
by Rg.
Elysium novo longa de ficção cientifica do Sul africano
Neill Blomkamp, chega badalado por vários fatores, primeiro por ser seu próximo filme desde que chamou a atenção em 2010, com o surpreendente Distrito 9, filme
de orçamento modesto rodado em Joanesburgo com estilo semi-documental, que
arrecadou milhões pelo mundo, o filme logo caiu no agrado de todos, principalmente pelo fato do
diretor novato ter conseguido nos surpreender com ótimos efeitos e pouca grana, fazendo uma ficção
cientifica com contexto social, com direito á uma critica ao Apartheid, motivo numero dois novamente
Neill vem com uma ficção, mas desta vez com a Sony abrindo o cofre e
lhe dando um orçamento quase que quatro vezes maior, que de seu primeiro filme ($30 milhões de D9, agora são $115), mesmo se
tratando novamente de uma ficção ele foca na critica social, outro motivo é que agora se tratando de uma superprodução Elysium tem um elenco repleto de estrelas,
liderados por Matt Damon, Jodie Forster e o elenco coadjuvante cheio de latinos
como Diego Luna, Alice Braga e Wagner Moura e fechando o elenco Sharito Copley (Distrito 9 e Esquadrão Classe A) irreconhecível no papel de mercenário.
Elysium se passa no ano 2159, onde as
situações sociais e climáticas na terra fizeram com que a vida fosse
insuportável por aqui, o ar não é mais o mesmo, e boa parte da população
esta doente, para os mais privilegiados financeiramente (ricos), foi
desenvolvido um projeto que seria a solução para vivermos novamente de forma
saudável, projeto este intitulado de Elysium, uma espécie de estação espacial
criada com tecnologia de ponta, possibilitando a vida humana numa espécie de
paraíso artificial, poucos humanos privilegiados que vivem lá tem vários benefícios, além de ter um ar puro, eles estão imunes à doenças, pois cada cidadão de
Elysium tem em sua residência uma espécie de câmera hiperbárica, que diagnosticam e curam qualquer doença ou lesão, é quase um paraíso. Os pobre
foram esquecidos na terra, que virou praticamente um gueto, controlado por
maquinas enviadas de Elysium para reinstaurar à ordem, e como em qualquer governo, existe uma
resistência, liderados por Spider (Wagner Moura) espécie de dono da boca e hacker, que
todos os dias vende passagens para alguns mais necessitados, que conseguem
juntar uma quantia relativa de dinheiro para entrar ilegalmente em Elysium, e mesmo que dure pouco sua estadia por lá, eles levam seus filhos e entes doentes, para cura-los de tudo, Spider é uma espécie de coiote (atravessadores, que levam
mexicanos até os USA ilegalmente), o filme é cheio de referências sobre a
desigualdade social que aflige o terceiro mundo. No meio disso tudo esta Max (Damon) um ex-malandro, puxador de carros regenerado, que apenas quer continuar levando sua vida
miserável na terra, trabalhando numa das fabricas de um dos magnatas de Elysium, que produz Robôs para serem utilizados
tanto aqui como lá, após um incidente radiativo, ele não tem nada á perder, a não ser ir até Elysium buscar uma cura, para isso ele precisa se juntar a
resistência.
O inicio do filme quase é impecável, sequências de ação extremamente bem
orquestradas, efeitos visuais impressionantes à cada tiro disparado, sentimos o
impacto até a câmera lenta é usada com perfeição, Max agora com um esqueleto tecnológico (que lhe da força, para suportar as lesões sofridas, no acidente) desfere golpes e recebe e também os recebe com peso, nos fazendo sentir cada soco,
some esta ação ao até então bom enredo com um elenco afiadíssimo, faz com que o filme seja
acima da média, pena que o diretor (Blomkamp), como já havia feito em D9, repete os acertos de seu filme anterior, mas também os erros e derrapa novamente em seu
ultimo ato, não é que o filme fica ruim, mas ele se transforma em um filme de
ação desenfreado e porradeiro, que não condiz com seu inicio, ele encerra sua
obra de forma frenética e acelerada, o mercenário Kruger (Sharito Copper) se torna uma espécie de
Zod (Superman) sem proposito, apenas numa sede de vingança, sem muita logica e sai
distribuindo socos e pontapés á todo direito, até grandes saltos em slow motion
ele da, após descolar também uma armadura, esse tropeço não faz de Elysium um filme
ruim, mas o faz deixar de ser tudo que ele caminhava para ser, um ótimo filme,
que se tornou apenas um bom filme. Defeitos à parte, o filme merece ser visto,
por seu ótimo inicio, elenco e visual, vale citar que a cidade de Los Angeles apresentada aqui é um gueto, daqueles de
dar medo. Novamente filmado em Joanesburgo, Blomkamp manda bem na
caracterização visual e fotografia, nos mostrando um futuro sujo na terra, contrastando bem com
a de Elysium, que é tão clear (limpo) e impecável que beira o surreal, é tão utópico que chegar a ser
falso, mas é intencional, pois viver la para a plebe e como se fosse um sonho.
Enfim Elysium tinha tudo para ser excelente, mas tropeçou no final, ao exagerar na ação e esquecer o contexto inicial, uma pena por
que vi um bom filme, mas que deveria ser melhor.
Critica:7
Público:8
Filmes Inc.:7,5











