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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Invocação do mal 2

the-conjuring-2-posterBy Rg.
A continuação de A Invocação do Mal tem a enorme responsabilidade de manter o excelente nível do filme anterior, e também quebrar uma sina, que é muito raro neste gênero (terror), uma sequencia superar, ou manter pelo menos o nível de seu antecessor, agora será ele conseguiu fazer isso? O longa se passa nos 70 (mais precisamente em 1976), alguns anos depois dos acontecimentos com a família Peron os Warren continuam sua vida de palestras e investigações, sobre o sobrenatural, inclusive o início do filme é sobre um de seus casos mais famosos, o caso de Amitiville (que rendeu um livro e uma franquia de filmes). Durante uma sessão na casa dos crime Lorraine tem uma visão e revive os acontecimentos culminaram na morte da família, que vivia naquela assustadora casa. Logo em seguida somos apresentados à família Hodgson que vive no subúrbio da Inglaterra, onde estranhos fenômenos começam a acontecer em sua residência. O caso Hodgson repercute na mídia que faz do local um verdadeiro circo, com toda a repercussão a igreja pretende intervir, mas antes pede para que o casal Warren investigue primeiro, se realmente é um caso envolvendo o sobrenatural. Lorraine reluta e diz para o marido não aceitar, devido algumas visões recentes que ela (não eram nada boas), mas Ed acha que a pobre família precisa de ajuda e eles são os únicos que pode ajudá-los.
Nesta pequena introdução o filme já nos mostra ao que veio, tanto na sequência dos Warren, como da família Hodgson, temos duas sequências muito bem dirigidas e assustadoras, mérito do ótimo diretor; James Wan, que retorna ao gênero que o consagrou com; Jogos Mortais, Gritos Mortais, Sobrenatural (1 e 2), A Invocação do Mal, depois de sair da sua zona de conforto e mostrar competência no cinemão de ação com Velozes e Furiosos 7, ele retorna na continuação de seu filme da maior sucesso, e mostra que além de tudo que já sobre no gênero, aprendeu novos truques com cinema blockbuster, sua câmera ágil e eficaz, sempre sobre os ombros dos protagonistas e até em plenos sequências, onde ele muda de personagem de forma dinâmica sempre que ele adentra em algum cômodo, faz com que o telespectador faça um tour pela casa como se fosse um morador, nas sequências de terror e suspense, ele novamente nos intimida com o que não está lá, nos fazendo crer que tem algo ali (por mais que não estamos vendo), assim como ele fez no primeiro filme, com cena em que a garotinha olha para trás da porta estática, dizendo que tem algo (ou alguém) ali, e todos nós acreditamos realmente nisso, agora ele faz algo similar, quando a jovem Janet, olha para uma total escuridão (um breu total) , dizendo que esta vendo algo, e novamente ficamos olhando estáticos e acreditando (e se assustando). São inúmeras cenas que o diretor usa do famoso artifício tão batido no cinema; o jumpscare, mas com uma maestria, trazendo o susto, mas nunca de onde você espera, ele ti distrai para um lado, e lhe assusta do outro, lhe fazendo saltar da poltrona.
A ambientação também causa arrepios por si só, a casa velha tem móveis que assustam por si só, como a famosa poltrona, que fica no canto da sala (inclusive um porão fora da casa sinistro), todas as aparições do filme são assustadoras, como a freira mostrada no trailer. Se tem algo que funciona em todos do diretor, é exatamente isso, seus "monstros "não nos decepcionam ao serem mostrados, desde o ótimo Sobrenatural, ele faz isso como ninguém (quem não se lembra da velha ou da criatura vermelha, que aparece atrás do protagonista), diversos filmes peçam exatamente nisso, Mama, por exemplo, faz um suspense até competente, que vai por água abaixo quando seu diretor mostra sua criatura.
