Filmes Inc.

terça-feira, 27 de março de 2012

Jogos Vorazes (The Hunger Games)

by Rg.
Contestação social, Blockbuster, Nova Franquia Literária Milionária ?.

Jogos Vorazes, adaptação da obra de Suzanne Collins chega às telas de uma forma inesperada, pois ele se enquadra em todos os quesitos citados acima, mas foi vendido ou empurrado de forma errada quanto à parte com relação à nova franquia literária bilionária, não que o filme não se enquadre neste argumento, mas foi oferecido como novo Harry Potter ou Crepúsculo (sagas já terminadas no cinema e saga que vai se encerrar este ano) devido a isto o estúdio achou correto vender o filme desta forma, pois o público destas duas franquias adaptadas estão já órfãos, com o fim delas e Jogos Vorazes vem para suprir isso, mesmo tendo uma temática totalmente distinta destas obras e Blockbuster ele não era, mas se tornou antes de estrear (algo que não aconteceu com Harry Potter, que já surgiu grandioso), mas no caso de Crepúsculo, que cresceu com o tempo e estourou com o segundo filme, Jogos Vorazes caminharia para isso, mas estourou antes mesmo de sua estreia e chegou como blockbuster com números incríveis (155 milhões em seu primeiro fim de semana nos USA e a 3º maior abertura da história).
Mas de todos os quesitos citados o maior deles que o filme se enquadra é o da Contestação Social, que por incrível que pareça não tem nada a haver com Blockbuster ou as adaptações citadas, um filme com este argumento é muito difícil se tornar um arrasa-quarterão e conseguir estes números, mas Jogos Vorazes conseguiu e agora resta a nós descobrirmos o porquê; este longa caiu tão rápido no agrado do público.
A meu ver, é pelo fato que pela primeira vez uma adaptação de livro soa de forma tão literária, ele tem um prólogo inicial que parece ser retirado pagina a pagina de um livro apresentação de cada personagem e da trama de forma lenta, algo que não é comum no cinema, pois tudo é apressado, ao contrário dos livros e isso deixa o filme na primeira uma hora muito autoral, mas cansativo (principalmente para aqueles que como eu não leram o livro e até para alguns que leram, pois sempre reclamamos que o cinema não tem fidelidade às obras, mas quando é fiel de forma extrema não funciona na tela), praticamente tudo que acontece nos primeiros capítulos do livro deve estar ali na integra.
A trama mostra um futuro pós-apocalítico na América do Norte, que em sua Capital onde vivem os ricos e magnatas (todos com um visual andrógeno) e detentora de 12 distritos (espécie de guetos) onde vivem a ralé, que cada distrito tem sua função para o País como; Mineração, cultivo de trigos e etc.
Estes distritos pagam penitencias anuais, além de trabalho por que se opuseram ao regime aos que os controlam, por conta disso anualmente eles tem que pagar um tributo, este tributo é oferecer dois jovens (uma garota e um garoto de 12 a 18 anos) de cada distrito para participarem dos Jogos Vorazes, um reality show onde os jovens são treinados e depois são jogados na florestas, onde gladiam-se e somente um sobrevive e sai vitorioso e isso se torna motivo de orgulho de seu distrito e de esperança também, além de um bônus de suplementos para o distrito. Katniss Everdeen,(Jennifer Lawrence de O Inverno da Alma e  X-Men Primeira Classe, lindíssima novamente) se oferece para ir aos jogos no lugar de sua irmã mais nova um fato raro nunca avisto, alguém se oferecer (os participantes são escolhidos por sorteio), Katniss mesmo sendo à principal responsável pela sua miserável família, vai no lugar de sua irmã, ao lado de Peeta Malark, (Josh Hutcherson de Viagem ao Centro da Terra) o outro selecionado.
Ao chegarem na Capital eles vêem outro mundo, tem direito de tudo do bom e do melhor, algo que é muito comum para quem esta prestes a morrer (como no corredor da morte onde o preso pede qualquer refeição antes de sua execução), tem o melhor treinamento por dias e tem um tutor, Haymitch Abernathy (Woody Harrelson) um ex-campeão alcoólatra que trabalha como orientador para os novo participantes, a idéia de ouvir alguém que passou por aquilo é interessante.
Eles são produzidos apresentados em uma arena, e por que não vendidos, pois eles precisam de patrocínio e os que demonstram mais carisma, conseguem o melhor, tendo maior apelo com o público você tem mais benefícios, algo que Katniss não consegue fazer, já seu parceiro Peeta faz muito bem inclusive ao aceitar a idéia de simular um casal para ter mais afeição do público, algo sugerido por seu mentor Haymith.
Após mais de uma hora de filme tem início os Jogos Vorazes a partir dai o filme se transforma, parece outro filme (nada contra a primeira parte do filme mas ela chega a ser cansativa e sonolenta) ele cresce no ritmo dos jogos, algo que até surpreende, o filme caminhava para algo mais light, censura livre, o sangue toma conta da tela, são crianças se de gladiando pela vida soltos numa floresta, com algumas instruções de sobrevivência e lutas adquiridas alguns dias antes, a cena inicial que marca o início do torneio sem som, nos da uma idéia da atmosfera do que estamos vendo, eles são colocados em pedestais e em sua frente tem armas e mantimentos e após um sinal devem optar por pega-las ou não e ai é cada um por si.
Logo de início sabemos que as armas são armadilhas, pois os mais preparados esperam os mais jovens e destreinados ir em direção a elas para mata-los e já eliminar alguns participantes.
Jogos Vorazes compensa tudo que teve de monótono em sua primeira metade, quando se torna o filme que fomos ver (mesmo sendo fundamental para a trama sua primeira metade poderia ter 30 a 40 minutos a menos traria um dinamismo para o filme e o tornaria melhor), mas como nós entusiasmamos tanto com sua etapa final esquecemos de o início e seus erros (ou não, é interpretativo tem gente que não reclamou de seu início), ele tem tudo que um filme voraz tem que ter morte, sangue, intrigas, traição, trapaças e por que não uma conspiração não poderia faltar, por que assim que é dada à largada, somos apresentados a um sistema que acompanham eles passo a passo (afinal tudo é transmitido), mas existem algumas artimanhas para fazer os oponentes se encontrarem e não se distanciarem e para isso até armadilhas e catástrofes são armadas pelo seu criador.
O filme chega a lembrar o divertido Gamer de 2009, enquanto as pessoas dos distritos torcem por seus entes e representantes, os magnatas da capital só querem ver o sangue, e nenhum momento ninguém se oposiciona contra aquilo tudo que já dura anos (74), os jogadores participam até de talk shows antes dos jogos para o público saber as qualidades de cada para torcer e patrocina-los.
Enfim, Jogos Vorazes tem sim Contestação Social, pois num futuro pós-apocalíptico, uma nação é subordinada, controlada e observada por seus governantes, pode não ser algo muito distante agora se é esse o segredo do sucesso do filme, não sabemos, só publico vai responder.

