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segunda-feira, 25 de março de 2013

Oz Magico e Poderoso (Oz the Great and Powerful)


By Rg.

Em tempos de 3D, imax, 4K, 4D e Blu-ray, sempre que grandes produções envolvendo efeitos especiais e visuais são anunciadas, aguardamos o que há de melhor em matéria de tecnologia visual de ponta, mas nem sempre elas nos dão o vislumbre ou aquele espetáculo visual que aguardamos.
De 2009 para cá desde que James Cameron sacudiu o universo do cinema com seu Avatar, foram muitos filmes bebendo da fonte tecnológica, mas poucos inovaram ou igualaram o épico, somente no ano passado Peter Jackson nos deu esperança ao nos entregar O Hobitt em 48 flp por segundo, de la para cá caímos num hiato novamente, mas ainda nos restava esperança, outro grande diretor tinha um ambicioso projeto recheado de efeitos e tecnologia para nos surpreender, Sam Raimi diretor da trilogia Homem Aranha, expert em lidar com efeitos especiais desde Evil Dead em 81, Oz Mágico e Poderoso era o tal projeto. Raimi que é o ótimo diretor iria nos levar a Oz pela primeira vez nos tempos de alta tecnologia (se até hoje o clássico de 39 até hoje nos impressiona), o que podemos esperar deste novo filme que não é um remake (refilmagem) ou reboot (nova versão), é sim um preludio, uma história anterior, antes de Doroty pousar com sua casa direto do Arkansas em Oz.
Oz Mágico e Poderoso, nos mostra a história do famoso "mágico" do Arkansas (Oscar Zoroastro Phadrig Isaac Norman, conhecido como Oz) em 1905, antes de sua chegada ao mundo mágico já conhecido por Oz, James Franco interpreta o charlatão circense, conquistador que acaba pego por um tornado e é jogado num mundo mágico, Milla Kunnis (Amizade Colorida e Cisne Negro) é Theodore, uma bruxa boa, que vê com a chegada do mágico do céu a possível profecia ser comprida, profecia esta que previa a chegada de um grande mágico chamado Oz, que vai salvar o reino de sua irmã, que se tornou uma bruxa má tomando o trono de seu pai, Rachel Weiz e  Michelle Williams, fazem as suas irmãs bruxas também.
Para aqueles que já viram o clássico O Mágico de Oz, sabem o desfecho deste enredo, mas é interessante ver como o reino Oz era antes de Doroty chegar num furacão com sua casa direto do Arkansas, outros seres fantásticos são apresentados, como Finley (Zach Braff) um macaco alado com roupa de recepcionista de hotel, que é salvo por Oz em sua chegada e tem uma divida de gratidão com o ele.
Após ser informado da suposta profecia, e principalmente de todo o ouro que ele herdara se conseguir livrar reino da bruxa má, ele decide aceitar a proposta, sua chegada desperta desperta ainda mais a fúria da  irmã de Theodora, que não pretende abdicar do trono do reino de Oz.
James Franco (127 Horas) se sai muito bem no papel de charlatão, desde a sua primeira cena no Arkansas, onde ele seduz uma auxiliar de palco (golpe), com o mesmo presente e história que conta para todas. 
O restante do elenco também merece destaque, principalmente as belas irmãs bruxas vividas por Milla Kunis, Rachael Weiz e Michelle Williams, a clássica estrada de tijolos dourados esta lá, e a diversidade de povos do reino também (mas sem os musicais).
Mas como nem tudo é perfeito no reino de Hollywood, o filme tem seus defeitos, tudo nele demora muito acontecer, os takes são longos demais, como no primeiro encontro entre Oz e Theodora, chega a ser insosso a própria duração do filme reflete isso (130 minutos), isso se torna uma constante durante o filme, que poderia ser mais dinâmico, o filme chega a lembrar muito outro longa da Disney; Alice noPais das Maravilhas, e também comete os mesmos erros, ao não ousar e ficar sempre no convencional, sem arriscar, a ter outro fracasso de bilheteria, como aconteceu recentemente com outro filme do estúdio John Carter, que ao contrário de Alice foi muito mal financeiramente, mas é um ótimo filme, parece que o estúdio prefere as cifras.
Oz Mágico e Poderoso é um vislumbre cinematográfico, mas não uma inovação, acima de tudo é uma aventura com a marca da Disney, que vai agradar velhos e novos fãs do reino mágico de Oz.
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Avaliação:
Critica:6,5
Filmes Inc.:7

Público:8

sábado, 23 de março de 2013

Como seria se fosse assim ?


