Filmes Inc.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Jogos Vorazes: A Esperança parte 1

Jogos-Vorazes-A-Esperanca-poster-10set2014-01by Rg.
A franquia Jogos Vorazes esta num patamar muito acima de quase todas as novas sagas do cinema atual, esta adaptação literária mostrou aos concorrentes, como se fazer uma franquia teen que agrada todos há todos; mulheres, homens e jovens etc, ao contrário de outras que visam somente um público, vide; Crepúsculo (mulheres) e Harry Potter; (crianças que envelheceram durante a saga se tornando adolescentes). 

Logo de cara Jogos Vorazes nos deu um primeiro filme muito bom e uma ótima sequencia chamada; Jogos Vorazes: Em Chamas, que após seu final climático, nos deixou querendo mais, e ainda seria ainda em duas partes, culimando em seu desfecho final. A Esperança: Parte 1, que o titulo original tem o nome de Mockingjay (o Tordo), apelido de Katnnis, que é o símbolo da resistência e de sua rebelião contra a Capital. Após os eventos anteriores (Em Chamas), onde tivemos a 75°edição dos jogos, onde todos os campeões se enfrentaram, e em seu final tivemos o que podemos chamar; de de inicio da rebelião dos distritos contra o presidente Snow (Danald Sutherland). Tais eventos culminaram no desparecimento de Peeta e Johanna
  

Agora Katnnis carrega o fardo de ser a única representante do povo, ela é o símbolo ''O Tordo'', um fardo pesado, que ela não quer carregar desde o primeiro filme, Katnnis apenas entrou no jogo e se deixou levar, e se tornou um símbolo, mesmo sem querer. Se antes a capital a usava como joguete, para promover os Jogos da Fome (The Unger Games, aqui Vorazes), agora depois de ser resgatada no fim dos eventos mostrados no filme anterior, pela resistência (representada pelo distrito 13), que são responsáveis pelos levantes e ataques contra a capital, principalmente após Katnnis e Peeta ter começado junto com os outros participantes um levante na ultima edição dos jogos, o movimento deles ganhou muita força graças a Katnnis, agora que ela esta de volta, eles precisam apenas de sua imagem para agregar mais, conseguir simpatizantes a sua causa.
O distrito 13 é liderado pela Presidente Alma Coin (Julianne Moore) e Plutarch (Philip Seymour Hoffman), mas para Alma apenas a imagem da nossa heroína ja é suficiente, numa espécie de jogada de marketing para um ultimo levante, com o slogan; "O Tordo vive", o maior símbolo do povo e da revolução estava vivo, só que Katnnis não consegue interpretar bem o papel dela mesma, o plano de Plutarch e Alma tinha como base motivar as pessoas com imagens do Tordo em campo, com vídeos feitos em estúdio, de Katnnis discursando, e depois editados como se ela estivesse em campo pós batalha, mas Katnnis não se sente nem um pouco confortável com toda a farsa, e não consegue ser espontânea, e se oferece para ajudar lutando de verdade, mas em troca ela quer que Peeta e Johanna sejam resgatados.
Ela passa a frequentar lugares onde refugiados precisam de incentivo, e somente sua imagem já os faz lutar novamente e isso já o suficiente para despertar mais ainda a fúria do presidente Snow, uma equipe a segue pelos distritos ode ela vai, gravando suas atitudes, e a cada vídeo divulgado, com sua imagem a rebelião ganha força, e a capital tenta retalhar. A trama deste novo capitulo da franquia Jogos Vorazes é essa, que com este capitulo se revela ser uma verdadeira montanha russa de emoções, após o primeiro filme, que teve um ritmo mais lento em suas duas horas e meia, e teve um clímax nos seus 40 minutos finais, Em Chamas sua sequência veio sem arestas e mais solto, num ritmo mais alucinante, sem perder a boa qualidade, e nos brindou com uma aventura climática, agora na primeira parte do filme eles puxam o freio novamente, e deixam a ação praticamente toda para a parte dois, fica a impressão que a divisão foi apenas visando lucro financeiro, pois como este é o capitulo mais curto da saga, se fosse um filme só de três horas (como os anteriores), seria suficiente, e teria quase o mesmo formato do primeiro, com a ação tomando conta do ato final do longa, aqui como ele foi dividido, quase não há ação, não que prejudique o filme, mas se a franquia vem num ritmo forte, deveria mantê-lo.
É difícil julgar, criticar e até avaliar Jogos Vorazes: A Esperança, pois este é literalmente uma metade de filme, que até esta indo bem, mas só saberemos se ele vai cumprir as expectativas daqui um ano. @FilmesInc                         @RG_FilmesInc              Facebook                 #FilmesInc
Avaliação:
Critica:7,5
Filmes Inc.:7
Público:7,5          

