vive praticamente ele próprio, insano só que com um arsenal de armas clássicas de seu mini museu e coleção pessoal, além do único presidiário o ex jovem promissor da cidade Frank Martinez (Rodrigo Santoro) que também se oferece para dar uma mão a equipe, que tem o divertidíssimo Mike (Luiz Gusman), que rouba a cena sempre que aparece.
Outro fator positivo do filme é não se levar a sério, tem bons alívios cômicos, e também nos "convence”, pois seu protagonista condiz com sua idade (na vida real Arnold tem 65 no filme um pouco menos), mas vive reclamando da idade e até óculos para litura ele usa, e acima de tudo não resolve as coisas no braço e sim no tiro muito mais propicio para sua idade.
O Último Desafio é isso filmão, pipocão para não ser levado a sério, ele é puro cinema anos 80 com vilões caricatos, frases de efeito e referencias a uma geração que criou um estilo de heróis, que só saberemos se ainda pulsa e tem gás para uma nova geração se nosso Terminator superar este Último Desafio e colher bons frutos nas bilheterias.
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Critica:7,5
FilmesInc.:7,5
Público:8

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Lincoln

By Rg.
Lincoln novo filme de Steven Spielberg, que conta a história do 16º presidente americano, logo em seus primeiros minutos já percebemos que Abraham Lincoln era um homem diferenciado, em plena guerra da secessão ele visita o campo de batalha como uma pessoa comum e conversa com seus soldados, em uma destas conversas ele houve algumas queixas de uns soldados negros, que querem igualdade salarial com relação aos brancos e dizem que almejam poder ter cargos militares mais importantes futuramente, Lincoln os ouve e os pergunta o que vão fazer quando a guerra acabar, por ai já percebemos que o presidente americano que mal conseguiu acabar com a abolição da escravidão, e vive a tensão de que o congresso aprove a 13º emenda que libertara todos os escravos, já esta preocupado com o que vira depois. Spielberg nos conta a fantástica história do fim de seu primeiro mandato ao e incio de seu segundo, do homem que contribuiu para mudar o rumo da História na América e no mundo. O filme é um épico de primeira no melhor estilo de seus outros épicos históricos (A Cor Purpura, Império do sol, A lista de Shindler, O Resgate do Soldado Ryan e Cavalo de Guerra). Daniel Day Lewis interpreta um Lincoln que carrega o peso de toda uma nação em guerra civil, ele já começa o filme com o semblante cansado que vai se aprofundando no decorrer do longa, á medida que a situação vai afunilando, pois se o congresso não aprovar a 13 emenda toda a guerra terá sido em vão, a 13º emenda proclama a libertação dos escravos e direitos para os negros, mesmo com o norte prestes a ganhar a guerra após três anos de luta e 600 mil mortos, sem a emenda tudo sera em vão. Para aqueles que não sabem em 1865, em seu mandato o presidente Lincoln aboliu a escravidão, tendo apoio de uma grande parte do pais (norte), mas o restante foi contra, alegando que sem mão de obra escrava a economia americana iria sucumbir e acima de tudo eles eram contra os direitos para os negros, causando uma guerra civil, uma nação dividida. Enquanto Lincoln representava a maior parte os Estados Unidos da América, os rebeldes do sul formavam Estados Confederados da América, compostos por Texas, Arkansas, Tenesse, Virgínia, Lousiana, Georgia, Florida, Carolina do norte/sul, Virgínia, Alabama e Mississípi.
Lincoln mostrado no longa enfrentou tudo isso sozinho, não era de se queixar de suas responsabilidades e problemas, ele sempre estava esbanjando bom humor e contando histórias, e guardando o peso de um pais em guerra sobre seus ombros, em determinado momento do filme um general vira para o presidente e diz que ele envelheceu uns 10 anos durante esta guerra, e isso é nítido na atuação de Daniel Day Lewis, com ajuda de uma ótima maquiagem, além dos conflitos de seu pais e vida pessoal de Lincoln era conturbada, um de seus filhos tinha falecido recentemente, sua esposa quase enlouqueceu, e nunca se recuperou totalmente da morte do primogênito e ainda o culpou, e seu filho mais velho pretende se alistar. Some tudo isso ao maior conflito interno da história do pais, mas em nenhum momento Lincoln se abateu se entregou ou deixou sua vida pessoal o tirar o foco de sua empreitada, pelo contrário ele se dedicou mais a seu pais do que sua família.
No longa além de mostrar os bastidores contra a escravidão e guerra da secessão,  ele nos mostra principalmente os acontecimentos que antecipam a aprovação ou não da 13º emenda, proposta pelo presidente, onde ele usou de todos os argumentos, para que seu projeto de lei fosse vigorado, por Lincoln nunca foi uma unanimidade no congresso, conseguir superioridade parlamentar era algo impossível.
neste arco político do filme conhecemos o restante do forte elenco, formado por James Spader (W N Bilbo), Sally Field (Mary Todd Lincoln), David Strathairn (William Henry Seward), Joseph Gordon Lewitt (Robert Lincoln) e Tommy Lee Jones, que interpreta o Thaddeus Stevens um membro do partido republicano e um dos mais fervorosos na briga pela abolição e ainda mais radical, Stevens quer igualdade imediata para os negros, a cada cena que Tommy Lee discursa ou dialoga com alguém e de tirar o folego, em certo ponto do filme em uma declaração no congresso ele chega a levar o público as lagrimas.
Steven Spielberg nos entrega o épico dos épicos nos ensinando história, ao nos contar como um homem fez a diferença na história mundial, e que seu legado ecoa até hoje, afinal hoje o 44º presidente americano é negro graças ao 16º presidente.
Spielberg nos ensina a história, da melhor forma, fazendo história, se provando ser o maior diretor de todos os tempos a cada filme indo da fantasia a realidade, mas sempre de forma perfeita.
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Avaliação:
Critica:9
Público:9
FilmesInc.:9,5

