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sábado, 22 de dezembro de 2012

Especial Trilogia O Senhor dos Aneis (The Lord of The Rings)


by Rg.
Há cerca de pouco mais de uma década o diretor Peter Jackson nos presenteou (e impressionou), com aquilo que viria se tornar uma das maiores trilogias da história do cinema; a trilogia "O Senhor dos Anéis" formada por A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei
A mitologia toda se passa na Terra Média, num universo criado pelo escrito J.R.R. Tolkien, que escreveu o livro durante a guerra, Tolkien criou uma fábula e uma terra mágica que agrada crianças, jovens e adultos, uma terra que é habitada por Elfos, Anões, Homens, Orcs, Magos entre outros seres, buscando a perfeição ele criou um mundo fictício que beirava o realismo, com planícies, planaltos, montanhas, cavernas, densidade demográfica, cada lugar tem seu clima e também seu dialeto, existem diversas línguas na Terra Média.
Em pouco tempo a sua obra se tornou uma das obras mais vendidas de todos os tempos, em números só perde para a bíblia (se considera-la como livro), mas por que demorou 50 anos para ser adaptado? Pois todos nos sabemos que Hollywood não dorme em serviço, pois ao menor sinal de sucesso obras já ganham sua adaptação antes até de ser encerrada, como a saga Harry Potter que ganhou as telas quase que simultaneamente, que seus livros foram saindo, até a própria saga Crepúsculo aconteceu algo semelhante, por que demoramos 50 anos para sermos apresentados nas telas ha Terra Média? Pelo simples fato de O Senhor dos Anéis ser considerado uma obra inadaptável para os cinemas, por diversos fatores, tecnologia, direitos autorais por parte da família de Tolkien, e pelo maior desafio de todos adaptar uma da maiores obras literárias do mundo nerd e retrata-la de forma perfeita, coube a Peter Jackson um apaixonado pela obra, topar esta empreitada, mas nada foi fácil, como convencer algum estúdio, desembolsar uma fortuna para um diretor desconhecido adaptar este clássico, após muita insistência, a New Line um estúdio de até então independente (de pequeno porte), se arriscar, mas de forma ousada e inteligente, Peter Jackson e o estúdio chegaram à decisão de rodar o filme de uma só vez na nova Zelândia, para diminuir os custos de locações devido a impostos e etc, entre 98 há 2001, algo até então nunca feito fazer três longas de uma só vez, por que se algo der errado não há como voltar atrás, sobre o orçamento se o filme fosse rodado de outra forma, o seu custo seria no mínimo de $150 milhões por filme, Jackson usou sua própria empresa de efeitos especiais a Weta (criada em 1993 para o filme Almas Gemeas dirigido por ele) que fixou sede também na Nova Zelândia, e surpreendeu a todos, deixando até os mais céticos de queixo caído, fazendo a até então a maior de todas Light Magic de George Lucas que foi consultada para fazer os efeitos da trilogia durante a pré-produção, e seu orçamento era algo estrondoso que iria deixar o custo da produção exorbitante, mas após todos os empecilhos serem resolvidos, o elenco escalado (vale citar que o fato de rodar os filmes simultaneamente você reduz o valor de cachê também, todos os envolvidos assinam para a trilogia, assim não havendo o risco de após o sucesso do primeiro filme pedir mais para voltar, ou até se recusar voltar e a produção ter que trocar atores), mas a New Line ficou na berlinda até a estreia de A Sociedade do Anel que poderia lhe causar, sua falência como o problemático Cleópatra quase faliu a Fox nos anos 60.
O Senhor dos Anéis tinha tudo, mas tudo mesmo para dar errado, mas pelo contrário deu tudo certo, os efeitos não deixam nada a desejar a qualquer filme na verdade os superam, eram os melhores efeitos da época e por que não de todos os tempos, o elenco que seria um problema pelo fato de ser boa parte desconhecidos, mesclando com outros consagrados, tiveram uma química fantástica, os efeitos visuais são de dar inveja e causam impacto, com batalhas épicas a Weta foi pioneira em desenvolver um chip que multiplica seu exército de figurantes, transformando centenas em Milhares (10 mil para ser exatos), dando vida própria a cada um não ficando robóticos ou repetitivos cada um tem movimento e vida própria. Mas o principal fator a seu favor foi sua qualidade, a trilogia prima pela fidelidade à obra (algo raro nem os fãs mais fervorosos da obra questionaram Jackson), e outro fator fundamental e a qualidade cinematográfica os filmes, são acima da media e regulares todos tem seu valor um completa o outro, com seu mérito próprio. A trilogia O Senhor dos Anéis fez história como obra literária figurando entre as maiores do mundo e os filmes não ficam atrás, a saga do anel esta entre os filmes mais vistos do cinema e premiados. A Sociedade do Anel em seu primeiro filme acompanhamos o modo de vida dos Hobbits, pequenos habitantes da Terra Média no condado, entre eles Bilbo Bolseiro, que esta comemorando mais um aniversário e em breve pretende sair em uma nova aventura, logo em seguida somos a apresentados a seu sobrinho Frodo e o mago Gandalf o Cinzento. Ao saber que