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domingo, 30 de dezembro de 2012

O Hobbit


By Rg.

O Hobbit, marca nosso regresso à Terra Média nos cinemas, nove anos após termos nos despedido dela em O Senhor dos Anéis; O Retorno do Rei, mas na mitologia criada por J.R.R Tolkien (John Ronald Reuel Tolkien), ele se passa 60 anos antes de Frodo e Cia, terem o fardo de salvar a Terra Média do temido Sauron. Baseado na primeira obra do escritor (O Hobbit Lá e de Volta Outra Vez de 1937), que já era um sucesso considerável, quando alguns anos depois, Tolkien se consagraria com sua trilogia, que viria se tornar uma das mais vendidas da história. Muitos passaram a procurar O Hobbit, na sede de saber mais sobre sua obra e seu universo magico.

O Hobbit nos conta uma das mais famosas histórias de aventura de Bilbo Bolseiro, junto com o mago Gandalf o Cinzento, embora se passe antes (também tenha sido escrito), nos cinemas ele praticamente se tornou um prelúdio da Trilogia do Anel, devido à inversão na ordem de adaptação. Para alguns isto também ocorreu na literatura, pois O Hobbit, só se tornou um hit após muitos conferirem as obras seguintes de J.R. R Tolkien, mas ela sempre esteve presente nas prateleiras (só era menos conhecida). Por isso O Hobbit chega aos cinemas com uma enorme pressão, por que ele tem o ardo fardo de superar (ou equiparar) a trilogia do anel, mesmo que para muitos, e até mesmo o diretor Peter Jackson, chegaram a alegar que são filmes distintos, mas em universos comuns, isso era apenas para diminuir a pressão, sobre a produção, que quase não chega a ser realizada tão cedo, devido a problemas da Warner que começaram em 2004, devido a problemas de direitos do livro que pertenciam a MGM, que estava prestes a falir e não cedia perder uma fatia da produção, mesmo não podendo arcar com ela, o estúdio praticamente estava em leilão, sem saber quem iria adquirir seu pacote de filmes (que inclui a franquia 007) e direitos que incluíam a obra de Tolkien. Em 2006 foi ápice da crise envolvendo O Hobbit, Peter Jackson estava movendo um processo judicial contra a Warner, sendo assim impossível que ele dirigisse o longa, seria praticamente impossível imaginar a Terra Média sem Jackson nos cinemas, após muitos empecilhos, no fim dos anos 2000 a Warner/New Line chegam num acordo financeiro com Peter Jackson, e O Hobbit volta ser uma realidade, Peter Jackson é confirmado no projeto, mas como produtor e logo seguida Guilhermo Del Toro (Hellboy, Blade 2 e O Labirinto do Fauno), confirma os rumores que ele estaria envolvido em o Hobbit ,o diretor especialista em universos surreais/sombrios era a escolha do estúdio e do produtor para tocar o projeto.