Outro acerto deste filme é o elenco os protagonistas (Patrick Wilson e Vera Farmiga) estão novamente muito bem, e até mais confortáveis, e do lado da família Hodgson a jovem Janet vivida por Madson Wolfe (que é o principal alvo das entidades) tem uma performance digna de Oscar, a jovem muda de expressão como ninguém, sua feição vai mudando no decorrer do longa, chega a ser nítida sua fraqueza, a sequência em que ela conta para Lorraine que está cansada, e que só quer dormir e já não consegue mais, é impressionante sua atuação.
A trilha sonora novamente e ótima, com barulhos que nos fazem estar dentro do ambiente é uma mistura de gritos e sons distorcidos que impressionam, e a trilha musical também esta ótima, nos ajudando a saber bem em que época filme se passa, logo em sua abertura, The Clash mostra bem que estamos em pleno regime Margaret Tatcher e depois ainda temos espaço para Elvis para americanizar o filme.
O filme beira a perfeição (mas não é impecável), se compararmos ao primeiro, ele tem um ritmo um pouco mais lento e poderia ser mais enxuto, se cortassem alguns minutos (uns 15), não teríamos uma pequena barriga em seu segundo alto, mas nada que prejudique o longa, pois ele só perde alguns pontos se compararmos ao excelente primeiro filme, agora se compararmos aos longas do gênero que tem por aí, ele está acima de quase todos, e já situa entre os melhores dos últimos anos. Que venha mais um A Invocação do Mal, mas que seja dirigido pelo responsável pelos melhores filmes do gênero dos últimos anos James Wan.
@RG_FilmesInc                  
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Filmes Inc.:9
Critica:9
Publico:10
 

Warcraft

warcraft-movie-2016-posterby Rg.
Warcraft chega aos cinemas sobe muita pressão, primeiro; por se tratar de adaptação milionária de uma das franquias mais famosas e duradouras de games, jogos de tabuleiros e livros de RPG, a saga Word Warcraft, segundo; tem a enorme de pressão de dar certo, pois no universo das adaptações de games para o cinema, são raros os casos que dão certo financeiramente e agradam seus fãs a série (exemplo; Resident Evil que conseguiu só o êxito financeiro, os fãs da saga não gostam da falta total de fidelidade da saga). O mercado milionário como o de games, não emplacar no universo da sétima arte, e vergonhoso e vale lembrar, que os campeões de bilheteiras de hoje, as adaptações de quadrinhos, também penaram para emplacar nas telonas. Só para termos uma ideia da conta negativa, temos; Max Payne, Príncipe da Pérsia, Hitman (2x), Doom, Super Mario Bros, Street Figther (2x) e etc, isso só contando as grandes produções, no lado positivo, temos; Terror Em Sillent Hill que além de respeitar a ambientação e ingredientes do jogo é um filme de terror muito bom, e também Mortal Kombat de 1995e só. World Warcraft tem mais de 20 anos de história para reverter isso. Para essa árdua missão temos o diretor (nerd e entusiasta do jogo), Duncan Jones, que têm em seu currículo, os ótimos; Lunar e Conta O Tempo. Temos a seu favor a própria Blizzard (produtora do game) que entrou de cabeça no projeto e teve autonomia e produziu o filme. Podemos estar testemunhando algo similar ao que a Marvel fez quando fundou a Marvel Studios em 2007 e teve total autonomia sobre seus projetos, algo que alavancou as adaptações de quadrinhos para um novo patamar (em dezembro outra adaptação dos games Assassin's Creed também vai ser produzida pela própria Ubisoft). Fatores para dar certo e este filme tem, entre eles um orçamento gigantesco, para de realizar um épico de fantasia desta grandiosidade, desde O Senhor dos Anéis, não tínhamos algo em grande escala neste gênero aventura/fantasia.
