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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Mad Max: A Estarda da Furia

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By Rg.
Antes de falar de Mad Max: A Estrada da Fúria é preciso voltar no tempo, primeiro por que este filme é uma "continuação indireta" da trilogia original (79, 81 e 85). A saga Mad Max também é precursora de um subgênero (ou estilo), que se tornou padrão em Hollywood, o dos filmes futuristas distópicos, e pós-apocalíptico, que nos mostra uma visão contrária do que a ficção sempre retratou nos anos 80, onde a tecnologia dominou o mundo e androides, robôs e as máquinas, tomavam conta do amanhã na maioria das vezes, já em Mad Max o futuro é distópico, sujo, sem tecnologia, o mundo se destruiue tudo é um verdadeiro deserto, nos remetendo literalmente ao velho oeste, onde que os poucos sobreviventes brigam por água e principalmente por combustível. Só para termos ideia da importância da trilogia dirigida por George Miller, diversos filmes beberam da sua fonte, diretamente e indiretamente; O Livro De Eli, A Estrada, Jogos Vorazes, The Roover A Caçada, Divergente e Maze Runner, e um dos que quase sepultaram o gênero, Waterworld, que tentou ser a sua versão nas águas, mas se tornou a produção mais cara da época, é um fiasco de público e critica.

Agora que introduzi vocês ao mundo de Max, algo necessário, pois a saga já tem 30 anos e muita gente da nova geração só mau ouviu falar dela, por isso que Mad Max: A Estrada da Fúria se auto sustenta sozinho e chega as telonas sem número no título e "ordem cronológica”. Mad Max A Estrada da Fúria pode ser definido em diversas palavras, entre elas; clássico, épico, grandioso, espetacular, surtado e ousado, todos  estes  adjetivos se enquadram neste novo filme da saga e vou explicar o porquê na crítica abaixo.
Primeiramente o filme tinha tudo para dar errado. já pelo simples fato de ser uma continuação de uma franquia dada como de 30 anos (o momento de aproveitar o seu hype, já passou), outro fator que deixava os fãs receosos, era o competente diretor George Miller, não dirigia um filme live-action desde 98, com Babe O Porquinho Atrapalhado Na Cidade, e o pior, ele não faz um filme de ação desde Mad Max 3 (seus trabalhos mais recentes foram; Happy Feet 1 e 2). Sem falar no estrondoso orçamento que ultrapassou a casa dos $150 milhões de dólares, e ainda os problemas que a produção enfrentou, suficientes para deixa qualquer fã ou produtor, de cabelo em pé, o filme teve uma das produções mais problemática dos últimos anos (quase sempre que isso ocorre é sinônimo de fracasso), o longa começou a ser rodado em 2011 (sem contarmos quando realmente começou a ser idealizado em 99, e aposentado pós 11/09, ainda com Mel Gibson vinculado ao filme), após ter boa parte das filmagens rodadas no deserto australiano, entre 2011 e 2012, grandes tempestades obrigaram a produção se mudar para Namíbia, gerando um atraso nas filmagens em mais de um ano, devido o conflito de agenda dos atores, além também que segundo as mas línguas, Charlize Theron e Tom Hardy trocaram farpas durante a produção. Resumindo tudo caminhava para o fiasco é a Warner poderia estar prestes a ter seu próprio John Carter (fracasso comercial da Disney de 2012), mas só saberíamos as respostas quando o filme chegasse aos cinemas, e este dia chegou, depois de mais de três décadas e todos os contratempos, o longa ele tem todos os adjetivos citados, e um pouco mais.
Mad Max: Fury Road é uma verdadeira aula de como se fazer cinema, que deve ser usado como exemplo para qualquer diretor que queira fazer ação do jeito prático, George Miller faz tudo, e explode tudo de verdade, é tudo rodado em locações, nada de estúdio é o verdadeiro cineasta mainstream trabalhando. A premissa é bem simples Max (Tom Hardy) está novamente vagando pelo mundo, carregando consigo as feridas e traumas de anos de perseguições e mortes, após ser capturado ele é escravizado e usado como doador de sangue para os garotos da guerra, que são liderados por Imotal Joe (espécie de líder religioso, que se autoproclamou o novo messias), que numa terra sem lei, ele controla boa parte da água e combustível, e quem detém isso nos dias atuais é visto como um Deus, é exatamente desta forma que seu povo o vê, sua fé os faz lutar e saquear por ele, para garantir sua salvação pós-morte em Valhalla (paraíso da mitologia nórdica onde seus guerreiros são recebidos como heróis por deuses). Seu braço direito é a imperatriz furiosa vivida Charlize Theron (uma das personagens femininas mais fortes dos últimos anos), que cansada de seu regime de caos, decide fugir pelo deserto, levando com ela o maior de seus tesouros; suas noivas, tal atitude faz com que a imperatriz passe de fiel escudeira, à sua inimiga mortal e Max é jogado em meio a esta guerra pelo acaso, ele apenas quer sobreviver, é um ponto de vista  diferente, você ver o longa pelos olhos de um protagonista, que não é o centro da trama. Com este enredo simples Mad Max compensa uma trama mais elaborada, com uma ação de encher os olhos, o filme é um puro clímax, ela começa com ação literalmente nos contando a história durante a ação, ele não para, tudo é mostrado e desenvolvido numa perseguição fantástica pelo deserto, o longa faz sua primeira pausa após quase uma hora e meia (de muita ação), mas sem ser cansativo é tudo orquestrado com maestria, o diretor George Miller parece que nunca deixou de fazer ação, a fotografia nos faz sentir o calor do deserto, como se estivéssemos lá, e mesmo sendo uma paisagem distópica a fotografia consegue ser belíssima. As perseguições são surreais, as mais frenéticas do cinema atual, além de surtadas, onde mais nos veríamos carros estranhos, motos e caminhões se degladiando pelo deserto, e isso no ritmo de uma trilha sonora insana, com direto a uma espécie de trio elétrico, com um guitarrista mutante tocando e lançando fogo pela guitarra.
Mad Max é uma ficção distópica, mas é uma das mais plausíveis do cinema, e o jeito de dirigir  também as batidas e explosões são reais, nos fazendo vibrar como criança. Mad Max é um balé épico com direito até  acrobatas voando sobre carros, o filme é um verdadeiro espetáculo moderno e precisa ser visto e copiado da forma certa.
 O único problema do filme é seu protagonista Tom Hardy é um ótimo ator, mas seu Max, mesmo sendo o mesmo personagem que Gibson viveu é bem diferente, para aqueles que como eu reviram a trilogia original recentemente, sentimos um certo incômodo, e nada contra, mas se nos anos 2000 era difícil contar com Mel Gibson, devido sua agenda de diretor e ator, hoje em dia, devido aos problemas pessoais, o astro tem tempo disponível e se o personagem está mais velho e perturbado, por que não usar o Max original, problemas com o diretor sabemos que não houve, afinal Gibson foi até a première do filme e pousou para fotos com o diretor e o elenco, Mad Max só não foi perfeito devido a este mínimo detalhe, que vai incomodar poucos, pois como o diretor e a produção já informou Fury Road se sustenta sozinho, para agradar os que já viram os originais e para uma nova geração.
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Avaliação:
Filmes Inc.:9,5
Critica:9,5
Público:8,5

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