by Rg.
Procurando Dory entra para o seleto grupo de sequências da Pixar, dos seus mais de 16 filmes apenas cinco ganharam sequência, todos foram ao longo de anos mostrando que o estável estúdio nunca visou produzir caça níqueis (sequencias ou filmes ruins visando só o lucro), além de ter a política de só fazer um filme por ano, fica difícil encaixar uma sequência nos planos deste conceituado estúdio que revolucionou a animação a pouco mais de 20 anos.
Procurando Dory é a sequência de um de seus maiores sucessos; Procurando Nemo, que foi a maior bilheteria do estúdio até 2010, quando Toy Story 3 o destronou, alguns iriam achar que é uma sequência tardia, por se tratar de 13 anos após o original, mas assim como o citado Toy Story, no universo das animações isso da certo, pois as crianças que viram o original no cinema, hoje cresceram e são adultos, que vão ver esta continuação nos cinemas e muitos deles já são pais e irão levar seus filhos para conferir está nova aventura, toda criança já conhece ou ouviu falar em Nemo, seja em DVD, TV ou por indicação dos pais (que escolhem para eles o que ver), e mesmo se não for sua escolha, eles acabam se apaixonando pelo seu belo visual e pela linda (emocionante) história do peixe palhaço, que se perde e seu pai parte em seu resgate, com a ajuda da excêntrica Dory.
Procurando Dory apresenta a mesma fórmula do seu antecessor, ele se passa um ano após o resgate de Nemo, e a agora protagonista Dory, se pergunta de onde veio e um flashback sobre seus pais, à faz querer procurá-los. Alias este flashback é tocante, de fazer os olhos de muito marmanjo lacrimejar já nos seus minutos iniciais, quando a pequena Dory se perde de seus pais, e tenta explicar sua perca de memória rápida para outros peixes. A antiga coadjuvante, e alívio cômico, aqui se torna protagonista, e se analisarmos friamente Procurando Dory é um filme sobre superação, não só na sua busca para encontrar seu ente querido (como o primeiro), e sim sobre um deficiente enfrentando todas as dificuldades, além sua deficiência, numa jornada pelo oceano, numa jornada para descobrir saber sobre si e seus pais, esta história por si só já emociona.
Esta plote inicial já funciona, pena que não se sustenta sozinha, pelo simples fato de o longa optar por uma escolha mais segura e não inovar, assim que nossa protagonista decide partir nesta jornada o filme repete tudo que Procurando Nemo fez, apenas mudando alguns cenários, de resto esta tudo ali; os desencontros, personagens (alguns retornam e outros são similares). Mesmo tendo um ótimo clima de aventura (novamente dirigido pelo ótimo Andrew Stanton de John Carter e Nemo), o déjà vu pode incomodar os mais críticos, ou ainda, o seu exagero (algo típico de sequências, que eu citei diversas vezes) repetir o que deu certo no anterior em grande escala, se anteriormente à maior aventura fora do mar era, fugir de um aquário num consultório e rolar pela rua até o mar em frente, aqui eles pulam do oceano para um grande instituto (e vice e versa) em meio a pessoas e etc, temos uma grande perseguição com direito a animais e peixes num rodovia, e até caminhões sendo perseguidos, algo que tira um pouco do encanto do filme, que por mais que se tratava de um animação e fantasia, sempre teve aquele Q de plausível com seus devidos exageros, mas todos que podíamos relevar.
Enfim Procurando Dory é acima da média, principalmente por seu começo é por ter uma protagonista carismática, que além de engraçada agora nos faz se emocionar, os retornos de Nemo e Martin (agora coadjuvantes) também funcionam, e sua animação é de cair o queixo, se o oceano em Nemo era visualmente é perfeito, aqui é perfeito ao quadrado, seu único erro é seguir a mesma cartilha narrativa do anterior, depois de seu ótimo início (bem original e emocionante). É uma pena, pois como em time que está ganhando não se mexe, desta vez a Pixar, apostou na lógica, e perdeu uma ótima oportunidade, invés de entregar uma aventura competente, uma sequência como Toy Story 3 (que além de superar seus anteriores, não seguiu a fórmula de se repetir), que nos fez chorar como crianças e Dory apenas quase repetiu o feito, pena que só nas lágrimas, mesmo que brevemente.
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Avaliação:
Critica:7,5
Publico:8,5
Filmes Inc.:7,5
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