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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Invocação do mal 2

the-conjuring-2-posterBy Rg.
A continuação de A Invocação do Mal tem a enorme responsabilidade de manter o excelente nível do filme anterior, e também quebrar uma sina, que é muito raro neste gênero (terror), uma sequencia superar, ou manter pelo menos o nível de seu antecessor, agora será ele conseguiu fazer isso? O longa se passa nos 70 (mais precisamente em 1976), alguns anos depois dos acontecimentos com a família Peron os Warren continuam sua vida de palestras e investigações, sobre o sobrenatural, inclusive o início do filme é sobre um de seus casos mais famosos, o caso de Amitiville (que rendeu um livro e uma franquia de filmes). Durante uma sessão na casa dos crime Lorraine tem uma visão e revive os acontecimentos culminaram na morte da família, que vivia naquela assustadora casa. Logo em seguida somos apresentados à família Hodgson que vive no subúrbio da Inglaterra, onde estranhos fenômenos começam a acontecer em sua residência. O caso Hodgson repercute na mídia que faz do local um verdadeiro circo, com toda a repercussão a igreja pretende intervir, mas antes pede para que o casal Warren investigue primeiro, se realmente é um caso envolvendo o sobrenatural. Lorraine reluta e diz para o marido não aceitar, devido algumas visões recentes que ela (não eram nada boas), mas Ed acha que a pobre família precisa de ajuda e eles são os únicos que pode ajudá-los.
Nesta pequena introdução o filme já nos mostra ao que veio, tanto na sequência dos Warren, como da família Hodgson, temos duas sequências muito bem dirigidas e assustadoras, mérito do ótimo diretor; James Wan, que retorna ao gênero que o consagrou com; Jogos Mortais, Gritos Mortais, Sobrenatural (1 e 2), A Invocação do Mal, depois de sair da sua zona de conforto e mostrar competência no cinemão de ação com Velozes e Furiosos 7, ele retorna na continuação de seu filme da maior sucesso, e mostra que além de tudo que já sobre no gênero, aprendeu novos truques com cinema blockbuster, sua câmera ágil e eficaz, sempre sobre os ombros dos protagonistas e até em plenos sequências, onde ele muda de personagem de forma dinâmica sempre que ele adentra em algum cômodo, faz com que o telespectador faça um tour pela casa como se fosse um morador, nas sequências de terror e suspense, ele novamente nos intimida com o que não está lá, nos fazendo crer que tem algo ali (por mais que não estamos vendo), assim como ele fez no primeiro filme, com cena em que a garotinha olha para trás da porta estática, dizendo que tem algo (ou alguém) ali, e todos nós acreditamos realmente nisso, agora ele faz algo similar, quando a jovem Janet, olha para uma total escuridão (um breu total) , dizendo que esta vendo algo, e novamente ficamos olhando estáticos e acreditando (e se assustando). São inúmeras cenas que o diretor usa do famoso artifício tão batido no cinema; o jumpscare, mas com uma maestria, trazendo o susto, mas nunca de onde você espera, ele ti distrai para um lado, e lhe assusta do outro, lhe fazendo saltar da poltrona.
A ambientação também causa arrepios por si só, a casa velha tem móveis que assustam por si só, como a famosa poltrona, que fica no canto da sala (inclusive um porão fora da casa sinistro), todas as aparições do filme são assustadoras, como a freira mostrada no trailer. Se tem algo que funciona em todos do diretor, é exatamente isso, seus "monstros "não nos decepcionam ao serem mostrados, desde o ótimo Sobrenatural, ele faz isso como ninguém (quem não se lembra da velha ou da criatura vermelha, que aparece atrás do protagonista), diversos filmes peçam exatamente nisso, Mama, por exemplo, faz um suspense até competente, que vai por água abaixo quando seu diretor mostra sua criatura.
Outro acerto deste filme é o elenco os protagonistas (Patrick Wilson e Vera Farmiga) estão novamente muito bem, e até mais confortáveis, e do lado da família Hodgson a jovem Janet vivida por Madson Wolfe (que é o principal alvo das entidades) tem uma performance digna de Oscar, a jovem muda de expressão como ninguém, sua feição vai mudando no decorrer do longa, chega a ser nítida sua fraqueza, a sequência em que ela conta para Lorraine que está cansada, e que só quer dormir e já não consegue mais, é impressionante sua atuação.
A trilha sonora novamente e ótima, com barulhos que nos fazem estar dentro do ambiente é uma mistura de gritos e sons distorcidos que impressionam, e a trilha musical também esta ótima, nos ajudando a saber bem em que época filme se passa, logo em sua abertura, The Clash mostra bem que estamos em pleno regime Margaret Tatcher e depois ainda temos espaço para Elvis para americanizar o filme.
O filme beira a perfeição (mas não é impecável), se compararmos ao primeiro, ele tem um ritmo um pouco mais lento e poderia ser mais enxuto, se cortassem alguns minutos (uns 15), não teríamos uma pequena barriga em seu segundo alto, mas nada que prejudique o longa, pois ele só perde alguns pontos se compararmos ao excelente primeiro filme, agora se compararmos aos longas do gênero que tem por aí, ele está acima de quase todos, e já situa entre os melhores dos últimos anos. Que venha mais um A Invocação do Mal, mas que seja dirigido pelo responsável pelos melhores filmes do gênero dos últimos anos James Wan.
@RG_FilmesInc                  
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Filmes Inc.:9
Critica:9
Publico:10
 

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