Como seria se fosse assim?
Rg.
Você conhece de Cinema? Deve conhecer para estar  lendo este texto, mas você sabe como seriam os filmes que você já assistiu se eles fossem diferentes? Como assim diferentes? Nada de mais, apenas se eles fossem estrelados por quem eram para ser estrelados, ou dirigidos, por outras pessoas, às vezes ate por aquele ator ou diretor que você imagina ou outro que você nunca sonhou.
Vamos aqui citar alguns exemplos de papeis e filmes que seriam protagonizados por outros e dirigidos também e ate os motivos que levaram a troca daí cabe a você julgar se esta troca foi benéfica ou maléfica para os filmes em questão.

Como já e de praxe vamos por parte você já imaginou como seria, se o chicote de Indiana Jones fosse empunhado por Tom Selleck invés de Harrison Ford , era  e o favorito de Spielberg e George Lucas, mas o bigodudo que chegou ate a fazer o teste de cena ( aqui) e por razões contratuais com serie Magnum e por não poder raspar o bigode perdeu a chance de sua vida só para termos ideia muita gente que deve estar lendo agora, nem sabe quem e Tom Selleck , já o ex-carpinteiro e Harrison Ford ficou com a oportunidade
E o que falar de Michlle Pheiffer de sortuda à esnobe.
Esnobe ao recusar o papel de Clarice Starling em O Silencio do Inocentes que apenas rendeu o Oscar para Jodie Foster e sortuda por que ficou com o papel que era de Annette Bening para Mulher Gato em Batman o Retorno que até hoje esta entre as 50 personagens mais Sexys do cinema e depois esnobou Instinto Selvagem e Cassino que ambos e ficaram com Sharon Stone, também não quis fazer Lagoa Azul e Uma Linda Mulher, que ficou com Julia Roberts que já havia recusado o papel de protagonista em Instinto Selvagem e recentemente devido ao alto cahê perdeu a chance de ficar com Oscar de Melhor atriz ao ser substituída por Sandra Bullock em Um Sonho Possivel, que levou a estatueta para casa.
Uma pergunta que não calar, mesmo tendo uma carreira de sucesso será que teria sido diferente se elas aceitassem ou recusasse alguns destes papeis?
O ex James Bond Pierce Brosnan que só vestiu o Smoking de 007 em 1995, mas o papel lhe foi oferecido em 86, mas devido a um contrato com a NBC não pode interpretar o agente mais famoso do mundo, mas 10 anos depois conseguiu o papel e o reprisou por quatro vezes e considerado por muito o melhor Bond pós Sean Connery, Brosnan que  também foi cotado para ser Batman em 1989, será que sua carreira teria sido diferente?
Stuart Townsend é o maior exemplo de que sua carreira teria sido diferente em Hollywood ele simplesmente recusou o papel de Aragorn numa das maiores trilogias de todos os tempos, O Senhor dos Anéis, isso depois de quatro dias de filmagens, após dar um chilique no set e abandonar se achando muito novo para o papel, e também recusou o um papel no filme Thor recentemente, resumindo além de ter sido casado com Charlize Theron, o cara só fez burrada há e de quebra ela se esqueceu de citá-lo em seu discurso no Oscar em 2003, detalhe na mesma noite O Senhor dos Anéis ganhou nada menos que 11 Oscar, por isso hoje em dia invés de você lembrar-se de Stuart Townsend nos perguntamos Stuart quem?
E o ótimo filme Intrigas do Estado (2009) que era para ser interpretado por Brad Pitt e Edward Norton, mas apos Pitt largar o projeto por divergências como diretor seu amigo Norton também debandou e forma substituídos por Russel Crowe e Ben Affleck.
E o Sr Jolie ainda se deu o luxo de recusar um filme que se tornou uma franquia milionária ao esnobar o papel de Jason Bourne, em a Identidade Bourne.
E o que falar dos diretores que às vezes fazem uma bela dança das cadeiras como Brian Singer que largou X-Men e foi dirigir Superman Returns e foi substituído por Matthew Van que estava praticamente no set de filmagens de X-Men 3; O Confronto Final, e pulou fora na ultima hora e foi substituído por Brett Retner ,que era o diretor de Superman Returns inicialmente que depois chegou a estar nas mãos de McG (As Panteras) que também quase dirigiu X-Men O Confronto Final, e recentemente Matthew Vaugh foi convidado para dirigir Thor e largou o projeto após a pré produção.
Falando em Mutantes, Russel Crowe recusou ser Wolverine na saga X-Men nos Cinemas e foi substituído por Dougray Scoot (Dougray quem?) que fraturou as costelas durante Missão Impossível 2 e não pode viver o Mutante canadense, Hugh Jackman foi convidado e chegou para as filmagens com o filme já em andamento.
Edward Norton recusou o papel em O Resgate do Soldado Ryan e Hulk de 2003, mas por ironia do destino ele aceitou o papel para viver Bruce Banner em O Incrível Hulk de 2008 e ainda escreveu parte do roteiro, resultado o filme de 2003 foi um fiasco e o de 2008 ajudou a consolidar o universo Marvel nos cinemas.
E o mega sucesso Matrix que chegou a cotar para viver o escolhido Neo, nomes como, Johnny Depp (que na época não foi escolhido por não se rentável nas bilheterias) Tom Cruise e até Will Smith (este recusou) que acabou com Keanu Reeves.
E o Maluco no Pedaço que quase foi Neo, também quase foi o Sr.Smith em Sr.& Sra.Smith,
 já a bela Scarlet Johansson perdeu o Papel em Millennium por que era muito atraente.
E Kim Basinger que foi processada pelo estúdio por desistir de protagonizar o polemico Encaixotando Helena após já ter assinado o contrato.
Poucos sabem que o papel de Rose em Titanic foi oferecido a Gwyneth Paltrow, mas quem aceitou foi Kate Winslet, que substituiu Nicole Kidman em O Leitor.
E o eterno James Bond Sr.Sean Connery não curtiu o roteiro de Senhor dos Anéis e de Matrix também, para viver o feiticeiro Gandalf e Morpheus, que ficaram com o Magneto de X-Men, Ian McKellen e Lawrence Fishburne respectivamente, anos antes após Gene Hackman recusar o papel de Hannibal Lecter, Connery foi procurado e recusou quem saiu ganhando foi Antony Hopkins que levou o Oscar de quebra.
E o caso mais recente o jovem Josh Hutcherson (18 anos) de Viagem ao Centro da Terra já tinha sido praticamente escolhido para viver o novo Homem Aranha este ano teve que recusar o papel por razões contratuais e teve que fazer a seqüência do filme citado até o teste de cena ele fez.(confira)