Bilbo esta de pose de o Anel magico forjado no fogo de mordor, perdido durante anos. Sauron senhor das trevas, que praticamente aprisionou e reinou pela terra média em posse desta relíquia de poderes insuperáveis, temendo pelo ressurgimento das trevas em busca pelo anel, Gandalf impede Bilbo de leva-lo consigo, assim ele deixa a jóia para seu sobrinho Frodo, mas com ela o fardo, pois as trevas sentem a sua presença se conseguirem tela novamente, as trevas reinarão pela terra média novamente, a única  solução é destruí-lo na montanha de Mordor. Um conselho envolvendo um representante de cada reino da terra média é formado (o Elfo Legolas, o anão Gimli, e os Hobbits Sam, Merry e Pippin), para discutir que rumo tomar, a única solução era formar uma sociedade para acompanhar Frodo, até que ele destrua o artefato, eis que a jornada começa e  uma das maiores aventuras do cinema tem seu inicio. Somos apresentado a diversos seres, e personagens, com o decorrer da aventura após esta introdução inicial, aventura vai ascendendo, como a fuga de moria culminando com um confronto envolvendo um troll e na sequência o temido Balrog, logo depois mais um ataque de Orcs pela floresta que culmina na separação da Sociedade do Anel (o primeiro filme faturou 4 oscars, de 13 indicções) 
As Duas Torres nos mostra os rumos distintos que cada um tomou para defender a terra média, Frodo e Sam partem para mordor para destruir o anel, Merry e Peppin são levados por Orcs, às ordens de Sauron, Aragorn, Legolas e Gimli, partem em seu resgate. As Duas Torres nos mostra pela primeira vez na trilogia a aventura por arcos (pontos de vista) diferentes, mas de forma eficaz, cada arco tem seu valor para trama e sempre estão em ascensão, mas com certeza o arco envolvendo, Aragorn, Legolas e Gimli cresce devido suas batalhas épicas em especial a do Abismo de Helm, se não é a maior, é a melhor, da história do cinema, ou figura entre as maiores, já o arco envolvendo os hobbits; Peppin e Merry, também é envolvente, devido seu conflito em meio aos Orcs, mas o arco que mais cresce é o de Frodo e Sam, pois a adição de um novo protagonista que é simplesmente surreal, Gollum (Smeagol), além de ser a criatura mais perfeita digitalmente, a sua atuação é fantástica, de deixar qualquer um de queixo caído, As Duas Torres pode não ter a perfeição de A Sociedade do Anel, mas beira ela, e já é o suficiente, para ser um excelente filme ( o filme teve 6 indicações ao Oscar, faturou 2).
O Retorno do Rei chega para concluir a trilogia, e por que não coroar com chave de ouro a saga. O terceiro longa da série chega já num clímax, épico de seus antecessores, mas ampliado ao extremo, tudo neste ultimo filme e maior, para ser exato e mais condizente com o filme épico. O filme tem batalhas homéricas, que mostram todo o poder da weta, tem profundida, ao mostrar um Frodo afetado pelo anel, um Gollum ainda mais fantástico com direito a uma cena inicial impressionante, digna de Oscar para Andy Serkins, e entre tantas batalhas a mãe de todas elas, o confronto nas minas Tirith, que pode não ser tão fantástica como a de Helm (em meu ver), pelo fato de Helm ser uma fortaleza deixa tudo mais claustrofóbico, mas esta de Tirith e maior, grandiosa ao extremo, pois ela chega a ter o dobro de Orcs e combatentes, pois Saruman mandou tudo que tinha; orcs, wargs, nasglul, humanos e trolls para tomar a cidade elevada. Já do outro lado encontramos, homens liderados por Gandalf, mas ganham o auxilio da volta do rei com um exército simplesmente mortal. Com mais 40 minutos é uma das mais intensas e grandiosas batalhas do cinema. Com seu desfecho emocionante a trilogia Senhor dos Anéis, antes mesmo dos créditos começarem já nos deixava com saudades da Terra Média, por que aprendemos com O Senhor dos Anéis nos cinemas, que fantasia pode ser real, e Tolkien nos presenteou com uma obra tão fantástica, que em nossa infância tínhamos bons filmes de fábulas, revendo eles hoje poucos sobrevivem, ou para vermos seres e criaturas, fantásticas, eram necessários diversos filmes, com a obra de Tolkien bastou apenas uma trilogia e apenas um universo, para vermos (e termos tudo), sobre fantasia e mitologia, isto tudo nos foi apresentado em uma história só de  forma sublime, imagine onde mais você vai encontrar em apenas um conto; Elfos, Anões, Hobbitis, Trolls, Magos, Orcs, Uru Kai, Nasglul, Worgs, Humanos, Reis, Bruxos e ainda um Balrog e um Gollum brilhante? E como já disse faz mais de uma década desde que o primeiro filme estreou, e ainda nos impressiona como se fosse feito hoje (a terceira parte da trilogia teve 11 indicações ao Oscar e levou as 11 para casa, somando a trilogia teve 30 indicações e 17 premios).

Não importa a idade, Senhor dos Anéis se foi visto há 10 anos, hoje ou daqui 20 anos, sempre vai ser uma das maiores sagas do cinema.

Avaliação:
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A Sociedade do Anel:10
As Duas Torres :9,5

O Retorno do Rei:10
Há batemos um papo com a galera do @Conhece_Mario num podcast para ouvir clique aqui e para baixar aqui.

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