Filmes Inc.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Interesterlar

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by Rg.

Christopher Nolan é uma figura importante para o cinema atual, mesmo sendo um diretor da nova safra do cinema (que surgiram nos anos 2000) e que já se consolidaram como David Fincher (Seven, Clube da Luta e Garota Exemplar) ou Darren Aronofsky (Noé, Réquiem Para Um Sonho e Cisne Negro), ambos são talentosos e muito regulares, espero ansioso por novos projetos envolvendo seus nomes. O nome de Nolan, vinculado a qualquer produção já me faz ficar numa expectativa maior do que o normal, a ponto de nem querer saber dos nomes no elenco e detalhes da produção, resumindo seus filmes, eu vejo no escuro, assim como os de outros diretores de gerações anteriores, já o coloco no mesmo patamar de ícones como; Clint Eastwood (Gran Turino), Quentin Tarantino (Django Livre), Peter Jackson (O Senhor dos Anéis), Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street) e Steven Spielberg (Lincoln). Nolan além de ser o responsável por recentemente nos brindar com a melhor adaptação de HQ's da história (Batman The Dark Knight), o diretor também dirigiu pérolas que mexeram com nossas mentes (ou explodiram nossa cabeça), nos últimos anos como;  A Origem e Amnesia.  
Não preciso nem falar que a expectativa para seu novo longa (ou evento), era das mais altas, ele deixou de ser um diretor independente (Following), ou cult (Amnesia) e se tonou um diretor de mega produções (com o passar dos anos), mas não perdeu suas raízes, hoje ele faz blockbusters cabeça (superproduções com conteúdo).
Neste novo longa ele nos faz de testemunha ocular do provável fim da Terra, ao contrario do mostrado excessivamente no cinema atual (Oblivium, ElysiumDepois da Terra, O Livro de Eli) o filme não é pós-apocalíptico, é sobre como provavelmente chegaremos lá; a possível devastação total, e nossa extinção, é um verdadeiro testemunho do inicio do fim.
A Terra esta no auge de seu desgaste, nossos recurso estão escassos e alguns já acabaram. O longa também nos mostra quando tivemos uma chance de fazer algo e talvez evitar o fim. O clima em nosso planeta esta se deteriorando, nada plantado em seu solo sobrevive (apenas o milho, por enquanto), o clima não é mais o mesmo, tempestades de areia são constantes, o ar é muito prejudicial, e boa parte da população já apresenta problemas respiratórios e pulmonares. Cooper (Matthew Macconaughey) um pacato fazendeiro ex-piloto da NASA, faz o que pode para ajudar sua família, até que um dia por acaso ele descobre um plano da então extinta agencia governamental (NASA), de uma expedição em busca de recursos em outra galáxia (Interestellar, sacou), num projeto que já vem sendo desenvolvido secretamente há anos, Cooper é convidado a ser o piloto desta nova expedição, para localizar um novo planeta com recursos suficientes e semelhantes ao nosso para ser um novo lar, este é a premissa básica (mostrada no trailer), que pode (ou não) ser simples, mas também não é das mais empolgantes dos últimos tempos. Então qual é o diferencial de Interestellar (além de seu diretor)? Um dos maiores diferencias é justamente quando a ficção cientifica começa (em seu segundo ato). não se trata apenas de sair da nossa atmosfera, e ir há algum planeta que seja possível viver, o longa vai além, vai há outra galáxia inexplorada, através de um buraco de minhoca (portal onde e possível atravessar de uma galaxia a outra). 
Interstellar levanta questões e teorias da física que são estudadas há anos por diversos gênios da ciência como; Carl Sagan e Neil Degrasse TysonStephen Hawking, mas de uma maneira simples e bem elaboradas e explicadas, fazendo a trama ser envolvente, não apenas para o nerd da poltrona ao lado, mas também para aquele que foi ver um bom filme, que também trata de laços familiares é o fim da humanidade. 
Interestellar nos traz um dos melhores elencos reunidos do cinema atual, principalmente pelo momento que vivem em suas carreiras (quatro dos protagonistas já ganharam ou foram indicados ao Oscar e a maioria recentemente), entre eles Matthew Macconaughey (excelente) que desde 2011 pra cá vive uma carreira só de acertos), Anne Hathaway (anos luz a frente de qualquer uma de sua geração, longe de ser apenas um rosto bonito), Michael Caine (sempre acima da média), Jéssica Chastain (que não faz um filme ruim desde que despontou em a Hora Mais Escura) e até Casey Affleck que aqui convence (sem falar outro nome que aparece durante o longa que prefiro não estragar a surpresa). 
Nolan faz claras referencias a um dos maiores clássicos da ficção cientifica também sobre viagem espacial; 2001 Uma Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick, sua direção é excelente, até as tomadas mais simples, fazem valer o ingresso, a fotografia é um espetáculo à parte, vale destacar a cena em um dos planetas mostrados, em que a câmera filma sobre as águas assim que a nave se aproxima, é simplesmente surreal, a trilha é outro ponto forte do filme novamente compota por; Hans Zimmer. Interestellar não tem um gênero certo, ele vai desde do drama familiar, com cenas tocantes como onde Cooper deixa sua família para trás, com a promessa de salva-los de um futuro sem esperança. E quando parte para a Ficção, com as sequências especiais que são fantásticas e lindas de si ver. Emoção também não falta no filme, que mesmo tendo quase que três horas de duração (que não incomodaram), Nolan comete apenas um pequeno deslise em seus momentos finais, onde ele o prorroga demasiadamente, faz com que o filme crie aquele expectativa de acabou? ainda não... e agora? também não! e quando o final realmente chega (finalmente), os dois primeiros eram mais climáticos, mas nada que tire o brilho desta bela ficção que já é épica.