Alguns mitos não comprovados John Travolta era a primeira opção para Forrest Gump deu empate, pois Tom Hanks fez e ganhou o Oscar e Travolta foi indicado no mesmo ano ao fazer Pulp Fiction o assassino Vincent Vega (não e mito e comprovado) era para ser vivido por Michael Madsen que já havia trabalhado com Tarantino em Cães de Aluguel e voltou a trabalhar em Kill Bill.

O policial Axel Foley passou  pelas mãos de Mickey Rourke e Stallone e acabou sendo interpretado por Eddie Murphy em Um Tira da Pesada.
Agora o caso de recusa mais absurdo do mundo, David Borenaz (Bones e Angel na TV) recusou o papel para viver Bruce Wayne em Batman Begins em 2005 e ninguém sabe o motivo apenas que foi benéfico para todos menos para ele, Cristian Bale assumiu (Ainda bem) e Borenaz continua com sua carreira medíocre na TV e Cilian Murphy que fez o Espantalho no filme fez o teste para Batman, mas acabou ficando para vilão e Bale que já havia herdado o papel de Psicopata Americano que era de DiCaprio agradece, que dizem as mas línguas, que Tarantino escreveu o papel do Coronel Hans Landa em Bastardos Inglórios para ele, mas devido à agenda cheia DiCaprio deu a vez para Christoph Waltz que levou o Oscar pelo papel.
E aposto que ao ler você parou e imaginou como seriam os filmes citados com os seguintes atores ou diretores que citei aqui, não é nenhuma novidade nos bastidores de Hollywood, mas serve para também observarmos como seria a carreira deles e os filmes, se eles tivessem feito os filmes que recusaram, alguns estariam melhor outros estariam pior, isso nunca saberemos!