Avaliação:
Critica:9
Público:8
Filmes Inc.:7

quinta-feira, 22 de março de 2012

Protegendo o Inimigo (Safe House)

By Rg.
Protegendo O Inimigo, este novo longa de ação, vai na contra mão de tudo (de tudo mesmo), acompanhe meu raciocínio, primeiro por ter um impacto diferente para aqueles que viram seu trailer e também o julgam pelo nome, o filme tem uma trama (enredo) totalmente diferente da mostrada e que todos aguardam, isso foi muito positivo ao filme, pois muitos devem ter ido ao cinemas esperando ver o convencional mostrado nos trailers.
A subtrama do filme é muito superior a original apresentada de inicio, é ai que o filme nos convence como bom filme de ação e espionagem, quem julgou pelo trailer apenas achou que era mais um 16 Quadras ou filme qualquer com muita ação.
Não o filme é muito superior a isso, ele segue para um rumo maior, algo mais Bourne, mais conspiratório e interessante, pois à julgar pelo trailer e o título nacional pensa que o filme é o tempo todo Matt (Ryan Reynolds de Eu Queria Ter Sua Vida aqui faz a melhor atuação de sua carreira), transportando e protegendo Tobin Frost (Denzel Washington) um desertor da CIA, procurado em 4 continentes e por 9 anos pelo seu pais, por vender segredos da CIA, após um início eletrizante Tobin é esta encurralado na África do Sul, e se entrega na Embaixada Americana, para não ser morto no meio de uma transação.
Ao saber de entrega de Tobin a CIA pede sua guarda para leva-lo ao um abrigo, chamado de safe house, ai que entra o personagem de Ryan Reynalds (Matt espécie de "Zelador" do local) apresentado nos créditos iniciais como um jovem que trabalha para o governo (CIA), mas almeja um cargo de mais importância, pois seu trabalho é vigiar o abrigo (Safe House do titúlo original do filme: Casa Segura), mesmo não estando ninguém sob custódia, ele passa os dias olhando para as paredes e esperando a oportunidade de por todo seu treinamento em pratica, e omite para sua namorada seus trabalho.
Mas tudo muda com a chegada de Frost ao abrigo, ele acompanha o grupo que o traz tortura-lo sem se importar com o que é certo ou errado, minutos depois o abrigo é invadido por um esquadrão fortemente armados para resgata-lo ou mata-lo, não sabemos ao certo pois Tobin tem muitas informações, conforme os agente vão sucumbindo Matt se vê no dilema, ou ele elimina Frost e seus segredos sobre seu pais morrem com ele ou o entrega tem uma chance de sair vivo, ou foge com ele e o leva para um local seguro (outra save house), ele opta pela ultima opção, após ter seu psicológico abalado por Tobin que no melhor estilo Alonzo (outro personagem clássico de Denzel em Dia de Treinamento) entra na mente do agente sem experiência para tentar ser solto.