Quanto a Christopher Nolan, ele nos presenteia com mais um ótimo trabalho, que não é seu melhor filme, mas pode ser o mais regular de todos, pois aqui em matéria de atuação, ele tem as melhores, e o melhor elenco. Interestelar pode não ter o mesmo impacto de Amnesia, A Origem e Batman: O Cavalheiro das Trevas, mas aqui ele prova que uma boa historia nas mãos certas fazem a diferença, e nos prova que é possível fazer blockbuster com conteúdo. 
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Avaliação: 
Critica:8 
Público:8,5 
Filmes Inc.:9

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Dracula: A Historia Não Contada

images (4)By Rg.
Se fosse uma canção, poderíamos usar a uma velha frase para este filme "Uma nova versão, para uma velha canção". Drácula: A Historia Nunca Contada nos conta a trajetória do Príncipe Romeno Vlad Drácul, também conhecido como o Vlad O Empalador, mesmo seguindo um caminho distinto de algumas versões que já vimos no cinema sobre o mito, neste novo longa ele não foge tanto de sua origem, criado em 1897 pelo escritor Bram Stroker, que teve sua adaptação cinematográfica em 1992, dirigida por Francis Ford Coppola (tiveram diversas versões do personagem ao longo dos anos, mas nenhuma fiel ao visão de Bram Stoker como a de Coppola), nesta nova visão Vlad também um guerreiro como aqui, mas seus motivos para seguir as trevas, divergem. 

Drácula: A Historia Não Contada, mostra que ainda menino Vlad é levado pelo exercito Turco, e ao lado de outros jovens se torna um escravo guerreiro, obrigado a lutar por outro pais, com o passar dos anos, o garoto demonstra uma certa habilidade em batalha, que faz sua fama crescer e se tornar temido e um líder, são de suas vitorias, que vem sua fama de empalador, após um breve flashback introdutório, o longa já nos mostra Vlad agora adulto e Conde da Romênia, ao lado de seus cavalheiros preocupado com uma possível invasão Turca, após acharem um rastro de corpos de soldados Turcos, que o leva a uma enigmática caverna, onde ele conheceria uma temida criatura, e apenas ele escapa com vida. Não demora para a culpa pelo sumiço do pelotão Turco, em terras Romenas (Transilvânia) cair sobre si, o líder deles solicita mil crianças de seu reino, para batalhar ao seu lado, sem ter outra alternativa Vlad retorna a caverna, para buscar uma ajuda, nem que seja não humana, para enfrentar o numeroso exercito adversário, ele esta disposto fazer tudo para proteger seu reino e seus entes queridos. Esta e trama inicial mostrada no trailer, mas o mais interessante do filme é seu visual; épico e grandioso, muito bem fotografado e dirigido, nos remete à uma era de grandes épicos novamente (ao lado de Hércules este ano), seu figurino é impecável. Detalhes a parte, o filme funciona bem como longa de ação, deixando boa parte do suspense de lado, aqui Drácula é um ser (ou criatura), que usa seus poderes para outros fins, vencer batalhas e proteger seu povo e família, e não apenas para suprir sua sede ou por mero prazer. Assim como na versão de Bram Stoker o amor pela sua esposa é um dos seus alicerces de sua vida (também gancho, para uma possível sequência).
Luke Evans esta muito bem como Vlad O Empalador, provavelmente sua melhor participação desde que despontou no cinema nos últimos dois anos com; Velozes e Furiosos 6 e O Hobbit, aqui (por incrível que pareça), é onde ele mais demonstra um certo carisma, lançando frases de efeito "as vezes o mundo não precisa de um herói, e sim de um monstro", o restante do elenco também esta bem, e não compromete, vale destacar o diretor estreante Gary Shore, que nos entregou um épico de qualidade, até o mais fervorosos, vão entender, que aqui é uma outra visão do personagem, que mesmo se apegando mais a ação, respeitou suas origens e manteve o foco. O longa tem uma fotografia, ótimas sequências de batalhas, muito bem orquestradas, como, a primeira vez que Vlad enfrenta os Turcos, ou a sequência em que ele invoca morcegos (de deixar Batman com inveja) em um batalha, são bem dirigidas e com efeitos muito bons, fazendo jus ao orçamento e o plano que a Universal (estúdio detentora pelos direitos do personagem), de unificar o universo de Monstros que ela é dona, entre eles; A Múmia, Frankenstein, Lobisomem e Monstro do Pântano, e quem sabe num filme próximo, já teremos o tão aguardado crossover, ou até uma nova versão (decente) de Van Helsing, que também pertence ao estúdio e faz parte do mesmo universo (inclusive apareceu no livro e filme baseado na obra de Bram Stoker), resta agora e esperar e torcer para os outros filme tenham a boa qualidade deste. Drácula nos faz respirar aliviado, pois num cinema atual onde vampiros brilham, aqui quem brilha é o filme.
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 Avaliação:
Critica:7
Público:8,5
Filmes Inc.:7,5