Apenas vamos supor e nos divertir com as coincidências, pois nesta dança das cadeiras tem uma certa interligação entre vários filmes citados, repare e verá, que por mais que são carreiras e filmes distintos eles sempre se cruzam, se você ver formam uma grande arvore genealógica todos estão praticamente interligados de alguma forma.
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Duro De Matar 5 + Especial Franquia Duro de Matar


By Rg.

Duro de Matar é uma das franquias mais divertidas do cinema e também uma das mais importantes, principalmente pelo fato de ser um divisor de águas de um gênero e pelo fato de ter atravessado gerações.

Por que é um divisor de águas? Pelo fato de dar uma nova guinada no cinema de ação nos anos 80, os filmes de ação da década de 80 eram estrelados por brutamontes ou brucutus, como; Stallone, Schwarzenegger e Van Damme ou seu segundo escalão por peritos em artes marciais como; Steven Seagal, Wesley Snipes e Chuck Norris.

Eis que 1988; Duro de Matar chega aos cinemas, estrelado pelo semi desconhecido e franzino Bruce Willis, que em seu currículo tinha uma série de TV; A Gata e o Rato um seriado cômico, após vários astros da ação serem cogitados como Stallone e Schwarzenegger e outros com mais currículos, curiosamente Willis ficou com o papel de John Mclane, saindo totalmente do estereótipo do gênero, sendo talvez esta a formula de sucesso do filme, Willis faz o policial comum na hora certa no lugar errado, ele esta de férias com sua esposa numa festa da empresa dela no edifício Nakatomi Plaza (Los Angeles), e ao tirar os sapatos para relaxar o edifício e tomado por terroristas internacionais (clichê da época), e John se torna a única esperança de todos ao se esconder e ir dizimando o grupo de terrorista do jeito que da, nada de técnica marcial ou músculos e apenas sobrevivência. Era o exercito de um homem só (praxe no gênero), mas este homem era alguém real, um cara que se machuca e reclama de estar ali o tempo todo, sem falar em seu sarcasmo ("Yppee Ky-Yay Mother Fucker"), ele não é um marina ou ex-combatente, como os citados acima, que enfrentavam o perigo de peito aberto e quando o problema não ia até eles, eles o procuravam, por isso Duro de Matar é um divisor de águas.
Em 1990; Duro de Matar 2 chegava aos cinemas, desta vez o policial John Mclane esta novamente na noite de natal, esperando por sua esposa no aeroporto em Washington, quando um grupo de terroristas toma o lugar, com o intuito de resgatar seu líder que esta sendo escoltado para aquele local, novamente Mclane esta no lugar errado e na hora errada, outro fator que transforma Duro de Matar num divisor de águas é exatamente este fórmula do mocinho encurralado em um lugar fechado contra terroristas, receita que foi repetida não somente por este segundo filme (prédio/aeroporto), como por milhares de genéricos; A força em Alerta 1 e 2, Morte Súbita e Velocidade Máxima 1 e 2, todos passaram beber de sua fonte até que ela secou. Duro de Matar 2 é um filme de ação muito bom, mas ficou com aquele gostinho de Déjà vu.
Duro de Matar 3 estréia em 1995 chega com a árdua tarefa de inovar na franquia que já foi inovadora, desta vez John Mclane não esta preso em lugar algum, mas os problemas o perseguem, ele é convocado á pedido do próprio terrorista para uma espécie de jogo, para impedir que ele cause mais danos a cidade de N.Y. Mas para se reinventar os roteiristas da franquia foram buscar ingredientes de outra franquia bem sucedida e inovadora na época no gênero policial, Maquina Mortífera inovadora por trazer a química entre dois policiais, opostos tendo que conviver juntos, criando um elo de amizade, com uma pitada de humor, Duro de Matar: A Vingança usa deste artificio ao juntar Willis e Samuel Jackson, numa corrida por Nova York, tentando impedir o terrorista de explodir locais públicos. O filme funciona até que bem e tem ótimas sequências de ação, mesmo inovando (ou não), descaracteriza um pouco nosso herói, desta vez ele foi escalado para, solucionar os problemas não é por um simples acaso, e sim por vingança, vale destacar que a química entre Willis e Jackson é ótima. 