 A partir dai a ação toma conta do filme, isso tudo com menos de 20 minutos de filme, uma perseguição alucinada como é mostrada no trailer, mas no decorrer do dia Matt, com o fardo de levar o traidor até outro abrigo num local distante e ainda despistar seus perseguidores, é uma situação complicada ainda mais se houver uma reviravolta, cheia de tensão e traição vindo desde o auto escalão, afinal alguém sabia onde era o abrigo fora a CIA, some tudo isso a um experiente ex-agente que é visto como uma lenda, querendo fugir a qualquer momento, o filme consegue nos manter firmes ali o tempo todo, com reviravoltas e muita ação.
Vale destacar algumas sequências de ação como a perseguição inicial é extremamente bem filmada, a cena do estádio também é tensa e qualquer dialogo entre os dois personagens vale destaque, pois as frases disparadas por Tobin como em meio ao caos ele diz “eu deixo você nervoso?” já faz tremer até o mais experiente quanto mais Matt, que começa a ter dúvidas sobre a causa do inimigo.
E o filme tem um Q de real, pois Denzel Washington faz Tobin Frost um experiente ex-agente que desertou contra seu País ou a CIA (sem motivos aparentes), e Ryan Reynolds faz Matt um agente jovem sem experiência de campo, exatamente algo muito semelhante a suas carreiras no cinema, Denzel já consagrado experiente, ensinando muito Reynolds que manda muito bem ao seu lado.
Protegendo O Inimigo, vale muito apena ser conferido e surpreende por sem um filme que muda logo em seus minutos iniciais de forma positiva, e também é peculiar, pois já faz um bom tempo que Denzel Washington não emplaca dois bons filmes seguidos, após o muito bom Incontrolável em 2011, agora ele faz este bom longa policial já Ryan Reynolds, mostra que a vida após o fracasso de LanternaVerde, mostrando que o fiasco do filme não é culpa dele.Alexander Witt que já  foi diretor de segunda unidade de filmes como Máquina Mortífera 3, A Identidade Bourne, 007 - Cassino Royale e Atração Perigosa, repete o feito aqui e direção fica a cargo de Daniel Espinosa que manda bem em sua estréia em Hollywood.
Ainda bem que os dois mandaram bem pois nos protegerem de um filme ruim.
@RG_FilmesInc                                @FilmesInc
Avaliação:
Critica:7,5
FilmesInc.:7,5
Público:8,5

terça-feira, 20 de março de 2012

Projeto X (Project X)


