Filmes Inc.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Missão Impossível: Nação Secreta

brazil_mi5_1sht_payoff_online_imax
By Rg.
A franquia Missão Impossível e o astro Tom Cruise parece terem nascidos um para o outro, tanto a filmografia do ator como esta franquia, sempre foram acima da média se Cruise surgiu como astro de forma impressionante e precoce nos anos 80, numa ascensão surreal (logo em seu terceiro filme ele já era um dos protagonistas, e no quarto ele já estampava o pôster sozinho), ele reinou durante duas décadas em Hollywood (80 e 90), e durante o seu auge investiu em uma franquia, e tal franquia era Missão Impossível iniciada em 96, baseada na série de espionagem dos anos 70, o sucesso foi imediato e quatro anos depois tivemos sua sequência que financeiramente superou a primeira ($550 milhões contra $470 do primeiro). e seis anos depois já em outra década o nome de Tom Cruise já não tinha a mesma força em Hollywood, devido a sua superexposição, pós-divórcio com a Nicole Kidman seu novo casamento com a jovem Katie Holmes e seu envolvimento com a cientologia, mesmo a qualidade do terceiro filme ser quase que impecável, ele apenas fez uma boa bilheteria ($400 milhões), mas muito abaixo para o padrão Cruise de popularidade, que nos últimos 20 anos sempre teve um ou dois filmes entre os mais 10 vistos do ano. Hollywood também passava por mudanças e tentava se reinventar, e seus velhos astros estavam perdendo espaço, parecia o fim de um ciclo para um ator que não tinha nunca havia sido nem coadjuvante em um filme, sua carreira aparentava estar próxima a um declínio, o que para muitos significa ostracismo, limbo, filmes ou até TV, para Cruise foi apenas uma pequena perda de popularidade, seus filmes ainda eram sucesso e davam retorno ao estúdio, só que abaixo do esperado, mesmo a média de qualidade sendo mantida com o divertido; Encontro Explosivo, o muito bom Oblivion, o muito bom também Jack Reacher e o ótimo No Limite do Amanhã, todos não foram enormes sucessos de público como antigamente, mas dai veio Missão Impossível 4 provando que o astro ainda tinha gás para estar entre os mais rentáveis da história, e numa época que tudo é 3D o quarto filme da série fez quase $700 milhões em 2D, e com direito a Tom escalando o edifico mais alto do mundo sem dublê. Tudo isso só prova que assim como a franquia Tom Cruise vem em ascensão depois de um período morno, voltar ao topo ambos já voltaram, agora se manter nele, só este novo filme da saga irá dizer.
Missão Impossível: Nação Secreta, chega aos cinemas com algumas missões, além das já citadas acima,  manter o ótimo nível da saga e obter êxito nas bilheterias e nos provar que Tom Cruise ainda consegue realmente realizar missões impossíveis, como a de ainda nos entreter após 30 anos de carreira e sem dublê.
Desta vez a direção ficou a cargo do Christopher McQuarrie de Jack Reacher, e pela primeira vez na franquia que o diretor também assina o roteiro, algo que ele tem até mais experiência, com os ótimos O Suspeitos, No Limite do Amanha e o próprio Jack Reacher entre outros, desta vez IMF (Impossibile Mission Force), e destituída após uma missão mal sucedida. Ethan se torna procurado pela sua antiga agência (agora comendada pela Cia), e também pelo Sindicato, responsável por procurar e matar integrantes da IMF, além de fugir de todos eles Ethan precisa procurar evidências da existência do Sindicado, para poder aniquilá-lo e provar sua inocência a trama é basicamente essa, somado a diversas locações pelo mundo e muitas, mas muitas, reviravoltas, o elenco principal todo está de volta, e além de tudo isso temos o que faz da série um sucesso, sequências de ação fantásticas (e impossíveis), que pasmem, passamos a acreditar, devido a sua verossimilidade, pois o protagonista  faz todas elas sem auxílio de duble, tornando o filme ainda mais impossível. A dedicação do astro é tanta, que até para aqueles que contestam seu talento em atuar, ao menos reconhecem seu empenho, pois num filme de Tom Cruise se o personagem corre é ele que corre, se gritar é ele que grita, então seu empenho é o único e uma  coisa que não podemos questionar nesse filme, em toda sua carreira.
Nação Secreta (Rogue Nation), mantem o ótimo nível dos últimos filmes da serie, e trás de volta um elemento que só havia no primeiro da série o clima de thrilher ou noir que nos remete aos velhos filmes de policiais, principalmente por uma das cenas iniciais em que Ethan esta na Europa a procura de informações e acaba surpreendido pelo Sindicado, ou a ótima a sequência da opera em Viena, que já figura entre as melhores da saga, com todo o clima dos filmes noir, dos clássicos de espionagens aos thrilher policiais, a fusão entre o estilo explosivo, que a serie assumiu a partir do segundo longa, com o estilo que deu sua origem, é fantástica. Os estilos se alternam e funcionam, mesclando ação e emoção, espionagem e tensão, sempre de forma muito eficiente, o diretor  soube conciliar perfeitamente os gêneros. Se a franquia já estava em ascensão, agora parece estar atingindo (ou se mantendo) seu auge, outro mérito é conseguir se superar a cada filme, se tivemos a ótima sequência em Dubai, envolvendo o maior edifico do mundo, culminando numa perseguição durante uma tempestade de areia, aqui ele já abre com a sequência do avião, que todos chegaram a pensar que seria a melhor cena de ação do filme, pois era mostrada durante o trailer, o que mais impressiona é que o longa tem muito mais a mostrar, e nos brinda com uma sequência de ação e perseguição atrás da outra, e tão boas quando as do trailer e até mais tensas, como a que Ethan fica submerso, para invadir um banco de dados com informações sobre o inimigo. O elenco coadjuvante também vale ser destacado liderado pelo ótimo, Simom Pegg que merece destaque seu personagem Benji cresce a cada filme (merecido), a bela Rebecca Ferguson (Ilsa Faust) sempre que esta em cena causa tensão, pois sabemos muito pouco sobre seu personagem, e não termos certeza de suas intenções e Jeremy Renner (William Brandt) que ganhou destaque ao entrar para equipe no quarto filme, aqui assume a parte burocrática da IMF e Luther (Ving Rames) pouco aparece, mas sempre é importante para o grupo.
Emfim, Missão impossível 5 é um ótimo filme, um dos melhores do ano ao lado de Mad Max e já tem fardo enorme, se superar no próximo filme (previsto para 2017), e assim como a carreira de seu protagonista, mesmo você simpatizando com  ele ou com sua franquia, tem que lhe dar os méritos e reconhecer que Missão Impossível pode não ser perfeito, mas beira a perfeição e Tom Cruise pode não ser um ótimo ator, mas ele se esforça muito, e tem umas da carreiras mais regulares do cinema, tão regular como esta franquia.
@RG_FilmesInc                        @FilmesInc                  #Facebook
Avaliação:
Critica:9
Publico:9,5
Filmes Inc:9,5

Nenhum comentário:

Postar um comentário