Duro de Matar 4.0, chega após um hiato de 12 anos, muita coisa mudou, os dinossauros da ação dos anos 80/90 foram praticamente instintos, Wills era praticamente uma exceção, não estava no limbo devido a ser mais versátil fazer filmes de diversos gêneros (vide O Sexto Sentido), ao contrário de seus amigos, que com exceção de Stallone, que dava sinais de vida com a volta de Rocky em 2006, e novamente respiraria em 2007, que voltaria com Rambo 4, todos os outros estavam extintos, por que voltar nos anos 2000 com uma franquia da década de 80/90, após mais de uma década, onde o mundo agora é outro e tecnologia também, por que trazer um herói analógico para uma era digital? Duro de Matar 4.0 já responde à tudo isso no título, ao nos mostrar como seria John Mclane um tira das antigas careta nos dias de hoje, onde a internet domina o mundo. Logo no inicio ele recebe a árdua tarefa de buscar e proteger um hacker em Washington, mas esta simples missão se torna um caos, pois o suposto nerd era o próximo alvo de cyber terrorista que praticamente parou todo o USA ao tomar toda a internet e invadir todo o sistema da inteligência do pentágono e Casa Branca, o filme é diversão de primeira tem um John Mclane em grande forma atirando Táxis em helicópteros, destruindo rodovias inteiras, sendo perseguido por caças militares, tendo que resgatar sua filha e ainda por cima sem entender nada de tecnologia, uma volta em grande estilo, apresentando um velho herói para uma nova geração. 
Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer, chega seis anos depois de seu antecessor com árdua tarefa de superá-lo ou ao menos equipá-lo, mas também nos surpreender novamente. Pelo o que nosso herói ainda não passou, ele enfrentou terroristas nos anos 80/90 e nos anos 2000 cybers terroristas, também enfrentou a falta entrosamento com a era digital, e agora? Agora John Mclane de ferias "de novo" vai à Rússia, para descobrir o porquê seu filho se encontra preso no velho continente, mas por que levar Mclane para Rússia agora, o momento mais propicio seria nos anos 80, quando a guerra fria ainda assombrava as duas nações, mas num filme em meados de 2013, os ex-soviéticos não metem medo em ninguém a ser dirigindo após muita Vodca, o filme tem um inicio frenético com um clímax inicial que dura cerca de quase 40 minutos no melhor estilo 007, só faltou à abertura após John e seu filho destruírem toda Moscou, a sequência é muito divertida e frenética, mas não é propicia, os personagens com exceção de John (que já conhecemos), mal foram apresentados ou estabelecidos à trama e já estão correndo e destruindo a terra do Zanguief, após muito tiro e perseguição descobrimos que a relação entre pai e filho não e das melhores (vale destacar que não há química alguma entre eles), e também que seu filho é um agente da Cia e estava preso propositalmente para obter informações, e libertar um famoso cientista nuclear, que esta para testemunhar e denunciar políticos do alto escalão Russo, com esta história rasa o filme se mantem graças à Willis e muita ação, mas com exceção da primeira perseguição, é justamente na ação que o filme perde muito da sua identidade, o diretor John Moore (Max Payne), investe nos efeitos digitais ao invés de explodir realmente as coisas, ele optou pelo fundo verde, que acaba soando falso em muitas cenas e também trouxe para a franquia, a lentidão, ao usar a cada dez minutos a câmera lenta, são inúmeras cenas em slow motion, onde as balas saem das armas assim, ou eles correm em direção a vidraças sob este efeito e saltam de algum lugar, é repetitivo em demasia, descaracterizando a franquia que nunca usou destes artifícios, o filme bebeu de diversas fontes de sucesso da atualidade, tem cara de Bourne (por se passar na Europa e tem uma fotografia a muito parecida), a cenas de tiroteio estão mais para um game estilo; Call Of Duty, do que para um filme da franquia.
Infelizmente após sua quinta edição ou John Mclane se reinventa novamente ou aceita sua extinção.
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Avaliação:

Duro de Matar 5

Critica:6
Público:8
Filmes Inc.:6,5
Duro de Matar 1: 9,5
Duro de Matar 2: 7
Duro de Matar 3: 7,5
Duro de Matar 4: 9

terça-feira, 12 de março de 2013

Meu Namorado é um Zumbi (Warm Bodies)


By Rg. 

