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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Elysium


by Rg.
Elysium novo longa de ficção cientifica do Sul africano Neill Blomkamp, chega badalado por vários fatores, primeiro por ser seu próximo filme desde que chamou a atenção em 2010, com o surpreendente Distrito 9, filme de orçamento modesto rodado em Joanesburgo com estilo semi-documental, que arrecadou milhões pelo mundo, o filme logo caiu no agrado de todos, principalmente pelo fato do diretor novato ter conseguido nos surpreender com ótimos efeitos e pouca grana, fazendo uma ficção cientifica com contexto social, com direito á uma critica ao Apartheid, motivo numero dois novamente Neill vem com uma ficção, mas desta vez com a Sony abrindo o cofre e lhe dando um orçamento quase que quatro vezes maior, que de seu primeiro filme ($30 milhões de D9, agora são $115), mesmo se tratando novamente de uma ficção ele foca na critica social, outro motivo é que agora se tratando de uma superprodução Elysium tem um elenco repleto de estrelas, liderados por Matt Damon, Jodie Forster e o elenco coadjuvante cheio de latinos como Diego Luna, Alice Braga e Wagner Moura e fechando o elenco Sharito Copley (Distrito 9 e Esquadrão Classe A) irreconhecível no papel de mercenário. 
Elysium se passa no ano 2159, onde as situações sociais e climáticas na terra fizeram com que a vida fosse insuportável por aqui, o ar não é mais o mesmo, e boa parte da população esta doente, para os mais privilegiados financeiramente (ricos), foi desenvolvido um projeto que seria a solução para vivermos novamente de forma saudável, projeto este intitulado de Elysium, uma espécie de estação espacial criada com tecnologia de ponta, possibilitando a vida humana numa espécie de paraíso artificial, poucos humanos privilegiados que vivem lá tem vários benefícios, além de ter um ar puro, eles estão imunes à doenças, pois cada cidadão de Elysium tem em sua residência uma espécie de câmera hiperbárica, que diagnosticam e curam qualquer doença ou lesão, é quase um paraíso. Os pobre foram esquecidos na terra, que virou praticamente um gueto, controlado por maquinas enviadas de Elysium para reinstaurar à ordem, e como em qualquer governo, existe uma resistência, liderados por Spider (Wagner Moura) espécie de dono da boca e hacker, que todos os dias vende passagens para alguns mais necessitados, que conseguem juntar uma quantia relativa de dinheiro para entrar ilegalmente em Elysium, e mesmo que  dure pouco sua estadia por lá, eles levam seus filhos e entes doentes, para cura-los de tudo, Spider é uma espécie de coiote (atravessadores, que levam mexicanos até os USA ilegalmente), o filme é cheio de referências sobre a desigualdade social que aflige o terceiro mundo. No meio disso tudo esta Max (Damon) um ex-malandro, puxador de carros regenerado, que apenas quer continuar levando sua vida miserável na terra, trabalhando numa das fabricas de um dos magnatas de Elysium, que produz Robôs para serem utilizados tanto aqui como lá, após um incidente radiativo, ele não tem nada á perder, a não ser ir até Elysium buscar uma cura, para isso ele precisa se juntar a resistência. 

O inicio do filme quase é impecável, sequências de ação extremamente bem orquestradas, efeitos visuais impressionantes à cada tiro disparado, sentimos o impacto até a câmera lenta é usada com perfeição, Max agora com um esqueleto tecnológico (que lhe da força, para suportar as lesões sofridas, no acidente) desfere golpes e recebe e também os recebe com peso, nos fazendo sentir cada soco, some esta ação ao até então bom enredo com um elenco afiadíssimo, faz com que o filme seja acima da média, pena que o diretor (Blomkamp), como já havia feito em D9, repete os acertos de seu filme anterior, mas também os erros e derrapa novamente em seu ultimo ato, não é que o filme fica ruim, mas ele se transforma em um filme de ação desenfreado e porradeiro, que não condiz com seu inicio, ele encerra sua obra de forma frenética e acelerada, o mercenário Kruger (Sharito Copper) se torna uma espécie de Zod (Superman) sem proposito, apenas numa sede de vingança, sem muita logica e sai distribuindo socos e pontapés á todo direito, até grandes saltos em slow motion ele da, após descolar também uma armadura, esse tropeço não faz de Elysium um filme ruim, mas o faz deixar de ser tudo que ele caminhava para ser, um ótimo filme, que se tornou apenas um bom filme. Defeitos à parte, o filme merece ser visto, por seu ótimo inicio, elenco e visual, vale citar que a cidade de Los Angeles apresentada aqui é um gueto, daqueles de dar medo. Novamente filmado em Joanesburgo, Blomkamp manda bem na caracterização visual e fotografia, nos mostrando um futuro sujo na terra, contrastando bem com a de Elysium, que é tão clear (limpo) e impecável  que beira o surreal, é tão utópico que chegar a ser falso, mas é intencional, pois viver la para a plebe e como se fosse um sonho.

