By Rg.
O mundo do cinema, mais especificamente Hollywood, sofre de síndrome do looping infinito, algumas histórias são contadas diversas vezes ao longo dos anos, apenas mudando locais e detalhes, mas todas bebem da mesma fonte e outras são realmente contadas várias vezes apenas mudando os atores.
O conto de Tarzan O Rei das Selvas desde 1918 entre TV e cinema já teve mais de 20 interpretes, mas com grande destreza os roteiristas sempre tem algumas cartas na manga, e saídas pelas tangentes, e decidem usar o mesmo personagem e mostrar outro ponto de vista, ou fazer um prelúdio para não soar repetitivo (mais), algo recente aconteceu com Peter Pan e não colou (o público não quis ir ver mais uma aventura na terra do nunca, mesmo se passando anos antes da historia que já conhecíamos). A Lenda de Tarzan tenta repetir o feito, só que aqui a história se passa depois, agora John Clayton já está vivendo na civilização, e Tarzan se tornou uma lenda que todos conhecem, os anos se passaram e ele é Jane vivem na Inglaterra como aristocratas.
Seu passado o assombra novamente quando um convite do Rei Belga (que praticamente administra o Congo), para que ele o represente numa viagem ao congo e possa ajudar a Inglaterra financeiramente, ele reluta e primeiramente não aceita voltar, quando um ex-soldado George Washington Williams (Samuel L.Jackson), representante americano da expedição que o convence dizendo que precisa que John aceite o convite, para ajuda-lo a investigar como eles extraem tanta riqueza de um lugar pobre, ele levanta a hipótese de escravidão, tráfico de pedras raras e marfim, John decide ir para ver se o que aconteceu com sua antiga casa.
Como todos já sabemos aventura tem início assim que John, Jane e George desembarcam na África, e o suposto convite era uma emboscada, armada por Leon Ron (Chrsthopher Watts) para capturar John, e entregá-lo para o líder de uma tribo que pretende matar Tarzan por algo feito no passado, em troca de rubis preciosos, além desta trama também conhecemos sua origem (novamente), agora por flashbacks, que reconta tudo novamente, só que de forma aleatória durante o filme (é não em seu início como nos outros), podemos dizer que está tudo ali, apenas adicionaram seu retorno (fomos enganados).
A direção é de David Yates até cumpre bem seu papel e faz uma que aventura convence, com um bom ritmo, principalmente para aqueles que não ligam de ver novamente uma mesma história (como eu), basta ela ser bem contada. O filme funciona, ele só peca onde ele não deveria pecar, em seus efeitos digitais, ainda mais que Yates fez os quatro últimos filme da franquia Harry Potter, se tem algo que ele entende é (ou deveria) e de efeitos especiais, e aqui principalmente nas sequências de ação, onde têm diversas coisas acontecendo ele deixa desejar, as criaturas digitais, principalmente os gorilas quando estão se locomovendo com Tarzan pelos cipós, tanto eles quanto Tarzan soam irreais (nada grotesco, mas após vermos Mogli este ano e O Regresso fica difícil baixar o padrão de perfeição).
Com exceção de alguns deslizes, de resto o filme cumpre bem seu papel e uma tem uma bela fotografia e um ótimo elenco, que faz valer a pena ser visto, começando pelo protagonista que é o nome mais desconhecido (no cinema, na TV ele fez a série True Blood), e Alexander Skarsgard que por muito pouco não foi o Thor nos cinemas perdeu o papel na reta final, aqui consegue finalmente ser um loiro de barriga tanquinho cabeludo, faz um bom Tarzan, que mescla entre fera e civilizado, já Margot Robbie (Jane) poderia nem ter falas que já valeria a pena, mas a Arlequina de Esquadrão Suicida já se provou uma ótima atriz em O Lobo de Wall Street e aqui faz muito mais em que uma donzela indefesa, os coadjuvantes Samuel L.Jackson esta muito bem e confesso que já estava com saudades de vê-lo ser mocinho (fora dos Vingadores), seu personagem é puro carisma e responsável pelo alívio cômico do filme, e o vilão do filme Christoph Waltz faz o que faz melhor em sua carreira, violões (com exceção de Django onde era mocinho) e mais uma vez convence, e agora com um novo sotaque, apenas Djimon Hounsou que pouco aparece e é mal aproveitado.
Resumindo recontar a história de Tarzan mais uma vez era necessário? O próprio Mogli praticamente já fez isso este ano de outra forma, mas como já disse se for bem contada vale a pena ser conferida, ainda mais por sua bela fotografia e cenários ela tem mais acertos que erros, então, por que não.
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Avaliação:
Critica:7,5
Filmes Inc.:7,5
Publico:7,5
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