Debi & Loide 2

Debi-e-Loide-2-cartaz-02
by Rg.
Nostalgia é palavra mais apropriada para esta produção, que chegou mais que tardia ao cinemas. 20 anos se passaram desde que Jim Carrey e Jeff Daniels nos fizeram gargalhar com uma das comédias mais engradas de todos os tempos (para aqueles que como eu se deixaram levar pelo clima risadas não faltaram), de lá pra cá muita coisa mudou, Jim Carrey teve uma ascensão espontânea e se tornou astro, em placando no mesmo ano (1994) os sucessos; Ace Ventura e O Maskara a partir dai nos seus filmes seguintes seu cachê  foi para o estrondoso valor de 20 Milhões de dólares, ficando entre os mais altos de Hollywood. Depois o astro buscou afirmação em papeis sérios, mas sempre se manteve nas comedias, já Jeff Daniels fez produções medianas e papeis que eram longe de ser cômicos, já os diretores; os irmãos Peter e Bob Farelly se consagraram com o sucesso de Debi & Loide e fizeram perolas como Quem Vai Com Mary e Eu Eu Mesmo e Irene, este também com Jim Carrey, depois tiveram uma baixa nos anos 2000 (Amor em Jogo), e voltaram com o ótimo Passe Livre em 2011.   


