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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Contagio (Contagion)

Rg.
Contágio poderia ser apenas mais um filme sobre infestações, seja ela uma gripe (Vírús) ou Raiva (Extermínio) ou Zumbis (Madrugada dos Mortos ou uma série The Walking Dead), mas seu diferencial é por que nos mostra que independente do caos ou o que estamos lidando, aqui é mostrado o início como tudo começou, geralmente estamos acostumados a ver o caos já instalado.
Geralmente nos filmes do gênero e também nos citados acima, somos representados nas telas tão desnorteados e perdidos como seus protagonistas, despertam de um coma, perdido em meio um Pandemônio.
Como se da inicio ao caos ou uma infestação? no caso de Contagio, ele vai tão a fundo, que logo de cara começa com uma simples tosse, e assim que a imagem abre somos apresentados a personagem de Gwyneth Paltrow (Beth Emhoff), e na legenda aparece 2º dia o suficiente pára sabermos que estamos apenas no dia dois da doença, que já em seus primeiros dias já esta matando muitas pessoas em diversas partes do mundo.
Então somos apresentados aos outros personagens, cada um com sua importância, a trama, Laurence Fishburne (Dr. Ellis Cheever) faz o figurão do governo que além de procurar os melhores profissionais para ajudar na cura, da às caras para bater na TV e responde pelo congresso, Kate Winslet (Dra. Erin Mears) faz a doutora que perita em viroses que chega à cidade para orientar sobre como lidar com a praga, Matt Damon (John Hawkes) é o viúvo que perde a mulher e o enteado nos primeiros minutos do filme e fica desesperado para proteger a filha mesmo sabendo após ter sido mantido em quarentena, (devido ao fato de ter tido contato com dois infectados) que é imune ao vírus, Marion Cotillard (Dra. Leonora Orantes), faz uma espécie de medica investigativa enviada a Hong Kong, para saber se as suspeitas de que o vírus teve início la são reais. Jude Law (Alan Krumwiede) faz o repórter blogueiro que em meio a todo este cataclisma procura mostrar que o governo esta por trás de tudo, envolvido com os farmacêuticos leiloando a patente da vacina, que ele alega já esta desenvolvida e ainda que não será necessária, pois produtos naturais podem curar o vírus, mas seria ruim para o governo financeiramente e fechando este alicerce esta a doutora Jennifer Ehle (Ally Hextall)
Com este elenco de qualidade e com o arco formado temos a trama do filme que pelo ângulo de cada um deles temos uma visão diferente do caos, John Hawkes (Matt Damon) é o pai desesperado para proteger a filha de tudo e todos e ainda alimentá-la e evitar ser morto ou saqueado. Todos tem sua devida importância no arco da trama.
A direção de Steven Sodenbergh de 11 Homens e Um Segredo e Tráffic é ágil e excelente (chegando a lembrar muito Tráffic em seu modo de contar a história) cada ponto de contagio é mostrado mesmo discretamente, ou em closes de câmera como o amendoim que Beth (Gwyneth) come no aeroporto já gripada, ou no copo que o bartender limpa após um infectado usá-lo.
O interessante de ver o começo de uma epidemia é que o longa soube nos contar detalhadamente a historia, os dias vão sendo mostrados desde os primeiros dias à diante e vamos vendo pela cidade e pessoas quando o caos estoura como no 18º dia. Pois sempre imaginamos e nos perguntamos como seria saber os dias em que cada fato ocorreu, e qual dia foi derradeiro ou quando deixamos de ter esperança.
Imagine há um tempo atrás a h1n1 se espalhando rapidamente e matando centenas, já em menos de 10 dias perturbador? Já o vírus em questão, chega à áfrica e ao infectar aidéticos sofre uma mutação que mata em horas, é mais forte do que a gripe espanhola que em 1918 matou 1% da população do mundo.
Contágio nos mostra perfeitamente esta sensação de que todos independente do cargo ou dinheiro estamos impotentes, como num evento assim até os bandidos esquecem-se do dinheiro e passam a invadir casas dos que detém cargos influentes como Lawrence Fishburne atrás do antídoto, cidadãos que se tornam saqueadores num simples aviso numa fila de suplemento que acabou os mantimentos.
Como o governo cogita nas primeiras horas que tudo é fruto de um ato terrorismo, vestígios de uma era Bush onde os americanos pós 11/09 vivem com medo e temem á tudo, até ameaças terroristas biológicas.
Como uma medica determinada pode contrair a doença e ter o mesmo tratamento de todos os outros (ou melhor, não ter), como uma pessoa influente na internet pode espalhar ainda mais um caos com uma notícia negativa, ou uma mulher adúltera leva o vírus para sua casa, e para outra cidade numa pequena escala para ver o amante, como até do outro lado do mundo descobrimos que o terceiro mundo se existir uma cura não esta entre os primeiros da fila.
Some tudo isso a maneira ágil de contar o início de uma catástrofe por pontos de vistas diferentes e todos nos sairemos da sessão infectados, por um bom filme que se o boca a boca se espalhar como a doença mostrada no filme não passara batido, por que coisas boas também pegam.
E um simples aperto de mão pode causar sérios danos no mundo.
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Avaliação:
Critica:8,5
Público:7
FilmesInc.:8

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