Preocupação; um problema para o filme vai ser tentar agregar um público mais amplo, pois se depender só dos fãs do jogo e dos cinéfilos (aqueles que vão ver todas as estreias, independentemente de conhecer a mídia original), é muito pouco, para ele ter o seu retorno financeiro, pagar seu custo e ter sinal verde para sua sequência (ou sequencias). Desde o começo o estúdio (Legendary) nunca negou que este filme foi planejado como uma trilogia, o jeito era investir no marketing e rezar para os fãs de O Senhor dos Anéis, abracem o filme, e o público convencional também. Que Ambos se empolguem e vão ver este espetáculo visual. Warcraft conta o conflito entre humanos e Orcs, estes estão invado o mundo dos humanos devido seu ter sido devastado e através de um portal aberto por seu líder o feiticeiro Khadgar. O tal portal os leva ao reino de Arezoth, onde eles chegam saqueando e destruindo tudo, abrindo caminho para o resto de sua horda. Os habitantes de Arezoth são pegos de surpresa, não conhecem o inimigo e nem ao menos sabiam de sua existência, em seu mundo existem anões e elfos, magos e etc, mas Orcs não fazem parte deste universo. Para combater um inimigo tão poderoso eles recorrem ao seu guardião o Mago Medivh (Ben Foster), que vai precisar usar toda a magia necessária para expulsar os intrusos, além de mais fortes os Orcs também tem forte magia do seu lado, seu feiticeiro Kadghar usa um feitiço que além de liquidar os inimigos, destruí tudo que toca inclusive o solo, e a cada avanço de seu e exercito, ele está destruindo este novo mundo sem perceber. Durotan é o único que percebe que de nada vai valer, ter um novo lar, se não restar nada dele, líder de seu clã ele percebe que o Kadghar se importa com o poder, e não que os Orcs tenham um novo lar. Para proteger sua família e grupo, ele decide propor uma aliança com os humanos para derrotar o inimigo em comum. A trama é essa, simples e recheado de muitos efeitos visuais de primeira, que fazem valer cada centavo do orçamento ($160 milhões), um dos problemas do filme é tentar contar uma história longa, em apenas duas horas, a trama até flui, mas não há desenvolvimento de personagens, com exceção de Durotan todos os outros protagonistas são apresentados de forma muito rasa, e não a tempo de simpatizar com eles (e muito menos se importar durante as batalhas), outro erro é o elenco, este tipo de superprodução evita elencos caros (para balancear o custos), assim como em o Hobbit e O Senhor dos Anéis. Só que nas trilogias citadas, o elenco, mesmo desconhecido, era carismático, aqui os protagonistas humanos todos são insossos, e com atuações medianas começar pelo protagonista, Travis Fimmel que vive Anduin Lothar (líder das tropas reais), até Dominic Cooper que vive o rei Llane Wrynn, está longe do carisma de seus outros papéis, um dos poucos que se esforçaram e Ben Foster (Medivh), mas está num papel ruim e que não condiz com sua idade. Warcraft além de um espetáculo visual tem ótimas sequências de lutas, extremamente bem orquestradas e coreografadas, o visual dos Orcs são fantásticos e sua caracterização e transposição são perfeitas. O filme peca pela falta de ritmo, e o desenvolvimento de alguns personagens, se relevarmos isso, o universo recriado por Duncan Jones é uma transposição visual perfeita do game, e seu acertos chegam a sobressair os erros e nos distraem durante as duas horas. Já os fãs do jogo, espero que façam sua parte e vão vê-lo no cinemas, pois o filme tem defeitos, mas está longe de ser ruim, e pode muito bem melhorar com suas sequências. @RG_FilmesInc           @FilmesInc         #facebook                    Insta/@rg_filmesinc
Avaliação:
Critica:7,5
Filmes Inc.:7,5
Público:8
Fãs:8,5
   

X-Men Apocalipse

xmenposterBy Rg.