By Rg.
Projeto X: deveria vir com o seguinte aviso: Ao ver este filme você acaba de receber o convite para uma festa, não para uma sessão de cinema , pela primeira vez no cinema a gente interage com um filme ou evento de verdade, algo que nem o 3D conseguiu fazer nos últimos anos isso acontece aqui, pela primeira vez o gênero, já desgastado de Handycam (câmera na mão), aqui ele é usado com maestria num gênero onde nunca foi utilizado e graças a isso somos convidados para uma mega festa sem limites.
O que acontece quando somamos ou trazemos elementos de outros filmes em um novo filme ? Geralmente estas misturas resultam em filmes ruins, sem muita personalidade, mas este filme inovador vai na contra mão de tudo isso.
Projeto X , é uma soma de diversos filmes que criaram gêneros, para você se situar melhor o que o filme resultou, somem; Curtindo a Vida Adoidado + Suberbad + Poder Sem Limites (ou qualquer filme de sem-documental, mais o longa citado se enquadra melhor pois envolve adolescentes documentando tudo num colégio) este fusão nos rende um filme simplesmente surtado, algo surreal de proporções hilárias .
A historia dos quatro adolescentes Nerds, que pretendem dar uma festa na casa de um deles (Thomas), pois seus pais viajaram e eles pretendem usar o evento para se tornarem populares algo muito difícil, pois Thomas é um garoto magricelo tímido, Costa um garoto Judeu com aparência de Judeu, e ainda é virgem num colégio 
nos USA, JB que tem tudo que prejudica um adolescente no colégio: Gordo+ virgem+óculos = Bullying, e Dax o cinegrafista que pouco sabemos sobre ele, somente no decorrer do longa vamos descobrindo mais sobre o próprio, pois  em muitos momentos esquecemos que tem mais um garoto, gravando no grupo.
Os minutos iniciais, mostram eles convidando á galera para a festa, inseguros se alguém vai mesmo comparecer, mas mesmo assim convidam todos, desde as garotas mais populares aos ex-alunos consagrados.
O longa acompanha o dia deles desde a manhã de sexta no colégio, logo na sequência eles vão até o supermercado comprar mantimentos para o evento numa sequência hilária, logo em seguida o grupo decide ir comprar maconha na casa de um “traficante’’coroa, que se acha lutador, após degustarem a droga ele resolvem roubar um anão de jardim do “traficante”, que resulta numa perseguição hilária, problemas a parte, superados começam os preparativos na casa de Thomas.
Ao se depararem com dois garotos de 12 anos na varanda, que são apresentados por Costa, como os seguranças da festa, mas ninguém se espanta, todos não se importam de dois garotos pivetes franzinos de 12 anos, serem responsáveis da segurança (são dois dos personagens mais engraçados do filme fácil) de um bando de adolescentes bêbados, já da para saber a dimensão do evento, até ai tem muito de outro filme recente, Poder Sem Limites inclusive a cena do supermercado é muito parecida, mas são filmes totalmente distintos e foram gravados na mesma época portanto, nenhum copiou o outro.
Mas assim que a festa tem início, entra o diferencial do filme imagine Suberbad, surtado com proporções épicas, pois pelo fato de ser semi-documental, ele nos da à impressão que estamos ali na festa, curtindo abismados, impressionados, com a ascensão da festa que até algumas horas atrás eles acharam que ninguém iria e seria o fim da tentativa de ser tornarem populares, seria o inverso eles seriam massacrados, como os Nerds que fizeram uma festa que ninguém foi, mas só que nós vemos aqui e algo monstruoso, a gente esta dentro junto com ele preocupados com a casa, com o que o pai dele vai achar se descobrir, resumindo estamos envolvidos com tudo que acontece somos convidados para o evento.
Só para você ter ideia, sempre que algo poderia dar errado, ficamos preocupados junto com eles, a cada copo ou vidraça quebrada ficamos aflitos como Thomas e por ai vai.
Repare nas aparições do cachorrinho e do Anão de jardim (e também no outro) durante toda a festa são divertidíssimas e insanas.

E o filme tem muito do clássico de uma geração, Curtindo a Vida Adoidado, pois Costa faz o Ferris da vez, pois Thomas nunca foi o idealizador da festa, sempre foi o amigo que colocou pilha para fazer o evento, e sempre que algo sai errado ou pode sair, ele vem e mostra o lado bom da coisa e acalma o amigo, mesmo com o pandemônio tomando conta do lugar, ele sempre tem uma resposta e diz que tudo via dar certo, mesmo quando não vai, algo que Ferris Bueller fez durante todo seu filme inclusive quando a Ferrari do pai de seu amigo, vai parar no fundo da piscina.
Projeto X, é isso uma festa insana, engraçada, sem limites com personagens aloprados que só queriam ser populares, mas tudo tem seu preço, aqui é um filme (ou festa) extremamente divertido do qual somos convidados a participar, Enjoy (divirtas-se).
@RG_FilmesInc                        @FilmesInc
Avaliação:
Critica:7,5
Público:9
FilmesInc.:9,5