Meu Namorado é um Zumbi, é no mínimo um filme curioso, ao flertar com diversos gêneros em um filme só, o longa tem inicio com seu protagonista R ou Rrrr (uma espécie de Zumbi diferenciado), narrando o cotidiano de um Zumbi, num futuro próximo onde eles devastaram á terra e os poucos humanos sobreviventes, se refugiam atrás uma fortaleza de concreto, só saindo regularmente à procura de suplementos médicos e mantimentos, R (Nicolas Hout de X-Men Primeira Classe) nos narra como é a vida é do ponto de vista de um morto vivo, segundo à sua descrição os zumbis não tem memórias, nem sonham (a não ser quando comem o cérebro de uma pessoa, eles adquirem algumas de suas lembranças), vale citar que este inicio com esta descrição é um dos pontos altos do filme, ele menciona a lerdeza em que os Zumbis caminham, e como eles convivem uns com os outros e até como se comunicam, ele nos mostra como alguns deles ainda continuam exercendo suas funções, outro se auto flagelam, também temos os temidos esqueléticos, que praticamente ocupam o topo da atual cadeia alimentar, pelo fato de serem exímios predadores, eles são muito rápidos e matam outros Zumbis
O cotidiano de R que vive no saguão de um aeroporto com outros semelhantes é sair em grupo à procura de comida, mas tudo muda quando em uma destas caçadas eles se deparam com um grupo de humanos, há procura de medicamentos, neste confronto ele se encanta uma bela Julie (Teresa Palmer), uma ativista (filha do líder da resistência vivido pelo ótimo John Malchovich), logo em seguida ele fica ainda mais encantado pela garota, R acaba ficando com as lembranças de seu namorado, o "dócil" morto vivo ajuda a bela garota à sobreviver em meio ao caos, a partir dai o filme já muda de tom, aquele estilo de comédia de humor negro sobre infestação Zumbi, da espaço a comédia romântica. As tentativas de comunicação entre R e Julie são hilárias, R apenas grunge e expressa uma ou outras palavras entre estes grunhidos, Julie apenas que ir pra casa, mas a paixonite do Zumbi por ela  faz com que ele invente desculpas para mante-la por perto, na tentativa de uma aproximação entre eles. 
Meu maior medo quando foi anunciado Meu Namorado é um Zumbi, era que ele seria o novo Crepúsculo, por que se no conto de fadas literário teen que faz uso do conto de Romeu e Julieta com Vampiros e Lobisomens se de-gladiando pela princesa encantada (Cinderela), era uma fórmula extremamente comercial, por que não beber de uma nova fonte o gênero, que esta em evidência no mundo Zumbi, mas como já disse no início o filme não optou por esta fórmula (ainda bem), ele se torna um filme sem identidade (culpa do bom diretor Jonathan Levine que não ousou), hora comédia romântica, drama, romance, suspense e até aventura, isso é algo que prejudica o filme em seu boca a boca, tornando difícil indica-lo, sem gênero especifico, mas é um filme simpático, com exceção de seu ultimo ato, onde eles se empenham a mostrar que não e só R que é diferenciado há outros como ele, que estão voltando a sentir emoção, restando esperança para o mundo.
Meu Namorado é um Zumbi é um filme regular, pecou pela falta de ambição ou de ousadia, se todo este enredo fosse feito com um tom sério, seria mais eficiente.
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Critica:7
Público:7,5
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terça-feira, 5 de março de 2013

O Voo (Flight)


By Rg. 