Enfim Elysium tinha tudo para ser excelente, mas tropeçou no final, ao exagerar na ação e esquecer o contexto inicial, uma pena por que vi um bom filme, mas que deveria ser melhor.

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Critica:7
Público:8
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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Dose Dupla (2 Guns)


By Rg.
O gênero policial como todos demais, tem seus subgêneros como; o noir, máfia e etc, e também o Buddy-Cops, e Dose Dupla bebe exatamente desta fonte, que teve seu auge nos anos 80/90, sempre envolvendo duplas, em sua maioria totalmente opostas, ou até em conflitos raciais como em 48 Horas, Maquina Mortífera e A Hora do Rush, todos com parceiros totalmente distintos e de raças diferentes, geralmente nestes filmes nenhum dos protagonistas quer trabalhar com o outro, gerando situações hilárias. 
Dose Dupla tem tudo que estes filmes tem, mas vai na contramão do gênero (buddy cops), pelo menos em seu início, pelo fato de eles não serem policiais (ou ao menos não sabem um do outro em seu início, não é spoiler no trailer e na sinopse do filme é destacado que eles são agentes infiltrados), faz com que eles tenham uma certa proximidade, mas sem muita química, principalmente por parte de Bobby (Denzel), que frisa à todo momento que neste ramo não tem amigos, já Wahlberg esta hilário muito à vontade no papel, e a todo momento tenta ser mais próximo de Bobby, inclusive se sente traído ao saber que o agora ex-parceiro era um agente da narcóticos infiltrado, após roubarem um banco de um suposto líder de quartel, cada um seguindo ordens de seus superiores, para ter provas suficientes para prende-lo, após o roubo ambos são traídos, e jogados a deriva pelos seus superiores, e para piorar tudo o quartel mexicano e CIA  estão na sua cola, atrás do dinheiro, e eles também vão ter que trabalhar juntos novamente para limpar seus nomes e fugir de tudo e todos (literalmente), todos querem suas cabeças, por que eles sabem demais, e ainda todos querem os $43 milhões. A partir dai o que já era um simpático filme de ação, cresce muito principalmente pelas situações inusitadas entre os dois. 
O elenco é outro ponto altíssimo do filme, Denzel esta como sempre acima da média, hora sendo o traficante malandro, com direito a chapéu caricato e dentes de ouro, ou sendo agente da narcóticos em busca de justiça, mas o dono do filme é Mark Wahlberg seu personagem Stig rouba a cena em cada aparição, não se levando a sério, sendo um ótimo alivio cômico ao filme, hora entusiasmado, como ao insistir que serão parceiros novamente ou ao piscar para garçonetes na maior canastrice do cinema atual, seu personagem tem um pouco de seus personagens anteriores desde os cômicos como o de Ted e até o marombeiro sem neurônios Daniel Lugo de Sem Dor Sem Ganho, indo até suas atuações mais sérias como em O Vencedor e Os Infiltrados (esta que lhe rendeu uma indicação ao Oscar), rola muita química entre os dois fazendo com que o filme já figure entres os mais divertidos deste gênero, que anda meio carente atualmente. O restante do elenco também é ótimo, Bill Paxton faz o vilão da vez muito junto com Edward James Olmos, Paula Patton e James Marsden completam elenco principal. 
Dose Dupla é puro entretenimento, chegando a ser melhor do que nos prometeu em seu trailer, tem tudo que procuramos num filme deste estilo, cenas de ação fantásticas e divertidas, com direito a muita perseguição de carros e tiroteios, tocaias e tudo mais, é uma verdadeira corrida do ouro (onde todos são corruptos e querem ficar com a grana desde a CIA,o Quartel a e Marinha).
