
by Rg.
Christopher Nolan é uma figura importante para o cinema atual, mesmo sendo um diretor da nova safra do cinema (que surgiram nos anos 2000) e que já se consolidaram como David Fincher (Seven, Clube da Luta e Garota Exemplar) ou Darren Aronofsky (Noé, Réquiem Para Um Sonho e Cisne Negro), ambos são talentosos e muito regulares, espero ansioso por novos projetos envolvendo seus nomes. O nome de Nolan, vinculado a qualquer produção já me faz ficar numa expectativa maior do que o normal, a ponto de nem querer saber dos nomes no elenco e detalhes da produção, resumindo seus filmes, eu vejo no escuro, assim como os de outros diretores de gerações anteriores, já o coloco no mesmo patamar de ícones como; Clint Eastwood (Gran Turino), Quentin Tarantino (Django Livre), Peter Jackson (O Senhor dos Anéis), Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street) e Steven Spielberg (Lincoln).
Nolan além de ser o responsável por recentemente nos brindar com a melhor adaptação de HQ's da história (Batman The Dark Knight), o diretor também dirigiu pérolas que mexeram com nossas mentes (ou explodiram nossa cabeça), nos últimos anos como; A Origem e Amnesia.
Não preciso nem falar que a expectativa para seu novo longa (ou evento), era das mais altas, ele deixou de ser um diretor independente (Following), ou cult (Amnesia) e se tonou um diretor de mega produções (com o passar dos anos), mas não perdeu suas raízes, hoje ele faz blockbusters cabeça (superproduções com conteúdo).
Neste novo longa ele nos faz de testemunha ocular do provável fim da Terra, ao contrario do mostrado excessivamente no cinema atual (Oblivium, Elysium, Depois da Terra, O Livro de Eli) o filme não é pós-apocalíptico, é sobre como provavelmente chegaremos lá; a possível devastação total, e nossa extinção, é um verdadeiro testemunho do inicio do fim.
A Terra esta no auge de seu desgaste, nossos recurso estão escassos e alguns já acabaram. O longa também nos mostra quando tivemos uma chance de fazer algo e talvez evitar o fim. O clima em nosso planeta esta se deteriorando, nada plantado em seu solo sobrevive (apenas o milho, por enquanto), o clima não é mais o mesmo, tempestades de areia são constantes, o ar é muito prejudicial, e boa parte da população já apresenta problemas respiratórios e pulmonares. Cooper (Matthew Macconaughey) um pacato fazendeiro ex-piloto da NASA, faz o que pode para ajudar sua família, até que um dia por acaso ele descobre um plano da então extinta agencia governamental (NASA), de uma expedição em busca de recursos em outra galáxia (Interestellar, sacou), num projeto que já vem sendo desenvolvido secretamente há anos, Cooper é convidado a ser o piloto desta nova expedição, para localizar um novo planeta com recursos suficientes e semelhantes ao nosso para ser um novo lar, este é a premissa básica (mostrada no trailer), que pode (ou não) ser simples, mas também não é das mais empolgantes dos últimos tempos. Então qual é o diferencial de Interestellar (além de seu diretor)? Um dos maiores diferencias é justamente quando a ficção cientifica começa (em seu segundo ato). não se trata apenas de sair da nossa atmosfera, e ir há algum planeta que seja possível viver, o longa vai além, vai há outra galáxia inexplorada, através de um buraco de minhoca (portal onde e possível atravessar de uma galaxia a outra).
Interstellar levanta questões e teorias da física que são estudadas há anos por diversos gênios da ciência como; Carl Sagan e Neil Degrasse Tyson e Stephen Hawking, mas de uma maneira simples e bem elaboradas e explicadas, fazendo a trama ser envolvente, não apenas para o nerd da poltrona ao lado, mas também para aquele que foi ver um bom filme, que também trata de laços familiares é o fim da humanidade.
Interestellar nos traz um dos melhores elencos reunidos do cinema atual, principalmente pelo momento que vivem em suas carreiras (quatro dos protagonistas já ganharam ou foram indicados ao Oscar e a maioria recentemente), entre eles Matthew Macconaughey (excelente) que desde 2011 pra cá vive uma carreira só de acertos), Anne Hathaway (anos luz a frente de qualquer uma de sua geração, longe de ser apenas um rosto bonito), Michael Caine (sempre acima da média), Jéssica Chastain (que não faz um filme ruim desde que despontou em a Hora Mais Escura) e até Casey Affleck que aqui convence (sem falar outro nome que aparece durante o longa que prefiro não estragar a surpresa).
Nolan faz claras referencias a um dos maiores clássicos da ficção cientifica também sobre viagem espacial; 2001 Uma Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick, sua direção é excelente, até as tomadas mais simples, fazem valer o ingresso, a fotografia é um espetáculo à parte, vale destacar a cena em um dos planetas mostrados, em que a câmera filma sobre as águas assim que a nave se aproxima, é simplesmente surreal, a trilha é outro ponto forte do filme novamente compota por; Hans Zimmer.
Interestellar não tem um gênero certo, ele vai desde do drama familiar, com cenas tocantes como onde Cooper deixa sua família para trás, com a promessa de salva-los de um futuro sem esperança. E quando parte para a Ficção, com as sequências especiais que são fantásticas e lindas de si ver. Emoção também não falta no filme, que mesmo tendo quase que três horas de duração (que não incomodaram), Nolan comete apenas um pequeno deslise em seus momentos finais, onde ele o prorroga demasiadamente, faz com que o filme crie aquele expectativa de acabou? ainda não... e agora? também não! e quando o final realmente chega (finalmente), os dois primeiros eram mais climáticos, mas nada que tire o brilho desta bela ficção que já é épica.
Quanto a Christopher Nolan, ele nos presenteia com mais um ótimo trabalho, que não é seu melhor filme, mas pode ser o mais regular de todos, pois aqui em matéria de atuação, ele tem as melhores, e o melhor elenco.
Interestelar pode não ter o mesmo impacto de Amnesia, A Origem e Batman: O Cavalheiro das Trevas, mas aqui ele prova que uma boa historia nas mãos certas fazem a diferença, e nos prova que é possível fazer blockbuster com conteúdo.
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Avaliação:
Critica:8
Público:8,5
Filmes Inc.:9