X-Men (2000) pode ser considerado um divisor de águas no universo cinematográfico das adaptações de quadrinhos, pavimentou e abriu portas para tudo que vemos hoje em dia nas telas, depois de Batman e Robin praticamente sepultar o gênero dois anos antes (1998), Com uma trilogia regular prejudicada por uma terceira parte ruim e conturbada, seguido do péssimo derivado; Wolverine Origens, que sepultou a franquia mutante de vez. Tudo foi corrigido em X-Men Primeira Classe, dirigido por Matthew Vaughn (Kick Ass), que seria o Reset da saga, e estava tudo indo muito bem, até que o "pai" de franquia, o diretor Bryan Singer (responsável por X-Men 1 e 2) voltou e pediu a guarda dos filhos, e de quebra resolveu fazer uma bagunça total com a nova linha cronológica da saga, ao juntar os dois elencos e fazer um "ótimo" filme; X-Men Dias de Futuro Esquecido, que se você ignorar todos os equívocos de cronologia, até vale a pena, mas para quem não consegue, é apenas um bom filme de ação, bem dirigido, mas sem roteiro e principalmente coerência. Para fechar esta "nova trilogia" temos X-Men: Apocalipse. Nada melhor para um arco, do que trazer o maior inimigo dos X-Men (ao lado de Magneto que é mais um anti-herói do que vilão, principalmente nos cinema). A ideia de Apocalipse se encaixa perfeitamente, além de ser o nome do maior inimigo seu nome também significa segundo diversas crenças o fim de tudo.
X-Men Apocalipse se passa dez anos depois de Dias de Um Futuro Esquecido (e 20 anos depois de X-Men Primeira Classe), agora os mutantes não são tidos mais como ameaças por parte da população, devido aos eventos em Washington, Mas toda esta "paz" está para acabar com o despertar de Apocalipse (Oscar Issac) conhecido como primeiro mutante, que governava a terra séculos atrás com seus poderes, e se encontrava adormecido, ao despertar ele pretende liderar novamente o mundo, mesmo que para isso tenha que começar do zero, já que ele e contra o rumo que a humanidade tomou. Para sua cruzada ele recruta seus quatro cavaleiros do Apocalipse, para deter qualquer um que não seja mutante ou que se oponha a ele. Entre os recrutados para seu braço direito estão; Tempestade (Alexandra Shipp), Anjo (Ben Hardy), Psylocke (Olivia Munn) e Magneto (Michael Fassbender), todos que já tinha, ou tem alguma vocação para o mal, seus poderes foram aumentados inúmeras vezes pelo seu novo “Deus" (vale ressaltar a sequencia inicial mostrando Apocalipse como divindade no Egito antigo é a melhor abertura da serie). O preconceito base da série esta presente novamente (mesmo que pouco), muitos mutantes ainda vivem no submundo, e até são escravizados e usados como atrações em circos e lutas, apresentados como aberrações. Raven (Mística) vaga por este submundo indo a diversos lugares, os procurando e os libertando, seus semelhantes diariamente. Mística se que se tornou um símbolo para sua raça, depois de salvar o presidente diante das câmeras do mudo todo, ela desapareceu não usando mais sua forma mutante azul (além de o Studio não querer gastar um cachê com a oscarizada Jennifer Lawrence e a escondê-la). Xavier sente uma nova presença e percebe que algo esta errado, e ao investigar se depara com seu ex-afeto amoroso a agente do FBI Moira, que ha algum tempo investigava uma "seita" que acreditava no "Deus "Apocalipse e que ele ia despertar em breve. Mística se junta ao grupo novamente ao descobrir sobre Eric (Magneto), que estava recluso há anos e já havia constituído uma família e novamente a raça humana o fez voltar a se rebelar, eles pretendem ajudar e impedir o amigo de cometer atos por vingança. As consequências seguintes fazem com que os X-Men tenham que juntarem novamente. X-Men Apocalipse mesmo sendo inferior aos dois citados, não chega a ser ruim, mas você tem que ter o bom senso de ignorar toda aquela discordância cronológica (citada aqui), que eles “supostamente" arrumaram no filme anterior, caso você consiga relevar tudo isso você vera um bom filme de ação. E ação o diretor, Bryan Singer sabe fazer