Mas a dupla principal é que vale o ingresso, formando uma dupla inusitada (chegando a se odiarem, a se sentirem traídos um pelo outro) que tem que trabalhar juntos, para limpar seus respectivos nomes, formando um timing perfeito resultando numa química perfeita. 
Dose Dupla é um filme de diversão para entreter, pode até ter seus defeitos, mas seus méritos os superam, dirigido pelo islandês Baltasar Komakur, que  dirigiu Walberg em Contrabando, aqui ele acerta a mão na adaptação da HQ escrita por Steven Grant e desenhada pelo brasileiro Mateus Santolouco chamada 2 Guns, que é o título original do filme, que poderia ser apenas mais um filme tipico de duplas, mas devido ao talento de seu elenco sobressai.   
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FilmesInc.:8
Critica:7
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A Invocacao do Mal (The Conjuring)


By Rg. 
Fãs de filmes de terror são considerados saudosistas no mundo do cinema, não pelo fato de viverem de passado, mas pelo fato de sempre o usá-lo como referencia no gênero, e só citarem filmes antigos como referência, como clássicos do estilo. Não é que vivemos de passado, é o gênero em si que envelheceu e deixou muito a desejar nas ultimas décadas, o que assusta adolescentes hoje em dia é de baixíssima qualidade, a julgar pelas franquias mais longínquas da atualidade; Jogos Mortais e Atividade Paranormal, já da para saber o nível que anda o terror hoje em dia, tais sagas nem chegam aos pés dos filmes mais fracos dos anos 70/80 e 90. Não estou dizendo que não temos filmes de qualidade hoje em dia, tem sim, mas são muito raros os que fazem jus ao gênero como; A Morte do Demônio (2013), Mama, Terror em Sillent Hill, Madrugada dos Mortos, O Exorcismo de Emily Rose e Sobrenatural, da para contar nos dedos, muito pouco para um gênero que move multidões, este ultimo (Sobrenatural), tem muito à ver com A Invocação do Mal, por se tratar também de uma casa mal assombrada e ter o mesmo diretor, James Wan que conseguiu um feito raro, ter feito o melhor filme da franquia Jogos Mortais (o primeiro), retorna novamente ao gênero. 
A Invocação do Mal tem tudo que um filme de terror tem que ter, para lhe convencer a ir ao cinema, o longa é baseado numa história "real" que ocorreu nos anos 70, tem uma casa assustadora com uma entidade habitando o local, assim que a família (Perron) se muda coisas estranhas começam acontecer por la, um dos pontos fortes do filme é a sua simplicidade, nada de efeitos especiais, tudo aqui é na raça, o mais plausível o possível, são ruídos , lençóis se movendo, porões assustadores, portas batendo e vultos atrás de espelhos, tudo feito com maestria, nos impressionando a cada cena. James Wan esta cada vez mais confortável no gênero, sempre com orçamentos modestos, mas com um elenco competente aqui os protagonistas são; Patrick Wilson e Vera Farmiga que vivem o casal demonologistas Ed e Lorraine Warren e Ron Linvingston e Lili Tyler,  vivem os pais da família Perron, o elenco teen (são cinco filhas) também não faz feio, a cada susto e expressão de pavor, elas dão um show como se realmente tivesse uma entidade no local. A trilha do filme é uma das melhores do gênero, por que quase não há trilha, e sim ruídos e barulhos ensurdecedores que vão aumentando com o clímax de cada cena, som que nos faz adentrar no filme, parece que vai acontecer algo ao nosso lado no cinema, é algo que realmente incomoda, como na sequência em que elas estão brincando de cabra cega e as palmas vem do armário ou algo aparece atrás da porta no quarto as meninas.
A Invocação do Mal em seu início é mais um filme sobre uma casa mal assombrada, mas em seu decorrer ela nos conta que não é apenas isso, ele parte para outro subgênero do terror, o das possessões (com louvor), o local era habitado por uma bruxa no século 18, que se enforcou no local, e todas as mortes que ocorreram por la depois, foram obra dela se apossando de algum integrante da casa. 
Baseado em uma história real dos arquivos do casal Warren, demonologistas (os mesmo casal também investigaram outra obra que virou filme de horror, os acontecimentos de Amitivlle), também são conhecidos por investigar mais de 10 mil casos sobre o assunto, o longa é sobre quando ajudaram uma família (Perron) a lidar com o sobrenatural em sua residencia nos anos 70.
