By Rg.
Sabe quando você tem aquele ótima ideia na teoria, mas na prática ela da errado, tudo bem que às vezes ela pode não ser tão boa assim, ou ela apenas foi mal executada, Esquadrão Suicida é uma excelente ideia, agora resta saber de ela foi bem executada. Antes de mais nada, vamos voltar um pouco no tempo e descobrir como este filme saiu do papel.
A Warner/Dc já tinha um cronograma para seu universo, que passou por mudanças devido o insucesso de Lanterna Verde em 2011 (que tinha até uma cena pós-créditos insinuando uma sequência), somente após sucesso de O Homem de Aço dois anos depois se tornou o pontapé inicial do universo compartilhado do estúdio, enquanto na concorrência (Marvel) tudo ia bem e lá surgia um inesperado sucesso, sobre um grupo de anti-heróis (ou vilões) que tinham uma chance de salvar o mundo é ter redenção, este grupo era Os Guardiões da Galáxia, personagens praticamente desconhecidos da maior parte do público que se tornou sucesso estrondoso, o filme tinha uma trilha sonora repleta das músicas clássicas que se tornaram hit, e ainda integravam o universo compartilhado da Marvel. Poucos meses após o sucesso deste filme a Warner oficializou a produção de Esquadrão Suicida que era um grupo formado pelos vilões que teriam chance de salvar o mundo e também de redenção, recheado de humor e uma trilha repleta de clássicos, qualquer semelhança e mera coincidência.
Voltando a execução desta ideia mesmo que o longa venha na rasteira do filme da Marvel, ninguém estava se importando com isso, todos compraram a ideia do grupo de vilões do Batman formarem um esquadrão, para salvar a cidade de uma nova ameaça já que Superman se foi e o Batman está desaparecido após os eventos de Batman V Superman. Quando os heróis não estão disponíveis e você tem trancafiados, pessoas ou criaturas tão poderosas quantos eles e tem uma ameaça maior, a quem você recorre? E neste momento que vilões viram mocinhos. A ideia do esquadrão é de Amanda Waller , que oferece acordos a cada um deles para que lhe ajudem, a trama é essa e todos nós já sabemos. E como forma de contenção para que ninguém saia do protocolo, todos tem implantados dispositivos que os mata em caso de fuga.
Se Esquadrão Suicida tinha algo pra dar errado, não era em sua plot (trama) inicial (pois ela funciona por si só), e se seguirmos o raciocínio recente do filme da concorrência não tem como errar, pois no quesito popularidade este filme já sai ganhando, tanto em personagens e nomes em seu elenco. Tanto que seu primeiro ato é o ponto alto do filme, a introdução dos personagens e suas apresentações iniciais são ótimas, apenas o uso de músicas como se fosse uma playlist é um pouco exagerado e soa forçado, algo que em outros filmes eram espontâneos, como em Deadpool e Guardiões da Galáxia, e nestes citados eram músicas, que não eram pop e destoavam do tom do filme (e da geração que o assiste) e este foi um dos acertos, eram músicas que podemos dizem, bregas e atingas em filmes atuais, aqui eles são todas hits famosos de bandas consagradas, que todas as gerações conhecem, e todas são jogadas uma após a outra, parecendo um grande vídeo clip, ou trailer, daqueles que são cheios de musicas sobre as cenas de ação do filme.
Outro acerto é seu elenco, sua caracterização está ótima e por mais que nem todos tenham mesmo tempo de tela, os que mais têm fazem jus ao seu destaque, entre eles, Viola Davis faz uma Amanda Waller imponente que consegue fazer qualquer um teme-la, Joel Kinnamam faz Rick Flagg militar linha dura que não se intimida por estar do lado dos piores vilões e ainda os comanda como se eles não tivessem o grau de periculosidade que eles tem, Deadshot (O Pistoleiro) vivido por Will Smith que está muito a vontade no papel, e o melhor não quer ser o centro das atenções, pois todos sabemos que Will é uma estrela difícil de trabalhar (segundo a imprensa), e num filme de grupo sem com vários protagonistas ficaria difícil ter alguém com este gênio (mas após alguns fiascos, seu lado humilde e carreira clamaram pela humildade), já Margot Robbie parece que nasceu para ser a Arlequina, ela é ao mesmo tempo, sensual e perigosa, louca e ingênua, assassina e indefesa, tudo isso numa montanha russa pelo filme, sua falta de lucidez e sarcasmo, somada a uma ingenuidade é perfeita e nos entrega uma das personagens mais carismáticas do gênero. O restante do grupo alguns deixam a desejar como Magia e Capitão Bumerangue, outros como Katana, Killer Croc (Crocodilo), Diablo sofreram com pouco tempo em cena, ou a edição do filme, que cortou muita coisa após o suposto fracasso de Batman V Superman.