muito bem, é um universo que ele construiu e domina. Além da coerência, este filme tem outros problemas sérios, que esta franquia já vem sofrendo, como; tentar dar uma importância muito maior, e até uma liderança para Mística, que depois da ascensão da atriz que a interpreta desde 2011, e de la para cá, fez com que a saga virasse refém da atriz, que além de ser tornar protagonista da saga milionária; Jogos Vorazes é figurinha carimbada no Oscar, este destaque da personagem nunca ocorreu nos quadrinhos, onde ela sempre foi vilã ou agente dupla. Ela se tornou protagonista da saga ao lado James McAfoy e Michael Fassbender, ficando nítido a cada filme ela passa mais tempo sem maquiagem. O filme também tem bons momentos e acertos, entre eles, a nova sequência envolvendo Mercúrio (Evan Peters) é muito boa (e também um pouco repetitiva, e até muito longa). Outro acerto são as novas caras ao elenco (todos ótimos), os jovens que fazem Tempestade, Jean Grey, Ciclope e Noturno, dão uma ótima esperança a franquia. Outra derrapada é o uso exagerado de CGI que prejudica o filme, fazendo tudo soar muito artificial, ainda mais quando você leva uma batalha para o Cairo, fica parecendo que você quer custear o filme, ao invés de destruir Nova Iorque, Los Angeles e etc, e mais fácil recriar o Cairo em estúdio e depois o destruir. X-Men: Apocalipse tem seus defeitos e alguns méritos, que se resumem como as novas caras e novamente a sequência do Mercúrio, é muito pouco, ainda mais para uma época em que os filmes de HQ vem com um padrão muito alto, e você ter um vilão com nome de Apocalipse que não passa a sensação de ser fim dos tempos em momento algum. Seu interprete; Oscar Isaac, não tem culpa, mas a caracterização do personagem e o roteiro não o ajudam, sua imponência não faz jus ao nome, e sua expressão (virando os olhos chega a ser hilário) ao usar seus poderes tem mais cara de meme, do que de super vilão. Enfim X-Men abriu as portas para este novo gênero em Hollywood, mas não é por isso que não precisa se inovar, e precisa muito ser repensada, uma saga de tamanha importância para o cinema, e preciso se reinventar com urgência. É muito, pouco seus filmes serem apenas lembrados por linhas cronológicas dignas de comedia (como ignorar totalmente a cena final de Dias de Um Futuro Esquecido, em que Mística estava como o general Striker, aqui ela é totalmente esquecida, fica difícil levar a franquia a sério assim), e só serem lembrados por filmes, que você cita uma ou duas cenas de ação (como a do Mercúrio), mas não menciona o filme inteiro é preocupante. @RG_FilmesInc          @FilmesInc                #Facebook                   Insta/@rgfilmesinc
Avaliação:
Critica: 7
Filmes Inc. 6
Público: 7,5

corrente do mal

Corrente-Do-Mal.jpg.300x441_q85_cropby Rg.
Já citei em alguns vídeos e textos que podemos encontrar clássicos, independente do gênero, mas o terror é um gênero injustiçado, e muitos acham que é impossível surgir um clássico deste gênero sombrio. E até quando nos deparamos com ótimos filmes do gênero, e os colocamos entre os melhores do ano, ou como um clássico moderno, somos questionados e criticados, tudo isso devido ao preconceito que alguns críticos e boa parte do público (que ainda torce o nariz para o terror), que acham que deste gênero só sai filmes como; Jogos Mortais e Atividade Paranormal, mas se esquecem de que entre os maiores clássicos de todos os tempos do cinema, vários deles são assustadores ou perturbadores e ocupam ótimas posições em todas as listas, clássicos como O Bebe de Rosemary, O Iluminado, O Exorcista, Psicose, A Mote do Demônio e Poltergeist. Sem falar no cinema moderno O Sexto Sentido, Os Outros, Arraste-me Para O Inferno, A Invocação do Mal e O Nevoeiro. Tudo bem que são poucos bons exemplares entre tantos ruins, mas é não motivo para desacreditar do terror, que fez parte da infância de muitos (quem nunca se reuniu com os amigos de colégio para ver um filme de terror, graças a eles muitos de nos já flertaram e se aproximaram de garotas).
