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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Tartarugas Ninjas: Fora das Sombras

tartarugasninjaBy Rg.
As Tartarugas Ninjas fazem parte do universo da cultura pop, atravessando gerações, habitando por quase todas as mídias que todo nerd, geek e adolescentes consumiram nas últimas décadas, são jogos, HQs, filmes e séries, só para você ter uma ideia da popularidade destes Quelônios Ninjas (já destrinchei a sua origem aqui, nesta (ótima), crítica do primeiro filme, caso não tenha lido confiram , vou adentrar apenas neste novo longa). Agora nesta sequencia, assim como os personagens o filme também é "relaxado" podemos dizer, sem introduções, dramas e dilemas, como; quem eu sou, ou o que sou, o único "drama" que temos é o dilema delas sobre não poderem levar os créditos por seus atos heroicos e ter que viverem nas sombras. Mesmo após salvarem a cidade, eles não tiveram a chance de ser reconhecidos por isso, nem receber os créditos. Nossos amigos Quelônios Ninjas, ainda se combatem o crime quando a noite cai, e ainda encontram tempo para se divertirem, e vão a jogo de basquete e comem pizzas, mas tudo nas sombras, algo que começa a incomodar alguns deles.  
As Tartarugas Ninjas: Fora das Sombras evolui muito com relação ao seu primeiro (bom e divertido) filme, agora sem arestas, mais leve e confiante, o filme encontrou seu verdadeiro tom, se entregando ao humor e diversão, abrindo mão da carga séria e dramática, que prejudicou boa parte do filme anterior, Fora das Sombras se apegou ao que deu certo, o humor, o visual e as boas sequências de ação, quem não se impressionou com a sequência do desfiladeiro do filme anterior? Aqui eles entregam uma no Brasil, que não deixa nada a desejar aquela cena. Outro fator que faz bem ao filme e tentar se aproximar do desenho dos anos 90, que praticamente foi à primeira imagem que todos tiverem das tartarugas, e até aproveitaram algumas coisas dos filmes da trilogia dos anos 90 (inclusive a musica do Vanilla Ice), vários fãs services estão lá, o principal deles e os inimigos clássicos Bebop e Rockstedy os capangas do Destruidor um grande javali e rinoceronte (extremamente burros) mutantes, muito bem caracterizados.
Entre os acertos o principal foi dar mais espaço há quem merece (a César o que é de César), as próprias Tartarugas (Michelangelo,Donatello, Rafael e Leonardo), se no primeiro filme April tem um espaço grande (e desnecessário), principalmente no inicio, onde ela praticamente protagoniza o filme durante quase 30 minutos, aqui desde o começo eles estão ali cena.
A trama se passa pouco tempo depois dos eventos anteriores e a cidade vive uma certa "paz", depois da prisão do Destruidor, o clã do pé tem agido pouco, esta tranquilidade esta prestes a acabar, com transferência de seu líder para outra cidade, mas um plano de resgate pode mudar tudo, e com a ajuda do cientista Baxter Stockman além de sua fuga, Destruidor pretende abrir um portal que vai trazer o alienígena Kraig e sua arma mortal de destruição para terra, além de usar sua tecnologia para abrir o portal o cientista ajuda a criar os dois capangas Bebop e Rocksteady.
Como nem tudo são flores e acertos, o longa derrapa justamente em seu roteiro (não em sua plot que é bem simples e funciona), mas sim em alguns diálogos constrangedores, principalmente em seu inicio (que só não o prejudicam tanto devidos as ótimas sequências de ação), as piores falas vem principalmente do novo personagem; Casey Jones, vivido por Stephen Amell (sem carisma algum, como em sua série, Arrow), ele dispara frases como meu sonho é ser detetive em Nova York, isso na hora que está sendo questionado por uma superior, ou ler um arquivo em voz alta narrando para o telespectador o que vai fazer (totalmente desnecessário), também nos perguntamos, por que, só o seu depoimento importa depois da operação de resgate do Destruidor que culminou numa perseguição entre ele (guiando o veiculo de escolta), o Clã do Pé e as Tartarugas pelas ruas da cidade. Por que seu depoimento era vital ao caso, sendo que em pleno 2016, todo lugar no mundo tem câmeras de segurança ou de trânsito? Tirando estes problemas iniciais o filme funciona, e de uma maneira bem descontraída e divertida, sem todo aquele peso "dramático", do primeiro longa e muito mais parecido com o desenho animado, e o melhor focados nas Tartarugas (os verdadeiros protagonistas), todos os erros que prejudicaram o primeiro foram consertados, inclusive o Destruidor Transformer da sequência final.
A captura de movimento novamente nos impressiona, e as sequências de ação são muito bem coreografadas, há aquele que vão criticar e dizer que lembram Michel Bay (produtor do filme), e realmente tem muito dele sim, toda sua estrutura está presente, mas não de forma ruim, já falei e repito aqui Michael Bay e um ótimo diretor de ação (13 Horas, Sem dor, Sem Ganho, Bad Boys e Transformers falam por si só), e com exceção de Transformers 2, ele sempre entregou bons filmes do gênero, ele pode pecar em seu filmes por excesso de patriotismo, planos contra o sol e a longa duração (Pearl Harbor, que o diga), mas ação ele sabe fazer, e seu pupilo, o novato em Longas metragens; Dave Green mandou muito bem, todas as cenas de lutas e perseguições, são bem dirigidas mesmo com muita gente em cena, nada fica confuso.
O filme tem alguns defeitos, mas são fáceis de ser digeridos e finalmente e encontrou seu tom que é mais leve livre e solto, e isso significa diversão, e quem vai ver um filme e chamado Tartarugas Ninjas espera isso.
Avaliação:
 Filmes Inc.:7,5
Publico:8,5
 Critica:7,5

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