domingo, 18 de março de 2012

John Carter



By Rg. 18/03/12
John Carter Entre dois Mundos, é a maior aposta do ano, não apenas para salvar Marte (ou Barsoon), lugar onde o filme se situa, mas para salvar a Disney e os consumidores de ingressos que gostam de filmes divertidos e franquias milionárias. O cinema estava quase órfão destes filmes com o fim da franquia Harry Potter, ainda temos a bilionária saga Piratas do Caribe na manga da Disney, mas com a queda de qualidade do último filme (que mesmo assim fez absurdos 1 bilhão de dólares), nunca é certo se Johnny Depp voltara à saga, algo que pode sepultar seu filme. Isso é muito pouco para o estúdio do Mickey, o qual em 2010 apostou suas fichas para criar uma trilogia baseada num jogo mundialmente famoso: Príncipe da Pérsia. O filme não arrecadou o esperado, não se pagou e foi engavetado. 
E descartou a saga Narnia até dispensou o último filme e o mandou para a concorrente Fox, que ficou com a bata quente e os últimos exemplares de filmes fantasias épicos como Conan e Fúria de Titãs são esquecíveis.
Mas será John Carter mais um filme adaptado de uma saga literária, será mais uma franquia milionária do estúdio do camundongo?
O filme precisa fazer, segundo os críticos, nada menos que no mínimo 750 milhões de dólares.Vejamos, o custa com a produção foi de 250 milhões e o marketing, por volta de 300 milhões. Some isso a um enredo que em nenhum momento despertou meu interesse e alguns trailers  nada empolgantes até sua estreia não conheci ninguém que estava na expectativa do filme, estava com cara e cheiro de fracasso do ano.
Mas quando toda a mídia especializada que viu o filme com antecedência começou a elogiar o longa, algo parecia estranho, nada ruim consegue mobilizar a imprensa a seu favor.

E logo em seu início descobrimos por que John Carter consegue convencer e mudar até os mais céticos e receosos contra ele, o filme já abre como uma aventura grandiosa, e atual, mas com um clima divertido no melhor estilo anos 80/90, muitos podem questionar que já viram algo semelhante em, O Senhor dos Anéis, Star Wars ou Avatar, mas o que eles não sabem, é que estes filmes plagiaram muita coisa contida nos 11 livros, concebidos por Edgar Rice Burroughs (o mesmo criado de Tarzan) em 1912, que teve onze livros onde John Carter é protagonista em seis deles e coadjuvantes em dois.O Clima de aventura saudosista tem um ritmo muito bom, dirigido por Andrew Stanton que dirigiu as animações Wall-E e Procurando Nemo, faz aqui sua estreia na direção (e parece ter tido a mesma sorte de outro diretor, que também migrou par o live-action recentemente Brad Bird de Missão Impossível 4, (já havia dirigido Os Incríveis e Ratatoulle) os cenários são grandiosos, e um visual de cair o queixo até daqueles que são fãs dos grandes épicos antigos, que o filme nos remete devido a sua ótima trilha e fotografia.
O longa nos mostra o soldado desertor guerra da secessão (guerra civil americana entre 1861 e 1865) é chamado a lutar novamente, mas recusa, pois não se importa com mais nada e muito menos a causa da guerra, amargurado Carter só pensa em encontrar uma caverna forrada de ouro, que muitos acreditam ser apenas uma lenda local.                                                                                                                               Após ser preso como desertor numa sequência inicial hilária ele consegue escapar, mas ao confrontar se com índios ele e seu antigo capitão acabam numa caverna onde Carter é transportado para Marte (Barsoon como os nativos o chamam).
Ao despertar em solo Marciano, John mal consegue andar e arremessado ao solo todas vez que o tenta (outra cena divertidíssima), e por acaso descobre que consegue saltar muito, (mas muito alto) toda vez que toca o solo (devido à gravidade local e ele ser humano adquire este impulso e uma forca ampliada), mas Carter  que ainda acha que esta na terra já, se choca ao deparar com os Tars uma raça local que tem 4 braços e quase 3 metros de altura e são guerreiros natos e escravizam Carter ou Virgínia, como ele é chamado inicialmente.
Ele recebe tratamento de prisioneiro até que ao intervir numa batalha entre os guerreiros de Zodanga Hellium, ele acaba salvando e se impressionando com Dejah (Lynn Collins, linda) que vive a princesa de Marte (título do primeiro livro que este filme é baseado) que esta fugindo de Sab Than (Dominic West), tirano que tenta tomar marte e ter a princesa como sua esposa e para isso prometeu poupar o povo dela, mas Sab é apenas uma marionete de Matai Shang (Mark Strong), após todos verem as habilidades de batalha de John que como já citei, foram ampliadas em Marte e seus saltos espetaculares, ele se torna um herói para os Tars (que nunca interferem na disputa por Barsson) e para princesa que lhe deve a vida, mas Carter que nunca se importou com causas, apenas quer voltar para a casa, e não faz idéia de onde está.                                                                                                                               Dejah que além de herdeira de Jeddiak (espécie de Rei local) de Hellium é uma estudiosa sobre os planetas e diz saber como ajudar Carter chegar onde quer, se ele ajuda-la livrar seu povo e evitar seu casamento com o tirano.
Com esta oferta ele desperta o interesse de John Carter, que sempre agiu sozinho só pensou em si só, mas isso esta prestes a mudar além de com passar da jornada ele também passa a se importar com a causa e o povo de marte, desde os Tars e civilização normal, ele passa a se envolver com Dejah.Isso tudo tornou o longa uma grande aventura épica com visual de westerns (desertos) devido à ambientação de marte, que nos remete a mesma impressão do oeste americano, que por sinal é de onde o nosso guerreiro veio, Carter demora a acreditar que não esta em solo terraquio devido isto, pois à Virginia e muito semelhante ao clima deserto e seco de Barsoom.
O alivio cômico é bem colocado no filme, e torna o torna delicioso divertido e extremamente bem dirigido e produzido por ninguém menos que Pixar, que aqui faz seu primeiro longa em live-action e acerta em cheio.
 John Carter acerta onde todos os outros erraram, o pouco conhecido Taylor Skish de Wolverine Origens, tem carisma algo que falta muito para Sam Worton, tanto em Avatar como em Fúria de Titãs , algo fundamental numa aventura, pois um personagem não carismático, você não se envolve e torce por ele.
 John Carter além de salvar marte ou blasoom, tem que salvar também o cinema das franquias ruins que surgem ano a ano.
Agora se teremos sequências ou uma trilogia só as cifras vão dizer por que sua parte o estúdio fez, nos deu um ótimo filme, agora e com vocês e façam como John Carter, mas salvem o cinema da mesmice vão vê-lo e indiquem aos amigos.