Del Toro se mudou para a Nova Zelândia, e começou a pré-produção ao lado de Jackson, ambos assinavam o roteiro do longa também, mas os atrasos frequentes nunca deixam a produção ter uma data de filmagens e lançamento definida, todos estavam aflitos, nada era certo, eis que em maio de 2010, Del Toro deixa a direção do filme (ficando apenas como produtor executivo), para poder tocar seus outros projetos. Novamente começava a buscar por alguém e confiança de Warner e de Jackson para dirigir o tão aguardado longa, devido aos nomes nada animadores e a pressão da Warner, no fim de 2010, Peter Jackson cede e é declarado oficialmente o diretor de O Hobbit (graças, pra aqueles que como eu, não é tão fã do trabalho de Del Toro).
Após a turbulência a produção esta nos eixos finalmente e o elenco começa a ser escalado em 2010, e em 2011 as câmeras estavam a todo o vapor, para que em 2012 estivéssemos garantidos no primeiro voo para a Terra Média (ou Nova Zelândia).
O Hobbit conta a história de Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), um pacato e tranquilo Hobbit do condado, que certo dia recebe a visita de um clã de 13 anões e do Mago Gandalf o Cinzento (Ian McKellen ,vale destacar que o primeiro encontro entre os dois e fantástico), que o convidado a partir numa jornada, mesmo relutante (até demais), mal sabia ele que tal jornada, seria a maior aventura de sua vida, e iria mudar rumo da Terra Média para sempre, devido a uma suposta jóia que iria aparacer em seu caminho.
Bilbo decide ajudar os anões que pretendem tomar de volta sua terra natal o reino de Erabor, onde eles viviam e guardavam os maiores tesouros de toda a Terra Média, devido aos anões serem exímios mineradores, eles cavavam cada vez mais fundo, e sempre encontravam riquezas que iam desde ouro, diamantes e rubis, que eles forjavam e guardavam em seu reino, mas tanta riqueza não fez bem ao seu povo, além de serem vistos como gananciosos por toda a Terra Média eles atraíram a atenção do Dragão Smaug, que tomou A Montanha Silenciosa ou Monte Erabor pra si (mostrado de relance num prologo, muito bom) retendo todo o ouro e deixando todos do reino e sem lar, após tentarem tomar seu reino de volta numa grande batalha entre anões, elfos e homens, orcs pela montanha e sua riqueza, mas de nada adiantou, pois nada e ninguém eram suficiente pra enfrentar a ira do dragão, mas agora auxiliados por Gandalf e liderados por  Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage) os grupo de anões formado pelos outros 12 anões eram; Nori (Jed Brophy), Fili (Dean O'Gorman), Dori (Mark Hadlow), Bofur (James Nesbitt), Gloin (Peter Hambleton), Dwalin (Graham McTavish), Balin (Ken Stott), Oin (John Callen), Bombur (Stephen Hunter), Bifur (Wiliam Kircher), Ori (Adam Brown) and Kili (Aidan Turner), ele parte em direção a Erabor novamente. 
O início de o Hobbit chega a ser morno como o de a Sociedade do Anel, pois ele nos apresenta novos personagens, e nos introduz agora ha nova aventura, mas assim que eles saem do condado a ação toma conta do filme.
Nesta jornada para retomar a Montanha Solitária (Erabor), eles enfrentam desde ; Orcs, Trolls, Goblins, Wargs e o mais temido deles Azog um Orc Albino, que jurou vingança a Thorin após a batalha pelo tesouro na montanha, o que mais nos impressiona em O Hobbit é seu visual, a fotografia, o cenário, os efeitos é tudo que já vimos na Trilogia do Anel aperfeiçoados pela atual tecnologia, resumindo o que já era perfeito melhorou. Outro fator benéfico ao filme é que ele nos introduz num universo que já conhecemos de forma não repetitiva, o que seria ruim, mas ele consegue nos mostrar que como se trata de uma nova aventura, ao contrario dos filmes anteriores, onde somente os envolvidos na jornada do anel, é que se impostavam com o futuro da Terra Média eram mostrados, já aqui não é uma jornada livre, e diversos seres e locais novos são introduzidos de forma inteligente, criando ligações ou referências a outros que já concheemos ou vimos de relance anteriormente, como os trolls que os Anões confrontam na floresta são os que os integrantes da Sociedade do Anel passam por eles já petrificados.
Antes de iniciar tal travessia eles passam por Valfenda (reino élfico), para que Gandalf consiga decifrar o mapa deixa pelo pai de Thorin, e pedir o aval do conselho branco (formado por Galadriel, Elrond e Saruman), para seguir em frente.
Mas a aventura que toma conta do filme, e após os primeiros 30 minutos é continua, e de qualidade, cada sequência culmina em alguma fuga ou embate, que podem não ser tão grandiosas e épicas como os de As Duas Torres e O Retorno do Rei, mas no quesito ação são impecáveis, como a batalha entre os Gigantes de Pedra no desfiladeiro, durante uma tempestade é de cair o queixo, e até ali já era a cena mais impressionante do filme, em termos de grandiosidade e efeitos, mas ao chegarmos às minas dos Goblins, não apenas por estas horríveis criaturas, mas por que enquanto Thorin e cia, enfrentam tais criaturas Bilbo, encontra a criatura que vai mudar sua vida e a de todos, numa sequência que paga o ingresso, daquelas de você olhar para os lados e todos estarem em silencio, vidrados de queixo caído com a tensão da cena, e mais ainda pelo visual perfeito de Gollum (Andy Serkins), repetindo com maestria agora mais real o obscuro Smeagol, que faz um tipo de acordo com Bilbo, para lhe ajudar a sair daquele lugar, tal encontro todos nos já sabíamos que Gollum tinha a posse de um anel até aquele momento o "precioso" era seu. A cena tem dois clímax simultâneos, a fuga dos anões pelas pontes estreitas das minas do rei Gobilin e Bilbo conseguindo se safar de Smeagol, Jackson nos conduz na aventura de forma excelente, com tomadas aéreas e térreas alternadas, parece que os anos, foram gentis com o diretor que já nos brindou com uma ótima direção anteriormente, agora ele esta mais maduro e confiante em cada cena de batalha.
O Hobbit convence sim, os fãs da trilogia O Senhor dos Anéis, agrega novos fãs que não viram a saga anterior, e Peter Jackson merece nosso parabéns, pois o fantasma de Star Wars Ep. 1 (que deixou muito a desejar quando George Lucas revisitou o universo fantástico que ele havia criado deixando até os fãs descontentes), que o assombrava foi exorcizado.

Agora nos resta aguardar pelo desfecho em 2014, pois recentemente a Warner e Peter Jackson anunciaram que pequeno livro de apenas 295 paginas vai ser uma nova trilogia, antes previsto para apenas dois filmes, mas como estamos em boas mãos, e por esta ótima primeira parte, sabemos que vem coisa boa por ai, e sempre que Peter Jackson e Cia, me convidar pra a Nova Zelândia ops Terra Média eu sempre estarei la.
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Avaliação:
Critica:8,5
Público:9
Filmes Inc:9,5

Há batemos um papo sobre O Hobbit num podcast com a galera do @Conhece_Mario para ouvir clique aqui e baixar aqui.



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