Para finalizar o elenco, o nome mais aguardado de todos, o Coringa que sofre duplamente, primeiro por suceder o maior vilão de história do cinema (em sua versão feita por Heath Ledger em 2008), segundo por ser colocado no filme (e na trama) de forma avulsa, e vendido como protagonista, em todos os trailers ele sempre teve destaque e todos nós sabíamos que se ele não ao faz parte do esquadrão e que não seria a ameaça do filme, por que ele mereceu tanto destaque na divulgação? Parece que a Warner temendo o fracasso do filme usou sua carta na manga, pois o coringa é o único vilão que tem um apelo tão igual ao de um herói, e num filme sem heróis ele ser jogado em meio à trama seria ótima ideia. Agora sobre sua caracterização é injusto compara-lo ao anterior, aqui ele tem outro perfil, um perfil mafioso meio gangster (ou Gangsta) insano, mas não à ponto de queimar dinheiro e querer o caos, seu palhaço é uma mistura de Tony Montana (Scarface) com trajetos de Willy Wonka de Johnny Deep, Jered Leto faz um bom vilão, sinistro e louco, pena que está muito aquém de Ledger, mas se esquecermos ele é o vermos como outro vilão, ou entendermos que é uma nova roupagem, mesmo exagerado ele funciona.
Mesmo sendo mal vendido, Esquadrão Suicida é um bom filme, alguns defeitos, mas os contorna bem, seu maior tropeço é seu ato final, muito Caças Fantasmas e outros filmes de ficção, que tem feixes de luz sugando tudo ao seu redor (isso foi muito over). Outro ponto fraco é seu vilão, que tem um plano de fazer um maquina, que ninguém sabe o que é.
Algumas perguntas também ficam no ar, por mais que você não queira ser tão crítico, por que diabos alguém soltaria a Arlequina? Ela não possui poderes e é apenas uma pessoa insana, a única explicação seria se o Coringa fosse o algoz do filme, e ela fosse usada para atraí-lo, ou se tivessem um plano para captura-lo e ela fosse à isca. Não ha lógica em liberta-la, na verdade ela até atrapalha a missão, pois o Coringa surge para resgata-la em meio ao caos. Outro incomodo é que é preciso logica no cinema por mais que é seja um filme de herói, precisamos de no minimo coerência, se nas animações ela surgiu como vilã e braço direito do Coringa e interesse amoroso, chegando a arquitetar planos mirabolantes, aqui para uma ex-doutora (psiquiatra), ela tem habilidades de luta e reflexos do nível de quem tem treinamento especial, se ela tivesse em seu passado recebido algum tipo de treinamento, pelo menos justificaria sua soltura, mas uma medica após ser torturada e sequestrada, já se tornar uma máquina de matar a ponto de ser solta como esperança da humanidade? Fica meio ilógico, pois todos os outros fazem jus ao seu status, sua sorte é que sua beleza e carisma nos fazem ignorar isso durante todos os seus minutos em cena.
Enfim Esquadrão Suicida tem uma ótima intenção, mas é uma pena ser mau executado, em sua boa parte, tem ótimos momentos e sofreu por mudanças, isso nitidamente deixou o filme confuso, é uma pena, pois mesmo com estes defeitos, ele consegue ser um bom filme, mas tinha potencial para muito mais e mesmo vindo na rasteira de Guardiões da Galáxia poderia ser um sucesso, mas não precisava usar a mesma musica né (Norman Greenbaum - Spirit In The Sky).
@RG_FilmesInc @Filmesinc #Facebook insta/@rg_filmesinc
Avaliação:]
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Filmes Inc.:7,5
Critica:6,5
Público:8,5
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