Avaliação:
Filmes Inc. 9,5
Critica: 9,5
Público: 9


quarta-feira, 14 de março de 2012

FilmesIncast: The Best Of The Best 2011 (+ Bônus Preview 2012)

 É só dar Play ao lado.

Neste PodCast vamos relembrar e eleger os melhores filmes de 2011by @FilmesInc  e os que vocês ajudaram a eleger em nossa enquete um Top 10 de 2011 o ano que ainda não acabou resolvemos postar somente agora para dar tempo de conferir os filmes de 2011 em dvd/blu-ray pois muitos ainda estavam por sair.

Neste programa moderado e apresentado por @RG_FilmesInc  (eu) e acompanhado por @digobezerra e um convidado especial @nando_a7x
Há mais um bônus especial um  preview 2012 uma pequena previa dos filmes mais aguardados de 2012 confiram.
Agradecimentos @jbueno nosso web designer, que criou nosso logo e ainda editou a trilha deste pod cast, especialista em musica dono do @_covernation confiram , critiquem e postem suas listas nos comentários e no próximo cast será lido e votem pois ainda da tempo a lista esta ao lado.
Para ouvir e só dar clicar no Player acima ou baixe aqui.Confiram nossa edição anterior aqui.
Bom ano e boa sorte!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Poder Sem Limites (Chronicle)

by Rg.
Inovador, Despretensioso, Diferente, Cool ou Ousado? Difícil saber em qual destes argumentos Poder Sem Limites se enquadra, além disto, fica á pergunta por que juntar dois estilos de gêneros tão desgastados em Hollywood, (filme semi-documental sobre "heróis", que não estão preparados para lidar com poderes adquiridos e estilo semi-documental de filmar?) Se deu certo? Acompanhe a critica do filme a seguir e saberá.