A julgar pela cena inicial de o Voo, já temos uma ideia de como é o comportamento do personagem vivido por Denzel Washington (Incontrolável), o pilotoWhip Whitaker, mas ainda esta por vir do que ele é realmente capaz, o longa inicia com ele despertando num quarto de hotel ao lado de uma bela garota, aparentemente ainda chapado e atordoado pela noite anterior, supostamente regrada por muito sexo e drogas, a cena corta entra em cena um piloto exemplar, prepotente e respeitado como se tivesse tido uma ótima e tranquila noite de sono, mas ao pedir um forte café e tirar um cochilo em pleno voo após a decolagem, todos ao redor suspeitam ou percebem que ele leva uma vida dupla, ainda mais quando as duas realidades se chocam durante este voo. Sua irresponsabilidade é tanta que ele batiza seu suco com vodca na primeira oportunidade,  percebemos que ele não leva uma vida desregrada somente fora de seu serviço, que estamos lidando com alguém descontrolado (viciado). 
Após uma decolagem turbulenta Whitaker (Denzel) mantem a calma o tempo todo, passando uma certa tranquilidade aos que estão ao seu redor, mas esta segurança e talento parecem só ser possível devido a esta combinação de álcool e drogas, que servem de combustível para sua segurança e prepotência. Seu personagem esbanja uma soberba, conciliado a um enorme talento, ao enfrentarem problemas mecânicos após algumas horas de voo, ele consegue realizar um pouso milagroso (chegando a planar com o seu avião de cabeça para baixo), ele consegue pousar a nave com o menor numero de baixas possíveis (quatro civis e dois da tripulação), devido a este feito ele desperta num hospital como herói, mas sua seu mundo esta prestes a desmoronar, uma investigação esta sendo feita para apurar se foi falha humana ou mecânica, e exames toxicológicos (para detectar o uso de álcool e drogas), foram feitos em toda equipe entre eles piloto, co-piloto e comissários, durante sua internação. Em questão de dias ele pode passar de herói, à vilão em questão de dias, se comprovado que ele ingeriu  álcool, e outras substancias ilícitas ou licitas que possam ter tirado sua coordenação antes ou durante o voo.
A empresa construtora do avião pretende culpá-lo pelas mortes e sair ilesa do incidente. Neste momento do filme que conhecemos Hugh Lang (Don Cheadle de Homem de Ferro 2) advogado que vai representa-lo que nunca perdeu uma causa, vai instruir e orientar Whitaker em sua defesa, mas sua arrogância é tanta, que todos que fazem perguntas sobre seu estado no dia do acidente, se tornam inimigos, fazendo Whip cada vez mais se afastar de todos, e buscar exílio na bebida. 

O Voo é um filme sobre um herói, que devido ao vicio, é tido e julgado como vilão.
Denzel. Washington com uma atuação fria, coesa e deprimente, é o ponto alto do filme, há um bom tempo não o víamos se entregar tanto em um personagem, ele vai se autodestruindo à medida que o processo se arrasta, passando exatamente para o expectador a sua dificuldade de lutar contra um vicio, que justamente no momento que tem que larga-lo foi para ele o único que lhe acolheu e não o julgou. 

Robert Zemeckis (De Volta Para o Futuro, Forrest Grump e Naufrago), faz um ótimo trabalho, parece que não perdeu a mão para filmes live action, vale citar que o diretor ficou trabalhando nos últimos anos com as animações de capturas de movimento como; O Expresso Polar, Beowulf e Os Fantasmas de Scrooge, muito criticado pela falta de realidade em suas animações, graças à insistência de Zemeckis, que praticamente garimpou e pavimentou o caminho para o auge da tecnologia, hoje em dia atingida com Avatar e As Aventuras de Tin Tin, ele extrai o melhor de Denzel,que até faturou uma indicação ao Oscar. 
O Voo nos mostra como uma pessoa leva até certo momento de sua vida uma vida dupla (trabalho e pessoal), mas quando elas se chocam, o conflito é inevitável ainda mais se o vinculo delas for o vicio. O filme funciona muito bem, graças ao protagonista e seu diretor, as mais de 2 horas e meia de filme, mostram que o roteiro deixa um pouco a desejar se filme tivesse vinte minutos a menos, não sairíamos da sessão tão embriagados como nosso protagonista.
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Avaliação:
Critica: 9
Públuico: 8
Filmes Inc.:8,5