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Django Livre

By Rg. 


Django Livre chega aos cinemas, para comprovar algo que muitos de nos  sabíamos, que o diretor, Quentin Tarantino já havia atingido seu auge muito antes deste seu sétimo filme, mas a grande dúvida era se ele iria se manter no topo. 

Quando Bastardos Inglórios estreou em 2009,  para muitos foi seu apogeu, sua grande obra prima. Mas muito antes de nos mostrar Aldo Reine e seu bando de Judeus bastardos escalpando nazistas, ele nos brindou com; Cães de Aluguel  (92) e Pulp Ficiton (94), era muita perfeição e inovação para quem estava apenas em seus dois primeiros filmes, logo depois ele fez o apenas muito bom Jackie Brown (97) e compensou todos, com o fantástico e violento Kill Bill (2002), portanto sempre que tiver algum filme de Tarantino para estrear, a ultima coisa fazer e questionar se ele vai nos trazer um bom filme, mas sim, o que mais ele vai homenagear no cinema, se ele vai conseguir se equiparar-se, por que a cada filme ele tem que se superar (e superar a si mesmo, quando se é Quentin Tarantino "o Midas" é quase impossível).
Django poderia muito bem ser mais um filme de Western, homenageando o gênero e um personagem que marcaram época juntos nos anos 70. Mas nas mãos do "midas", qualquer referencia há outros filmes ou homenagem se torna algo surreal e ganha novos requintes, foi assim em Kill Bill quando ele homenageou os filmes de artes marciais, com direito a noiva (Uma Thurman), usar praticamente o mesmo uniforme que Bruce Lee usou em O Jogo da Morte, ainda neste filme ele homenageou, os animes japoneses. Em seu filme seguinte Prova de Morte (2007), ele prestou uma homenagem ao lado do amigo Robert Rodrigues (Machete), aos filme B´s e trash, que consolidaram o gênero de horror/terror em décadas passadas, já em seu último filme em 2009, talvez seu auge (comercialmente), pois pela primeira vez ele agradou há todos os públicos e se tornou um sucesso de bilheteria, e de quebra ele nos brindou com uma fantástica homenagem, há um dos maiores fatos históricos, a 2ª Guerra Mundial, com o excelente, Bastardos Inglórios onde ele esbanja homenagens para todos os lados, desde os clássicos do Western, em sua narrativa e trilha, entre outros. Agora ele volta com outro fato histórico o Cowboy Americano, onde paralelamente ele questiona um fardo história americana, ao mostrar a escravidão que tomou conta do Estados Unidos (principalmente do sul), tamanha é a referencia ou homenagem, que o nome do filme e do protagonista, Django (Jaime Foxx de Quero Matar o Meu Chefe), é o nome do Cowboy dos filmes de western/faroeste italianos (o famoso Western Spaghetti), da década de 60/70, mas como de praxe na carreira do diretor, seu Django é negro e também um escravo. Tarantino abusa (com maestria ) de todo seu arsenal, desde truques de câmera e etc, para fundir dois fatos históricos, paralelamente. 
O longa nos conta a história do escravo Django em 1858 (alguns anos antes do presidente Lincoln abolir a escravatura), que encontra em seu caminho o "dentista" Dr. King Shultz (Christoph Waltz o Hans Landa de Bastardos Inglórios), que pretende compra-lo, se ele o ajudar há reconhecer seu ex-senhorio, nos rendendo uma sequencia inicial excelente e hilária ao mesmo tempo, logo ali o filme já tem sua primeira reviravolta, o suposto dentista é um caçador de recompensas e realmente precisa de Django para o reconhecimento, pois seu próximo alvo é justamente o seu ex-proprietário.