O Longa nos mostra três jovens, que pós desbravarem uma espécie de gruta aberta num campo, adquirem algum tipo de poder que vai desde mover as coisas com a mente a voar, o longa tem um Q de Distrito 9 e Cloverfield, que há meu ver são os melhores filmes que empregaram esta técnica Semi-documental (filmes documentados através de uma Handycam) que como já mencionei extremamente desgastada nos últimos anos e por coincidência os filmes citados são os únicos que optaram por outro gênero, pois os filmes que seguem esta linha quase todos foram para o clichê do estilo o terror, mas não chega a ser tão inovador, pois a história sobre poderes já mostrada exaustivamente em Hollywood (mas em formato convencional) e também na TV (Heroes é a mais recente prova disto), chega até ser Despretensioso, pois alterna entre temas convencionais, como a descoberta de algo diferente e dia a dia como o garoto que sofre Bullying e ainda apanha do pai em casa, mas aqui e retratado pelos olhos de quem o sofre, fato que o protagonista do longa sempre estar em posse de sua câmera.
Chega a ser Diferente, pois mostra que Andrew, Matt e Steve fazem ao descobrir seus poderes o que todo adolescente faria, se divertir, pregar peças nos amigos de escola, até ganhar popularidade com seus poderes, mas sem nunca os expor de maneira extravagante, ai que acontece algumas das melhores cenas do filme, como a hora em que eles decidem usar a telecinesia num hipermercado, a começar pelo estacionamento é hilária, mas toda ação tem uma reação, como na hora em que Andrew usa seu poder de forma indevida, Matt decide estabelecer algumas regras entre elas, como nunca usa-lo em público e nem quando estiver com raiva, algo comum que faz parte da natureza de Andrew, que ao contrário dos outros dois não é popular e sofre Bullying e apanha do pai bêbado com frequência diária, para ele os poderes foram uma dádiva, pois além de ter uma ligação maior com seus amigos, agora ele vai em busca da redenção e popularidade, sempre moderado pelo seu primo Matt.
Cool (maneiro, descolado e divertido) pois mostra pessoas comuns lidando com problemas normais e ainda adquirindo poderes sobre humanos, como Matt que vive atrás da bela blogueira que faz vídeos para seu web site no colégio, mas nunca gostou do seu estilo popular de ser, Steve sempre teve atenção de todos pelas suas campanhas para assumir cargos, mas nunca teve amigos de verdade com quem se divertisse realmente, todos tinham alguma dificuldade ou até eram infelizes sem os poderes, nenhum deles por mais que tinham fama ou popularidade estavam realmente satisfeitos com suas vidas.
Os primeiros 45 minutos do filme mostram praticamente tudo isso, o poder criando laços entre eles, e suas descobertas.
Andrew o mais problemático, não vê a hora de sair e divertir poderes e amigos realizando façanhas e loucuras, que vão desde jogar futebol no céu, dentre outras, assim ele fugia do pai violento e sua mãe doente que ele mal tem dinheiro para a ajuda-la.
Já os 45 minutos finais vem a Ousadia o modo como o filme, que vinha de um ritmo divertido, e até monótono (em minha opinião, 10 minutos a menos  fariam muito bem ao filme), ele tem um clímax muito bom e ousado algo que surpreende até os mais atentos, chega a lembrar alguns desenhos recentes em seu desfecho, mas não vou cita-los para não estragar a surpresa, marque a próxima parte do texto entre parênteses se você já viu o filme ou não liga para spoilers: (Os Incríveis e Megamente) mas quem assistir vai se familiarizar com a trama final, somada ao tom adulto algo que vale muito a pena.
O Filme tem seus méritos, e deméritos também como seu terceiro ato (meio) é muito lento, mas é compensado pelo bom final, e defeitos todos os filmes deste estilo/gênero tem, como sempre tem alguém documentando tudo, mas tudo mesmo, numa câmera de mão a ponto de justificar um filme, pois tem muitos momentos que a gente esta em perigo, só quer correr, mas como já vimos filmes de terror do estilo (REC, A Filha Do MalAtividade Paranormal) eles nunca esquecem a câmera, mesmo sendo perseguidos e ameaçados de morte por alguém num filme de aventura como este, chega a ser mais justificável.
Poder Sem Limites deveria usar mais do artifício das câmeras de segurança e de trafego ao invés de sempre uma Handycam, pois quando ele opta pela segunda  opção ele fica mais real e dinâmico.
Mas nada que tiro o brilho do filme que também diverte, mas poderia ousar mais e ter menos limites.
@RG_FilmesInc                                @FilmesInc
Ava lição:
Critica:9,5
Filmes Inc.:7
Público:7,5