O casal guarda souvenir de todos os casos que investigaram e relataram no decorrer de sua carreira em sua própria casa, não eram bem souvenir, sim artefatos que as entidades usavam como portal para nosso mundo, eles os mantinham em segurança como o próprio Warren diz "melhor manter o gênio sempre dentro da lâmpada", quando questionado por que não destrói tudo que estava naquele museu particular do horror, para eles destruir o artefato não basta, entre eles esta um do famoso caso da boneca Annabelle, que abalou os Estados Unidos nos anos 60, também é mostrado no início do filme. 
Outro ponto em comum com outro filme do diretor; Sobrenatural é o fato de os Warren aconselharem os a não se mudar, pois uma das entidades da casa, justamente a mais assustadora é extremamente violenta, e iria segui-los onde quer que eles vão, como em seu filme anterior.
A Invocação do Mal tem tudo para figurar entre os clássicos do gênero, nos provando que quando há competência, ainda há esperança para o terror, uma pena que o ex-promissor agora já estabelecido no gênero James Wan (Diretor), que depois de seu novo filme Sobrenatural 2, que já este pronto e fazendo sucesso nos Estados Unidos, vai migrar para outro gênero, ele vai dirigir o novo Velozes e Furiosos 7, e como a franquia la é em linha de produção (um filme por ano), vai ser difícil ele ter tempo para produções deste gênero, princialmente como essa, de baixo orçamento e grande qualidade.
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Critica:8

Público:9,5
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O Ataque (White House Down)


By Rg.
O Ataque, novo filme de ação estrelado por Channing Tatum e Jamie Foxx, é o típico filme prejudicado pelo estúdio, que pode até passar despercebido por surgir na hora errada (referindo-se a sua estreia), segundo este e outros fatores, ele tinha tudo para dar errado, principalmente pelo fato de recentemente outro filme com o mesmo tema ter estreado antes, filme este era; Invasão a Casa Branca dirigido por Antonie Fuqua, protagonizado pelo espartano Gerard Butler; também sobre um ataque a mansão presidencial, algo que poderia tirar o interesse do público para ver outro filme, quase seguido com a temática idêntica, outro fator que poderia prejudicar esta nova produção é o fato, de além de ser semelhante com o filme citado, ele bebe diretamente da fonte dos filmes de ação dos anos 90, principalmente Duro deMatar, com direito a vilões do leste europeu, caricatos e tudo mais, mas ele fez isso com louvor, e de forma acertada. Para nossa sorte o longa também tem mais pontos positivos a seu favor, a começar no comparativo com Invasão à Casa Branca, O Ataque, nos mostra uma ameaça mais real, plausível, o inimigo esta entre nós, outro fator importante é a direção que ficou a cargo do alemão experiente no cinemão de ação (principalmente catástrofe), perito em efeitos; Roland Emmerich; de 2012, Independence Day e O Dia Depois de Amanhã. 
O elenco do filme também é bem eficaz, Channing Tatum (Cale) interpreta um agente de segurança, que acabara de ser recusado no serviço secreto, e ainda precisa marcar pontos com sua filha (fruto de um casamento fracassado em sua juventude), Jamie Foxx faz o Obama da vez (Presidente Sawyer), simpático e carismático no papel de líder do mundo livre, vale destacar também os dois veteranos Richard Jenkis e James Woods, que se sobressai em seus devidos papeis políticos nos longa. 
Channing Tatum faz bem o papel de John McClane (Bruce Willis em Duro de Matar), com direito a uma motivação, em nenhum momento ele procura ser herói, apenas quer proteger sua filha, que estava com ele em tour na mansão mais famosa do mundo, após acompanha-lo numa entrevista para o serviço secreto na própria White House, e quando o local é tomado, ele faz o que qualquer pai faria para proteger a filha, é o típico caso de estar no lugar errado na hora errada, em sua busca para salva-la, ele salva (provisoriamente) ninguém menos que o presidente dos EUA, então tem inicio ao jogo de gato e rato, para tirar o presidente de lá o mais rápido possível e ainda encontrar sua filha. A química entre os dois é fantástica, rendendo inclusive bons alívios cômicos, e ótimas sequências de ação, com exceção da idade dos personagens (que há meu ver são muito novos para os respectivos papeis), eles seguram o filme depois desta impressão inicial com eficiência. 