Em troca de sua ajuda ele promete ao escravo, sua liberdade, algo que Django como qualquer outro escravo almeja, pois acima de tudo ele busca vingança, pelo que lhe fizeram, com ele e sua esposa, quando tentaram fugir para ficar juntos. Django pretende encontrá-la e vinga-la (não necessariamente nesta ordem), após serem bem sucedidos nesta primeira empreitada, Schultz propõe uma extensão de seu acordo à Django, lhe oferecendo um emprego temporário para o até então ex-escravo, afinal é uma ótima proposta, pois ele recebe uma generosa recompensa para entregar os foragidos da justiça "vivos ou mortos", mas sempre à segunda opção que prevalece, Django acha estranho o ofício de seu novo amigo, mas acha muito boa a ideia de receber para matar brancos, assim ele conseguira dinheiro suficiente para comprar a liberdade de sua esposa. O filme se divide em três arcos praticamente, na primeira parte do filme, mostra Django e Shultz atravessando o solo americano, caçando foragidos e bandos, em busca de recompensas. Em seu segundo arco eles partem em busca de sua amada esposa (Broomhilda), sempre colhendo informações em diversas fazendas por onde passam, não demora até que eles descubram pistas sobre seu paradeiro, pois Broomhilda é uma escrava diferencia, fala alemão quase fluente, desde pequena ela foi criada numa fazenda de alemães, e sua senhoria lhe ensinou o idioma para ter com quem conversar. Neste arco (ou ato), entra outro personagem importante do filme Calvin Candy (Leonardo Dicaprio de  A Origem), que é um dos maiores senhorios (mercadores), da escravidão, com sua imensa fazenda apelidada de Candyland, onde há desde lutas entre escravos valendo dinheiro, há um forno onde eles são jogados por dias para servir de lição caso tentem fugir ou o desobedeçam, em seguida somos apresentados há outro ótimo personagem Stephen, interpretado por Samuel L. Jackson, que rouba a cena logo em seu primeiro dialogo.

A química entre Waltz e Foxx é perfeita, como a de Jackson e Di Caprio, duplas que dividem a tela na maior parte das cenas e também os melhores diálogos. O plano de Schultz e Django, e convencer Candy que eles têm interesse sim em seus escravos lutadores, não em sua amada, para não levantar suspeitas ele pretendem comprar algum lutador, e levá-la consigo na negociação, mas como todo bom roteiro de Quentin Tarantino, esta história ainda vai render uma ótima reviravolta.

Django Livre convence surpreende, e supera as expectativas, de que a cada filme Tarantino tem que se provar e ele ainda tem folego e ideias para isso.
Vale citar que o ótimo elenco sofreu alterações, como do personagem do título que primeiramente seria vivido por Will Smith, e também tivemos outras baixas por conflitos de agenda como, Kevin Costner e Sacha Bohen Cohen e Kurt Russel este deixou a produção sem motivos aparentes.
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Avaluiação:
Critica:9
Público:8,5
Filmes Inc.:9,5