segunda-feira, 5 de março de 2012

Drive

By Rg.
Drive é um filme peculiar ao começar pelo título, mesmo fazendo jus ao filme vai causar polemica, por que ao mesmo tempo não é feito para o grande público, pois muito irão se "dirigir" ao cinema para ver algo semelhante à franquia Velozes e Furiosos, o filme tem um ritmo inicial acelerado mas pisa no freio e desacelera de forma brusca, mas muito eficiente para dar tempo de apresentar e desenvolver seus personagens , a cena inicial que mostra o dublê e motorista de fuga nas horas vagas interpretado por Ryan Gosling, levando dois bandidos numa fuga após cometer um assalto é fantástica e inteligente mostra que somente acelerar não é sinal de eficácia numa perseguição, mas sim saber os passos da policia e correr somente quando necessário, após esta injeção de adrenalina ai vem o conteúdo como nos filmes do Midas, Quentin Tarantino.
 Tudo no filme é diferente as tomadas  aéreas de Los Angeles lembram muito outro filme, Colateral de Michael Mann, mas também nos mostra a L.A paradisíaca que estamos acostumados a ver nos filmes.
Ryan Gosling pouco fala sua atuação se resume, a expressões que substituem palavras, como no momento em que conhece a sua vizinha Irene (Carey Mulligan) é quase uma ilustração as imagens apenas mostram o encontro casual e na seqüência a química entre os dois é nítida, com poucos diálogos, algo simples e eficiente as imagens substituindo palavras, de forma muito eficiente, até quando diz como trabalha para seus contratantes ele diz que espera apenas 5 minutos a partir dali eles estão por sua conta, a trama simples mostrando seu dia como mecânico e duble em meio período, se torna mais interessante quando Irene o comunica que seu marido Gabriel pai de seu filho Benício (ótimo por sinal) esta prestes a sair da prisão.
Gabriel não demora a lhe causar problemas após testemunhar ele levar uma surra de uns capangas ele decide ajudá-lo pela consideração que tem pelo garoto e Irene, para quitar a divida com a máfia ele tem que realizar um roubo, e o dublê/piloto vai ajudá-lo na fuga.
 Mas algo sai errado e ele se envolve em algo muito maior, e nisso o filme pisa no acelerador novamente com uma bela perseguição de carros muito bem coreografada, tiros e violência de deixar qualquer fã de Tarantino de queixo caído some isso a uma trilha totalmente alternativa, e até inovadora, algo que faz cada cena de ação parecer uma ópera, algo que não condiz à cena que faz você ver uma cena como um todo prestar atenção nela, não como em filmes de ação convencionais que a trilha é tão frenética como a tomada que você fica mais alucinado pela música do que pela cena às vezes aqui ela é linear e perspicaz.

Em nenhum momento é mencionado o nome do herói algo muito similar ao que acontecia nos filmes de western nas décadas de 60/70 o lobo solitário muitas vezes não tinha nome, ele é sempre chamado de garoto pelo seu mentor durante o filme todo. 
Ryan Gosling esta acima da media numa atuação brilhante vivendo seu melhor momento na carreira após fazer os ótimos, Jogo de Poder, Amor a Toda prova e Namorados Para Sempre, ele se supera, com seu personagem que cresce durante todo o filme e sua feição e expressão também durante o longa  que ele é de poucas palavras outra menção aos filmes de Cowboys antigos até o palito de dente no canto da boca lembra isso sem falar na sua jaqueta claro, mas como uma imagem neste filme vale mais do mil palavras a cena do elevador após Irene olhá-lo tomado pela raiva e sua aparência chega a lembrar Dr.Jackyll (O Medico a Mulher e o Monstro) impressionante e fantástica. 

Drive mantém um ritmo certo durante seus 100 minutos, acelera apenas se necessário mas graças à boa mão do diretor ( Nicolas Winding Refn ) isso funciona perfeitamente nos dando um ótimo filme peculiar, mas muito eficiente, mas para poucos, pois apenas os amantes do cinema inovador e diferente que querem sair da mesmice vão gostar pois um filme que tem um nome como Drive ter conteúdo e algo que soa estranho por si .
E após ver este filme e Prova de Morte nunca mais subestime um dublê.
@RG_FilmesInc                     @FilmesInc
Avaliação:
Critica: 8
Filmes Inc.:8,5
Público:7,5