Mas o longa é grandioso, fator que também lhe transforma em um ótimo filme de ação, graças o pirotécnico Roland Emerich, que quando precisa usa tudo que conhece de efeitos e ação, além das sequências internas envolvendo muita pancadaria e tiros, as cenas externas são um espetáculo a parte, como a envolvendo a o famoso Forca Aérea Um (avião presidencial), ou quando os Black Hawks (Falcão Negro), helicópteros usados pelo exercito americano, chegam em Washington voando baixo pelas ruas (inclusive sendo multados), numa cena fantástica, que culmina com eles sendo abatidos pelos terroristas (que estão preparados e fortemente armados), em pleno jardim da Casa Branca, há também vale destacar entra tantas sequências de ação, a perseguição com os veículos presidenciais pelo quintal da mansão, é fantástica. Mesmo sendo superior ao seu concorrente (que esta longe de ser ruim, apenas perde muito em grandiosidade e orçamento no comparativo com este), a invasão aqui é melhor orquestrada no melhor estilo Nakatomi Plaza em Duro de Matar, e os terroristas são um show a parte, tanto como vilões e como nos clichês do gênero. 
O Ataque é um ótimo filme de ação, é tudo que o último filme de Duro de Matar deveria ter sido e não foi, é uma pena vermos um filme que foi o percursor de um gênero, ser superado em muito, mas quem sabe agora teremos um novo filme para que os novos se inspirem, já que franquia de John McClane perdeu a inspiração.
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Os Estagiarios (The Internship)


By Rg.
Independente da idade, qualquer um gostaria de trabalhar no melhor emprego do mundo (ou em um dos melhores)? E um destes empregos seria no famoso vale do silício, numa das maiores empresas do mundo, na famosa Google, agora imagine uma comédia retratando como seria trabalhar na Google, ou melhor, ainda imagine uma comédia neste cenário, em que os candidatos a estagio para uma vaga, são quarentões, analógicos, que mal entendem de internet, que se candidataram ao cargo após perderem o emprego (que por sinal, foi o único que exerceram nos últimos 20 anos), uma ótima idéia para filme, melhor ainda se os protagonistas do longa forem interpretados por; Owen Wilson e Vince Vaughn, os mesmos da ótima comedia Penetras Bons de Bico, por todos estes atrativos esta nova parceira tem tudo para dar certo.
Os Estagiários mescla a tecnologia e a nostalgia, numa critica aos "dinossauros" que ainda habitam o mercado, que não se adaptaram ao novo (nem ao menos, tentaram). Logo no início quando os vendedores Nick (Owen Wilson) e Billy (Vince Vaughn) são dispensados, pelo seu até então patrão (John Goodman), que diz para eles que tudo agora é tecnológico, que não há mais espaço para eles no mercado atual, que eles teriam que se inteirar se atualizar par sobreviver, eles retrucam que a tecnologia "as maquinas" são ruins, que ninguém as quer no comando, citando a franquia O Exterminador do Futuro (esta é apenas uma das citações e referências nostálgicas, que vão de Flashdance, há outros filmes dos anos 80/90).
O choque de gerações é a grande arma do filme, enquanto os candidatos a estagio na Google sabem tudo desde HTML, Java e Harry Potter, Nick e Billy não fazem idéia do que eles estão falando e não sabem nem o que é um simples aplicativo. A química entre os dois é fantástica, com diálogos afiados e muito improviso, como a reação de seus personagens ao ouvir sobre coisas banais do dia a dia do nerd atual, e não fazerem menor idéia do que esta sendo falando é fantástica, a falta de atualização da dupla é tanta, que em uma simples tarefa, como a de localizar um vírus num software da Google, são despistados pelo seu próprio grupo, que os encaminham a procurar o "vírus" por um campus universitário, que culmina numa cena hilária, envolvendo até um suposto "professor Xavier", tudo para não atrapalhar o restante do grupo, com suas idéias absurdas e nada tecnológicas, ou quando descobrem que tudo lá é de graça, desde doces, refrigerantes, donut´s etc.
Outro fator positivo do filme é o elenco e as participações especiais como a de; Will Farrell (fantástico), e o diretor Shawn Levy, que tem se mantido um ótima regularidade recentemente em Hollywood com; Uma Noite no Museu, Uma Noite Fora de Série e Gigantes de Aço.  