Outro fator que sempre defendo para um filme de terror dar certo é ser simples bom e barato, sempre que um filme do gênero recebe um grande orçamento e status de blockbuster, algo da errado (são raras as exceções), afinal o que mais lhe assustou em sua infância, são as coisas simples, mais plausíveis de serem reais, isso que as tornam assustadoras, coisas como, portas batendo, casas velhas, névoa, passos rodeando em volta de camas, ou do lado de fora do quarto, sons estranhos e vultos e silhuetas nas sombra, e o melhor de tudo isso é que, tudo pode ser feito de forma, que podemos dizer, caseira, quase que sem custo algum, a partir do momento que você injeta efeitos caros e etc, perde a magia e também o clímax.
E não é por que é muito barato é ruim, pelo contrario, faz bem se é bem orquestrado, se torna assustador e perturbador. E perturbador é a palavra que se encaixa perfeitamente neste filme.
A Corrente Mal tem todos os bons ingredientes que citei acima, e foi produzido com dinheiro de pinga (segundo os padrões hollywoodianos), e investe numa trama simples e em recursos práticos, que assustam de forma eficaz, ao invés de efeitos e maquiagens artificiais, aqui é tudo quase real, além da trama a ambientação do longa também merece destaque, que foi todo rodado em Detroit (que por si só é literalmente uma cidade fantasma, de alguns anos pra cá. depois da uma crise que lhe afligiu e boa parte dela esta abandonada, galpões e casas desabrigadas é praxe por lá). O que em uma superprodução seria comum vermos seres flutuando, cheios de efeitos especiais, aqui o "vilão", são pessoas com expressões perturbadoras, com olheiras e rostos pálidos sem expressão, que caminham em sua direção. O som do filme, tanto os efeitos sonoros como sua trilha (pratica e aguda), é fundamental para trama, nos assustando já por antecipação, e quando o tal susto realmente chega, somo pegos de surpresa, pois ao contrario do clichê, aqui a trilha não muda e não nos entrega que algo vai acontecer "de repente", como na maioria dos filmes de horror, os sustos são bem espontâneos, e sempre estamos distraídos focados em algo quando ele chega, sempre de forma discreta. nada forçado.
A trama do filme é uma das mais simples e eficientes dos últimos anos, a jovem garota se apaixona pelo garoto com pinta de bad boy e mais velho, e após alguns encontros e amassos, eles transam, só que o seria uma historia de amor, se torna um pesadelo, o rapaz a abandona, mas antes disso lhe avisa a jovem garota que passou uma espécie de maldição, e que a partir da li, ela será perseguida pela morte, ou especies de entidade (ou que você preferir chamar), e se ela não passar (transar) para alguém, ou for pega, a maldição volta para o anterior, no caso ele. Resumindo além de você passar o tal encosto, você ainda tem que se preocupar se a pessoa que você passou (ferrou), vai conseguir repassar para outro alguém, e ainda se certificar que ela também não morra.
Quando eu citei que o filme é perturbador, é principalmente pelo fato que toda vez que você é perseguido pela maldição, ela vem em forma de pessoas que já foram pegas, ou alguém próximo a você (para facilitar sua aproximação), literalmente a morte chega devagar e em passos lentos, e de tão lentos se tornam assustadores e perturbadores, são pessoas sinistras, sem expressão e vida, caminhando lentamente em sua direção, e somente você e aqueles que já passaram por isso podem ver, resumindo a maldição não termina de vez para você, pois mesmo sendo passada adiante você ainda é testemunha de tudo aquilo, e sabe que tudo pode voltar para você a qualquer momento. As diferentes (e comuns) formas que a maldição (ou morte), vem até você, são assustadoras, podendo ser um senhor de idade, uma garota comum, ou um homem estranho muito alto e perturbador.
