By Rg.
"Você já
matou alguém? Às vezes fica emocional, eles imploram e choram".
Por esta frase disparada pelo personagem de Brad Pitt (Jackie Cogan), se referindo ao por que
não mata alguém que o conhece, você já percebe-se que tipo
de filme é O Homem da Máfia, a frase citada tem muito em comum com o título original
do filme; Killing Them Softly , que seria Matando-os Suavemente (ou algo do
tipo).
Baseado num
livro de 1974 chamado; Cogan's Trade, de George V. Higgins.
O Homem da Máfia
marca o reencontro do astro Brad Pitt com o diretor de O Assassinato de Jesse
James (Andrew Dominik), neste novo encontro ele aborda o submundo da Máfia da Boston (como a máfia já é um submundo, este é o sub do sub), mais especificamente sobre as casas de jogos
ilegais controladas pelo crime organizado, que sustentam o mundo do crime por la, onde diversos figurões frequentam
diariamente, uma destas casas é agenciada (ou gerenciada) por Markie (Ray Liotta),
que percebe que devido ao alto fluxo de dinheiro em seu "cassino
ilegal", enxerga a vulnerabilidade da segurança, e tem a brilhante
idéia de contratar dois rapazes para lhe roubar, sem levantar suspeitas, mesmo
assim as suspeitas recaem sobre ele, mas após ser questionado, ele se safa e acaba saindo "ileso",
mas em uma noite de bebedeira anos após o ocorrido, Markie entrega que forjou o
próprio assalto de sua casa, mas como eram outros jogadores eles acabam achando a situação engraçada, afinal não era seu dinheiro na época. A história
virou motivo de piada entre os jogadores e uma espécie de lenda urbana.
Mas para o azar de Markie, outros tiveram a brilhante ideia de assaltar uma
casa de jogos novamente, Vincent conhecido como esquilo, tem um
comércio da fachada pra encobrir seu verdadeiro oficio, dar informações sobre
serviços (roubos), para que outros o executem e lhe dêem uma grande porcentagem. Esquilo
passa todos os pontos fracos de casa de pôquer de Markie para Frankie
(Scoot McNairy de Argo), que acha o serviço uma barbada, pois nunca suspeitaram do
próprio, pois a casa escolhida casa é de Markie que tem contra si o fato de já ter dado este
golpe, Frankie convida seu amigo Russel (Ben Mendelsohn, muito bom por sinal),
para lhe auxiliar tudo corre bem, pela fragilidade na segurança, algo comum para
não chamar a atenção da policia e pelo fato de todos saberem que o dinheiro ali é pertencente ha máfia. Alguns dias depois os chefões começam a tomar providências para localizar os
culpados, como o trio já previa Markie é o principal suspeito, mas mesmo
sobre tortura ele não confessou, afinal desta vez ele realmente não tinha nada haver com aquilo, mas para o auto escalão era necessário averiguar tudo friamente. Eis
que entra no filme Jackie Cogan (Brad Pitt) que só pela sua fala mansa e
tranquilidade já desperta respeito, sempre bem trajado ele é contratado por
Driver (Richard Jenkins), vem para colocar as coisas nos eixos e achar os
verdadeiros culpados, Driver representa o grande escalão da máfia.
Jackie não demora muito para que com a ajuda de seus contatos chegar até Russel, que
falava demais (por sinal coisas hilárias; como as regras sobre sexo na prisão ou
sua viagem para traficar cães), ao chegar nele não vai demorar para que Jackie
chegue nos seus cúmplices, mas pra isso ainda temos a adição de Mickey (James
Gandolfini), que vive também um matador de aluguel veterano que já não é mais o
mesmo, que vem de outro estado a contribuir com Jackie, mas acaba se
tornando um estorvo.
O Homem da Máfia é um ótimo filme sobre a máfia, mas não um filme sobre mafioso, ele nos mostra como eles agem quando tem um problema nas mãos, como os grandes vão dando ordens, para que tudo se resolva, ele praticamente é um filme
sobre os bastidores do crime organizado e toda sua infraestrutura, sendo assim é quase impossível culpar algum chefão caso aconteça algo de errado, pois o baralho é muito
grande para desmoronar sobre eles, mas os outros ingredientes do gênero estão la, como as
sovas (surras, daquelas que o cara entrega até a mãe), chegam a ser tão bem
filmadas que a cada golpe desferido doe no telespectador, e as mortes chegam a ser até poéticas, como uma de um dos protagonista do longa, pois o filme todo
quase não tem trilha somente neste instante de forma sublime, por falar em
trilha com a falta dela entra sempre algum discurso, de algum candidato à
presidência como Obama e McCain ou o próprio Bush indo ao ar no fim do seu
mandato 2008, se manifestando sobre a crise que seu pais vivia, assim o filme ganham
um contesto social.
Quem diria que um
filme de Máfia (ou sobre ela) teria uma critica sobre a crise americana, mas
independente disto além de um filme de diálogos fantásticos, eles só foram possíveis devido ao ótimo elenco, e um diretor que acerta
novamente a mão, ao tirar o que a de melhor em Brad Pitt, que mata
suavemente os filmes ruins sobre o gênero.
Avaliação:
Critica:7,5
Filmes Inc.:8
Público:7


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