Debi Lóide 2 demorou tanto para a ganhar vida, e um dos motivos iniciais era justamente inicialmente à agenda e (mais ainda) o cache de Jim Carrey, imagina um filme deste porte custa em média $30 milhões, e só o cache do astro era 25 milhões até há algum tempo atrás. E quando parecia que tudo caminhava para sair do papel há alguns anos a Warner desistiu do filme, eis que ano passado a Universal assumiu o projeto. Agora fica a pergunta 20 anos não é muito tempo para uma sequência?
Se passaram duas décadas depois e Lloyde (Jim Carrrey) e Harry (o personagem de Jeff Daniels não se chama Debi como no título) continuam idiotas, mas se antes eles eram dois imbecis com idade mental de 7 anos, aqui eles tem uma idade similar a de dois garotos de 11 ou 12 (daqueles bem desprovidos de inteligência), o que eu quero dizer que mesmo que seja pouco, eles evoluíram durante estes vintes anos, nada que os impeça de criar as maiores confusões, mas agora percebemos um certa malicia tanto em Lloyde e  também em Harry, em algumas situações, eles não estão mais espertos (mas acham que estão), em diversos momentos eles demonstram uma esperteza inicial, que logo passa, como quando chegam numa convenção, sem convite, e precisam entrar no local com urgência, eles acabam sendo confundidos com cientistas, e Harry aceita a troca de identidade para adentrar no local, algo que nem sonhávamos no filme anterior.
A situação que faz os dois idiotas caírem na estrada novamente, tem inicio quando após Lloyde ficar 20 anos fingindo estar doente (numa sequência de abertura hilaria), Harry precisa de um trasplante de Rim, e um doador compatível, a dupla decide visitar seus pais Harry (que ele não os vê há no minimo uns 25 anos), para saber se há algum doador compatível na família. Harry descobre por meio de uma correspondência antiga de uma ex-namorada (citada no primeiro filme), que ele é pai, além de uma oportunidade de conhecer sua filha, eles vem à possibilidade de uma doadora em potencial (inteligencia?), dando inicio a mais um Road Movie (filmes de estrada), ao novamente atravessarem o país, se metendo com diversas confusões,
Uma coisa comum nos dois filmes, é que o universo de Harry e Lloyde, parece se rum mundo a parte, as pessoas se chocam e se surpreendem com seus feitos, mas não tanto como nós, parecem já estarem prontas, para as idiotices que virão a seguir, mas é algo muito funcional, que traz uma dinâmica a filme, pois se todos já os vissem como os telespectadores, logo de cara não dariam chance de eles causarem mais situações constrangedoras, como exemplo no primeiro filme, que mulher (e mãe), em sã consciência ofereceria a filha para um encontro com um sujeito de terno laranja? Ou agora que pessoa sensata, após alguns minutos de conversa com eles, os daria missão de entregar uma caixa valiosa para ser entrega em outro estado? Se todos os enxergassem como nós, não teria filme, seria mais algo como Borat ou Vovô Sem Vergonha, mostrando apenas as pessoas chocadas com a situação, não é preciso nem frisar com todas as letras, que o longa, em nenhum momento quer passar a sensação de realidade e sim de algo ficcional.
Debi & Loide acima de tudo acerta na química seu roteiro pode não ser tão original, quando o primeiro, mas encaixa perfeitamente nos personagens, pois ele é interpretado por Jim Carrey e Jeff Daniels (ambos muito a vontade), parece que foi ontem que eles vestiram aquelas perucas, mérito também dos diretores; Os Farrelly, pois aqui eles usaram de um artificio que poucos tem esta moral, deixar Jim Carrey ser Jim Carrey para aqueles que já conhecem e admiram o astro, sabem que ele improvisa muito em cena, seus filmes sempre contem erros de gravação hilários, aqui eles o deixam improvisar a vontade, e sua a química com Jeff é tão perfeita, que ele já improvisa junto, isso rende cenas hilárias e espontâneas, seria um desperdício de talento deixar um ator do porte de Jim Carrrey na coleira.
A direção é perfeccionista e bem detalhista para àqueles como eu, que reviram o filme de 1994 recentemente, parece que foi ontem, que eles saíram daquele apartamento para entregar a maleta em Aspem, as atualizações das piadas também são excelentes, uma piada inicial envolvendo Breaking Bad hilária. O filme funciona em quase tudo, o que não funciona é muito pouco, em alguns momentos falta um pouco de ritmo, o valor nostálgico supera e ajuda o filme, é uma pena que demorou 20 anos para ver esta dupla de novo em cena, mas pelo menos a demora valeu a pena, e se me prometerem que vai ser mais 20 anos pra terceira parte, já compro meu ingresso e aguardo ansiosamente, mas que seja de boa qualidade como esta.
@RG_FIlmesInc                   @FilmesInc                       Facebook                     #FilmesInc
Avaliação:
Filmes Inc.:8,5
Critica:7,5
 Público:9

Mazze runner

maze-runner-poster
By Rg.  
Hollywood vive de ciclos que vão e vem de tempos em tempos e Maze Runner é mais uma filme deste novo ciclo, que toma boa parte das produções na atualidade, as adaptações literárias Teen (voltadas e protagonizadas por adolescentes), tudo começou em 2001 com Harry Potter, a saga do menino Bruxo ao mesmo tempo que se encaixava neste perfil, já caminhava por si só, e abraçava diversos públicos (e não só adolescentes e crianças). O movimento ganhou força mesmo após Crepúsculo virar hit em 2008, inclusive resultando no livro homônimo que deu origem ao filme em 2009, escrito James Dashner.

