Rg.O novo filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar tem dois pontos fundamentais que seus filmes anteriores não tiveram, para ter êxito no mercado internacional (bilheterias internacionais principalmente) além de contar com a volta de seu colaborador e amigo de longa data nos anos 90, Antonio Banderas que não atuava em um filme de Almodóvar desde 1990, coincidentemente logo após as parcerias e alguns anos depois o ator espanhol despontou em Hollywood como astro de filmes de ação e Latim Lover (sim pasmem à quem acreditava que ele era um sex apell latino), eu confesso que não sou muito fã dos filmes de Almodóvar e muitos nem sequer não chegam em circuito comercial por aqui, mesmo assim ele consegue ter um nome respeitável na América Latina e ao redor do mundo.
Mesmo enxergando o talento do espanhol nunca achei tão diferenciado e ao mesmo tempo covarde de nunca tentar provar seu talento em Hollywood, já que e tão elogiado e consagrado na Europa.
Os anos passaram seus filmes alguns, quase todos ganharam indicações ao Oscar, e lançou a bela Penélope Cruz (Volver e Abraços Partidos entre outros) para o estrelato entre outras belas atrizes, curiosamente somente o cineasta não migrou para Hollywood.
Seus filmes sempre foram sobre dramas desde familiares ou amorosos e por que não densos, um dos motivos deste novo longa e a diversidade deste filme que foge de sua característica, também por ser adaptação de um livro totalmente distinto dos seus trabalhos anteriores.
A Pele que Habito é uma mescla de suspense com drama hora alternando entre si o longa nos mostra a historia do Cirurgião Robert Ledgard (Antonio Banderas) que desde o início já sabemos que trabalha em uma pesquisa para construir a pele humana perfeita para fins cirúrgicos, e também pelo sentimento de culpa após perder sua mulher que ficou totalmente desfigurada, após um acidente de carro e Robert não conseguiu mesmo sendo um dos melhores cirurgiões, lhe ajudar.
Os anos se passaram e sua pesquisa se torna sua obsessão e também um dos motivos de sua reclusão Robert se torna uma espécie de Dr.Jekyll (Mr Hyde) ou Frankenstein tentando criar o tecido humano perfeito usando a resistência da pele suína, o grande diferencial do filme também chega com o decorrer do filme para sermos apresentados a historia, ele começa a alternar no tempo e nos mostrar detalhes da trama e também vamos conhecendo o que de fato aconteceu com sua e esposa, e quem é a mulher (Elena Anaya, ótima e bela por sinal) que Robert mantém trancado em sua casa e a monitora 24 horas por dia. Apenas sabemos que é ela a sua cobaia humana, que ele faz o seu experimento a procura da pele perfeita.
A bela garota Vera Cruz (Elena Anaya) parece ser feita sob medida por Robert, mas logo nos primeiros instantes dela em cena descobrimos que ela não esta contente pelo cárcere que vive que tenta tirar sua vida, e aparentemente não é a primeira vez que isso ocorre e no decorrer do longa e nas linhas temporais que o filme vai intercalando com perfeição, descobriremos quem é ela e o por quê de seu cárcere.
Mas não vou me adentrar muito na trama para não estragar futuras surpresas, mas uma coisa e fato Almodóvar deve ser como vinho, esta melhor depois de velho e mais ousado ao adaptar um livro de um gênero sombrio no qual ele não era habituado e a meu ver só lhe falta ousar agora em Hollywood, pois um diretor que consegue tirar uma ótima atuação de Antonio Banderas e lançou Penélope cruz ao estrelato já merece um Oscar.@RG_FilmesInc @FilmesInc
Avaliação:
Filmes Inc.:8,5
Critica:9
Público:8
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