Os Estagiários é um filme sobre homens analógicos tentando sobreviver numa era digital, nos provando que não estão obsoletos, e mesmo após oito anos de sue filme anterior (Penetras Bons de Bico), a dupla ainda é afiada e mesmo velha, nos diverte bem.
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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pain Again (Sem Dor, Sem Ganho)


By Rg.
Pain Again (Sem Dor, Sem Ganho) novo filme do controverso Michael Bay, vai na contramão de tudo que ele já dirigiu, mas mesmo assim encontramos muito da assinatura do diretor em Pain Again, principalmente pelo seu uso excessivo de câmera lenta, fotografia (a ambientação de Miami retratada aqui é praticamente a mesma de Bad Boys), mas principalmente nas cenas de ação (que aqui não são muitas como em seus filmes anteriores), mas quando surgem, são bem executadas como em todos os seus filmes.
Michael Bay é um dos poucos diretores da atualidade que sabe fazer ação, com muita eficiência, usando quase que boa parte de seus filmes efeitos práticos (qualquer sequência de ação e perseguição de seus filmes, ele realmente explode as coisas, e diga-se de passagem como ninguém), ao invés de 100% de computação, como a maioria. Pain Again é o projeto mais pessoal do cineasta, baseado em uma história real, Bay conhecido como diretor dos orçamentos milionários, brigou 10 anos para levar esta história para as telas com um orçamento modesto, para os padrões de seus filmes e hollywoodianos, Bay rodou o longa com $25 milhões contra mais de $200 de seu filme anterior (Transformes 3), a historia de uma “quadrilha de Fisiculturistas que aplicou golpes nos anos 90, chamou sua atenção”.
Sem Dor, Sem Ganho (Pain Again) é um filme atípico logo pela frase inicial, já temos uma ideia do que vai tratar o filme, logo em sua abertura o protagonista do filme faz um discurso sobre o sonho americano, em que todo cidadão tem direito a um corpo sarado, culminando na frase "eu acredito no Fitness", mostrando que o grupo em questão não prima pela inteligência, apenas pelo corpo. E o grande diferencial do longa seria este; primeiramente vendido como um filme marombado (para marombados), aparentemente o filme seria sobre isso, mas não, o filme é sobre pessoas que se julgam sem oportunidades, e para realizar e conseguir seus objetivos eles decidem, tomar daqueles mais privilegiados (inteligentes).
O longa tem um tom de humor muito ágil (proporcionado pela falta de inteligência do bando), e devido a isso o que seria um simples filme de roubo, se torna uma ótima aventura com um ótimo tom de humor, com diversos momentos icônicos, seus protagonistas expressam muito bem a falta de senso e inteligência, Mark Wahlberg (Daniel Lugo), The Rock (Paul Doyle) estão fantásticos, um é o cérebro do grupo e o outro o homem da execução. Anthony Mackie (Adrian Doorba) faz parte do grupo, que fez uso de esteroides a vida toda e hoje tem problemas de ereção (algo muito comum neste universo), Michael Bay retrata fielmente este universo desde o glamour do fitness aos seus problemas (drogas e anabolizantes), no objetivo de conseguir o corpo perfeito, o diretor é exímio em perfeição em qualquer projeto que dirige, desde seus filme de ação quando mostra as ações militares como em; Transformes e A Rocha, ou no mundo do fisiculturismo em Pain Again que vem da famosa frase No Pain Again, muito usada em academias, propagandas de suplementos e etc, que significa Sem Dor, Sem Ganho, mas de ultima hora o filme foi batizado no Brasil como Suor e Glória (mas voltaram atrás e ficamos com Sem Dor, Sem Ganho).
O filme é muito eficiente, com um bom elenco e uma boa direção no quesito diversão, esta entre os melhores do gênero, devido ao pandemônio em que um grupo se mete, ao tentar efetuar golpes onde acham que apenas eram necessários músculos para executa-los, a situação chega a ser tão absurda, que fica engraçada, tanto que em determinado momento do filme, só acreditamos que tudo aquilo é possível por que realmente aconteceu, inclusive o próprio filme nos avisa que ainda é uma história real.
Num filme onde temos Michael Bay na direção e o bom Mark Wahlberg (que desde Os outros Caras seus filmes lideram as bilheterias Americanas, como Ted ,Dose Dupla e O Vencedor) no elenco, duas pessoas injustiçadas superestimadas em Hollywood, Pain Again é a redenção, pois eles suaram muito e estão buscando a gloria.
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Público:9
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