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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Idependence day: ressurge

Independence-Day-Resurgence-New-York-posterBy Rg.
Idependence Day Ressurge chega aos cinemas exatamente 20 anos depois do primeiro filme, que foi um sucesso absoluto de bilheteria em 1996, na linha temporal do filme também se passaram duas décadas. Agora a terra está em paz, e muito desta sensação de paz é devido à agora estarmos "preparados” para um novo ataque eminente, devido à avançada tecnologia deixada para trás nos destroços de suas naves alienígenas e suas armas, aprimoramos nossas linhas de defesa e construímos armas com sua tecnologia inovadora, ficamos prontos para uma na pior das hipóteses os enfrenta-los de igual para igual. Se para a raça humana passaram-se 20 anos, para nosso invasores foram pouco tempo, o pedido de socorro foi recebido agora e para eles é um contra ataque imediato, só que desta vez eles vem em maior escala, é como se eles tivessem subestimados os humanos e agora decidiram vir com o time titular.

Como em qualquer sequência tudo é em escala maior, e em Idependence Day: Ressurge não é diferente, se as naves no primeiro filme eram do tamanho de quarteirões ou cidades, agora a nave que chega é quase que equivalente há um hemisfério (inclusive tem sua gravidade própria), esta síndrome de grandiosidade é um dos primeiros fatores que prejudicam este sequência, a chegada desta grande nave mãe, até faz jus a toda megalomania, só que se o primeiro filme não era primor em matéria de enredo (algo que já é praxe em filmes deste gênero), ele inovou na catástrofe e deixou todos de queixo caído com suas ótimas cenas de destruição, quem não lembra da avalanche de fogo vindo pelas ruas de Nova York, arremessando carros e destruído prédios, ou a clássica destruição da Casa Branca. Devido a estes fatores este filme não consegue superar a inovação dos efeitos especiais revolucionários para época  (os anos 90 e 2000 foram o auge dos filmes catástrofes, muito se deve ao primeiro filme e seu sucesso). O diretor o alemão Roland Emmerechi, depois se tornou PhD no assunto, dirigiu O Dia Depois de Amanhã e 2012, todos com bons efeitos, mas nunca com o impacto inovador de 1996, inclusive destruindo monumentos históricos (até o nosso Cristo redentor entrou na brincadeira em 2012), agora ele vem com  uma catástrofe em escala mundial simultânea, onde ele praticamente dobra cidades ao meio, sugando prédios e depois os jogando contra os que restou delas, a sequencia em que ele arremessa o Burj  Khalifa (maior edifico do mundo em Dubai) sobre Londres é muito boa, mas nada que nos faca encher os olhos e lembrar durante anos, como os do primeiro filme, ou de alguns outros clássicos filmes de catástrofes.
Idependence Day: Ressurge até é o filme certo, a sequencia certa, mas na hora errada, por alguns fatores, primeiro; tardou para ser feito (muitos nem sequer ouviram falar do filme de 1996), e também por não nos impressionar, e não ser nada revolucionário para os dias de hoje, novamente vou frisar, seus efeitos são muito bons, mas com a demanda do gênero hoje em dia, nada que nos impressione ou nos salte os olhos, e que vai perpetuar por alguns anos.
Outro equivoco do longa é ser brega como seu antecessor, se um dos charmes do primeiro e da época era ser brega (anos 90), agora por mais que seja uma sequencia, ou até uma homenagem, não funciona para o cinema atual, suas piadas e alivio cômico são mal empregados e prejudicam muito seu ritmo, exemplo, quando algum dos protagonista perde um ente querido, em meio toda aquela catástrofe, como em qualquer filme você tem que engolir o choro e continuar salvando o mundo, até ai ok, mas alguns minutos o personagem já esta fazendo uma piada em meio aquele caos. Mesmo repleto de piadas em seu antecessor, nenhum protagonista fazia piadas após perder algum que ama (ou achar que perdeu), mesmo com o mundo acabando, ainda somos humanos.
Enfim Independence Day: Ressurge tem alguns acertos, como a sequencia da invasão e destruição inicial (porem é curta, após a expectativa criada). Seu elenco também merece ser destacado, tanto para o bem quanto para o mal, os velhos rostos todos que retornam, estão muito bem, Jeff Goldblin, Bill Pulman, todos estão confortáveis e carismáticos, já todos os novos rostos ninguém se salva, todos não tem carisma algum, principalmente Liam Hemsworth e Jesse T. Usher (filho de Will Smith) , e alguns ainda são péssimo atores, fica criar empatia por alguém deste jeito e torcer para ele.
Idependence Day: Ressurge vale por revisitar um filme que marcou uma época e ver bons efeitos especiais, num climão de filmes b trash, sobre invasões alienígenas, pena que na hora errada. @RG_FilmesInc               @FilmesInc                         Facebook              insta/rg_filmesinc         Avaliaçao:
Filmes Inc:7
Público:7,5
Critica:7,5

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