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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Passageiros

passageirosBy Rg. Passageiros é um filme peculiar por mais que não pareça, ele contem todos os ingredientes de uma ficção espacial como as mais recentes Gravidade, Perdido em Marte e Interestellar, todos foram sucessos de publico e critica, ele tem uma grande produção, protagonistas em alta e um trailer repleto de tensão. Só com isso já era um filme a ser esperado. Teve uma certa polemica durante antes mesmo da sua produção se iniciar pelo fato do estúdio pagar o cache de Jennifer Lawrence (o maior cache feminino de Hollywood) antes mesmo do filme ter um roteiro acabado (algo muito arriscado). Agora a seu favor tem os elementos citados e um casal carismático em seu pôster, já é um filme a ser visto. Passageiros tinha tudo para dar muito certo (ou errado este gênero vive na berlinda) e ele conseguiu ficar no meio termo. O longa tem pompa e rotulo de suspense espacial, como vimos nas previas, mas é um filme de gênero totalmente inesperado num ambiente inesperado, já tivemos desde ação a terror espaciais em naves (e até comedias), mas até onde me lembre, nunca vi um romance espacial ainda mais com este orçamento milionário, algo muito raro para um filme do gênero, pois quando você tem um orçamento de mais de 100 milhões de dólares e filmes de romance mesmo sendo sucesso poucos atingem esta marca, e vender um filme deste gênero e convencer o grande publico ir vê-lo e ter êxito financeiro é uma árdua tarefa. O longa nos conta a historia dos tripulantes da nave Avalon que esta levando 5 mil passageiros até um novo planeta (Homested Colony) numa viagem de 120 anos algo da errado quando um dos passageiros desperta de sua hibernação antes, quando ainda faltam 90 anos pela frente e ele percebe vai passar o resto de sua vida sozinho e vai morrer antes de chegar ao seu destino, após quase um ano sozinho outra passageira também desperta e depois do choque inicial, ele tenta conforta-la e esta é a prote do filme, um romance que é até forçado, por surgir entre duas pessoas opostas, num ambiente inusitado, que tem que aprender a conviver juntas e superar a eminente noticia que vão passar a vida abandonados numa nave. É um filme de naufrágio com romance uma espécie de Lagoa Azul especial, sim o filme tem também uma subtrama (muito rasa).
No meu entender nada disso prejudica o filme, que como fã de cinema, vejo qualquer gênero, mas justifica algumas criticas que ele recebeu, por ter sido vendido como outro gênero e pelo dilema que envolve seus protagonistas, o filme funciona bem como romance, tem um bom ritmo em seu primeiro ato e o personagem de Chris Pratt (Jim Preston) segura bem os primeiros 30 minutos sozinho, e sua química com Jennifer Lawrence (Aurora Dun) é boa e segura o filme. O segundo ato onde o romance toma conta também tem um bom ritmo e diverte. Já seu terceiro ato tem seu problemas (mas não chega a prejudicar o filme) ele tem uma reviravolta até interessante, mas peca ao tentar justificar uma atitude com algo futuro, não era necessário, você querer validar um ato errado com um heroico no fim. A direção ficou a cargo do competente John Spaihts de O jogo da Imitação
Agora os que esperavam um filme cientifico, entendo sua decepção, mas mesmo sendo um gênero totalmente diferente não é ruim apenas foi vendido errado e isso é um erro (vender gato por lebre) ainda mais no cinema, onde o publico não perdoa ainda mais com o alto custo dos ingressos. Portanto fica a dica quando for ousar e fazer algum filme diferente seja honesto.
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Avaliação:
Critica:7
Público:7,5
Filmes Inc.:7,5

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