Sobre os ciclos este é o momento (ou  febre) de filmes com este perfil, que agora paira sobre o gênero de aventura, mas também já tomou conta de diversos gêneros em Hollywood, como os filmes de terror, que após Pânico em 1997, você não via mais um filme de terror, sem ser protagonizado por alguém com mais de 20 anos, ou após o sucesso de American Pie, as comédias também foram inundadas de atores teen. A fórmula ficou tão escassa, que saturou e deixou de funcionar. Mas agora volta com força, nesta junção; livros e filmes teen, dai meu amigo, não tem erro (no quesito financeiro).


Maze Runner tem um pouco de todos os sucessos recentes do gênero, Jogos Vorazes, Divergente e também dos fiascos, que não emplacaram como ; Os Instrumentos Mortais, A Hospedeira e Dezesseis Luas. Maze Runner, começa muito bem, com uma trama até que envolvente (que nos faz até não reparar no fraco elenco, principalmente seu protagonista), bem dinâmico e enigmático o longa inicia sem muitas explicações, apenas somos jogados, como nosso protagonista, numa clareira, habitada por vários garotos, que tem criam algumas regras para sobreviver diariamente naquele isolamento. Cercados por um enigmático labirinto que abre diariamente e fecha toda noite, eles o percorrem o tal labirinto todo dia, em busca de repostas e principalmente uma saída, o protagonista; Thomas (Dylan O´Brien), faz o papel do telespectador, que vai aprendendo mais sobre o local, e quem são essas pessoas que o habitam aos poucos.
Durante os minutos iniciais, o filme é frenético (fazendo jus ao nome), seus problemas começam depois, quando vem o seu segundo ato, o desenvolver do filme, e de seus personagens, é ai que tudo começa a ruir, o elenco não corresponde, e a ação e o ritmo, caem bruscamente, fazendo com que tudo que não nos incomodou inicialmente (pelo bom começo), agora já incomoda, e muito.
Além do elenco, as coincidências do filme são inúmeras e surreais, todos os clichês do gênero estão la, e são todos utilizados um após o outro, mas nada de forma dosada, pois em momento algum o roteiro tentou inovar e partiu para solução mais pratica e obvia, que era se repetir, exemplos; Thomas chega à clareira e já visto como estranho, deslocado e também como uma ameaça, a um dos lideres do grupo o arrogante Gally, logo em sua primeira aparição, ele demonstra querer saber mais sobre o que se passa por lá, e já se envolve em todas as confusões, logo em seu primeiro dia, como; acabar acidentalmente desafiar um dos lideres numa luta, por que justo Thomas entre tantos vai esbarrar no brigão, de tantos somente agora chegou alguém, com este perfil? Coincidentemente Thomas se enturma com os menos populares, que tem informações sobre todos, e já o situam de tudo, ele já demonstra interesse em entrar no labirinto com os Runners (corredores), tarefa que ninguém almeja.
A favor de Maze Runner temos a boa fotografia e o som, a trama não é todo ruim, se fosse melhor e ousada teríamos um filme melhor (e menos cansativo), assim como o segundo ato, seu final é cansativo e morno, o diretor estreante; Wes Ball não soube alternar as  sequencias de ação, com o desenvolvimento da trama, e ainda nos brinda em seu clímax final, com algumas coisas absurdas, como o grupo passa por desafios extremos, para chegar a um especifico lugar, e em questão de minutos o algoz também chega ao local, como se tivesse pego algum teletransporte, algo não plausível, por questões de logica. Maze Runner é sobre humanos em um labirinto tentando achar a saída, mas assim como num laboratório, você se interessa pelo rato no labirinto inicialmente, mas se ele demora a achar a saída o largamos lá e perdemos o interesse, e aqui acontece o mesmo a diferença e que nos pagamos pelo ingresso e ficamos até o final, para ver se esta experiência da certo e melhora. Espero que ao contrario de labirinto este ciclo tenha fim.

@RG_FilmesInc                         @FilmesInc                    #Facebook                 #FilmesInc
Avaliação:
FilmesInc.:6,5
Critica:7
Público:8