São todos estes quesitos simples e aterrorizantes, que transformam A Corrente do Mal numa grata e ótima surpresa, e o faz figurar entre os melhores do gênero nos últimos anos, você vai escutar algumas pessoas criticando, dizendo que o filme não explica o que é a maldição e da onde vem, mas a desinformação é um dos trunfos do filme, e lembre-se que sempre que o terror tenta explicar sua origem e o porquê daquilo às vezes em suas sequências estragam o que estava bom (vide Rec 2 e o Chamado 2). Então em time que esta ganhando não se mexe e aqui foi uma goleada das boas, por favor, não mexam neste ótimo filme.
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Avaliação:
Critica:8
Filmes Inc.:9,5
Publico:8

Vizinhos 2

vizinhos2By Rg.
Vizinhos comédia acima da média de 2014 estrelado por Zac Efron e Seth Rogen foi um sucesso de público e crítica, e como um dos critérios de Hollywood para qualquer filme ganhar uma sequência e no mínimo é seu sucesso financeiro, este filme passou no teste. Agora dois anos depois sua continuação chega aos cinemas, se era necessário? Saberemos na crítica abaixo. Vizinhos 2 se passa na mesma linha temporal nossa dois anos depois do primeiro longa, agora o simpático casal vivo por Seth Rogen (Mac) e Rosie Byrne (Kelly), estão para dar uma guinda em sua vida e vender sua antiga casa, para se mudaram para um bairro melhor, e tudo esta praticamente acertado, eles tem alguns dias de calção (observados pelos novos compradores com direito a visitas surpresas, para observar seu futuro imóvel), a situação se complica quando uma nova fraternidade aluga a velha casa ao lado que era da fraternidade de seu antigo algoz Teddy. Agora a venda esta em risco se os novos compradores descobrirem dos novos (novas) e barulhentos (a) inquilinos. Neste minutos iniciais o filme reapresenta os protagonistas que retornam do longa anterior (Teddy, Mac e Kelly), além destes dois núcleos, ambas as cenas são hilárias, Mac e Kelly estão numa transa constrangedora, e o que Teddy anda fazendo da vida, duas introduções divertidas que ditam um bom ritmo ao filme, agora justo o novo (a) personagem tem um arco inicial que deixa muito a desejar, a introdução da nova personagem; Shleby (Chloe Grace Moretz) é lenta e sem carisma, e até desnecessária, o diretor Nicolas Stoller, poderia apenas mostra-la se mudando com suas amigas de fraternidade e não dar um espaço tão grande para uma nova personagem, que mesmo dividindo o protagonismo é desnecessário, são alguns minutos desperdiçados, que não acrescentam nada (qualquer cinco minutos monótonos em uma comédia, prejudicam todo o filme). No anterior isso não ocorre, não queremos saber quem elas são, só que estão se divertindo e atrapalhando seus vizinhos. Passado os minutos iniciais o filme se encontra, e assim que rola o primeiro conflito (ou festa) a guerra tem início, desta vez eles vão enfrentar um bando de jovens garotas cansadas de um campos machista. As sequências de confronto são bacanas e engraçadas, mas algumas são repetitivas. ZachEfron está tão perdido quando seu personagem sem rumo e sem saber para onde ir, Teddy descobre que vai ter que se mudar, pois seu preceito de a apartamento vai se casar, e também percebe que todos seus amigos tomaram um rumo na vida, menos ele. Passado a boa reintrodução dele, percebemos que o rumo do filme seria o mesmo sem seu personagem, que fica meio aquém no enredo, que não conseguiu ter uma importância para mesmo sendo protagonista. Vizinhos 2 têm alguns bons momentos, e não é filme ruim, seu maior problema além de repetir praticamente a trama anterior, é o nível do seu primeiro filme, que está muito acima da média ele funciona melhor para quem não viu o anterior. Vizinhos 2 não é ruim, mas deve ser visto sem grandes expectativas, e no conforto do seu lar, você pode muito bem esperar para ver em home vídeo e investir o dinheiro deste ingresso em outra estreia, que lhe traga ao menos algo novo.
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Critica:6,5
Filmes Inc.:6,5
Público:7,5