by Rg.
Possessão chega
aos cinemas com um ótimo lobby a seu favor, estampado em seu cartaz (ótimo), tem o nome do
diretor Sam Raimi, um dos percursores da inovação do gênero
trash/terror nos anos 80, Raimi faz um clássico do gênero em 81, com míseros 20
mil (ou algo em torno), e uma câmera na mão, o cultuado Evil Dead, quase amador o filme mesclou
terror e o trash, e de quebra até um humor praticamente nunca visto no gênero, mas de
forma eficaz, Evil Dead se tornou uma divertida franquia e Sam Raimi foi dirigir
outros longas de gêneros distintos, e para muitos se tonou famoso apenas como
diretor da trilogia Homem-Aranha, em 2009 ele deu as caras no gênero novamente com o
ótimo, Arraste-me Para o Inferno que tinha muito de Evil Dead.
Mas o grande
problema de Possessão é justamente este marketing (ou lobby), por que Sam Raimi apenas produz o
longa (o dinamarquês Ole Bornedal que assume o cargo) e outra boa sacada (ou Lobby que sempre funciona), que estampa seu poster, os dizeres "baseado em uma
história real", por que poucos filmes do gênero
que se dão o luxo de ter se inspirado em acontecimentos verídicos deram certo e agradaram, a grande exceção é O Exorcista, clássico inquestionável, mas o
diferencial deste clássico de 1973, era que tinha uma ótima história, muito bem contada,
mesmo não sendo um filme com; inúmeras mortes, impressionou até os mais
céticos, por que se analisarmos bem com exceção de filmes sobre seriais killers, como veremos um filme do gênero (terror) com diversas mortes (vale citar que todo filme pode estampar em sua descrição que é inspirado em acontecimentos reais, pois não tem como ser comprovado e registrado tais casos, mesmo sendo uma mentira não é ilegal), mas o público
que vai ver o filme espera por isso, ninguém vai até o cinema ver um filme de
terror sem mortes, a não ser que tenha uma ótima história. Possessão até esboça
ter um bom enredo, após uma ótima sequência inicial, envolvendo um suposto artefato amaldiçoado, em seguida o enredo nos mostra o devotado pai de família
Clyde (Jeffrey Dean Morgan o comediante de Watchmen) divorciado passa parte de seu tempo com suas filhas Hanna e Emily, em
um dos seus fins de semana com a guarda de suas filhas, Clyde passa por uma venda de garagem e Emily adquiri um artefato exótico, uma espécie de caixa
lacrada com escrituras em polonês, paralelamente percebemos que parte da dedicação de Clyde vem pela sua ausência no tempo em que era casado com a mãe de suas
filhas, após alguns dias em posse do artefato, Emily (a mais nova) começa a demonstrar
algumas atitudes estranhas e não desgruda de sua nova aquisição em momento
algum, Clyde percebe o comportamento estranho de sua filha após a decorrência
de eventos estranhos e intrigantes, ele decide por fim aquilo, desaparecendo com
a caixa maléfica, não demora para Emily dar falta e ter sua personalidade toda
alterada por alguma entidade por traz da caixa, Clyde parte em busca de
respostas e após muitas pesquisas, ele culmina em um bairro Judeu onde ele
encontra respostas sobre o artefato, à caixa era uma espécie prisão feita para contenção
de um Dibbuk (espécie de demônio pagão), que se libertado usa o corpo de quem o libertou como hospedeiro, este Dibbuk atende pelo nome de Abizul, Clyde recebe
a ajuda de um judeu disposto a aprisionar novamente Abyzul no recipiente e
libertar Emily.
A trama inicial é boa, o problema do filme é o seu dinamismo e ritmo, por que o enredo não é bem preenchido, como é supostamente baseado em uma história real, existem cenas tão absurdas, que é difícil imaginar aquilo tudo tenha realmente acontecido, Possessão é um filme que
promete, mas não cumpre bem seu objetivo que seria nos impressionar e sentir
medo, se não tivesse tanto lobby em torno dele seria melhor, afinal esperaríamos
menos deste razoável filme, que se você esperar muito do filme vai realmente
sair de sua sessão muito Possesso.


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